10 pensamentos em “Não está fácil

  1. Gostam muito de misturar limões com batatas.
    Tenho o brevet de piloto, costumo voar passageiros, tive de cumprir muitas normas e muitos regulamentos.
    Da próxima vez que andar de andar de avião lembre-se que essas normas e regulamentos existem para a sua segurança.
    A maior parte delas, senão a totalidade, surgiram porque algum acontecimento trágico a isso obrigou.

  2. O meu ponto era que regras e regulamentos não são necessariamente negativos, a maior parte deles existem por alguma razão.
    Quando vai a um restaurante com certeza gostará de saber que os alimentos que consome foram produzidos, armazenados transportados e confeccionados em condições sanitárias correctas. Gostará de saber que os cozinheiros lavam as mãos depois de utilizarem a casa de banho, que não existem baratas e ratos nas cozinhas e armazéns de alimentos. Se acha que não são necessários regulamentos não sabe o que já aconteceu em restaurantes, e por vezes ainda acontece.
    Também gostará de saber que existe um extintor ou vários, que o edifício onde está o restaurante foi construído cumprindo normas de segurança correctas ( anti-sísmicas, anti-incêndio, etc).

    O que colocou aqui no post não mais do que um exercício de demagogia.
    O “jornalista” pega numa situação ridícula ( a proibição da banca de limões das crianças), cria depois uma situação absurda (tentar legalizar uma banca de limonadas), ao contrário de um verdadeiro empreendedor desiste do processo, para concluir que as regulamentações são o que prejudica a economia.

    “É mais simples tirar um brevet de piloto do que fazer e vendar limonadas.”
    Eu percebi a provocação, mas não lhe levo a mal.

  3. É o que digo, é mais simples, barato e não acarreta preocupações e custos de maior, tirar um qualquer brevet do que abrir – nem digo um restaurante – uma tenda onde se faça e venda limonada. Algo que em tudo beneficia a economia.

  4. Pois não sabe o que já se fez em restaurantes, carne com brucelose, com encefalopatia espongiforme, salmonelas, legionário, doenças transmitidas por baratas e por ratos, ( se não sabe use o google), incêndios em estabelecimentos com vítimas mortais, etc.
    Vai-me responder, mas a procura adapta-se e só escolhe os bons restaurantes. O problema é que é possível confeccionar carne imprópria para consumo de forma a esconder os seus defeitos. E o que dizer do incauto cliente que escolhe um qualquer restaurante quanto mais não seja par experimentar?

    Se todos fossem como eu, ou você (arriscaria eu dizer), não era necessário sequer haver legislação que abrangesse o homicídio, a violação ou a pedofilia. Em relação ao primeiro, nada nos livra de cometer um homicídio involuntário, atropelamento por exemplo. Mas em relação ao segundo e terceiro, não existe a forma involuntária.
    Ponto da questão, o facto de você não fazer certas coisas não implica que não haja quem o faça. O facto de não ser necessário regular boas práticas em certas actividades para tentar que você cumpra essas boas práticas, não implica que continuem a existir pessoas que tentaram sempre contornar essas boas práticas, independentemente do custo que possam vir a a ter para terceiros.

    Mas também sei que não vai perceber, resta-me desejar que nunca apanhe uma intoxicação alimentar, ou algo mais grave, devido à ingestão de alimentos impróprios para consumo.

    Passar bem.

  5. Caro mau,

    A questão não é a existência de regras: é o facto de o excesso de regras criar obstáculos absurdos ao empreendedorismo, e de muitas dessas regras não cumprirem o seu papel, i.e. não impedem situações catastróficas. Não é a existência de regras contra a utilização de carne fora de prazo que impede o restaurante de a usar: é a perspectiva de punição que o faz. Ora o castigo efectivo dos prevaricadores é uma maior garantia de segurança do que a exigência de uma série de obrigações burocráticas.

    PS: Não compreendo por que razão tentar legalizar uma banca de limonadas é uma situação absurda. Existem barracas de farturas, bancas de pipocas, stands de cachorros-quentes, etc. A limonada é um produto como outro qualquer.

  6. Finalizando
    A existência dos regulamentos per si não é efectivamente uma solução milagrosa. Mas pegando no exemplo da construção civil, a introdução de regulamentos, que foram prejudiciais para as empresas em termos económicos, custos com o equipamento, com a formação, etc, não acabando totalmente com os acidentes tiveram efectivamente uma redução positiva no número de acidentes.
    Como a vantagem acessória, esses regulamentos criaram um mercado de segurança que não existia.

    Considero absurdo legalizar uma banca de limonadas pelas seguintes razões:
    Como sabe é uma actividade cultural que só existe nos EUA, e como sabe é uma actividade que é exercida por crianças, como um hobby, uma aprendizagem, para ganhar uns trocos, etc.
    Não havendo regras específicas para bancas de limonadas, terão efectivamente de cumprir normas genéricas do sector de alimentação. Não sei se a sua ideia era criar uma regulamentação específica para as bancas de limonadas, mas advirto que estaria a aumentar o números de regulamentos, os quais eu lhe recordo que você não gosta.
    Também não sei se a sua ideia era isentar as bancas de limonadas da inscrição no IRS e o respectivo pagamento de impostos, mas isso iria criar uma situação de desigualdade em relação aos outros sectores de actividade. Pode ser que seja contra o pagamento de impostos, mas isso é impraticável, quanto mais não seja para pagar a máquina de guerra estadounidense que este blog tanto gosta.

    Além de que, seguindo as regras de mercado, se houvesse uma grande procura de limonadas, o mercado já teria reagido criando a respectiva oferta, não sendo assim uma ideia absurda mas sim uma realidade.

    “In the name of public safety, politicians strangle opportunity.”
    Depois de apoiar uma declaração destas, vejo que já admite que a existência de certas regras são necessárias.
    Mas seguindo os conselhos do nosso governo, e do turista paquistanês, o que o “jornalista” deveria fazer era sair da “zona de conforto” e abrir uma banca de limonadas no Paquistão.

    E sim, concordo, a burocracia pode ser um verdadeiro “pain in the ass”.

  7. “a máquina de guerra estadounidense que este blog tanto gosta”

    Descobriu! A fonte de financiamento da máquina e deste blog passa pelas limonadas e por mais uns pós que são originados pelos emigrantes nacionais.

  8. Será que o ruicarmo só consegue falar como um ser humano inteligente com quem concorda consigo? Esse forma pueril de não argumentar só lhe fica mal.

  9. Alexandre, não se apoquente pois sou um caso perdido. Beba uma limonada das justas: das que ultrapassam os aparentes entraves colocados pela burocracia e que pagam impostos.

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