Fascismo higienista causa vítima mortal

Ele está morto graças à Polícia Marítima
O desaparecimento de Francisco Farinha, um mergulhador da apanha da ameijoa, que na terça-feira submergiu nas águas do Tejo, está a levantar polémica. A família da mergulhador acusa a Polícia Marítima de perseguir o homem de 44 anos e revela que este era advogado de direito marítimo que lutava pelos direitos dos pescadores.(…)
Os pescadores no local contam que muitas vezes a Polícia Marítima fica nas águas, onde os mergulhadores estão, à espera que estes fiquem sem ar e sejam obrigados a sair da água. Os pescadores acabam por ser multados e por ficar sem todo o material, em muitos casos o único sustento das famílias.
A apanha da amêijoa no rio Tejo é ilegal por não cumprir os parâmetros de saúde necessários para a comercialização. No entanto, os pescadores contestam estas análises e acusam a própria polícia de vender na lota amêijoa apreendida.

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27 thoughts on “Fascismo higienista causa vítima mortal

  1. Eh pá, espera aí. Concordo que este caso precisa de ser bem explicado, mas afirmar que a vítima “era advogado de direito marítimo que lutava pelos direitos dos pescadores”, sem mais, é um tanto arriscado, não? Lutava como? Nos tribunais, ou a apanhar amêijoa clandestinamente? Concordo (aliás, não é uma questão de opinião…) que neste País o Estado é forte com os fracos e… pois, mas será assim tão difícil fazer análises independentes e correctas, de forma a esclarecer de uma vez por todas se aquela amêijoa é ou não adequada para consumo humano? É que se a sobrevivência dos apanhadores é importante, não o é menos a saúde pública, certo? Vá lá, jornalistas, tirem o rabinho das secretárias e investiguem este caso em condições, que o público agradece…

  2. Pingback: Neste caso (e noutros) também sou liberal – Aventar

  3. Ora pois. Ficar 4 dias agarrado á sanita depois de comer ameijoas contaminadas é o preço que estamos dispostos a pagar pela liberdade.

  4. EMS, se as ameijoas tivessem esse efeito ninguém conseguiria viver de as apanhar e vender.

  5. Carlos, as ameijoas não têm esse efeito sempre. Os pescadores ilegais estão a jogar á roleta russa com as tripas dos outros, já que as pessoas não fazem ideia onde, e em que condições foi apanhado o marisco.

  6. Concordo com muito do que O Insurgente publica.Contudo,este post parece ser,no mínimo,um frete a alguém.O tipo do barco viu a Polícia Maritima,acagaçou-se,acelerou e bateu no fulano que estava na água.No máximo,seria de considerar que o tipo do barco não tinha estofo para a função.O resto,é o que está a dar:bater nas forças policiais.Eles não estavam a pescar legalmente,pois não?É que se estivessem,não tinham que cavar…

  7. Carlos, as ameijoas não têm esse efeito sempre. Os pescadores ilegais estão a jogar á roleta russa com as tripas dos outros, já que as pessoas não fazem ideia onde, e em que condições foi apanhado o marisco.

    Isso porque o estado “garante a saude publica” e portanto quando compramos não procuramos saber de onde vem nem quem vende etc… de resto a liberdade é simples se a quisermos e soubermos assumir: comprar ameijoas e um contracto. vender ameijoas estragadas ou envenenadas é uma quebra de contracto. se o dinheiro gasto na policia maritima, ASAE etc fosse para o essencial da soberania e ordem social: os tribunais, garanto que pouca gente arriscava ser condenado a uma indmnização astronómica. porque raio é que um gajo em Lisboa me fica com o dinheiro para supostamente garantir os meus direitos?? dêem-me justica funcional e eu defendelos-ei muito melhor.

  8. Está por documentar a galeria de horrores e vítimas que o fascismo higiénico e o seu Duce ASAE Nunes já produziu. Será um desafio compará-la com a lista de pessoas salvas pela sua acção, se é que já salvou alguém que não teria sido salvo pela discreta, pedagógica e eficiente antiga IGAE.

  9. A conversa roda em torno da bicheza intestinal, mas atenção às toxinas provinientes das algas….outra das razões que pode levar à proibição de captura!

    http://www.inrb.pt/fotos/editor2/folheto26.pdf

    Quanto ao cerne da questão, é técnico e delicado em demasia para merecer o título ‘puxado’ deste post. Mesmo tendo em conta o lamentável final deste caso particular. Percebo, aceito e até concordo com a posição estilo ‘Friedman’, mas com calma, esta é uma clara situação (captura proibida por motivos de saúde pública) em que o estado nos deve defender um dos outros…poderia ser de forma mais clara, barata, justa e eficiente? Tenho a certeza que sim, em quase todas as áreas…não só nesta!

  10. O título deste post é nojento.
    Tão nojento como as amejoas apanhadas no tejo. Para informação, as areias onde elas vivem estão altamente contaminadas com metais pesados e toxinas que podem ter efeitos muito nocivos. A maioria da ameijoa apanhada no Tejo é vendida a grossistas que a levam para centros de depuração em Espanha e depois volta a ser importada para Portugal com origem “Espanha”. O consumidor não pode, ao contrário de alguns comentários patetas a este post, decidir se quer assumir o risco de comer ameijoa contaminada proveniente do Tejo porque ninguém a vende como tal.

    Existe aliás uma excelente reportagem da SIC sobre este tema, num raro exemplo de jornalismo de investigação bem feito.

    Finalmente existem formas de contaminação alimentar que demora anos a manifestar-se, como por exemplo a contaminação por metais pesados. Gostava também de saber se o autor do post costuma levar kits de teste à salubridade dos alimentos quando vai ao restaurante.

    A actuação da polícia marítima no Tejo é louvável e deve continuar porque em matérias de saúde pública a prevenção é mais eficiente do que a correcção dos problemas.

  11. Concordo com o comentário do André e nem percebo onde està a duvida.
    Até pensei que o titulo do post era ironico… Nao pensei que fosse a sério…Haver fiscalizaÇao sobre actividades proibidas por razoes de saude publica é mesmo uma das funçoes de regulaçao e controlo de um Estado que se quer (…eu quero…) minimo.
    Abraços

  12. este post é a defesa de todos aqueles que são apanhados a roubar um carro pela polícia, fogem, à uma perseguição, segue-se um despiste e morre o infractor. A culpa é da polícia….esta é a propaganda bloquista. Podemos criticar a lei que impede a apanha da ameijoa no tejo mas criticar a polícia pela morte do apanhador de ameijoa é demais.

  13. Tive de reler o post, concordo com #11 a 13, considero o título verdadeiramente nojento. Note-se que sou leitor do oinsurgente desde do início, muito antes de ser “.org”, e que o considero o melhor blog de Portugal; sou ainda admirador dos escritos do CGP.

  14. O titulo é inqualificável. O único comentário lúcido a este post é o do André. Mas desconfio que o CGP nem sabe o que são metais pesados, muito menos os seus efeitos. Tal como quem lê a Bíblia ficando concvencido de que o mundo foi feito em sete dias, o CGP lê a Ayn Rand e fica convencido de que basta liberdade contratual e o mercado. Desejo-vos o que desejam para vocês: um mundo sem regulação nem fiscalização do estado, em que apenas existem tribunais. A lógica é: se há mercado para isso, é deixá-lo funcionar, se morrer, colocarei alguém em tribunal, logo se vê quem. Mas, hipócritas como são, nunca aceitariam viver num mundo assim. Curiosamente, defendem a proteção da policia para que ninguém entre em sua casa e lhes envenene com estricnina o seu leite, mas defendem que a policia se afaste de quem os envenena lentamente.

  15. MC, pode fazer as criticas que quiser á actuação da ASAE e muitas serão justificadas. A actuação das autoridades pode e deve ser escrutinada, e muito mais grave do que essa que cita (nem sei se a história está bem ou mal contada), é atirar pelas costas contra alguém desarmado, como por vezes acontece. Mas em qualquer país do mundo (civilizado, claro), as autoridades públicas combatem a contrafacção, o contrabando, e regulam e fiscalizam a higiene na produção e venda dos produtos alimentares. É claro que nada disso existe em paises “livres”, como o Ruanda, onde vigora o comércio livre de água, por exemplo. Ninguém chateia ninguém se vender copinhos de água com chumbo, mercúrio e bactérias.
    Acredite que a ASAE salva mesmo milhares de pessoas por ano. Se não fossem apreensões de produtos alimentares estragados, feitas todos os dias pela ASAE, voc~e comia muito satisfeito, e nem saberia o que lhe acontecia e a quem pedir responsabilidades. faz-lhe impressão que a ASAE fiscalize a higiene dos produtos e exija condições sanitárias? talvez não saiba o que é o botulismo, por exemplo, um risco que se corre na fabricação de queixos, por exemplo, se não for feito em condições higiénicas ideais. Da mesma forma, se você fabricar determinado produto, será ao estado que irá pedir para impedir que outros produzam e vendam produtos iguais aos seus em feiras e lojas.

  16. Este é apenas mais um episódio triste da nossa “vocação marítima” e da “aposta na economia do mar”.
    Se em vez de as autoridades se dedicarem a estas “coboiadas” se dedicassem a analizar e a identificar os circuitos comerciais e os beneficiários destes ou de outros negócios prejudiciais à sociedade, Portugal dava um passo em frente.
    Na realidade o que se passa à muito tempo é uma luta entre aqueles que se dedicam a este modo de vida e as autoridades que, de forma mais ou menos prepotente se dedicam a exibir o seu poder.
    A saúde pública é uma desculpa para legitimar esta luta entre os “donos do mar” e os desgraçados que são o elo mais fraco do negócio.
    As autoridades perseguem, vigiam, apreendem, fazem belas operações militares, mas o negócio continua há décadas.
    Afinal ninguém quer perder o emprego e é preciso mostrar serviço.

  17. O combate a contrafacção e ao contrabando não salva ninguem. Protege os big business e engorda o big government.

    Antes da ASAE não consta que caíssemos que nem tordos por ingerir comida estragada. O botulismo não consta que fosse um problema nacional. Alem disso, ca em casa temos dois péssimos hábitos: 1: alimentos mais sensíveis (queijos frescos, mariscos etc) só em fornecedores de reconhecida qualidade. 2: o habito de verificar antes de usar alimentos. Com ou sem ASAE acontece e, quando estao improprios, reclamamos.

    Isto não impede que a noticia veiculada pelo CGM (não é uma opinião, é o relato noticioso) seja bombastica e careça de mais averiguação. Mas são assuntos diversos.

    Não estamos melhor no pós ASAE do que estavamos no pré ASAE. Estamos é mais vergados. Não, obrigado.

  18. —– Da mesma forma, se você fabricar determinado produto, será ao estado que irá pedir para impedir que outros produzam e vendam produtos iguais aos seus em feiras e lojas.

    Não obrigado. O que espero do estado é segurança para poder produzir sem ser invadido ou roubado pela força. Essa verificação eu faço posso perfeitamente fazer por mim e pagá-la. Qual +e a lógica de colocar o dinheiro dos contribuintes a proteger comercialmente negocios privados?? não se engne: o interesse do estado é o imposto, nada mais.

  19. Há dias presenciei uma destas actuações.
    O local é um pequeno café na orla marítima, explorado pelo dono e uma empregada, que lutam para sobreviver ao inverno e ao mau tempo com uma esplanada que enche no verão e em dias de sol.
    Ás onze da manhã o estabelecimento cheio com clientes que se dirigem para a praia, entram 2 fiscais à paisana e dois polícias armados. Com estardalhaço dois deles ocupam a entrada e os outros ocupam o balcão.
    Começam a exigir papéis, licenças, alvarás, certificados. Com a calma que lhes conhecemos preenchem autos, fazem cópias em papel químico.
    Dizem larachas e mostram-se condescendentes. Fazem o favor de “deixar passar” qualquer minudência burocrática.
    Entretanto clientes vão-se embora, outros não entram.
    Sinto a humilhação do dono do café e vejo a revolta nos seus olhos.
    Conheço os polícias, são frequentadores do local e trabalham a poucas centenas de metros.
    Vêm exibir poder provávelmente a mando do chefe.
    Sei que a esplanada só se mantém aberta porque o chefe é “boa pessoa” e papa uns almoços.
    Legalizá-la é impossível porque “as luzes podem interferir com a navegação marítima”…
    Sinto-me constrangido e vou-me embora.

  20. MC, “péssimo hábito”? Eu acho que é uma maravilha, dou-lhe os parabéns. Parece um anúncio. Você vive numa bolha de confiança em que só compra a merceeiros amigos, dedicados e bonacheirões, numa esquina do seu bairro, que lhe garantem a qualidade do que consome., sem ser preciso a intervenção das ótoridades opressoras. Isso é lindo. Devem eles próprios produzir e pescar e criar o que vendem, com toda a confiança, ó freguês, olhe que cheirinho. Neste quadro bucólico, o botulismo, ou qualquer outra forma de contaminação e intoxicação, nem existem. É a lenda do velho mundo rural e da Lisboa da Maria Papoila, onde as crianças cresciam vigorosas e morriam de velhos cheios de energia, sem nunca terem tido uma constipação sequer. Os da ASAE e da policia marítima e estado em geral querem é chatear. Quanto à contrafação, desconfio que não produz o suficiente para se preocupar com isso. Pelos vistos, quando começar a produzir, vai organizar uma milícia para ir pelas feiras confiscar as falsificações ;). Em conclusão, você não está preparado para viver numa economia global. Quando se tornar empresário a sério, começa a ter uma noção do que são circuitos de distribuição, etc, etc. Quanto à incidência de doenças, mortalidade infantil, higiene, esperança de vida, etc, etc, antes de o estado se começar a meter a sério no assunto, incluindo a água que bebe e com que cozinha os alimentos, etc, consulte você mesmo as estatísticas.

  21. Há ainda outro aspecto que tem de ser avaliado: até que ponto as boas intenções do fascismo higienista ASAE (sim, não há melhor legenda), ao promoverem uma concentração em ordem geométrica das empresas disponíveis para fornecer alimentos e outros bens ao indefeso e ingénuo consumidor, não são um dos factores que nos expõem a maiores riscos. Quando há mesmo azar, cada vez maior número de pessoas poderão ser afectadas.

  22. Já agora, parece que corre por aí um mito urbano, entre os habituais oprimidos, de que não já se pode comer bolos de berlim nas praias, que os fássistas da ASAE perseguem e aterrorizam as pobres vendedoras e não sei que mais, um órror. São ais e suspiros pelas saudosas bolas de Berlim, que o estado nos quer tirar. Mas afinal, parece que estão vivinhas e é um bom negócio:
    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2723784&seccao=Dinheiro%20Vivo

  23. Os danos já causados pelo terrorismo tipo ASAE ao património gastronómico e etnográfico, à saúde pública (as fobias injustificadas provocadas pelo lança-chamas mediático ou o desespero de quem se vê tratado como um bandido sem saber porquê afectam a saúde mental) ou à pequena actividade económica são irreparáveis. O Estado que actua na dose certa e sensata corrige desequilíbrios; falta ou excesso de zelo agrava-os. Vamos ver onde nos leva a perda de diversidade que o regulamentismo ASAE e bruxélico promove.

  24. Há uma série de coisas que o Estado se deve abster de fazer.

    Uma delas não é de certeza o impedir que pescadores pouco escrupulosos apanhem e vendam marisco que cresce em areias contaminadas por metais pesados.

    Eu quando vou comprar marisco não posso testar cada mexilhão a ver se não está impregnado de chumbo. Para isso há análises que se fazem às águas e areias para saber se o marisco daí é próprio para consumo humano. se não for não se pesca e não se vende. Ponto.

  25. eu ate concordava com o argumento da saude publica se fosse real ,mas nao e´,porque ainda agora tem uma fabrica fechada ha tres meses com carne la dentro putrefacta qu e so o cheiro e prejudicial a saude e ninguem se importou,os rios poluidos sao um perigo para a saude e ninguem se preocupa,aqui o que esta em causa e´que estas pessoas para sobreviverem têm de fazelo ilegalment enquanto para os ricos esses pagam para nao cumprirem a ou entao os seus lacaios do ps,psd e cds tratam de o legaliizar esta e que e agrande questa ,soluçao’destruir o sistema capitalista

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