Keynesian School of Alfama

“O FMI e a austeridade” de Ricardo Reis (Dinheiro Vivo)

[É] extraordinário ouvir os supostos keynesianos que surgem nesta altura a exigir aumentos na despesa e no défice para estimular a economia. Curiosamente, nos tempos de expansão económica, estas pessoas raramente defendem que se corte na despesa e se acumule um excedente orçamental para usar nos maus tempos, o lado menos glamoroso das políticas keynesianas, mas que se fosse feito era o melhor remédio contra a austeridade presente.

Mais curioso, se é tão óbvio que cortar o défice vai contrair tanto a economia que acaba por aumentar a dívida e tornar mais difícil o seu pagamento, então por que raio é que não há um único credor privado disposto a financiar o nosso défice?

Não é só o FMI, mas todo o mundo parece ignorar a sapiência de que se alguém te deve tanto que não parece ter hipótese de te pagar, então deves emprestar-lhe cada vez mais. Quando um banco faz isto a um privado, para que ele invista em novas aventuras e com muita sorte descubra a fortuna que escapou no passado, chamamos irresponsável ao banco e zombie ao devedor.

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14 pensamentos em “Keynesian School of Alfama

  1. Quando se ouve o nome Ricardo Reis o que surge à mente é o seu bate palmas a Greenspan no momento em que a sua imprudência entregou uma parte do mundo à desgraça. Nada a fazer. Era nesses momentos que se esperava de quem escreveu essas linhas, ou de quem quisesse parecer competente, que um juro mais elevado e uma regulação mais séria a quem vive de ganhar a vida com o dinheiro dos outros iriam ser benéficos.

  2. Não se percebe nada do seu comentário. Mas também não importa. Quando quiser comentar o que está escrito no post, força. De resto, recomendo que crie o seu próprio blog para dar azo a pensamentos avulsos.

  3. “nos tempos de expansão económica, estas pessoas raramente defendem que se corte na despesa e se acumule um excedente orçamental para usar nos maus tempos”

    Onde estão os escritos de Ricardo Reis, nos tempos de expansão económica, a reclamar contenção no crédito público e privado? Dessa altura só me lembro de lhe ouvir gritar hossanas a juros baixos e desregulação. O Miguel não entendeu isto e acha que não tem a ver com o post. Tudo bem.

  4. Se me explicar em que é que isso invalida o que ele escreveu aqui e onde é que ele está errado na crítica aos pseudo-keynesianos eu repondo.

  5. Resolveu evitar a minha pergunta. Mas ainda assim.

    Essa explicação complemtamente errada. Não explica porque acumulamos tanta dívida pública. É que não há ali nenhum mecanismo automático que obrigue a isso. E se quer saber porque é que o problema (mesmo em relação á dívida externa) é do estado e é este que tem de realizar um grande ajustamente pode ver aqui: http://oinsurgente.org/2013/02/27/o-ajustamento-em-curso-explicado-em-dois-segundos-e-meio/

  6. O texto do Jorge Costa que o Miguel linka, segundo percebi, aponta para a poupança das famílias como derradeira tábua de salvação. Talvez seja. Só é pena o Banco de Portugal tudo fazer para a contrariar afundando as taxas de juro dos depósitos para valores abaixo da inflação e transformando-a em instrumento de imolação e martírio, servido-se das famílias para expiar os pecados dos bancos.

  7. “Nem a propósito”
    Ainda bem que “achou” esse artigo. Não percebo é o seu entusiasmo dado que refuta as suas teses. Mas provavelmente nem conseguiu perceber isso.

  8. Pingback: O martelo de João Galamba | O Insurgente

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