Em entrevista à RTP, António José Seguro, secretário geral do Partido Socialista, disse (video):
Eu fui muito claro e só tenho uma palavra. A Taxa Social Única é inaceitável, porque é imoral. E não tem nada a haver com políticas de austeridade. Trata-se de uma transferência de rendimentos (…) do trabalho para as entidades patronais e isto é imoral. Eu disse na quinta-feira que existe uma linha que separa a austeridade da imoralidade. E essa linha foi ultrapassada.
Então e quando o Estado nos retira rendimentos via IVA, IRS (e tantos outros impostos) e os transfere para obras públicas, parcerias público-privadas, “projectos de interesse nacional”, subsídios a empresas “amigas”, etc? Isso não é igualmente (ou mais!) imoral?
ToZé, há uma linha que separa os vertebrados dos invertebrados. E o senhor ultrapassou-a!
E já agora, ao dizer que mesmo que o governo volte atrás com a medida da TSU ele vota na mesma contra o orçamento, também não foi um tiro no pé?
Comentário por Fábio — Setembro 18, 2012 @ 15:13
Pior ainda, foi o partido de António José Seguro (com o conluio dos sindicatos) que aprovou o infame código contributivo dos Trabalhadores Independentes onde, ao invés de um aumento de 64%, se prevêem aumentos de 300, 400 ou 500% das taxas a entregar ao Estado (não dedutíveis em sede de IRS) … “para bem do Trabalhador”, como me explicou por escrito um dirigente sindical de esquerda.
De facto, se não consigo compreender a inversão de ideias do Senhor Ministro Mota Soares logo após ter sido eleito (atitude que me parece perfeitamente indigna), ainda menos compreendo a atitude do PS e dos sindicatos: afinal o problema não é que existam aumentos demenciais de contribuições. O problema para a esquerda é que estas sejam pagas pelos seus associados e militantes.
Se forem os malandros dos Trabalhadores Independentes, já não há qualquer problema, até é bom para eles, mesmo que paguem o dobro e ainda paguem impostos por cima das contribuições.
37 anos após o PREC… o PREC continua bem vivo em Portugal.
Se não fosse tão dramático, se os condenados independentes não tivessem casas para pagar e filhos para criar, seria mesmo de rir à gargalhada.
Comentário por Ricardo Cerqueira — Setembro 18, 2012 @ 15:21
Uma palavra que resume Seguro muito bem, a todos os níveis: medíocre.
Comentário por tina — Setembro 18, 2012 @ 15:23
O Seguro é fraco , mas consegue ser melhor que o Passos, vejam lá como vamos !
Ricardo cerqueira,
Nunca é demais denunciar a aldrabice dos descontos absurdos dos recibos verdes e da conivencia do Passos e do CDS com este escandalo.
Comentário por Paulo Pereira — Setembro 18, 2012 @ 15:36
O Seguro nunca irá a lado nenhum. Se alguma hipótese se vislumbrar de haver mudança de governo o Tózézito é imediatamente trocidado pelo partido sejam eles socratinos, costinos, etc.
Comentário por JR — Setembro 18, 2012 @ 15:52
“O Seguro é fraco , mas consegue ser melhor que o Passos”
Passos é um homem com H, inteligente e sexy q.b. Seguro faz lembrar um menino mimado, tem o carisma de uma batata e o sex-appeal de um repolho.
Comentário por tina — Setembro 18, 2012 @ 16:03
O Tozé surpreende por ser um fã do marketing da Zon.
Comentário por ruicarmo — Setembro 18, 2012 @ 16:14
Isso tudo e mais aquele «a haver» quee português do mais fino recorte.
Comentário por David Oliveira — Setembro 18, 2012 @ 16:27
A Tina é muito racional nas análises que faz do Passos !
Principalmente sobre as surpresas que ele tem acerca da taxa de desemprego e da baixa do PIB e das receitas fiscais.
O Passos é mesmo tonto !
Comentário por Paulo Pereira — Setembro 18, 2012 @ 16:27
“Trabalhadores Independentes, já não há qualquer problema, até é bom para eles, mesmo que paguem o dobro e ainda paguem impostos por cima das contribuições.”
Claro! A Esquerda quer destruir os trabalhadores independentes para os sindicalizar e PSD e CDS fazem-lhes o favor por uma qualquer troca de favores que não sabemos.
Comentário por lucklucky — Setembro 18, 2012 @ 16:55
[...] e na sequência dos recentes posts do André Abrantes Amaral, do Ricardo G. Francisco e do BZ, pergunto-me quais são as responsabilidades, obrigações e funções de um governo (neste caso, o [...]
Pingback por Para que serve o governo? « O Insurgente — Setembro 18, 2012 @ 17:27
“Principalmente sobre as surpresas que ele tem acerca da taxa de desemprego e da baixa do PIB e das receitas fiscais.”
Eu explico. A taxa de desemprego, PIB, receitas fiscais, era tudo alimentado artificialmente com dinheiro emprestado que entrava a jorros em Portugal. Agora o dinheiro acabou e isso é refletido nesses indicadores. Por exemplo, não havendo dinheiro emprestado para obras públicas, como escolas, TGVs, etc, não se emprega tanta gente na construção civil, o desemprego aumenta e as receitas fiscais diminuiem. No tempo de Sócrates houve de facto meses com crescimentos económicos superiores a 1. Mas isso foi um feito muito fácil considerando que para isso, em 6 anos, ele pediu dinheiro emprestado num valor equivalente à dívida que se tinha acumulado desde o 25 de Abril de 1974.
Comentário por tina — Setembro 18, 2012 @ 17:44
tina, o deficit real em 2011 foi de 8% e será de 6,5% em 2012.
dinheiro artificial portanto.
tanta conversa fiada !
O Passos / Gaspar é nabo pois destruiu as expectativas do sector privado logo em Setembro de 2011.
A partir daí é sempre a descer, com os nabos a ficarem supreendidos.
quem é nabo não deve aceitar ser primeiro ministro e quem não percebe de macroeconomia não deve aceitar ser ministro das finanças , principalmente numa crise destas que necessita de conhecimento e inteligencia.
Comentário por Paulo Pereira — Setembro 18, 2012 @ 18:00
tina, o deficit real em 2011 foi de 8% e será de 6,5% em 2012.
Muito bom, considerando que Sócrates deixou um défice de 1O%, que os juros a pagar são elevadíssimos e que as poupanças têm aumentado. Estamos finalmente a ir no bom caminho. I Love PPC.
Comentário por tina — Setembro 18, 2012 @ 18:43
Isto é totalmente off-topic, mas lembrei-me deste bichinho.
Comentário por miguelmadeira — Setembro 18, 2012 @ 20:29
Tina, ja ouviu falar na curva de laffer?
Comentário por rr — Setembro 18, 2012 @ 21:13
Pois, a curva de Laffer. Mas é muito provável que os efeitos de poupanças e menos investimento público tenham sido mais importantes na diminuição da receita fiscal. Como sempre, ninguém fala destes porque não lhes interessa.
Comentário por tina — Setembro 18, 2012 @ 22:04
Quem falar o sr. Seguro pensa que ele aterrou de paraquedas o ano passado em Portugal; que os anos do governo de Sócrates esteve no estrangeiro a fazer um curso de ética politica; mas não este cavalheiro esteve seis anos sentado na bancada do PS na assembleia da república. Quantos comentários á politica deste país durante esse tempo quantas intervenções na assembleia? Não pretendo insultar ninguém mas o homem faz-me lembrar, com o seu sorriso maroto, o Benny Hill quando via uma garota em trajes menores e à mão de semear, é uma pena que essa garota se chame Portugal.
Comentário por Um leitor revoltado — Setembro 18, 2012 @ 23:35
Eu gostei mesmo foi das alternativas do Seguro: ah e tal bombas low-cost, o QREN, o BCE e reconversão de 3.000 milhões do dinheiro para a banca (como se retirar parte do dinheiro cativo para a recapitalização dos bancos não tivesse impacto nenhum na sua disponibilidade de concessão de crédito). Isto sem esquecer o visionário “teria feito diferente há um ano”.
Mais um especialista em medidas inúteis, avulsas e caras. Não que esteja surpreendido.
Comentário por Nuno — Setembro 18, 2012 @ 23:57
Alguns PSD’s parecem um pouco nervosos com a ideia do imposto sobre as PPP’s apresentada pelo Seguro !
Comentário por Paulo Pereira — Setembro 19, 2012 @ 12:47