População empregada nos EUA

Combinando Taxa de Actividade e Taxa de Desemprego, conseguimos obter a Percentagem da População Total que tem emprego (População Empregada / População Total), neste caso para o período 1948-2012:

Podem ver o resto da apresentação aqui.

Ou seja, comparativamente com os dourados anos 50 e 60, a população empregada cresceu!

O problema da crise actual não é a redução da população empregada. Há outros factores a considerar… (produtividade?, poupança?, …)

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20 pensamentos em “População empregada nos EUA

  1. Pelos gráficos parece que faltam empregos nos EUA em relação há alguns anos atras.

    Porquê desperdiçar tanta mão-de-obra ?

  2. Claro que nos anos 50 não havia tantos empregados: as mulheres não trabalhavam. E havia escravatura e semi escravatura, de pretos e emigrantes para ajudar.

  3. … há muito mais gente empregada…. O verbo empregar não tem particípio irregular.

  4. “O problema da crise actual não é a falta de empregos.” Não me parece que seja a melhor conclusão… Até porque o gráfico demonstra uma queda abrupta nos últimos anos.
    É claro que não é o único problema, mas parece-me evidente que é um dos graves problemas, consequência, aliás, de qualquer crise!

  5. há muito mais gente empregue hoje

    Olha que novidade! A população dos EUA é hoje muitíssimo maior do que era nos anos 50 ou 60.

  6. Pois é. Por isso é que o Ricardo usou um gráfico que compara as percentagens e não números absolutos. Mas vejo que não tinha reparado nisso.

  7. Pingback: Douta Ignorância sobre a População Desempregada « O Insurgente

  8. CSJ,
    “… há muito mais gente empregada…. O verbo empregar não tem particípio irregular.”
    Já alterei o artigo… se bem que… não há nenhuma situação em que se possa dizem “empregue”?
    Como em “os recursos estão a ser bem empregues”…

    Em que situações se deve usar empregue (se é que se pode usar)?

  9. É tão bom ignorar que o número de pessoas no mercado de trabalho é hoje quase o dobro.. As mulheres, estúpido! (adaptação da frase de James Carville ,sem intenção de ofender)

  10. Rcardo Monteiro,
    Penso que a entrada das mulheres, se bem que é uma parte da questão, não será a única.
    E não me estou a referir exclusivamente à pirâmide demográfica (reforma dos baby boomers) e ao abandono da força de trabalho por parte dos desempregados desencorajados…

  11. Sim, “empregue” ocorre no discurso oral e por isso aparece nos dicionários, que no entanto muitas vezes não indicam as condições de uso. Defendo que deve sempre ser corrigido tanto na sala de aula como “em casa”. Creio que se trata de uma forma construida por contaminação com “emprego” (que é um deverbal – uma forma criada por derivação regressiva a partir do verbo “empregar”). O part. passado tem também ocorrência como adjectivo e portanto “pode ser substantivado”. Por isso ocorrem estas formas.

    Repare:
    * para “não-aceitavel” ? para “dúvida se é aceitável”

    - A Ana está empregada na loja. / ? A Ana está empregue na loja.
    - A empregada chama-se Ana / * A empregue chama-se Ana

    Pode testar-se com outros verbos smelhantes como : encarregar, engasgar, entravar, empatar… etc.

    Mas pode haver opiniões diferentes entre linguístas/gramáticos. As línguas são mais como a matemática e pouco como a aritmética.

    E… gostei do seu(s) artigo(s) s/emprego.
    Saudações.

  12. CSJ,
    Bem, estou a ver que da próxima vez que ligar aos meus pais vou ter de perguntar esta =)
    (A minha mãe era professora do 1º ciclo e sobre Português costuma saber as respostas às minhas perguntas)

    Sobre os artigos,
    Obrigado. No fundo, era um artigo para colher um ou outro contributo e passar na espuma do tempo e depois gerou-se toda esta confusão porque alguém pensou que eu adoro o Obama e o estava a defender! A chatice é que eu não estava preparado para agora dizer a minha tese e portanto toda esta questiúncula ficou um pouco estranha.

    Já agora, questiúncula continua a ter acento com o novo Acordo Ortográfico, não continua?

  13. “De regra, a forma regular emprega-se na constituição dos tempos da VOZ ACTIVA, isto é, acompanhada dos auxiliares ter ou haver; a irregular usa-se, de preferência, na formação dos tempos da VOZ PASSIVA, ou seja, acompanhada do auxiliar ser” como se poderá ler na Nova Gramática do Português Contemporâneo.
    Na mesma obra é referido que, com os verbos auxiliares ter e ser, atualmente apenas se usarem os particípios irregulares dos verbos ganhar, gastar e pagar.

  14. Pingback: Historiador sobre a População Empregada « O Insurgente

  15. “Questiúncula” está bem.
    É sempre difícil tratar certos assuntos em comentários ou artigos pequenos porque os presupostos da “audiência” são desconhecidos e muitas vezes bem diferentes. E depois há o problema dos conceitos e da terminologia e respectivas teorias. Mas mesmo com todas as dificuldades parece-me útil e muito interessante.

  16. Pingback: “O problema da crise actual não é a redução da população empregada” – Aventar

  17. Esperava-se melhor dos ditos “liberais”. Este estudo vê-se que é feito para ignoar o desemprego e políticas de apoio ao emprego

    O desemprego está obviamente ligado á crise e declinio da produção. E é um processo ciclico, retro-alimentado. Desemprego, menos consumo, menos procura, menos investimento etc

    Mas comentei agora foi para me rir daquele estudo, onde dizem que o mais provável na sequência de ‘defaults’ é Europa, Reino Unido, Japao, Coreia do Sul, China.. Nem mencionam os EUA, o pilar inabalável.

    Bem, a dívida pública da China está a menos de 50% do PIB por isso é impravável que caia antes dos states, mesmo nessa situação apocalíptica. Para além disso, o Japão tem grande parte da dívida dos EUA

  18. Miguel,
    Oh Homem de Deus, mas alguém está aqui a tentar mascarar o desemprego?!?
    Quando alguém diz “Há um desemprego enorme, mas ainda assim a população empregue é a mesma que nos anos dourados (devido à maior participação feminina, como é óbvio)… porque é que a sociedade de hoje precisa de mais trabalhadores para funcionar?”, ISSO é mascarar o desemprego?

    Quanto ao estudo: pode rir à vontade. É feito por americanos e isso vê-se. O patriotismo e a nota por baixo cega aquela gente. Quer ratings melhores? Vá à agência Chinesa =)
    E é claro que a crise da dívida Americana afectaria acima de todos o Japão. A China tem mais em termos absolutos, mas em termos relativos…

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