O Insurgente

Janeiro 20, 2009

Nó górdio?

Filed under: Blogosfera,Diversos — Michael Seufert @ 00:38

A Elise passou-me um quebra-cabeças, perdão, uma cadeia que teve a sua graça seguir. Aqui ficam as minhas respostas:

Uma fotografia? Cabo da Roca por moi-même, Agosto de 2005.Cabo da Roca Agosto de 2005

Uma banda? Pulp.

1 – Homem ou mulher? Walk Like A Man
2 – Descreve-te:  You Know My Name
3 – O que pensam de mim? Always Look On The Bright Side Of Life
4 – Como descreves o teu último relacionamento? When You’re Young And In Love
5 – Descreve o estado actual da tua relação: Without Us
6 – Onde querias estar agora? Tarde Em Itapuã
7 – O que pensas do amor? Romeo and Juliet
8 – Como é a tua vida? The Story (o vídeo neste caso conta muito)
9 – O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Pa-pa-gena! Pa-pa-geno!
10 – Escreve uma frase sábia: If I Had A Million Dollar (I’d Be Rich)

Esta cadeia fica caseirinha e passo-a ao Colectivo insurgente. Mas como responsabilidade partilhada não é grande pistola, nomeio o Hélder, o RAF e o Migas fiéis depositários da causa. Os três têm mesmo que responder, os outros podem fazer de conta que não viram.

Janeiro 19, 2009

O “meu” congresso do CDS

Filed under: Política,Portugal — Michael Seufert @ 13:33

Estive na passada semana no congresso do CDS que  não trouxe muito de novo. Algumas notas:

  1. Salvo melhor opinião o modelo de congresso depois de eleições directas não funciona. Depois de os militantes terem decidido por um líder, não se vê a legitimidade de uma assembleia em contrariar a estratégia proposta por esse líder. O congresso vira convenção.
  2. Foi por isso uma pena que a proposta que a JP apresentou, e que eu subscrevia, tivesse sido chumbada. Seria bom que o CDS tivesse sido o primeiro partido a reconhecer todos os defeitos das directas.
  3. Como era a única proposta que podia mudar alguma coisa partido, já que as POPES não o poderiam fazer, a discussão dos estatutos foi a única a verdadeiramente levantar aplausos (excepto, como sempre, referências a Adelino Amaro da Costa) e emoções. Congressos e convenções terão ambos vantagens e desvantagens. Eu prefiro congressos.
  4. As propostas apresentadas acabam apenas para servir para, nas votações, recolher uns votos e assim medir forças, já que na discussão raramente alguém refere o conteúdo das mesmas. Mesmo que, num cenário inacreditável, a de Portas não tivesse sido aprovada o seu consulado não seria muito diferente, como aliás disse António Pires de Lima.
  5. Portas apresentou um documento enorme, com boas notas. A renovação de quadros nos órgãos nacionais foi assim-assim mas apesar de tudo melhor que se temeria. A questão está em saber se órgãos como a Comissão Política e o Conselho Nacional vão poder reunir e debater com maior frequência que no passado. Igualmente será importantes rodar as caras que fazem declarações públicas, para mostrar que o CDS não é um partido unipessoal.
  6. O CDS tem a obrigação de não deixar pegar a moda de que o PS governa à direita. O PS é socialista e age coerentemente: governa para mais controlo da vida individual, social e económica pelo estado. Isso é marca da esquerda socialista. No entanto, como passa a ideia do Sócrate-de-direita, quem ganha com o descontentamento geral é quem está à esquerda do PS.
  7. O CDS, e o PSD também, é evidente, deve ter propostas que contrariem esta governamentalização do país. A asfixia geral, o controlo mediático, o pensamento estatizante da economia, p.ex., devem ser combatidos com propostas concretas e focadas.
  8. 2009 será o ano de todas as eleições. Estou convencido que o CDS poderá subir nos votos se mostrar que a direita tem propostas opostas às do PS e que não se resume a recauchutar as mesmas linhas com outros protagonistas. O CDS gosta e muito de Paulo Portas. Este tem que mostrar que o CDS não se esgota nele, e que ele não se esgota na conquista do poder.

Janeiro 16, 2009

Flat-tax

Filed under: Economia,Política,Teoria — Michael Seufert @ 16:54

Vital Moreira insurge-se contra o facto da flat-tax não ser progressiva. Como ontem escrevi, isso não é verdade. Nao faço aqui juízo sobre o facto de os impostos deverem ou não ser progressivos (o artigo 104º da “Constituição” Portuguesa, obriga o imposto sobre o rendimento singular a ser progressivo, p.ex.), mas basta o mínimo conhecimento a implementação de taxas planas, para concluir a sua progressividade. Apesar de “neo-liberal” (embora não conste que o dízimo da Bíblia seja neo-liberal), a proposta merece alguma análise para além do sound-byte.

Importa logo referir que um sistema fiscal de taxas planas não se esgota com a introdução de uma só taxa para calcular o imposto sobre os rendimentos singulares – sem escalões, portanto. As propostas de flat-tax conhecidas prosseguem também o objectivo da simplificação fiscal e pessoalmente é esse aspecto que mais me atrai neste sistema.

Salvo variantes, o sistema funciona assim: taxam-se todos os rendimentos à mesma taxa (por hipótese 20%), acaba-se com as deduções fiscais, e introduz-se um valor de rendimentos que não é taxado. Este valor substitui as deduções que já não existem e/ou representa o patamar de sobrevivência, valor sobre o qual o estado se abstém de tributar.

Tipicamente, quanto a agregados familiares o sistema prevê que se somem os rendimentos e os valores livres de imposto (mesmo dos membros que não aufiram rendimento, tais como crianças – ainda que neste caso o valor possa ser inferior ao dos adultos), e se faça a conta ao imposto devido como se de um sujeito fiscal se tratasse.

Assim sendo, imaginemos os tais 20% de taxa e um valor de isenção de 500€ para adultos e 250€ para crianças.

  • Todos os contribuintes com rendimentos abaixo de 500€ não pagam imposto pois estão abaixo do valor de isenção.
  • Um contribuinte com 1000€ de rendimento paga 20% de imposto sobre 500€ de rendimento (os restantes 500€ são livres de tributação), i.e., paga 500€*0,2=100€, o que corresponde a 10% do seu rendimento.
  • Um contribuinte com 10500€ de rendimento paga 20% de imposto sobre 10500€-500€=10000€ de rendimento. Isto corresponde a 10000€*0,2=2000€, i.e., ~19% do seu rendimento.
  • Um agregado familiar em que dois adultos agreguem 2000€ de rendimento e que tenha duas crianças irá pagar 20% sobre 2000€-(2*500€ + 2*250€)=500€, logo 500€*0,2=100€ de imposto que correspondem a 5% do seu rendimento.
  • Já um agregado familiar com dois adultos e duas crianças que obtenha um rendimento de 16500€, pagará 20% sobre 16500€-1500€=15000€, donde obtemos 15000€*0,2=3000€ de imposto equivalentes a ~18% sobre o seu rendimento.

Como se vê a taxa plana continua a ser progressiva pois o valor do imposto pago é, proporcionalmente, baixo para rendimentos baixos e alto para rendimentos altos. Ao contrário do sistema actual, em que o objectivo da política fiscal parece ser “taxar mais quem tem mais”, este sistema taxa menos quem tem menos e aproxima o valor taxado dos, neste caso, 20% da taxa conforme os rendimentos aumentam.

Há ainda grandes ganhos de eficiência e justiça tributiva, porque a simplificação e abolição dos benefícios fiscais permite aos contribuintes poupar tempo, dinheiro, trabalho e paciência. Deixa de ser preciso coleccionar facturas e engendrar esquemas fiscais que optmizem o rendimentos disponível. Na verdade o contabilista perde sentido para organizar IRS: a declaração de IRS passa a ter meia-dúzia de campos, e não há devoluções nem buracos no código tributário. Se após uma mudança para taxa plana o contribuinte médio pagasse o mesmo de imposto que antes, já estaria a poupar dinheiro e transtorno em montantes não-desprezáveis.

Não faço ideia se os valores que apresentei são realistas para gerar receita que permita alimentar a máquina pública, mas ao fazer contas é preciso não esquecer: a poupança na máquina da administração fiscal, a poupança em deduções fiscais manhosas que acabam, o dinheiro disponível no bolso dos contribuintes é taxado quando o gastam via IVA e que os valores devidos são conhecidos no momento da entrega da declaração, já não havendo que perder tempo a calcular rendimentos tributáveis, descontos devidos, etc,etc.

Por fim, para alguns gráficos que comparam o sistema actual com várias implementações possíveis de taxas planas, recomendo os gráficos deste post do BZ.

Um bocadinho mais de seriedade, sff.

Filed under: Blogosfera,Economia — Michael Seufert @ 01:46

Vital Moreira podia ao menos ter procurado entender alguma coisa sobre a flat-rate. Pode-se achar bem ou mal os impostos serem progressivos. Mas ao contrário do que diz o professor, todas as implementações de flat-tax que conheço são progressivas.

Amanhã explico. Agora vou-me deitar.

Janeiro 13, 2009

Uma fotocopiadora – 6.572.983,00 €

Filed under: Nanny State Watch,Portugal — Michael Seufert @ 23:40
Pode ser engano. Mas não me espantava… (via)

Janeiro 9, 2009

Deputados-padeiros

Filed under: Comentário,Nanny State Watch — Michael Seufert @ 19:12

Em tempo de crise, vá lá de dar cabo dos prazeres da vida às pessoas:

Deputados socialistas querem reduzir sal no pão

O mero facto de o teor de sal no pão (mas qual “pão” quantas centenas de diferentes pães existem!?) ser passível de se tornar alvo de lei mostra o alcance dos tentáculos do estado. Já há mais de um ano os deputados demonstraram o seu apetite em nos dar cabo do mesmo. Entretanto devem ter andado preocupados com o tamanho dos pacotes de açúcar oferecidos nos cafés.

Global Warming

Filed under: Diversos — Michael Seufert @ 10:14

Aqui na FEUP está a nevar…
Deve ser do aquecimento global.

Janeiro 7, 2009

Um bocadinho menos Horatio Caine, p.f.

Filed under: Comentário,Portugal — Michael Seufert @ 19:40

«“criar no espírito dos magistrados e órgãos de polícia criminal (OPC) (…) dúvida séria” sobre se teria sido Carlos Cruz ou o alegado sósia a praticar os crimes que estavam a ser investigados» dá direito a um ano de prisão?

Provavelmente não estou a perceber bem a notícia. É certo que ali uma actuação pouco clara: Inês Serra Lopes é filha de um dos advogados de Carlos Cruz, e foi arranjar uma intermediária para fazer chegar as fotos ao processo, o que é no mínimo de duvidosa seriedade, mas escapa-se-me onde é que isto pode constituir matéria criminal.

Na verdade, não devem estar os investigadores dum crime sempre alerta para qualquer facto que possa pôr em causa a sua linha de investigação?

Parece que chamar a atenção para factos dessa natureza… dá prisão. Está tudo doido.

Proteger os consumidores

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Michael Seufert @ 12:13

Os comentários a este post, bem como as justificações da Autoridade da Concorrência para obrigar a Zon a não oferecer bilhetes para os cinemas Lusomundo, mostram o problema da intervenção do estado em fixação de preços, promoções e demais campos da economia privada.

Desde logo porque se parte do princípio que o consumidor segue um padrão idealizado pelos reguladores. A oferta de bilhetes pela Zon só prejudica a Medeia, se o consumidor seguir um padrão de muitos possíveis. A saber: vou uma vez por semana ao cinema à Medeia, mas como a Zon passa a oferecer bilhetes e passo a ir à Lusomundo e deixo de ir à Medeia.

Só que o consumidor não é um autómato, e nem sequer é idealizável por burocratas, para estes preverem as suas acções. Há por exemplo o cinéfilo que tem que contar os seus tostões. Como tal, quando quer ir ao cinema, escolhe metade das vezes a Zon, metade das vezes a Lusomundo. Mas gostaria de ir mais vezes. Com a nova promoção, pode ir uma vez por semana de graça à Lusomundo, e as restantes vezes fazer as escolhas que entender, consoante o seu orçamento. Se mantiver o seu padrão de escolhas a Medeia não nota a influência da promoção da Zon. Mas até pode passar a ir sempre à Medeia, por “esgotar” a sua vontade de filmes Lusomundo com as ofertas da Zon. Neste caso a Medeia acaba por beneficiar dos bilhetes grátis para a concorrência.

Há ainda o cliente que não vai ao cinema, começa a ir graças às ofertas da Zon, ganha o gosto e passa a ir à Medeia quando esta apresenta um filme de que gosta.

E há ainda o cliente que vai ao cinema quando quer e pode, conforme os filmes mais gosta, e as salas que lhe apetece. Com a oferta vai à Lusomundo mais vezes, odeia os cinemas e reconhece que a Medeia tem o melhor serviço, facto que publicita entre os amigos.

E há o cliente que… Enfim, há para todos os gostos!

Para a AdC e a Medeia, oferecer bilhetes aos clientes Zon, lesa os consumidores. Não se percebe como é que receber um bilhete de cinema gratuito por semana, só por ser cliente Zon, pode lesar o consumidor. O que lesa de certeza é deixar de o receber. Mais, não se vê como é que proibir a promoção interefere na “posição dominante” da Zon.

Curioso é que a Medeia também oferece bilhetes.  Quem pagar 5€ + 175€/ano, recebe o máximo de dois bilhetes por dia. Simplesmente na oferta da Medeia não há acesso TvCabo incluído.

Janeiro 5, 2009

Frases da entrevista de Sócrates na SIC

Filed under: Comentário — Michael Seufert @ 22:20

Não vi tudo, mas retive:

«O critério para fazer investimento público… é o investimento ser bom ou mau!»

«Não quero arriscar a falência dum banco em Portugal.»

«O investimento do estado é moralmente obrigatório.»

Além disso uma irritante obsessão por “aqueles que acham que o estado não deve fazer nada” e pelo facto de que “ninguém conseguia antecipar a crise”.

Bruxelices

Filed under: União Europeia — Michael Seufert @ 13:23

Este texto, além de começar com uma frase – assustadoramente – programática, é ele todo um manual sobre o que está mal na Europa e como os Bruxelistas a andam a matar.

O último Conselho Europeu, por exemplo, serviu para «dar à Irlanda a oportunidade de provar que a democracia directa pode funcionar, desde que os cidadãos estejam informados e conscientes das verdadeiras questões em jogo.» Belo jogo, esse da democracia directa: só funciona se o resultado for o previamente combinado em Bruxelas.

Patrícia Cadeiras defende, com todo o direito, o Tratado de Lisboa no qual aliás colaborou como assessora da presidência portuguesa. Pode ser que por isso o seu espírito crítico esteja toldado, mas não é sério, como têm feito todos os Bruxelistas, transformar a ratificação numa obrigação dos estados-membros. Se a ratificação é apenas para inglês ver, acabe-se com as ratificações e dê-se a Bruxelas o poder para compulsivamente obrigar à implementação dos tratados.

Janeiro 4, 2009

Adoro frases programáticas

Filed under: Blogosfera,Nanny State Watch,União Europeia — Michael Seufert @ 22:29

Mais uma vez, a União Europeia não falhou naquilo que melhor sabe fazer: pôr o direito ao serviço da política.

Patrícia Cadeiras no blogue Outubro.

Dezembro 26, 2008

É gastar, ó faxabor!

Filed under: Comentário,Internacional — Michael Seufert @ 01:01

O dinheiro do pacote de ajudas americano era para salvar bancos. Mas como em casa que dá esmola, os pobres nunca faltam, as empresas automóveis também queriam uma fatia do dinheiro dos contribuintes norte-americanos. Foram pedinchar, mas o representantes dos contribuintes decidiram que não davam.

Mas tudo tem solução!

Federal regulators will permit the financing arm of General Motors to become a bank and gain access to billions of dollars in government aid, a crucial step that will help ensure the survival of the company.

Espetáculo!

Dezembro 24, 2008

Feliz Natal

Filed under: Diversos — Michael Seufert @ 15:34

A todos os pseudo-indivíduos que constituem o Colectivo Insurgente e a todos os leitores deste pasquim, um Feliz Natal, com todos o que amam e com muita saúde.

O meu irmão deve aterrar no Porto daqui a meia-hora, entretanto chegarão os meus tios, que este ano o Natal é cá em casa; os meus pais já chegaram ontem, e assim se junta a família para um Natal como deve ser.

Dezembro 22, 2008

Ponzi-coisas

Filed under: Cartoons,Teoria — Michael Seufert @ 12:12
Madoff-vs-Social-Security

Via Mark Perry.

Dezembro 21, 2008

Serviço público

Filed under: Videos — Michael Seufert @ 23:02


A música da publicidade do Corte Inglês. Lisa Mitchell – Neopolitan Dreams

Dezembro 20, 2008

Não percebi

Filed under: Blogosfera,Comentário,Portugal — Michael Seufert @ 19:30

Este texto é escrito por Augusto Santos Silva, ou é escrito sobre Augusto Santos Silva?

Dezembro 18, 2008

Salário mínimo é ilegal

Filed under: Portugal — Michael Seufert @ 00:51

De acordo com a decisão do Tribunal do Comércio de Lisboa, “a fixação dos preços faz parte da liberdade contratual do prestador do serviço e do respectivo cliente”.

Não encontra este tribunal “qualquer justificativo para que seja imposto (por uma entidade terceira que não está inserida no circuito prestador/comprador) ao primeiro, e consequentemente, também ao segundo”.

Para o Tribunal do Comércio de Lisboa, “a fixação do preço deve resultar apenas e tão só do livre jogo do mercado, tendo embora que respeitar certas regras e princípios, regras essas que visam regular o funcionamento do mercado e não colocar-lhe entraves e introduzir-lhes distorções”.

(destaque, um bocado parvos, no original)

OK, só se refere ao salário mínimo dos dentistas, mas é um começo…

Dezembro 16, 2008

And now for something completely different

Filed under: Diversos — Michael Seufert @ 20:12

É favor escrever “french military victories” no campo de pesquisa do Google, e carregar “Sinto-me com sorte”
:D

Dezembro 13, 2008

Coisinhas simples (?)

Filed under: Economia,Teoria — Michael Seufert @ 15:36

Aumentar o investimento público para criar emprego, é como levantar a mesada ao filho para aumentar a riqueza da família.

Dezembro 12, 2008

Adoro frases programáticas

Filed under: Diversos,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — Michael Seufert @ 17:17

«Ainda por cima é a RTP, a televisão pública, a fazer uma coisa destas. E, depois, logo à noite, não sai a reportagem.»
Ana Jorge ministra da Saúde, ao jornalista que ousou fazer perguntas “que não estavam combinadas”.

Dezembro 10, 2008

Keine Macht den Fhelern

Filed under: Blogosfera,Diversos — Michael Seufert @ 23:22

Wie Rita Dantas netterweise hier erwähnt, hat sich bei einigen Texten der Serie “Steuerzahlen macht frei” der Fehlerteufel eingeschlichen. Es gab tatsächlich einen Buchstabentausch, der sich dann wohl durch copy-and-paste verbreitet haben muß. Während in diesem Text der Titel noch stimmt, erscheint ab ebendem das ‘a’ mit dem ‘h’ vertauscht. (Zur Strafe Hélder, schreibst Du den Titel fünfzig-mal auf. Copy-and-paste gilt nicht!) Ohne unsere aufmerksame Leserin wäre der Fehler ungesühnt davongekommen. Und trotzdem bleibt ein grammatischer Fehler, den die Leserin erwähnt, unentdeckt.

Para aqueles com fracos conhecimentos de línguas estrangeiras, uma tentativa de tradução:

Os eros são uma merda

Como a Rita Dantas simpaticamente aqui refere, o demónio dos erros inflitrou-se nalguns posts da série “Steuerzahlen macht frei”. De facto houve uma troca de letras, que se deve ter propagado por copy-and-paste. Enquanto neste post o título ainda está bem, nos subsequentes o ‘a’ e o ‘h’  aparecem trocados. (De castigo Hélder, escreves o título cinquenta vezes. E não vale copy-and-paste!) Não fosse a nossa atenta leitora, a troca das letras teria ficado impune. Ainda assim fica por descobrir um erro gramatical que a leitora refere.

Dezembro 5, 2008

As maravilhas do investimento público

Filed under: Comentário,Economia,Teoria — Michael Seufert @ 14:14

Uau, espectáculo, segundo a teoria tão em voga de que o investimento público é bom para a economia, esta notícia que dizer que a Casa da Música foi 230% melhor para o país do que a estimativa inicial, viva!

Ricardo Sebastião, em comentário a este post.

Dezembro 4, 2008

Outra canção de amor – sem pretensões

Filed under: Diversos,Videos — Michael Seufert @ 22:52

Jarabe de Palo – Agua

Còmo quieres ser mi amiga
si por ti darìa la vida,

(mais…)

Ainda a ignorância na política

Filed under: Economia,Política,Teoria — Michael Seufert @ 11:22

Lembra o Tiago Loureiro:

Normalmente, a desculpa da criação de emprego aparece para esconder a duvidosa utilidade da construção de determinado empreendimento.

Mais do que isso, acreditar que os empregos criados pelas obras públicas representam um aumento linear no número de pessoas empregadas é falsa. O dinheiro dos contribuintes gasto para criar um emprego no âmbito das obras públicas, é dinheiro que deixa de ser utilizado para gerar emprego noutra área qualquer. Bastiat explica isso muito bem.

Bastiat, esse perigoso neo-liberal do século XIX.

A ler também: A ignorância na política

Uma canção de amor – sem pretensões

Filed under: Diversos,Videos — Michael Seufert @ 00:00

Uma canção de amor – sem pretensões

Dire Straits – Romeo and Juliet

A lovestruck romeo sings the streets a serenade
Laying everybody low with a lovesong that he made
Finds a convenient streetlight steps out of the shade
Says something like “You and me babe how about it ?”
(mais…)

Dezembro 2, 2008

A ignorância na política

Filed under: Economia,Política,Teoria — Michael Seufert @ 18:36

José Sócrates ficou muito satisfeito com o plano de relançamento da Economia proposto pela Comissão Europeia. É pena, mas não é nada de novo. Para Sócrates este plano é a tábua de salvação das obras de regime que quer impôr ao país na figura do novo aeroporto de Lisboa e do TGV. Quando a maré da opinião pública podia virar contra a megalomania do primeiro-ministro, vem a CE rematar com o pior dos argumentos: o investimento público cria empregos.

Já sabemos que Sócrates dá muito valor ao show e às palavras, e pouco à substância e à verdade, mas o que é demais é moléstia. Poderemos achar que é má fé, ou ignorância que levam o primeiro-ministro e os oficiais de Bruxelas a defender este disparate. Em qualquer dos casos, estamos perante mais um exemplo de como os tempos que vivemos (no passado e no presente) nada têm de liberais e, ainda pior, são pautados por uma profunda ignorância de matérias económicas – dos decisores e da inerte opinião pública.

No pensamento político em geral e no económico em particular, considero ser fundamental a existência dum quadro de pensamento que sustente as nossas afirmações. Esta moda que se instalou do falar sem pensar e do dizer sem saber é um sintoma da mediatização ou sound-biteização da vida política no mundo. Os governos parece que decidem conforme lhes dá: Sócrates quer o carro eléctrico, as eólicas e as grandes obras públicas, mas não se percebe qual o fio condutor para as políticas. Qual é o modelo económico que orienta o pensamento de Sócrates? A sensação é que não há nada a médio-longo prazo. “As eólicas ajudam à independência energética”, “imaginem uma cidade inteira só com carros eléctricos, sem poluição e sem ruído”. Sou só eu que acha isto muito pobre?

Mas o que mais preocupa é quando as justificações dadas demonstram que o pensamento que apesar de tudo há, é um pensamento errado e que prejudica o país.

Voltemos à questão da criação de emprego. Alguém realmente acredita que o governo gastar dinheiro em nome dos contribuintes cria emprego? Se fosse assim tão fácil, o mais lógico seria entregar todo o dinheiro aos governos, para eles se encaregarem da criação de emprego. A única cabeça pensante nesta matéria foi mesmo Manuela Ferreira Leite , quando disse que acreditava que tais obras públicas apenas baixariam o desemprego de ucranianos ou cabo-verdianos. Expressou-se mal, porventura, mas MFL tem razão: o efeito de obras públicas sobre o desemprego é o de empregar quem trabalha na construçao civil. Isto parece uma verdade de La Palisse mas não é. A questão é que nos esquecemos do reverso da medalha: por cada emprego criado na construção civil não é criado um emprego noutra área da economia.

O dinheiro não cai do céu. Logo o dinheiro gasto pelo querido governo em obras públicas deixa de ser gasto pelo governo (ou, percamos a cabeça: pelos cidadãos) noutra coisa qualquer. Isso faz com que o efeito para o desemprego seja zero. Pior, é de supor que seja negativo: alguém tem que organizar um esquema para recolher o dinheiro, alguém é pago para o recolher, depois tem que ser gasto dinheiro em estudos e esquemas para distribuir esse dinheiro pela obras. Estes burocratas (e estes sim criados pela intervenção estatal) não produzem qualquer serviço ou bem útil para a economia, e também nunca entram nas “contabilizaçãoes” de empregos gerados pela bondade do governo em gastar o dinheiro dos outros.

Claro que os empregos não-criados por intervenção estatal não têm sindicato, não têm lóbi nem amigos do primeiro-ministro no conselho de administração (razão pela qual também os prejudicados pelo salário mínimo não se “vêem”). Por isso o dinheiro gasto em obras públicas será sempre “bem gasto”: há ali obra, há substância, há visão, há futuro, há emprego! Sócrates de peito feito a lançar a primeira pedra de Alcochete-Jamé e a declarar o fabuloso investimento que o estado fez, o esforço que o estado investiu (esforço alheio, evidentemente) e a quantidade estupenda de empregos criados, tudo isto é visível, palpável e faz capas de jornal. E se não gera emprego, gera aplausos de alguns idiotas úteis

Dezembro 1, 2008

Why are Wages low in developing countries?

Filed under: Economia,Internacional,Teoria — Michael Seufert @ 21:22

Low wages in developing countries are among the many sins allegedly committed by global capitalism, but few of those making the charge really stop to think about why wages are so low in some developing countries.

(…)

The relevant question for those concerned about the very poor is not “how do we convince (or force) multinational corporations to pay more” but “how can we improve the productivity of the world’s poorest workers?”

(…)

In a study of wages and working conditions in developing countries, economists Benjamin Powell and David Skarbek found that the textile sweatshops derided by rich westerners offer higher wages and better working conditions than the alternatives in very poor countries. People in developing countries need more sweatshops rather than fewer.

(…)

A ler na totalidade.

Porque hoje é…

Filed under: Portugal — Michael Seufert @ 17:52

…”Dia da Restauração da Independência“.

22-_rainha_d_luisa

Obrigado Espanha!

E porque hoje é…

Filed under: Diversos — Michael Seufert @ 13:38

…”Dia Mundial da SIDA” (quem inventa estes nomes???)

“The global HIV industry is too big and out of control. We have created a monster with too many vested interests and reputations at stake, … too many relatively well paid HIV staff in affected countries, and too many rock stars with AIDS support as a fashion accessory,”

Novembro 27, 2008

Não sei porquê…

Filed under: Blogosfera,Comentário,Desporto — Michael Seufert @ 22:32

Mas achava que o Paulo Pinto Mascarenhas ia fazer um post com um tipo qualquer a surfar ou a golfar. Afinal não. Mas se precisares de ajuda, tenho a certeza que o Hélder dá uma mãozinha…

Novembro 26, 2008

E do nada, um raio de lucidez

Filed under: Nanny State Watch,Portugal — Michael Seufert @ 22:11

A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) mostrou um “cartão vermelho” ao Governo relativamente à legislação que vai tornar obrigatória a colocação de chips nas matrículas. Para a comissão, os cidadãos têm de ver assegurado o direito de não deixar rastos electrónicos.

8 December, No means No!

Filed under: Internacional,Política,União Europeia — Michael Seufert @ 21:28

On 11 December, EU leaders will meet to find what they call a ‘solution’ to the ‘Irish problem’ – Irish voters’ rejection of the Lisbon Treaty in their June referendum. The Manifesto Club will be taking our campaign for popular democracy to the heart of Brussels – to expose the contemptuous attitude of European elites towards their publics, and to start to build a cross-European alliance for freedom and against bureaucracy.

We are delighted to be co-organising a discussion – with the think-tank, Open Europe – in the centre of Brussels, three days before EU leaders meet. (mais…)

Neo-liberais duma figa (3)

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — Michael Seufert @ 15:38

As mais hilariantes [reacções à crise financeira] são aquelas que não reconhecem que o rei vai nu. São reacções que branqueiam o que se está a passar, continuam a defender cegamente a economia de mercado desregulada e a liberalização financeira total que levou o sistema à ruína.

António Costa e Silva no Blogues da Fundação Res Publica

Provavelmente eu e o António íamo-nos dar bem. Eu pelos vistos faço-o rir e ele faz-me, pelo menos, sorrir. Como já escrevi no passado, não temos, nem nos mauzões dos EUA, um sistema liberal. Achar que sim, é não saber muito sobre o liberalismo. Não tem mal nenhum, mas ajuda a querer discutir o liberalismo.

No von Mises Institute, temos uma abordagem ainda mais aprofundada. O autor, George Reisman, conclui que «The ability of the media to ignore all of the massive government interference that exists today and to characterize our present economic system as one of laissez faire and economic freedom marks it as, if not profoundly dishonest, then as nothing less than delusional.» Como o António Costa e Silva associa capitalismo laissez-faire à “direita”, aponto mais uma característica que Reisman esqueceu: a ignorância.


The utter absurdity of statements claiming that the present political-economic environment of the United States in some sense represents laissez-faire capitalism becomes as glaringly obvious as anything can be when one keeps in mind the extremely limited role of government under laissez-faire and then considers the following facts about the present-day United States:

(mais…)

Princípio de Seufert

Filed under: Economia,Teoria — Michael Seufert @ 13:36

Haverá um princípio de Peter para os impostos?

É de mim, ou os impostos são aumentados, aumentados e aumentados, até que, em tempo de crise, alguém reconhece que faz sentido baixá-los – temporariamente – para incentivar a economia?

Formulo, portanto, o princípio de Seufert para os impostos:

Numa sociedade em que o estado fornece a maior parte dos serviços públicos, os impostos são aumentados até a economia entrar em crise. Uma baixa de impostos nessa situação será temporária, de modo a poder ser reposto rapidamente o nível de impostos que permite a maximização de receita pública, antes de nova crise.

Tem graça como é que só se reconhece a bondade da baixa de impostos em tempo de crise, ignorando os seus benefícios quando a economia floresce. A economia está constantemente agrilhoada pelos impostos, e quando cresce, cresce apesar dos impostos. Aquele benefício que se reconhece em tempo de crise corresponde a um diferencial face ao crescimento possível em tempo de crescimento e alta de impostos.

Claro que essa baixa só tem efeitos positivos se for feita mantendo o deficit constante, isto é, baixando a despesa pública. Senão, o que se está a fazer é a pedir a baixa dos impostos emprestada, para esta vir a ser paga pelos impostos futuros. O que acontece é que em crise nunca são eliminados postos de trabalho na função pública. Antes pelo contrário, os estados acham que é esta a altura de incentivarem a criação de postos de trabalho via investimento público, desconhecendo que apenas mudam o dinheiro de bolso mas não de impacte na economia e portanto não estão a criar coisa nenhuma.

Novembro 21, 2008

Ainda a venda de órgãos

Filed under: Comentário,Teoria — Michael Seufert @ 16:38

O tema da venda de órgãos, tal como já referi neste post, é polémico e geralmente gera reacções muito vivas.

O Luís Marvão, por exemplo, acusa o “Mundo Insurgente” de estar nos “antípodas do Humanismo”. E de ser reducionista por reduzir a vida humana à “liberdade de poder comprar e vender”.

Já o LPedroMachado, achava que eu estava a reeditar o pensamento das campanhas pró-aborto, ao dar como argumento a existência dum mercado negro para mudar a lei.

Em relação à comparação do aborto, a questão é sempre a mesma: se damos ou não à criança o estatuto de ser humano vivo. Se não damos, então nada de mal em abortar, se damos, então tudo mal.

Nesta questão dos órgãos trata-se do mesmo: não vejo nada mal em tirar dos meus órgãos para os dar a outrém. E não vejo o que é que o estado tem a ver com isso. Mas se falarmos em ir roubar um rim a um vagabundo para o vender (ou oferecer, já agora), então é algo completamente diferente, porque estamos a violar o direito de cada um à sua auto-determinação. (Se quisermos falar em auto-propriedade: estamos a violar a sua propriedade.)

Nos casos voluntários, onde há mútuo consenso, apenas a vontade de um terceiro impede a legalização. Dois indivíduos entendem-se e chegam a acordo, mas o estado mete a colher e proíbe esse entendimento de se concretizar. (Mas permite a doação voluntária entre familiares.)  A questão moral deve ser julgada como o Carlos Novais a põe: por condenação social e não estatal. Pessoalmente, faz-me muita confusão que alguém venda ou compre um órgão.

Já os casos de roubo de órgãos serão sempre ilegais e imorais, haja a criminalidade associada que houver, porque é fundamento do estado proteger a vida do seu humano. E se abstrairmos a vida como direito de propriedade dum indivíduo sobre si mesmo, falaremos do dever do estado (outro dever fundamental) a proteger a propriedade privada. No fundo portanto, são ambos lados da mesma moeda. (Admito, caro Luís, que isto não pareça muito humanista. Mas na minha opinião é. Isso, claro, não vincula mais ninguém aqui no Insurgente, e nem sei o que pensam os meus caros colegas sobre estas coisas.)

Tão pouco isso tem que ver com reduzir a vida humana à liberdade de comprar e vender. Mas se falar em reduzir o estado a essa esfera e à protecção da propriedade, já era um grande passo. A vida humana esgota-se nisto? Claro que não. Mas o estado não se devia preocupar com a vida humana para além duma esfera muito reduzida. O resto é com os humanos…

Novembro 20, 2008

Peak Oil

Filed under: Economia — Michael Seufert @ 15:01

O preço do barril de Brent caiu hoje abaixo da barreira dos 50 dólares no mercado de Londres (referência para as importações nacionais), o valor mais baixo desde Maio de 2005, enquanto em Nova Iorque o barril de crude era transaccionado a 51 dólares, pressionado pelos ecos crescentes da crise financeira na economia internacional.

Transplante de órgãos remunerado

Filed under: Internacional,Teoria — Michael Seufert @ 12:41

Singapore is to allow compensation for kidney transplants and for eggs. A government proposal has been approved by a bioethics committee and legislation will be introduced early next year. The committee declared that reimbursement for kidney donation was acceptable as long as it is not “an undue inducement, nor amounting to organ trading”.

(via)

São boas notícias para os singapuranos. O facto de haver um mercado ilegal para órgãos humanos, como aliás é reconhecido pelo governo de Singapura, é esse mercado ser… ilegal. Como com as drogas, a ilegalização da venda dum bem não acaba com a procura, apenas aumenta os preços e, no caso dos órgãos, incita às más condições e à violência. Claro que a oferta e a procura não se encontrarão no ponto ideal, porque o governo decidiu fixar os preços, e porque não se trata bem dum mercado, mas dum sistema de conpensações a quem decida doar. Igualmente difícil será definir “fim indevido” e “tráfego de órgãos”.

Em todo o caso a medida permite cumprir um, polémico, fundamento da sociedade livre, que é a auto-propriedade, isto é, a propriedade do indivíduo sobre si mesmo.

Novembro 18, 2008

Ponto de ordem à mesa!

Filed under: Política,Portugal — Michael Seufert @ 21:25

Manuela Ferreira Leite estava a ser irónica, como se percebe da gravação da TSF.

O empolamento das declarações, obrigado Luís Filipe Menezes, pode parar e podemo-nos concentrar na questão no que ela queria dizer: A Sócrates, o que dava jeito, era meio anito sem “rua”.

Novembro 17, 2008

On the lighter side…

Filed under: Educação,Política,Teoria,Videos — Michael Seufert @ 22:18

Dedicado a Marilu Rodrigues.

ADENDA: O vídeo inicial não aceitava embedding. Obrigado André.

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