Sobre a greve

O profissionais da saúde acham que a sua profissão deve ser regida por regras diferentes das outras. Porquê ? Porque aparentemente a importância da saúde e do seu trabalho faz com que esta área não possa funcionar em mercado livre. Ora eu “concordo”. E tanto concordo que, subscrevendo os argumentos dos sindicatos e da Ordem e reconhecendo o relevo do trabalho destas pessoas para a saúde pública e a segurança nacional, se deveriam mandar todos os grevistas para o olho da rua, por estarem a colocar em risco os factores mencionados e arriscaram lançar o país numa situação de emergência. Aprendamos com Reagan.

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8 pensamentos em “Sobre a greve

  1. Eu também não percebo porque é que as forças de segurança não podem fazer greve mas os médicos podem. Por acaso o trabalho dos primeiros é mais essencial que o serviço prestado pelos segundos?

    E se precisamos de médicos porque que é que há tamanha restrição nas vagas para os cursos de medicina? Os médicos Sul-Americanos são melhores? Se existissem mais médicos haveria mais oferta, o que se traduziria num aumentos dos serviços à população por um preço mais baixo, tanto para o Estado como para as pessoas que deles necessitassem, mesmo no privado.

  2. Chama-se socialismo corporativo paam. A única diferença dos socialistas do PCP, BE, PS, PSD e CDS actual para o Salazarismo chama-se Narcisismo. Por isso é que gostam de ser chamados “democratas”.

  3. eu até diria mais:

    Nem era preciso fazerem greve, bastava não estarem de acordo ou terem uma opinião diferente e : pumba! olho da rua …

    isso é que era, acabavam-se os problemas!

  4. Um autoritário germinando em cada mente liberal. Ainda bem que por vezes o vosso ID se sobrepõe ao Ego: assim vemos o que verdadeiramente pensam, e podemos ficar de sobreaviso. Estes desabafos funcionam como o braço direito do Dr. Strangelove.

  5. Ricardo, foste descoberto pelo escrutínio sagaz e apertado do Sérgio Lavos. És um autoritário. Mas há mais. O comunista envergonhado revela que em cada mente liberal há um autoritário. Fomos todos apanhados e a culpa é do Ego. E agora, meu Deus?

  6. Podendo eu não concordar com a maioria dos pontos que os sindicatos médicos apresentam como fundamentando a necessidade de greve e achando alguns deles totalmente descabidos , nomeadamente a colagem à precariedade relativa aos enfermeiros ( a roçar o descaramento)… não lembra a ninguém esta sua proposta.

    Realmente os extremos tocam-se … entre o comunismo e o liberalismo ( e as suas aplicações radicais) venha o diabo e escolha…

  7. Ai que espírito democrático que por aqui anda. Mas alguém morreu no passado Domingo por ser Domingo? Ou nos feriados de Junho? Nas greves dos médicos há serviços mínimos, em que os hospitais funcionam exactamente da mesma forma como a um Domingo ou um feriado.

    E, já agora, se me despedissem por fazer greve e ir à manifestação (a primeira vez que faço greve ou vou a uma manif na minha vida), garanto que nem mais um mês ficaria em Portugal. Faço greve, porque quero trabalhar em hospitais com qualidade em que os doentes recebam os melhores cuidados e o mérito seja premiado. E quero fazê-lo no meu país. Mas às vezes pergunto-me se não faria melhor em já ter emigrado, porque oportunidades não me têm faltado, tal como muitos amigos meus já fizeram nos últimos 2/3 anos…

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