Combinando Taxa de Actividade e Taxa de Desemprego, conseguimos obter a Percentagem da População Total que tem emprego (População Empregada / População Total), neste caso para o período 1948-2012:

Podem ver o resto da apresentação aqui.
Ou seja, comparativamente com os dourados anos 50 e 60, a população empregada cresceu!
O problema da crise actual não é a redução da população empregada. Há outros factores a considerar… (produtividade?, poupança?, …)

Pelos gráficos parece que faltam empregos nos EUA em relação há alguns anos atras.
Porquê desperdiçar tanta mão-de-obra ?
Comentário por Paulo Pereira — Junho 20, 2012 @ 11:53
Claro que nos anos 50 não havia tantos empregados: as mulheres não trabalhavam. E havia escravatura e semi escravatura, de pretos e emigrantes para ajudar.
Comentário por António — Junho 20, 2012 @ 12:08
… há muito mais gente empregada…. O verbo empregar não tem particípio irregular.
Comentário por CSJ — Junho 20, 2012 @ 12:24
os dados aqui em baixo (percentagem de desemprego) mostram algo diferente – qual a diferença?
http://data.bls.gov/pdq/SurveyOutputServlet
Comentário por migspalexpl — Junho 20, 2012 @ 13:02
“O problema da crise actual não é a falta de empregos.” Não me parece que seja a melhor conclusão… Até porque o gráfico demonstra uma queda abrupta nos últimos anos.
É claro que não é o único problema, mas parece-me evidente que é um dos graves problemas, consequência, aliás, de qualquer crise!
Comentário por Nuno Libório — Junho 20, 2012 @ 13:06
há muito mais gente empregue hoje
Olha que novidade! A população dos EUA é hoje muitíssimo maior do que era nos anos 50 ou 60.
Comentário por Luís Lavoura — Junho 20, 2012 @ 14:47
Pois é. Por isso é que o Ricardo usou um gráfico que compara as percentagens e não números absolutos. Mas vejo que não tinha reparado nisso.
Comentário por Miguel Noronha — Junho 20, 2012 @ 15:01
Um dia explico num post o significado de “percentagem”.
Até lá evite comentar posts que incluam o símbolo “%”.
Obrigado, RCM.
Comentário por Ricardo Campelo de Magalhães — Junho 20, 2012 @ 16:52
[...] Ignorância, criticou no seu artigo “Desemprego? Nah…” o meu artigo de ontem População Empregada nos EUA, o que deu depois origem a uma referência no [...]
Pingback por Douta Ignorância sobre a População Desempregada « O Insurgente — Junho 21, 2012 @ 01:44
CSJ,
“… há muito mais gente empregada…. O verbo empregar não tem particípio irregular.”
Já alterei o artigo… se bem que… não há nenhuma situação em que se possa dizem “empregue”?
Como em “os recursos estão a ser bem empregues”…
Em que situações se deve usar empregue (se é que se pode usar)?
Comentário por Ricardo Campelo de Magalhães — Junho 21, 2012 @ 02:19
É tão bom ignorar que o número de pessoas no mercado de trabalho é hoje quase o dobro.. As mulheres, estúpido! (adaptação da frase de James Carville ,sem intenção de ofender)
Comentário por Ricardo Monteiro — Junho 21, 2012 @ 11:05
Rcardo Monteiro,
Penso que a entrada das mulheres, se bem que é uma parte da questão, não será a única.
E não me estou a referir exclusivamente à pirâmide demográfica (reforma dos baby boomers) e ao abandono da força de trabalho por parte dos desempregados desencorajados…
Comentário por Ricardo Campelo de Magalhães — Junho 21, 2012 @ 11:46
Sim, “empregue” ocorre no discurso oral e por isso aparece nos dicionários, que no entanto muitas vezes não indicam as condições de uso. Defendo que deve sempre ser corrigido tanto na sala de aula como “em casa”. Creio que se trata de uma forma construida por contaminação com “emprego” (que é um deverbal – uma forma criada por derivação regressiva a partir do verbo “empregar”). O part. passado tem também ocorrência como adjectivo e portanto “pode ser substantivado”. Por isso ocorrem estas formas.
Repare:
* para “não-aceitavel” ? para “dúvida se é aceitável”
- A Ana está empregada na loja. / ? A Ana está empregue na loja.
- A empregada chama-se Ana / * A empregue chama-se Ana
Pode testar-se com outros verbos smelhantes como : encarregar, engasgar, entravar, empatar… etc.
Mas pode haver opiniões diferentes entre linguístas/gramáticos. As línguas são mais como a matemática e pouco como a aritmética.
E… gostei do seu(s) artigo(s) s/emprego.
Saudações.
Comentário por CSJ — Junho 21, 2012 @ 11:47
CSJ,
Bem, estou a ver que da próxima vez que ligar aos meus pais vou ter de perguntar esta =)
(A minha mãe era professora do 1º ciclo e sobre Português costuma saber as respostas às minhas perguntas)
Sobre os artigos,
Obrigado. No fundo, era um artigo para colher um ou outro contributo e passar na espuma do tempo e depois gerou-se toda esta confusão porque alguém pensou que eu adoro o Obama e o estava a defender! A chatice é que eu não estava preparado para agora dizer a minha tese e portanto toda esta questiúncula ficou um pouco estranha.
Já agora, questiúncula continua a ter acento com o novo Acordo Ortográfico, não continua?
Comentário por Ricardo Campelo de Magalhães — Junho 21, 2012 @ 11:54
“De regra, a forma regular emprega-se na constituição dos tempos da VOZ ACTIVA, isto é, acompanhada dos auxiliares ter ou haver; a irregular usa-se, de preferência, na formação dos tempos da VOZ PASSIVA, ou seja, acompanhada do auxiliar ser” como se poderá ler na Nova Gramática do Português Contemporâneo.
Na mesma obra é referido que, com os verbos auxiliares ter e ser, atualmente apenas se usarem os particípios irregulares dos verbos ganhar, gastar e pagar.
Comentário por Teofilo M — Junho 21, 2012 @ 12:43
[...] “Essa forma de cálculo faz toda a diferença para se afirmar “comparativamente com os dourados anos 50 e 60, a população empregada cresceu!““. Certo, certo. Quem nem sequer compreende as variáveis e acha “tolo” usar a [...]
Pingback por Historiador sobre a População Empregada « O Insurgente — Junho 21, 2012 @ 23:33
“Questiúncula” está bem.
É sempre difícil tratar certos assuntos em comentários ou artigos pequenos porque os presupostos da “audiência” são desconhecidos e muitas vezes bem diferentes. E depois há o problema dos conceitos e da terminologia e respectivas teorias. Mas mesmo com todas as dificuldades parece-me útil e muito interessante.
Comentário por CSJ — Junho 22, 2012 @ 10:30
[...] cima com formação em História da Arte) artigo muito ilustrado, que eu gosto é de bnécos. O Ricardo Campelo de Magalhães descobriu que mesmo assim hoje a percentagem da população empregada nos EUA é superior ao dos anos [...]
Pingback por “O problema da crise actual não é a redução da população empregada” – Aventar — Junho 23, 2012 @ 12:00
Esperava-se melhor dos ditos “liberais”. Este estudo vê-se que é feito para ignoar o desemprego e políticas de apoio ao emprego
O desemprego está obviamente ligado á crise e declinio da produção. E é um processo ciclico, retro-alimentado. Desemprego, menos consumo, menos procura, menos investimento etc
Mas comentei agora foi para me rir daquele estudo, onde dizem que o mais provável na sequência de ‘defaults’ é Europa, Reino Unido, Japao, Coreia do Sul, China.. Nem mencionam os EUA, o pilar inabalável.
Bem, a dívida pública da China está a menos de 50% do PIB por isso é impravável que caia antes dos states, mesmo nessa situação apocalíptica. Para além disso, o Japão tem grande parte da dívida dos EUA
Comentário por Miguel — Agosto 13, 2012 @ 06:29
Miguel,
Oh Homem de Deus, mas alguém está aqui a tentar mascarar o desemprego?!?
Quando alguém diz “Há um desemprego enorme, mas ainda assim a população empregue é a mesma que nos anos dourados (devido à maior participação feminina, como é óbvio)… porque é que a sociedade de hoje precisa de mais trabalhadores para funcionar?”, ISSO é mascarar o desemprego?
Quanto ao estudo: pode rir à vontade. É feito por americanos e isso vê-se. O patriotismo e a nota por baixo cega aquela gente. Quer ratings melhores? Vá à agência Chinesa =)
E é claro que a crise da dívida Americana afectaria acima de todos o Japão. A China tem mais em termos absolutos, mas em termos relativos…
Comentário por Ricardo Campelo de Magalhães — Agosto 13, 2012 @ 08:47