A propósito das críticas de Diogo Feio

Num comentário, o eurodeputado Diogo Feio esclarece a notícia do Público

Não tenho por hábito responder a referências na blogosfera, mas a deturpação das minhas palavras não posso deixar passar em claro. Numa referência aos votos parlamentares relativos às alterações ao Código do Trabalho, disse que era constrangedor ver um deputado do CDS votar ao lado de Jerónimo de Sousa e de Francisco Louçã.

Num post no Insurgente foi feita uma interpretação das minhas palavras como uma crítica a Adolfo Mesquita Nunes e João Rebelo. Para que fique claro, essa imputação é falsa. Estava apenas a falar das votações relativas a alterações à legislação laboral nacional. Esta matéria está, na minha opinião, sujeita a um princípio de disciplina de voto especialmente qualificado.

Na linha do que está escrito em vários manuais de Direito Constitucional, entendo este princípio de uma forma absoluta quando se trate do voto relativo à Constituição e suas revisões, ao programa de Governo, ou à proposta de lei do Orçamento do Estado.

Num momento em que Portugal está estritamente sujeito ao memorando da Troika considero que a votação na generalidade das suas linhas fundamentais deve ser sujeita a disciplina de voto pois está em causa a credibilidade de Portugal. Numa matéria de Governo, bem diferente de uma questão de consciência, entendo de uma forma especialmente exigente a matéria da disciplina de voto. Num momento em que Portugal tudo faz para recuperar a sua independência, sinto-me constrangido em ver um deputado do espaço do centro direita a votar ao lado de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã.

Entre as muitas coisas que fiz na minha vida, fui, com muito honra, Deputado na Assembleia da República durante seis anos e votei, muitas vezes, ao lado de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, mas nestas matérias de política económica, sempre soube qual era o meu lado e nunca me confundi.
Esta é uma posição que expresso de forma frontal, sujeita ao contraditório e sem qualquer espécie de ideia de superioridade moral sobre os outros.

About these ads

6 pensamentos em “A propósito das críticas de Diogo Feio

  1. E até o CDS já considera mais relevante uma votação sobre o Código de Trabaho do que uma votação sobre o casamento gay!…Cada vez mais homogénea a nossa Assembleia da Repúbica e menos representativa…Depois queixem-se.

  2. Pingback: Diogo Feio ficou constangido ao ver um deputado do CDS a votar ao lado de Louçã e de Jerónimo de Sousa nas votações relativas a alterações à legislação laboral nacional (por essa matéria estar, na sua opinião, sujeita a um princípio de discip

  3. Como é que é Diogo feio????

    Então o Ribeiro e Castro votou com o PCP e o BE em matéria economica??

    Que vergonha de esclarecimento. Está na europa e não sabe que há meses que Ribeiro e Castro escreve sobre o fim do Primeiro de Dezembro ?

    E com o facto do João Rebelo ter votado a favor da PMA por casais de lébicas ao lado da Isabel Moreira do BE e da ILGA já o deixa constrangido ?

    E com o facto do Adolfo ter votado a adoção Gay por casais homossexuis com o Bloco já não o deixa constrangido ?

    O esclarecimento é mais uma peça to ataque vil a um deputado que sempre deixou claro que ia votar contra o fim do 1º de Dezembro. Depois ainda têm o topete de chamar intolerantes a quem quer ver definida as regras de liberdade de voto no vosso partido.

    Confesso que me espanta que um blog como o insurgente tenha escrito dois posts a desculpar o que era obvio.

    O que fez não é de Diogo é Feio.

  4. Quando souberem o que é trabalhar, ter vida além do partido, e estar totalmente autónomos…perceberão que tudo é um mal-entendido.

    1.-Não é o código do trabalho que define um feriado, logo Ribeiro e Castro defrauda, problematiza, e enrola uma falsa questão; discutirá no diploma próprio sobre a concreta questão.
    2.-Um partido tem uma linha basilar, não pode ir contra a sua natureza, e se um deputado livremente tenha outra consciência, obviamente respeitável, afasta-se da votação, nem vota nem anda com declarações, nem conversas de bastidores.
    3.-Os portugueses perderam a soberania em 2010…o feriado até ridículo se torna…pois é a comemoração de um desejo longínquo: o da independência.

  5. Pingback: A favor do Adolfo Mesquita Nunes e contra as palhaçadas (ainda que bem intencionadas) « O Insurgente

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s