Leitura dominical

Os nossos homens (e mulheres) em Belém, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Para início de conversa, tenho a agradecer aos pilotos da TAP a consideração que me dedicaram. Com duas viagens marcadas na companhia, gostei de ver o início da próxima greve aprazado para logo depois da primeira e o fim para o dia anterior à segunda. Muito, muito obrigado.

Egoísmo? Sorte? Não é nada disso. Se fosse, Portugal em peso não estaria comigo na defesa da TAP e dos seus funcionários contra os ventos da privatização. A TAP, já se sabe, é bandeira, caravela nas nuvens, baluarte da soberania, símbolo nacional em suma. A TAP é perfeita, donde não admira que toda a gente goste dela. Toda a gente, excepto, somente, os próprios pilotos, que criticam os maus resultados financeiros da empresa. E a administração, que diz que assim a empresa não vai longe, no sentido contabilístico além do literal. E os agentes turísticos, que prevêem um prejuízo desmesurado em função da “paralisação”. E os 300 mil passageiros que ficarão em terra entre os dias 1 e 10 de Maio. E os milhões de contribuintes, que temem a factura destes e doutros folguedos. E o governo, que se quer livrar daquilo quanto antes. E os investidores, que fogem da TAP como um talibã do deboche.

Tirando estas irrelevâncias, a TAP é querida pela generalidade das pessoas, leia-se o povo, que na sua sabedoria sabe valer mais uma empresa no Estado do que alguns aviões privados a voar.

Um toque de humanidade

Pela borda fora. O motivo não podia estar mais nobremente justificado.

Muslims who were among migrants trying to get from Libya to Italy in a boat this week threw 12 fellow passengers overboard — killing them — because the 12 were Christians, Italian police said Thursday.

Italian authorities have arrested 15 people on suspicion of murdering the Christians at sea, police in Palermo, Sicily, said. The original group of 105 people left Libya on Tuesday in a rubber boat. Sometime during the trip north across the Mediterranean Sea, the alleged assailants — Muslims from the Ivory Coast, Mali and Senegal — threw the 12 overboard, police said.

Other people on the voyage told police that they themselves were spared “because they strongly opposed the drowning attempt and formed a human chain,” Palermo police said. The boat was intercepted by an Italian navy vessel, which transferred the passengers to a Panamanian-flagged ship. That ship docked in Palermo on Wednesday, after which the arrests were made, police said.  The 12 who died were from Nigeria and Ghana, police said.

Da Turquia, com rancor

Turkey outrage after Pope Francis describes Armenian mass killing by Ottoman soldiers as ‘genocide’

Pronto, para desanuviar tensões imperialistas e evitar mais uma cruzada não podia o Papa Francisco, retirar a palvra “genocídio” e substituí-la como uma “vontade em exterminar de forma sistemática os arménios”?

Foi para isto que se fez o 25 de Abril

25abril

O camarada não tem nada de verdadeiramente interessante para fazer cumprir o ideal do 25 de Abril? Marque já na sua agenda, um romaria solidária a Évora. Incluí a realização de um cordão humano cujo mote é JOSÉ SÓCRATES sempre!

Leitura dominical

Voar como o Jardel, a crónica de Alberto Gonçalves, no DN.

Ao entregar democraticamente a Câmara Municipal de Lisboa a um adjunto, António Costa declarou–se empenhado em, de agora em diante, “servir Portugal e os portugueses”. O Dr. Costa pode e deve ser responsabilizado por muitas enormidades. Porém, esta não é nada original. Nos modernos e esclarecidos tempos que correm, ainda não há político que evite atoardas do género: todos fingem acreditar que as suas carreiras, ambições, manhas e naturezas são exclusivamente dedicadas ao bem comum. A artimanha mediria a altíssima conta em que tais espécimes se têm se de facto não medisse a baixíssima conta em que têm o eleitorado.

A verdade é que os políticos dizem barbaridades assim porque esperam, com certa propriedade, haver uma audiência para as ditas. Ao contrário do que tantas vezes se refere, o problema das democracias, e da nossa em particular, não é a descrença de inúmeros cidadãos na política: é a crença, ou fé cega, de outros tantos. Bastante pior do que o cinismo é a ingenuidade com que se continua a engolir patranhas evidentes, a aplaudi-las em comícios e a legitimá-las nas urnas. Por incrível que pareça, há mesmo criaturas que levam a sério a citada declaração de intenções do Dr. Costa (ou, insisto, de qualquer um, incluindo os que simulam combater a hipocrisia dos políticos através de uma bonita conversão à política). Em matéria de probabilidades teóricas, seria mais verosímil a descoberta de pinguins em Marte ou de um tratado de oratória assinado por Jorge Jesus. Não é o que acontece na prática.

O que acontece é este desgraçado estado de coisas: no Portugal de 2015, uma percentagem demasiado significativa da população vota com o entusiasmo e as ilusões de 1975. Sintoma de atraso? Sem dúvida. Puro Terceiro Mundo? Não sei. No Brasil, que em princípio corresponderia melhor ao conceito, abundam os candidatos vitoriosos a cargos públicos que já não acham necessário recorrer às historietas do “serviço” à comunidade ou do “espírito de missão” para acabar eleitos. Lá, com frequência, a sinceridade basta à eleição.

Veja-se o caso de Mário Jardel, antigo futebolista conhecido pelos golos e pelos assumidos excessos em matéria de narcóticos. Em Outubro passado, concorreu a deputado do Rio Grande do Sul sob o único pressuposto de que precisava de “manter a cabeça ocupada”. A troco da franqueza, 41 mil pessoas ofereceram-lhe o lugar, numa tocante demonstração de maturidade cívica. Só isto bastaria para fazer do Sr. Jardel e respectivos votantes exemplos a seguir. Mas a história não termina aqui: após dois meses na assembleia estadual, nos quais nunca abriu a boca ou maçou o povo com a apresentação de uma proposta, a cabeça voltou a desocupar-se, o Sr. Jardel demitiu as dezenas de assessores e foi-se embora. Em suma, a perfeição. E uma goleada aos nossos políticos, que além de impostores nunca se calam e quase nunca desaparecem.

Compreender o putinismo XXII

Brejnev

Não se aguenta tanto totalitarismo.

“Kiev used truly totalitarian methods, attacking freedom of the press, opinion or conscience,” the Russian foreign ministry said in a statement, also accusing Ukraine of “rewriting history”. Ukraine’s parliament voted on Thursday to ban communist-era and Nazi symbols in a bid to break with the country’s past.

Serão presidencial e televisionado

André Azevedo Alves será um dos convidados do Porto Canal, num especial-informação sobre as eleições presidenciais. O debate do Porto Canal, para além do AAA, conta com as participações do jornalista Jorge Fiel e do professor José Palmeira, da Universidade do Minho..A partir das 23 horas.

Obrigado, Rui Moreira

Quero acreditar que a peça do NYT sobre Lisboa só se tornou realidade porque o mayor da Invicta fartou-se de desbravar caminho pela imprensa internacional.

O imperialismo sem limites

Churrasco não islâmico patrocinado pela família Koch

Churrasco não islâmico patrocinado pela família Koch

Os irmãos Koch tentam envenenar a malta do Estado Islâmico com paletes de galinhas não-halal.

O rublo desvalorizou um bocadinho

Clicar para aumentar a conversa do troll.

Clicar para aumentar a conversa do troll.

Entrevista a um troll avençado pró-Kremlin. Aviso à navegação: pela causa, há turnos de 12 horas.

Leitura dominical

O que eles inventam, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Não importa que as diferenças que as separam (a imigração, só e só até certo ponto) sejam muito menos do que as semelhanças (a aversão ao capitalismo, à liberdade, aos EUA, a Israel e no fundo ao Ocidente em geral): ao contrário das vitórias ou meias-vitórias da extrema-esquerda, que prometem sempre regenerar a Europa, as vitórias ou meias-vitórias da extrema-direita ameaçam sempre destruir a Europa.

Porém, este nem sequer é o maior mistério com que se deparam os infelizes que seguem a actualidade pelos “telejornais”. Enigma a sério é o facto de os eleitores inquiridos nas televisões jamais terem votado no partido “racista” e “xenófobo” que acaba de conseguir vinte ou trinta por cento nas urnas. Veja-se por exemplo o recente caso francês, no qual cada transeunte surgido nos noticiários se mostra preocupadíssimo com a ascensão da Frente Nacional, aliás iminente para aí desde 2002. Onde estão os cidadãos que possibilitaram a dita ascensão? À semelhança do Yeti, nunca ninguém os viu, ou se os viu é incapaz de provar a respectiva existência.

Das duas, uma: ou os simpatizantes da FN habitam em catacumbas, saindo à luz do dia exclusivamente para depositar o voto, ou todos os actos eleitorais favoráveis à extrema-direita são uma gigantesca fraude, que por insondáveis motivos as autoridades deixam passar impune. Também há a hipótese de boa parte do jornalismo andar de rastos, mas isso já me parece demasiado rebuscado.

Palavras e ventos de paz

IRAN-TURKEY-DIPLOMACY-KHAMENEI-ERDOGAN 

Turkey’s Erdogan says can’t tolerate Iran bid to dominate Middle East

Turkish President Tayyip Erdogan accused Iran on Thursday of trying to dominate the Middle East and said its efforts have begun annoying Ankara, as well as Saudi Arabia and Gulf Arab countries.

Turkey earlier said it supports the Saudi-led military operation against Houthi rebels in Yemen and called on the militia group and its “foreign supporters” to abandon acts which threaten peace and security in the region.

“Iran is trying to dominate the region,” said Erdogan, who is due to visit Tehran in early April. “Could this be allowed? This has begun annoying us, Saudi Arabia and the Gulf countries. This is really not tolerable and Iran has to see this,” he added in a press conference.

 

Entretanto, as reformas continuam a ser implantadas a bom ritmo.

Primavera persa, parte enésima

Youness Asakeree

Youness Asakeree

Iranian vendor dies after setting himself on fire

Youness Asakere, an Iranian fruit vendor who set himself on fire in front of the Khoramshahr municipality in protest after his fruit stand was confiscated by authorities, died March 22. His death, and the lack of broader attention by Iranian society, has stirred many questions among activists and analysts on social media.

Os amigos são para as ocasiões

Reforma do Mapa Judiciário

A lista VIP de Pinto Monteiro.

O novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) ainda não tomou posse, mas lança já uma forte acusação. António Ventinhas diz que Pinto Monteiro não apoiava investigações a pessoas poderosas.

É uma acusação direta ao antigo Procurador-Geral da República Pinto Monteiro.

O recém-eleito presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Ventinhas, diz que o antigo PGR não apoiava investigações a pessoas poderosas e que muitos procuradores envolvidos em processos mediáticos enfrentavam processos disciplinares.

Na entrevista à jornalista da Antena 1 Cristina Santos, António Ventinhas afirma que o Ministério Público tem agora mais apoio por parte da Procuradoria. Algo que não acontecia no tempo de Pinto Monteiro.

 

Leitura dominical

Agitação social, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Exagera-se muito quando se acusa os portugueses de falta de consciência cívica. Só esta semana houve três admiráveis exemplos da nossa apetência para colocar o dedo na ferida, pôr os pontos nos is e repetir clichés. O primeiro foi o Congresso da Cidadania, Ruptura e Utopia, organizado pela Associação 25 de Abril, para pensar o estado do país. Naturalmente, pensou-se que o país vai mal. Entre os participantes, brilharam nomes como Marinho e Pinto (é um único indivíduo), Sampaio da Nóvoa (autodesignado “presidenciável”), o Sr. César dos Açores, o penteado de Paulo Morais e aquele rapaz do partido Livre. Melhor é difícil. Mas não impossível: o tal Dr. Nóvoa confessou dever a Abril tudo o que é (?) e declarou chegado “o tempo da coragem e acção”. Garcia Pereira, aplaudido com entusiasmo, mostrou–se contra a prisão de José Sócrates. E Vasco Lourenço, promotor da coisa, exigiu a “autoridade moral de quem nos dirige” e prometeu pela enésima ocasião nova insurgência, armada ou não. Em suma, ou o povo desata a votar nas sugestões deixadas pelo Congresso da Cidadania, Ruptura e Etc., ou o povo será endireitado à força. Se a democracia não aprendeu os democráticos valores de Abril, a democracia precisa assaz compreensivelmente de uma lição.

O segundo exemplo de indignação justa prende-se com o movimento Não Tap os Olhos, trocadilho que diz tudo e que só por si merecia um prémio de criatividade. O movimento juntou no Coliseu dos Recreios artistas que se opõem à privatização da companhia aérea. Uma fadista explicou que a TAP não pode ser privatizada porque é um “valor de bandeira”. Um fadista esclareceu que a TAP não pode ser privatizada porque um cunhado dele trabalhou lá. Carlos Mendes, Jorge Palma e Sérgio Godinho desfilaram sucessos. Maria do Céu Guerra cometeu a leitura de um poema. António-Pedro Vasconcelos falou em “delapidação do património”, ficando por apurar se se referia ao património da TAP ou ao dos contribuintes que a financiam indirectamente e ao dos passageiros que directamente pagam várias vezes o preço de um bilhete low cost. Certo é que cabe a cada português assegurar que os artistas citados não descem à ignomínia de viajar em empresas estrangeiras. Caso contrário, os artistas juntam-se aos restantes e hipotéticos 75 mil subscritores de uma petição à AR e, de modo a provar que não brincam com o dinheiro alheio, compram a TAP só para eles.

Porém, o maior exemplo de levantamento popular e espontâneo, até pela grandeza da causa, é o menos noticiado. Falo evidentemente do Movimento Cívico José Sócrates, Sempre, com vírgula e tudo. O MCJS,S foi fundado por um reformado da PSP, uma funcionária autárquica, uma antiga professora e o inevitável empresário da Covilhã, cujos filhos andaram, julgo que de livre vontade, ao colo do ex-primeiro-ministro. O grupo convenceu-se de que Sócrates é um “preso político”, encarcerado por um “plano da direita” e mantido fechado por “forças ocultas”. Nem de propósito, respondem com um hino de apoio que inclui versos tão belos quanto: “Liberdade não morre/Nem silêncio pesado/De um povo a entristecer/Por te saber tão magoado”.

Afinal, sob as grilhetas da troika e a opressão reaccionária, Portugal agita-se. E só um desmancha-prazeres diria que, para isto, mais valia estar quieto.

A bestialidade de xiitas & sunitas

mesquita

 

Na última Sexta-feira, um grupo de idiotas carniceiros decidiu celebrar o dia santo do Islão, assassinando o maior número de pessoas. Os bombistas suicidas escolheram como alvo duas mesquitas xiitas. Morreram 142 pessoas. Há mais sírias para além da Síria.

Yemen is a battlefield for Saudi Arabia and Iran

The latest atrocity in Yemen, which claimed nearly 150 lives on Friday, appears part of a proxy war between the Middle East’s two superpowers

 

Leitura complementar: Aviso de 2004, do Rei Abdullah da Jordânia.

Ainda há margem para piorar

O copy/paste a que temos direito.

“(…) O jornal israelita Haaretz aponta as grandes surpresas das eleições em Israel. A primeira é (…)
Como segunda surpresa apontada pelo diário Haaretz (…)
Outra das surpresas apontadas pelo diário israelita foi (…)
De acordo com o diário Haaretz (…)
O fracasso total das sondagens é a outra das surpresas apontadas pelo diário Haaretz (…)”

O socialismo volta a funcionar

Maduro

E bem, na Venezuela.

Venezuela Is On the Brink of Collapse por Tom Rogan.

(…)The problem is that Chávez, Maduro, and company have only ever wanted personal power. They see themselves as reincarnations of Simón Bolívar. But where Bolívar opposed the tyranny of the Spanish empire, Maduro opposes the “tyranny” of free enterprise.

The Chávistas have always been crackpots, but, until recently, high oil prices enabled them to paper over their failings. No longer. Plummeting oil prices have eviscerated government budgets. In response, Maduro is doubling down on insanity. Contemplate the comrade’s magnificent crisis plan: Rather than accepting that shortages in goods are caused by his price controls and collapsed currency, Maduro blames hoarders and foreign conspirators (a favorite regime scapegoat), while he restricts shopping days. Rather than recognizing that his neglect means that medical professionals can’t replace their tools, Maduro blames greed. Rather than admitting that Mad Max criminality contributes to police corruption and low morale, Maduro rants about the ills of “individualism” and “consumerism.” Rather than tolerating scrutiny, Maduro attacks freedom of the press. Rather than pursuing dialogue with the political opponents, Maduro imprisons them and cuddles North Korea.

As I say, Chávezville is an asylum. (…)

Acção de defesa socialista

O senhor advogado do 44 precisa de menos acção socialista e de mais e melhores conselhos em termos de asessoria de imprensa.

Notícia o Observador:

O Correio da Manhã vai interpor um processo contra o advogado de defesa de José Sócrates, João Araújo, que esta manhã aconselhou uma jornalista daquele jornal a “tomar mais banho porque cheira mal”. Tudo se passou à porta do Supremo Tribunal de Justiça, na Praça do Comércio, em Lisboa, quando o advogado do ex-primeiro-ministro saía da audiência sobre o habeas corpus que apresentou.

Perseguido por alguns jornalistas, João Araújo recusou fazer comentários. “Desampare-me a loja”, disse o advogado à jornalista Tânia Laranjo, do Correio da Manhã, que transmitiu toda a cena em direto na televisão. “A senhora devia tomar mais banho porque cheira mal”, afirmou de seguida, à medida que ia sendo questionado pela jornalista. “Esta gajada mete-me nojo”, diria ainda, sempre a ser acompanhado pela equipa de reportagem da CMTV.

 

Um balanço também ele moderado II

State Executions Rise to Two Per Day in Iran.

Executions in Iran have soared under president Rouhani, according to an Oslo-based Iranian human rights group, with an average of two now being carried out every day.

Leituras complementares: Cepticismo imoderadoUm balanço também ele moderado

Leitura dominical

O estado engraçado de António Costa, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Enquanto o seu colega da Defesa ameaça abrir as fronteiras e encher a Europa de terroristas islâmicos, o Sr. Varoufakis das Finanças afirma que a sua determinação nas reuniões do Eurogrupo irrita os restantes negociadores. De facto, é assaz irritante aturar as condições de um sujeito que, caso não seja maluquinho, sabe não poder pôr nenhuma. Falta apurar se o Sr. Varoufakis regula bem. Infelizmente, a julgar pela sessão fotográfica que concedeu à revista Paris Match, o diagnóstico é sombrio.

Na sessão, o Sr. Varoufakis e a esposa, que aprecia “estar nos braços do novo herói grego” (sic), posam na casa que partilham, perdão, no “ninho de amor aos pés da Acrópole”. Quando não está a mudar de roupa (género casual) ou a saltar de alegria, o casal Varoufakis está a sorrir à mesa, posta no terraço e abrilhantada com vinho branco. Tudo muito lindo. Instado pelo repórter a falar da fama, o novo herói grego é categórico: “Desprezo o sistema do estrelato. É sempre o corolário de um défice democrático e de um défice de valores.” Fora dos retratos, que incluíram cena ao piano e à frente da estante, ficou o lendário sofrimento do povo grego, por quem o Sr. Varoufakis luta sempre que não se encontra a adiar promessas eleitorais ou a ser fotografado no ninho de amor.

Qualquer caipira do cançonetismo nacional faria – e frequentemente faz – figura igualzinha na imprensa cor-de-rosa. Mas quantos dos nossos caipiras trazem consigo o gene da revolução e de uma nova Europa? É por estas e por outras que Portugal não é a Grécia.

 

Ler+ é possível e promove a saúde e a economia

Momento de enorme felicidade do Autor e amigos.

Momento de enorme felicidade do Autor e amigos.

Devemos agradecer ao autor de Tortura em Democracia, actualmente a residir em Évora.

Várias Câmaras Municipais financiaram o livro de José Sócrates que esteve, pelo menos, um mês em primeiro lugar em todas as livrarias. O Sexta às 9 descobriu que, em Lisboa, foram emitidas faturas em nome de autarquias do norte do país que compraram este livro às dezenas, várias vezes.

Compreender o putinismo XXI

Está, Vladimir Putin?

Está, Vladimir Putin?

The Land of Magical Thinking: Inside Putin’s Russia , por P. J. O’Rourke.

(…)Nothing Is True and Everything Is Possible. And sit back and watch the Putin regime rot.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons XI

2015-03-11

 

Fonte: Jesus and Mo.

A new low: Charlie Hebdo’s murdered staff receive an ‘Islamophobe of the Year’ award

 

Ser grego é ser syris@

Da auto-palhaçada patrocionada pela carteira dos contribuíntes.

Less than 50 of Parliament’s 300 deputies refused the privilege of a complimentary car that they are entitled to as elected MPs but which Prime Minister Alexis Tsipras had exhorted them to reject during his presentation of the government’s policy program.

Via Jorge Costa.