O Insurgente

Maio 3, 2012

Cristas Anti-CDS ou CDS Anti-Cristas ?

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:59

De facto, uma parte substancial da actuação de Assunção Cristas enquanto Ministra não bate certo com as posições assumidas pelo CDS: Agora sem ironia. Por Maria João Marques.

Mas não deixa de ser irónico que o partido que mais oposição fez – e muito bem – ao PS devido aos abusos da ASAE seja agora o partido que, através de Assunção Cristas, aumente os impostos com argumento de defesa da segurança alimentar e que pretenda conter promoções comerciais que, está à vista de toda a gente, só trazem benefícios.

Abril 27, 2012

Acerca do “Imposto Cristas”

Filed under: Política,Portugal,Saúde — Miguel Noronha @ 12:28

“A reforma do Estado da socialista Cristas” de António Costa (Diário Económico)

A ministra Assunção Cristas, ao melhor estilo socialista, decidiu resolver um problema de despesa pública – de saúde pública e segurança alimentar – com mais um imposto que, necessariamente, acabará por ser pago por todos os consumidores. Ai está um bom exemplo da nossa história, pelo menos, na última década.

Apenas um comentário. Contrariamente ao que afirma António Costa (e outros comentadores) não acredito que o imposto seja passado aos consumidores. A competição pelo preço no sector da distribuição é demasiada para o permitir. Pelo contrário, quem o irá pagar serão os fornecedores da grande distribuição (a que é visada por este imposto). Em especial os mais pequenos (e quando falo em “pequenos” estou a considerar a escala continental) que têm menos possibilidade de diversificar a colocação dos seus produtos. A ministra agricultura dizia querer repartir os encargos com a saúde pública e a segurança alimentar com a distribuição ignorando deliberamente que esta já é obrigada a implementar medidas que a garantam no seu lado da cadeia de distribuição. Pois bem. Palpita-me que o tiro lhe vair sair pela culatra.

Maio 10, 2013

Um discurso que é todo um programa…

Filed under: Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 10:49

Ministra da Agricultura estranha aumento de 53,1% do desemprego no sector

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, manifestou hoje estranheza pelo aumento de 53,1% do número de desempregados no sector, no primeiro trimestre, e contrapôs que, no terreno, verifica-se “um grande dinamismo” na área agrícola.

“Aquilo que nós observamos no terreno é um grande dinamismo, gente a chegar à agricultura, gente nova a instalar-se todos os meses na agricultura, com projectos apoiados por fundos comunitários”, disse.

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Dezembro 31, 2012

Desejo para 2013

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Maria João Marques @ 17:15

Pegando neste post de jaa (óptimo de alfa a ómega), o meu maior desejo político para 2013 é uma derrota estrondosa do PSD nas eleições autárquicas, de forma generalizada em todo o país (menos em Lisboa, onde não se suporta mais a luminária Costa), não apenas em Gaia e Porto com Menezes e Marco António Costa.

Espero que essa derrota venha e que seja avassaladora e humilhante. E que seja uma oportunidade para o PSD menezista-passista que nos governa em estilo socrático, inteiramente dependente do dinheiro dos contribuintes e cheio de vontade de manter o status quo estatal para dele se servir ser corrido de vez do PSD. Porque como por aqui ocasionalmente se refere, o problema de Portugal não é apenas ter sofrido os desvarios do PS. É também não ter tido nunca nas últimas décadas um partido de direita ou uma coligação de direita com políticas de direita para equilibrar os tempos de delírio socialista. Se as eleições autárquicas de 2013 contribuirem para purgar o socialismo do PSD ao longo de doze anos do próximo ciclo autárquico (o socialismo do CDS reduzir-se-ia substancialmente apenas com o afastamento de Assunção Cristas), o próximo ano será um ano glorioso da nossa História.

Declaração de interesses: eu provavelmente nem contribuirei para a desejada derrota; provavelmente votarei na coligação encabeçada por Fernando Seara, mas um bocadinho de faz o que eu digo não faças o que eu faço de vez em quando não faz mal.

Dezembro 21, 2012

Produção deslocou-se para a Ásia, o Consumo segue dentro de momentos

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Fonte: Zerohedge.

A produção foi para a Ásia.
O Ocidente adiou enquanto podia recorrendo ao crédito.
Agora seguirá o consumo.
Álvaro Santos Pereira chegou tarde.
Viva Jorge Moreira da SilvaViva Assunção Cristas.

a free market!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 01:19

“Ao fim de 15 horas de reunião de ministros europeus das Pescas, Portugal conseguiu um aumento global de 2,5% das quotas de pesca para 2013, um resultado que Assunção Cristas considera “uma boa negociação” e uma boa notícia para os armadores portugueses (…) “Conseguimos, pelo segundo ano consecutivo – e creio de não há memória que tenha acontecido alguma vez – ter um aumento nas nossas quotas”, afirmou (…) “E estamos a falar de 2,5%, quando a Comissão Europeia propunha inicialmente uma diminuição de 11%”, no Público online.

Como já aqui expressei por diversas vezes, a política agrícola comum e a política comum de pescas da União Europeia representam a maior contradição à ideia de livre comércio subjacente ao mercado único europeu. Para umas coisas e para alguns países é muito livre, para outros nem por isso. E numa altura em que o País tanto necessita de novos vectores de crescimento económico, a proposta da Comissão Europeia de reduzir a nossa quota de pescas em 11% é chocante e merecedora de uns quantos impropérios dirigidos à equipa do nosso poor old Barroso. Além disso, além de chocante, a tal proposta ganha contornos grotescos quando nos apercebemos que a senhora comissária para os assuntos marítimos e pescas é de nacionalidade grega e, portanto, sem querer saber da proposta emitida para o seu próprio país (é melhor não saber…), a dita e douta senhora deveria ter a noção do quão importante seria para Portugal (e para a sua Grécia), sobretudo nesta altura do campeonato, um melhor e maior aproveitamento económico dos seus vastíssimos recursos de mar.

Quanto ao sucesso apregoado pela ministra Cristas, se comparado com a proposta europeia (-11%), sim, o resultado obtido para 2013 (+2,5%) foi positivo. Mas se for comparado com o aumento de 6% conseguido no ano passado já não terá sido tão bom. E menos positivo terá sido já que, não obstante o aumento da quota este ano, tal facto não impediu que o défice comercial no pescado entre Janeiro e Outubro se tivesse agravado face ao período homólogo, estando neste momento estimado em 800 milhões de euros (0,5% do PIB) no final do ano. Ou seja, tudo o resto constante, essa variação residual da nossa quota pesqueira em 2013 não alterará de forma significativa o nosso défice comercial no pescado, num País que é o 3º maior consumidor per capita do mundo (apenas suplantado pelo Japão e pela Islândia) e que tem tanto mar, e tanta história marítima, à sua volta.

Mas calma, que nem tudo é mau, porque como disse a sempre serena ministra Cristas “[a] Comissão Europeia reconheceu que em Portugal se pratica pesca sustentável, que respeita os pareceres científicos”. Pois claro, senhora ministra! Na realidade, em Portugal, atendendo à evolução das nossas capturas, que entre 1986 e 2011 passaram de 332.000 toneladas para apenas 164.000, para além das quotas, devemos estar a cumprir todos os pareceres científicos do mundo! Enfim, ciência sobre pesca sustentável não há-de nos faltar, o problema é mesmo a sustentabilidade (económica) da dita pesca…

Dezembro 14, 2012

Não podemos exportá-los?

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:07

Jorge Moreira da Silva considera que a visão industrial de Álvaro Santos Pereira é anacrónica. O ministro defendeu que as regras ambientais europeias fossem flexibilizadas, mas hoje, essa ideia “já não faz sentido”.

A ministra do Ambiente Assunção Cristas respondeu à letra ao colega da Economia, Álvaro Santos Pereira, o qual criticara regras ambientais “fundamentalistas” que prejudicam o sector económico, afirmando que não podemos voltar ao século XIX.

Em alternativa podiam oferecer-se para substituir os estivadores em greve enquanto nos deixavam em paz.

Dezembro 12, 2012

As vantagens de ser galinha em Portugal

Filed under: Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:55

Assunção Cristas garante bem-estar de galinhas

Outubro 1, 2012

Passos Coelho lê O Insurgente?

Filed under: Política,Sondagens — BZ @ 15:07

Muito provavelmente não! Mas, no caso de algum dos seus assessores por aqui passar, já votaram na nossa sondagem? [resposta múltipla]

Neste momento os líderes destacados são: Miguel Relvas, Álvaro Santos Pereira e Assunção Cristas.

Agosto 14, 2012

Cinquenta metros a contar da linha de água em 1864 ?

Filed under: Justiça,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 17:04

Uma pergunta pertinente do João Miranda relativamente à mais recente iniciativa contra a propriedade privada de Assunção Cristas:

Já agora, conta a preia-mar de 1865 ou a preia-mar de 2012?

Junho 22, 2012

“Que Governo é este?”

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Política Fiscal,socialismo — Bruno Alves @ 16:32

Num editorial na sua edição de ontem, o Público espantava-se com a actuação do Ministério da Agricultura. Segundo o dito editorial, Assunção Cristas fez com que o Ministério se tenha “transformado” numa “contracorrente ao pensamento liberalizante que orienta o Governo”. Não só a Ministra “admite a posse compulsiva de propriedades em situações de abstencionismo dos proprietários” e é a “responsável pela cobrança de taxas aos supermercados para financiar a qualidade e segurança alimentar”, como o seu Secretário de Estado Daniel Campelo (essa extraordinária referência) decidiu “reforçar o poder do Estado no instituto que gere o sector do vinho do Porto”. Indignado, o editorialista pergunta-se: “Mas que Governo é este? O de Passos e Gaspar, ou de Assunção e Daniel?”

Duas coisas são evidentes: no Público não se escreve português decente, nem se percebe o carácter (sejamos benevolentes) deste Governo. Pois não há qualquer incompatibilidade entre essas aparentes duas faces do Governo. Na realidade, este não é nem “liberal” nem “estatista”. É um governo fortemente empenhado em conciliar o cumprimento das exigências dos nosso credores com a satisfação dos seus interesses clientelares, e que por isso tão depressa “corta” no “Estado Social” como aumenta o poder do Estado sobre os cidadãos, mantendo certos sectores convenientemente abrigados da tempestade. Entre “Passos e Gaspar” e “Assunção e Daniel” não há uma diferença de acção. Apenas de função.

Criou-se a ideia de que este era um Governo liberal, em parte porque Passos Coelho (admito que com ingénua genuinidade) disse várias vezes que o queria ser, em parte porque tem “cortado” algumas despesas públicas. Mas esses “cortes” pouco ou nada têm a ver com uma concepção “liberal” das funções do Estado e da sociedade. Têm a ver com a necessidade de limitar o défice público de forma a obter empréstimos dos “mercados”. O mesmo propósito que leva o “liberal” Vitor Gaspar a aumentar os impostos e (bem mais grave) a aumentar a discricionaridade das Finanças no saque de receitas.

Mas quando falamos da RTP, não há “cortes” e a tão badalada privatização ficou muito provavelmente na gaveta. Como Miguel Relvas certamente terá explicado aos bem intencionados, há que manter o instrumento de propaganda, porque os tempos estão difíceis e sem manipulação é difícil sobreviver. O mesmo Miguel Relvas terá também certamente explicado que, com tanto “corte” a provocar tanta contestação, talvez fosse prudente garantir que a “reforma” das autarquias não fosse excessivamente ofensiva para os olhos do poder autárquico do PSD. E no Ministério da Agricultura, Cristas entretém-se a defender os interesses da “lavoura” tão cara ao dr. Portas, e especialmente, que sai cara a todos os portugueses.

É este o nosso Governo. Vítor Gaspar esforça-se por sacar dinheiro onde for possível, e não hesita em “cortar” onde há margem de manobra para o fazer. Assunção Cristas e Miguel Relvas asseguram-se de que o pouco que sobra chega às mãos das pessoas “certas”. Passos Coelho assiste impávido e sereno, enquanto nenhuma das reformas de que efectivamente o país necessita é realizada.

Junho 21, 2012

Um mês recheado de Neo-Liberalismo Fáxista

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Junho 16, 2012

Grandes superfícies eram problema de saúde pública?

Filed under: Nanny State Watch,Saúde,socialismo — BZ @ 16:52

Expresso:

Entra este sábado em vigor a nova taxa de segurança alimentar, que obriga ao pagamento de 5 a 8 euros por metro quadrado em estabelecimentos comerciais com mais de 2 mil metros quadrados.

O Ministério da Agricultura justifica a medida com o princípio do “utilizador pagador”, já que a taxa ajudará a financiar os controlos oficiais, por exemplo de segurança alimentar.

Será que a camarada ministra Assunção Cristas pode publicar no site do seu politburo ministério os dados estatísticos que justificam o facto das grandes superfícies necessitarem de maior controlo da segurança alimentar?

Maio 8, 2012

A tal Direita Neo-Liberal Friedmaniana com laivos de anarquismo

Filed under: Diversos,Economia,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Lima @ 14:41

Vítor Gaspar: Baixar impostos até 2016 seria imprudente

Álvaro: Ministro da Economia disponível para discutir aumento do salário mínimo

Assunção Cristas: Chuva não retira a produtores apoios previstos pela seca

Duarte Marques: JSD chama a atenção do Governo para a necessidade de proteger as Repúblicas de Coimbra

António Rodrigues: PSD pede a Bruxelas mais medidas de apoio ao crescimento

E o Grande Capital:

Ricardo Salgado: Hollande pode contribuir para “uma nova vaga em termos económicos”

Maio 3, 2012

Para quando uma repetição da gracinha do Pingo Doce?

Filed under: Economia,Humor,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:38
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No próximo 1º de Maio, voltamos ao “sítio do costume”?
Vamos ver como corre: Assunção Cristas Vs Pingo Doce.
Assunção Cristas a representar o socialismo e a dizer “que a campanha do Pingo Doce prova que a grande distribuição tem capacidade financeira para pagar nova taxa alimentar” e que “tem planos para criar novas leis para regular promoções inesperadas“.
Agostinho Lopes só pede “respeito” e concorda inteiramente…
O Soviete em que eu vivo parece cada vez menos um país livre.

Maio 2, 2012

Grotesco

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:25

Um embaraço para o Governo, uma vergonha para o CDS e um perigo para o país: Supermercados: Ministra tem planos para evitar promoções inesperadas

A ministra da Agricultura revela que tem planos para evitar promoções inesperadas, um dia depois da polémica com a promoção de 50 por cento de desconto nos supermercados.

Assunção Cristas considera que está à vista a capacidade dos distribuidores para suportarem a nova taxa de segurança alimentar e sanitária.

A ministra entende que a campanha de 50 por cento dos supermercados do grupo Jerónimo Martins é a prova.

Abril 24, 2012

(In)sanidade fiscal em versão “democrata-cristã”

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:39

Assunção Cristas acena com embargo para aplicar nova taxa alimentar

“Se isso não for feito temos embargo de certas produções. Tem de ser feito o controlo de toda a sanidade”, afirmou a ministra numa intervenção durante as jornadas parlamentares do CDS, a decorrer em Ponta Delgada, São Miguel.

Assunção Cristas não especificou, no entanto, quais as produções em que há esse risco.

Leviandade ou inconsciência? Por Gabriel Silva.

O cidadão depreenderá das suas palavras que não está a ser feito o controle sanitário «de certas produções». Certamente o consumidor gostaria de saber, exige mesmo – que se saiba quais as produções nas quais não está a ser feito o devido controle sanitário e que correm o risco de embargo por parte de terceiros países mais exigentes. A bem da saúde pública. Ou então a ministra disse aquilo levianamente, apenas para forçar a aprovção da sua iniciativa legislativa sacadora de recursos dos cidadãos. Num caso ou noutro, é asneira grosssa.

Abril 17, 2012

VEJA o Passos

Filed under: Diversos,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 14:14

A recente entrevista de Passos Coelho à revista VEJA é um marco no que tem sido a intervenção pública do actual primeiro-ministro ao longo dos últimos anos. O registo é o de um liberalismo moderado e bem fundamentado. O diagnóstico não é diferente daquele que muitos de nós têm vindo a fazer ao longo da evolução da crise actual e é de todo semelhante áquele que outros, como Thatcher ou Reagan, faziam nos anos 80 sobre a situação dos países que governavam. Era um puto (e ainda sou) quando ouvi falar em Passos Coelho pela primeira vez. Devia ter  uns 17 anos e o PSD estava naquele clima de guerra civil que agora o PS faz questão de copiar. Já na altura a comunicação social, de longe a longe e sobretudo em notas de rodapé, dava uns ares de que o rapaz poderia ir longe.

E finalmente avançou. Confesso que, simpatizante do PSD à época, não votei em MFL. A análise que fazia do país era a correcta e não sofria da megalomania de Menezes que, em inicios da crise, se propunha a esbanjar umas centenas de milhões a remodelar os bairros sociais por este país fora enquanto dava ares do seu jeito para a bola num qualquer gueto lisboeta. No entanto, a doutora, tendo o diagnóstico certo pecava por ser branda na cura e o seu programa eleitoral era de uma moderação que no máximo atrasaria a vinda do FMI a terras lusitanas. Já o seu rival, PPC, além do carisma que prometia desviar o PSD da sua travessia do deserto,  oferecia soluções bem mais radicais. Falava em privatizações, desregulações e legalizações. E assim foi nos tempos que se seguiram. Até ao confronto com Rangel e Aguiar Branco para a liderança do partido, PPC falava em soluções tão radicais para um país apadrinhado por Marx como Portugal como legalizar as drogas leves ou privatizar a CGD. Mas foi Sol de pouca dura. Já a campanha havia começado e vimo-lo rodeado de todo o tipo de figuras não recomendáveis que um partido catch-em-all como o PSD tinha para oferecer. E as propostas moderavam-se, não fosse o país correr o risco de ter laivos de liberalismo a impedir uma estável sucção do erário público por parte da esfera partidária. Passos venceu. Mas a firmeza com que afirmava querer enfrentar os constantes zigue-zagues do Governo PSD logo se desfez. E o país assistiu a PECs e Orçamentos com a constante benção do PSD. Quando o Governo finalmente caíu, o país estava de restos, perto da ajuda externa e a classe política num descrédito absoluto. Confesso que apesar do meu liberalismo vincado, sou bastante prático. E numas eleições em que Paulo Portas, jogador experiente, apostou tudo no centro, eu apostei num Programa Eleitoral que sendo Social-Democrata roçava bastante algumas soluções de liberalização do país. Acompanhei PPC durante a campanha, ouvi os seus discursos contra o peso do Estado, os impostos, o socialismo. Não fosse a má experiência com o Barrosismo e os seus choques fiscais ou a desconfiança da postura do senhor e diria estar perante uma nova Thatcher.

Mas o PSD ganhou perto da maioria absoluta, formou um Governo de maioria e fez aquilo que todo o primeiro-ministro em Portugal nos habitou a fazer: deitou grande parte das promessas eleitorais na retrete de S. Bento. E até a substileza dispensou em tal acto. Expandiu a carga fiscal muito para além do exigido pela Troika, demonstrou timidez nas privatizações, ficou-se pela metade em grande parte das liberalizações planeadas – fosse no ensino, no mercado laboral ou no arrendamento – e deu carta branca a corporativistas como Assunção Cristas, socialistas como Paula Teixeira da Cruz ou meros dementes banhados num paternalismo fascizante. como Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado da Saúde. O discurso mudou e a sinceridade esvaíu-se quando o ouvimos dizer, pouco depois de tomar posse, que acabava de descobrir que o estado das contas públicas era bem pior que o esperado, depois de ter passado uma campanha a insistir que o estado das contas públicas era bem pior que o esperado. E adiante. Mas a recente entrevista à Veja oferece-nos um registo diferente. Um Passos como o conhecemos antes de chegar aos pódios da política. O diagnóstico é correcto e as ideias são as necessárias.

Mas o meu maior receio não é da incapacidade de diagnosticar os problemas do país. Essa o PSD e o CDS já nos demonstraram de há alguns anos para cá. O que me assusta é a aparente incapacidade por parte dos actuais governantes de procederem a uma potente cura para a doença que vem corroendo o país, das finanças à educação, da segurança ao emprego: o Socialismo. E se, por mais discursos bonitos que se façam, nada de pouco moderado se fizer para contornar a espiral de recessão e endividamente que o país enfrenta,  estaremos condenados a, a posteriori, recordar um Primeiro-Ministro que discursou como uma Thatcher, mas governou como um Blair.

Abril 15, 2012

Intervencionismo Sexual

Filed under: Cultura,Humor,Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 19:06
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Se em Portugal, o Intervencionismo vai de vento em popa, no estrangeiro vão muito à nossa frente.

Na Ucrânia, Natalia Korolevska tem um projecto de lei para proibir a Posição de Missionário (españolenglishespañol2español3).

Típica mentalidade intervencionista: se a natalidade é baixa e a posição “canzarra” é “mais produtiva” que a “missionário”, então proíba-se uma e promova-se a outra.

Fica por adiantar o que acontece caso alguém seja apanhado a fazer oral.
Será preso? Paga multa? Ou será que será obrigado a fazer o a posição recomendada de seguida?
E se um casal jovem e “capaz” demorar muito em “beijinhos” e outras romantices? Recebe um “incentivo”?

Para quando alguém, digamos, Assunção Cristas, trazer esta novidade progressista para o nosso cantinho?!?

Gosto do modo como ela segura o micro. Mas deve ter cuidado, pois um dia ainda pode correr muito mal… sobretudo depois de a lei dela passar…

Abril 14, 2012

Mais liberdade na Segurança Social ?

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:11

Felizmente, nem todos os governantes ligados ao CDS alinham pelo padrão de actuação profundamente estatista que tem caracterizado a acção de Assunção Cristas. Há sinais animadores no discurso de Pedro Mota Soares: Segurança Social pode transformar-se num sistema misto

“É importante podermos introduzir mudanças que garantam uma base pública do sistema de Segurança Social, que a base essencial seja pública, mas que ao mesmo tempo seja dada liberdade de escolha, nomeadamente às novas gerações”, salientou à Lusa. Liberdade de poder descontar-se para o sistema público ou para outros sistemas como mutualistas ou privados, explicou.

Abril 13, 2012

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Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 12:53

Uma no cravo: Passos garante que Governo não vai interferir no preço dos combustíveis

…e outra na ferradura: O grande objectivo da PARCA para o segundo trimestre do ano corrente é desenvolver «uma concorrência mais saudável e garantir uma mais justa repartição do valor ao longo da cadeia alimentar».

Em privado, já se comenta a hipótese da ministra Assunção Cristas ser uma bloquista inflitrada

Uma excelente notícia

Filed under: Educação,Portugal — Miguel Noronha @ 09:42

A partir do próximo ano lectivo, os pais vão ter total liberdade de escolha na escola que querem matricular os alunos

Ainda não há muitos pormenores e (julgo) ainda não permitirá aos país optarem livremente por uma escola privada sem incorrer numa duplicação de custos mas pelos menos é um passo na direcção de uma maior liberdade na educação.

Uma excelente notícia que sempre compensa a catadupa de legislação vergonhosa da terrível tripla, Assunção Cristas, Fernando Leal da Costa e Paula Teixeira da Cruz

Abril 11, 2012

mais um impostozinho manhoso (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 20:32

“Nas palavras da ministra, a nova taxa, definida em portaria e que incidirá especificamente sobre a grande distribuição, vai servir para ‘repartir responsabilidades’ e para financiar um fundo para a saúde e segurança alimentar que, nas palavras de Assunção Cristas (e passo a citar a imprensa escrita de 11/04), ‘é o que nos dá garantias de que consumimos produtos no seu melhor estado e com um controlo eficaz’. Mais, afirmou ainda que ‘de uma forma ou de outra, estes custos têm de ser suportados sob pena de colocarmos em perigo a saúde e as exportações’. As exportações! (…) A situação só não é para rir por dois motivos. Primeiro, a taxa não deverá ter grande impacto material – só faltava. Segundo, porque na actual conjuntura do país, como disse antes, aquilo que os portugueses menos apreciarão dos seus responsáveis políticos é que estes os tentem fazer passar por tolos. O tempo das finas ironias ou dos argumentos esfarrapados passou. E com o desemprego nos níveis em que está, e estando em crescendo, Portugal caminha hoje sob gelo fino. Entre a tolerância sofrida e a intolerância desobediente. É olhar para a Grécia, retirar-lhe parte da intensidade e dos nervos, et voilà, temos Portugal. Ora, neste contexto, a medida e, acima de tudo, a justificação desconcertante da ministra Cristas não constituiu um bom contributo”, no meu artigo desta semana na “Vida Económica”.

O Governo começa a pôr-se a jeito para o início de um clima de desobediência civil…

Março 11, 2012

A agricultura “biológica” e a política

Filed under: Ambiente,Double standards,Economia,Humor,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 16:58

Agricultura “biológica” enquanto indústria critativa. Por João Miranda.

Assunção Cristas vai pedir autorização à Comissão Europeia para que o gado de produção “biológica” possa ser alimentado com rações, por causa da seca. Se alguém quisesse numa frase desconstruir tanto a política agrícola como a agricultura dita biológica não teria conseguido fazer melhor. A agricultura “biológica” existe para que as pessoas possam comer produtos mais saudáveis. Para isso existem regras, decretadas politicamente, que este modo de produção deve seguir. Mas tudo indica que estas regras são irrelevantes para o produto final, caso contrário não se colocaria a hipótese de as violar e continuar a chamar “biológico” ao produto.

Agosto 19, 2011

Dúvidas e interesses instalados

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:18

O encerramento da Parque Expo é uma medida positiva de Assunção Cristas, mas está ainda por apurar qual vai ser a poupança real, sendo que as contas finais vão depender da capacidade (e vontade) governamental para resistir aos interesses instalados nesta esfera: Parque Expo. “O Estado não está em tempos de gastar com o que não é essencial”

O governo decidiu colocar um ponto final na existência da empresa Parque Expo. A ministra Assunção Cristas explicou hoje que a poupança que a medida vai permitir ao Estado ainda não é conhecida, uma vez que este “é um processo que vai demorar o seu tempo e que ainda é necessário procurar interessados”.

Parque Expo diz que propôs muitas das medidas anunciadas pelo Governo

De acordo com as informações avançadas numa conferência de imprensa por Assunção Cristas, no actual contexto económico que o país atravessa e perante as dificuldades financeiras da Parque Expo, este é o momento ideal para olhar para a empresa e “decidir o que faz sentido ficar no Estado e o que faz sentido sair do Estado”.

No entanto, contactada pelo PÚBLICO, a Parque Expo, presidida por Rolando Borges Martins, adiantou que “as soluções apresentadas pela senhora ministra foram em grande medida propostas pela equipa de gestão cessante”. João Sebastião, do Núcleo de Comunicação e Assessoria Mediática da empresa, deu como exemplos concretos “a privatização do Pavilhão Atlântico, a concessão da actividade, a prazo, da Marina, a negociação com as câmaras de Lisboa e de Loures para a passagem da gestão urbana do Parque das Nações e a autonomização da gestão, na esfera pública, do Oceanário de Lisboa”.

Agosto 16, 2011

Recados internos

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:55

Não é bom sinal para a coligação que, nesta altura do campeonato, já se registem este tipo de recados internos por via dos media: Coligação azeda. CDS não soube da escolha de Santana. PSD esvazia MNE

Passos Coelho convidou Santana Lopes para presidir à Santa Casa da Misericórdia sem ter previamente consultado o seu parceiro de coligação. Tanto Paulo Portas como o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, foram apanhados de surpresa com a escolha do ex–primeiro-ministro para provedor da Santa Casa, soube o i junto de fontes do partido. E, na quinta-feira passada, quando a informação já circulava a uma velocidade estonteante, os gabinetes do CDS negavam que qualquer convite do género estivesse iminente.

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Julho 19, 2011

Se faz favor, quando é que vem a parte do liberalismo?

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — Maria João Marques @ 23:38

Eu estou entusiasmadíssima por, finalmente, termos um governo liberal e que vai governar de forma diferente e vai fazer mudanças e reformar o Estado e essas coisas todas.

É certo que a primeira coisa que fez não foi lá muito diferente dos dois ciclos governativos anteriores: aumentar impostos, desta vez substituindo aumento do IVA por saque ao subsídio de Natal. Mas, claro, foi só porque o governo foi obrigado (não havia nenhuma, nenhuma outra opção) devido às más contas do governo anterior (o que pensando bem também foi a desculpa de Durão e Sócrates).

E é certo que ainda não pararam as notícias de aumentos de impostos. Quem comprar algo de mais de 100.000€ (se for uma casa de 102.000€ é, como se sabe, um casarão) vai ser taxado se não explicar direitinho de onde lhe veio o dinheiro - sim, porque nisto de impostos parece que o ónus da prova já está invertido; não, não é o fisco ou o ministério público que têm a obrigação de provar que o dinheiro foi adquirido de forma ilícita e também fica por explicar se é um tribunal que decide se um contribuinte justifica bem de onde lhe veio o dinheiro ou se isso vai ser um poder discricionário do fisco com a garantia de que o contribuinte poderá reclamar – depois, claro está, de a administração fiscal lhe ir à conta bancária buscar o imposto que decidiu que tem direito. Isto a mim parece-me totalitarismo fiscal, mas não, não cedo perante a tentação e repito o mantra ‘o governo é liberal, o governo é liberal’ até, finalmente ver a luz.

Continua sendo certo que além de impostos o governo – com a ajuda dispensável do PR – se prepara para aumentar as taxas moderadoras no SNS, esperando assim espantar ainda mais utentes para as seguradoras de saúde, tudo porque não consegue poupar noutro lado para transferir recursos financeiros para pagar as despesas de saúde que, previsivelmente com o envelhecimento da população, aumentarão mesmo com boa gestão. Isto à primeira vista dá a entender que este governo, tal como os anteriores, resolve todos os problemas transferindo coercivamente recursos individuais para a posse do Estado, o que é a antítese do liberalismo, mas depois o mantra acima mencionado ajuda a recentrar-me.

É ainda certo que as medidas enfaticamente anunciadas para o lado da receita não foram acompanhadas de nada parecido do lado da despesa. Tirando a poupança no ar condicionado de Assunção Cristas, as luzes e os computadores desligados à noite no ministério de Álvaro Santos Pereira e os cartões de crédito e carros de serviço ao fim-de-semana que tiraram aos ministros – tudo coisas obrigatórias neste período mas, enfim, peanuts - nada se vê de relevante na diminuição da despesa. A reorganização do mapa municipal novecentista, essencial, já foi – muuuuito corajosamente – recusada.

Mas estes pensamentos são obras do tentador, porque o governo é muito liberal, e tem a cabeça e o coração nos sítios certos, quando aumenta impostos pretende tornar o estado mais pequeno e mais sustentável. Isto é tudo por culpa do sócrates. Os coitadinhos que lá estão agora não têm mesmo outras opções.

Mistério da fé.

Julho 15, 2011

Cortes na despesa, precisam-se (3)

Filed under: Economia,Humor,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:47

Num Ministério com mais de 1500 edifícios e 10.500 funcionários, Assunção Cristas decidiu cortar… nas gravatas.

Leitura complementar: Cortes na despesa, precisam-se (2).

Junho 26, 2011

hopefully, a good fit

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 21:29

Desde que o novo Governo foi indigitado que, naturalmente, as atenções se têm centrado no ministro das Finanças. Eu próprio disso dei exemplo. Contudo, há neste Governo um outro ministro no qual deposito grandes expectativas, mas que, na minha opinião, constitui o wild card deste novo executivo. Refiro-me a Álvaro Santos Pereira, que terá a seu cargo o super ministério da Economia, Obras Públicas e Trabalho.

Ora, porquê um wild card? Por vários razões. Primeiro, porque, a exemplo da pasta assumida por Assunção Cristas, também aquele me parece um ministério excessivamente vasto – a não ser que, e oxalá assim seja, a intenção seja esvaziá-lo de conteúdo e importância ao abrigo de uma agenda liberal pouco habitual entre nós. Segundo, e mais importante, porque tendo Álvaro Santos Pereira tido uma participação cívica particularmente intensa nos últimos anos, através do seu blogue e através dos seus vários livros – lançados, a ritmo feroz, desde 2007 – será um alvo fácil dos preconceitos tão típicos deste País pouco habituado ao estudo e à leitura. E, terceiro, ainda mais importante, porque o novo ministro da Economia, etc. possui ideias muito concretas em relação a quase todas as áreas da governação, da Economia às Finanças Públicas, passando pela Segurança Social, da Justiça à Educação. Em suma, será interessante observar de que modo interagirá com os restantes membros da equipa ministerial, pois, sendo um precoce – ninguém diria que tem apenas 39 anos de idade… –, certamente será detentor de uma forte personalidade.

Quanto à sua obra, acabo de ler o seu “Portugal na hora da verdade”. E confirmo a opinião que já tinha: temos homem! Mais, temos um data freak, o que, creio, é uma faceta digna de registo. Naquele seu livro, que descreve várias medidas – algumas que até já foram tomadas pelo novo Governo de Passos Coelho –, há três áreas que mereceram a minha atenção. Primeiro, o enfoque nas poupanças que o Estado pode e deve fazer na sua actividade corrente, nomeadamente, na avaliação e redução prioritária de toda a despesa tonta residente nos serviços, fundos e institutos públicos que, indirectamente, parasitam através do Orçamento de Estado, como há dias também tive oportunidade de sugerir. Além disso, Santos Pereira menciona ainda a carteira de participações e imóveis públicos que, em seu entender, podem e devem ser alienados. Segundo, a ideia da desvalorização fiscal, defendida por Domingo Cavallo (ex-ministro das Finanças argentino), cuja discussão em Portugal o autor, e agora ministro, atribui ao economista Ricardo Reis num artigo publicado em 2010 no jornal i, uma direcção filosófica que este vosso blogger vem defendendo desde 2008, embora numa versão mais radical, quer na imprensa escrita quer na blogosfera. E, terceiro, a noção de que “é muito possível que cheguemos a uma situação em que o Estado português se veja forçado a reestruturar a sua dívida pública junto dos credores internos e externos. É igualmente possível, e provavelmente desejável, que essa renegociação seja levada a cabo ao mesmo tempo de uma reestruturação da dívida de outros países (…) Por isso, o melhor é estarmos preparados para essa eventualidade. Se acontecer, o importante é que tudo seja feito de uma forma ordeira e planeada” (páginas 459 e 460) – enfim, coisa que este vosso blogger também tem repetido à exaustão. Tudo isto, no enquadramento da zona euro e da moeda única, das quais Álvaro Santos Pereira, a exemplo de Vítor Gaspar, é um forte defensor.

Em suma, do ponto de vista ideológico sinto-me particularmente convergente com o Ministro da Economia. Tenho apenas algumas discordâncias, como por exemplo em relação à sua oposição à redução dos salários, pois, ao contrário do que refere Santos Pereira, o problema em Portugal não está nos salários dos transaccionáveis, mas sim nos salários dos não transaccionáveis como este estudo do Banco de Portugal bem comprova. E receio que a aplicação de taxas superiores de IVA a certos bens e serviços, por agora ainda taxados no escalão mínimo, como a electricidade, sem antes se reverem e se corrigirem as práticas anti concorrenciais que proliferam em certos sectores não transaccionáveis (a propósito, leiam o artigo desta semana de Mira Amaral no Expresso…) penalizará o sucesso final da estratégia associada à desvalorização fiscal. Mas, enfim, saúdo a capacidade de análise de Santos Pereira, o detalhe analítico, esperando apenas que se revele a good fit no Governo.

Junho 17, 2011

Ministros do novo Governo

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:32

Um Governo com 11 ministérios:

Ministro dos Assuntos Parlamentares: Miguel Relvas.
Ministro da Defesa: José Pedro Aguiar Branco.
Ministro dos Negócios Estrangeiros: Paulo Portas.
Ministro da Administração Interna: Miguel Macedo.
Ministra da Justiça: Paula Teixeira da Cruz.
Ministro das Finanças: Vítor Gaspar.
Ministro da Economia: Álvaro Santos Pereira.
Ministro da Educação e Ensino Superior: Nuno Crato.
Ministro da Saúde: Paulo Macedo.
Ministro da Segurança Social: Pedro Mota Soares
Ministra da Agricultura, Ambiente e Território: Assunção Cristas.

Junho 17, 2010

Socialistas de direita

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 12:25

«Só em Portugal, o Governo optou por mexer nos rendimentos do trabalho da classe média. Noutros países, foi nas taxas mais elevadas, as de 45 por cento, e num caso até de 50 por cento», lembrou a deputada Assunção Cristas.

Até o CDS aposta na inveja social como forma de captar votos.

Fevereiro 5, 2010

As receitas culinárias da avó de Teixeira dos Santos

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:58

Paulo Pinto Mascarenhas no i

Sócrates, o grego que era filósofo, terá dito que “a maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser”. José Sócrates, o português que é líder do PS, pretende parecer o que não é e transformar a realidade no que gostaria que fosse. Afastar directores ou colunistas de jornais e jornalistas ou apresentadores de programas de televisão em Portugal é mais fácil que denegrir analistas de agências de rating. Desculpar-se com campanhas negras não tem tradução possível em países e mercados onde a existência de uma imprensa livre e independente dos poderes é um dado adquirido.(…)

O governo vai balançando entre as “calhandrices” – leia-se bisbilhotices – que atribui ao jornalista Mário Crespo e as “receitas culinárias da avó” de Teixeira dos Santos, que, segundo o próprio, nunca falham no combate ao défice. “Posso enganar–me, mas não engano”, garantiu segunda-feira o ministro das Finanças na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, em resposta à deputada Assunção Cristas, do CDS. Ou melhor, acrescentou Teixeira dos Santos, “não engano deliberadamente”.(…)

Na questão do défice, o governo de Sócrates comporta-se como a mulher que engana o marido – ou vice-versa – e depois pede desculpa, garantindo que foi sem querer. “Não fiz de propósito, querido, mas enganei-te com o vizinho e nas contas do talho. Estamos falidos.” O pior é que neste caso o marido enganado somos todos nós, portugueses – e, como é habitual, fomos os últimos a saber.

Maio 23, 2012

Quando os senadores da pátria dizem mal, é porque se calhar o trabalho está a ser bem feito

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 23:59

Pedro Ferraz da Costa (PFC), que há mais de vinte anos se dedica a intermediar as relações entre empresários e poder político, não gosta da actual geração de governantes, que considera nascida das Jotas, e que pelos vistos apenas está habituada “a intermediar, uns de uma forma mais séria, outros de uma forma menos séria, os grandes negócios do país“. Eu, que quando leio notícias sem nexo procuro ler as entrelinhas, fico com a sensação que PFC nestas coisas da intermediação não gosta da concorrência dos mais novos.

***

PFC não morre de amores por políticos que militaram nas Jotas, mas não gosta sobretudo de Ministros jovens, com sólida formação académica, uma ausência total de passado político, e que não dão ouvidos aos porta-vozes da intermediação. PFC está “decepcionado” com a Ministra da Agricultura – uma das mais jovens doutoradas em Portugal na área do Direito - e particularmente do Ministro da Economia – doutorado em Economia, e com uma sólida carreia académica em Inglaterra e no Canadá. Numa entrevista onde transparece um certo cansaço, PFC dá-nos nota, num registo de elevação que cumpre registar, que não está à espera que “(…) o ministro da Economia seja capaz de explicar seja o que for. Ele não tem essa capacidade. Boa parte das coisas que diz transformam-se rapidamente num motivo de chacota (…)”. PFC, lobista profissional – no bom sentido, claro – há mais de vinte anos, não percebe aquilo que Álvaro Santos Pereira, professor, académico e escritor com obra publicada, transmite de uma forma bastante perceptível. Eu, pelo menos, percebo com bastante facilidade o que Álvaro Santos Pereira diz e escreve. Sempre achei que a chacota é a arma dos brutos, à falta melhores argumentos. Mas deve ser problema meu, que esperava um pouco mais de substância nas críticas lançadas por quem representa o Fórum para a Competitividade, e tenho simpatia por um Ministro que não age para agradar aos senadores da pátria, e que demonstra um enorme desprendimento no exercício da sua função.

***

Este governo tem menos de um ano; não deixa de ser curiosa a reacção daqueles que sempre conviveram bem, durante décadas, com um sistema de rendas que empobreceu o país, sempre que se avizinha o lançamento de reformas que os mesmos criticam por tardarem. Em vinte anos, PFC nunca se indignou com as opções erradas que o sistema político construiu, e que agora exige que se reforme aceleradamente. Ficamos à espera de perceber quem lhe encomendou tão pobre sermão.

***

O AAA considera que os cortes apresentados no sector eléctrico são modestos. Eu não acho. São sempre 1.800 milhões. É pouco face às responsabilidades existentes? Sim. Agora, eu sou dos que acha que o caminho faz-se caminhando. Corte aqui, corte ali. Como numa cirurgia. O importante é que se mantenha o rumo. Os rendistas neste país estão protegidos por uma teia jurídica e contratual complexa, que não se rasga, descose-se. Descoser sem rasgar dá muito mais trabalho.

Maio 1, 2012

Hoje não há “inocentes” no Pingo Doce

Filed under: Economia,Humor,Media,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:53
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Aproveitando o feriado, o Pingo Doce lançou a mais subversiva de todas as campanhas: Preços baixos em todos os seus produtos! Como se atreveram!
50% de desconto generalizados. Lembram-se do buliço pela venda do leite a preços baixos (enquanto pagava a tempo e horas aos fornecedores)? Agora esta medida de destruição maciça afectou lojas inteiras (excepto bazar, electrodomésticos, têxtil e farmácia – somos rigorosos no relatório). Sem discriminação positiva por produtos amigos do ambiente!
E para piorar tudo, só para clientes que gastassem mais de 20% do salário mínimo em compras! Elitistas!

Os consumidores, mostrando pouca solidariedade com os produtores, responderam em massa: filas à entrada, entradas só perante correspondentes saídas, prateleiras vazias, …
E não foi para “Ah e tal, só estou aqui para ir ao Multibanco”. Não. Foram seres gananciosos, com vontade de consumir mais e mais e mais este mês.. sem terem trabalhado mais para isso!
Quem hoje for ao Pingo Doce é reaccionário! Não há inocentes!

Os verdadeiros culpados são a Troika – que colocou o povo neste estado de necessidade – e o Grande Capital – que assim divide para conquistar.
Ouvimos até – mas nem queremos acreditar – que foi uma iniciativa do senhor Holandês em conluio com o Governo para tirar força às manifestações populares do 1º de Maio!!!

E o apelo ao boicote dos que se revoltam por as lojas abrirem no Dia do Trabalhador?
E os apelos à greve do CESP?
E onde está a ASAE para impedir o dumping em múltiplos produtos (aguardamos lista dos camaradas… que só foram monitorar a situação)?

(imagem de arquivo; hoje estas prateleiras já deverão estar vazias)

Post Scriptum: De acordo com as nossas fontes, já ouve incidentes entre clientes, intervenção policial e até encerramentos (temporários…) de algumas lojas na zona de Lisboa.

Em vez de desbaratar o orçamento de marketing assim, deveriam era promover campanhas junto dos camaradas da RTP e RDP. Os camaradas estão a estudar a assunção de uma posição sobre o assunto.

E claro, se têm assim tanto dinheiro, deverão pagar mais impostos. O gabinete de Cristas será notificado para aumentar o seu imposto para pagar por tão necessárias obras na sede da FENPROF em Lisboa.

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