Preservar a memória

DECLARATION ON CRIMES OF COMMUNISM

As democracy must learn to be capable of defending itself, Communism needs to be condemned in a similar way as Nazism was. We are not equating the respective crimes of Nazism and Communism, including the Gulag, the Laogai and the Nazi concentration camps. They should each be studied and judged on their own terrible merits. Communist ideology and communist rule contradict the European Convention of Human Rights and the Charter of Fundamental Rights of the EU. Just as we are not willing to relativise crimes of Nazism, we must not accept a relativisation of crimes of Communism.

Foundation for Investigation of the Communist Crimes
Victims of Communism Memorial Foundation
Museum of Communism
Global Museum on Communism

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28 thoughts on “Preservar a memória

  1. existindo o “reductio ad hitlerum” deverá também começar a usar-se o “reductio ad stalinium” ?

  2. O homem matou de facto uns largos milhões mas não devemos tirar o crédito aos seus antecessores e predecessoreas assim como a outros partidos comunistas.

    Outras associações existirão apenas na sua imaginação. Mas acho significativo que as faça-

  3. “reductio ad Pol-Potium”, “reductio ad Maoium”, o que quiser…
    Se não se pode usar a ditadura nazi como argumento para a política actual, porque se continua a permitir ( e nesta casa a abusar), das ditaduras comunistas para o mesmo fim?
    Eu faço muitas associações, lamento que vocês não as consigam fazer. E também acho significativo que não as façam.
    Poderíamos por exemplo falara de todos os sistemas políticos que utilizaram bombas atómicas sobre cívis.
    Não reflecte também isso os ditos sistemas políticos?

  4. “Se não se pode usar a ditadura nazi como argumento para a política actual”

    Não se pode?

  5. Pode-se perfeitamente, aliás aqui até se usa muitas vezes. Se servir para meter medo, é útil.
    Mas se por acaso se se usar do outro lado do espectro político, puxam logo da carta do “reductio ad hitlerium”.
    Pode-se usar. É honesto? Não de forma nenhuma.

  6. É realmente significativo verificar quanto estes post o afectam. Se é consciência pesada ou não pouco me interessa. O pronlema é seu.

  7. Caro pois, é preciso ter muito cuidado com esta gente. O espectro comunista, segundo eles, vai do estaline à assunção cristas, passando por 95% do resto da humanidade. Um dia vão descobrir que eles também têm qualquer coisa de coministas: ” O “comunismo puro”, no sentido marxista refere-se a uma sociedade sem classes, sem Estado e livre de opressão, onde as decisões sobre o que produzir e quais as políticas devem prosseguir são tomadas democraticamente, permitindo que cada membro da sociedade possa participar do processo decisório, tanto na esfera política e econômica da vida.” (wikipedia).

  8. Mariana, deixe de avaliar as intenções e passe a avaliar resultados.

    Independentemente de o fim último do comunismo ser esse, quantas mais tentativas são necessárias para entender que não funciona?

    Vou dar-lhe uma dica para investigar nos seus tempos livres (pois conheço muito bem) – os kibbutzim em Israel. Foram comunidades criadas *voluntariamente* a partir da visão marxista, que ajudaram a colonizar boa parte do território inóspito do país. Atraíram milhares de estrangeiros simpatizantes da ideia. Muita gente nasceu, viveu, trabalhou e criou família em moldes muito próximos do ‘comunismo puro’.

    Mas havia um senão: só eram viáveis porque eram subsidiados pelo Estado. Nos anos 70, com a crise do petróleo e depois da Guerra dos Seis Dias, o Estado viu-se na contingência de diminuir a contribuição disponível para os kibbutzim. Após um período conturbado, sabe para onde evoluiu o sistema produtivo das comunidades? É mesmo isso – para o sistema capitalista. Cada kibbutz especializou-se em alguns produtos – sanitas, peças de automóveis, produtos agrícolas – que passou a vender aos restantes kibbutzim, a escoar para o mercado interno e até a exportar. Gradualmente, os habitantes foram enriquecendo e, com o lucro obtido, foram abandonando aos poucos o sistema original, uma vez que o novo lhes permitia atingir um nível de conforto e independência – podiam ter automóveis e viajar, por exemplo – que o anterior não conseguiria fornecer.

    Se algum dia visitar um kibbutz, actualmente, encontrará já bem menos israelitas lá a viver (e bastantes filipinos e indonésios a trabalhar).

    Este foi o resultado da única experiência voluntária de criação de comunas. O das forçadas conhecemos todos.

    O problema com o Comunismo ou outro -ismo qualquer começa quando o valor intrínseco de qualquer indivíduo se dilui numa ideia insofismável de colectivo, que se torna um fim em si mesmo, capaz de justificar a opressão do indivíduo – porque o bem do colectivo deve estar imune a qualquer perturbação desse tipo.

  9. “É realmente significativo verificar quanto estes post o afectam. Se é consciência pesada ou não pouco me interessa. O pronlema é seu.”
    Sim, o senhor é que é puro de coração, eu sou a encarnação do mafarrico.
    Todos os dias acordo a pensar em novas formas de assassinar milhões de pessoas.
    Cuidado com a auréola, pode atrapalhar nas portas.
    Vou-lhe dar um conselho, se não tiver nada de jeito para dizer, não diga.

  10. “É realmente significativo verificar quanto estes post o afectam.”
    É de facto significativo. Significa que a manipulação me afecta um bocado.
    Significativo são três posts praticamente consecutivos sobre o assassino comunista.
    É capaz de defender o seu liberalismo sem recorrer a fantasmas?
    Ficou sem ideias?
    As pessoas andam a perder o medo?

  11. Verdadeiramente significativo. Reforço. É notório o incómodo quando exposto aos crimes do comunismo. Mas como já tinha dito os problemsa de consiciência deve ser resilvidos pelos próprios. É consigo.

  12. Caro Lobo. Agradeço-lhe o tom pedagógico das suas palavras. Vê-se que é alguém com muita cultura e experiência de vida. Mas receio que não tenha entendido nada do que foi dito antes. Guarde a história dos kibbutz para contar aos seus netinhos nos serões junto à lareira. Não precisa de se preocupar comigo que eu não sou muito dada a entrincheirar-me em ideologias.

  13. O Noronha tem um tipo de consciência com muita tradição em terras lusitanas. Aquele tipo de consciência que renasce imaculada com uma ida à missa ou um beijo na mão do padre. A aparência é outra mas a essência é a mesma.

  14. Eu não quero saber que mãos anda a Sra Mariana a beijar. É problema dela.
    E não compreendo a preocupação dela com a minha vida privada.

  15. @Mariana,

    eu entendi perfeitamente o que quis dizer. Quis dizer que os extremos se tocam, certo? Pois, mas acho que existe aí uma divergência semântica.

    Não entendo o liberalismo como o oposto do comunismo. O liberalismo coloca-se num plano paralelo à divisão entre esquerda/direita. Assim como entre a monarquia e a républica. O liberalismo coloca tudo na balança de trade-off entre individuo e colectivo, não entre classes. Essa polarização que ainda sobra da Revolução Francesa é absolutamente anacrónica e indutora de conflitos.

    O Milton Friedman, por exemplo, pautava-se pelos perspectiva que expus acima (e que é a minha, igualmente). Mas alinhava pelo partido Republicano. Quando lhe perguntaram porquê, respondeu – ‘a question of expediency’. Isto é, entre uma esquerda que repelia pavlovianamente qualquer aproximação a estas ideias e uma direita que, pelo menos, escutava – a escolha era reduzida. Era o ideal? Não. Mas era o que havia.

    Se algum dia o comunismo for de carácter opcional e voluntário é bem-vindo ao clube, por mim.

    PS: O meu lema é ‘tudo se negoceia, excepto a gravidade’. A conversar, com um copo na mão, junto ao mar, não há nada que não se resolva. ‘Lighten up’! =)

    Cheers.

  16. “Verdadeiramente significativo. Reforço. É notório o incómodo quando exposto aos crimes do comunismo. Mas como já tinha dito os problemsa de consiciência deve ser resilvidos pelos próprios. É consigo.”
    Amigo, aconselho-o a ir falar com o Ricardo Campelo de Magalhães, ele publicou uns posts sobre propaganda, parece-me que ele seja capaz de lhe explicar uma coisa ou outras sobre manipulação.

  17. Eu acho que os autores dos sites em questão deveriam dedicar algum do seu tempo à imagem (a importância da imagem, vide Wilde). Caso contrário, arriscam-se a convencer apenas aqueles que já estão convencidos ;)
    Reparem, eu não ponho em causa a magnitude dos crimes que foram cometidos em nome de tal ideologia. De uma ideologia forjada nos fornos da metalurgia russa (nesses negros anos 30), não obstante as raízes filosóficas do comunismo serem bem anteriores, tal como outra é a sua geografia.
    Felizmente, tal ideologia é hoje um defunto, exceptuando as excrescências portuguesa e grega (do marxismo-leninismo).
    Percebo que se queira evitar o esquecimento e prevenir revisionismos. Mas já não consigo compreender os fantasmas que parecem habitar os autores dos sites e o ilustre bloguer: o de que o comunismo está vivo ou prestes a ressurgir. Será Obama tb um comunista impenitente? Ou habitam as personagens bafientas do estalinismo os corredores de Bruxelas?

  18. “Mas já não consigo compreender os fantasmas que parecem habitar os autores dos sites e o ilustre bloguer: o de que o comunismo está vivo ou prestes a ressurgir”
    Não me digas que já não frequêntas as reuniões da seita?!

  19. Lobo, também não foi isso que eu quis dizer, mas esqueça lá. Este blogue de lunáticos liberais não é o lugar próprio para ter conversas sérias.

  20. O Noronha parece ter um ego gigante. Obviamente que a vida privada dele não me interessa para nada. O divertido aqui é encontrar o padrão do novo fascizóide português.

  21. Eu tinha apostado que ia não ia resistir a fazer mais um comentário
    Volte sempre

  22. @Mariana,

    ‘Lobo, também não foi isso que eu quis dizer, mas esqueça lá. Este blogue de lunáticos liberais não é o lugar próprio para ter conversas sérias.’

    Bem, então tem de ser mais clara nas suas intervenções. =)

    ‘O divertido aqui é encontrar o padrão do novo fascizóide português.’

    Huh? Protestar contra corporativismo, má gestão de dinheiro público e modelos de organização económica errados é ser ‘fascizóide’?
    É desta que o pessoal do Occupy Wall Street vai ficar com ainda mais dúvidas existenciais. =(

  23. Lobo, a intervenção é muito clara e simples. Não quer dizer mais do que aquilo que lá está escrito.

    Já lhe disse, sobre o protesto contra o corporativismo (coitado do corporativismo, pode ser bom ou mau, não é verdade?), má gestão de dinheiro público, modelos económicos errados (expressão curiosa) e demais assuntos sérios existem sítios bem mais interessantes onde discutir ou informar.

  24. @Mariana,

    Como libertário que sou, não tenho qualquer intenção de a converter. Mas repito a minha sugestão: deixe de avaliar intenções e passe a avaliar resultados. E desconfie de quem quer fazer obra com o seu dinheiro. Lá está, as palavras e os actos quase sempre divergem. E isto é um facto – que a Mariana deve conhecer, se vive em Portugal. =)

  25. @Lobo

    Essa história dos kibbutzim está mal contada.

    1) no inicio eram comunidade agrícolas. Obviamente que uma comunidade agricola não fica rica, mas é claro que não precisa de “subsidios do estado”. E inicialmente não os tinham

    2) Israel/Palestina é e era uma zona tumultuosa. Houve várias razões para a alteração socio-economicas dos kibbutzim. Por ex, os primeiros foram criados até antes do Mandato do tratado de Versailles após a 1a guerra mundial!

    3) Nada no comunismo/socialismo rejeita a “especialização”. É claro que especialização é algo essencial a uma economia muito produtiva. O mesmo para a inovação. Era uma das falhas das kibbutzim, e das restantes comunas agrárias ou semelhantes.

    4) O que acontecia nos kibbutzim é que eram aldeias pequenas e isoladas, que por essa razão obviamente não podiam desenvolver grande produção, fábricas ou o que seja. Inicialmente o comércio com o exterior era pouco, depois foi crescendo.

    5) Como você disse, entretanto foram mudando, privatizadas, transformadas em cooperativas e empresas sociais, muita gente saiu de lá etc. A privatização das kibbutzim também levou ao crescimento de desigualdades internas o que afastou muitos membros.

    6) O próprio desenvolvimento do estado de Israel (que foi formado depois das kibbutzim), e o seu modelo econónmico, era relativamente incompatível com as kibbutzim

    7) o final das kibbutzim tradicionais veio só nos anos 80 com uma crise de crédito, tinham contraido dividas para investimentos que não conseguiram pagar etc. As kibbutzim não viviam isoladas do mundo, elas tinham começado a agir cada vez mais no mercado capitalista de Israel e do mundo, com tudo o que isso implica

    Já agora, as kibbutzim não são o único exemplo de comunas “voluntárias”, apesar de serem um exemplo famoso e com uma história longa. Há uma dezenas de pequenas comunas ainda, incluindo nos EUA e tal.

    No exemplo das kibbutzim, o que vejo mais é problemas na relação dessas comunidades entre si e com o mundo exterior, e incapacidades de especializarem a produção e inovarem.

    “O problema com o Comunismo ou outro -ismo ”

    Capitalismo e liberalismo também são ‘ismos’

  26. Já agora, Lobo Iberico, “libertario” é o nome dos anarco-comunistas, também chamados comunistas libertarioos. O termo “libertario” foi criado por um francês anarco-comunista chamadoJoseph Déjacque

    Você suponho que esteja a usar o terma à Americana, como foi retomado e virado 180º por umas almas iluminadas nos anos 60 ou por ai, num gople de propaganda de guerra fria.

  27. Talvez não tenha ficado claro: os kibbutzim não “eram só viáveis porque eram subsidiados pelo Estado”. Os kibbutzim já existiam décadas antes da criação do estado de Israel. Aliás, tiveram uma história mais longa que o próprio estado de Israel

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