SMN: vida digna?

Quem defende a existência de Salário Mínimo Nacional acredita que a imposição de um valor mínimo de remuneração do trabalho é “garantia de vida digna”.

Mas na reportagem da SIC do passado sábado (video) um jovem sem-abrigo, a viver nas galerias da Gare do Oriente, para escapar à situação actual, disponibiliza-se trabalhar apenas como pagamento de um “cantinho para dormir”. E muitos outros jovens – que provavelmente vivem ainda com os pais e não na rua – também estão desempregados (segundo o INE, 42,1%). Para estes, uma vida digna começaria por um qualquer trabalho, mesmo que seja de baixa remuneração. Só assim poderiam provar quão produtivos podem (ou não!) ser, medida bem mais credível que algumas centenas de palavras escritas no currículo.

Vida digna? Acabem com o salário mínimo nacional.

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116 thoughts on “SMN: vida digna?

  1. Qualquer jovem consegue trabalhar de borla se quiser. O que não falta para aí são jovens a trabalhar de borla. E realmente é uma pena que as empresas não possam contratar pessoas sem abrigo para trabalhar por um prato de sopa, isso é que era aumentar a produtividade!

  2. Certos cursos incluem estágios não remunerados mas, no fim destes, isso não significa que tais jovens sejam suficientemente produtivos para justificarem custos, para a empresa, de €8.402,63/ano.

    PS: DavC, não gostei nada do seu sarcasmo. Várias décadas atrás, primeiro emprego dos meus pais e familiares praticamente só dava para comprar diariamente prato de sopa. Mas foi assim que mostraram, no início, a sua vontade de trabalhar e capacidade de produzir.

  3. O autor deste excelente artigo julga que vai abrir os olhos a algum esquerdista? Não são só os olhos deste, também o cérebro está encerrado!

  4. Só queria lembrar o BZ, como já várias vezes foi referido por mim e por liberais aqui neste blog, que Hayek era a favor de um valor universal que garantisse as necessidades básicas.

    “The assurance of a certain minimum income for everyone, or a sort of floor below which nobody need fall even when he is unable to provide for himself, appears not only to be wholly legitimate protection against a risk common to all, but a necessary part of the Great Society in which the individual no longer has specific claims on the members of the particular small group into which he was born.”

    Que o salário mínimo nacional não seja bem isto que Hayek pretende, aceito. Como aceito a discussão de que o valor de quase 500 euros seja demasiado alto para quem quer pagar renda, luz, água, gás, alimentação e roupa. Não sei se é um valor irrealista. O BZ acha que é. Aceito a discussão.

    Não pode, no entanto, estar em causa em nenhum dos lados da contenda que um valor tem de existir para evitar situações como as que ambos vimos no noticiário e como as que refere.

  5. Qualquer pessoa pode trabalhar pelo valor mínimo que muito bem entender. Basta dar inicio de actividade como profissional independente e passar recibos.
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    E aqui sim. Neste capitulo deve o governo legislar no sentido de desonerar os trab. independentes de pagamentos MÍNIMOS de impostos e taxas de contribuição para a SS.
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    Dessa forma o Mendigo podia prestar os seus serviços ao preço que entender e, quem sabe, chegar a milionário.
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    Já não é aceitável que um empresário seja incitado por má polítca a substituir os seus trabalhadores que recebem o SMN por outros mais baratos.
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    Se um négocio depende de mão de obra abaixo do actual SMN, que é ridiculamente baixo, é um negócio que não interessa promover, excepto em países como o Bangladesh. A inexistencia de um SMN convida os empresários a investirem, pois, em negócios de merda.
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    Rb

  6. No post do BZ o que ele pensa jâ estâ implicito, mas no comentârio 2 fica perfeitamente claro: o que ele gostava mesmo era que as coisas voltassem a ser como eram hâ umas dêcadas atrâs, tempos dos quais os meus pais têm perfeita memoria. Trabalho â jorna onde quem ê chamado nesse dia ê que ganha algum (deve ser isso a que chamam Flexibilidade), longas jornadas em troco de um prato de sopa e um canto num quarto com mas 4 ou 5 na mesma situaçao, etc.

    Ha uma coisa que o BZ e outros por aqui nao conseguem meter na cabeça: o SMN ê a remuneraçao minima a troco de uma jornada diaria de trabalho de 8h. Se uma empresa quiser contratar alguem para trabalhar 2h por dia (seja porque nao precisa dessa pessoa mais do que essas horas ou porque quer avaliar primeiro as competencias da mesma) pode pagar apenas um quarto do SMN. Uma jornada de 8h pressupoe, na maioria dos casos, que o empregado nao pode ter outro emprego, portanto o rendimento desse mesmo emprego tem de ser o suficiente para assegurar a sua estabilidade financeira.

  7. Este tipo de posts não trazem grandes adeptos para o “liberalismo” nem para uma sociedade com valores cristãos.

    Já estou a imaginar a fazer-me uma fortuna:

    – O sr BZ chega à Urgência e está com um enfarte do miocárdio, uma dor torácica terrível… Prestes a ter uma paragem cardíaca.

    Eu: Agora que o sr está nessa condição precária ou paga 1 000 000 euros e me passa toda a sua fortuna para o meu “nome” ou então… já foste…

    Capacidade de negociar e assimetria de autonomias no momento das mesmas negociações… parece-lhe bem?

  8. “DavC, não gostei nada do seu sarcasmo. Várias décadas atrás, primeiro emprego dos meus pais e familiares praticamente só dava para comprar diariamente prato de sopa. Mas foi assim que mostraram, no início, a sua vontade de trabalhar e capacidade de produzir.” – o BZ não aprecia o meu sarcasmo, eu não aprecio o seu sadismo de achar que em 2013 as pessoas devem viver nas condições de familiares seus (e meus, já agora) de há não sei quantas décadas atrás.

    Quanto ao resto, se acham que 1M de desempregados se devem ao SMN, isso diz muito acerca do tipo de política económica que nos anda a desgovernar.

  9. Pingback: Os resultados do Estado (dito) de “Bem-Estar” | O Insurgente

  10. “Não pode, no entanto, estar em causa em nenhum dos lados da contenda que um valor tem de existir para evitar situações como as que ambos vimos no noticiário e como as que refere.”

    Jónatas, pode sim estar em causa! A situação descrita na reportagem passa, também, pela exclusão do mercado de trabalho daqueles menos produtivos. A existência de um valor mínimo abaixo do qual não se aceita trabalho deve ser uma opção individual.

    PS: tudo o que Hayek escreveu não é (pelo menos para mim) dogma! Solidariedade só faz jus à palavra quando realizada por cada um de nós.

  11. E não se podia mandar abater, “O trabalho liberta”, os que têm a mania de receber salário ? Tirando é claro os iluminados postadores e comentadores liberais do Insurgente, que nasceram com o Dom de saber como singrar na vida, resta saber à custa quem

  12. “Qualquer pessoa pode trabalhar pelo valor mínimo que muito bem entender.”

    Rb, as razões que apresentas logo a seguir tiram qualquer sentido a esta frase.

    “Se um négocio depende de mão de obra abaixo do actual SMN, que é ridiculamente baixo, é um negócio que não interessa promover, excepto em países como o Bangladesh.”

    Promoção ou não promoção de negócios deve ser papel do mercado, não de qualquer política. Ou seja, qualquer negócio deve depender da existência (ou não) de quem esteja disposto a trabalhar voluntariamente para a empresa e clientes interessados em comprar o produto/serviço comercializado.

  13. “o que [BZ] gostava mesmo era que as coisas voltassem a ser como eram hâ umas dêcadas atrâs, tempos dos quais os meus pais têm perfeita memoria.”

    Murezzan, lamento, má interpretação! O que disse é que os jovens hoje deviam ter as mesmas oportunidades que os meus pais tiveram de aprender e mostrar capacidades de trabalho. É seu engano se pensa que, décadas depois, eles ainda trabalham por um prato de sopa.

  14. Concordo com a posição do BZ.

    A discussão sobre a existência de um SMN gera naturalmente polémica e existem argumentos dois lados que merecem ser respeitados. Mas no caso dos jovens parece-me menos discutível o facto de o SMN dificultar a vida a muita gente à procura do primeiro emprego e de ganhar alguma experiência profissional.

    Neste caso nem se pode colocar tanto a questão do “salário digno” porque a maior parte destes jovens depende dos familiares, sendo que a alternativa a um salário baixo é não receber salário nenhum, não reduzir a dependência face a familiares (com o devido peso nos rendimentos destes) e não adquirir a experiência necessária para poder procurar um emprego com melhor remuneração. Isto traduz-se numa maior lentidão no arranque das carreiras profissionais e independência destes jovens. Mais, sendo a “precariedade” laboral tão atacada pela esquerda, a existência de um SMN incentiva a que sejam encontradas soluções de trabalho mais precário para estes jovens, como o trabalho a recibos verdes. Enfim, apenas mais um exemplo dos efeitos perversos da regulação excessiva que temos.

  15. “Capacidade de negociar e assimetria de autonomias no momento das mesmas negociações… parece-lhe bem?”

    maurogermano, qualquer trabalhador tem uma muito importante capacidade negocial: não é obrigado a aceitar o trabalho proposto.

  16. “o BZ não aprecia o meu sarcasmo, eu não aprecio o seu sadismo de achar que em 2013 as pessoas devem viver nas condições de familiares seus (e meus, já agora) de há não sei quantas décadas atrás.”

    DavC, em 2013 acho que cada pessoa devia ter a oportunidade de decidir por si própria.

  17. Podia-se voltar às oportunidades que os meus avós tiveram, no principio do século XX, alguns iam para aprendizes de um qualquer oficio, pagavam ao mestre para lhes ensinar alguma coisa, levavam umas lambadas no lombo quando faziam algo mal e lá iam “progredindo”

    Note-se que ser aceite como aprendiz era um privilégio normalmente por cunha ou amizade

    Já agora seguindo a mesma linha de intervenção social, porque não cobrar a um qualquer fulano quando é mandado embora, despedido, a utilização das instalações e meios da empresa onde esteve ? Sempre ajudava a economia e acabava-se com a chatice dessa coisa das compensações

  18. “E não se podia mandar abater, “O trabalho liberta”, os que têm a mania de receber salário ?”

    Pisca, a sua liberdade acaba onde a dos outros começa. Abater (ou intenção de o fazer) é, por isso, razão para preocupação.

  19. “Promoção ou não promoção de negócios deve ser papel do mercado, não de qualquer política”

    O que o “mercado” promove é a venda na Europa de camisolas rascas de 12 € para dar um pires de arroz e um túmulo de betão a quem trabalha no Bangladesh, isso é apenas o que o “mercado” promove hoje em dia porque mais ninguém (empresário ou trabalhador) consegue concorrer com essa estrutura de produtividade tão eficiente…

  20. “deviam ter as mesmas oportunidades que os meus pais tiveram de aprender e mostrar capacidades de trabalho.”

    Nem em novilíngua se podia dizer melhor: ser explorado é agora “oportunidade de aprender e mostrar capacidades de trabalho”…

  21. É que nem podia ser melhor…mal se prova a capacidade de trabalho vai-se para o desemprego para dar lugar a mais um explorado, perdão, alguém “que precisa de mostrar capacidade de trabalho”…

  22. dervich, no Bangladesh a produtividade dos trabalhadores é baixa (quer por falta de qualificações quer por escassez de capital). E um pires de arroz pode ser óptima alternativa a morrer de fome. Parece que quem compra as tais “camisolas rascas” é bem mais solidário que você. Ou o que escreveu é suposto ser considerado hipocrisia porque afinal também possui roupa fabricada num qualquer país asiático???

  23. “ser explorado é agora “oportunidade de aprender e mostrar capacidades de trabalho”…”

    jhb, é melhor ficar em casa sem trabalho a enviar centenas/milhares de currículos que tentam convencer os empregadores que uma aposta neles (não fundamentada) justifica, para a empresa, encargos mínimos de €8.402,63/ano?

  24. BZ: o tipo do Enfarte tem sempre a hipótese de ir a outro Hospital, mas entretanto já deve estar morto. Digamos que não existindo empregos disponíveis, abordar o problema, centrando-o na existência dum salário mínimo, é permitir basicamente, alguém que não tem opção, escolher entre levar um murro no estômago ou um pontapé nas canelas. Devem existir mais opções que não estas não?

    Discutir o valor dum salário mínimo ainda vá que não vá, mas na tradição portuguesa actual, o mais provável seria oferecer um estágio profissional ou período probatório e depois ,terminado este, vir outro. Digamos que num espírito de “engadgement” do “trabalhador” na sua “empresa” é de boa prática oferecer um valor digno e adequado à capacidade do empregador como forma de ambos ( empresa e funcionários) crescerem

    Quantas empresas em Portugal concedem incentivos com base na produtividade ou com base nos lucros da empresa?

    Sendo a desigualdade algo natural, desigualdade excessiva leva a uma percepção de injustiça e falta de moral que corrompe os valores duma sociedade. Uma sociedade já corrompida pela falta de moral e injustiça como a nossa caminharia alegremente para o seu fim.

    A percepção da desigualdade também é de elementar bom senso uma questão a ter em conta: apesar de hoje, em média, vivermos como um rei de há 150 anos, por exemplo, e portanto só teríamos que estar gratos… o que nos leva a estar insatisfeitos?

  25. E ê isto. Temos de comprar malas Prada por 3000 euros para sermos solidarios com os empregados no Bangladesh que ganham 1 euro por dia, se tanto, pois sô assim eles poderao melhorar a sua situaçao. Como se eles fossem ganhar mais por isso… Ê assim BZ ? Ha uns sêculos o argumento do BZ seria “Temos todos de beber cafe de origem Brasileira para que os escravos lâ vejam a sua vida a melhorar”.

    Agora sem ironia: BZ se vier defender a liberalizaçao dos despedimentos (dando, digamos, 2 meses de aviso a qualquer empregado antes desse despedimento acontecer) eu estou completamente consigo. Isso sim ia dinamizar a economia, nao ê os contratos a prazo nem a aboliçao do SMN.

  26. Mas o BZ afinal está a centrar a questão na existência do salário mínimo ou nos encargos paralelos? São discussões diferentes, penso eu…

  27. “Sendo a desigualdade algo natural, desigualdade excessiva leva a uma percepção de injustiça e falta de moral que corrompe os valores duma sociedade.”

    maurogermano, que moralidade há em excluir do mercado de trabalho aqueles menos produtivos através da imposição de um salário mínimo? Liberdade individual não faz parte, para si, dos “valores duma sociedade”?

  28. Como é que o caro BZ explica então que nos estados americanos onde existe salário minimo o desemprego seja menor que nos estados onde não existe SM. Não explica, nem pode explicar. E não pode por não existe racionalidade economica em prescindir de um SMN quando o mesmo é menor do que 60% do Salário Médio da população. Esta percentagem resulta dos estudos levados a cabo pela OCDE.
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    A Suiça, por ex,. não tem SMN, mas tem acordos sectoriais. O salário minimo acordado para o sector da restauração é de 1900 euros.
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    O que o caro BZ podia defender, tendo o meu absoluto acordo, seria na existencia de um SMN diferenciado por idade, regiões e sectores de actividade.
    .
    Isso sim, seria uma demonstração de racionalidade económica e social.
    .
    Ricciardi (Rb)

  29. Claro que há sempre aqueles jovens que têm país com capacidade para os sustentar e financiar estudos até aparecer uma oportunidade melhor e aqueles que por azar do berço têm que se fazer à vida com o que aparecer. Tudo na liberdade de cada um decidir por si próprio nesse admirável mundo novo liberticida proposto por estes “liberais”.

  30. “O que o caro BZ podia defender, tendo o meu absoluto acordo, seria na existencia de um SMN diferenciado por idade, regiões e sectores de actividade.
    .
    Isso sim, seria uma demonstração de racionalidade económica e social.”

    Como aquela existente na África do Sul? Sim, um excelente exemplo de racionalidade económica e social.

  31. “Isso sim ia dinamizar a economia, nao ê os contratos a prazo nem a aboliçao do SMN.”

    Murezzan, a essência do post não é sobre uma qualquer política para “dinamizar a economia” mas, sim, dar liberdade contratual para todos os que querem trabalhar, mesmo que sejam oportunidades abaixo do SMN.

  32. DavC,

    Admirável mundo novo? Deve viver num mundo diferente. Naquele onde eu vivo sempre existiu, existe e, aparentemente, sempre existirá desigualdade. Talvez se surpreenda, mas são muitas vezes aqueles que, por azar, têm que se fazer à vida de que este país realmente precisa. Se pelo menos tivessem uma oportunidade de mostrar o seu valor. Esses são os primeiros a emigrar.

  33. “Mas o BZ afinal está a centrar a questão na existência do salário mínimo ou nos encargos paralelos?”

    €8.402,63/ano corresponde a SMN de €485 + Segurança Social (23,75%) x 14 mensalidades. Se determinado candidato não mostrar que pode produzir mais que esse valor, fica no desemprego.

  34. “Como é que o caro BZ explica então que nos estados americanos onde existe salário minimo o desemprego seja menor que nos estados onde não existe SM.”

    Rb, nos EUA existe um salário mínimo nacional. Ou seja, é aplicado em todos os 50 estados!

  35. “Claro que há sempre aqueles jovens que têm país com capacidade para os sustentar e financiar estudos”

    E se próprios pais não quiserem financiar então o DavC está disposto a pagar? A formação (em entidade de ensino ou empresarial) também deve ser uma escolha individual, a ser paga por quem acha que dela beneficiará.

  36. Não desconverse: qual é a fatia que o trabalhador recebe directamente? Discuta-se a alteração das regras , não o fim delas.

    A liberdade não é o único valor que o ser humano preza e essa fica directamente ameaçada face à falta de segurança e sentido de justiça.

    Será a percepção de justiça um valor maior que liberdade? Ou não existem uma sem a outra?

    Pense lá um bocadinho… de que liberdade fala? O tipo que está sem emprego e a morrer de fome é assim tão diferente dum qualquer BZ que chega a um Hospital com um enfarte do miocárdio? Sem opção? O mais certo é mal recupere da “chantagem” fizesse a folha, se pudesse, ao seu chantagista… e porquê? Porque percebeu que estava a ser explorado. Já pensou no porquê da economia portuguesa não ser competitiva? É devido ao salário mínimo ou devido à cultura nas empresas? Sejam elas “privadas” ou públicas… é um clima total de desconfiança que faz pender o equilíbrio para baixo e não para cima… O “trabalhador” não trabalha mais porque mesmo que exista lucro o que irá ver é zero, num caso contrário, o “patrão” não pode ambicionar que todos trabalhem melhor porque o “trabalhador” vai achar que não vai cair nada para o lado dele… É a desconfiança absoluta.

    Será falta de envolvimento na empresa e no trabalho um dos factores da nossa falta de competitividade? Não vejo nunca isto a ser discutido mas penso que um dos problemas radica neste ponto.

  37. «Rb, nos EUA existe um salário mínimo nacional. Ou seja, é aplicado em todos os 50 estados!» bz
    .
    Está mal informado.
    .
    Rb

  38. “O que o caro BZ podia defender, tendo o meu absoluto acordo, seria na existencia de um SMN diferenciado por idade, regiões e sectores de actividade.”

    Rb, só lhe falta um “danoninho”!!! A melhor diferenciação é deixar ao livre-arbítrio de cada indivíduo ;)

  39. “Está mal informado.”

    Rb, queira então corrigir esta entrada no Wikipedia (tem total liberdade para o fazer!):

    In the United States, workers are generally entitled to be paid no less than the statutory minimum wage. The federal government mandates a nationwide minimum wage level of $7.25 per hour, while some states and municipalities have set minimum wage levels higher than the federal level, with the highest state minimum wage being $9.19 per hour in Washington as of 2013.

  40. Claro. E se não tiver dinheiro para pagar…vai trabalhar. E se não arranjar trabalho a culpa é do SMN.

    Respondendo à questão, sim estou disposto a pagar, via impostos, para viver num país em que as pessoas não perdem oportunidades por não terem dinheiro para tirar um curso.

  41. «A melhor diferenciação é deixar ao livre-arbítrio de cada indivíduo »bz
    .
    Mas um individuo não pertence a um sociedade organizada e com objectivos comuns, como a ideia de nação, pátria, religião, valores?
    .
    Rb

  42. Estava aqui a ler a tese do Mestre Samuel Paiva Pires e tropecei nisto: “Para que se não possa abusar do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder trave o poder” de Montesquieu, encontrei um paralelismo nesta situação que relatava… do tipo que não tem opção caso queira sobreviver face a alguém numa posição hegemónica. Ora isto numa lógica de concentrar poder/capital numa perspectiva não de criação de mais riqueza mas de ter uma posição negocial de proporções desiguais e claramente a roçar o indecoroso/pouco cristão( assumindo que o potencial empregador detinha uma posição muito mais favorável), a tendência actual seria tornar todos os que não têm hipótese negocial ( não existência de subsídios de desemprego e ausência de empregos) à escravatura…

    isto porque me parece fazer crer que quer iniciar o Mundo neste preciso momento, fazer tábua rasa da História, imaginar que um só factor é um medicamento de cura duma sociedade e fazer de conta que não existem muitas outras condicionantes a abordar antes de chegar a este ponto.

  43. «queira então corrigir esta entrada no Wikipedia» bz
    .
    Mas pode ler o que vem a seguir. É que os estados tem liberdade de fixar o seu próprio SM. Existem estado abaixo do SM federal e acima.
    .
    E este é o meu ponto. Os estado que praticam salarios abaixo do SM federal não lograram obter menos desemprego que os outros que praticam o SM acima do SM federal.
    . :)
    .
    Rb

  44. Rb,

    “Mas um individuo não pertence a um sociedade organizada e com objectivos comuns, como a ideia de nação, pátria, religião, valores?”

    Não!!! Uma sociedade organizada e livre coexistem as diferenças de cada um. Desde que respeitem a liberdade dos outros.

    “É que os estados tem liberdade de fixar o seu próprio SM.”

    Exacto. Acima do salário federal, não abaixo! Talvez seja melhor citar o “United States Department of Labor”:

    “Note: Where Federal and state law have different minimum wage rates, the higher standard applies.”

  45. Em suma, a existencia de um SMN, dentro de valores equilibrados (<60% do salario médio) não belisca o emprego. Não há estudos empiricos que corroborem a ideia de que da inexistencia de um SMN devém menos desemprego. Mas existem estaudos empiricos vários (ocde) que demonstram que a empregabilidade não é afectada quando o SMN se situa abaixo dos 60% do salario médio.
    .
    E não podia ser de outra forma. Então, se o salario médio resulta da interação das forças de mercado, um percentagem de SMN indexada a esse salário médio de mercado, é tambem ele, de mercado.
    .
    Rb

  46. maurogermano,

    “A liberdade não é o único valor que o ser humano preza e essa fica directamente ameaçada face à falta de segurança e sentido de justiça.”

    Segurança e justiça são consequências da liberdade.

    “é um clima total de desconfiança que faz pender o equilíbrio para baixo e não para cima…”

    Então porque razão há tantos trabalhadores a receber salários acima do SMN???

  47. «Uma sociedade organizada e livre coexistem as diferenças de cada um. Desde que respeitem a liberdade dos outros.» BZ
    .
    Então, se os outros acham bem a existencia de um SMN, o individuo tem que acatar. Ou não?
    .
    Rb

  48. “Pois, BZ, mas vc está errado. Existem vários estados com SM abaixo do SM federal:”

    Pois Rb… mas dado que citei o “United States Department of Labor” aparentemente é o próprio Estado Federal norte-americano que acusa de estar errado! :/

  49. “se os outros acham bem a existencia de um SMN, o individuo tem que acatar. Ou não?”

    Leia melhor o que escrevi! Eu disse (e Rb citou!!!): “Desde que respeitem a liberdade dos outros.”

  50. “se o salario médio resulta da interação das forças de mercado, um percentagem de SMN indexada a esse salário médio de mercado, é tambem ele, de mercado.”

    Não Rb, porque essa barreira é artificial. Um indexante do salário médio apenas identifica o valor abaixo do qual os menos produtivos ficam no desemprego. Num mercado livre o salário mínimo é factor particular de cada indivíduo.

  51. Basta haver um post sobre SMN aqui no Insurgente para virem os comunistas e os sociais-“democratas” em hordas assegurar que sim, é possível por decreto o rendimento total e individual, que não gera desemprego, que não dificulta o início da carreira profissional, que não aumenta a probabilidade de se estar desempregado por longos períodos, que a oferta e procura é subjectiva, que trabalhos remunerados abaixo do SMN são imorais e como tal não devem ser permitidos, etc, e que quem é contra é porque é rico. Enfim, todo um compêndio de piruetas intelectuais e argumentativas que até teriam graça não gozassem estas opiniões de grande prestígio junto da classe que nos governa.

  52. As ideias que o BZ defende são incompatíveis com um Estado Nação ou qualquer noção de comunidade. O anarquismo é uma utopia muito perigosa…

  53. Rb, reveja o site sugerido. Talvez o elucide a si!!!

    As of January 1, 2013:
    18 states and D.C. have minimum wages above the federal minimum wage.
    23 states and VI have minimum wages the same as the federal minimum wage of $7.25.
    4 states and PR have minimum wages below the federal minimum wage (the federal minimum thus applies).
    5 states have not established a s state minimum wage.

    Volto a citar o Department of Labor: “Where Federal and state law have different minimum wage rates, the higher standard applies.”

  54. “As ideias que o BZ defende são incompatíveis com um Estado Nação ou qualquer noção de comunidade.”

    maurogermano, elabore! De que forma a liberdade de arranjar trabalho abaixo de um valor arbitrário é incompatível com uma noção de comunidade? Talvez prefira uma comunidade que exclui os mais fracos e menos produtivos. Eu não.

  55. “Talvez prefira uma comunidade que exclui os mais fracos e menos produtivos. Eu não.” lol…

  56. “22. No Bangladesh a produtividade dos trabalhadores é baixa (quer por falta de qualificações quer por escassez de capital). E um pires de arroz pode ser óptima alternativa a morrer de fome”.

    O que é que interessa se a produtividade de cada um é baixa se as empresas lá (pelos vistos) têm uma produtividade alta?

    Em contraste, os europeus têm uma produtividade individual alta mas estão de braços cruzados porque as empresas constituidas por eles têm uma produtividade baixa… Este mundo é engraçado!…

    Um pires de arroz pode ser óptimo para eles e também é óptimo para o empregador não precisar de dar nem um chavo de indeminizações às respetivas famílias quando eles morrem às centenas…nem pagar baixas, nem pagar férias, etc, etc, afinal existe outro paraíso na terra depois do Qatar, é o Bangladesh!…

    Quanto a nunca te comprado nada de um país oriental, talvez possa um dia assumir esse compromisso se os produtos vierem um dia com a antigamente tradicional etiqueta “made in”, a qual convenientemente caiu em desuso…

  57. DavC, deixar sem trabalho quem não produz mais que o SMN é motivo de riso? Lamento saber desta forma o quanto se interessa pela situação dos desempregados :(

  58. Rb, a sua observação sobre o facto de existir maior desemprego em alguns estados com salário mínimo mais baixo faria mais sentido se todos os estados partissem da mesma situação e tivessem indicadores económicos semelhantes. Mas todos sabemos que existem profundas assimetrias entre as várias regiões dos Estados Unidos. Fará sentido comparar, por exemplo, a Georgia com Washington, que tem um PIB per capita 25% superior e se situa noutro extremo do país?

    Possivelmente, esta análise faria mais sentido comparando a relação entre o salário mínimo, salário médio e emprego.

  59. Podem-me explicar porque razão Alemanha, Suíça, Finlândia, Suécia, Noruega, Islândia, Itália, Liechtenstein e Dinamarca não têm legislação de salário mínimo? É que estes são precisamente os países mais ricos da Europa. Os sindicatos na Finlândia até são contra a legislação de salário mínimo pois sabem que resulta em desemprego. No entanto, é perfeitamente legítimo os trabalhadores organizarem-se e obterem ajuda ‘colectiva’ nos sindicatos, sem intervenção governamental. Nestes países, qualquer pessoa pode trabalhar pela valor que quiser. Legislação de salário mínimo é uma medida fascista que atenta contra a liberdade individual. Se o meu filho aceita trabalhar para uma empresa por 300€, o empresário também aceita, que legitimidade tem o governo (ou o ‘povo’) de lhe dizer que ele não o pode fazer. Mas esta mentalidade é típica dos países latinos, tanto querem que tanto perdem. E é perfeitamente lógico que estes países (latinos) nunca serão ricos. Como é devido, acabando o crédito, os portugueses voltarão para a pobreza, assim como o Brasil, a Argentina, Espanha, Venezuela e Bolívia.

  60. http://www.economist.com/blogs/economist-explains/2013/05/economist-explains-5?fsrc=scn/fb/wl/bl/ee/youthunemployment

    The effects of youth unemployment can persist for years. Those who begin their careers without work are more likely to have lower wages and suffer joblessness again later in life. The economic loss can be substantial, too, and not just in the form of higher welfare payments. Part of these losses may be due to missing out on training and experience accumulation that typically occurs with young workers. But younger workers typically change jobs at much higher rates than their older counterparts, and these job switches are responsible for most of a worker’s wage growth early in a career. Workers forced into bad matches or no matches end up on a productivity trajectory well below what they might otherwise have expected. One estimate suggests that the total economic loss from youth unemployment was equivalent to 1.2% of GDP in Europe in 2011.

    Nem de propósito. O artigo não refere o salário mínimo, mas penso que não é difícil perceber a influência deste ;)

    PS: Acerca da discussão dos salários mínimos nos estados unidos: correlação não significa causalidade, se calhar os que aumentaram o salário mínimo foram os que já tinham maior produtividade e menos desemprego, não o contrário. Aliás, se olhar para o cenário nos “estados” europeus, vê provavelmente a correlação oposta. Just saying…

  61. dervich,

    “O que é que interessa se a produtividade de cada um é baixa se as empresas lá (pelos vistos) têm uma produtividade alta?”

    Pergunta não faz sentido. Os salários são baixos porque a produtividade da empresa é baixa. Seja por falta de qualificações dos trabalhadores ou escassez de capital.

    “Um pires de arroz pode ser óptimo para eles e também é óptimo para o empregador não precisar de dar nem um chavo de indeminizações às respetivas famílias quando eles morrem às centenas…”

    Explorar a tragédia de Savar não lhe dá maior razão sobre o SMN. Pergunte a qualquer cidadão do Bangladesh e claro que eles preferiam maiores salários. Mas se implementarem, por exemplo, um SMN igual ao português a taxa de desemprego subirá bastante acima da nossa.

    “talvez possa um dia assumir esse compromisso se os produtos vierem um dia com a antigamente tradicional etiqueta “made in”, a qual convenientemente caiu em desuso…”

    Talvez na roupa que usa. A sua mãe corta-lhe as etiquetas para não arranhar pele? É que minha camisa tem etiqueta que diz “Fabricado na China”.

  62. “Nestes países, qualquer pessoa pode trabalhar pela valor que quiser.”

    Carlos, penso que na maioria desses países existe, para cada sector, salários mínimos negociados com sindicatos. Melhor que nossa situação mas, mesmo assim, não é alternativa tão livre como afirma.

  63. Carlos:

    Porque nesses paises os sindicatos têm força negocial e sao respeitados e fazem-se respeitar, tal como em qualquer democracia moderna. Em Portugal tal nao acontece, por multiplas razoes, por isso o estado teve de legislar para colmatar essa lacuna.

    Mas aqui tem outros exemplos de paises sem SMN: Cambodja, Djibouti, Eritreia, Etiopia, Namibia, Somalia, Zimbabwe. E entao, qual deles lhe serviria de modelo para Portugal ?

  64. “E como é que se evitam abusos?”

    almareado, cabe a cada trabalhador decidir o que, para ele, é abusivo. Por exemplo, na reportagem da SIC, pagarem o suficiente para ter um cantinho para dormir não é, para o jovem sem-abrigo entrevistado, um abuso.

  65. Tem razão BZ, existem. Mas qualquer pessoa poderia, em teoria, trabalhar pelo valor que quisesse. A questão é que não acontece, pois as empresas querem ter o apoio dos sindicatos (este sistema incentiva a relação empresa-sindicato) e os trabalhadores claro, também são favoráveis a este sistema.

  66. “E entao, qual deles lhe serviria de modelo para Portugal ?”

    Murezzan, acredita mesmo que a inexistência de SMN é razão da pobreza desses países? Se sim, receio que precise de muito mais estudo económico…

  67. BZ no Bangladesh o salario ê baixo porque a produtividade ê baixa ?

    http://www.arabnews.com/news/450709

    Over the past decade, major players in the fashion industry have flocked to Bangladesh, where a minimum wage of about $ 38 a month has helped boost profits in a global business worth $ 1 trillion a year.

    Nao BZ, nao ê a produtividade que ê baixa, ê a capacidade negocial que ê baixa, bem como o nivel democratico e civilizacional. A consequencia das suas ideias BZ era tornar Portugal noutro Bangladesh. Vâ lâ e veja como ê, talvez mude de ideias.

  68. Murezzan, certamente que a legislação do salário mínimo não é o mais importante até. A grande maioria dos países que referenciou têm uma grande hostilidade contra a propriedade privada ou então nem é reconhecida. Esse é, de longe, o principal responsável pela situação miserável desses países. Veja por exemplo Mauritius, ou então Botzwana. Estes serão, num futuro breve, ‘potências’ de África. Veja porquê: http://www.youtube.com/watch?v=3l3bJr8DkSc

  69. BZ nao acredito nem deixo de acreditar, o Carlos escolheu alguns exemplos que lhe convinha, deixando de fora a Holanda, França, Reino Unido etc. e eu escolhi outros. Ou acredita que o nivel de vida na Suiça e Liechtenstein, por exemplo, ê alto por causa de nao haver salario minimo ?

  70. Carlos: nesses dois existe SMN. Entao em que ficamos ? Ê isso que se debate aqui, se o SMN deve existir ou nao. E como o Carlos aponta e muitissimo bem, depende do contexto.

    Mas para o BZ nao depende, devia ser simplesmente abolido por uma questao dogmatica.

  71. Eu não disse que o nível de vida neste países era alto devido à inexistência de salário mínimo. A questão é como as pessoas e os governos nestes países lidam com a economia que leva a que sejam mais prósperos. O salário mínimo é apenas um exemplo. Legislação de salário mínimo provoca desequilibros e afecta particularmente os menos produtivos, além de ser contra a liberdade de associação das pessoas, mas não é nem de perto o maior problema de Portugal.

  72. “nao ê a produtividade que ê baixa, ê a capacidade negocial que ê baixa, bem como o nivel democratico e civilizacional.”

    Murezzan, da roupa produzida no Bangladesh o maior valor acrescentado está no design e marca. Que pertencem às empresas de moda ocidentais. Logo, a produtividade da indústria de vestuário naqueles países é baixa.

    Mas é o SMN que impede Portugal de se tornar um Bangladesh? Talvez, então, eles lá devessem aumentar o salário mínimo para se diferenciarem dos restantes países asiáticos!!! Claro que a actual taxa de desemprego de 5% passaria a ser “bocadito” maior…

  73. «Não Rb, porque essa barreira é artificial» BZ
    .
    Ser artificial não é argumento racional.
    .
    A racionalidade devém de se perceber duas coisas:
    .
    1º Percebermos que existe um valor máximo para um SMN. Estudos empiricos demonstram que um determinado nível de SMN em face do Salario Médio é indiferente no impacto sobre o desemprego.
    .
    2º Percebermos que existe um valor que assegure o mínimo de dignidade da pessoa humana.
    .
    3º Percebermos que não existe liberdade de escolha em situações de miséria. A liberdade do mendigo é a sujeição a toda e qualquer proposta da contraparte. O preço da dignidade deve ser, pois, suportada por todos. E porquê?

    a) porque o ser humano não deve poder ser explorado em situação de fraqueza decorrente da sua condição do momento.
    b) porque se eu, como empresário, pudesse contratar trabalhadores sem emprego ao preço da uva mijona, por um prato de lentilhas, o mais provável era despedir os meus actuais funcionários e substitui-los por aqueles. Daqui nunca resultaria mais emprego, mas sim substituição de emprego, degradando-o.
    .
    Em suma, a liberdade individual e contratual entre as partes é importante, mas deve estar condicionada a valores humanos superiores que devêem da cultura de cada povo, história, práticas, leis, costumes etc e não por ideologias internacionalistas frequentemnete individualistas.
    .

    Rb

  74. “Mas para o BZ nao depende, [SMN] devia ser simplesmente abolido por uma questao dogmatica.”

    Não Murezzan! Por uma questão de liberdade de cada indivíduo poder escolher qual a remuneração mínima pela qual aceita trabalhar. E não ser banido para o desemprego só porque alguém impõe, administrativamente, um limite.

  75. Rb, quase que percebia alguma coisa de economia. Tente encontrar, empiricamente, a influência de um serial killer em Portugal, olhando para o número de assassínios em Portugal antes do serial killer, e durante o serial killer actuar. Quero ver se encontrará indícios se que houve efectivamente um serial killer. O mesmo acontece com o salário mínimo, a influência no emprego, se este for baixo, até pode ser pequena, mas para os menos produtivos, é devastador, pois atira-os para o desemprego, sem qualquer esperança de conseguirem um emprego. Além disso, é claro que existe possibilidade de escolha na miséria, desde que o governo não esteja a destruir oportunidades afastando aqueles que as podem criar. Enfim, neste seu último comentário estão presentes umas quantas falácias…

  76. Rb,

    “Estudos empiricos demonstram que um determinado nível de SMN em face do Salario Médio é indiferente no impacto sobre o desemprego.”

    Diga isso ao jovem sem-abrigo da reportagem!

    “Percebermos que existe um valor que assegure o mínimo de dignidade da pessoa humana.”

    Esse valor cabe a cada indivíduo decidir.

    “Percebermos que não existe liberdade de escolha em situações de miséria.”

    Não existe porque o SMN lhes retira essa escolha e os coloca, literalmente, na miséria.

    “Em suma, a liberdade individual e contratual entre as partes é importante, mas deve estar condicionada a valores humanos superiores que devêem da cultura de cada povo, história, práticas, leis, costumes etc e não por ideologias internacionalistas frequentemnete individualistas.”

    Que é cultura do povo português aceitar que alguns fiquem no desemprego porque não são suficientemente produtivos já sei. Mas questionar a moralidade dessas práticas não é ideologia. É defender a liberdade de trabalhar, para TODOS os portugueses.

  77. Carlos, a chave nesta questão não é cientifica, muito menos ideologica. É apenas uma questão de bom senso e equilibrio.
    .
    A suiça por exemplo tem um sistema que me agrada. Não tem SMN instituido, mas a lei obriga a negociações entre os representantes de cada sector de actividade, dos patroes e dos trabalhadores, com vista a estabelecer um valor minimo ajustado ao sector aonde estão inseridos, à região, bem como a idade dos trabalhadores.
    .
    O estabelimento de um SMN foi uma forma de se deixar de competir entre empresas do mesmo país através dos salários exploratórios, elegendo a excelencia de gestão e capacidade empresarial em detrimento da ciganagem de ir buscar constantemente os miseraveis. Se não fosse o SMN é bem provavel que ao país afluissem pessoas de todo o 3º mundo que trabalhariam por 50 euros ao mês.
    .
    Porque vejamos, o que eu vejo nos argumentos do BZ para defender que o empresário deve poder contratar o Mendigo a troco de um prato de sopa, não diferem muito dos argumento do tempo da escravatura.
    .
    Existem limites para a decência. O estabelecimento de um SMN equilibrado é benefico para controlar os impetos menos próprios, e desumanizantes, de certa e determinada gente.
    .
    Da mesma forma que não pode exigir a um trabalhador que trabalhe sem protecção ou segurança no trabalho, tambem não pode exigir que ele trabalhe tendo como salario um prato de lentilhas.
    .
    Veja isto, não sob ponto de vista ideologico, teorico, mas sim pelo prisma do bom senso.
    .
    Portugal está um país radicalizado. Os comunas lutam por um crecsimento do SMN imparavel; os liberais lutam por um decrescimento igualmente imparavel. Algures no meio está a razão.
    .
    Rb

  78. “o que eu vejo nos argumentos do BZ para defender que o empresário deve poder contratar o Mendigo a troco de um prato de sopa, não diferem muito dos argumento do tempo da escravatura.”

    Então está a ver muito mal. E com tal cegueira ideologicamente socialista nem o maior farol o vai conseguir fazer ver. É pena :(

  79. Rb,

    “Percebermos que existe um valor máximo para um SMN. Estudos empiricos demonstram que um determinado nível de SMN em face do Salario Médio é indiferente no impacto sobre o desemprego.”

    Então se não tem impacto no desemprego é porque não tem impacto no rendimento das pessoas… Se não tem impacto no rendimento das pessoas, é porque não serve o seu suposto “objetivo”. Daí não compreender porque o senhor(a) seja tão defensor de um SMN.

  80. Em vez de um salário mínimo poderia haver um rendimento mínimo garantido universal de um valor adequado para satisfazer as necessidades básicas de cada um.

  81. BZ voce arrota prai sobre desembrego mas nao vi aqui mais nada que cegueira dogmatica absoluta sobre aboliçao do SMN sem pensar em todas as consequencias que seriam tornar Portugal num Bangladesh, onde o desemprego ê 5% e sempre existe salario minimo. O sem-abrigo seria metido num contentor (o seu cantinho para dormir) com mais 4 ou 5, davam-lhe uma raçao diâria para sobreviver e assim viveria atê morrer enquanto o patrao passeava deliciado no seu novo classe S. Lei do mais forte, esta ê a civilizaçao que o BZ quer implementar em Portugal.

    BZ eu emigrei nao porque nao arranjasse trabalho, a ganhar o SMN eu arranjava onde quisesse, o problema ê que em Portugal nao consigo ter uma vida independente (muito menos constituir familia) com ele. Largue os livros e vâ experimentar um pouco do mundo real.

  82. @maurogermano,

    “As ideias que o BZ defende são incompatíveis com um Estado Nação ou qualquer noção de comunidade. O anarquismo é uma utopia muito perigosa…”

    Morri logo com a primeira frase.
    O anarquismo mata que se farta.
    O anarquismo invade que se farta.
    O anarquismo taxa que se farta.
    O anarquismo oprime que se farta.

    Meh.

  83. @Murezzan,

    ironicamente, é o Estado o principal responsável por muitos dos baixos salários existentes em Portugal. Quando o IEFP força quem busca trabalho a aceitar uma de três ofertas, está a reduzir o poder negocial dessas pessoas. Os empregadores que a ele recorrem sabem disso e baixam as ofertas.

    Temo mais as pessoas bem intencionadas, que sabem o que é melhor para mim, do que o mais vil dos exploradores.

  84. Eu sou por um salário mínimo como o de Cuba onde a Roubolução enriqueceu a malta

  85. «Então está a ver muito mal. E com tal cegueira ideologicamente socialista nem o maior farol o vai conseguir fazer ver. É pena » BZ
    .
    Para um libertário, à falta de melhores argumentos, tudo aquilo que se lhes opõe é, invariavelmente, socialista. A bunch of socialists.
    .
    Mas não é assim. O mundo evoluiu.Imediatamente depois da escravatura, as pessoas passaram a viver pior do que quando eram escravas, mesmo assim não se pode dizer que abolir a escravatura foi uma má opção, não é?
    .
    Na revolução industrial as condições laborais miseraveis que o ultra-liberalismo foi impondo aos trabalhadores, resultou numa consciencia mais ampla da necessidade em regular esses desmandos oportunistas que sempre existem nas pessoas. Legislou-se então, sucessivamente pelos diversos países, acerca de horarios de trabalho, segurança e salario minimo. A Igreja chama ao Salario Minimo de Salario JUSTO concordante, pois, com os valores católicos, e considera Justa a remuneração que possa assegurar dignidade minima humana.
    .
    O SMN surgiu, pois, pela necessidade de controlar os excessos. A escravatura encapotada. E surgiu muito bem.
    .
    O que se pode e deve discutir, não é um Valor Minimo de dignidade, mas sim se o Valor fixado ou a fixar é um valor economicamente aceitável. Quer dizer, o valor do SMN não pode ser um valor que inviabilize a natureza geral dos negócios. Deve ser um valor equilibrado e em justa relação com o Salário Médio da população.
    .
    Como acima referi, os estudos da OCDE efectuado a vários países encontram que não existe relação conflituosa entre o desemprego e o estabelecimento de um SMN até determinada percentagem do Salario Medio.
    .
    .
    Relativamente ao exemplo do mendigo, queria apenas dizer ao BZ que, se fosse permitido contratar o mendigo a troco de um prato de sopa, o mais provavel é que outrém ficaria sem trabalho, para que o empresário pudesse contratar alguém a tão baixo custo. Aliás, se fosse permitido contratar gente abaixo do SMN, os empresários desatavam a despedir os actuais funcionários que ganham o SMN e passavam a contratar os desempregados ao preço da uva mijona.
    .
    Ou seja, abolir o SMN não se traduziria em mais emprego. Nada disso. Traduzir-se-ia em pior emprego, com o mesmissimo nivel de desemprego.
    .
    Rb

  86. O pessoal que escreve este tipo de postsestá disposto a receber mais do que um cantinho para dormir? Se não está, por que não está?

  87. Enganei-me. queria dizer: O pessoal que escreve este tipo de posts está disposto a receber apenas um cantinho para dormir e uma sopinha? Se não está, por que não está?

  88. “para os trabalhadores que recebem o salário mínimo, um aumento de 5% desse salário reduz em 3 pontos percentuais a probabilidade de se manter empregado”…

    Mário Centeno, O Trabalho, uma visão de mercado, 2013

    Tudo o resto constante, salário mínimo mais alto = mais desemprego, o resto é conversa.

  89. @Rb,

    “Relativamente ao exemplo do mendigo, queria apenas dizer ao BZ que, se fosse permitido contratar o mendigo a troco de um prato de sopa, o mais provavel é que outrém ficaria sem trabalho, para que o empresário pudesse contratar alguém a tão baixo custo. Aliás, se fosse permitido contratar gente abaixo do SMN, os empresários desatavam a despedir os actuais funcionários que ganham o SMN e passavam a contratar os desempregados ao preço da uva mijona.”

    O mendigo teria de aceitar esse pagamento ou
    os outros mendigos teriam de aceitar igualmente para que se tornasse prática corrente ou
    os empregados poderiam renegociar o seu vencimento ou
    os empresários poderiam aumentar a produção ou
    os clientes poderiam recusar negociar com uma empresa que paga empregados com pratos de sopa ou
    as outras concorrentes poderiam invocar a má reputação dessa empresa ou
    os empresários nem sequer arriscariam prejudicar a sua reputação, pagando abaixo do salário mínimo ou
    ou…
    ou…
    ou…

    Escola normativa = queijo suíço

  90. Portanto, estamos a chegar ao foco do problema:

    As empresas do Bangladesh têm uma produtividade de m**** mas são rentáveis porque “o maior valor acrescentado está no design e marca”…

    Ora o design e a marca foram, ou são, desenvolvidos no Ocidente, mas quem cá trabalha na Europa não vê um chavo desse valor acrescentado…o qual também não fica no Oriente porque claro, já se sabe, “a produtividade deles é baixa”…

    A questão é – Quem fica então com esse colossal valor acrescentado?!!…

    Será que você está convencido que consegue manter a viver na miséria um planeta inteiro durante muito tempo?! Não devia alimentar esses pensamentos utópicos (para si)…

  91. Supor que nao existe salario minimo.

    Supor que vários trabalhadores aceitam trabalhar por 3 refeições diarias.

    Supor que vários trabalhadores aceitam trabalhar por um quarto e um banho diário.

    Agora explique-me onde é que isso resolveria os problemas do país, se os problemas do país são derivados da abundância de mercadorias e da falta do consumo das mesmas mercadorias, que reproduzem todo os sistema economico? O facto que descreve assemelha-se mais ao sistema eocnomico esclavagista, onde se trabalha por comida, que ao sistema de reprodução capitalista.

    Explique-me também como é que esses trabalhadores que podem viver de caridade cristã, qual a razão de se sujeitarem a trabalho de sobrevivencia humana e escrava, se a abundância de mercadorias está acessivel no banco alimentar e em outros alojamentos cristãos e evangelicos de forma gratuita?

  92. É impossivel reproduzir o capitalismo, da maneira que descreve. O trabalho por um cantinho. O sistema capitalista caracteriza-se pela faculdade do capital explorar trabalho humano, para reproduzir mais capital. A razão actual da crise está fundamentada no facto do capital não precisar mais de explorar trabalho humano, devido à revolução micro-electrónica, o que sabota o proprios fundamentos do capitalismo e provoca as crises que estamos a assistir. Bem pode a esquerda gritar por direito ao trabalho, e a direita gritar pela liberdade no trabalho. Porque o trabalho humano extingiu-se, com ele o Estado e todos os fundamentos de reprodução do sistema capitalista.

  93. Pingback: A pobreza, o salário mínimo nacional e os resultados do Estado Social | O Insurgente

  94. “É impossivel reproduzir o capitalismo, da maneira que descreve. O trabalho por um cantinho. O sistema capitalista caracteriza-se pela faculdade do capital explorar trabalho humano, para reproduzir mais capital. A razão actual da crise está fundamentada no facto do capital não precisar mais de explorar trabalho humano, devido à revolução micro-electrónica, o que sabota o proprios fundamentos do capitalismo e provoca as crises que estamos a assistir. Bem pode a esquerda gritar por direito ao trabalho, e a direita gritar pela liberdade no trabalho. Porque o trabalho humano extingiu-se, com ele o Estado e todos os fundamentos de reprodução do sistema capitalista.”

    Lol, Zeitgeist much?

    “O sistema capitalista caracteriza-se pela faculdade do capital explorar trabalho humano, para reproduzir mais capital.”

    Nope.
    Fundamentos do capitalismo:
    1. Direito de propriedade de meios de produção (descentralização da capacidade produtiva).
    2. Adiamento do consumo para formação de capital (poupança).

    O resto é conversa para boi dormir.

  95. 100 comentarios BZ, nao ê todos os dias. Posso discordar de si mas aprecio como se presta ao debate aberto e frontal.

    Agora vai ter ê de lidar com os ciumes do AAA que ja anda a tentar ganhar comentarios aqui e no DE à custa deste debate…

  96. ” porque se eu, como empresário, pudesse contratar trabalhadores sem emprego ao preço da uva mijona, por um prato de lentilhas, o mais provável era despedir os meus actuais funcionários e substitui-los por aqueles. Daqui nunca resultaria mais emprego, mas sim substituição de emprego, degradando-o.”

    Isto só seria verdade nas empresas de trabalho indiferenciado e não-especializado. E nesses trabalhos, já existem trabalhadores que trabalham de graça: chamam-se máquinas. A substituição de qualquer funcionário minimamente qualificado por um “mendigo a trabalhar por um cantinho e uma sopa” seria sempre um prejuízo para a empresa. As empresas que o fizessem acabariam por não sobreviver.

    Um sem-abrigo está sempre num ciclo vicioso do qual não consegue (na maior parte das vezes) sair sem ajuda. Permitir que um “mendigo trabalhe por um cantinho e uma sopa” acaba por ser melhor para a sua dignidade do que viver sem-abrigo e miserável. No fundo, se lhe chamassem “Programa de Reinserção Activa de Sem-abrigo no mundo do trabalho”, com um grupo de trabalho que dirigisse uma sub-comissão especializada e um grupo de acompanhamento com vista a “fornecer formação profissional em regime de internato” pouca gente se opusesse….

  97. @PedroS,

    “Um sem-abrigo está sempre num ciclo vicioso do qual não consegue (na maior parte das vezes) sair sem ajuda. Permitir que um “mendigo trabalhe por um cantinho e uma sopa” acaba por ser melhor para a sua dignidade do que viver sem-abrigo e miserável. No fundo, se lhe chamassem “Programa de Reinserção Activa de Sem-abrigo no mundo do trabalho”, com um grupo de trabalho que dirigisse uma sub-comissão especializada e um grupo de acompanhamento com vista a “fornecer formação profissional em regime de internato” pouca gente se opusesse….”

    ^ ^
    Isto.
    Damn right, bro.

  98. Inacreditável o que já se ousa propor e a quantidade de anormais que há por aqui. Talvez um dia o liberalismo chegue ao ponto em que seja tolerável que um sem-abrigo cheio de fome tome para si a propriedade dum qualquer liberal e satisfaça as suas necessidades. Então se acham que a sociedade não deve dispender recursos a proteger a dignidade humana dos mais fracos, porque os há-de dispender a proteger a propriedade dos mais fortes?

  99. É oficial: O SMN não garante dignidade!

    Estes aqui ganham 1 €/dia e não se sentem dignos, manifestam-se e tudo…

    http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=73879

    Entretanto vamos ficar sem saber se estes aqui

    http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=74744

    tiveram oportunidade de “aprender e mostrar capacidades de trabalho”

    Por outro lado, eu cá continuo à procura de etiquetas “made in” nas minhas camisas (nas calças ainda encontro “uns made in China”), não encontro uma sequer, só encontro uns nomes italianos todos finos…
    Pelos vistos já nem tenho dinheiro para comprar aos chineses e, afinal, tenho sido é um benemérito (foi esse o termo que você usou, BZ?!) para esta gente…Longe de mim lutar contra a natureza do “mercado”!

  100. guilherme martins: “Porque o trabalho humano extingiu-se…” olhe que não, está a caminho mas ainda faltam umas décadas. seja como for não lhes chame capitalistas, que eles nem capitalistas são, são feudalistas puros e duros.

  101. Conheço quem trabalhe há anos na agricultura a troco de comida e dormida. Nunca ninguém o impediu. Conheço também quem trabalhe em part-time, e receba MENOS que o SMN,e tudo perfeitamente legal. Leio ainda anúncios de pessoas a oferecerem-se para trabalhar a troco de comida ou outros géneros ou serviços. Conheço ainda um site de uma senhora que se propôs viver de trocas durante um ano, com 1111 euros. Portanto, não percebo onde está o impedimento legal, seja por SMN ou RSI, de o jovem sem abrigo da reportagem da SIC arranjar trabalho nestas condições e nem percebo qual o impedimento legal de alguém ao alguma empresa lhe propor um acordo nestas condições. Considero-me políticamente de direita e simpatizante liberal e concordo com quase todos os posts do BZ, já antes deste blog, desde por ex. o célebre post do “Como ter um milhão de euros quando se reformar”, e efectivamente acho que a existência de SMn ou RSI são distorções ao mercado livre mas sei que há formas de contornar isso hoje em dia e que o BZ não tem em conta na equação que faz neste post.

  102. Quero dar os parabens a este grande visionario de acabar com o SMN, tenho outra grande ideia, o regresso da escravatura! ISso sim, bons tempos!

  103. Ah, que isto de começar o dia sem acusações de carácter e demagogia de socialistas nem era a mesma coisa!

  104. “se fosse permitido contratar gente abaixo do SMN, os empresários desatavam a despedir os actuais funcionários que ganham o SMN e passavam a contratar os desempregados ao preço da uva mijona.”

    Rb, use o mesmo raciocínio e explique porque razão os empresários não desatam a despedir os actuais funcionários que ganham mais do que o SMN e passam a contratar os desempregados ao preço do salário mínimo nacional.

  105. “O pessoal que escreve este tipo de posts está disposto a receber apenas um cantinho para dormir e uma sopinha? Se não está, por que não está?”

    O valor que estou disposto receber dependerá sempre da minha capacidade de produzir!

  106. “Será que você está convencido que consegue manter a viver na miséria um planeta inteiro durante muito tempo?”

    Dervich, estou convencido que o SMN consegue manter muitos portugueses na miséria durante muito tempo!

  107. “Explique-me também como é que esses trabalhadores que podem viver de caridade cristã, qual a razão de se sujeitarem a trabalho de sobrevivencia humana e escrava, se a abundância de mercadorias está acessivel no banco alimentar e em outros alojamentos cristãos e evangelicos de forma gratuita?”

    guilherme martins, explique-me porque razão quem prefere não depender da caridade dos outros deve ser excluído do mercado de trabalho.

  108. “O sistema capitalista caracteriza-se pela faculdade do capital explorar trabalho humano, para reproduzir mais capital.”

    guilherme martins, se acredita nisso só tem uma solução: nunca faça poupanças, ainda se torna capitalista sem sequer saber.

  109. “Então se acham que a sociedade não deve dispender recursos a proteger a dignidade humana dos mais fracos, porque os há-de dispender a proteger a propriedade dos mais fortes?”

    irra, que dignidade humana é essa se lhe retira o direito de trabalhar só porque não é suficientemente produtivo?

  110. “efectivamente acho que a existência de SMn ou RSI são distorções ao mercado livre mas sei que há formas de contornar isso hoje em dia e que o BZ não tem em conta na equação que faz neste post.

    ja, infelizmente as formas de contornar isso mantêm desempregada 18% da população activa.

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