Há quem esteja muito entusiasmado com a possibilidade destas eleições autárquicas servirem de antecâmara para uma aproximação efectiva entre o PS e o BE que, após as eleições legislativas, permita uma coligação. É, naturalmente, uma ilusão – nitidamente correlacionada com a insatisfação de muitos deputados socialistas com a liderança de Seguro. Isto porque o principal obstáculo a essa aproximação é o próprio BE, que não tem qualquer interesse nessa aproximação – o que é evidente pelos termos que estabeleceu: rasgar o memorando e dizer não à troika. Pode o PS rasgar o memorando que assinou? Não pode. Pode o PS rejeitar o diálogo com as instituições internacionais que constituem a troika? Não pode. E, não podendo, não há margem para os dois partidos se aproximarem. O BE não é, nunca foi, um partido de compromissos. Tudo isto é óbvio. Só não vê quem não quer.
Março 14, 2013
9 Comentários »
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Oh Cristo, eu esperava para ver. É que por vezes “Cristo desce à terra”.
Comentário por josé M — Março 14, 2013 @ 18:05
Poder pode, e penso que é o que vai acabar por acontecer. A vergonha já não é característica do PS, faz muito tempo.
Comentário por Gst — Março 14, 2013 @ 18:06
Um partido que não se consegue entender em relação a quem o lidera, pode alguma vez entender-se com quem quer que seja? O BE é um tiro no pé.
Comentário por Jónatas — Março 14, 2013 @ 18:51
Diz Cristo: “Pode o PS rasgar o memorando que assinou? Não pode.” Olhe que pode, olhe que pode, Cristo.
Cristo ainda parece acreditar que os politicos tem alguma nocao de dignidade, moral ou palavra. Nao tem, nenhum deles. So vivem em funcao daquilo que lhe garanta o maior numero de votos e uma possivel tomada de poder. E’ so isso mesmo que lhes interessa: PODER!
Comentário por fernandojmferreira — Março 14, 2013 @ 19:02
Offtopic:
Climategate 3.0
Já um pouco atrasado, mas há que avisar a navegação que a password foi libertada.
http://fiel-inimigo.blogspot.pt/2013/03/climategate-30.html
Comentário por RD — Março 14, 2013 @ 20:51
Os socialistas, mesmo depois de Portugal ter sido obrigado a arregaçar as mangas para fazer as reformas que nunca nenhum partido foi capaz de executar em democracia decidiram pelos vistos aproveitar o momento para se juntar a uma malta que vive na ilusão.
Teimam mesmo em não cair na real.
Com esta joint-venture PS/ BE acredito que agora vão andar por aí a tirar umas passas de charro (alguns é mais álcool) e a cantarolar para ir mantendo entretida a nação…
Comentário por vivendipt — Março 14, 2013 @ 21:50
Exemplos de partidos e movimentos meramente “de protesto”, que quando a ocasião de integrarem governos recuaram: Syriza, os nacionalistas flamengos da Bélgica, ou o do Beppe Grillo. São partidos-folclore, como o BE.
Comentário por Aladdin Sane — Março 14, 2013 @ 22:49
Renovo a pergunta feita ao Insurgente aqui há dias: Quantas pessoas leva a Praça do Vaticano por m2 ?
João Pedro
Comentário por João Pedro — Março 15, 2013 @ 21:33
“Cristo ainda parece acreditar que os politicos tem alguma nocao de dignidade, moral ou palavra.”
Precisamente. E além disso coisas ditas impossíveis terão de acontecer.
Comentário por lucklucky — Março 16, 2013 @ 00:00