O meu artigo para o jornal i de hoje.
O futuro possível
A alternativa à subida dos impostos, quando a dívida pública é superior a 100% do PIB e os juros, que vencem sobre o dinheiro que nos emprestam, são parte considerável dessa dívida, não é fácil. Há quem – eu incluído – advogue um corte substancial na despesa do Estado. Infelizmente, se o governo não consegue reduzir a despesa pública para níveis que permitam não subir os impostos, o que defende a esquerda? Apenas menos austeridade. Ora, o que é que isso significa? Menos impostos, não será com certeza. Menos despesa também não, como facilmente se depreende.
É que a redução da despesa pública pressupõe um corte nos serviços do Estado, o fecho de inúmeros institutos públicos e o despedimento dos respectivos funcionários. Implica o fim de ajudas, subvenções e subsídios atribuídos a empresas e associações que, sem eles, não existiriam; a pessoas que, sem eles, não levariam a vida que levam. Esta austeridade seria dolorosa, destruidora e, por isso, nenhum político tem coragem de a implementar, e poucos portugueses de a referir.
Mas é isso que está em cima da mesa: ou pagamos mais impostos, ou o Estado gasta menos. Ou temos mais dinheiro no bolso e pagamos pelos serviços que escolhemos, ou entregamos parte do salário ao Estado e ele decide por nós. Como até agora, não vai ser possível continuar a viver. Ou pagamos impostos ou pagamos serviços. Ou saímos do euro ou aumentamos a produtividade. O melhor dos dois mundos não é mais possível.

Caro André,
dei de caras com isto no meu tempo-livre:
Rothbard on the European Union:
Em 1989, o Sr. Rothbard já adivinhava onde isto iria descambar. Lembrei-me de partilhar consigo, porque vinha a propósito.
Saudações libertárias!
Comentário por Lobo Ibérico — Setembro 18, 2012 @ 14:25
O problema é que estamos plenos de políticos hipócritas e demagogos e covardes, que por isso mesmo se recusam a dizer isso na cara de todo nós, de forma indelével e inequívoca, olhos nos olhos.
Comentário por 7anaz — Setembro 18, 2012 @ 14:30
Continua o erro crasso de análise do problema economico portugues :
– o problema principal é a falta de competitividade das empresas não é o deficit ou a divida publica !
Primeiro há que baixar impostos sobre os sectores transacionáveis e emitir divida interna para “financiar ” essa descida !
Estudem como é que se faz numa guerra !
Comentário por Paulo Pereira — Setembro 18, 2012 @ 16:01
[...] de tudo o que li na imprensa portuguesa e neste Insurgente, e na sequência dos recentes posts do André Abrantes Amaral, do Ricardo G. Francisco e do BZ, pergunto-me quais são as responsabilidades, obrigações e [...]
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