O PCP volta a declarar vitória.
Setembro 27, 2009
Futurologia
Se o PSD com M.Ferreira Leite tiver menos deputados que o PSD com Santana Lopes, se este vencer as eleições em Lisboa, se os resultados nas restantes autarquias não forem famosos, poderá o menino guerreiro lutar de novo pela liderança?
Se bem me lembro
Todos os demais partidos negaram que se iam coligar com o PS num governo liderado por José Sócrates.
Ou não?
O PSD teve o que mereceu
Mas o País, ainda assim, merecia melhor que novo governo de José Sócrates.
Setembro 4, 2009
Depois de tanta publicidade, espera-se uma audiência recorde
Via CM:
A peça sobre o caso Freeport, que estava no alinhamento do ‘Jornal Nacional de Sexta’ de Manuela Moura Guedes na TVI, “está a ser ultimada”.
A garantia é da jornalista Ana Leal ao CM, uma das autoras do trabalho: ‘Estou a preparar a peça e acredito que irá hoje para o ar.’
A reportagem sobre o caso Freeport está prevista no alinhamento do noticiário desta noite, mesmo depois da suspensão do programa de Manuela Moura Guedes pela administração.
Setembro 2, 2009
A importância das “golden shares” no intervencionismo estatal (II)
Se o CDS fica a meio caminho na redução da participação do estado em empresas (como na CGD), ainda assim faz algumas propostas nesse sentido. Já o PSD parece não ter arriscado muito.
No grupo de propostas para a Economia do PSD, ponto 6:
Dar orientação à CGD para reforçar a sua actuação no financiamento das PME exportadoras
Isto apesar de no ponto 10 concluir que:
(…)em muitos sectores o Estado tem optado nos últimos anos por uma atitude “dirigista” da actividade empresarial privada, através de diversas formas e processos.
Não espero do PS nada que não seja o aprofundamento do intervencionismo estatal (nem falo dos partidos que claramente gostariam que a Liberdade fosse item de museu). Mas do PSD e do CDS as propostas que apresentam são meias tintas para mais do mesmo: a possibilidade dos governantes do momento terem uma palavra a dizer na condução da economia e da alocação de recursos, favorecendo as indústrias ou empresas que na sua sapiência consideram as fundamentais. Ou seja, continua-se ver propostas baseadas no príncípio que os eleitos pelo voto da maioria sabem melhor que cada um dos eleitores, que os contribuintes, que cada um de nós.
O que eu gostava de encontrar era a proposta de extinção do Ministério da Economia (o sonho político de tantos planeadores socialistas).
Só para começar.
Como é mesmo aquela famosa frase atribuída a Ludwig von Mises numa reunião da Mont Pelerin Society…?
Leitura complementar: A importância das “golden shares” no intervencionismo estatal
Setembro 1, 2009
A importância das “golden shares” no intervencionismo estatal
O Jornal de Negócios dá conta que o programa do CDS prevê a privatização de algumas das participações estatais “por exemplo, a ANA, Autódromo, Margueira, Lisnave, Inapa ou ZON”.
Muito bem, apoiado.
Infelizmente, o JN noticia que o CDS não “enquadra” todas as actuais participações estatais da mesma maneira.
Lá fui consultar o programa do partido. Da secção “Economia”, no ponto XII (meu destaque):
No sentido de adequar a dimensão do Estado aos serviços que este deverá prestar, tendo em conta as condições do mercado i) no inicio da legislatura deve ser definido um plano de alienações das participações do Estado, directas ou através da Parpública ii) deste Plano ficam de fora, naturalmente, a Caixa Geral de Depósitos e as participações na área da defesa, bem como todas aquelas onde haja compromissos assumidos pelo Estado e em que a manutenção da posição accionista seja condição para a execução dos referidos compromissos iii) devem ser alienadas participações que o Estado detém em empresas como, por exemplo, a ANA, Autódromo, Margueira, Lisnave, Inapa ou ZON iv) as golden share em empresas como a PT, EDP ou REN, ou as empresas do sector de transportes mais críticas e de elevada função social não se enquadram neste plano .
Como é mesmo aquela famosa frase atribuída a Ludwig von Mises numa reunião da Mont Pelerin Society…?
Julho 23, 2009
E o contribuintes agradecidos irão erigir-Lhe colossais estátuas douradas
SIC:
“Está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”
Os últimos 35 anos de regabofe despesista dos governos socialistas (todos…) foram suportados pelos impostos de quem trabalha, poupa e investe. E foram-no de forma crescente. Um executivo que se gaba dos resultados atingidos com o aumento da receita em vez da dimuição do desperdício na despesa é o cuminar de um percurso de décadas em que se promoveu a falta de vergonha pública e estatal.
Não tenho grandes esperanças na alteração de rumo para o país nos próximos anos. Uma das razões é a diferença que existe entre quem são os eleitores (ou de outra forma, os que estão incritos como tal) e quem são os que pagam todo o regabofe. Só quando os partidos e em particular os seus dirigentes tiverem respeito pelo dinheiro dos contribuintes e tal evidenciarem nas suas propostas eleitorais, poderemos esperar uma mudança que nos tire do caminho para a subserviência do Indíviduo ao estado e aos seus líderes do momento.
No entretanto e como contribuinte agradecido, sugiro a criação de uma taxa sobre os raios solares (calculada em função do número de horas de exposição ao Sol de cada contribuinte) para financiar a necessária homenagem dos Lusitanos ao seu insubstituível Primeiro Ministro e Secretário Geral do Partido Socialista.
Junho 25, 2009
Coisas normais numa Economia Mista
“Face às dúvidas fortes que neste momento estão instaladas na sociedade portuguesa, é importante que os responsáveis da empresa de telecomunicações expliquem aos portugueses o que está a acontecer entre a PT e a TVI. É uma questão de transparência.”
Assim falou hoje o Presidente da República.
Eu fico sempre espantado pelo burburinho recriminatório que se ouve de cada vez que os governantes do momento usam as empresas estatais ou influenciam a gestão de participadas pelo estado para atingir objectivos que, à falta de demonstração, não parecem aumentar o valor de tais organizações.
O meu espanto é acrescido por nunca em tal altura, as vozes mais exaltadas, se lembrarem da solução ou pelo menos da panaceia mais óbvia: a privatização de tais empresas.
Estarei mais surdo que o habitual ou, entre ontem e hoje, já alguém propôs o fim das “golden shares” estatais?
Claro que não seria suficiente: dado o peso do estado como consumidor é natural que, ainda assim, algumas organizações tendam a não querer contrariar quem pode vir a decidir sobre negócios onde participem. Mas seria um bom começo.
Junho 22, 2009
A estratégia da “não-pressão”
Manuela Ferreira Leite disse hoje que não vai pedir uma maioria absoluta aos portugueses, não porque ache que esse não seja um cenário possível para o resultado das eleições legislativas, mas porque considera esse género de apelos impróprios de uma democracia.
[...]não o faz “porque não é preciso”, porque “os portugueses sabem o que querem” e porque “estar a tentar pressionar o eleitorado para uma escolha não é próprio de uma democracia”.
Recordando as campanhas eleitorais passadas, os comícios foram sempre os locais próprios para de forma emocionada, gritando a plenos pulmões por cima da turba exaltada, os candidatos a PM apelarem à votação absolutamente maioritária no seu partido. Tendo isto em conta, parece-me coerente que Manuela Ferreira Leite afirme que não fará “apelos impróprios” aos eleitores.
Aguardo a apresentação do programa eleitoral do PSD ou pelo menos das principais propostas nele contidas para avaliar se considero impróprio um (possível) apelo ao voto no PSD.
Junho 7, 2009
Sondagem SIC legislativas
PS ganha. Com mais 6% que o PSD. CDS tem menos de 6%.
Desculpem-me os entendidos, mas tenho grandes dúvidas sobre a possibilidade de terem conseguido estimar os resultados.
Ainda assim é bom que a direcção do PSD tenha estes valores em conta. Há muito trabalho pela frente.
Também as discussões sobre alianças ante e pós eleitorais aumentarão.
Falta de maneiras eleitorais
Paulo Rangel confirma que Vital Moreira não o contactou a dar-lhe os parabéns pelo resultado.
Surpreendidos?
Jerónimo de Sousa
“… blá, blá, blá… vitória esmagadora… blá, blá, blá…”
Ilda Figueiredo está esfusiante com o discurso.
Vão sobrar croquetes
Desta vez o PS não trouxe excursionistas a visitar os salões do Altis.
Talvez isso explique as cadeiras vazias que as imagens da TV mostravam.
À terceira será de vez?
São duas eleições que o PS perde desde que José Sócrates começou a ter responsabilidade na escolha: primeiro com Mário Soares e agora com Vital Moreira.
De derrota e em derrota até…
Maio 28, 2009
Escolhidos a dedo
Quando Mário Soares foi escolhido como candidato oficial (por oposição ao alternativo candidato do “milhão de votos”) do PS às presidenciais, não consegui deixar de entreter o pensamento que tal tinha sido uma escolha estranha. Porque raio haveria José Sócrates de apoiar quem, meses antes, tinha participado activamente na campanha de João Soares (seu filho) para o lugar de Secretário-Geral do PS. Se não me falha a memória foi até uma campanha assaz aguerrida (também o alternativo candidato do “milhão de votos” participou).
O resultado das presidenciais foi o que foi para o PS.
Novas eleições, nova escolha de candidato. O PS, guiado de forma inquestionável por José Sócrates, escolhe Vital Moreira para cabeça-de-lista. Um intelectual ex-comunista (pecado ultra capital para quem ainda o é) com um discurso e imagem pública a condizer.
Passados que são os primeiros dias de campanha, começam a acumular-se os momentos menos felizes do candidato. Contradições com a liderança, propostas desalinhadas com a posição da direcção partidária, prestações menos felizes nos debates televisivos. E ainda falta mais de uma semana.
Serei só eu ou mais alguém pensa que José Sócrates não tem feito nenhum favor ao PS com as suas escolhas de candidatos?
Maio 27, 2009
Estado com menos um Conselheiro
Sol:
Dias Loureiro apresentou a renúncia ao cargo de conselheiro de Estado numa audiência com Cavaco Silva ao início da tarde. E vai pedir ao PGR para ser ouvido no âmbito do processo BPN.
Maio 7, 2009
Não posso dizer que não me surpreendeu
Ontem à tarde, a vendedora das Edições 70 na Feira do Livro disse-me que já não tinha nenhum exemplar de “O Caminho para a Servidão” de Friedrich August von Hayek porque esgotou o stock que tinham levado para o stand.

Março 11, 2009
Como decretar a criação de emprego qualificado
Dado o decretado hoje pelo Conselho de Ministros “passa a ser proibido fazer o consumidor esperar em linha mais de 60 segundos” nas chamadas que efectuar para um “call center”.
É sem dúvida uma bem preparada e estudada medida para aumentar o emprego qualificado (por redistribuição forçada/decretada do stock de trabalho existente nos call centers), algo que é acarinhado pelo Primeiro Ministro como se viu no Verão passado, em Santo Tirso.
Fevereiro 11, 2009
“A crise é agravada pela demagogia intolerável do primeiro-ministro”
Alexandre Soares dos Santos (presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins) falou de manhã no congresso da Associação Portuguesa de Empresas Familiares onde recebeu o Prémio da Empresa Familiar.
(via PD):
A crise é agravada pela demagogia intolerável do primeiro-ministro, quando vem falar em como os ricos deveriam ajudar os pobres.
(Via JN):
Enfrentamos uma crise social enorme que está a ser ainda pior devido à acção dos políticos. Ainda no outro dia ouvi um político na televisão a falar do capital como uns malandros que tudo estragam e nada estão a fazer. Esquecem-se que 25 de Abril houve um, não dois. A iniciativa privada não tem que aturar isto e, se assim for, passem muito bem que nós temos para onde ir.(…)
É pena que tenhamos sindicatos que incentivam à greve numa altura em que as empresas estão mal. É uma atitude retrógrada e cretina e que mais que prejudicar o país prejudica os associados sindicais.
(Via TSF):
Mais grave ainda: temos um parlamento que, em vez de ser o lugar de preferência para controlar as acções do Executivo e para participar limita-se a discutir casamentos de homossexuais e sei lá o quê como se isso fosse uma prioridade do país.
Fevereiro 8, 2009
Estamos entregues à bicharada?
Em Setúbal, neste fim de semana, a realidade do dia a dia volta a mostrar-se através de mais assaltos à mão armada a estabelecimentos comerciais, com ameaças aos clientes e funcionários.
A vida dos cidadãos de Setúbal tal como a dos demais portugueses país fora, de norte a sul, vale cada vez menos perante a impotência com que o estado enfrenta a bandidagem e o abandono confirmado dessa missão. Por exemplo, ainda há dias, o governo mandou retirar as ATM (Multibanco) do interior dos tribunais não fossem os bandidos cair em tentação.
A falta de resposta do estado a estas situações poderá em breve criar uma situação incontrolável quer por potenciar o aumento da bandidagem quer, eventualmente, levando a que os cidadãos se sintam livres para se substituírem aos funcionários públicos (e respectivas instituições) pagos para de tal tratarem.
Ainda se lembram das “milícias populares” que há alguns anos atrás tanto incomodaram as cabeças pensantes desta democracia?
Não me venham com merdas sobre populismo e o respeito pela lei.
Que respeito merecem legisladores, leis e instituições que permitem que se tenha chegado a este regabofe?
Num ano eleitoral em que todos os partidos estarão nas ruas, feiras e mercados deste país, com bandeirinhas e altifalantes em elogios à capacidade de fazer obra dos respectivos líderes nacionais e locais, não nos devemos esquecer o abandono a que, pelos vistos, chegámos. Se não estamos entregues à bicharada, pouco faltará.
Estamos a falar do mesmo país em que os mais altos membros da magistratura se preocupam mais com as suas intervenções e imagem nos meios de comunicação que em responder aos problemas do crime grave e violento; em que juízes e procuradores trocam galhardetes sobre as suas posições públicas; em que os ministros da Justiça e da Administração Interna desapareceram para parte incerta ou se esconderam; em que os vários órgãos de polícia se degladiam para saber quem vigia quem, quem escuta os telefonemas de quem.
Se os eleitores e cidadãos deste país “os” tiverem grandes e no lugar, este vai ser o ano de recordar aos políticos de todos os partidos que se para algo serve o estado e os seus recursos (os impostos de todos nós), que todos tanto querem controlar, esse algo é a segurança de vidas e propriedade e a execução da justiça.
Fevereiro 6, 2009
Mais uma aposta governamental na criação de emprego
O comunicado do governo em que se dá conta da aprovação da obrigatoriedade de os “veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas” serem equipados com o “Dispositivo Electrónico de Matrícula”, termina com o seguinte parágrafo:
O DEM é um projecto inovador com impactos positivos na modernização competitividade da economia portuguesa: vem dinamizar o sector da telemática e criar simultaneamente uma oportunidade de negócio para as empresas na área das novas tecnologias na ordem dos 150 milhões de euros.
Os argumentos mais fantásticos são utilizados para justificar esta imbecilidade.
E quanto à recolha de dados e sua protecção?
(…) a questão crucial do tratamento e protecção dos respectivos dados pessoais, exigem que a prestação deste novo serviço público seja assegurada, com carácter de exclusividade, pelo Estado, através de uma entidade empresarial própria – uma empresa pública, a SIEV, SA, – que garanta a idoneidade e a legitimidade de todos os procedimentos.
Fico mais descansado. Vai ser criada mais uma dependência estatal, criando mais alguns apetitosos empregos a pagar pelos impostos e taxas dos contribuintes. E estes servidores públicos não serão tocados pela famosa “fuga de informação” tão avassaladoramente presente no sistema judiciário. Aliás, sugiro que se venham a reproduzir no Ministério da Justiça os critérios de selecção e recrutamento aplicados para preencher os quadros da SIEV, SA.
Nada como assegurar uma crescente dimensão do sector estatal (ou dele dependente) em ano de eleições. Se de caminho se aumentar o controlo da liberdade e a captação de informação dos cidadãos (num país em que metade está ocupada a ouvir as conversas telefónicas da outra metade), melhor ainda.
Estende-se à nossa frente um amplo caminho para a servidão.
Fevereiro 2, 2009
Estímulos arriscados – II
Via Reuters (meu destaque):
Dallas Federal Reserve President Richard Fisher warned on Monday against “Buy America” provisions in a proposed fiscal stimulus law and said it could lead to devastating trade protectionism.“Let me just be blunt. Protectionism is the crack cocaine of economics. It may provide a high. It’s addictive and it leads to economic death,”(…)
Fisher also urged Congress to balance the immediate need to stimulate growth with the long-term consequences of piling on debt that could be a drag for years to come.
“Our job is to maintain price stability while we engender the growth and employment of the United States … It is a very difficult balancing act, but it can only be done if it is buttressed by sensible fiscal policy,” Fisher said.(…)
“Right now the pressures are not on the inflationary side; they’re on the other side. Longer term, we have to be aware of the fact that we could have, as a result of all these initiatives we’ve taken … baked-in inflationary pressures.
“We’re very mindful of that and our exit strategy has to work with the fact that we cannot allow inflationary pressures to also take root. This is our job,” Fisher said.
Leitura complementar: Estímulos arriscados
Janeiro 25, 2009
Depois de casa roubada
O governo decidiu-se finalmente a colocar polícias de forma permanente em alguns tribunais.
Em quais? Pelos vistos, naqueles que recentemente foram assaltados ou onde ocorreram cenas de violência que resultaram em notícias e protestos mais mediáticos por parte das associações de profissionais.
Como medida complementar, serão retiradas 32 ATM (máquinas do Multibanco) que estão dentro dos edifícios dos tribunais.
O sinal é claro e a conclusão parece-me óbvia. O estado não consegue garantir a segurança dentro dos espaços onde decorre aquilo que deveria ser o seu “core business” e por isso prefere evitar que a bandidagem caia em tentação. Se é assim, que garantias credíveis de protecção à propriedade privada, aquela de onde vêm os seus recursos sobre a forma de impostos, podem ser dadas? Deverão os cidadãos desfazerem-se dos seus bens para não tentarem os assaltantes?
Numa altura em que se questiona como o estado vai desperdiçar os euros que não tem em obras de necessidade mais que duvidosa e com efeitos mais que fantasiosos, a Justiça e a Segurança devem ser recordadas como merecedoras de mais atenção por parte dos governantes.
Janeiro 23, 2009
Mais um elo na corrente
Este gajo passou-me a “batata”. É descascá-la enquanto está quente.
Uma fotografia: Ínicio do ano, lá em Casa.

Uma banda? Os 5 anos em conjunto de Mike Joyce, Andy Rourke, Johnny Marr e Steven Morrissey: The Smiths.
1 – Homem ou mulher? “…I’m a full grown man…“
2 – Descreve-te: “…I know I’m unloveable…“
3 – O que pensam de mim? “…How can they hear me say those words, Still they don’t believe me? …“
4 – Como descreves o teu último relacionamento? “…’Cause you’re evil, And you lie, And if you should die, I may feel slightly sad …“
5 – Descreve o estado actual da tua relação: “…The very thought of you makes my heart sing, like an April breeze on the wings of spring…“
6 – Onde querias estar agora? Em Casa. Que “Saudade“
7 – O que pensas do amor? “…To die by your side, well the pleasure, the privilege is mine…“
8 – Como é a tua vida? “So what?“
9 – O que pedirias se pudesses ter só um desejo? “…So, if there’s something you’d like to try…“
10 – Escreve uma frase sábia: “In my life, why do I give valuable time to people who don’t care if I live or die?“
Sei que coisas terríveis irão acontecer-me por causa disso, mas corto aqui a corrente. De qualquer modo “The World Won’t Listen”.
Janeiro 7, 2009
Ao serviço do partido
Antes de ontem, em Setúbal. Ontem, em Lisboa. Amanhã, em Setúbal?
Há uma aparente consistência na preparação do PSD para as próximas autárquicas. A reutilização de candidatos com base na sua aparente disponibilidade de servir o partido onde quer que a direcção os coloque. Será o caso de Fernando Negrão?
Como eleitor, tenho na memória que depois de ter aceite o cargo de vereador em Setúbal, abandonou o mesmo para se candidatar à autarquia de Lisboa com o slogan de campanha “Lisboa a sério”. Mantenho a dúvida que tive na altura: afinal Setúbal foi (será?) a “brincar” enquanto o dever partidário não chama para outra autarquia ou nomeação pós-legislativas?
Recordo que em Setúbal, durante este mandato, o PCP trocou o presidente em funções (pouco tempo depois de eleito) por uma outra camarada sem ver a necessidade de questionar os eleitores nem tendo previamente avisado (durante a campanha, por exemplo) que afinal a demissão de eleitos está permanentemente à disposição do centralismo democrático dos órgãos políticos do PCP (para os quais eu não me recordo de ter votado).
Via O Setubalense:
O PSD já fez o convite a Fernando Negrão para ser o seu candidato à presidência da Câmara de Setúbal aguardando agora uma resposta.Uma sondagem encomendada pelo Partido Social Democrata dá a vitória a Fernando Negrão no caso de se candidatar à presidência da Câmara Municipal de Setúbal. Tal sondagem aponta como candidatos adversários Maria das Dores Meira, actual presidente da autarquia, pela CDU, e Teresa Almeida, ex-vereadora do executivo de Mata Cáceres e ex-Governadora Civil de Setúbal, pelo Partido Socialista.
De referir que a direcção nacional do PSD mandou efectuar sondagens nas capitais do distrito do país, onde não é poder, para apurar quais seriam os melhores candidatos e ganhar essas cidades. Ora, em Setúbal, Negrão surge como o grande candidato capaz de derrotar a actual presidente e uma eventual candidatura socialista de Teresa Almeida.
Dezembro 31, 2008
Mais um
Foi um ano em constantes mudanças, um recordar que planear o futuro é uma ciência mais intuitiva que a simples leitura de padrões passados.
A continuação que o ínicio do ano apontava, logo se transformou em sinais de alarme para os fogos que, de forma invísivel, já estavam ateados. Muitos foram apanhados desprevenidos mas uns quantos há muito tinham identificado as condições incendiárias que um dia haveriam de atear os fogos. A era do crédito fácil, encorajado pelo populismo político ignorante (devidamente aconselhado pelos teóricos do direito social à repartição da riqueza), gerou um exército de gestores desejosos de ganhar na margem com os volumes crescentes que geriam. Agora é díficil explicar ao Povo que afinal não podem, não devem, viver da riqueza alheia, aquela que lhes é prometida pelo crédito facilitado pela abundância monetária (e respectivas taxas de juro) e pela subsidização da indolência e da irresponsabilidade pessoal promovida pelos impostos cobrados.
Pessoalmente, 2007 tinha sido um ano de viragem significativa. O ano de 2008 veio recordar-me que nada é garantido, que a permanência e o descanso sobre o “status quo” de um determinado dia é transitório. Para o mal mas sei que também para o bem. Resta-me continuar a fazer aquilo que sempre fiz: planear para os dias de chuva e esperar que afinal os dias de sol sejam em maioria.
Por falar em sol e chuva: a minha estrutura física e o meu sistema respiratório não se dão nada bem com o frio e o enregelamentos madrugadores a que uma vida proletária suburbana me obriga. Gostaria, pois, de lavrar o meu protesto contra os que andam por aí a prometer paraísos de aquecimento global quando 2008 foi prova de um esfriamento generalizado. Será que a geração que há 20/30 anos previa o cataclismo de uma nova idade do gelo estaria assim tão errada?
Termino com os meus votos para 2009. Pelos vistos vão ser 3. E nesta altura ainda não sei em quem nem no quê. Apenas admito fazer mais barulho que o habitual contra a cambada de mentirosos que para aí anda (e respectivos acólitos), adversários dissimulados da Liberdade e todos os que continuam a procurar para si e para a sua clientela as rendas que sabem poder extrair do controlo político gerado pelo voto democrático.
De resto, tentem sobreviver mais 365 dias, pensem por vocês, em vocês e nos que vos são queridos. E deixem os outros viver a vida na Liberdade que todos queremos para nós próprios.
Boas entradas para o restante Colectivo Insurgente e a todos os que por aqui vão passando. Eu espero continuar (mais…) por aqui.
Dezembro 18, 2008
Então porque não experimentam…?
No DD:
De acordo com dados do Observatório da Avaliação de Desempenho, órgão criado pela Federação Nacional dos Sindicatos da Educação e pelo Instituto Superior de Educação e Trabalho, apenas 26 por cento dos inquiridos continuariam a escolher a profissão de professor.
Ou seja, 74% dos professores inquiridos (segundo a notícia foram 1.100) preferiam ganhar a vida de outra forma. Também diz a notícia que 81% dos inquiridos preferia pedir a aposentação mesmo sofrendo penalizações.
Resumindo: apenas 19% dos 1.100 inquiridos gostariam de continuar activos como professores.
Se isto não é um indicador do mercado (se os restantes insurgentes me perdoam o abuso da expressão) não sei o que será. Seria de esperar uma redução astronómica do número de candidatos aos concursos de colocação bem como a redução a zero das candidaturas a cursos universitários que formassem professores.
Mas não será isso que acontecerá.
Porquê?
Porque os inquiridos estão a ser, digamos, menos fiéis às suas reais intenções (não estão a ser obrigados a pôr “o dinheiro onde a boca está”) e porque o aconchego de ser funcionário público é cada vez mais desejado e estimado no contexto actual do mercado de trabalho.
Quando voltar a época das candidaturas universitárias e dos concursos estatais de colocação de professores, lembremo-nos deste inquérito.
Dezembro 6, 2008
A ler
Hoje no Público, um texto de opinião de André Azevedo Alves intitulado “A crise e a cartilha antiliberal”:
Felizmente, ao contrário do que desejariam os arautos da cartilha antiliberal, o modelo de economia de mercado (mais ou menos intervencionada) que tem caracterizado os países mais desenvolvidos não deverá estar em causa. A memória do absoluto desastre de todas as experiências de “socialismo real” está ainda demasiado próxima, e deverá impedir que o discurso anticapitalista mais radical se propague para além dos grupos extremistas.
Novembro 28, 2008
Um “ferrarista maníaco”
Tenho a certeza que vai valer a pena ser leitor assíduo do que o José Mendonça da Cruz escrever no Risco Contínuo.
Bem-vindo à blogos, Zé!
Novembro 18, 2008
E o título de pior Ministro das Finanças europeu vai para…
Via Jornal de Negócios, um artigo do Financial Times:
Now in its third year, the FT survey benchmarks performance by drawing both on data and a panel of economists and commentators to reveal who is best [Europe's finance ministers ] at the job and the most respected – and to point to potential future stars.(…)
Amid the worst conditions for at least a generation, finance ministers had to spot early the scale of the global crisis, avoid misjudgments, remain credible as politicians – at home and abroad – while keeping a grip on public finances as economic growth collapsed around them. How did they fare?
(…)
Bottom of the pile came Portugal’s Fernando Teixeira dos Santos, dragged down by a poor national economic performance and his low European profile.
Aos contribuintes em particular e a todos os portugueses em geral acho que é devido um enorme aplauso de agradecimento pelo seu contributo para esta posição. Certamente para o ano, na altura das legislativas, ainda continuaremos a bater palmas a este desempenho da governação socialista e à inestimável liderança do Primeiro Ministro.
Novembro 7, 2008
Haja alegria!
Isto só pode ser uma coisa muito boa. É impossível não ser. Isso, imprimir novas notas estaladiças e aumentar o número de empresas estatais falidas. Ambas as três coisas devem ser boas ideias. Porque se não o fossem, era caso para ficarmos muito preocupados. (via JN):
A era do dinheiro grátis pode estar a chegar. Numa altura em que os bancos centrais cortam as taxas de juro a uma velocidade inesperada, o custo do dinheiro está a ficar abaixo da taxa de inflação pela primeira vez desde o início do anos 80. E tudo indica que as reduções vão continuar nos próximos meses.
Outubro 20, 2008
Reality check no jogo da especulação bolsista
José Sócrates, em Guimarães a 21 de Setembro (Jornal de Negócios):
“nunca será permitido que as pensões dos portugueses sejam jogadas na bolsa”
Hoje, exactamente um mês depois, o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social informou que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) valia 8.257 milhões de euros, tendo registado uma perda de 3,14% nos nove meses até final de Setembro. O ministro acalma os receios que estas aplicações dos impostos dos contribuintes possam suscitar (JN):
Reconhecendo que 2008 é “um ano excepcional para os mercados de capitais”, o ministro Vieira da Silva frisou, no entanto que o horizonte de disponibilidade dos montantes do fundo (mais de 30 anos) aconselha a investimentos de longo prazo, “relativizando a volatilidade que se observa neste momento particular”.
Outubro 3, 2008
PBCE – Partido dos Blocos Comunistas e Esquerdistas
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, citado pelo Público:
Perante a necessidade de uma convergência das forças sociais e políticas, não excluindo nenhuma força progressiva de esquerda, temos a proposta de que sem ruptura com esta política não há arrumação de forças que garanta uma alternativa de esquerda.
Admito que seria com alguma emoção, (atrevo-me a dizer: com lágrimas nos olhos) que assistiria a um comício onde a par da cassete estalinista de Jerónimo de Sousa se ouvisse a prédica trotskista de Francisco Louçã.
E no fim, Manuel Alegre poderia recitar uns poemas incentivando à revolução proletária.
Setembro 17, 2008
Há vida para além das falências
Barclays Plc, the U.K.’s third- biggest bank, will acquire the North American investment-banking business of bankrupt Lehman Brothers Holdings Inc. for $1.75 billion, two days after abandoning plans to buy the entire firm.The London-based bank is paying $250 million in cash for the Lehman businesses and $1.5 billion for the securities firm’s New York headquarters and two data centers, it said in a statement on its Web site today. The operations employ about 10,000 people, almost two-fifths of Lehman’s total.
Barclays President Robert Diamond seized on what he called a “once in a lifetime opportunity” to buy a business that ranks seventh in advising on U.S. mergers.
Quanto à AIG e também via Bloomberg, haveria seguradoras alemãs interessadas em adquirir parte dos seus negócios.
Numa notícia de ontem:
Munich Re Chief Executive Officer Nikolaus von Bomhard said he is interested in acquiring parts of New York-based American International Group Inc., Handelsblatt reported.Munich Re may want to buy AIG’s primary-insurance operations in eastern Europe and its industrial insurance business, von Bomhard told the newspaper.
Numa notícia de hoje, já depois de conhecida a intervenção do FED no valor de 85 mil milhões de dólares:
Allianz SE, Europe’s largest insurer, made an offer to invest in American International Group Inc. that was rejected by the U.S. insurer two days before it accepted a government takeover, said two people with knowledge of the bid.
Setembro 11, 2008
Agosto 11, 2008
Em estado de guerra
Do estado em que se coloca quem aponta uma arma à cabeça de outro Homem sem de este ter sofrido qualquer dano e mantendo-o sequestrado lhe retira a sua Liberdade:
This makes it lawful for a man to kill a thief, who has not in the least hurt him, nor declared any design upon his life, any farther than, by the use of force, so to get him in his power, as to take away his money, or what he pleases, from him; because using force, where he has no right, to get me into his power, let his pretence be what it will, I have no reason to suppose, that he, who would take away my liberty, would not, when he had me in his power, take away every thing else. And therefore it is lawful for me to treat him as one who has put himself into a state of war with me, i.e. kill him if I can; for to that hazard does he justly expose himself, whoever introduces a state of war, and is aggressor in it.
“Second Treatise of Government” – John Locke; “Chapter III: Of the State of War“
Agosto 5, 2008
A culpa é sempre do austríaco
Via The Australian:
KEVIN Rudd has renewed his attack on Friedrich Hayek, the Nobel Prize-winning Austrian economist whose views the Prime Minister claims underpinned the “brutopia” of John Howard’s term in office.
(…)
Mr Rudd’s fresh attack on Hayek came at a dinner attended by writer Ayaan Hirsi Ali, who in an interview with The Weekend Australian accused the Prime Minister of misinterpreting Hayek’s arguments about the supremacy of the free market.[Mr Rudd claimed ](…) “We explicitly reject Hayek’s view that society has no obligation to others who are unknown to us, and Hayek’s preparedness to allow fundamental social institutions like the family to fend entirely for themselves against unrestrained market forces. That is why, for example, we have a different approach to industrial relations, because we believe families need certain fundamental protections in the workplace.”
After the dinner, the Somalian-born Hirsi Ali said she would send Mr Rudd a copy of Hayek’s seminal 1944 work The Road to Serfdom. “I know he’s a busy man, so I’ll highlight the relevant sections,” she said.
Para quem, cá por Portugal, se encontrar na mesma posição do PM australiano, recomenda-se a leitura da versão “condensada” de “O Caminho Para a Servidão” (Luis Aguiar Santos, via Causa Liberal).
Julho 14, 2008
Ordens aos molhos
Esta noite, no programa “Prós & Nunca Contra” da RTP, estão vários, muitos, bastonários das guildas profissionais da nossa terra.
Medo…
Leitura complementar: Os guardiães nas muralhas dos privilégios

