O Insurgente

Maio 27, 2009

O Insurgente segue dentro de momentos

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Michael Seufert @ 00:52

Pois é. Este fim-de-semana o Congresso Nacional da Juventude Popular decidiu confiar a este vosso servo a direcção da Comissão Política Nacional para os próximos dois anos.
Isto deixa-me na infeliz situação de ter que deixar O Insurgente pendurado. É que por um lado iam confundir as minhas opiniões pessoais aqui expressas com posições da JP e ia deixar de me conseguir exprimir livremente. Por outro lado iam confundir os meus textos aqui com campanhas em nome duma qualquer agenda política e ia deixar de me conseguir exprimir livremente.

Assim fico, até ver, de fora do debate rand-e-reptiliano que se pratica nesta casa insultiva. Continuem a achincalhar muito e obrigado por tudo.

Abril 12, 2009

Em directo da Páscoa em família…

Filed under: Videos — Michael Seufert @ 19:32

Belíssimo.

Abril 8, 2009

É mais isto…

Filed under: Portugal,União Europeia — Michael Seufert @ 17:36

Sobre Barroso na Comissão, concordo com o Jorge Ferreira:

Esta discussão artificial e encanitante entre PS e PSD sobre apoiar ou não Barroso, como se entre um candidato do PSE e outro do PPE possa haver alguma diferença estimulante, foi hoje enriquecida com assinalável profundidade intelectual por José Sócrates, quem havia de ser? Disse o Primeiro-Ministro que é importante para Portugal ter um português na Presidência da Comissão Europeia. Sejamos práticos: alguém é capaz de me informar quais as vantagens práticas que tirou Portugal do facto de ter Durão Barroso no lugar subitamente tão debatido de Presidente da Comissão Europeia?

(meus bolds)

Abril 6, 2009

Vergonha

Filed under: Comentário,Internacional,Política — Michael Seufert @ 22:13

Sempre é verdade: para ser aceite como secretário-geral da NATO, Rasmussen veio oferecer à Turquia um “pedido de desculpas” pela publicação dos cartoons de Maomé na Dinamarca.
Fica por saber:

  • Se foi Rasmussen que desenhou ou publicou os cartoons
  • Se quem o fez lhe deu procuração para desfazer um possível equívoco sobre a motivação da publicação dos mesmos (pelos visto não, um dos cartoonistas vende cópias numeradas e assinadas)
  • Se Rasmussen está a pedir desculpas por, no seu país, não se pedir licença ao Imã mais próximo para publicar um desenho.

rasmussen1

Seja como for a atitude do senhor é deplorável, seria uma boa razão para os países europeus não o apoiarem na sua candidatura e é uma boa razão para nos lembrarmos porque é que a Turquia não tem lugar na UE. Por outro lado, muitos países europeus parecem não estar muito preocupados com o “espírito europeu”.

Meteorologia

Filed under: Comentário,Economia,Política — Michael Seufert @ 17:55

A indústria musical assinala enormes quebras, na ordem dos 10%, em vendas de música em Portugal no último ano. A culpa, já se sabe, “é da Internet”. As soluções são igualmente originais: passam por instituir um imposto, já em vigor, sobre CDs e DVDs graváveis e por obrigar os ISPs a cortar o acesso à internet aos prevaricadores, como já acontece em França.
Vou arriscar uma previsão, apesar de saber que não devia: a indústria de edição e distribuição musical têm os dias contados.
Muitos artistas já perceberam que tiram mais partido em disponibilizar os seus trabalhos de forma gratuita online do que a introduzi-los no circuito comercial, e faz sentido: Com a evolução tecnológica é lhes cada vez mais fácil produzir a sua própria música e na Internet têm o canal ideal para distribuir a música. Com isso poupam nos estúdios e nos distribuidores e podem concentrar os custos e os ganhos da sua actividade nos espectáculos ao vivo.
Nesse sentido ataques à liberdade individual como sejam os referidos e outros demais, não são mais que o canto do cisne dum lobby que estará, suponho, a viver os últimos dias. No futuro a música será partilhada livremente com o apoio dos artistas. A indústria musical, como muitas outras antes, ter-se-á tornado obsoleta e o mundo terá andado para a frente.

Abril 3, 2009

Governo total

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política,Portugal — Michael Seufert @ 13:46

O 9º Congresso do Transporte Ferroviário, promovido pela ADFER (Associação Para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário) esteve em risco devido às tomadas de posição do seu presidente, Arménio Matias, acerca da localização da Terceira Travessia do Tejo e da entrada da linha de Alta Velocidade em Lisboa, que eram opostas às decididas pelo Governo.
(…)
Perante esta nova campanha, e prevendo que Arménio Matias quereria relançar a discussão durante o evento – que decorreu no últimos dois dias no Pavilhão Atlântico – o Ministério das Obras Públicas ameaçou boicotar o congresso, retirando apoios e dando indicações às empresas tuteladas (CP, Refer e Rave) para não inscreverem os seus quadros (mais de 50 por cento dos participantes).

Jorge Coelho tinha razão: “Quem se mete com o PS, leva”. Quem discorda do governo, ficamos a saber, põe-se a jeito e ou se cala ou é calado. Claro que podemos pensar que o governo não tem nada que apoiar com dinheiros aqueles que têm o desplante de discordar de opções que o governo já tomou. Mas isso faz-me pensar: o dinheiro que o governo gasta via AICEP, IPJ, CCDRs, Governos Civis, etc,etc, é só para apoiar empresas, associações, eventos onde que não se pode discordar do governo?
Vendo bem as coisas, Portugal tem o que merece: à quantidade de dinheiro que é gasto pelo estado, é natural que o estado tenha poder de influenciar os mais diversos debates. À quantidade de decisões que dependem dum burocrata, é natural que seja muito lucrativo corromper. À quantidade de regulamentos, portarias, leis, despachos, decretos, etc, etc, que temos, é natural que ninguém os cumpra nem ninguém se sinta na obrigação de o fazer.
E à quantidade de pessoas que ainda acha que o estado está bem como está, é natural que Portugal esteja bem como está.

Abril 1, 2009

Descoberta notável

Filed under: Diversos — Michael Seufert @ 14:21


Lawrence Livermore Laboratories has discovered the heaviest element yet known to science. The new element, Governmentium (Gv), has one neutron, 25 assistant neutrons, 88 deputy neutrons, and 198 assistant deputy neutrons, giving it an atomic mass of 312.

These 312 particles are held together by forces called morons, which are surrounded by vast quantities of lepton-like particles called peons. Since Governmentium has no electrons, it is inert; however, it can be detected, because it impedes every reaction with which it comes into contact. A tiny amount of Governmentium can cause a reaction that
would normally take less than a second, to take from 4 days to 4 years to complete.

Governmentium has a normal half-life of 2- 6 years. It does not decay, but instead undergoes a reorganization in which a portion of the assistant neutrons and deputy neutrons exchange places.

In fact, Governmentium’s mass will actually increase over time, since each reorganization will cause more morons to become neutrons, forming isodopes. This characteristic of moron promotion leads some scientists to believe that Governmentium is formed whenever morons reach a critical concentration. This hypothetical quantity is referred to as critical morass.

When catalyzed with money, Governmentium becomes Administratium, an element that radiates just as much energy as Governmentium since it has half as many peons but twice as many morons.

Março 26, 2009

“Liberdade”

Filed under: Nanny State Watch,Política — Michael Seufert @ 13:06


Ontem dei largas aos meus pulmões e, juntamente com outros colegas, ajudei a abafar mais uma das obscenas intervenções do fascista, racista e negacionista Jean-Marie Le Pen na plenária do Parlamento Europeu, em que voltou a classificar o Holocausto como um “detalhe” da história.
Políticos da laia do Le Pen vão-nos lembrando a importância de ficar alerta contra os fantasmas do passado que ainda ensombram e assombram a Europa.

Para Ana Gomes a liberdade de expressão será também só um detalhe. É que algumas opiniões merecem ser abafadas para ninguém as ouvir. A liberdade de expressão passará a ser uma liberdade entre aspas. “Liberdade” de expressão, portanto. E acabaremos na tirania da maioria: No Parlamento Europeu só poderá exprimir a sua opinião quem não tiver contra si uma claque de “colegas” ululantes. As opiniões passam a ser divididas higienicamente entre opiniões boas e obscenas. Fixes e fascistas. Populares e perigosas.
Recordo o que escrevi há três anos a propósito dum texto de Timothy Garton Ash e do julgamento de Oriana Falacci, por blasfémia, em Itália:

É fundamental que não se confunda liberdade de expressão (que inclui a liberdade de exprimir ideias estúpidas, retrógradas e mesmo “perigosas”, se fossem seguidas – que seria do Bloco, se fosse de outra forma?) com incitamento ao crime. Só este último pode ser perseguido pela lei e os tribunais. De resto o estado nada tem que ver com o que digo ou penso.

Agora é Orianna Falacci, escritora italiana, que se vê processada por difamar o Islão: some passages in her book, “The Strength of Reason,” were offensive to Islam. Smith’s lawyer cited a phrase from the book that refers to Islam as “a pool … that never purifies.”

Parece-me que exprime uma opinião, certamente discutível, mas nunca condenável (criminalmente). Se o que a senhora disse é mentira, que seja refutada!

E já agora, se os juízes decidirem a favor dos queixosos, quer dizer que reconhecem que o Islão não é o que ela disse, ou que simplesmente ela não podia dizer que era isso? Entramos no perigoso campo do que é blasfémia ou não, do que uns acham que todos podem ou não dizer, duma opinião única…

A democracia não é nem pode ser a tirania das maiorias.

ADENDA: Editei para corrigir uns erros que me tinham escapado.

Março 20, 2009

A tal corrente do livro…

Filed under: Blogosfera,Diversos — Michael Seufert @ 23:43

Entre normas europeias e recomendações da ITU sobre a qualidade do serviço de VoIP, não sobram muitos livros com mais de 160 páginas. Para não deixar o Eric e o André na mão, tiro da estante da cama o “Camarate” de Augusto Cid que é o mais grosso que está à mão. A quinta frase completa da página 161, reza:

Quando na fase mais crítica e decisiva da renhida campanha eleitoral o candidato apoiado pela AD se viu subitamente «preso ao chão» e impossibilitado de cumprir o seu programa eleitoral, iria ser sobre os ombros dos proprietários do Cessna apreendido que recairia toda a responsabilidade de providenciar os meios alternativos para solucionar o grave impasse!…

E deixo a corrente morrer aqui, porque matematicamente é impossível que um passe a cinco, e cada um a novos cinco e por aí fora, sem que se esgotem os elos.

Março 14, 2009

Explain it to me like I was a 13 year old…

Filed under: Política,Teoria,Videos — Michael Seufert @ 11:49


(Já não sei em que blogue ou twit li sobre Jonathan Krohn)

Março 13, 2009

Viva o pão saudável

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política,Portugal — Michael Seufert @ 18:05

Ao contrário do que muita gente acha, a liberdade que está em causa na lei que regula o teor de sal no pão, não é a liberdade de comer pão com muito sal. Ou o direito a comprar esse mesmo pão. Não existe nenhum direito (positivo) a comprar pão com um determinado teor de sal.
Mas existe o direito a contratar com um padeiro um determinado pão. Essa transação envolve quem produz e quem consome, e como tal não infringe quaisquer direitos de terceiros. O leitor sabe que ninguém contrata directamente os ingredientes do pão com o padeiro. Mas o mercado encarrega-se de nos oferecer todo o tipo de pão em todas as formas, sabores e níveis de sal. Assim, o direito do padeiro produzir e nos vender o pão que nós escolhemos é um direito fundamental. Na verdade uma sucessão de direitos: o direito a comprar ingredientes, o direito a misturá-los como lhe aprouver, o direito a cozer a mistura e o direito a colocar o pão feito no expositor para que o cliente lho possa comprar. E por fim o direito do cliente a comprar o bem que o padeiro lhe oferece. Não há nesta sucessão de acontecimentos nenhuma coacção sobre terceiros, nem é infringido nenhum direito de ninguém. A intervenção do estado neste processo equivale a proibir as pessoas a cozerem pão em casa da maneira que melhor entenderem.
Hoje dá-se poder ao estado para legislar o sal no pão. Na mesma linha de ideias o estado poderá legislar o teor de gordura numa francesinha. Depois virá o menú nos restaurantes saudável por decreto, e o frigorífico chipado para garantir o pequeno-almoço saudável das crianças.

Claro que não. Claro que isto é um devaneio. Claro que uma coisa é o sal no pão, outra coisa a nossa casa. Claro que o autor é um maluquinho liberalóide com fobia ao estado.
Claro.

Março 11, 2009

E mais uma canção de amor – sem pretensões

Filed under: Diversos,Videos — Michael Seufert @ 12:04

Elis Regina e Adoniran Barbosa: Tiro ao Álvaro

De tanto levá frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
Táubua de tiro ao Álvaro
Não tem mais onde furá

Teu olhar mata mais do que bala de carabina
Que veneno estriquinina
Que peixeira de baiano
Teu olhar mata mais que atropelamento de automóver
Mata mais que bala de revórver

Outras aqui.

Censura

Filed under: Blogosfera,Comentário,Diversos,Teoria — Michael Seufert @ 00:00

É possível falar de censura em espaço privados? Se eu quiser neste post bloquear todos os comentário de homens, ou de nomes começados por ‘Q’, ou comentários que me fossem desconfortáveis, seria um censor?
Partindo do princípio que o blogue, ou os meus posts, são minha propriedade, dificilmente a ideia de censura pega.
A liberdade de expressão tem como base um direito negativo. Eu tenho o direito a que ninguém me venha proibir de dizer o que quero. (A origem desse direito dá ricas discussões com o JLP, e fica para outra altura) Mas isso não é o mesmo que dizer que tenho o direito a que alguém me garanta um determinado suporte privado para eu exprimir a minha opinião. Não tenho por exemplo o direito a publicar a minha opinião no Público.
Posto isto, se eu anunciar aqui as regras para os comentários aos meus posts, os leitores ficam a saber quais elas são e concordando, ou não, terão que viver com isso. Por acaso, por mim, podem publicar e vir dizer o que quiserem, desde que não andem a insultar terceiros. Mas não vejo mal nenhum em adoptar critérios como o de apagar comentários de má qualidade (critério Seufertiano, claro), ou comentários off-topic ou outros que haja. Desde que anunciados e explicados, os critérios permitem aos leitores saber com o que contam. Podem estes depois retirar as suas conclusões sobre se querem ou não ler e ou comentar textos em que o autor siga esses critérios…

Curiosamente há a ideia de que os liberais têm uma espécie de obrigação moral a seguirem, privadamente, as condutas de liberdade, que defendem no espaço público, mas isso não é verdade. Eu acho que o liberalismo não aponta nenhuma moral para as condutas privadas. Um liberal pode ser masoquista, apesar de ser contra a violência imposta. A haver racistas que sejam contra um sistema estatal de discriminação, um liberal pode até ser racista, e discriminar na sua vida e no seu dia-a-dia. Tal como em todo lado há pessoas odiáveis e pessoas amáveis entre os liberais. Claro que exisitirá uma boa probabilidade que quem alguém que acredite na liberdade como motor de progresso, acabe por praticar essa liberdade no seu dia-a-dia. Mas essa relação não é inequívoca.
As condutas más devem ser criticadas independentemente de quem as pratica. Agora dizer “Olha, este é liberal, mas acha-se com o direito a apagar comentários aos seus posts” não tem sentido nenhum. Ou bem que se compreende essa atitude ou bem que não. (E repito, já agora: num espaço privado, a moderação de comentários é perfeitamente normal)
Seja como for, ser liberal não é sinónimo de ser pessoa de bem, lamento. Felizmente n’O Insurgente, quanto posso ver, até é.

Março 8, 2009

Saudade

Filed under: Diversos — Michael Seufert @ 22:57

Peço licença para usar o blogue para algo tão pessoal – é que esta é uma janela grande para o meu mundo.

No dia 26 morreu o meu pai. O Hélder hoje disse-me que que notou o facto de eu ter dito que ele era uma grande pessoa. Que as pessoas nem sempre gostam dos pais ou nem sempre se apercebem da grandeza dos seus pais. Nunca duvidei que tinha um grande pai.
Eu não era uma pessoa de fé, nem passei a ser. O meu pai diria que a vida é mesmo assim, e afinal tinha razão: ver os nossos pais morrer é de alguma maneira a lei da vida. Mas não devia ser assim. Parece que ainda ontem falei com ele, mas a saudade é tão grande que não sei o que fazer para preencher este vazio.

Queria agradecer a todos que ainda não falei o apoio que deram a mim e à minha família e dizer que vamos vivendo as coisas tão bem quanto possível. A experiência diz-nos que nos vamos habituar à ideia de não ter o pai conosco. Não é ideia que me deixe feliz.

Fevereiro 14, 2009

Rigoroso, suponho

Filed under: Política,Portugal — Michael Seufert @ 15:11

André, já está:

O Governo nega acesso indiscriminado e garante que vai abrir um inquérito ao caso.

Para depois ficará a explicação da razão de abrir um inquérito se não houve acesso indiscriminado.

Fevereiro 13, 2009

Recomendação

Filed under: Blogosfera — Michael Seufert @ 15:34

Ir ao blogue sem filtro, onde encontrará escribas com diferentes pontos de vista, alguns claramente fásssistas,  mas amigos aqui do estrangeiro. Um blogue a ler – a seguir… voltar aqui.

Fevereiro 12, 2009

Brownismos

Filed under: Internacional,Política — Michael Seufert @ 15:28

Geert Wilders foi expulso do Reino Unido à chegada a Heathrow. Havia sido convidado para participar numa conferência na Câmara de Lordes.

Ler também: Chavizmos

Serviço público

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Nanny State Watch,Política — Michael Seufert @ 14:25

obama-stimulusNo Washington Post encontramos este gráfico (se clickar ele fica com bom tamanho) com a desmontagem do “Stimulus Package” em vias de ser aprovado pelos campeões do “temos-que-gastar-dinheiro-em-nome-das-pessoas-senão-não-saímos-da-crise”.

As conclusões são várias, desde logo que os cortes fiscais são bem inferiores aos 33% apregoados (e bem menores que os 40% prometidos por Obama), mas andam de volta de 22%. De resto serão de notar os lóbis as corporações os agentes económicos que mais beneficiam da chuva de dinheiro grátis pago pelo contribuinte: “Edcuations programs”, “State grants for education and other budget needs”, “Highway construction” ou “Temporary increase in federal medical assistance”, p.ex.

Por fim o que mais me chocou é que estamos a falar de gastos que se entederão ao longo de – pelo menos – esta e a seguinte legislatura. “Jump-starting the economy”, my ass.

Fevereiro 11, 2009

O dia continua dentro de momentos…

Filed under: Comentário,Política — Michael Seufert @ 12:11

…mas só queria dizer que, não sendo religioso, acho perfeitamente normal que a hierarquia da igreja indique quais partidos melhor representam as suas ideias. Sindicatos, corporações, clubes, etc, etc, fazem o mesmo. Só mails recebidos de professores (organizados ou não, nem interessa) a apelar contra o PS, são às dezenas.

Adenda: Ler também este post do Miguel Madeira.

Fevereiro 10, 2009

Pois

Filed under: Economia,Política — Michael Seufert @ 19:32

Barack Obama held another town meeting today, this one in Fort Myers, Fla. People in the audience stood up and directly told the President of the United States they are hurting because of the recession. Obama listened sympathetically and explained how he will help them. It was all captured on television.

It takes some understanding of economics — which most people lack — to comprehend what’s wrong with that picture. Those people are victims of the state’s misguided interventionist economic policies — after all, the central government has been the steward of the U.S. economy for generations. Yet Obama, the latest chief executive of this economy-wrecking organization, stood before them as their salvation. The news media reinforced that narrative at every step.

This is why it is so difficult for economic sense to made headway.

Flat tax, versão beta?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Michael Seufert @ 17:32

Como alternativa, Paulo Portas reiterou a proposta do CDS-PP de criar um modelo de IRS “simplificado”, com três escalões e “menos imposto a pagar para a maioria das pessoas”, em que a contribuição seja calculada em função do número de filhos e em que as deduções sejam substituídas por um “valor de existência familiar”.

Se a proposta cumprir com o que promete, é uma óptima notícia para combater a governação socialista em Portugal.

Fevereiro 9, 2009

O dia continua dentro de momentos…

Filed under: Portugal — Michael Seufert @ 12:56

…entretanto queira assinar a petição para a reintegração de Joana Amaral Dias no mainstream do BE. A bem da nação! (Via José Pires)

Fevereiro 8, 2009

«surpresa, até indignação e incomodidade»

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Michael Seufert @ 10:09

E dúvida: o que é que o BE quer proibir, mesmo?

Cheira-me que a proposta é bonita de se ouvir mas que não quer dizer nada.

Inspirada em Sócrates

Filed under: Diversos — Michael Seufert @ 09:57

Hillary Clinton, para quem não sabe, sempre foi uma grande fã de José Sócrates. A sério…

(via)

Fevereiro 6, 2009

DNA

Filed under: Política,Portugal — Michael Seufert @ 17:58

Estive a ler as minhas leituras habituais, e a menos que me tenha escapado ninguém se lembrou do que saltou logo à vista nas declarações de Augusto Santos Silva: é que elas fazem parte do dicionário do PS. Ou esquecemo-nos de Jorge-Quem-Se-Mete-Com-O-PS-Leva-Coelho e António-Vou-Às-Fuças-À-Direita-Guterres?

A mobilização recorrendo a a este tipo de linguagem é típica do PS quando se sente encostado à parede.

Fevereiro 5, 2009

O dia continua dentro de momentos

Filed under: Economia,Teoria — Michael Seufert @ 14:19

O homem é professor universitário de Economia. Nada contra, acho muito bem que se ensinem as várias visões de economia na universidade (o que não é verdade, os economistas que conheço não ouviram sequer falar de Mises ou Hayek). Mas o homem devia ter um bocado vergonha na cara:

Para Louçã, uma candidatura que agregue a esquerda deve representar “a convergência contra as políticas liberais” em nome “das políticas de solidariedade e justiça”.

Em nome da decência: nem as políticas (as de agora e as que levaram à crise) são liberais, nem políticas liberais são opostas à solidariedade ou à justiça.

Só isto

A abordagem diferente

Filed under: Economia — Michael Seufert @ 13:20

Sócrates insiste no investimento público. Podia apresentar boas razões, mas fica-se pelo vago estímulo económico, a criação de emprego e o facto de ser o caminho apontado pelos outros “lá fora”.

Nesse sentido, aqui duas boas razões para não gastar mais em tempo de crise:

Ireland’s prime minister announced €2 billion ($2.57 billion) in public-spending cuts on Tuesday, saying the country desperately needs to shore up its battered public finances. Also Tuesday, the Polish government approved a contingency plan to trim public spending by 19.7 billion zlotys ($5.65 billion). The budget cuts come even as other countries are boosting spending to juice their economies.

(via Tyler Cowen)

O regresso do nuclear?

Filed under: Comentário — Michael Seufert @ 13:15

A Suécia deve voltar à energia nuclear, após ter anunciado um – nunca concluído – encerramento desta fileira jé em 1980. A razão? As alterações climáticas.

É bom de ver que uma maneira rápida, barata e eficiente de reduzir emissões CO2 na produção de energia é o investimento na energia nuclear (além de outras vantagens, diga-se). Portanto, Al Gore e companhia terão que rapidamente chegar a uma boa razão para impedir este aproveitamente claramente reaccionário da sua doutrina.

A casa ganha sempre

Filed under: Comentário — Michael Seufert @ 12:37

Os dois apostadores a quem duas máquinas atribuíram jackpots no casino de Lisboa, ficam mesmo sem esse dinheiro. Quem o diz é a Inspecção-Geral dos Jogos. Afinal, foi tudo resultado de uma “avaria em duas máquinas de jogo”, e o jackpot não poderia ocorrer em “condições técnicas normais”.

Com esta decisão está visto qual o incentivo dos casinos em manter as máquinas em boas condições técnicas: nenhum. Quando a máquina se engana a favor do casino, ninguém sabe. Quando a máquina se engana a favor do jogador, o casino não paga. A casa ganha sempre.

A melhor emenda…

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política — Michael Seufert @ 00:16

…é a décima emenda:

The powers not delegated to the United States by the Constitution, nor prohibited by it to the States, are reserved to the States respectively, or to the people.

Basicamente: “Nós já fizemos os possíveis e impossíveis para impedir que o governo açambarque o poder aos estados e ao povo. Lembrámo-nos de tudo e mais alguma coisa para contrariar essa tendência natural dos governos centrais. Mas já sabemos como é que as coisas funcionam e vai daí pomos aqui preto no branco: tudo o mais que nos tiver escapado, tudo o que ainda aí vier a nível de partilha de poder, tudo o que alguma vez seja concebível e inconcebível, tudo isso é poder dos estados ou das pessoas.”

Lembrei-me por isto.

Janeiro 30, 2009

Frase da entrevista

Filed under: Comentário,Justiça,Media,Política,Portugal — Michael Seufert @ 19:36

A procuradora Cândida Almeida partilhou ontem um bonito momento de non-sense, com certeza devido aos nervos (cito de cor):

Judite de Sousa: “Já localizaram o primo do primeiro-ministro?”

Cândido de Almeida: “Sim, sabemos onde está”:

JS:”E pode dizer-nos onde?”

CA:”Não posso, senão ele foge.”

Ela sabe onde o primo está mas não diz, não vá o primo descobrir onde está e sair de lá.

Janeiro 29, 2009

Sócrates e Cavaco

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Michael Seufert @ 17:36

É quinta-feira e Sócrates vai a Belém falar com Cavaco: business as usual. Antes vai fazer uma declaração ao país seguindo o comunicado do PGR de hoje de tarde. Há algumas expectativas sobre o que dirá Sócrates. Acaso virá aí a demissão? E que terá Cavaco para lhe dizer após mentira sobre o “relatório da OCDE” e as evoluções do caso Freeport?

Só o mero facto de haver dúvidas quanto à continuidade de Sócrates à frente do governo, mostra a fragilidade do actual executivo. E mesmo que a declaração do Sócrates seja só para afirmar que está tudo bem no Freeport, já começam a ser declarações a mais.

Inflação/Deflação

Filed under: Economia,Teoria — Michael Seufert @ 15:40

Há dias ouvia no Rádio Clube o Pedro Lains a alertar para a deflação que poderia vir aí e dos problema que ela provocaria. Essa questão dava pano para mangas – como por exemplo se definimos inflação/deflação como subidas e descidas de preços (olhando para CPIs e afins) ou como variações na massa monetária, ou se descidas de preços são assim tão más como dizem (não serão piores que a solução do Pedro Lains: imprimir dinheiro) – mas não quero ir muito longe.

Só queria apontar este “FAQ” no LewRockwell.com que demonstra o que é evidente: as recentes injecções de liquidez, descidas de taxa de juro e afins, provocarão uma imensa subida de preços quando chegarem à economia global.

Ler, já agora: On inflation, O pensamento único na Economia em Portugal.

Janeiro 27, 2009

Socialismo à socapa

Filed under: Internacional — Michael Seufert @ 19:20

The CBO tells us that billions of dollars are going to buy new computers and replace government cars with new alternative fuel vehicles. In all, the money is going to 150 different federal programs — from Amtrak to the TSA — and it’s not clear a single new job will be created.

America, let’s call a spade a spade: This package isn’t meant to stimulate the economy, it’s meant to reshape it.

If President Obama, Nancy Pelosi and the rest of the progressives really believe that socialism is the best way out of this mess and the best way forward for America, then make the case. Let’s debate it and allow the American people to decide.

But what they’re doing now — using fear to promote long-term changes to the country — is exactly the kind of thing that has led to the biggest deficit of all: The deficit of trust we now have in our leaders.

A imbecilidade na UE

Filed under: Economia,União Europeia — Michael Seufert @ 00:58

Nem comento.

The European Commission could force Microsoft to bundle Firefox with future versions of Windows.

Janeiro 26, 2009

Criar emprego – a bem da nação!

Filed under: Economia,Teoria — Michael Seufert @ 16:25

O texto que o Miguel aqui apresenta ilustra bem um dos maiores problemas da abordagem socialista à economia: confundir dinheiro com riqueza.

Criar empregos, administrativamente, é fácil. Aliás, o governo Sócrates tem a receita: TGV e aeroporto, infraestrturas estratégicas e que vão criar emprego. A economia vai ser relançada a partir dos milhões aí investidos, o desemprego cai, todos ficam felizes. Certo? Errado.

O investimento de dinheiro público com ideia de criar emprego é uma falácia. Bastiat explicou isto muito bem, da seguinte maneira (tradução livre de parte do capítulo Public Works de That Which is Seen, and That Which is Not Seen):

Somos enganados pelo dinheiro. Como os impostos para pagar as obras públicas vêm do trabalho dos cidadãos, o que estamos a gastar, quando fazemos obras públicas, é o trabalho dos cidadãos. Seria o mesmo que chamar o povo e cada um contribuir com o seu trabalho para a obra. Se a obra fosse útil e necessária, todos contribuiriam: o resultado do seu trabalho seria a paga do esforço. Agora se a obra não tiver utilidade, a reacção seria diferente: para quê gastar tempo e esforço numa obra que não traz benefícios? “Vou mas é trabalhar!”

Se, em vez de trabalho, pedirmos dinheiro aos cidadãos, o resultado é o mesmo. Uns (os que são empregues nas obras) trabalham mesmo, e recebem como pagamento o dinheiro ganho pelos contribuintes nos seus empregos.

O grande problema é, portanto, quando não se cria riqueza. A inutilidade da obra corresponde ao trabalhador tentar ganhar a vida a fazer nada. O país fica mais pobre no fim porque deitou horas de trabalho ao lixo. É por isso que a ideia de “pleno emprego” é um disparate. Porque nada seria mais fácil que deitar dinheiro fora empregando pessoas em trabalhos inúteis. A avaliação da utilidade dum obra pública é por isso fundamental para a sua implementação. E, novamente parafraseando Bastiat, se uma obra for útil, não é preciso andar a vender o seu papel de criação de emprego. Até porque cada euro gasto numa obra pública não é gasto pelo contribuinte no seu dia-a-dia. E esse nosso papel – o de decidir com o nosso dinheiro se o queremos gastar (e onde) ou se o queremos poupar (e com isso incentivar o investimento) – que os burocratas fazem sempre pior que nós.

Janeiro 24, 2009

Olha quem voltou…

Filed under: Blogosfera,Portugal — Michael Seufert @ 12:56

Paulo Pinto Mascarenhas

Janeiro 23, 2009

Fundamentos empíricos

Filed under: Economia,Portugal,Teoria — Michael Seufert @ 14:38

O Tiago Barbosa Ribeiro insinua aqui – porque na verdade não diz nada de concreto – que, empricamente, se conclui que o salário mínimo é bom.
Com a economia em crise, o desemprego em alta e as empresas a fechar, eu questiono-me: qual é, concretamente, o modelo teórico que o Tiago usa para falar de economia? Ou por outra, porque é que acha que o salário mínimo está a fazer bem ao país?

Janeiro 21, 2009

Que grande lata!

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Michael Seufert @ 14:10

“Temos de pensar em medidas temporárias. Tenho muitas dúvida que a descida generalizada dos impostos seja depois reversível”, disse o ministro Teixeira doas (sic) Santos

Em que país vive Teixeira dos Santos? Quem o ouve falar, poderia pensar que em Portugal os impostos estão constantemente a descer e de vez em quando lá consegue vir algum iluminado e os sobe, temporariamente.

O país estaria bem melhor se os políticos se dedicassem mais a descobrir como baixar os impostos. O ministro já está perdido para essa causa: já só arranja desculpas senis para manter o assalto. A malta agradece.

Este tema é me familiar

Filed under: Comentário,Diversos — Michael Seufert @ 10:58

João, ia responder a este post nos comentários do 31, mas tinha que me inscrever no sapo e não me apetecia. Fica aqui então:

  1. A primeira citação que foste buscar não tem nada que ver com o “casamento” gay. Na moção não se defende o casamento gay nem sei porque foste lá buscar essa ideia.
  2. Uma questão completamente diferente é a que pões quanto à família. Não podes proibir as pessoas de chamar família ao que bem lhes dá na gana. Já bem basta o governo definir contratos de vida (a minha posição aqui), mais faltava ter este o poder de decidir o que é família e o que não é. Que para ti (e para mim, já agora) família seja uma homem, uma mulher e possivelmente filhinhos é uma coisa. Agora comparar estruturas espontâneas em que indivíduos se sintam bem com «experimentalismo social», parece-me mal.
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