Salário Mínimo

The Minimum Wage por Walter E. Block:

What of the ethics of the matter? Here, again, there can be no controversy. The minimum wage law violates people’s rights to engage in consenting adult behavior. An employer and an employee agree to a wage contract of, say, $5 per hour. Both are considered criminals under this pernicious legislation. But it is a victimless “crime” to pay someone $5 per hour for his labor services, and/or to receive such an amount of money for working. Both parties agreed to this contract! Our society is now in the process of legalizing other victimless crimes, such as those concerning prostitution, drugs, gambling, etc. Many people favor “choice” when it comes to adult behavior without victims. The minimum wage law is a step backwards from these moves in a moral direction. And, yet, paradoxically, it is to a great degree precisely those people who advocate the legalization of these victimless crimes who are the staunchest supporters of the minimum wage law.

We should instead eliminate it entirely, and sow salt where once it stood. More than that. We should criminalize passage of this law. That is, we should throw in jail, or deal with these miscreants as we would other criminals, all those responsible for the passage of this law and for its implementation, such as the legislators who passed such a law, the police who enforced it and the judges who gave it their seal of approval ..

.. Suppose there were a law that explicitly did consign people to involuntary unemployment, not implicitly and indirectly as does the minimum wage law, but direcetly. That is, an enactment such as this: It shall be illegal to employ black people. It shall be illegal to employ white people. It shall be illegal to employ young people. It shall be illegal to employ old people. It shall be illegal to employ Jews. It shall be illegal to employ Christians. It shall be illegal to employ gays. It shall be illegal to employ heterosexuals. It shall be illegal to employ men. It shall be illegal to employ women. How would we treat all those responsible for the passage of such laws and for their implementation such as the legislators who passed such a law, the police who enforced it, the judges who gave it their seal of approval? Precisely, we would throw the book at them. We would penalize them to the fullest extent of the law. Why should we do any less for those responsible for the minimum wage law?

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63 thoughts on “Salário Mínimo

  1. Ricardo, a questão não é a mesma. Na sua questão, está implícita uma protecção que ande de carro. No caso do salário mínimo, este em nada ajuda os que pretende ajudar, bem pelo contrário. É o mesmo que dizer que ‘é proibido, para quem não consegue gerar um certo retorno para o empregador, trabalhar’.

  2. O problema é que o mal maior não é estar desempregado, o mal maior é trabalhar de “borla” ou quase.
    O salário mínimo tem efeitos sociais importantes, o de empurrar os salários para cima.
    Além de que uma negociação entre empregador e trabalhador é uma negociação desiquilibrada pois uma das partes é mais forte do que a outra. É natural que a sociedade se meta pelo meio.
    Já agora, porque é que existem leis obrigando à qualidade da água servida ao público? Se um fornecedor me fornecer água barata mas de qualidade inferior, porque é que existem leis que o impeçam?

  3. Ao ser estabelecido um salário mínimo também está implícita uma protecção para quem trabalha. É o valor que a sociedade considera ser o mínimo para sobreviver. Quem quiser trabalhar por menos, que o faça de borla, em regime de voluntariado.
    O salário mínimo é uma forma de reduzir ligeiramente a assimetria de posições que habitualmente existe entre empregador / empregado. Custa-me a entender o suposto benefício de se poder trabalhar por 150 euros por mês – talvez segundo o princípio “Arbeit macht frei”.

  4. “Custa-me a entender o suposto benefício de se poder trabalhar por 150 euros por mês”

    Admira-me que não tenha dito 50 cêntimos, mas adiante. E o benefício de ganhar zero porque é jovem ou pouco instruído ou pouco qualificado e por conseguinte não consegue justificar o investimento do patrão, entende-o?

  5. A propósito, achei alguma piada quando, no Governo Sombra mais recente, ouvi Ricardo Araújo Pereira desvalorizar a descida do desemprego uma vez que se tratava do resultado de políticas de baixos salários. Bolas! pensei eu, então não era pela via do aumento dos salários que se induzia o aumento do consumo e com isso o crescimento da economia para não falar do aumento da produtividade (derivado da melhoria da motivação dos trabalhadores) e patati patatá… Bem sei que o RAP não é porta-voz do PC (mas não anda muito longe disso) mas, até hoje, ele não deve ter reparado que, sem querer, estava a apoiar pelo menos a manutenção do salário mínimo como forma de combate ao desemprego…

  6. “The minimum wage law violates people’s rights to engage in consenting adult behavior”.

    Este argumento é desprovido de sentido. Seria necessário que as partes no contrato estivessem numa situação de igualdade. Tal como é legitimo regular os mercados financeiros e outros mercados com problemas de assimetria de informação também não me choca a regulação do mercado de trabalho no sector informal da economia e nos sectores que com ele concorrem.

    O que é errado, num perspectiva liberal, é generalizar essa regulação a todos os sectores de actividade. A questão que os liberais devem colocar é qual deve ser a dimensão do setor informal. Por exemplo, se me dizem que a percentagem de trabalhadores que recebem o salário minimo é de 20%, então eu tenho de concluir que das duas uma ou o sector informal é excessivo ou o salário minimo é demasiado elevado.

  7. E eu até admito que a relação empregador vs empregado seja desigual e que haja necessidade de considerar um mecanismo de equilíbrio. O que não tenho a certeza é se o salário mínimo é o melhor mecanismo. Se os seus eventuais benefícios são superiores ao malefícios na criação de desvios do mercado. Principalmente em alturas de elevado desemprego ou contração económica…

  8. Marques Mendes, também será necessário regular os preços do pão, pois há muitos mais consumidores que produtores? Esse argumento é um argumento da treta. Em todo o mercado há assimetrias das que fala, e não o estou a ver a querer controlo de preços na economia toda.

  9. Dizer que o empregador tem mais poder negocial é denunciar mais uma vez a trôpega visão estatista da economia para aplicar a solução demagógica de chapa a uma realidade que é complexa. Há bem mais de dois tipos de indivíduos, nada se decide de forma macro. Um empregado tem tanto mais poder negocial quanto menor for a taxa de desemprego geral, quanto menor for a taxa de desemprego no seu sector de actividade, a sua experiência, qualificações, etc. Tudo factores não passíveis de lhe serem favoravelmente influenciados por leis de salário mínimo, bem pelo contrário.

  10. “Marques Mendes, também será necessário regular os preços do pão, pois há muitos mais consumidores que produtores”.

    A questão não está no número de consumidores ou produtores, que no caso do setor informal até é aproximadamente igual (para cada empregada doméstica há apenas uma dona de casa). A diferença está em que geralmente os contratos de trabalho neste setor, contrariamente aos do pão, são de longa duração e os trabalhadores não têm o mesmo acesso à informação que lhes permita renegociar continuamente as suas condições de trabalho. Por isso, os custos de despedimento e contratação são mais elevados para si do que para a patroa.

    Para além dos argumentos económicos, existem também razões sociais que levam a que uma sociedade civilizada não permita que os salários sejam tão baixos que os trabalhadores preferissem ser escravos a ser cidadãos livres. A escravatura, mesmo que aceite livremente pelos escravos, não pode ser tolerada com base em princípios liberais como ficou amplamente provado no debate entre liberais no século XIX.

  11. “Para além dos argumentos económicos, existem também razões sociais que levam a que uma sociedade civilizada não permita que os salários sejam tão baixos que os trabalhadores preferissem ser escravos a ser cidadãos livres. A escravatura, mesmo que aceite livremente pelos escravos, não pode ser tolerada com base em princípios liberais como ficou amplamente provado no debate entre liberais no século XIX.”

    Verborreia sem qualquer sentido.

    Não há argumentos económicos a favor do salário mínimo e muito menos os sociais. É apenas demagogia intervencionista que prejudica quem mais supostamente quer beneficiar. Há uma grande diferença em propôr algo e consegui-lo. Leis de salários mínimo não são leis de aumento de salários – só a produtividade advinda da experiência, qualificações e empenho podem fazê-lo (e isso leva anos, não de uma dia para o outro com um diploma legal), em suma, apenas o mundo real – são leis de ilegalização de trabalho.

  12. “Não há argumentos económicos a favor do salário mínimo e muito menos os sociais. É apenas demagogia intervencionista que prejudica quem mais supostamente quer beneficiar. Há uma grande diferença em propôr algo e consegui-lo. Leis de salários mínimo não são leis de aumento de salários – só a produtividade advinda da experiência, qualificações e empenho podem fazê-lo (e isso leva anos, não de uma dia para o outro com um diploma legal), em suma, apenas o mundo real – são leis de ilegalização de trabalho.”

    Caro dr. Nuno “Pangloss”. A presunção de que o capital paga o que é justo ao trabalho deixando que seja o capital apenas a decidir o que é justo é tão imbecil que chega a dar pena. Sempre pensei que a direita fosse em geral pessimista mas afinal vejo que é de um optimismo festivaleiro.

  13. Tenho. Num mercado aberto e globalizado não havendo leis salarias a lei de quem paga salários é pagar o menos possível. Se se puder contratar um marroquino por 150 euros por mês porque ele não se importa de morar numa barraca mais 5 outros marroquinos porque raio se há-de pagar 300 euros a um tuga que ainda por cima vai gastar uma barraca a partilhar com outro tuga quando essa barraca serviria perfeitamente para 5 marroquinos.

  14. Refinado.
    Porque a probabilidade do tuga ser mais produtivo (especializado, qualificado, o que quiser) é bastante elevada. Tem de pensar sempre no binómio salário/produtividade.

  15. “Porque a probabilidade do tuga ser mais produtivo (especializado, qualificado, o que quiser) é bastante elevada. Tem de pensar sempre no binómio salário/produtividade.”

    Claro, porque ao analisarmos as perspectivas económicas de uma decisão de efeitos gerais a parte que devemos escolher para representar o todo é a parte minoritária – essa dos empregos altamente especializados e não a maioria que no máximo requer um pequeno treino dado pela empresa. Isto volta a mostrar o seu optimismo panglossiano – escolhamos a minoria mais bem paga e tratemos a economia como se ela fosse a maioria.

  16. Pelo contrário, eu limitei-me a desmontar o seu argumento. Na realidade foi você quem tentou tomar o todo pela parte com essa dos “marroquinos”.

  17. O salário mínimo é zero: é o salário de quem está no desemprego. Por exemplo em Cuba não haverá desemprego e o salário é 15 Euros/mês e não há marroquinos mas niguém é feliz nem este salário mínimo puxou os salários para cima.

    “Se se puder contratar um marroquino por 150 euros por mês porque ele não se importa de morar numa barraca mais 5 outros marroquinos porque raio se há-de pagar 300 euros a um tuga que ainda por cima vai gastar uma barraca a partilhar com outro tuga quando essa barraca serviria perfeitamente para 5 marroquinos” Assim funcionou com os russos, ucranianos, moldavos e outros das terras de leite e mel do comuna e não ouvi queixas dos tugas. Esta mão-de-obra mais barata resolve muitos problemas aos de leste e aos marroquinos e ainda aos autóctones pois cria valor acrescentado a jusante. Apanhar pêras, morangos etc incentiva uma maior venda da fruta, a sua preparação, escolha e encaixotamento, transporte, a produção de compotas e outras valorizações a jusante que cria valor e melhores salários. E esta fase exige liberdade e soluções que só a iniciativa privada e o capitalismo oferecem.
    Foi aqui que o comunismo falhou e no âmbito do qual os salários são todos ao nível de marroquinos: falta de liberdade económica como há por exemplo em Singapura, HongKong, Chile (obrigado Pinochet), etc.

  18. Toda esta discussão tanto um lado como do outro assume que o trabalho deverá ser a fonte do rendimento do trabalhador. Penso que o problema com que o mundo ocidental se depara nos dias de hoje é que com a exportação de grande parte da produção para o Oriente e com a ccrescente automatização e informatização, de facto não existe uma necessidade de “trabalho” suficiente para assegurar “rendimento” a uma grande parte da população. Pelo que o mecanismo e os equilíbrios anteriormente estabelecidos como o salário Mínimo, os direitos e deveres por parte de trabalhadores e empregadores, a proteção do despedimento etc perderam grande parte da sua eficácia pois foram definidos para uma realidade muito diferente da que existe atualmente.

    Tendo em conta que a proporção dos rendimentos obtidos crescentemente se deslocou do fator trabalho para o fator capital, pelo que hoje em dia o relevante para se ter acesso a rendimentos é ter capital e não capacidade de trabalho. Penso que o problema que se põe é o de como lidar com o problema de indivíduos que não têm capital e que consequentemente não conseguem assegurar rendimento sendo que a solução da geração anterior, em que a solução para este problema serio assegurar o rendimento por via do trabalho, já não é possível de ser utilizada por uma grande parte da população.

  19. “Na realidade foi você quem tentou tomar o todo pela parte com essa dos “marroquinos”.”

    – o todo de que eu falei foi da pressão para baixar salários mesmo que a produtividade aumente. Não há razão para pagar 500 se se pode pagar 200 – a produtividade não é chamada para aqui. Você não desmontou nada porque sequer montou o seu argumento. Não há razão para pensar que entre o capital e o trabalho entregando ao capital o arbítrio sobre o salário que o capital vai ser justo – é uma ideia de quem está tranquilo na vida e pensa que pode andar a brincar com os salários dos trabalhadores.

  20. ” o todo de que eu falei foi da pressão para baixar salários mesmo que a produtividade aumente. Não há razão para pagar 500 se se pode pagar 200 – a produtividade não é chamada para aqui. Você não desmontou nada porque sequer montou o seu argumento. Não há razão para pensar que entre o capital e o trabalho entregando ao capital o arbítrio sobre o salário que o capital vai ser justo – é uma ideia de quem está tranquilo na vida e pensa que pode andar a brincar com os salários dos trabalhadores.”

    Enfim, por onde começar?
    Há sim “razão para pensar…” porque esse “todo” que você diaboliza, e que não é mais que a força da oferta e procura, é tanto um constrangimento para as empresas como para os funcionários no mercado de trabalho. Simplesmente, acontece que os primeiros contam com a preciosa ajuda da acção destrutiva dos políticos, como aquela que você coloca num pedestal, para obter vantagem sobre os segundos.
    Melhor seria que não tirasse ilações sobre tranquilidade porque é você que fica excitado com a perspectiva de “brincar” com a vida dos outros.

  21. “Melhor seria que não tirasse ilações sobre tranquilidade porque é você que fica excitado com a perspectiva de “brincar” com a vida dos outros.”

    – não sou eu que quero retirar qualquer poder ao trabalho na definição das leis salariais. Você já viu algum grande movimento de trabalhadores em algum lado do mundo a exigir a abolição do salário mínimo? Eu não. Portanto quem quer agir sem nenhuma representatividade são vocês.

  22. Comunista se tivesse todos dias de acordar a pensar como vai fazer para produzir e vender produto suficiente para ter capital para pagar os ordenados dos seus trabalhadores; iria perceber a ofensa que faz com a sua expressão: “tranquilo na vida” a muitos dos empresários (herois nacionais) que apesar de todas as barreiras deste nanny-state e dos insultos que recebem continuam a lutar…
    Mas enfim caminhamos para uma sociedade onde trabalhar é imoral e quase ilegal, vamos criar uma sociedade estado dependente que todos os dias acorda triste consigo própria mas sem força para se levantar; certamente solidária e equalitária mas sobre o pouco ou nada que restar, pois será pobre de espirito, creatividade, mérito, esforço, dedicação e de orgulho individual em viver…

  23. “a muitos dos empresários (herois nacionais) que apesar de todas as barreiras deste nanny-state e dos insultos que recebem continuam a lutar…”

    heróis eles e os trabalhadores deles, que ganham pouco e estão lá todos dias a horas para trabalhar e, assim parece, são culpados de querer um salário que assegure as suas necessidades mínimas.

    heróis nacionais são os que vivem com ordenados mínimos e abaixo e ainda assim conseguem criar as suas famílias e se calhar ver a filha ou o filho ter uma vida melhor que a dos pais.

  24. Comunista, os salários não são formados pelo que é ‘justo’, mas pela produtividade. Da mesma forma que as pessoas escolhem onde comprar mais barato os produtos lá de casa, também os empregadores fazem o mesmo em relação às suas despesas, sendo a mão-de-obra uma delas. Não há nada de errado nisso, é aliás assim que se aumenta a eficiência.

    Se alguém tem uma produtividade de 500€ e o patrão só lhe dá 150€ como diz, isso cria uma oportunidade para que outro patrão contrate esse empregado e lhe ofereça por exemplo 300€ (fica a ganhar 200€). Mas isso até nem fica aqui, pois ainda existe uma oportunidade de lucro, e coloca pressão para que o salário se aproxime da produtividade. A rapidez com que este processo acontece, depende bastante da procura por mão-de-obra, já por isso se deve abrir o caminho para os empregadores, para que eles surjam e cresçam, aumentando a procura por mão-de-obra. Além disso, com o aumento de capital por parte dos empregadores, isto faz aumentar a produtividade dos trabalhadores, colocando pressão para que os seus salários também aumentem (isto tem de ser acompanhado por uma aprendizagem). O empregador investe em capital material, e o trabalhador terá de investir em capital humano. É uma cooperação, sem qualquer dúvida.

    O empregador é um descobridor, como até já referi aqui. Ele retira valor da sociedade quando faz despesa (por exemplo, compra madeira, está a retirar o valor da sociedade correspondente ao preço da madeira; assim como quando compra mão-de-obra). Algo é tanto mais valioso quanto mais alternativas se prescinde na utilização desse algo. O diamante é muito valioso, pois há muitas pessoas que o gostariam de ter, e como é escasso, há bastantes alternativas para onde o diamante poderia ir. No final, é entregue à pessoa que mais pagou por ele, e para o pagar, teve primeiro que inserir o respectivo valor na sociedade. Os que mais produzem para a sociedade são os primeiros a decidir se ficam com o diamante (isto em livre-mercado). Quando ele junta os produtos que recolheu da sociedade, cria algo e o vende para a sociedade, a um preço maior do que o conjunto das despesas, está a inserir valor na sociedade. Neste processo, a diferença entre o valor que ele insere e o que ele tira da sociedade é o lucro, a sua recompensa (não é bem igual, pois ele insere mais valor na sociedade do que aquele que ganha em lucro). É como uma criança quando joga Legos, ela tem de ir buscar as diferentes peças para as juntar e criar algo com maior valor no final (e tem de descobrir e saber como o fazer).

    Portanto, comunista, se quer aumentar os salários dos trabalhadores, deve aumentar as alternativas que estes têm, e fomentar a acumulação de capital. Só abrindo o caminho para os empregadores. E colocar mais pressão nestes, só vai fazer com que alguns deles deixem de o ser, ou reduzam a actividade, diminuindo a procura por trabalhadores, logo diminuindo os salários.

  25. Comunista,
    “heróis nacionais são os que vivem com ordenados mínimos e abaixo”
    mas porque não monta uma empresa exportadora fora do estado e lhes muito paga melhor? Assim sempre tirava alguns dos seus “herois” das mãos dos exploradores! A sério mostre as suas capacidades… por favor não critique nem insulte se não consegue fazer melhor

    ” e ainda assim conseguem criar as suas famílias e se calhar ver a filha ou o filho ter uma vida melhor que a dos pais.”
    e cada vez menos, pois com a divida que estão a deixar para pagar as regalias auto atribuidas por alguns… que não se pode tocar, são direitos adquiridos, mas sabe quem vai pagar ? os nossos filhos?

  26. Comunista, bem diferente do que se apregoa aos quatro ventos que se quer fazer é o resultado das nossas acções, e não é por repetir ad nauseam o costumeiro discurso pseudo-moralista e que, de forma reveladora, constitui o único elemento do seu discurso, que esta medida passa a ser positiva para os “trabalhadores”.

  27. O que para você é discurso pseudo-moralista para mim é a simples justiça do trabalhador receber no mínimo o suficiente para se manter a trabalhar e ainda poder gozar um pouco os seus dias de folga.

  28. “A sério mostre as suas capacidades… por favor não critique nem insulte se não consegue fazer melhor”

    Ou seja, você não sabe fazer um crlo e portanto acha que o que sabem são heróis a quem deve ser dada todas as prerrogativas sobre os trabalhadores. A vida dos trabalhadores não é coisa para ficar nas mãos do seu complexo de inferioridade. Liberte-se disso.

  29. O comentário do Carlos mostra o que é o incentivo à criação de uma economia de tipo terceiro-mundista.

  30. Comunista, já tive oportunidade de lhe comentar o papel que a oferta e procura tem dos dois lados da formação do preço nesta matéria.
    De qualquer forma, por mais importância que você e outros estatistas em geral se atribuam, e é muita, não tem a autoridade e muito menos a capacidade para formar decisões sobre justiça geral.

  31. Oh, comuna para além da teu catecismo Avante não cosnsegues responder ao básico:
    - Qual a razão de após 2, 3, 4 planos quinquenais e liberdades sindicais os cubanos, num país onde banqueiro não tuge nem muge, o grande capital não põe os pés, as grandes multinacionais nem sabem onde fica- passou da 13 economia mundial para estar abaixo do lugar 150 com salários de 15Euros mês
    - Qual a razão de após 2, 3, 4 e mais planos quinquenais e liberdades sindicais os russos, moldavos, ucranianos, estónios, lituanos apareceram por aqui por causa dos salários;
    - Qual a razão de todos os países que viram comunista tenderem à miséria com mais pobbre e menos ricos que todos os outros?

  32. Nuno, onde é que estão os movimentos de trabalhadores a defender o cancelamento do ordenado mínimo. Uma vez que você garante que é no interesse deles seria relevante ver onde e quando é que os trabalhadores defenderam essa ideia.

    Cuba é um país que sofre a oposição directa do maior potência mundial que consegue ainda constranger a Europa a fazer o mesmo. O Irão está disposto a negociar dados alguns anos de sanções, Cuba já as tem há décadas. Quando os ingleses ameaçaram bombardear Lisboa, Portugal acobardou-se e cedeu, quando os americanos bombadearam Cuba, os cubanos lutaram e não se renderam – isto ninguém lhes tira, é um povo que pode andar de cabeça erguida.

  33. Comunista, nem eu digo que há movimentos de trabalhadores nesse sentido, que eu conheça.
    E tampouco nego que há trabalhadores que ficariam de facto melhores com um aumento do salário mínimo. Mas seria à custa de despedimentos de outros trabalhadores, maior dificuldade de outros ainda arranjarem emprego, mesmo empregos fracos e mal pagos onde poderiam aprender e valorizar, e de diminuição de lucro do empresário (a existir) que, como sabe, em Portugal, na sua esmagadora maioria, não são magnatas. Só digo que é uma medida contraproducente, na minha opinião, e pelos argumentos que apresentei.

  34. A sua perspectiva assenta no abandono por parte do trabalhador do que é o elemento de reivindicação, isto porque para você o salário deve ser calculado pelo capital. Ora, o que você propõe é a infantilização do povo, a ideia de que o papá patrão sabe melhor o que é bom para o trabalhador do que o próprio trabalhador.

  35. Comunista, 3º mundo era a designação dos países que não seguiram o caminho nem do comunismo, nem do capitalismo. Já por isso se chamava 3º mundo. Ora, foi preciso a União-Soviética colapsar para se perceber que sob comunismo se vivia muito pior do que no 3º mundo.
    Além disso, eu apenas descrevi uma parte de economia sob o capitalismo. É perfeitamente ignorante sequer falar em ‘economia’ sob sistema comunista, pois sob comunismo o sistema de preços está eliminado. Ainda quero saber como é que há ‘economia’ sem propriedade privada, outra coisa que não entendo.

    ‘Economia’ não existe no dicionário de um comunista. Para ver uma ‘economia’ precisa de olhar para um país capitalista, não entendendo nada do que isso é.

  36. Se você não gosta do Estado como mediador das reivindicações dos trabalhadores e não defende a infantilização do trabalhador pelo patrão então que fique a luta aberta ao que der e vier – não venha é depois quere chamar a polícia porque ou você quer a mediação do Estado ou não quer.

  37. Continua sem responder comuna: qual a razão de todos os países comunistas empobrecerem logo que o comunismo toma conta deles?

  38. Já lhe disse atrás, e você ignorou, que a oferta e procura é um constrangimento para os dois lados. Não há unilateralismo que não venha na medida exacta dos danos provocados pela “mediação” do Estado.

  39. Continuas sem explicar como é que um trabalhador tendo um único patrão (o Estado) e sindicatos por ele controlados, em vez de vários por onde possa escolher, consegue melhores salários e mais possibilidade de os negociar? Explica para nós entendermos!

  40. Quando um Estado legisla um salário mínimo, o que está a fazer é legislar que não vale a pena abrir negócios que, para sobreviver, necessitem de pagar salários abaixo do estipulado como salário mínimo.
    Existir um salário mínimo é do interesse para toda a economia pois é um incentivo a que o capital existente puxe pelos neurónios e invista em negócios com produtividade elevada.
    Caso não exista um salário mínimo não existe incentivo aos investidores em investirem em negócios de alta produtividade, antes pelo contrário, existe é um incentivo em investir em negócios de baixa produtividade.
    Dizer que a existência de um salário mínimo provoca desemprego é irrelevante. Pessoalmente creio que não provoca mas, mesmo que provocasse isso só significava que se estavam a sacrificar alguns, os desempregados, para o bem da sociedade em geral.
    Compete a esta reconhecer que esse desemprego seria o subproduto de uma estratégia favorável ao desenvolvimento da economia e instituir mecanismos que minorem os problemas dos desempregados.

  41. “Continua sem responder comuna: qual a razão de todos os países comunistas empobrecerem logo que o comunismo toma conta deles?”

    Ó grande imbecil, a maior parte dos que viveram durante o comunismo não partilham a sua opinião:

    “As an apologist for the former East German dictatorship, the young Mecklenburg native shares a majority view of people from eastern Germany. Today, 20 years after the fall of the Berlin Wall, 57 percent, or an absolute majority, of eastern Germans defend the former East Germany. “The GDR had more good sides than bad sides. There were some problems, but life was good there,” say 49 percent of those polled. Eight percent of eastern Germans flatly oppose all criticism of their former home and agree with the statement: “The GDR had, for the most part, good sides. Life there was happier and better than in reunified Germany today.”

    Isto é só um exemplo. Se quiser mais é só procurar.

  42. Oh, imbecil comuna. Responde! Não atires areia: todos vieram do leste para cá trabalhar? Explica comuna!

  43. Explica! Todos os que tenho encontrado viviam miseravelmente. Professores vendiam fruta a -20ºC para poderem comer! Explica comuna! Explica a razão de todos os países comunistas estarem no rankings mais baixos de riqueza e de corrupção? Explica comuna!

  44. Explica como os comunas em dois anos arrasaram a economia portuguesa que crescia a quase dois dígitos e deixou fome, desemprego e o pais na bancarrota. Explica comuna!

  45. Atreve-te e deixa-te de propaganda que ensinaste a Goebeels. Porque razão foi necessário os Gulags e as deportações, comuna? Qual a razão de fuzilarem miúdos de 13 anos por roubarem um pão comuna?

  46. Qual a razão de matarem mais pessoas que todas as guerras, pestes, desastres naturais e epidemias no mundo inteiro? Explica comuna!

  47. «Cuba é um país que sofre a oposição directa do maior potência mundial que consegue ainda constranger a Europa a fazer o mesmo.»

    A premissa terceira do comunismo é a autossuficiência e o desprezo do capitalismo. O Comunista apenas nos diz que um país comunista não se vale a si próprio sem a bênção capitalista.

    «quando os americanos bombadearam Cuba, os cubanos lutaram e não se renderam»

    Na guerra Hispano-Americana de 1898? Quem lutou foram os espanhóis, não os cubanos.(Remember The Maine) Mais uma vez para a independência de Cuba foi preciso um outro país: os Estados Unidos.

    Mesmo quando Cuba recebia da União Soviética migalhas de quase vinte por cento do seu PIB em troca de açúcar, e quado roubava petróleo e bens de equipamento que haviam sido portugueses em Angola, Cuba sempre foi mais pobre do que qualquer outro país verdadeiramente de mercado livre. Nesses dias havia um contra-bloqueio por parte da URSS, muito custoso para esta e muito proveitoso para Cuba. Serviu-lhe de pouco.

  48. ‘O Raio’, dizer que não vale a pena abrir negócios que paguem menos que uma determinada quantia, é o mesmo que dizer que não vale a pena os trabalhadores menos produtivos trabalharem (é o mesmo que proibir-lhes de trabalhar). Mas isto vai para além de economia, vai mesmo para a moralidade. Vamos supor que eu esteja desempregado, não tenho muitas qualificações, e um empregador me propõe um salário abaixo do salário mínimo: agora, quem deve decidir se aceito ou não, é o senhor? é a maioria do povo? ou sou eu? Será que essa decisão é minha ou sua? Será que ainda posso decidir questões que só a mim me dizem respeito?… E se eu aceitar o emprego pouco remunerado, o ‘o raio’ vai defender que me multem, ou que me prendam por eu o aceitar?

    Mais uma vez, é totalmente imoral este tipo de leis. A decisão se o salário é justo deve ser inteiramente minha, já que sou eu que me vou sujeitar ao trabalho. O ‘o raio’ acha que um determinado salário é muito baixo para se trabalhar, rejeite-o. Agora não queira decidir a minha vida.

  49. “O ‘o raio’ acha que um determinado salário é muito baixo para se trabalhar, rejeite-o. Agora não queira decidir a minha vida.”

    O problema é que você quer decidir a vida dos outros. Os trabalhadores na sua maioria defendem a existência de um salário mínimo e se pagar um salário mínimo o incomoda ponha a sua família a trabalhar para você pela merreca que você quer pagar. Os trabalhadores têm mais em que pensar do que em você. Você não é o centro do mundo. Não sei se sabe.

  50. “O ‘o raio’ acha que um determinado salário é muito baixo para se trabalhar, rejeite-o. Agora não queira decidir a minha vida.”

    Apre! O problema é outro, um empregador ter um trabalho que só é rentável pagando um salário demasiado baixo, mesmo que haja quem o aceite, está a prejudicar a sociedade.
    Nem é necessário irmos para considerações se o trabalhador está a ser explorado ou não, o problema é bastante maior pois o que temos em mãos é um empregador que não investe em inovação, restringe o mercado e, em última análise nos prejudica a todos.
    Se um empregador quiser cavar um buraco e conseguir arranjar trabalhadores a ganhar uma miséria contrata uma data deles e dá uma pá a cada um. Se for impedido de fazer isso porque existe um salário mínimo, tem é de investir numa escavadora, contrata um trabalhador, pode pagar-lhe um salário muito superior e faz a obra num ápice. O operador da escavadora tem maior disponibilidade financeira e, portanto, pode adquirir maior quantidade de bens dando trabalho aos fabricantes e fornecedores desses bens e os trabalhadores que ficam desempregados representam uma mão de obra disponível para produzir outros bens. Além de que deu trabalho a quem fabricou e a quem lhe vendeu a escavadora.
    A existência de um salário mínimo não é só uma exigência de esquerda, é uma condição útil, muito útil para o funcionamento de uma economia capitalista.
    O capitalismo tem vantagens e defeitos, no fundo o capitalismo é todos ao molhe e fé em Deus o que impulsiona e muito, a produção e portanto o avanço de qualquer economia. Mas, acarreta em si as próprias sementes da sua destruição.
    Podemos ter vários exemplos:
    O capitalismo, para funcionar, precisa de mercado, isto é, precisa que os cidadãos tenham poder de compra. Ora o interesse individual de qualquer empreendedor é pagar o mínimo possível aos seus trabalhadores e, se todos fizerem isso, estão a destruir o mercado de que dependem. Portanto o interesse colectivo é que a sociedade imponha legislação que defenda a existência e mesmo o crescimento desse mercado, isto é, que impeça o empreendedor de pagar uma miséria a quem lhe fornece trabalho.
    O capitalismo também precisa de concorrência e, se deixarmos o capitalismo funcionar livremente há uns empreendedores mais eficientes que outros e, esses empreendedores vão crescendo e levando os outros à falência. No fim restará um ou pouco mais do que um empreendedor no mercado o que implica o fim da concorrência. Mais uma vez a sociedade é obrigada a intervir com leis antimonopolistas ou similares.
    Isto tudo para dizer que o interesse individual dos empreendedores podem colidir com o interesse colectivo desses mesmos empreendedores e portanto, tem de ser regulado.
    É esta uma das razões porque em todo o lado ou em quase todo o lado, existe salário mínimo.

  51. Comunista: “O problema é que você quer decidir a vida dos outros. ”

    Eu quero decidir a vida dos outros? Sou eu que quero impor que as pessoas sejam proibidas de trabalhar por um determinado salário? Sou eu que imponho a minha opinião na vida das outras pessoas? Mas afinal quem é que diz que ‘todos’ se devem sujeitar ao que eu defendo?

    ‘O raio’, Se há quem aceite o trabalho, é porque esse trabalho coloca a tal pessoa numa posição melhor, de outro modo, rejeitá-la-ia.

    “é um empregador que não investe em inovação, restringe o mercado e, em última análise nos prejudica a todos.” … não sei a que história de banda desenhada foi buscar esta frase. Então alguém que cria oportunidades, está a prejudicar a sociedade? Se essas oportunidades forem piores do que as já existentes, serão rejeitadas. Se eu aceito trabalhar por 300€ por mês, é porque a minha situação anteriormente é pior, de outro modo não aceitaria. Ou seja, pouco importa que os empregadores criem empregos a 10€, ninguém trabalhará para eles por essa quantia, mas a proposta é perfeitamente legítima.
    Não se ajuda as pessoas restringindo as suas hipóteses de escolha. Ao colocar um salário mínimo, é óbvio que se está a restringir o que cada um pode fazer.

    “A existência de um salário mínimo não é só uma exigência de esquerda, é uma condição útil, muito útil para o funcionamento de uma economia capitalista.” … Por isso é que os países com salários mais altos (e menos desemprego) não têm leis de salário mínimo.

    “O capitalismo, para funcionar, precisa de mercado, isto é, precisa que os cidadãos tenham poder de compra. ” … o capitalismo CRIA poder de compra. Lá vem a história patética que a procura é que faz crescer.

    “há uns empreendedores mais eficientes que outros e, esses empreendedores vão crescendo e levando os outros à falência.” .. Obviamente, é precisamente este processo que faz com que as pessoas se tornem mais ricas. A produção industrial (revolução) só foi possível porque anteriormente tinha havido a revolução agrícola que aumentou enormemente a produção de alimentos, e ao libertar pessoas da agricultura, estas puderam dedicar-se à indústria e migrar para as cidades. Não há desenvolvimento económico sem desemprego temporário.

    ‘o raio’ mostra-se completamente ignorante sobre o que é, e como funciona uma sociedade de livre-mercado.

  52. Diferença entre socialismo e capitalismo.
    Sob socialismo, as pessoas fazem filas à espera dos produtos.
    Sob capitalismo, os produtos fazem filas à espera das pessoas.

  53. “Eu quero decidir a vida dos outros? Sou eu que quero impor que as pessoas sejam proibidas de trabalhar por um determinado salário?”

    Eu já ouvi o argumento de que o trabalhador deve ter a liberdade de trabalhar por menos em vez de por mais (como se essa liberdade lhe fosse negada na prática). Se o trabalhador deve ter essa liberdade mostrem lá as manifestaçõea a favor dela?

    Nada impede que o trabalhador pegue no seu salário e devolva ao patrão a parte que acha excessiva.

  54. Não é assim, comunista. O salário é taxado na totalidade. Um salário inferior é menos taxado. Além disso, não há contrato para comprometer as duas partes nesse acordo.

  55. CCCarlitos
    Carlitos,
    Quem cria mercado é obviamente a procura. A oferta, por maior que seja não cria mercado a não ser que haja procura. Parece óbvio!
    Quais são os países com salários mais altos que não têm salário mínimo?
    O desenvolvimento económico necessita de desemprego ou de imigração. Não sei o que é que isto tem a ver com o tema em apreço.

  56. Como é que há mercado, se ninguém trouxer nada para vender no mercado? .. Se for ao mercado municipal, por exemplo, a oferta (os produtos) é que esperam a procura. A procura (definição económica) vem depois da oferta. Ainda me há-de dizer como é que se pode comprar algo que não se tenha produzido.

    Leia este artigo sobre os países europeus que têm e os que não têm salário mínimo (repare bem que países são):

    http://cafehayek.com/2013/11/scott-sumner-has-some-empirical-data-on-minimum-wage-legislation.html

  57. Pingback: Políticas de esquerda aumentam desigualdade | O Insurgente

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