Raquel Varela acusa de indignidade moral pessoas que não têm a mesma opinião que ela sobre o salário mínimo. Seguindo o mesmo critério, devo concluir que Raquel Varela não tem dignidade moral, por as políticas colectivistas que defende em público serem a causa do desemprego que grassa pelo país.
Maio 22, 2013
a reserva dos pensionistas novamente sob ataque
”(…) sucessivos governos continuam a encarar o FEFSS como um veículo financeiro ao serviço do Tesouro, uma espécie de fundo de maneio do Estado”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.
Maio 21, 2013
Sinais saudáveis da teocracia
No Irão, à medida que se aproximam as eleições presidenciais, torna-se mais complicado o acesso à internet.
“Tax Fraud on an Absolutely Massive Scale”
Mais uma boa intervenção no parlamento europeu de Nigel Farage, líder do UKIP que tem vindo a subir nas sondagens no Reino Unido.
“Thank you. Well there is a great degree of unity here this morning, with a common enemy – rich people, successful companies evading tax, which of course is a problem. Avoiding tax, which is not illegal, but it gives this whole chamber this morning a high moral tone.
And as Mr. Barroso says it is all about the perception of fairness. Because there is the added bonus of course that it drives a wedge between the United Kingdom, the Channel Islands, the Isle of Man, and the Caymans. But before we declare our virtues, perhaps we ought to look just a little bit closer to home.
And I hope that the taxpayers all over Europe listen to this. If we look at the EU officials who work for the European Commission and the European Parliament, the highest category [the most common grade is AD12] are people that earn a net take home pay of just over 100 thousand pounds a year. And yet under EU rules they pay tax of 12 per cent. It is tax fraud on an absolutely massive scale.
And Mr Barroso I would say to you, how can that be deemed to be fair? How can people out there struggling – the 16 million people unemployed in the eurozone – how can they look at these institutions, not only paying people vast sums of money but allowing them tax and pension benefits on a scale not seen anywhere else in the world? So I suggest we have a bit less of this high moral tone.
And what have these officials given us? Well, they were the architects of the euro, which is a complete disaster. Their obsession with global warming which chimes very strongly here means we are despoiling our landscapes and seascapes with these disgusting wind turbines and driving up energy prices.
But never let it be said that I cannot acknowledge success when I see it. And I am sure the citizens of Europe will all clap and cheer loudly that the grave, mortal danger of olive oil in dipping bowls has been removed by the officials. Well done everybody.”
Cuidado!
António de Almeida no Aventar
Invariavelmente em Portugal o empreendedorismo esbarra no parasitismo. Parabéns Martim pela lição que deste… Mas claro que se esbarrares em mais pessoas do calibre de Raquel Varela, ou pior, se pessoas dessa estirpe detiverem algum tipo de poder, talvez seja melhor mudares de país ou continente…
Nem mais. Cá para mim ele devia era desistir dessa triste ideia de ganhar o seu próprio dinheiro e com isso ajudar outros a manter o seu emprego. Vai por mim. Dedica-te a pedir subsídios. Diz que vais da parte da Raquel
Ilusões
Ontem no seu blog, Paul Krugman sugeria que um aumento de 20% nos salários alemães levaria à apreciação do euro face a outras divisas e consequentemente à melhoria da posição competitiva das exportações portuguesas.
Hoje, Tyler Cowen comenta no Marginal Revolution a proposta de Krugman. (mais…)
Da anestesia fiscal
O meu artigo de hoje no Diário Económico
o princípio que orienta todo o sistema fiscal indígena é a anestesia e a opinião comum de que são as empresas que suportam o IRC, apesar de errada, sossega consciências e ilude
Brincando com o (pouco) dinheiro das reformas dos portugueses
O regulamento do funcionamento do fundo, liderado por Manuel Baganha, determina um mínimo de 50% da composição do mesmo em títulos de dívida pública ou outros garantidos pelo Estado português. Trata-se de um limite regulamentar obrigatório e os dados revelados pelo Tribunal de Contas indicam que, no final do primeiro semestre do ano passado, o FEFSS tutelado pelo Ministério da Segurança Social tinha 5.501,7 milhões de euros investidos em dívida pública, o equivalente a 55,4% do total da carteira sujeita a limites regulamentares.
get over it
O “Prós e Contras” de ontem, dedicado ao tema “Mudar o País ou mudar de País”, foi delicioso. Nele destaco a participação do economista e professor universitário do ISCTE Sandro Mendonça, munido das suas interessantíssimas propostas e teses, umas mais exóticas do que outras, entre as quais a introdução de um imposto para “taxar a publicidade dos bancos”, a referência ao problema “[d]a má despesa privada” (por oposição, é claro, ao problema menor da má despesa pública), sem esquecer, como não podia deixar de ser, a sua profunda reflexão quanto “[a]o direito à felicidade dos povos” (o que, por inferência, como o próprio fez questão de referir, é dizer que uns povos não podem fazer outros infelizes). Estas ideias, às quais se juntaram as sólidas teorias de Raquel Varela quanto à plena sustentabilidade do Estado social em Portugal e quanto à colectivização dos meios de produção, ou ainda as intervenções, editorialmente caídas do céu, de Paulo Côrte Real da ILGA, acerca da co-adopção de crianças por casais homossexuais, e a do treinador da equipa feminina do Clube de Rugby de São Miguel em Cascais, a propósito já não me lembro de quê, resultaram num magnífico programa que, enfim, só mesmo visto! Para mais tarde recordar.
Ps: Parabéns ao rapaz-designer-criador da marca “Over it” pela forma construtiva, e surpreendentemente madura para os seus tenros 16 anos de idade, como apresentou o seu projecto empreendedor ligado ao vestuário – que Raquel Varela tentou desconsiderar com uma conversa de chacha sobre salários mínimos – e que mereceu amplos aplausos da plateia. Muito bem; o miúdo vai longe. Tivéssemos mais miúdos assim, com garra e ganas de fazer coisas, em vez de tantos “so-called” investigadores sabe-se lá de quê, e o País muito beneficiaria. As finanças públicas também!
No Fio da Navalha
O meu artigo para o jornal i de hoje. Será que o tempo de Vítor Gaspar terminou porque as eleições estão à porta?
Coragem?
Há dias, o deputado do PSD Carlos Abreu Amorim afirmou que o tempo de Vítor Gaspar tinha terminado, porque o país precisa de uma nova etapa no combate à crise. Afirmações oportunas de quem se candidata à Câmara Municipal de Gaia e que, além de necessitar de se distanciar do governo, vai precisar, como qualquer autarca que se preze, de dinheiro fresco para gastar e fazer obra.
Há uma razão que faz realçar este dos demais candidatos autárquicos. Carlos Abreu Amorim afirmou-se publicamente como liberal, o que é raro entre os políticos. No entanto, ao invés de se destacar com um discurso inovador, defendendo, por exemplo, a descentralização fiscal como forma de responsabilizar os autarcas pelas despesas contraídas, Carlos Abreu Amorim repete o que estamos fartos de ouvir, mas ainda não de acreditar: que é distribuindo dinheiro, que o Estado tira aos cidadãos, que a economia cresce. É caso para dizer que com liberais destes quem é que precisa de socialistas?
Infelizmente, além de muitos eleitores dependerem financeiramente deste círculo vicioso, restam todos os outros que ainda não são suficientemente exigentes. Há quem apelide de corajosas as afirmações Amorim. Por mim, aguardo sentado a verdadeira coragem: de quem governe em defesa dos indivíduos, e não os destrua com promessas feitas a grupos, interesses corporativos e pseudo-empresários. Quem queira fazer a diferença na política não deve cair à primeira tentação.
Amanhã
Lançamento do livro “Escolas para o século XXI” de Alexandre Homem Cristo às 18h00 no Anfiteatro da Escola Secundária Gil Vicente. Com a presença de Carlos Fiolhais, Fernando Adão da Fonseca e Hugo Mendes.
Para Que Serve o Conselho De Estado?
Para produzir ao fim de sete horas de reunião comunicados do seguinte género:
1. O Presidente da República reuniu hoje o Conselho de Estado, para efeitos do artigo 145, alínea e), segunda parte, da Constituição, tendo como ordem de trabalhos o tema “Perspetivas da Economia Portuguesa no Pós-Troika, no quadro de uma União Económica e Monetária efetiva e aprofundada”.
2. Com base em exposição do Presidente da República, o Conselho debruçou-se sobre os desafios que se colocam ao processo de ajustamento português no contexto das reformas em curso na União Europeia e tendo em vista o período Pós-Troika.
3. No quadro da criação de uma União Bancária, o Conselho analisou a instituição dos mecanismos de supervisão, de resolução de crises e de garantia de depósitos dos bancos, um passo da maior importância para corrigir a atual fragmentação dos mercados financeiros da Zona Euro.
4. O Conselho debruçou-se igualmente sobre a perspetiva do reforço da coordenação das políticas económicas e da criação de um instrumento financeiro de solidariedade destinado a apoiar as reformas estruturais dos Estados-Membros, visando o aumento da competitividade e o crescimento sustentável.
5. O Conselho de Estado entende que o programa de aprofundamento da União Económica e Monetária deve criar condições para que a União Europeia e os Estados-Membros enfrentem, com êxito, o flagelo do desemprego que os atinge e reconquistem a confiança dos cidadãos, devendo ser assegurado um adequado equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à atividade económica.
Maio 20, 2013
4 de Junho: Dia da Libertação de Impostos Em Portugal
Marquem nos vossos calendários. O Dia da Libertação de Impostos em 2013 em Portugal é o dia 4 de Junho. Em 2012, o dia da Libertação de Impostos em Portugal foi o dia 3 de Junho (menos um dia) e em 2011 foi o dia 29 de Maio (menos cinco dias).
O Dia da Libertação de Impostos representa o dia que em média os trabalhadores deixam de trabalhar para o estado (para cumprirem as suas obrigações fiscais) e passam a trabalhar para si.
Como se pode observar na imagem abaixo, Portugal ainda assim continua a ser dos países da União Europeia onde o Dia da Libertação de Impostos chega mais cedo. Os Cipriotas são os que menos dias têm que trabalhar para o estado atingindo o Dia da Libertação de Impostos no dia 14 de Março enquanto que os Belgas são os têm que mais têm que trabalhar – até ao dia 8 de Agosto.
A nível da União Europeia com os seus 27 estados membros, o “imposto real” sobre os trabalhadores passou de 44,11% em 2012 para 45,06% em 2013.
At the end of the day,,,
…vejo-me incapaz de discordar com o Filipe Nunes Vicente:
Já escrevi mutas vezes e em muitos lugares ( livros, artigos e blogues) que entendo que a família tradicional é a melhor combinação para uma criança crescer. O que nunca escreverei é que para uma criança, qualquer coisa é preferível a ser criada por duas irmãs mais velhas ou por uma tia e uma avó ( como já aconteceu tantas vezes). O “superior interesse da criança” é o laço humano, não a irritação pela militância LGBT
ADENDA: Este post (que já de si é essencialmente uma citação do FNV) podia ser um plágio deste outro do Carlos. Mas eu garanto que só o li agorinha mesmo.
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A memória nem sempre nos assiste
O que Jorge de Miranda se esquece de explicar é que PS e PSD concorreram em 2009 com platoformas eleitorais pefeitamente antagónicas e irreconciláveis. O primeiro queria gastar mais e o segundo queria cortar na despesa. Ou se afastava um dos líderes (José Sócrates ou Manuela Ferreira Leite) ou seria impossossível formar uma maioria estável na AR. Aliás, imaginando que no PSD se arranja um adepto do “despesismo” para acolitar José Sócrates (o que até nem seria difícil) não se está a ver as alterações substântivas ao desastre dos dois anos seguintes. E pertendem ao domínio da fantasia um cenário em que as bases socialistas a afastariam José Sócrates ou que esta abdicasse voluntariamente do poder.
Outas alternativas que evitassem PS ou PSD implicavam meter no mesmo governo o CDS e a extrema-esquerda. Nem vale a pena falar disso.
Um excelente reforço
O Blásfemias reforça-se com o Rodrigo Constantino de quem já era leitor assíduo.
“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Sexta-feira, na Católica.Porto
É já esta Sexta-feira, na Católica.Porto: “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.
A informação sobre o programa está disponível aqui.
A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.
Dois Divórcios
(Artigo publicado no Diário Económico de hoje)
As recentes peripécias governamentais têm provocado grande entusiasmo, talvez na esperança de que a discórdia entre os dois partidos da coligação traga um divórcio. Principalmente depois de Paulo Portas ter afirmado ser “politicamente incompatível” com a taxa a aplicar aos pensionistas.
Compreendo a ânsia, mas convém ter em conta que Portas já disse tudo e o seu contrário. Logo depois de proclamar a sua “incompatibilidade” com a medida, Portas quis “sossegar” os pensionistas dizendo que graças a si a medida deixara de ser “obrigatória” para ser “meramente opcional”. Mas se esta é “opcional”, é porque é ainda possível optar-se por ela. E já na sua declaração de há semanas atrás, Portas disse o mesmo que antes Passos Coelho dissera: essa medida está prevista, e será adoptada se não se conseguir poupar dinheiro com outras.
No entanto, é significativo que ninguém tenha compreendido isso: todas as declarações de Portas se destinam a fazê-lo parecer (sublinhe-se o “parecer”) preocupado com as intenções do PSD. Atente-se bem na medida que fez Portas demarcar-se do seu parceiro (ao mesmo tempo que de forma dúplice admite que ela seja aplicada): ela afecta directamente uma parte do eleitorado que, mesmo que não vote no CDS, é essencial à sua propaganda. É essa a diferença que faz um partido que se diz muito preocupado com “os mais fracos da sociedade” não ter qualquer incómodo em diminuir os apoios aos desempregados. Tudo porque faz também parte da propaganda do CDS ser duro para com quem “vive de subsídios”.
Tudo isto mostra bem qual é a verdadeira preocupação gerada pela “TSU dos pensionistas”, e como o Governo só cairá, não por questões de substância, mas se o CDS considerar que perde mais votos por se manter ao lado do PSD do que a lançar o País em crise.
Mas há um outro divórcio trazido à luz do dia por estas atribulações: o já há muito existente entre os cidadãos e a política. Enquanto as pessoas comuns se preocupam com os seus empregos, os impostos elevados e o futuro incerto, os partidos preocupam-se com a data das próximas eleições e o que delas sairá. Talvez aí percebam o que andaram a fazer.
Os fins não justificam os meios
Várias organizações sindicais entregaram um pré-aviso de greve para os quatro dias de avaliação aos alunos dos 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos que têm provas nacionais e para o primeiro dia de exames nacionais. Deste modo, os sindicatos colocaram em risco não somente a realização das provas e dos exames, como o lançamento das notas dos alunos para que estes possam apresentar-se a exame. Fazem-no porque se opõem à mobilidade especial. Isto é, porque, nas suas próprias palavras, está em causa a defesa da Escola Pública.
É habitual os interesses corporativos, em Portugal, não se assumirem. Repare-se que, no nosso país, as greves nunca se fazem em nome de coisas mundanas. Fazem-se em nome de grandes causas, como a liberdade, a equidade, a justiça social ou a igualdade. O mesmo acontece com os professores: não é pelos seus próprios interesses que lutam, é pela defesa da Escola Pública. Mas será que defender os interesses dos professores corresponde a defender os interesses dos alunos? Não, esses interesses nem sempre são coincidentes. (…)
Que sentido para a Liberdade?
A liberdade é uma daquelas palavras que, um pouco como a velhinha pasta medicinal Couto, anda sempre nas bocas de toda a gente. Infelizmente parece que sofre de um mal congénito: a polissemia. (sintomatologia complexa que parece afectar alguns dos conceitos mais fundamentais do linguajar político contemporâneo.) Isaiah Berlin foi, provavelmente, o mais certeiro de entre os vários senhores doutores que procuraram diagnosticar o fenómeno.
É o que vamos discutir logo à tarde, a partir das 18:30h, na Ferin, em Lisboa. Até logo!
O “cisma grisalho”
José Carlos Alexandre (A Destreza da Dúvidas) a propósito das declarações de Silva Lopes
Em 2007, a Polónia fez também uma reforma da “segurança social”, avançando para um sistema de capitalização: cada um desconta, de forma obrigatória (presumo), para si e as pensões actuais são cobertas com dívida pública. Em Portugal, continua-se com um sistema redistributivo, em que os mais novos pagam as reformas dos mais velhos, contando que, quando chegar a sua vez, alguém pagará as suas. Já sabemos que isso não vai ser possível; os números, a começar pelos da demografia, não deixam margem para dúvidas a esse respeito. A questão é: devem ser os mais novos a suportar o grosso dos custos, pagando a reforma dos mais velhos e poupando (se tal for ainda possível) para a sua velhice, ou devem os sacrifícios ser repartidos pelas diferentes gerações? Eu, tal como o Silva Lopes, não tenho dúvidas sobre qual é a solução mais justa.
De notar que o rácio dívida pública em relação ao PIB e o crescimento económico da Polónia (e possivelmente os montantes a financiar) tornam mais fácil e sustentável o recurso à divída pública para financiar as reformas actuais. Para o caso português será provavelemtne necessário realizar um default parcial.
É Já Daqui a Uma Semana
A conferência “Liberalismo e Governação – Que Futuro Para Portugal?” que conta com a participação de André Azevedo Alves, Michael Seufert e José Manuel Moreira é já daqui a uma semana no Polo Universitário da Foz da Universidade Católica no Porto.
Inscrições através do email: liberalismogovernacao@gmail.com
Maio 19, 2013
Leitura dominical
Primitivos com causa, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.
De facto, os tempos são de mudança. Em 1974, Richard Nixon caiu após, entre outras habilidades, as tentativas de encobrimento de um assalto à sede dos democratas no complexo de edifícios Watergate, em Washington. Em 2013, o presidente dos EUA afirma impávido que ignorava a generalizada perseguição do fisco às organizações ligadas aos libertários do Tea Party (em europeu, os “radicais” do Partido Republicano) e depara com uma imprensa disposta a engolir a patranha. Woodward e Bernstein, que recomendam moderação nas comparações, reformaram–se? Al Sharpton não se reformou: o pastor, radialista, activista e político tem gozado de abundante tempo de antena para expor a tese de que o envolvimento de Obama na história do IRS é uma invenção de “supremacistas brancos”, incapazes de aceitar um preto na presidência. Parece um argumento sólido, quiçá o argumento de um filme.
Isto é Que é Socialismo
Segundo o Jornal i, os três ex-presidentes da república – Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio custam aos contribuintes cerca de um milhão de euros por ano.
A notícia refere ainda que dos três ex-presidentes, Mário Soares é o que tem a maior remuneração anual, no valor de 500 mil euros.
Maio 18, 2013
Gender Equality in shirtlessness
Topless Women in Public Not Breaking the Law, Says NYPD:
Ladies of New York , you are free to walk bare-breasted through the city! New York City’s 34,000 police officers have been instructedthat, should they encounter a woman in public who is shirtless but obeying the law, they should not arrest her. This is a good step towards gender parity in public spaces.
This decision means that breast exposure is not considered public lewdness, indecent exposure, or disorderly conduct. It also notes that, should a crowd form around a topless woman, the officer should instruct the crowd to disperse and then respond appropriately if it does not. Relative coverage is no longer a factor.
This policy shift comes after several years of litigation and protest. In the 1992 case People v.Ramona Santorelli and Mary Lou Schloss, the New York Court of Appeals ruled in favor of two women who were arrested with five others for exposing their breasts in a Rochester park, holding the law void as discriminatory. The ruling was put to the test in 2005, when Jill Coccaro bared her breasts on Delancey Street in New York, citing the 1992 decision, and was detained for twelve hours. She subsequently successfully sued the city for $29,000.
In 2007, Go Topless, a national organization supporting gender equality in shirtlessness laws, established Go Topless Day. Dozens of women protest – often topless – in thirty cities around the United States, promoting equal rights to be shirtless. Protests usually include chants of “Free your breasts. Free your minds” and a song “Let ‘em Breathe” to the tune of the Beatles’ “Let it Be.”
While some who have witnessed these events have suggested that “[t]his is extreme liberalism and why America’s in decline” or “[i]t’s degrading to women,” others have been supportive. One man even said he would encourage his wife to join them.
Though bare-breasted women might shock the sensibilities of some in the public, it is encouraging to see the police responding positively to gender bias, even on such a seemingly small scale. After all, no one thinks twice about a man shirtless on a summer day. However, the female nipple or chest is still considered “lewd.” By reminding its officers of this, the NYPD is publicly declaring that it will no longer perpetuate unconstitutional gender discrimination, a standard to which all law enforcement should be held and a decision for which it should be applauded.
“Se um homem pode andar em NY sem nada no tronco, logo uma mulher também pode”. Faz sentido.
Se pensarmos bem, decorre logicamente de outras regras cada vez mais aceites pela sociedade ocidental.
Dá todo um novo ponto de vista à obcessão de Bloomberg com o que as Nova Iorquinas comem.
Vai ser engraçado ver como reage o Médio Oriente.
E melhor ainda ver a esquerda a tomar o partido de Israel contra os Árabes.
E melhor ainda quando a Califórnia passar esta mesma lei.
Patriarca
“D. Manuel Clemente é o novo Cardeal-Patriarca de Lisboa” (via Diário Económico)
Ao contrário do senhor Arroja sénior, a mim, as questões religiosas passam-me em geral ao lado. E, neste caso, da nomeação de D. Manuel Clemente como Cardeal-Patriarca da Lisboa, em matérias religiosas, não será diferente. Porém, não posso deixar de notar que, tendo já assistido a muitas conferências e seminários de muitas individualidades ao longo dos anos, D. Manuel Clemente foi uma das pessoas que mais me impressionou; a aura da sua intelectualidade arrebatou-me. Sem dúvida alguma, um homem de elite.
Maio 17, 2013
afinal, faz ou não sentido que a direita seja liberal e conservadora?
Aqui há uns dias defendi neste blog, em dois artigos publicados, que o liberalismo deveria ser colocado na direita político-partidária (não esquecer que a “direita” é, sobretudo, uma posição geométrica…), devidamente acompanhado pela boa tradição conservadora. Por isto eu queria essencialmente dizer que deve ser na direita política que devemos procurar (e encontrar) os valores da liberdade individual, da defesa da propriedade e da livre-iniciativa, do mercado não intervencionado, do governo com poderes limitados, do estado regulado pela lei e pelo direito (não sendo este último a simples expressão da vontade do legislador, mas o acervo das regras sociais espontâneas, gerais e abstractas), mas também a defesa dos valores sociais tradicionais, do respeito pela religião e pela liberdade religiosa, da ordem social que resulta da vivência comunitária e dos princípios, costumes, normas e regras que a conformaram ao longo do tempo. E colocado na direita política por quê? Por várias razões, algumas delas muito longas para poderem ser aqui expostas, mas sobretudo por duas muito pragmáticas: porque isto tem de ser defendido por alguém que aja politicamente na esfera da soberania e porque, se à direita poderemos ter dificuldade em encontrar alguns ou mesmo muitos destes valores, na esquerda não os encontraremos de certeza absoluta. A maioria dos meus colegas e comentadores manifestou-se assumidamente contra esta ideia, defendendo que a direita era excessivamente conservadora e “bota-de-elástico” para poder ser considerada liberal, e que o liberalismo melhor ficaria distante dela, num qualquer limbo político de que ainda não consegui perscrutar o lugar. Pois bem, hoje tivemos a resposta a algumas destas ansiedades e dúvidas. E ela não nos foi muito simpática.
Causas invertidas
Hoje, e sem que tenha havido um debate minimamente consistente na sociedade portuguesa, foi aprovado um projecto de lei que permite a co-adopção por casais homossexuais.
Mais uma vez, promovem-se diplomas que se centram no egoísmo e na afirmação de “causas”, em vez de se definir aquilo que realmente deveria interessar ao Estado: o superior interesse das crianças.
Uma adopção que pondera como critério inclusivo ou exclusivo (no sentido da exclusão) a identidade sexual dos responsáveis fere a neutralidade que deveria informar estas leis.
O que eu gostaria é que se discutissem leis que definem critérios claros centrados no interesse das crianças, que se promovesse um sistema que avalie se os candidatos à adopção, em concreto, são ou não idóneos para educar uma criança, nas circunstâncias objectivas e subjectivas em que vivem, e face a outros candidatos, e não a consagração de “direitos” baseados em aspectos tão voláteis como a identidade sexual. Esta obsessão do Estado de se meter na cama dos cidadãos, e de alguns cidadãos promoverem o vouyerismo estatal desfoca a discussão daquilo que é essencial.










