A pândega é livre

RT

O movimento/partido/agremiação unipessoal Livre, apesar da utilização ilegítima madeirense - motivo pelo qual os empreendedores locais estarão à partida excluídos da formação de uma alternativa ao governo verdadeiramente cool- apela a mais um diálogo à esquerda a pensar nas legislativas. Aviso grátis: o diálogo será hilariante longo, tendo em conta o ranking das esquerdas mais convergentes.

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Leitura dominical

O pensamento mágico, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Ainda haverá alguém com vontade de rir das pantominices de “Tozé” Seguro? Bastou espevitar as ambições do dr. Costa para o ainda secretário-geral parecer, por comparação, um paradigma de sensatez. No início da sua caminhada triunfal rumo ao poder, o dr. Costa, que, segundo artigo biográfico no Público, praticou ballet com os “filhos de operários e de prostitutas”, começou por adoptar o exacto vazio retórico do seu concorrente. A estratégia motivou, entre a escassa opinião publicada que não venera o antigo bailarino, acusações diversas, ou sobretudo a acusação de que, salvo pela tez de um e as sobrancelhas do outro, era impossível distinguir o dr. Costa do dr. Seguro.

Alarmado, o ex-colega dos filhos de operários e de prostitutas convocou o staff a fim de adoptar novo plano: se a emissão de vacuidades comuns não funcionava, havia que passar a emitir vacuidades absolutamente tresloucadas de modo a elevar-se acima da concorrência – ou, na pior das hipóteses, abaixo.

O primeiro fruto desta visão revisionista surgiu sob a forma de uma pérola de economia alternativa. De acordo com o dr. Costa, o primeiro-ministro “ou aumenta os impostos para aumentar a receita ou faz corte dos salários para baixar a despesa. Ora, nós não podemos viver neste quadro de opções tão limitado e temos que dizer ao primeiro-ministro que percebemos que ele não sabe sair dessa receita”. Por felicidade, “há uma outra receita”, “uma terceira via” que Passos Coelho “não sabe, nem quer aprender”, mas há que “lhe ensinar”: “aumentar a riqueza”.

Repito, para que não restem dúvidas: num demi plié arrebatador, o dr. Costa propõe aumentar a riqueza. E é isto que distingue os eleitos. Enquanto a comum cavalgadura se debate com um cobertor que ora cobre a cabeça ora cobre os pés, os que desenvolveram o génio junto da descendência de proletários e marginais arranjam um cobertor maior. Desde a Maria Antonieta da lenda e dos brioches que não se via rasgo assim: para não sermos pelintras basta que sejamos milionários, evidência cujas aplicações são ilimitadas. O cidadão hesita entre a bicicleta e os transportes públicos? É melhor comprar um Mercedes. Férias em Tenerife ou no Algarve? Quinze dias no Sandpiper em Barbados. T0 em Campo de Ourique ou T2 no Cacém? T4 tangencial a Washington Square.

A continuar neste ritmo, o dr. Costa já não irá a tempo de ensinar a terceira via ao pobre dr. Passos Coelho. Mas arrisca-se a conquistar a chefia do PS, a liderança do Governo, um ou dois Nobel e um lugar de solista no Bolshoi.

 

 

 

Leitura dominical

O péssimo selvagem, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Já escrevi no Facebook (sim, é verdade: agora tenho página no Facebook; gozem à vontade) que, num país livre, as pessoas têm pleno direito de exibir desrespeito e insensibilidade pelos infortúnios de quem não apreciam. Dado que o sr. Nogueira e os que gostam do sr. Nogueira não gostam de Cavaco Silva, é legítimo que se congratulem com o desfalecimento público do homem. E é legítimo que os que não gostam do sr. Nogueira e dos que gostam do sr. Nogueira se congratulem quando lhes acontecer alguma coisa de mal.

É o meu caso. Não apenas porque o sr. Nogueira seja uma perniciosa nulidade, que dizendo representar os trabalhadores vive há décadas sem trabalhar. Mas sobretudo porque o sr. Nogueira, por acaso ao contrário de Cavaco Silva, não representa a maioria dos portugueses: representa uma visão da realidade em que essa maioria não teria lugar. Se essa visão vingasse, leia-se se o sr. Nogueira ocupasse o cargo que Cavaco Silva ocupa, não haveria na Guarda manifestantes, berros e risos.

Mesmo discordando, não custa perceber que as gargalhadas alarves do sr. Nogueira constituem a maior evidência de que, com os defeitos conhecidos, o regime em vigor é largamente preferível ao tipo de regime que ele ambiciona. Em semelhantes trevas, estou convicto de que me seria proibida a galhofa ao primeiro tombo do sr. Nogueira, sonho que sinceramente acalento. A democracia limita-se a permitir a liberdade, os paraísos totalitários do sr. Nogueira é que impõem a santidade. De qualquer modo, prometo rir baixinho, que o decoro não depende do tipo de ideologia mas do tipo de carácter – embora a selvajaria dos srs. Nogueiras deste mundo me leve a supor que ambos andarão a par.

Corrente de pensamento estatal em alta

Olha que dois, n’A Batalha.

(…) A mais alta magistrada da nação argentina também tem dado que falar. A “culpa” é da criação do novo cargo inserido no Ministério da Cultura – a Secretaria de Coordenação estratégica para o Pensamento Nacional – que dará emprego ao filósofo argentino Ricardo Forster e aos intelectuais que defendem as políticas de Cristina Fernández de Kirchner. As almas mais ácidas poderão pensar que a Secretaria para o Pensamento Nacional não passará de um Ministério da Propaganda na tradição do de Joseph Goebbels e as mais moderadas, associar a criação argentina ao do eficaz Ministério da Felicidade venezuelano, que tantos frutos deram à humanidade. Puro engano. A Secretaria do Pensamento Nacional “deverá gerar instâncias de diálogo e debate sobre temas contemporâneos.” A tarefa do filósofo encarregue da causa passará por “desenhar e coordenar uma oficina de pensamento nacional ajustado, promovendo novas correntes de pensamento que apelem à participação dos cidadãos.” Só falta decretar o fim do problema de competitividade económica da Argentina. Considerado como um dos problemas económicos mais sérios que o país sul-americano se defronta, a decisão de Cristina Fernández de Kirchner em criar a Secretaria para o Pensamento pode tornar a Argentina no novo paraíso na Terra e revelar-se como um instrumento único na resolução dos problemas que afectam os argentinos. Com a mudança de pensamento tutelada por uma secretaria de estado, o sector produtivo rapidamente deixará de ser ineficiente e passará a competir com os mais exigentes parceiros internacionais. Basta pensar no assunto e acaba-se com a detioração das infraestruturas de transportes e comunicações que potenciam os custos dos sectores. Na mesma linha de acção, vale a pena ter o pensamento tutelado por uma autoridade governamental para que estejam decididos o fim dos altos impostos, regulações e normas excessivas, arbitrárias e conflituosas entre si. Com a liberdade de pensamento e debate administrados por uma entidade governamental, extingue-se o pseudo-empresariado subsidio-dependente dos dinheiros dos contribuintes e das indispensáveis ajudas estatais. Por fim, mas não menos importante, pela primeira vez o sector político deixará de lado a fome insaciável por recursos e a obsessão pela regulação da vida das pessoas. Tudo graças à oportunidade criada pelo governo argentino de ter possibilitado a abertura de um espaço muito franco e ainda mais amplo para discutir tudo o que se mostra imprescindível de discutir na moderna Argentina. A esquerda e o radicalismo, estão bem e recomendam-se. (…)

Na mouche II

Concerto dos Moonspell na Roménia

Fotografia do concerto dos Moonspell na Roménia

One hit wonder, por Fernando Ribeiro dos Moonspell.

(…) A minha decisão de deixar de escrever, antecipada pelo longo interregno desde a publicação do meu último post é simples: não há massa crítica em Portugal. Nem nos
blogs, nem na Televisão e muito menos na esmagadora maioria de quem comenta, perdão, de quem calunia quem se atreve a ter uma visão diferente sobre um problema ou um acontecimento. O meu post sobre o Fernando Tordo levou o meu nome a todo o lado, e na maior parte das vezes para o encharcarem de lama. Até na Televisão,tive imerecido destaque: a Clara Ferreira Alves e o Daniel Oliveira, disseram que não sabiam quem eu era: passo a explicar, sou um músico com opiniões e experiência de vida na vida modesta mas gloriosa que levo. Amanhã estarei a tocar na Arrepele Romene em Bucareste para 5000 pessoas. Admito que algumas até me possam conhecer.

O que eu não sou mesmo, é um parasita do próprio aparelho que o sustenta, pago para criticar e pago para se achar melhor do que a mão/estrutura que o alimenta. Não fora tanta inépcia do sistema a apontar, estas pessoas ficariam sem trabalho e sem sustento, pelo que, talvez, aderissem à moda e levassem a sua corte também para o Brasil. Boa viagem. Também não lhes reconheço nenhuma capacidade, nenhuma ideia que se tenha aproveitado de e para a mudança. Andam por aí, tal como eu, tal como os outros, mas conseguem ver tudo melhor que os comuns. Ficarão para a história? Terão um nome de rua? Alguém pode atestar da sequência prática do que despejam nos programas? Alguém já se sentiu inspirado a agir por esta duvidosa elite?

Falar é sempre fácil, comentar ainda mais. Mudar vidas…nem por isso. De resto: velha história, para lá de Badajoz ou se calhar ainda mesmo no nosso Alentejo o seu anonimato será porventura mais preocupante que o meu.

Mas, lá está, exemplos e histórias passadas. O que retiro daqui é que a esmagadora parte dos comentários foram ofensas, má-criações, calúnias. E essas, para mim, definem a arte de bem discutir em Portugal: disparar primeiro, conversar depois. Não tenho feitio para comer e calar, para trolls, para haters, para merdas. Muita gente veio ter comigo na rua a dizer “deste-lhe bem”. Errado. Não dei bem a ninguém. Disse a minha opinião. Para que não se pense que há só uma maneira de viver e ver a música em Portugal.

As pessoas que vem ter comigo na rua e não conhecem muito bem o que os Moonspell fazem, nunca sabem muito bem o que dizer também. Talvez seja a altura de assumir o nosso caracter alienígena. Não há massa crítica, ninguém reflecte sobre as coisas e a vontade de mudar na nossa cena musical é nula. Quando se fala de um artista grande, seja da boca do Pop, do jornalista armado em bad boy, do metaleiro…dizem-me sempre o Tony…tens de respeitar que ele é um profissional…e nós somos o quê? Uma brincadeira? Enfim o tamanho interessa. De resto é um ir e vir de vaidade e um medo terrível de que as coisas mudem e que de repente não se fale (ainda) mais do Tony, ou não se cante Abril, em bom e acordado português.

Adiante, o futuro é negro. Portugal está nas mãos do seu próprio povo que, à primeira oportunidade, o destrói, distribuindo desculpas e acusações como rajadas de G3. Generalizando, tal como eu.

Estou no meu direito quando não quero ser parte disso. Estou no meu direito quando digo que continuo a amar o meu país, independentemente do Tordo ter emigrado, de eu ter trabalhado para o Estado oito vezes nos últimos dois anos e de ser um perfeito desconhecido para a esquerda caviar.Amo Portugal. Esse amor, que não se explica, irá inspirar-me sempre para fazer algo que quer o burguês, quer o remediado, se tem esquecido de fazer e que antigamente nos destacava enquanto povo: conquistar.

E é dos palcos de Bucareste que vos saúdo, agradecendo a todos quanto leram este blog, pelas propostas e convites sérios que espontaneamente aqui surgiram. Aos que me ofenderam, o meu ditado romano preferido: Às aguias não importam as moscas. (…)

Leituras complementares: Na moucheUnder the Moonspell.

Leitura dominical

A selecção censurada, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Depois de sempre se ter oposto à saída de Portugal do euro, cujas consequências considerava “terríveis”, Francisco Louçã regressou do Além “trotskista” para ir à Mesa Nacional do Bloco de Esquerda colocar na dita mesa a hipótese de Portugal sair do euro. Além disso, ou também por causa disso, hoje defende a aproximação ao PCP.

O volte-face surge na sequência da derrota do BE na “europeias”, por sua vez já uma sequência da derrota do BE nas “autárquicas” e uma presunção das derrotas que hão-de vir. Não é preciso ser profeta para prever que ao longo dos próximos actos eleitorais o BE reagirá a cada rombo na popularidade através de uma radicalização progressiva. Se nas legislativas voltar a perder 50% dos votos e dos deputados, o Dr. Louçã aparecerá a sugerir que o País abandone a União Europeia e assuma protocolos institucionais com o regime de Gaza. Quando um dia perder qualquer representação parlamentar, o Dr. Louçã aconselhará a luta armada e a reabilitação moral de Otelo. No momento em que o eleitorado do BE não ultrapassar em muito o número de membros da liderança bicéfala, o estado-maior do partido poderá ser encontrado no Parque de Monsanto, a cozinhar húmus e a revolução.

Ou é isso ou a possibilidade agora apresentada por Ana Drago – e logo rejeitada pelos seus pares: a abertura de um “diálogo à esquerda” (eles dizem “esquerdas”) com o Livre, o movimento 3D e o PAN. Se levarmos em conta que o Livre é o pseudónimo de um ex-eurodeputado do BE, que o 3D representa dois ou três dissidentes do BE e que nem a internet imagina o que seja o PAN, é fácil concluir que o BE morreu. E, embora por razões mais ligadas ao humor do que à política, deixará saudades.

A Rússia precisa de mais Sochi’s e mais Crimeias

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E de caminho, os fundos de pensões servem para estimular a economia.

The Finance Ministry wants to free the billions of dollars locked up in Russia’s pension funds for investment in the economy from Jan. 1, a move that could spell either social collapse or effective economic stimulus depending on where the money goes, analysts said.

In a declaration of aims published on its website Tuesday, the ministry said the economy demands a source of financing for “long-term investment projects … [and] in the current difficult conditions for investment, this source ought to be funds from the pension system.”

State pension funds in Russia — where the greater part of the country’s 2.5 trillion ruble ($71 billion) pensions pot is stored — have long been stoppered by laws that severely restrict their investment activities. But over the past year the wheels of reform have been turning, the Finance Ministry said, and the floodgates may be opened on Jan. 1, 2015.

The influx could relieve an economy on the edge of recession and with restricted access to overseas sources of finance in the aftermath of Russia’s annexation of the Crimean peninsula from Ukraine in March.

According to Maxim Osadchy, head of analysis at Corporate Finance Bank, the funds would likely be destined for such massive and financially risky government projects as the 2014 Sochi Olympics. If this is the case, such a decision is “fraught with potential social catastrophe,” Osadchy said.

Da superioridade do debate político no Partido Socialista

ps

O blog António representa a facção nacional-socialista socrática-costista do Partido Socialista. Não se percebe a decisão de o tornar privado. O próprio António Costa que também é co-autor precisa de ser libertado. Não podemos permitir que o aprisionem tal como fizeram no caso de Mumia Abu-Jamal. Os militantes socialistas e os apoiantes de António Costa merecem estar informados pelo António.

José Borges escreveu, num texto intitulado “Seguro e o fim do III Reich”, que “se Hitler ameaçava levar o mundo todo com ele para o abismo caso a Alemanha tombasse, assim parece agir António José Seguro do seu ninho de águia, lugar supremo da abstração e da desrazão”. E acrescentou que o PS “encontra-se hoje nas garras de um homem perdido”.

O post só tem uma data, dia 2 de junho. Mais tarde surgiu um “esclarecimento” em que o autor se retrata. “Num momento infeliz publiquei um post pouco correcto e que retirei por esse mesmo motivo. Pelo facto peço desculpa a quem se possa ter sentido pela comparação. A respondsabilidade atinge-me exclusivamente”, escreveu José Borges.

O blogue tem como autores, entre outros, o próprio António Costa, e deputados socialistas, como João Galamba, Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves. (DN)

A imagem foi nacionalizada ao Vítor Cunha.

Adenda: Quem é o José Borges?

Leitura dominical

Europeias: as sete sequelas, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Explicar as eleições para o Parlamento Europeu aos pequenitos é fácil. Primeiro, é preciso informá-los, de preferência com a voz embargada, que a extrema-direita subiu em muitos países e ganhou em alguns. Depois, também não é complicado esclarecer os pequenitos de que a extrema-direita é sempre malvada e sempre perigosa e sempre igual: a Frente Nacional francesa não se distingue do UKIP britânico, o Partido do Povo dinamarquês não se distingue do Jobbik húngaro e o Aurora Dourada grego é a cara chapada do FPO austríaco. Em seguida, o que já é mais difícil, convém explicar-lhes que a extrema-direita não tem nada, nada, nada que ver com a extrema-esquerda, que subiu em Espanha, na Itália e na Irlanda e venceu na Grécia, embora na maioria dos casos ambas estejam de acordo na aversão à Europa, no ódio ao capitalismo, na exploração dos nacionalismos, no aproveitamento da pobreza e questões assim menores: o importante é que a extrema-esquerda é de esquerda e isso garante-lhe o estatuto de alternativa e a bondade, como aliás o último século demonstrou. Por fim, há que descansar os petizes: pese os resultados variados da extrema-esquerda em Portugal (o PCP subiu, o BE praticamente sumiu), há que louvar a inexistência por cá de uma extrema-direita com peso eleitoral. E há Marinho e Pinto, que dizendo muitas das mesmas coisas que a extrema-direita e a extrema-esquerda, não é tão pérfido como a primeira. Mas não se enganem, crianças: também não é tão recomendável quanto a segunda. Perceberam tudo?

No parque temático do Largo do Rato

Kim (1)

 

A imagem data de 2 de Outubro de 1977 e capta o Querido Líder Kim Jong Il, no parque recreativo de Taesong, em Pyongyang, Coreia do Norte . Por cá, às 17.30 h iniciar-se-à a reunião no Largo do Rato entre o Tó-Zé e o Costa. Para a animar a brincadeira liderança só falta a confirmação da presença do camarada Tino de Rans.

 

Uma grande vitória eleitoral II

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Partido Socialista discute com grande alegria e motivação o programa de governo apresentado pelo Tó-Zé ao país e aos europeus.

Os críticos de Seguro estão à espera que Costa dê o primeiro passo para o apoiarem como candidato à liderança. Outra vez. Entre os socialistas é evidente o desconsolo com a fraca vantagem sobre a coligação. Sábado há Comissão Nacional.

Uma grande vitória eleitoral

É a do PS que quer governar Portugal e, de caminho, a Europa com a lista paritária apresentada. Começa, sem dúvida, um novo ciclo político. Com duas freguesias por apurar, o PS tem uns soberbos 31,45% dos votos expressos (1.031.892 votos) e a coligação PSD/PP obtém 27,70% (908.811 votos).

Em bom plano está o Bloco de Esquerda que de uma assentada derrota o governo a troika  e “partido dos votos em branco”, ao alcançar 4,56% dos votos expressos em urnas progressistas (o que perfaz um total nacional de 149.534 votos),  O “Partido dos votos em branco” totaliza 4,41% a que correspondem 144.794 votos.

O Livre – Rui Tavares, unipessoal ilimitado – também é um dos vencedores da maratona eleitoral de Domingo. Ficou atrás do “partido dos nulos”, o que não está ao alcance de todos. Os nulos contaram 3,06% e 100.469 votos expressos. Os 71.520 seguidores do Rui Tavares que votaram nele perfazem 2,18%  do total.

Votantes nas eleições para o Parlamento Europeu foram 3.280.561. Inscritos para votar são 9.674.986 cidadãos.