A operação que levou à detenção de 10 extremistas islâmicos, não tem ligação alguma ao Islão. Vai na volta, a culpa é de Israel.
Abril 4, 2012
Diogo Feio ficou constrangido ao ver um deputado do CDS a votar ao lado de Louçã e de Jerónimo de Sousa (nas votações relativas a alterações à legislação laboral nacional – por essa matéria estar, na sua opinião, sujeita a um princípio de disciplina de voto especialmente qualificado) mas não atacou João Rebelo e Adolfo Mesquita Nunes
Face a este esclarecimento, é minha obrigação penitenciar-me pela minha falta de clareza no post Diogo Feio ataca João Rebelo e Adolfo Mesquita Nunes.
Julguei, inocentemente, que fosse absolutamente claro que este meu post era irónico e visava apenas salientar a infelicidade da crítica de Diogo Feio a Ribeiro e Castro tal como ela foi reproduzida no Público. Nunca me passou pela cabeça que o post em causa pudesse ser lido como uma imputação a Diogo Feio de críticas a Adolfo Mesquita Nunes e João Rebelo, imputação essa que seria, obviamente, falsa (além de derrotar à partida a própria razão de ser do post).
Relativamente aos fundamentos adicionais apresentados para justificar a crítica de Diogo Feio a Ribeiro e Castro, não me pronunciarei já que são essencialmente esclarecimentos relativos à notícia do Público. O que me importa face a este comentário é deixar claro que em nenhum momento pretendi fazer a imputação de que Diogo Feio tivesse tido por objectivo criticar João Rebelo, Adolfo Mesquita Nunes ou, já agora, o próprio Diogo Feio, por ter, como recorda, votado “muitas vezes, ao lado de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã”.
Leitura complementar: Diogo Feio ataca João Rebelo e Adolfo Mesquita Nunes; A propósito das críticas de Diogo Feio.
Abril 3, 2012
A extrema-esquerda a salivar
A extrema-esquerda deve ter salivado mas – pelo menos para já – o golpe de Estado foi só no Twitter: Houve um golpe de Estado em Portugal… mas só no Twitter
Tudo não passou de um embuste que ganhou dimensão internacional à velocidade da Internet. A hashtag #PrayForPortugal foi um dos temas mais comentados no Twitter nas últimas horas e referia-se a um alegado golpe de Estado em Portugal. Até ver, está tudo calmo.
Violênci@ doméstic@: do “casamento” gay ao divórcio gay (2)
No que diz respeito a esta jugular, estou esclarecido. Só seria um caso de violência doméstica merecedor de atenção se se tivesse passado no âmbito de um “casal” de lésbicas.
Leitura complementar: Violênci@ doméstic@: do “casamento” gay ao divórcio gay.
Sem ironia
Acho admirável a capacidade empreendedora de alguns elementos do 5 Dias. Não passa uma semana sem que organizem algum tipo de animação no Rossio (embora, a bem da descentralização, ficasse bem alguma diversificação geográfica). Não tenho qualquer dúvida que se o Renato Teixeira tivesse nascido num país mais amigo da iniciativa privada, seria hoje um empresário de sucesso. Nos EUA já estaria milionário. Como nasceu num país em que lutar pela redistribuição de rendimentos é mais fácil e eficaz do que produzir, está condenado a organizar manifestações. É também desta capacidade produtiva desperdiçada que se faz a pobreza de um país.
Q.E.D.
Em complemento ao oportuno post do Carlos Guimarães Pinto, aqui fica uma prova dos perigos de “aprender” economia através do “Querido, mudei a casa”: querido, mudei a casa! – um excelente programa para perceber como funciona a economia. Por Tiago Mota Saraiva.
A mim parece-me que no “Querido” se aprende mais sobre a economia que CGP defende do que sobre arquitectura. Se, para a arquitectura e construção o programa é um atentado, as formulações ideológicas que repercute são as bases de um sistema que pretende manter desequilibrada a balança entre pobres e ricos conferindo aos ricos a possibilidade de fingir salvar da pobreza um ou outro “caso” e fazendo disso alarde.
Leitura complementar: Querido, apatetei a economia.
Abril 2, 2012
Há Preguiçosos, há muito preguiçosos, há comunistas, … e depois há este senhor

Um excerpto:
A scrounger who almost died after cutting his own foot off so he could stay on jobless benefits.
Long term unemployed Hans Url, 56, had just been told his hand-outs would stop if he did not accept work found for him by job centre staff. And when his claims that he was too sick and did not like the work were challenged with the offer of a medical, he took drastic measures.
Url, of Mitterlabill, southern Austria, rigged up a mitre saw and sliced off his foot – then put it in the oven for good measure to ensure no surgeon could reattach it.
The police added that the man had almost died from loss of blood before the emergency services arrived and that they had recovered the foot from the oven – but that it had been too badly burned to reattach.
Querido, apatetei a economia
Gostaria de me solidarizar com o Tiago Mota Saraiva. Compreendo perfeitamente o que ele sente, enquanto arquitecto, ao ver programas como o “Querido, mudei a casa”. Deverá ser mais ou menos o que eu sinto, enquanto economista, ao ler o 5 Dias.
Abril 1, 2012
Violênci@ doméstic@: do “casamento” gay ao divórcio gay
Um caso de violênci@ doméstic@ – condenável, como todos – mas que provavelmente não vai merecer grande destaque no jugular: Violência termina casamento gay (COM VÍDEO)
Março 31, 2012
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – A Tábua Rasa, a Escola de Frankfurt e a “Broken Britain”
2 – Há bufos na extrema-esquerda portuguesa
3 – Evidências
4 – Economia 101 – A economia não é um jogo de soma nula
5 – Portugal não é um estado de direito
Março 29, 2012
Portugal não é um estado de direito

«A base da sociedade é a Justiça.»
«Fazendo coisas justas, tornamo-nos justos, fazendo coisas moderadas, tornamo-nos moderados, fazendo coisas corajosas, tornamo-nos corajosos.»
Aristóteles
Apenas marginalmente menos mau que a presença de países como a China, Cuba ou Líbia no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o facto de Portugal ter como ministra da justiça Paula Teixeira da Cruz diz muito sobre as deficiências de Portugal enquanto putativo estado de direito. Trata-se, afinal, de uma pessoa que concebe extradições inconstitucionais, atropela aspectos básicos do processo penal e propõe legislação que, face à dificuldade de implementar consistentemente, dá poderes mais ou menos arbitrários ao estado para colocar cidadãos atrás das grades.
Não surpreende, face a isto, que a ministra recuse o liberalismo clássico. Para poder fazer o que faz, deve seguramente recusar algumas características desse liberalismo clássico como o princípio de que o estado não pode exceder os poderes que lhe são atribuidos constitucionalmente; ou que os cidadãos apenas devem ser encarcerados perante provas claras, obtidas em processos expeditos, com possibilidades de apresentar defesa e onde sejam aplicadas leis que não violem os direitos básicos que a consituição supostamente garante. Bem como que os funcionários do estado não estejam acima da lei, nomeadamente no que toca ao abuso de autoridade.
Quando um secretário de estado não tem a verticalidade de confrontar claramente o abuso de poder da administração pública, que colocando-se acima da lei acaba por “legislar por despacho”, causando o dano que causa a cidadãos inocentes, isso só pode ser visto como mais um sintoma evidente da decadência da justiça portuguesa. Da prática à teoria, não dá para concluir outra coisa: Portugal não é, verdadeiramente, um estado de direito.
Março 27, 2012
Macroperspectivas Kaleidoscópicas
O novo blog de Angel Martín sobre finanças e macroeconomia: Macroperspectiva Kaleidoscopica.
Mohamed Merah e as restantes “vítimas da sociedade”
O artigo da Paris Match revela a homenagem ao terrorista Mohamed Merah, cujo pai pretende processar o estado francês pela sua morte. Talvez porque não deixaram os feitos de Merah tornar-se suficientemente famosos. A verdade seja dita: a vontade nunca lhe faltou.
Leitura complementar: Deve estar para muito breve, Deve estar para muito breve II, Tariq Ramadan não está desorientado nem é uma vítima da sociedade ocidental.
Março 22, 2012
Cuidado com os “sionistas” !
A virilidade e viralidade sionista do “O Insurgente” //
Inocentemente pensei que as redes sionistas não fossem tão eficazes para chegarem a Portugal, mas este post no insurgente provou-me o contrario.
Para ajudar às teorias conspirativas (que neste caso bem precisam), mais informo que o nosso Michael Seufert foi recentemente reconduzido nas suas funções como representante do Grupo Parlamentar do CDS-PP no Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel.
Parecendo que não, isto anda tudo ligado…
Deve estar para muito breve II
Desde a esperada morte do terrorista, saíram e devem estar prontos a sair apelos, manifestos e opiniões políticas e outras mais ou menos mediáticas sobre o receio da comunidade muçulmana vir a sofrer actos de retaliação e da oportunidade única dos políticos alterarem o status quo. Dado a natureza humana, vinganças serão possíveis. Mas o que a realidade evidencia são detalhes e factos de natureza bem diferente: guetos onde a lei não entra, ou melhor é seguida a sharia, onde distúrbios acabam por incendiar propriedades de infiéis, onde judeus são perseguidos, sovados e assassinados.
Qualquer mudança tem que começar e acabar na própria comunidade. Até ver, os resultados estão longe de serem animadores.
Leitura complementar: Deve estar para muito breve.
Sindicatos – os Persuasores da Ineficiência
Um artigo interessante por Daniela Silva sobre como os sindicatos prejudicam toda a classe trabalhadora ao insistir em greves e salários mínimos.

Falta de vergonha
Na senda da Baronesa Ashton, o Sérgio Lavos não se coibiu de vergonhosamente aproveitar as mortes de Toulouse para as suas causas políticas atribuindo a responsabilidade moral do atentado ao discursos anti-imigração de Sarkozy. Infelizmente (para ele) a realidade tratou de o desmentir. Se ainda lhe restasse um pingo de vergonha tratava (pelo menos) de apagar o post. Já nem falo num eventual mea culpa…
Março 19, 2012
Março 17, 2012
God’s Choice: Pope Benedict XVI and the Future of the Catholic Church
God’s Choice: Pope Benedict XVI and the Future of the Catholic Church, no Instituto Acton.
Transcrição de um artigo no sítio do Instituto Acton sobre o livro com o nome escrito acima indicado:

George Weigel
New York: HarperCollins, 2005 (320 páginas)O diálogo Górgias de Platão (428-347 a.C.) começa com Sócrates dizendo a Querofonte para perguntar a Górgias quem ele é. Eric Voegelin (1901-1985) chamou esse diálogo de a chave para a pergunta existencial – quem és tu. No início do século XX, a Europa se depara com a mesma pergunta e crescem as evidências de que não sabe respondê-la. A rejeição da herança católica na Constituição Européia foi um exemplo do que Marcello Pera chamou de “auto-aversão”, e a crise demográfica de uma população, cada vez mais velha e que não se renova, revela um misto de falta de esperança no futuro e de auto-obsessão. Esse não é só um problema europeu. Cada geração deve enfrentar novamente as questões fundamentais da vida e nenhuma cultura ou civilização é impenetrável ao declínio e à desintegração. Historiadores, como Oswald Spengler (1880-1936), afirmaram que o declínio era inevitável. Arnold Toynbee (1852-1883) rejeitou a tese determinista de Spengler e afirmava que uma civilização pode resistir ao declínio, mas suas esperanças repousam em indivíduos extraordinários, ou naquilo que ele chama de minorias criativas. O livro de George Weigel, God’s Choice: Pope Benedict XVI and the future of the Catholic Church [A escolha de Deus: o Papa Bento XVI e o futuro da Igreja Católica], trata de dois indivíduos extraordinários e da missão de reconstruir a cultura: João Paulo II e Bento XVI, líderes intelectuais e morais cujas vidas foram dedicadas a pregar a liberdade, a esperança e a alegria baseadas na verdade sobre o homem e sobre Deus.
O livro God’s Choice realmente é a seqüência do tour de force biográfico de João Paulo II escrito por Weigel chamado Witness to Hope [Testemunho da esperança]. Weigel começa detalhando das últimas semanas da vida de João Paulo II, a memorável vigília na janela de seus aposentos durante os momentos finais na véspera da festa da divina misericórdia, e o funeral, acompanhado por uma multidão e assistido por milhões em todo o mundo.
Weigel concentra-se no tema dos últimos anos do pontificado de João Paulo II – a realidade do sofrimento e da fragilidade humanos. O Papa via seu sofrimento como um sinal de Cristo e Imago Dei – uma verdade a que ele dedicou o intelecto e, por fim, o próprio corpo para comunicá-la ao mundo. Ao contrário dos campos de concentração do século XX, João Paulo II afirmou a dignidade de cada pessoa, independente de sua condição ou utilidade. No fim de sua vida, o frágil e trêmulo pontífice incorporou a passagem de São Paulo “Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja” (1Col 1,24).
Março 15, 2012
A viralidade ficcionada de Pallywood II
Afinal o sangue que o menino da imagem está a limpar é o de uma vaca e não o do seu irmão. O arquivo fotográfico que serve os propósitos da propaganda palestiniana deve andar pelas ruas da amargura pois, também neste caso, não é a primeira vez que a imagem é utilizada. Vale mesmo tudo.
Leitura complementar: A viralidade ficcionada de Pallywood.
Março 10, 2012
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – O coming out de um pro-life
2 – Para um ministro da Economia, o trabalho que urge não é fazer, é desfazer
3 – Despedi-me das ovelhas
4 – Carta ao editor da Economist
5 – Mudar
Março 6, 2012
Sobre o aborto pós-natal
Article Advocating ‘After-Birth Abortion’ Mugs Liberals with Reality.
Most pro-abortion people are not horrible human beings. Instead, they have been conditioned to believe that “a woman’s right to choose” is a moral end in itself, and one that trumps all other considerations. To sustain this belief system, they must buy into the little deceptions that feed the Big Lie about a fetus’s lack of humanity. None of these people, however, can pretend that a living, breathing baby, even one with a birth defect, is not a human. Reading an article that advocates a living child’s death horrifies them. The further realization that the article repeats the same tropes that underlie their pro-abortion views is a sledgehammer shattering the cognitive dissonance behind which they hide.
Despite the ugliness of this post-birth abortion article, many pro-abortion people will continue down their current path. They’ll castigate the article for being evil, either on its own terms or as a malevolent pro-life plant, but they’ll still say that women must have the right to terminate a pregnancy if they know that they (or society) cannot manage the costs or inconvenience an infant will cause. If challenged, they’ll have left only non sequiturs about “the right to choose” and “government off my uterus.”
What makes the article valuable is that other people, more thoughtful people, people who have been affected by seeing sonograms of their own baby or their little niece or nephew, will find unsustainable the cognitive dissonance that the article creates. They will no longer be able to pretend that the fetus isn’t deserving of life because it doesn’t have an existential sense. They will understand that, if one accepts the article’s logic, one has opened an easy pathway to killing any people who arguably lack self-awareness. It’s a death knell for those with head injuries, advanced brain tumors, serious stroke deficits, Alzheimer’s, etc. The next step is to look at an entire group of people and conclude that, by virtue of race, color, religion, sexual orientation, etc., that group lacks personhood and doesn’t deserve to live either.
Whether Francesca Minerva and Alberto Giubilini are the genuine moral monsters they appear to be or are skillful counter-propagandists, they have done the world a valuable service by focusing on the reality behind abortion’s culture of death. It’s not about “a woman’s right to choose.” It is, as they explicitly state, about whether a human deserves to live.
Março 5, 2012
O Ministério da Igualdade
Government should butt out of marriage and churches - Eamonn Butler (Adam Smith Insitute)
“UK Equalities Minister Lynne Featherstone want to legalise gay marriage. Fine by me: I don’t see why gay couples should not be able to sign up for the same obligations, rights and benefits that heterosexual couples observe and enjoy.
She also wants gay couples to be allowed to marry in church, like heterosexual ones. Again, I have no problem with that, if the church is willing to do it.
All good libertarian stuff.
But Ms Featherstone wants to go further, and force churches to officiate in gay marriages, whether they like it or not.
(…)
Likewise, Ms Featherstone should keep her nose out of what the churches choose to do. They too may have their own minimum standards for marriage, which couples have to sign up to before they can expect to be married on the premises. Fine. Churches are private clubs, let them get on with it. Personally, I would be campaigning for them to accept gay couples, but I wouldn’t force church officials to betray their consciences. These are deeply held ethical positions. Churches have been thinking about the morality of lifetime partnerships a good deal longer than Ms Featherstoe has.”
A somar às pérolas desta senhora estão a discriminação “positiva” no emprego e a sua crusada pela introdução de passaportes sem género.
Do as I say, not as I do
Uma justiça para ricos e uma Ministra para pobres. Por Pedro Pestana Bastos.
«Quem furta ou rouba comete um crime e deve ser julgado. Obrigar os comerciantes que sejam objecto de furto a constituirem-se assistentes e a deduzirem uma acusação particular contra quem furta, pagando obrigatoriamente uma taxa de justiça no valor de 204 euros sob pena do procedimento criminal não prosseguir, é um dos maiores ataques ao Direito de Propriedade do últimos 30 anos. Acresce que serão os pequenos comerciantes as principais vítimas. (…) A mesma Ministra da Justiça que insiste nesta frase, acaba por anunciar uma medida que mais não é do que consagrar uma justiça para pobres e uma justiça para ricos.»
Despedi-me das ovelhas
A expressão que Joana Lopes usou no Facebook não poderia estar mais próxima daquele sentimento que a maior parte dos portugueses sente ao regressar a casa depois de uma visita a um país mais avançado – e cada vez são mais.
A mim aconteceu-me há uns anos, depois de uma viagem a Berlim (sim, a capital do mal). O avião aterrou às 20h00, mas depois estive à espera cerca de uma hora e meia pela bagagem; a demora habitual no maior aeroporto do país, pior do que em qualquer outro aeroporto por onde eu tenha passado, incluindo por exemplo Istambul. Enfim, sabemos que esta demora se deve à desorganização provocada pelo facto de haver duas empresas dehandling a tratar da logística num aeroporto de médias dimensões, como é o caso da Portela. Um exemplo claro da norma neste país: um serviço que poderia ser feito apenas por uma empresa é entregue a um privado e tudo piora.
(Sérgio Lavos, no Arrastão)
O Sérgio Lavos foi ao Estrangeiro e, regressado, não consegue mais aguentar o atraso português, a começar por esta coisa estranha de ter empresas privadas a prestar serviços em concorrência. De facto, o aeroporto de Lisboa tem duas empresas a fazer o ground handling (uma delas privada, valha-nos Deus!), e este facto é a origem de todos os males. Já em Berlim, o exemplo de eficiência apontado, existem…10 empresas de handling, todas privadas. Aquilo deve ser coisa para uma quatro horas de espera, pelo menos. Deve ser por isso que o Sérgio Lavos lhe chama a capital do mal. Mas o melhor mesmo deve ser Istambul, o outro exemplo de “eficiência” apontado, que só tem uma empresa de handling que, tendo deixado há alguns anos de ser uma empresa pública, nunca perdeu o mais que eficiente monopólio.
Isto de competição por privados, estraga a eficiência de qualquer indústria. Que o diga a TAP, que é obrigada a vender vôos do Porto para Londres a metade do preço dos vôos do Porto para Lisboa (onde a TAP é detentora de um eficiente monopólio). Aliás, para os portuenses, Lisboa deve ser das capitais da Europa mais caras para voar. E, como todos sabemos, tudo corre de forma muito eficiente, sem atrasos nem greves despropositadas. Viva a eficiência dos monopólios públicos!
Março 2, 2012
A fotonovela
O resto da “narrativa” deve ser vista no Delito de Opinião. Segundo rezam outras crónicas, João Galamba e Pedro da Silva Pereira terão experimentado a desilusão e a insatisfação. Anacleto Louçã o coordenador do Bloco de Esquerda, não aproveitou sequer o tempo de antena mediático. Se não me falha a memória, pela primeira vez na sua longa carreira de combate político.
Complicação excessiva

Escreve João Pinto e Castro que «a legislação que permite ao estado expropriar os proprietários de casas cuja degradação põe em risco a segurança pública é excessivamente complicada». No post todo não menciona uma única vez a lei das rendas. Realmente o direito de propriedade, que até é garantido na constituição socialista, é um impecilho tremendo à acção voluntariosa de quem não respeita ninguém.
Fevereiro 29, 2012
Retrato no feminino das ditaduras árabes
Verdadeiras donas de casa desesperadas. Artigo de Nick Gillespie, na Reason. Por certo, Asma Assad terá lido com algum interesse a entrevista do presidente tunisino, Moncef Marzouki.
Nem politicamente correcto nem subserviente ao poder
As simpáticas palavras do Nuno Gouveia, do Pedro Pestana Bastos, do Samuel de Paiva Pires, do Luis Serpa e do Paulo Pinto Mascarenhas relativamente ao sétimo aniversário d’O Insurgente suscitam-me, além do natural agradecimento, uma reflexão.
Creio que uma grande parte do sucesso do blogue nestes sete anos se deve à conjugação de duas características: por um lado, a rejeição consistente da hegemonia do pensamento politicamente correcto, mesmo em situações de maior pressão; por outro, o elevado grau de sucesso na manutenção da independência face ao(s) poder(es) que em Portugal frequentemente condicionam as opiniões expressas.
E é também essencialmente por estas razões que, apesar de no meu caso pessoal a disponibilidade para o blogue ser reduzida, continuo a achar que O Insurgente vale a pena.
Fevereiro 27, 2012
Iturbe, Lucho e… Janko
Não o referi aqui porque quando escrevi e agendei a publicação do post relativo ao sétimo aniversário do blogue, este segundo regresso ainda não estava definitivamente concretizado. De qualquer forma, o agrado que manifestei aqui é naturalmente extensível ao regresso do Luciano Amaral.
Para usar metáforas futebolísticas de bom gosto, se o Ricardo Lima pode ser equiparado ao Iturbe e o Miguel Noronha, naturalmente, é uma espécie de Lucho insurgente, contamos com o Luciano Amaral para ser o nosso Janko, sempre oportunamente colocado no lugar certo e na altura certa para disparar bitaites decisivos.
Sejam todos muito bem-vindos…
Fina Ironia
No dia em que Krugman veio a Portugal reiterar a (óbvia) ideia de que os países periféricos como Portugal necessitam de ajustes salariais significativos para recuperar a sua competitividade relativamente à Alemanha, algo que parece despoletar um sério caso de dissonância cognitiva ao nosso estimável deputado João Galamba, este último resolve citar Joseph Schumpeter (of all people) para justificar que a poupança não precede o crédito. Talvez não devesse ficar surpreendido; afinal de contas, relativamente ao mesmo Schumpeter, ele já tinha convertido o conceito de destruição criativa noutro de criação destrutiva.
Mas neste caso trata-se de mais do que um simples lapsus linguae. Neste caso existe confusão entre o processo de crédito ao empreendedor, enquanto motor de inovação, que resulta em crescimento económico; e crédito ao consumo (ou pior, crédito ao elefante branco). Existe também confusão entre o processo de crédito micro-económico que, como escreveu Schumpeter, permite ao empreendedor ter acesso a recursos antes de ter um “direito” (claim) aos mesmos; e o processo macro-económico de expansão de crédito por via bancária, juros artificialmente baixos face ao que deveriam ser e decisões de investimento erradas, como resultado. Por fim, e o erro mais grave, é a conclusão que o João Galamba retira de que a poupança é um output. Mesmo que possa existir crédito em excesso da poupança original (é o caso no crédito bancário assente em reservas fraccionadas), e mesmo, por absurdo, que pudesse ser criado crédito directo pelo banco central às empresas e aos consumidores, via impressora de notas, isso resulta sempre em consumos de recursos que tiveram de ser anteriormente produzidos, ou, no limite, na diluição inflaccionária de valor anteriormente criado.
É mesmo verdade
Conforme o André denuciou aqui estou de volta a casa. Agradeço Vocês já me conhecem pelo que não são necessárias grandes apresentações. o convite e aproveito para dar as boas-vindas ao Ricardo Lima que se estreia n’O Insurgente.
Sete anos
O Insurgente assinala hoje o seu sétimo aniversário e esta é uma boa altura para agradecer a preferência continuada de todos os leitores.
Além da média acima das 2000 visitas diárias (segundo o Sitemeter), ao longo do último ano a expansão para outros canais consolidou-se. Destaco a página d’O Insurgente no Facebook, que há um ano reunia cerca de 550 pessoas, e hoje agrega já mais de 1500.
Mas a melhor forma de comemorar o aniversário é apresentar novidades de peso. Assim, é com muito agrado que anuncio dois reforços: a estreia do Ricardo Lima, que passa, a partir de hoje, a escrever n’O Insurgente e o regresso do Comandante Miguel Noronha, com quem tenho muito gosto em reencontrar-me por aqui.
Fevereiro 22, 2012
Dois blogues insurgentes
Integrate by Parts, do João Luís Pinto.
Quinta da Porta, do José Tomaz Castello Branco.
Venham mais três
Parabéns a David Levy pelo terceiro aniversário do Lisboa-Tel Aviv.
Argumentos musculados
O eterno presidente russo, Vladimir Putin revela os seus argumentos em artigo de opinião na Foreign Policy. Tem como título, Being Strong.
Leitura complementar: Aproximam-se eleições.
Fevereiro 21, 2012
Assim vai a extrema-esquerda em Portugal
O jugular João Pinto e Castro acusado de construir “uma tese que o mais fervoroso adepto do PNR não desdenharia” e Daniel Oliveira a apontar baterias publicamente contra Luís Fazenda, que parece assumir agora o papel de inimigo interno preferencial no Bloco de Esquerda.
De cada vez que se fala em “alternativas de esquerda ao PS”, convém nunca esquecer que é de fenómenos como estes que estamos a falar.
Leitura complementar: A extrema-esquerda sedenta de sangue; A ruptura da ruptura da ruptura: o que faz falta é animar a malta….
Fevereiro 20, 2012
O caos e bancarrota da Grécia não são responsabilidade de Israel
Ricardo, as tuas conclusões finais não batem certo com a realidade: por um lado, esqueces que boa parte dos problemas que existem no Médio Oriente se devem a um (renovado) conflito protagonizado pelo Irão e pela Arábia Saudita – a Síria é, disso e desde o ano passado, um palco privilegiado e a corrida ao armamento nuclear por parte dos sauditas é uma promessa caso os iranianos o procurem alcançar; por outro lado, dás demasiada importância ao poder de Israel e caracterizas o PM de Israel como o extremista. No entanto, nunca o vi a querer e a anunciar extrair cancros. Sobre o extremismo político, valerá a pena passares uma vista de olhos sobre os Protocols of Palestinian Perfidy.
A extrema-esquerda sedenta de sangue
Sendo certo que há quem seja ainda mais explícito na apologia da violência, a extrema-esquerda bloquista-caviar também já praticamente não disfarça a sua impaciência com o facto de ainda não correr sangue nas ruas. Face ao descalabro nas urnas e às cisões internas no Bloco de Esquerda, até se compreende a táctica, mas não abona grandemente a favor dos respectivos autores.
É interessante verificar também a dissonância cognitiva que leva a afirmar que Portugal, a Espanha e a Europa são governadas há mais de dez anos por liberais (Sócrates, Zapatero, etc) e que Vítor Gaspar é um extremista neoliberal.
Felizmente, nem toda a esquerda portuguesa está ao nível desta extrema-esquerda bloquista-caviar, mas o facto de em Portugal, em 2012, haver quem escreva este tipo de coisas beneficiando de amplos palcos mediáticos e de um tratamento favorável e frequentemente cúmplice da comunicação social é sintomático. Resta esperar que o PS resista à tentação de seguir pelo mesmo caminho.








