de cavalo para burro

“Michael Brennan once earned as much as €1,000 ($1,300) a week as a carpenter installing roofs during Ireland’s housing boom. But after about three years without steady work, the 29-year-old is starting over in a freezing meat hall here, trying to carve out a new—and much less lucrative—future. Mr. Brennan is enrolled in a training course where he is learning to excise bones from bloody slabs of cow. In the end, he hopes to land an entry-level job at a meat-processing factory. The likely pay: €350 a week (…) In Ballinasloe, third-generation Irish butcher Joe Hayes in 2010 launched the National Butchery Academy, where Mr. Brennan, the carpenter, is enrolled, to train unemployed Irish people for jobs in the meat trade. The students, mostly long-term unemployed, spend 20 weeks preparing for entry-level positions at meat-processing plants (…) “There is a full generation that has not gone into the meat trade,” says Mr. Hayes, 59 years old. He says it will be an adjustment for many. “In the end, they’ll earn enough to make a living but they’re not going to be driving three cars.”, no Wall Street Journal.

Como escreve (e bem) o jornalista, se na Irlanda, onde a produtividade média e o PIB per capita estão entre os mais altos da Europa, o nível de sofrimento é este, que dizer então de Portugal? Até me dá um arrepio na espinha…

Ps: E é por isto que a crítica do PS a propósito das mais recentes afirmações do ministro das Finanças, de que este estaria “fora da realidade”, é uma crítica justa. O ministro deveria ter mais cuidado com o que diz.

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12 pensamentos em “de cavalo para burro

  1. Tu és um comunista nazi e promotor do socialismo (eventualmente bem-intencionado, como diria o Azevedo Alves). Meu grande funcionário público…
    Andas aqui pelo blog à tanto tempo e ainda não aprendeste nada.
    O campelo já cá vem explicar-te que não existe problema nenhum. E se existisse, também não havia problema porque o mercado resolve (é o mercado e o Liedson).

  2. Nível de sofrimento? Eu não vejo nível de sofrimento nenhum. O indivíduo anda a preparar-se para ter um emprego razoável. Não vejo razão para estar a sofrer.
    Sofrem aqueles que não têm nem encontram trabalho.

  3. Com as devidas vénias, “…de que este estaria “fora da realidade”…”.
    Também “fora da realidade” é alguém esperar que uma Assembleia da República 100% partidária -sem independentes dignos desse nome- eleja Juizes … independentes!.
    Outro efeito (bastante) preverso de uma Lei que (só agora!) horroriza o próprio pai.
    “Jorge Miranda, um dos ‘pais’ da Constituição da República, considera «horroroso» o processo de nomeação de três juízes para o Tribunal.(Sol)

  4. O governo tem que fornecer casas sem telhado para defender o “posto de trabalho” deste cidadão.
    Já agora era bom dar um subsídio aos talhantes que vão sofrer a concorrência destes carpinteiros reciclados.
    Está já em estudo um programa de formação de talhantes desempregados que vão aprender a fazer telhados.
    O governo prepara também legislação para impedir que talhantes formados em desmancha de bovinos, exerçam ilegalmente a profissão em suinos e ovinos.
    Vão ser criadas escolas especializadas em bovinos, caprinos, suinos e aves.
    A União europeia vai comparticipar com uma verba para custear o custo dos animais necessários para operacionalizar estes programas.
    A lei prevê também que os ditos animais têm que ser certificados por veterinários de forma a evitar que sejam utilizados animais doentes ou com defeitos.
    Todo este sistema vai ser coordenado por uma nova Agência Nacional de formação em desmancho de gado.
    A Nova Agência vai ser criada por uma lei quadro e vai ter um quadro de pessoal e instalações financiado por um novo imposto a ser pago pelas grandes superfícies que vendem bifes.
    A ministra Cristas já disse numa feira que visitou no sábado, que o governo está a estudar uma forma de evitar
    o stress provocado por esta actividade em pessoas sensíveis, fornecendo às autarquias apoio psicológico pago
    pela indústria da carne. Afirmou também que estão isentos os fabricantes de salsichas, que vão ser obrigados a exercer a sua actividade a mais de 1km de escolas e hospitais.
    E assim sucessivamente,

    Como se vê há muito que fazer.
    O governo está a combater a crise e a vitória é certa.

  5. Eu cá por mim proponho que se corte um braço de cada pessoa, assim já haverá trabalho para todos e claro podem ser ricos, verdade! . É important aliás que sejam também proibidos os tijolos, guindastes faceís de montar e massas pré preparadas pois assim nunca as casas estarão alguma vez todas construídas e já não haverá 3 anos sem “steady work”…
    Quando um braço rouba trabalho ao outro braço devemos adoptar o proteccionismo braçal e cortar o braço malvado não é?

  6. É isso mesmo consumir o que se produz, não andar a importar sem reciprocidade .

  7. “É apenas regressar ao nível de bem estar consistente com aquilo que se produz.”

    Pois, João, eu nunca disse o contrário. O problema – um pequeno pormaior – é que passar de cavalo para burro é sempre difícil de encaixar. E é isso que começa a estar em causa: a capacidade de encaixe de todos estes países….

  8. O crescimento parou sem um milagre tecnólogico, mas ainda não perceberam . Não têm alternativa. Ou regressam ao início da bolha: riqueza início do século XXI ou a espiral não parará.

  9. Há várias razões para o fim do tipo de crescimento. O crescimento fácil acabou.

    Desde o peso do Estado na Economia até à demografia passando pela tecnologia e claro o básico: as necessidades do passado já estão satisfeitas. Já não é preciso mais casas ou estradas…e como muitos não sabem fazer outra coisa…não é despejando dinheiro em funcionários públicos e pensionistas que vão passar a fazer ipods.
    E depois temos o método como se mede o crescimento….
    Que é muitas vezes falso. Mais transacções entre advogados e clientes porque há mais leis não é crescimento real, assim como ter de pagar a uma empresa de segurança para proteger a habitação não é crescimento…

    Note-se que o fim do crescimento já existe há mais de um década. Acabou. Finito.
    Pedir 10 emprestado e crescer a 1 não é crescimento assim como pedir 4 e crescer a 2.

    Eu penso que ainda há margem para crescer mas não com os incentivos e a moral e cultura derivada desses incentivos que já se prolongam há décadas, a que se adicionam mudanças estruturais acima indicadas.

    Portugal para crescer precisa de fazer algo que nunca fez: substituir riqueza que apareceu por causa da dívida por riqueza que aparece por causa da produção.

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