Para o líder supremo da CGTP a redução de 4 feriados é, nada mais nada menos que, o “regresso ao feudalismo”. É com esta gente que se pretende assumir compromissos para manter a paz social, não é?
Maio 9, 2012
Maio 8, 2012
Felzimente
“O líder parlamentar da bancada socialista Carlos Zorrinho garantiu nesta terça-feira que o PS vai cumprir os compromissos que assumiu e que não se vai “desvincular de nada”.“
Felizmente, parece que a actual liderança do PS é bem mais sensata que o seu líder histórico.
O consenso acerca do cumprimento do MoU é bastante importante agora que a Grécia caminha para o colapso.
Dois políticos, a mesma luta
Correio da Manhã: Jardim diz que França rejeitou “política orçamentalista”
Público: Soares diz que PS tem de romper com a troika
LEITURA COMPLEMENTAR: Brother in arms
Os incompetentes úteis
Neste assunto tenho que dar razão ao Tiago Mota Saraiva [TMS]. E digo mais. Até aceito que muitos deles não participaram e desconheciam por completo os crimes praticados. No entanto, isto implicará que muitos políticos aceitaram as sinecuras do BPN para garantir uma sossegada e lucrativa reforma dando em troca a sua influência política e carta branca a Oliveira e Costa. Nesse caso tiveram uma conduta éticamente reprovável e deram mostras de uma completa incompetência que os torna inaptos para exercer qualquer cargo público ou darem sentenças públicas sobre a moralidade do que quer que seja.
A minha divergência com o TMS será, talvez, quando digo que não é por acaso que isto sucede num negócio altamente regulado em que a inclusão de políticos nos orgãos sociais é um factor crítico de sucesso.
Munique
Espero, sinceramente, que no próximo 1º de Maio os sindicatos e os partidos se possam manifestar livre e pacificamente. Da mesma forma, espero que quem assim o desejar possa ir trabalhar, fazer compras ou exercer a sua liberdade para fazer o que lhe apetecer sem ser ameaçado ou impedido pelo governo ou pela CGTP.
Em vez de se imiscuir em áreas que não lhe dizem respeito ou usar a minha liberdade como moeda de troca para tentar apaziguar a extrema-esquerda (que ainda para mais sempre desprezou qualquer tipo de compromisso), o governo devia concentrar-se em garantir que todos possam exercer a sua liberdade sem ameaças externas. Caso contrário fico com sérias dificuldades em saber porque razão devo votar no PSD ou no CDS.
Maio 7, 2012
Pois é
Ora aí está ele. É o “Efeito Hollande”:
A tendência de subida dos juros é generalizada na Europa, com excepção para as obrigações alemãs, depois de os resultados eleitorais na Europa terem deixado os investidores apreensivos. Em França, as eleições foram ganhas por François Hollande, com promessas de menor austeridade e na Grécia, os partidos que subscreveram o memorando de entendimento com a troika não atingiram a maioria absoluta.
Mas não se preocupem que “a austeridade não é uma fatalidade”. De certeza que vai ser ele a fornecer-nos liquidez.
Maio 6, 2012
Au revoir, Sarko (8)
Palpita-me que amanhã a dívida francesa e dos periféricos vai entrar em saldos. O recém-eleito presidente irá exigir lesgilação contra estas “promoções inesperadas”.
Au revoir, Sarko (7)
Será que finalmente vão revelar em que consistem as fabulosas “medidas concretas que permitam o crescimento económico e a criação de emprego”? Estou expectante.
Maio 5, 2012
Socialistas fora do governo, já!
ADENDA: Infelizmente não encontrei nenhuma imagem que incluísse também o Sec. Estado da Saúde. Se alguém fizer o obséquio… DONE! Obrigado AA.
Maio 4, 2012
Se toda a gente me der um ou dois euros por mês eu também fico com as finanças mais folgadas
A regra é tentar sacar dinheiro em qualquer lado. Nem que para isso se use uma desculpa esfarrapada. Sem qualquer tipo de pudor.
Agora que a poeira assentou
O caso da promoção do Pingo Doce serviu para mostrar quão representado estã o paternalismo e a aversão à liberdade individual na sociedade portuguesa. Para quem não se recordava este 1º de Maio revelou que nalguma direita encontramos um discurso em quase tudo idêntico à esquerda (onde o iliberalismo continua bem âncorado).
O respeito pela liberdade dos outros não implica que aprovemos as suas acções. Da mesma forma, nada nos confere o direito de coercivamente lhes restringir actos voluntários e que apenas os afectam. É isto que muita gente ainda não percebeu ou se recusa a aceitar. É isto que separa um liberal de um paternalista.
A nossa Escola Pública é soviética?
Ramiro Marques no ProfBlog
A nossa Escola Pública é soviética. No centralismo, na uniformidade e no desperdício. Isso todos sabem. O que pouca gente compreende é que essa tríade assenta num modo de fazer burocrático que se expressa através de um longa lista de projetos, planos e relatórios. Essa lista alimenta o modo de fazer burocrático, desvia os professores das tarefas de instrução e coloca a escola no centro da partidarização
Maio 2, 2012
Da absoluta necessidade de um déspota iluminado para guiar o povo
Daniel Oliveira no Arrastão
Numa sociedade destruturada pela crise e pela distribuição pornograficamente desigual, o comportamento racional de cada individuo leva a uma irracionalidade coletiva que o empobrece ainda mais.
Entretanto informam-me que o tal déspota poderá ser substituido por um partido que se constitua como vanguarda da classe operária. Aos comandos haverá um supremo e infalível líder que saberá sempre o que é melhor para o povo. Quer este concorde, quer não.
Vá ao Pingo Doce
Para não correr o risco de se cruzar com o Daniel Oliveira ou o Sérgio Lavos só há um lugar seguro.
Os zombies atacam por todo o lado
Imagem dos saldos no Harrods, situado algures na Albânia.
A guerra esquecida (2)
O MEP britãnico George Galloway está a preprar um novo comboio de ajuda para Gaza através da Síria. Leram bem. A Síria é apenas um ponto de passagem e não o destino final. Como alguns dos habituais integrantes destas iniciativas fizeram notar, nada obrigava à escolha daquela rota. Foi, aliás, uma opção deliberada.
A coerência da extrema-esquerda
O mesmo partido que considerou os aumentos dos serviços públicos e os cortes de salários na função público como um ataque ao poder de compra e aos direitos dos trabalhadores considera agora qua a “acção de campanha da Jerónimo Martins humilhou trabalhadores e consumidores“.
A coisa resolve-se é com impostos e subsídios, não é?
Abril 30, 2012
Acerca do “Imposto Cristas” (2)
Embora não seja consistente com a prática do partido enquanto governo e com tradição das propostas que costuma apresentar, é de louvar a posição do PS quanto ao “Imposto Cristas”:
O secretário-geral do PS revelou hoje que o partido votará contra ou tentará evitar que entre em vigor a nova taxa alimentar caso o Governo opte por uma proposta a votar no Parlamento ou por um decreto-lei.(…)
“Discordo da nova taxa, do novo imposto sobre as grandes superfícies em Portugal, porque verdadeiramente, como todos os portugueses já perceberam, não vão ser as grandes superfícies a pagar esse novo imposto e essa taxa. Vão ser os consumidores ou os produtores”, disse o líder do PS, defendendo que “é necessário proteger os produtores do nosso país e os consumidores”.
Brothers in arms
DN (01/02/2010): Défice subiu “por decisão do Governo, diz Sócrates
Público (29/04/2012): Alberto João Jardim não se arrepende de ter aumentado a dívida
Abril 27, 2012
Acerca do “Imposto Cristas”
“A reforma do Estado da socialista Cristas” de António Costa (Diário Económico)
A ministra Assunção Cristas, ao melhor estilo socialista, decidiu resolver um problema de despesa pública – de saúde pública e segurança alimentar – com mais um imposto que, necessariamente, acabará por ser pago por todos os consumidores. Ai está um bom exemplo da nossa história, pelo menos, na última década.
Apenas um comentário. Contrariamente ao que afirma António Costa (e outros comentadores) não acredito que o imposto seja passado aos consumidores. A competição pelo preço no sector da distribuição é demasiada para o permitir. Pelo contrário, quem o irá pagar serão os fornecedores da grande distribuição (a que é visada por este imposto). Em especial os mais pequenos (e quando falo em “pequenos” estou a considerar a escala continental) que têm menos possibilidade de diversificar a colocação dos seus produtos. A ministra agricultura dizia querer repartir os encargos com a saúde pública e a segurança alimentar com a distribuição ignorando deliberamente que esta já é obrigada a implementar medidas que a garantam no seu lado da cadeia de distribuição. Pois bem. Palpita-me que o tiro lhe vair sair pela culatra.
Abril 26, 2012
A guerra esquecida
Queria apenas recordar que, apesar da indiferença geral, continua a guerra civil na Síria e não cessa o deliberado bombardeamento de populações civis. Reforço a minha admiração pelos habituais defensores da “causa” palestiniana e opositores à invasão do Iraque que já realizaram imensas acções de solidariedade, “manifs” junto às embaixadas da Síria e dos seus aliados e já enviaram meia-duzia de “flotilhas” para quebrar o isolamento daquele povo oprimido.
A Europa impotente perante o regresso do fascismo argentino
“princípio da História” de Luciano Amaral (Diário Económico)
Nos anos 90 e princípio do século XXI, a Europa transbordava de optimismo. A vitória sobre o comunismo, o euro, a riqueza, a “sensibilidade social” eram outros tantos sinais de uma superioridade que tinha por inequívoca. A Europa desse tempo era o fim da História. Nem sequer a América tinha lições para dar(…). Toda a gente devia ser como a Europa.(…)
Ouvir a retórica anti-colonial de Kirchner remete-nos para um tempo de que os europeus já não se lembravam. Pouco importa que Kirchner (de origem alemã e espanhola) e a própria Argentina sejam dos melhores exemplos do colonialismo europeu (que massacrou os verdadeiros argentinos originais, os índios de que lá há poucos vestígios actualmente). Importa que o nacionalismo da América do Sul não é apenas anti-americano, é também anti-europeu. E importa mais ainda que a Europa não sabe lidar com isto: porquê atacar quem só quer a paz, quem só quer um mundo de harmonia entre os povos?
Claro que estamos aqui de regresso a uma velha história argentina, a do peronismo, essa espécie de fascismo social e sindical que se afirmou contra os banqueiros, os fazendeiros e os ingleses (nem que fosse apoiando a Alemanha nazi). Cristina Kirchner não perde uma oportunidade para aparecer enquadrada com imagens de Evita Perón. Mas a Europa olha estupefacta. Noutros tempos talvez a Espanha enviasse uma expedição punitiva. Hoje, não consegue garantir um mínimo de protecção dos direitos de propriedade dos seus investidores ou uma condenação efectiva da Europa, essa entidade que pura e simplesmente não sabe o que fazer consigo própria.
Era o fim da História, não era? Afinal parece que está tudo apenas a começar.
A “solução” esquerdista para a captura do estado
A propósito dos que acham que a captura do estado por interesses privados se resolve aumentando ainda mais a economia recomendo a leitura deste posts.
Abril 25, 2012
Gostava imenso de saber onde estava esta gente enquanto nos endividávamos à bruta.
Estive a ver o discurso de Vasco Lourenço. Não tenho por hábito perder tempo com discursos ou com estes personagens mas este pareceu-me tão delirante que me apeteceu ouvi-lo na integra. Tenho pena de não o ter gravado para mais tarde enumerar as barbaridades.
ADENDA: Para os que dúvidam da trajectória do endividamento público português convido-os a ver esta página. (com agredicimentos ao Jorge Costa)
Abril 24, 2012
Os “democratas” revelam-se
Segundo a versão que nos tentaram vender, supostamente o 25 de Abril teria como objectivo devolver aos portugueses a liberdade e impedir que continuassem a ser govenados por uma elite que lhes restringia o direito de escolha ao impor um caminho pré-determinado.
Foi o que se viu com o PREC e com a constituição de 1976. Os tutores do Portugal democrático também não toleram que os portugueses tenham opiniões e escolham caminhos divergentes dos seus. E quem não concorda com eles só pode ser fascista. Neste ponto, os nossos “ditadores democráticos” não se distinguem muito dos anteriores. Pela minha parte, dispenso estes auto-nomeados tutores da IIIª República.
Abril 23, 2012
A inevitável vitória do socialismo em França
“One French socialist edges ahead of another” de Daniel Hannan (Daily Telegraph)
There was never any doubt that a socialist would win the first round of the French election. This is because, with one partial exception, all ten candidates favoured socialist policies. Sarkozy fought the election promising to make France ‘stronger than the markets’. François Hollande wanted a top rate tax of 75 per cent and a massive expansion of the state payroll. Marine Le Pen ditched her father’s anti-scrounger rhetoric and ran on a platform which, on economics, was well to the Left of Sarko’s.
Of the other seven candidates, one positioned himself between Sarko and Hollande, one fought as a Green and no fewer than four stood as Trotskyists. The only candidate who would have been considered Right-of-Centre in another country was the Gaullist Nicolas Dupont-Aignan, who secured less than 2 per cent of the vote – and even he freighted his rhetoric with a good deal of protectionism and anti-Americanism
Abril 22, 2012
Decoração de interiores
Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)
“Em qualquer dos casos, é interessante notar que a repulsa pela nivelação por baixo apenas se aplica à decoração dos estabelecimentos de ensino. O ensino propriamente dito pode rastejar à vontade que o PS não se importa. O PS convive bem com os currículos anedóticos, a erosão dos padrões de exigência, a indisciplina e a pura violência frequentes nos liceus. O PS até convive bem com o baixíssimo nível dos senhores que coloca a tutelar o sector. A única coisa que o PS não tolera é uma escola feia, e quem sugerir ser absurdo gastar fortunas (e desviar fortunas) para embelezar uma inutilidade (e animar clientelas) escandaliza os socialistas da Parque Escolar e os comunistas que acusam PSD e CDS de aproveitar a Parque Escolar para denegrir o “investimento” estatal.
Aliás, o bom senso aconselharia a aceitar os candeeiros de Siza Vieira e o resto e, em troca, a dispensar as audições parlamentares, que invariavelmente servem para nada excepto para publicitar a impunidade com que se arrasa o dinheiro dos contribuintes. Se praticada em recato, a pândega custaria o mesmo ao bolso, mas muitíssimo menos à alma.“
Abril 20, 2012
Tudo errado
À preponte decisão do governo argentino que nacionalizou a petrolifera YPF, o Parlamento Europeu sugere retaliar com a imposição de restrições aduaneiras pela UE.
Ainda há memória? (2)
Público, 25/10/2010
O secretário de Estado da Energia e Inovação assegura que a fórmula de cálculo para determinar os “custos de interesse geral” exigidos aos consumidores na factura da electricidade “é a mais correcta” e que a contribuição pedida a cada cliente dificilmente pode ser reduzida.Carlos Zorrinho garantiu em declarações à TSF que o cálculo dos chamados “custos de interesse geral” tem uma avaliação constante e que “existe um esforço enorme para que não haja nenhum custo injustificado” pedido aos clientes.
Jornal de Negócios, 17/04/2012: “Seguro acusa Governo de falta de coragem na revisão das rendas da energia”
(via Gabriel Silva)
A opção suicidária
Tavares Moreira (Quarta República)
Pode discutir-se a questão das reformas estruturais, perguntando por exemplo porque motivo não existe maior determinação da parte do Governo no cumprimento do objectivo de cortar rendas excessivas de que beneficiam empresas instaladas em mercados protegidos, de que é exemplo mais emblemático o da electricidade – rendas que são um custo excessivo para os consumidores, nomeadamente as empresas expostas à concorrência externa.
Mas nem por um momento poderemos cair na tentação de ouvir essas sereias (algumas bem feias, por sinal) que nos apontam o regresso à via do crescimento virtuoso da despesa…
A noção de que poderemos escolher o nosso próprio caminho, deixando de atender aos compromissos que assumimos e voltando ao modelo clássico de “empurrar” a economia com o orçamento, situa-se no plano suicidário: em 1º lugar, a simples tentativa de levar por diante essa ideia acabaria em poucos dias, por absoluta falta de “matéria prima”; em 2º lugar, a crise de confiança que esse gesto provocaria colocava-nos de novo na estaca zero, de mão estendida mas desta vez sem argumentos para receber qualquer coisa em troca desse gesto…
Ainda há memória?
Abril 18, 2012
Ponto de ordem
A eliminação de feriados, civis ou religiosos, não significa necessariamente que se “deite fora” a celebração da data ou um “ataque à celebração”. Não impede que, quem assim o pretende, continue a celebrar a data e o seu significado. Que eu saiba não limitamos as celebrações às datas oficialmente estipuladas como feriados. Assim como algumas há que, embora permancendo feriados, há muito que deixaram de ser celebradas.
Obviamente
PGR justifica atraso na investigação aos submarinos com falta de verbas
Ministra da Justiça desmente PGR no caso dos submarinos
Dado que apenas uma das versões pode estar correcta, parece-me óbvio que um dos dois mente. Convinha saber qual e a consequência só pode ser a demissão. Não deixaria saudades. Nenhum dos dois.
Em busca de um novo paradigma
Parece que o ex-clube de fans do Krugman se reconverteu no clube de fans do FMI. Há uns anos isto teria dado direito a um auto-de-fé. Ou pelo menos a uma sessão de auto-crítica.
Abril 17, 2012
A democracia serve para tudo (só não diz é como pagar a conta)
Na TSF
O padre Nuno Santos, da Pastoral do Ensino Superior, refere que as novas regras de acesso às bolsas estão a deixar muitos pelo caminho. A Igreja Católica acredita que Portugal corre o risco de tornar o acesso à universidade um exclusivo das elites económicas, o que constitui um «atentado à democracia e à justiça social».
No entendimento de alguns, a demcracia parece servir para tudo. Especialmente para exigir que os outros paguem as nossas contas. Não sei se o Sr. padre tem conhecimento da situação económica e financeira deste país e dos seus habitantes e se que tem capacidade para exigir que paguem mais impostos. Já nem falo em questões de saber se é justo custearmos cursos superiores alheios. Peço-lhe que, em alternativa, considere uma possibilidade de intervenção da (reconhecida) acção social da Igreja Católica. Ou em alternativa pedir aos que declararam gostar de pagar impostos que contribuam voluntáriamente com mais qualquer coisita.




