O Insurgente

Maio 22, 2013

A exploração colectivista é uma vergonha

Filed under: Comentário,Portugal,socialismo — André Abrantes Amaral @ 09:58

raquel_varela

Raquel Varela acusa de indignidade moral pessoas que não têm a mesma opinião que ela sobre o salário mínimo. Seguindo o mesmo critério, devo concluir que Raquel Varela não tem dignidade moral, por as políticas colectivistas que defende em público serem a causa do desemprego que grassa pelo país.

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Raquel Varela queria que andássemos nus?

Filed under: Economia,Portugal,socialismo — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:46
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Raquel Varela, no seu estilo inconfundível:

Anda um vídeo a circular na Internet de um jovem [adoro o uso que a Esquerda faz da personalização de colectivo ou de objectos para promover a desresponsabilização de tudo e de todos - ela já nem deve perceber o erro] que defende que é melhor o salário mínimo do que o desemprego [ver uma boa resposta aqui], ou seja, a política do Governo de baixar drasticamente todos os salários [claro, o miúdo só pode ser um infiltrado do Passos - ele nem faz sentido sem essa premissa, imagino]. É o vídeo que defende a reprodução biológica [hein?]– trabalhar exclusivamente para acordar no dia seguinte, comer, e ir trabalhar [o Materialismo desta senhora impede-a de ver que as melhores coisas da vida são gratuitas, a não ser que ela pague por amor e outras coisas simples da vida]. O vídeo está-se a tornar viral, entre outras fontes pela página do José Manuel Fernandes, ex director do Jornal Público, e pela página do micro crédito do Millenum BCP [claro, só por causa desses arrivistas - aliás todos os vídeos da página de micro crédito do Millennium BCP são virais no dia seguinte...]. Estou a ver estes empreendedores todos amarrados ao crédito, a vender t-shirts chinesas e a pagar juros à Banca [lol]. Recebi entretanto algumas mensagens direi desagradáveis [Sério? Mas mais ou menos educadas do que a senhora foi no programa ao interromper o rapaz para o tentar humilhar] e algumas, muitas mais [hein?], de pessoas indignadas com o valor do salário mínimo e esta defesa da miséria que é feita em público e aplaudida [mais uma vez, ninguém quer receber 485€... mas há situações em que essa é a melhor das alternativas. E se retirarmos essa alternativa as pessoas ficam pior, não melhor]. Confesso [confessa? pensei que tinha renegado a isso...] que podia não ter recebido nenhuma que diria ao Martim, e a todos os empreendedores exactamente o mesmo [a sua capacidade de resistência ao senso comum é lendária, disso já deu provas] – o salário mínimo é uma vergonha e quem o defende [eu não o defendo], se sabe o que está a fazer, não tem dignidade moral [quem fala em moral...].

O engraçado depois de ler isto é pensar: qual é a alternativa de Raquel Varela?
Já sabemos que a roupa não pode ser importada.
Já sabemos que os operários fabris – e os restantes – não podem receber 485 Eur.
Logo, todo o processo produtivo deve ser baseado em salários muito superiores.

Sistema dinâmico:
  1. Preços vão subir para o Dobro de imediato, para compensar os novos salários
    (1.000 Euros serão dignos? Se calhar ela pretendia mais…)
  2. Consumidores vão comprar menos, pois o poder de compra é baixo e não suporta variações como a pretendida
  3. Preços sobem mais, agora para compensar a descida da procura
  4. Consumidores consomem menos
  5. Sistema vai evoluindo com adaptações cada vez mais pequenas até o ponto de equilíbrio
  6. No processo, muitas empresas fecham (obviamente, uma subida de salários provoca desemprego)
  7. No fim do processo há muito menos roupa vendida e consumida em Portugal

Não, não vamos andar nus. Mas íamos ter muito menos roupa, andar muito pior vestidos e iam voltar “modas” como costureiras, remendos e materiais hoje menos comuns.

Excepto claro no grupo de mimados a que a Raquel Varela pertence: esses continuariam a vestir de marcas caras.
E depois a dizer que não fazem mais nada senão defender os mais humildes. A latosa…

Haters gonna hate, mas às vezes apetece-me fazer posts deste.
Cá está, é um dos divertimentos que tenho na vida e pelos quais não pago nadinha!

a reserva dos pensionistas novamente sob ataque

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 07:21

 ”(…) sucessivos governos continuam a encarar o FEFSS como um veículo financeiro ao serviço do Tesouro, uma espécie de fundo de maneio do Estado”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.

Quem é Raquel Varela ?

raquel_varela

Perfil de Raquel Varela enquanto investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o “Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais”
Página / blogue pessoal de Raquel Varela
Posts de Raquel Varela no 5 Dias

Raquel Varela Business School
Quem não deve, não deve (mas se calhar até teme)
Como funciona o mercado de dívida
Martim Neves e Raquel Varela no Prós & Contras

A pergunta que dá título ao post é mais relevante do que possa parecer à primeira vista, porque Raquel Varela está longe de ser, como interpretações de vários quadrantes têm sugerido, um caso raro. Antes pelo contrário: Raquel Varela é bem representativa de um modo de pensar e agir profundamente enraizado – e ainda mais institucionalizado – em Portugal.

Se alguma coisa a distingue, não será o ser mais radical, mas antes o ter um discurso mais articulado e publicamente apresentável do que muitos dos seus pares que, pensando basicamente o mesmo, são ainda assim incapazes de o transmitir de uma forma minimamente compreensível e persuasiva.

Nesse sentido, compreender quem é Raquel Varela é também um importante contributo para compreender o país que temos e o estado a que chegamos.

Maio 21, 2013

Sinais saudáveis da teocracia

No Irão, à medida que se aproximam as eleições presidenciais, torna-se mais complicado o acesso à internet.

“Tax Fraud on an Absolutely Massive Scale”

Filed under: Diversos — João Cortez @ 20:20
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Mais uma boa intervenção no parlamento europeu de Nigel Farage, líder do UKIP que tem vindo a subir nas sondagens no Reino Unido.

“Thank you. Well there is a great degree of unity here this morning, with a common enemy – rich people, successful companies evading tax, which of course is a problem. Avoiding tax, which is not illegal, but it gives this whole chamber this morning a high moral tone.

And as Mr. Barroso says it is all about the perception of fairness. Because there is the added bonus of course that it drives a wedge between the United Kingdom, the Channel Islands, the Isle of Man, and the Caymans.  But before we declare our virtues, perhaps we ought to look just a little bit closer to home.

And I hope that the taxpayers all over Europe listen to this. If we look at the EU officials who work for the European Commission and the European Parliament, the highest category [the most common grade is AD12] are people that earn a net take home pay of just over 100 thousand pounds a year. And yet under EU rules they pay tax of 12 per cent. It is tax fraud on an absolutely massive scale. 

And Mr Barroso I would say to you, how can that be deemed to be fair? How can people out there struggling – the 16 million people unemployed in the eurozone – how can they look at these institutions, not only paying people vast sums of money but allowing them tax and pension benefits on a scale not seen anywhere else in the world? So I suggest we have a bit less of this high moral tone.

And what have these officials given us? Well, they were the architects of the euro, which is a complete disaster. Their obsession with global warming which chimes very strongly here means we are despoiling our landscapes and seascapes  with these disgusting wind turbines and driving up energy prices. 

But never let it be said that I cannot acknowledge success when I see it. And I am sure the citizens of Europe will all clap and cheer loudly that the grave, mortal danger of olive oil in dipping bowls has been removed by the officials. Well done everybody.”

Martim Neves e Raquel Varela no Prós & Contras


(via José Maria Barcia: Prós e contras)

Cuidado!

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 14:45

António de Almeida no Aventar

Invariavelmente em Portugal o empreendedorismo esbarra no parasitismo. Parabéns Martim pela lição que deste… Mas claro que se esbarrares em mais pessoas do calibre de Raquel Varela, ou pior, se pessoas dessa estirpe detiverem algum tipo de poder, talvez seja melhor mudares de país ou continente…

Nem mais. Cá para mim ele devia era desistir dessa triste ideia de ganhar o seu próprio dinheiro e com isso ajudar outros a manter o seu emprego. Vai por mim. Dedica-te a pedir subsídios. Diz que vais da parte da Raquel

Ilusões

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 13:13

Ontem no seu blog, Paul Krugman sugeria que um aumento de 20% nos salários alemães levaria à apreciação do euro face a outras divisas e consequentemente à melhoria da posição competitiva das exportações portuguesas.

Hoje, Tyler Cowen comenta no Marginal Revolution a proposta de Krugman. (mais…)

Da anestesia fiscal

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 12:15

O meu artigo de hoje no Diário Económico

Anestesias

o princípio que orienta todo o sistema fiscal indígena é a anestesia e a opinião comum de que são as empresas que suportam o IRC, apesar de errada, sossega consciências e ilude

Brincando com o (pouco) dinheiro das reformas dos portugueses

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:35

Mota Soares está a avaliar um reforço da posição do FEFSS em dívida pública até 90%. Isto permite a Gaspar conter o rácio de dívida.(…)

O regulamento do funcionamento do fundo, liderado por Manuel Baganha, determina um mínimo de 50% da composição do mesmo em títulos de dívida pública ou outros garantidos pelo Estado português. Trata-se de um limite regulamentar obrigatório e os dados revelados pelo Tribunal de Contas indicam que, no final do primeiro semestre do ano passado, o FEFSS tutelado pelo Ministério da Segurança Social tinha 5.501,7 milhões de euros investidos em dívida pública, o equivalente a 55,4% do total da carteira sujeita a limites regulamentares.

get over it

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:31

O “Prós e Contras” de ontem, dedicado ao tema “Mudar o País ou mudar de País”, foi delicioso. Nele destaco a participação do economista e professor universitário do ISCTE Sandro Mendonça, munido das suas interessantíssimas propostas e teses, umas mais exóticas do que outras, entre as quais a introdução de um imposto para “taxar a publicidade dos bancos”, a referência ao problema “[d]a má despesa privada” (por oposição, é claro, ao problema menor da má despesa pública), sem esquecer, como não podia deixar de ser, a sua profunda reflexão quanto “[a]o direito à felicidade dos povos” (o que, por inferência, como o próprio fez questão de referir, é dizer que uns povos não podem fazer outros infelizes). Estas ideias, às quais se juntaram as sólidas teorias de Raquel Varela quanto à plena sustentabilidade do Estado social em Portugal e quanto à colectivização dos meios de produção, ou ainda as intervenções, editorialmente caídas do céu, de Paulo Côrte Real da ILGA, acerca da co-adopção de crianças por casais homossexuais, e a do treinador da equipa feminina do Clube de Rugby de São Miguel em Cascais, a propósito já não me lembro de quê, resultaram num magnífico programa que, enfim, só mesmo visto! Para mais tarde recordar.

Ps: Parabéns ao rapaz-designer-criador da marca “Over it” pela forma construtiva, e surpreendentemente madura para os seus tenros 16 anos de idade, como apresentou o seu projecto empreendedor ligado ao vestuário – que Raquel Varela tentou desconsiderar com uma conversa de chacha sobre salários mínimos – e que mereceu amplos aplausos da plateia. Muito bem; o miúdo vai longe. Tivéssemos mais miúdos assim, com garra e ganas de fazer coisas, em vez de tantos “so-called” investigadores sabe-se lá de quê, e o País muito beneficiaria. As finanças públicas também!

No Fio da Navalha

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 09:56

O meu artigo para o jornal i de hoje. Será que o tempo de Vítor Gaspar terminou porque as eleições estão à porta?

Coragem?

Há dias, o deputado do PSD Carlos Abreu Amorim afirmou que o tempo de Vítor Gaspar tinha terminado, porque o país precisa de uma nova etapa no combate à crise. Afirmações oportunas de quem se candidata à Câmara Municipal de Gaia e que, além de necessitar de se distanciar do governo, vai precisar, como qualquer autarca que se preze, de dinheiro fresco para gastar e fazer obra.

Há uma razão que faz realçar este dos demais candidatos autárquicos. Carlos Abreu Amorim afirmou-se publicamente como liberal, o que é raro entre os políticos. No entanto, ao invés de se destacar com um discurso inovador, defendendo, por exemplo, a descentralização fiscal como forma de responsabilizar os autarcas pelas despesas contraídas, Carlos Abreu Amorim repete o que estamos fartos de ouvir, mas ainda não de acreditar: que é distribuindo dinheiro, que o Estado tira aos cidadãos, que a economia cresce. É caso para dizer que com liberais destes quem é que precisa de socialistas?

Infelizmente, além de muitos eleitores dependerem financeiramente deste círculo vicioso, restam todos os outros que ainda não são suficientemente exigentes. Há quem apelide de corajosas as afirmações Amorim. Por mim, aguardo sentado a verdadeira coragem: de quem governe em defesa dos indivíduos, e não os destrua com promessas feitas a grupos, interesses corporativos e pseudo-empresários. Quem queira fazer a diferença na política não deve cair à primeira tentação.

Amanhã

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:05

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Lançamento do livro “Escolas para o século XXI” de Alexandre Homem Cristo às 18h00 no Anfiteatro da Escola Secundária Gil Vicente. Com a presença de Carlos Fiolhais, Fernando Adão da Fonseca e Hugo Mendes.

Para Que Serve o Conselho De Estado?

Filed under: Diversos — João Cortez @ 08:12
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Para produzir ao fim de sete horas de reunião comunicados do seguinte género:

1. O Presidente da República reuniu hoje o Conselho de Estado, para efeitos do artigo 145, alínea e), segunda parte, da Constituição, tendo como ordem de trabalhos o tema “Perspetivas da Economia Portuguesa no Pós-Troika, no quadro de uma União Económica e Monetária efetiva e aprofundada”.

2. Com base em exposição do Presidente da República, o Conselho debruçou-se sobre os desafios que se colocam ao processo de ajustamento português no contexto das reformas em curso na União Europeia e tendo em vista o período Pós-Troika.

3. No quadro da criação de uma União Bancária, o Conselho analisou a instituição dos mecanismos de supervisão, de resolução de crises e de garantia de depósitos dos bancos, um passo da maior importância para corrigir a atual fragmentação dos mercados financeiros da Zona Euro.

4. O Conselho debruçou-se igualmente sobre a perspetiva do reforço da coordenação das políticas económicas e da criação de um instrumento financeiro de solidariedade destinado a apoiar as reformas estruturais dos Estados-Membros, visando o aumento da competitividade e o crescimento sustentável.

5. O Conselho de Estado entende que o programa de aprofundamento da União Económica e Monetária deve criar condições para que a União Europeia e os Estados-Membros enfrentem, com êxito, o flagelo do desemprego que os atinge e reconquistem a confiança dos cidadãos, devendo ser assegurado um adequado equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à atividade económica.

Maio 20, 2013

Os governos e a liberdade de imprensa

Um passeio não romântico que incluí retratos da Venezuela, Equador e Argentina.

O pensamento mágico do Tó-Zero

Evidenciado no (Im)pertinências.

Uma das propostas mirabolantes de António José Seguro apresentada no congresso de Santa Maria de Feira para salvar empresas viáveis «sem que o Estado meta lá um cêntimo» consiste em transformar em capital as dívidas fiscais, à Segurança Social e aos bancos.

E como se faria essa milagrosa transformação de vários passivos em capital sem gastar um cêntimo? Perceberá AJS que isso equivaleria a um perdão de dívidas que, sendo passivos de uma empresa, são activos do Estado ou dos bancos que se perderiam com a «transformação»? E que diferença faria isso no que respeita à liquidez das empresas, cujo aumento é um dos propósitos da proposta mirabolante, se não entrasse «um cêntimo» na empresa? AJS não explica (…)

(…) Tudo por junto, salvar empresas viáveis «sem que o Estado gaste um cêntimo» custaria possivelmente umas dezenas de milhares de milhões e, talvez pior do que tudo isso, colocaria essas empresas sob a tutela do acionista mais incompetente que o sector empresarial português algum dia viu: o Estado Socialista.

 

4 de Junho: Dia da Libertação de Impostos Em Portugal

Filed under: Diversos — João Cortez @ 20:08
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Marquem nos vossos calendários. O Dia da Libertação de Impostos em 2013 em Portugal é o dia 4 de Junho. Em 2012, o dia da Libertação de Impostos em Portugal foi o dia 3 de Junho (menos um dia) e em 2011 foi o dia 29 de Maio (menos cinco dias).

O Dia da Libertação de Impostos representa o dia que em média os trabalhadores deixam de trabalhar para o estado (para cumprirem as suas obrigações fiscais) e passam a trabalhar para si.

Como se pode observar na imagem abaixo, Portugal ainda assim continua a ser dos países da União Europeia onde o Dia da Libertação de Impostos chega mais cedo. Os Cipriotas são os que menos dias têm que trabalhar para o estado atingindo o Dia da Libertação de Impostos no dia 14 de Março enquanto que os Belgas são os têm que mais têm que trabalhar – até ao dia 8 de Agosto.

TaxLiberationDay2013

A nível da União Europeia com os seus 27 estados membros, o “imposto real” sobre os trabalhadores passou de 44,11% em 2012 para 45,06% em 2013.

At the end of the day,,,

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 17:48

…vejo-me incapaz de discordar com o Filipe Nunes Vicente:

Já escrevi mutas vezes e em muitos lugares ( livros, artigos e blogues) que entendo que a família tradicional é a melhor combinação para uma criança crescer. O que nunca escreverei é que para uma criança, qualquer coisa é preferível a ser criada por duas irmãs mais velhas ou por uma tia e uma avó ( como já aconteceu tantas vezes). O “superior interesse da criança” é o laço humano, não a irritação pela militância LGBT

ADENDA: Este post (que já de si é essencialmente uma citação do FNV) podia ser um plágio deste outro do Carlos. Mas eu garanto que só o li agorinha mesmo.
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A memória nem sempre nos assiste

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 17:38

Segundo o constitucionalista [Jorge de Miranda], “há muitos sinais que o senhor Presidente deveria ter tido em conta”, logo em 2009, quando “nunca deveria ter nomeado o Governo minoritário de [José] Sócrates, que se arrastou durante 18 meses penosamente quando deveria ter procurado, nessa altura, um grande Governo de coligação como aconteceu agora em Itália“.

O que Jorge de Miranda se esquece de explicar é que PS e PSD concorreram em 2009 com platoformas eleitorais pefeitamente antagónicas e irreconciláveis. O primeiro queria gastar mais e o segundo queria cortar na despesa. Ou se afastava um dos líderes (José Sócrates ou Manuela Ferreira Leite) ou seria impossossível formar uma maioria estável na AR. Aliás, imaginando que no PSD se arranja um adepto do “despesismo” para acolitar José Sócrates (o que até nem seria difícil) não se está a ver as alterações substântivas ao desastre dos dois anos seguintes. E pertendem ao domínio da fantasia um cenário em que as bases socialistas a afastariam José Sócrates ou que esta abdicasse voluntariamente do poder.

Outas alternativas que evitassem PS ou PSD implicavam meter no mesmo governo o CDS e a extrema-esquerda. Nem vale a pena falar disso.

Um excelente reforço

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 16:13

O Blásfemias reforça-se com o Rodrigo Constantino de quem já era leitor assíduo.

“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Sexta-feira, na Católica.Porto

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:02

É já esta Sexta-feira, na Católica.Porto: “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.

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A informação sobre o programa está disponível aqui.

A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.

Dois Divórcios

Filed under: Comentário,Política,Política Fiscal,Portugal — Bruno Alves @ 14:15

(Artigo publicado no Diário Económico de hoje)

As recentes peripécias governamentais têm provocado grande entusiasmo, talvez na esperança de que a discórdia entre os dois partidos da coligação traga um divórcio. Principalmente depois de Paulo Portas ter afirmado ser “politicamente incompatível” com a taxa a aplicar aos pensionistas.

Compreendo a ânsia, mas convém ter em conta que Portas já disse tudo e o seu contrário. Logo depois de proclamar a sua “incompatibilidade” com a medida, Portas quis “sossegar” os pensionistas dizendo que graças a si a medida deixara de ser “obrigatória” para ser “meramente opcional”. Mas se esta é “opcional”, é porque é ainda possível optar-se por ela. E já na sua declaração de há semanas atrás, Portas disse o mesmo que antes Passos Coelho dissera: essa medida está prevista, e será adoptada se não se conseguir poupar dinheiro com outras.

No entanto, é significativo que ninguém tenha compreendido isso: todas as declarações de Portas se destinam a fazê-lo parecer (sublinhe-se o “parecer”) preocupado com as intenções do PSD. Atente-se bem na medida que fez Portas demarcar-se do seu parceiro (ao mesmo tempo que de forma dúplice admite que ela seja aplicada): ela afecta directamente uma parte do eleitorado que, mesmo que não vote no CDS, é essencial à sua propaganda. É essa a diferença que faz um partido que se diz muito preocupado com “os mais fracos da sociedade” não ter qualquer incómodo em diminuir os apoios aos desempregados. Tudo porque faz também parte da propaganda do CDS ser duro para com quem “vive de subsídios”.

Tudo isto mostra bem qual é a verdadeira preocupação gerada pela “TSU dos pensionistas”, e como o Governo só cairá, não por questões de substância, mas se o CDS considerar que perde mais votos por se manter ao lado do PSD do que a lançar o País em crise.

Mas há um outro divórcio trazido à luz do dia por estas atribulações: o já há muito existente entre os cidadãos e a política. Enquanto as pessoas comuns se preocupam com os seus empregos, os impostos elevados e o futuro incerto, os partidos preocupam-se com a data das próximas eleições e o que delas sairá. Talvez aí percebam o que andaram a fazer.

Os fins não justificam os meios

Filed under: Educação,Insurgentes nos media — Alexandre Homem Cristo @ 13:44

mario_nogueira

[hoje no i]

Várias organizações sindicais entregaram um pré-aviso de greve para os quatro dias de avaliação aos alunos dos 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos que têm provas nacionais e para o primeiro dia de exames nacionais. Deste modo, os sindicatos colocaram em risco não somente a realização das provas e dos exames, como o lançamento das notas dos alunos para que estes possam apresentar-se a exame. Fazem-no porque se opõem à mobilidade especial. Isto é, porque, nas suas próprias palavras, está em causa a defesa da Escola Pública.

É habitual os interesses corporativos, em Portugal, não se assumirem. Repare-se que, no nosso país, as greves nunca se fazem em nome de coisas mundanas. Fazem-se em nome de grandes causas, como a liberdade, a equidade, a justiça social ou a igualdade. O mesmo acontece com os professores: não é pelos seus próprios interesses que lutam, é pela defesa da Escola Pública. Mas será que defender os interesses dos professores corresponde a defender os interesses dos alunos? Não, esses interesses nem sempre são coincidentes. (…)

[continuar a ler]

 

Que sentido para a Liberdade?

Convite Ferin Berlin

A liberdade é uma daquelas palavras que, um pouco como a velhinha pasta medicinal Couto, anda sempre nas bocas de toda a gente. Infelizmente parece que sofre de um mal congénito: a polissemia. (sintomatologia complexa que parece afectar alguns dos conceitos mais fundamentais do linguajar político contemporâneo.) Isaiah Berlin foi, provavelmente, o mais certeiro de entre os vários senhores doutores que procuraram diagnosticar o fenómeno.

É o que vamos discutir logo à tarde, a partir das 18:30h, na Ferin, em Lisboa. Até logo!

O “cisma grisalho”

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:15

José Carlos Alexandre (A Destreza da Dúvidas) a propósito das declarações de Silva Lopes

Em 2007, a Polónia fez também uma reforma da “segurança social”, avançando para um sistema de capitalização: cada um desconta, de forma obrigatória (presumo), para si e as pensões actuais são cobertas com dívida pública. Em Portugal, continua-se com um sistema redistributivo, em que os mais novos pagam as reformas dos mais velhos, contando que, quando chegar a sua vez, alguém pagará as suas. Já sabemos que isso não vai ser possível; os números, a começar pelos da demografia, não deixam margem para dúvidas a esse respeito. A questão é: devem ser os mais novos a suportar o grosso dos custos, pagando a reforma dos mais velhos e poupando (se tal for ainda possível) para a sua velhice, ou devem os sacrifícios ser repartidos pelas diferentes gerações? Eu, tal como o Silva Lopes, não tenho dúvidas sobre qual é a solução mais justa.

De notar que o rácio dívida pública em relação ao PIB e o crescimento económico da Polónia (e possivelmente os montantes a financiar) tornam mais fácil e sustentável o recurso à divída pública para financiar as reformas actuais. Para o caso português será provavelemtne necessário realizar um default parcial.

É Já Daqui a Uma Semana

Filed under: Diversos — João Cortez @ 08:30

A conferência “Liberalismo e Governação – Que Futuro Para Portugal?” que conta com a participação de André Azevedo Alves, Michael Seufert e José Manuel Moreira é já daqui a uma semana no Polo Universitário da Foz da Universidade Católica no Porto.

Inscrições através do email: liberalismogovernacao@gmail.com

Conferencia

Maio 19, 2013

Esperam-se as alternativas…

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,Sondagens — Ricardo Campelo de Magalhães @ 23:38
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Vamos lá a ver: eu também não gosto de cortar nas minhas despesas.

Eu também gostava de ter rendimentos sem trabalhar. Eu também gostava de ter um trabalho em que quando fingia que trabalhava ganhasse o suficiente para uma vida descansada e sem preocupações. Eu não sou masoquista e certamente aprecio um suave “dolce far niente”, seja ele absoluto ou pelo menos relativo – i.e., finjo que faço e ganho como se fizesse.

Eu também gostava que o Estado tivesse dinheiro infinito vindo de Marte para me proporcionar a continuidade do “modelo social” que gerações anteriores “conquistaram”. Que fechando os olhos o problema desaparecesse. Que palavras doces resolvessem o problema actual e pudéssemos todos regressar aos abusos de 2006, 2007 e 2008. Que os “credores” não esperassem que lhes pagássemos de volta.

Eu também gostava de acreditar em todas as fantasias que por aí se dizem em todas as sedes partidárias. Eu também gostava de ignorar a economia, a história, a matemática e a lógica e acreditar na poesia e nos amanhãs que cantam. Eu também gostava de não ter qualquer pudor em mentir, qualquer moral para poder ser popular e qualquer inteligência para permitir ser feliz sem grandes preocupações.

Mas infelizmente sou realista e sei o que se está a passar. A “pool” de recursos físicos a diminuir, o crédito a aumentar, a pirâmide demográfica a inverter, a taxa de juro a evoluir n direcção contrária à necessária, … Sei demais para acreditar que esta “austeridade” seja passageira – sobre a necessidade de equilíbrio de contas, sobre as estratégias dos demagogos (ex: Galamba e a tentativa de sair do Euro para roubar as poupanças dos cidadãos para o estado via cunhagem), sobre a dificuldade de reversão da demografia, sobre como evoluíram no passado sociedades sobre-endividadas e crescentemente avessas aos conceitos de risco, lucro, brio e liberdade.

É assim com um sorriso triste que leio mais esta notícia: Sondagem mostra vontade de renegociar ou denunciar acordo com a troika. Tantos a querer acreditar que não é preciso esforço para sair da solução actual. Se a política do estado se alterasse – no sentido de mais despesa, sublinhe-se – tudo se resolveria. Faz-me lembrar esta imagem: o povo prefere uma mentira piedosa. E já agora a citação da tecnologia “fascismo” no Civ4.

Mostra porque chegamos ate aqui. E mostra que não há muito que se possa fazer. Ou nos adaptamos ou emigramos.
PS: Isto não quer dizer que eu concorde com tudo o que diz a Troika (por exemplo, não concordo com o aumento do imposto sobre os combustíveis). Mas caso não tenham reparado, se não houver o dinheiro deles, muita coisa teria de ser cortada de emergência. O que se calhar também não era mau de todo…

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 18:14

Primitivos com causa, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

De facto, os tempos são de mudança. Em 1974, Richard Nixon caiu após, entre outras habilidades, as tentativas de encobrimento de um assalto à sede dos democratas no complexo de edifícios Watergate, em Washington. Em 2013, o presidente dos EUA afirma impávido que ignorava a generalizada perseguição do fisco às organizações ligadas aos libertários do Tea Party (em europeu, os “radicais” do Partido Republicano) e depara com uma imprensa disposta a engolir a patranha. Woodward e Bernstein, que recomendam moderação nas comparações, reformaram–se? Al Sharpton não se reformou: o pastor, radialista, activista e político tem gozado de abundante tempo de antena para expor a tese de que o envolvimento de Obama na história do IRS é uma invenção de “supremacistas brancos”, incapazes de aceitar um preto na presidência. Parece um argumento sólido, quiçá o argumento de um filme.

Isto é Que é Socialismo

Filed under: Diversos — João Cortez @ 09:37
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Segundo o Jornal i, os três ex-presidentes da república – Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio custam aos contribuintes cerca de um milhão de euros por ano.

A notícia refere ainda que dos três ex-presidentes, Mário Soares é o que tem a maior remuneração anual, no valor de 500 mil euros.

Maio 18, 2013

Gender Equality in shirtlessness

Filed under: Cultura,Internacional — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:55
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Topless Women in Public Not Breaking the Law, Says NYPD:

Ladies of New York , you are free to walk bare-breasted through the city! New York City’s 34,000 police officers have been instructedthat, should they encounter a woman in public who is shirtless but obeying the law, they should not arrest her. This is a good step towards gender parity in public spaces.

This decision means that breast exposure is not considered public lewdness, indecent exposure, or disorderly conduct. It also notes that, should a crowd form around a topless woman, the officer should instruct the crowd to disperse and then respond appropriately if it does not. Relative coverage is no longer a factor.

This policy shift comes after several years of litigation and protest. In the 1992 case People v.Ramona Santorelli and Mary Lou Schloss, the New York Court of Appeals ruled in favor of two women who were arrested with five others for exposing their breasts in a Rochester park, holding the law void as discriminatory.  The ruling was put to the test in 2005, when Jill Coccaro bared her breasts on Delancey Street in New York, citing the 1992 decision, and was detained for twelve hours. She subsequently successfully sued the city for $29,000.

In 2007, Go Topless, a national organization supporting gender equality in shirtlessness laws, established Go Topless Day. Dozens of women protest – often topless – in thirty cities around the United States, promoting equal rights to be shirtless. Protests usually include chants of “Free your breasts.  Free your minds” and a song “Let ‘em Breathe” to the tune of the Beatles’ “Let it Be.”

While some who have witnessed these events have suggested that “[t]his is extreme liberalism and why America’s in decline” or “[i]t’s degrading to women,” others have been supportive. One man even said he would encourage his wife to join them.

Though bare-breasted women might shock the sensibilities of some in the public, it is encouraging to see the police responding positively to gender bias, even on such a seemingly small scale. After all, no one thinks twice about a man shirtless on a summer day. However, the female nipple or chest is still considered “lewd.” By reminding its officers of this, the NYPD is publicly declaring that it will no longer perpetuate unconstitutional gender discrimination, a standard to which all law enforcement should be held and a decision for which it should be applauded.

Footage of the protesters can be found here (NSFW).

“Se um homem pode andar em NY sem nada no tronco, logo uma mulher também pode”. Faz sentido.
Se pensarmos bem, decorre logicamente de outras regras cada vez mais aceites pela sociedade ocidental.
Dá todo um novo ponto de vista à obcessão de Bloomberg com o que as Nova Iorquinas comem.

Vai ser engraçado ver como reage o Médio Oriente.
E melhor ainda ver a esquerda a tomar o partido de Israel contra os Árabes.
E melhor ainda quando a Califórnia passar esta mesma lei.

Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,socialismo,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 03:00
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Um estudo em Francês sobre a França. Apresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.

 

Patriarca

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 00:27

“D. Manuel Clemente é o novo Cardeal-Patriarca de Lisboa” (via Diário Económico)

Ao contrário do senhor Arroja sénior, a mim, as questões religiosas passam-me em geral ao lado. E, neste caso, da nomeação de D. Manuel Clemente como Cardeal-Patriarca da Lisboa, em matérias religiosas, não será diferente. Porém, não posso deixar de notar que, tendo já assistido a muitas conferências e seminários de muitas individualidades ao longo dos anos, D. Manuel Clemente foi uma das pessoas que mais me impressionou; a aura da sua intelectualidade arrebatou-me. Sem dúvida alguma, um homem de elite.

Maio 17, 2013

afinal, faz ou não sentido que a direita seja liberal e conservadora?

Filed under: Diversos — rui a. @ 20:53

Aqui há uns dias defendi neste blog, em dois artigos publicados, que o liberalismo deveria ser colocado na direita político-partidária (não esquecer que a “direita” é, sobretudo, uma posição geométrica…), devidamente acompanhado pela boa tradição conservadora. Por isto eu queria essencialmente dizer que deve ser na direita política que devemos procurar (e encontrar) os valores da liberdade individual, da defesa da propriedade e da livre-iniciativa, do mercado não intervencionado, do governo com poderes limitados, do estado regulado pela lei e pelo direito (não sendo este último a simples expressão da vontade do legislador, mas o acervo das regras sociais espontâneas, gerais e abstractas), mas também a defesa dos valores sociais tradicionais, do respeito pela religião e pela liberdade religiosa, da ordem social que resulta da vivência comunitária e dos princípios, costumes, normas e regras que a conformaram ao longo do tempo. E colocado na direita política por quê? Por várias razões, algumas delas muito longas para poderem ser aqui expostas, mas sobretudo por duas muito pragmáticas: porque isto tem de ser defendido por alguém que aja politicamente na esfera da soberania e porque, se à direita poderemos ter dificuldade em encontrar alguns ou mesmo muitos destes valores, na esquerda não os  encontraremos de certeza absoluta. A maioria dos meus colegas e comentadores manifestou-se assumidamente contra esta ideia, defendendo que a direita era excessivamente conservadora e “bota-de-elástico” para poder ser considerada liberal, e que o liberalismo melhor ficaria distante dela, num qualquer limbo político de que ainda não consegui perscrutar o lugar. Pois bem, hoje tivemos a resposta a algumas destas ansiedades e dúvidas. E ela não nos foi muito simpática.

(mais…)

Causas invertidas

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 20:47

Hoje, e sem que tenha havido um debate minimamente consistente na sociedade portuguesa, foi aprovado um projecto de lei que permite a co-adopção por casais homossexuais.

Mais uma vez, promovem-se diplomas que se centram no egoísmo e na afirmação de “causas”, em vez de se definir aquilo que realmente deveria interessar ao Estado: o superior interesse das crianças.

Uma adopção que pondera como critério inclusivo ou exclusivo (no sentido da exclusão) a identidade sexual dos responsáveis fere a neutralidade que deveria informar estas leis.

O que eu gostaria é que se discutissem leis que definem critérios claros centrados no interesse das crianças, que se promovesse um sistema que avalie se os candidatos à adopção, em concreto, são ou não idóneos para educar uma criança, nas circunstâncias objectivas e subjectivas em que vivem, e face a outros candidatos, e não a consagração de “direitos” baseados em aspectos tão voláteis como a identidade sexual. Esta obsessão do Estado de se meter na cama dos cidadãos, e de alguns cidadãos promoverem o vouyerismo estatal desfoca a discussão daquilo que é essencial.

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