O Insurgente

Fevereiro 16, 2012

Tristemente irónico

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:25

Uma escolha apropriada e oportuna para um país que chegou à bancarrota na sequência de uma orgia despesista e onde o keynesianismo continua a ser o quadro mental praticamente hegemónico: Paul Krugman vem a Lisboa para doutoramento honoris causa

Três universidades de Lisboa vão juntar-se pela primeira vez na sua história para concederem o doutoramento ‘honoris causa’ a Paul Krugman.

O doutoramento será concedido pelas universidades de Lisboa, Técnica e Nova numa cerimónia que vai decorrer a 27 de Fevereiro, a que se segue uma conferência. O Nobel da Economia de 2008, que conhece Portugal desde que foi estudante no MIT, visita Lisboa na sequência da sua entrada para a Academia de Ciências de Lisboa como correspondente estrangeiro.

26 Comentários »

  1. O pensamento económico nas universidades portuguesas ainda se encontra numa fase pré-científica semelhante à alquimia.

    Comentário por Pi-Erre — Fevereiro 16, 2012 @ 13:37

  2. Quero dizer, nas universidades portuguesas e em muitas outras por esse mundo fora.

    Comentário por Pi-Erre — Fevereiro 16, 2012 @ 13:39

  3. Keynes não era nem despesista nem estatista, mas não era tonto.
    Formulou o unico programa coerente macro-económico até agora.

    Krugman é um New Keynesian, ideologia/corrente económica que é uma mistura confusa de Keynes, Classissismo, Monetarismo e Espectativas Racionais, no que se pode resumir em :

    – Os mercados são perfeitos e racionais se excluirmos as imperfeições e falhas de mercado !!!

    Comentário por Paulo Pereira — Fevereiro 16, 2012 @ 14:21

  4. não admira o Estado a que o país chegou, com Universidades destas…LOL até já condecoram palhaços !! o quê!!?? vai entrar para a Academia das Ciências Portuguesas!!?? Porugal é mesmo uma judearia…Salazar e a geração de ouro que acompanhou criaram um genial modelo económico e são desprezados pela Acadmia de Ciências Portuguesas e pelas Universidade portuguesas que só ensinam modelos económicos judaicos…palhaçada todal, o meio Universitario Português! Banca-Rota é o estado em que Portugal se encontra…e as Universidades a condecorarem stars judaicas que só dizem banalidades…

    Comentário por tric — Fevereiro 16, 2012 @ 14:25

  5. O AAA não concorda que se conceda doutoramentos honoris causa a Prémios Nobel? Acha que esses doutoramentos devem ser concedidos em função de preferências políticas e não de considerações científicas e académicas?

    Comentário por Luís Lavoura — Fevereiro 16, 2012 @ 14:28

  6. “O AAA não concorda que se conceda doutoramentos honoris causa a Prémios Nobel? ”
    .
    Se a Academia não deu um prémio Nobel a Salazar a titulo postumo, essa academia é uma treta…só serve para promover judeus…é que Salazar criou um modelo e aplicou-o com resultdos estonteantes…e os Judeus limitam-se a inventar teorias abstractas que quando são aplicadas só sai treta…fantasias criadas na estratofera…se Salazar e a geração d ouro que o acompanhou não merece o reconhecimento das Universiddes portuguesas, só demonstra a nulidade das elites que governam actualmente as Universidades portuguesas…hoje Krugman, amanhã Vitor Constancio…Teixeira dos Santos tambem chegas lá…senhores fotografos o momento da condecoração ou da passagem do Judeu trólaró Krugman, vai ser o beija mão de joelhos que o exmo e mui venerado deputado socretino João Galamba vai dar a Krugman…

    Comentário por tric — Fevereiro 16, 2012 @ 14:43

  7. É bom não esquecer que Krugman não é prémio Nobel pelos bitaites que manda no seu blogue e, políticas à parte, até tem algum trabalho interessante na Economia Internacional.

    Comentário por DavC — Fevereiro 16, 2012 @ 15:19

  8. A NTT e NEG têm alguns pontos relevantes e com interesse, no entanto, o trabalho dele relacionado com politica fiscal e finanças são pura e simplesmente fantasiosos…

    Comentário por André — Fevereiro 16, 2012 @ 15:46

  9. “o trabalho dele relacionado com politica fiscal e finanças são pura e simplesmente fantasiosos…”

    Em que é que são fantasiosos no caso dos EUA ?

    Que é necessário deficit publico quando o sector privado está em recessão de forma a estancar o crescimento do desemprego ?

    Comentário por Paulo Pereira — Fevereiro 16, 2012 @ 16:40

  10. O André deve estar consciente de que a grande maior parte dos economistas considera algumas teses (e certamente toda a metodologia) da Escola Austríaca pura e simplesmente fantasiosas.

    Comentário por Luís Lavoura — Fevereiro 16, 2012 @ 17:26

  11. Apaixonar-me por Portugal ainda é possivel?
    http://lmmgarcia.wordpress.com/2012/02/16/noivo/

    Comentário por Luis Garcia — Fevereiro 16, 2012 @ 17:33

  12. foi Krugman que recentemente defendeu que os salários em Portugal Espanha, gre´cia e outros PIGS deviam desvalorizar 20% em termos reais como forma de ajustar e equilibrar os défices destes paises não foi ?…o que têm os seus admiradores a dizer sobre esta proposta ?

    Comentário por joao carlos — Fevereiro 16, 2012 @ 17:42

  13. “Krugman que recentemente defendeu que os salários em Portugal Espanha, grécia e outros PIGS deviam desvalorizar 20% em termos reais”

    É Muito mais simples reduzir a TSU e o IRC nos sectores transacionaveis em pelo menos 50% e congelar os salários durante uns anos.

    Comentário por Paulo Pereira — Fevereiro 16, 2012 @ 18:15

  14. Rídiculo… Pegaram nesse artista para servir de espantalho ao ideal da esquerda.

    Anda por aí uma série de pensadores natos, carregado de manifestos e discursos abusivos contra a austeridade. Que a austeridade só leva à destruição da economia e não é a solução para resolver os problemas, e blá blá…
    Uma verdade de la palisse.
    Essas mesmas pessoas ainda não atingiram foi o porquê da austeridade.
    A austeridade só existe porque os países que entraram ou estão em risco de entrar em incumprimento possuem uma linha política adversa e contrária à prática do modelo típico da Europa do Norte.
    Os países do sul aplicaram modelos políticos que foram muito apoiados em corrupção, estados pesados, baixa produtividade, rigidez laboral, falta de justiça, especulação imobiliária, monopólios de preços na energia e distribuição, tudo isto apoiado no guarda-chuva do €.
    Assim após alguns governos terem levado às cordas o seu estado foram pedir a cobertura e a assistência aos países ricos e cumpridores (no caso de Portugal Sócrates e Teixeira dos Santos sabiam para onde estavam a conduzir o país e deveriam ser levados a julgamento).
    A esperança de algumas mentes sagazes mas de cariz saloio e provinciano era que se ia aplicar o modelo à americana e à inglesa, o de por a rotativa a funcionar e a cuspir dinheiro (este mito como caminho para o sucesso já foi e é desfeito todos os dias no blog).
    Só que a Europa do Norte e bem fez o estudo de tudo aquilo que estava em causa, (hoje até sabe opinar com foco em exemplos pequenos de má gestão como a Madeira), e atingiu que sem um conjunto de regras mínimas atingidas seria como mandar dinheiro para um poço sem fundo.
    Assim mandaram uns técnicos que em poucas semanas conseguiram num pequeno memorando um conjunto significativo de várias reformas (aqui no burgo português se falava, falava e falava… à décadas e nada se fazia). Reformas essas que irão aproximar mais o modelo dos países do Sul com o modelo do Norte da Europa.
    A moeda Euro é feita à medida de países produtivos e ela quer-se forte e de inflação controlada, pois os custos de acesso à energia e matérias-primas estão e serão cada vez mais elevados.
    Poderão cumprir os países do Sul o pagamento total das suas dívidas? O caso grego é o que se sabe e já levou uma boa tosquia, no caso português talvez mais para a frente aconteça o mesmo.
    Mas mesmo assim a estupidez ainda impera. O que a Grécia deu em troca? Onde estão as reformas? Alguém conhece a verdadeira realidade do labirinto grego cheia de histórias bizarras. A Grécia hoje já cospe ódio aos de fora quando foi desta vez destruída por dentro.
    Portugal que se afaste desses caminhos e cumpra as reformas.
    A Europa deve ser solidária com os povos mas não com as políticas ineficazes.
    Como em tudo na vida o importante é o equilíbrio, esta é a palavra-chave, assim os povos do Sul devem caminhar até ao Norte e os povos do Norte caminhar até ao sul e encontrarem o ponto natural de equilíbrio e ao equilíbrio se chega com harmonia.
    Mas tudo vai ainda confuso e ingovernável, neste já velho e calejado continente fazendo agora mais um capítulo mirabolante da sua história.
    Até que se chegue a bom porto que se proteja os verdadeiros necessitados e inocentes desta crise…

    Krugman será desmascarado quando o inevitável colapso do dólar chegar.

    vivendi-pt.blogspot.com

    Comentário por vivendipt — Fevereiro 16, 2012 @ 18:31

  15. O Luís Lavoura saiu-se com dois argumentos fraquinhos:

    1 – a grande maioria dos economias acha X
    2 – o sujeito Y ganhou o prémio Nobel

    Eu assumo-me como socialista e acho que é nestas questões que devemos tratar a economia não do ponto de vista “científico”, mas sim no campo da ideologia. Não pode existir objectividade na questão das ciências sociais, da Economia Política.
    Eu estou convencido que o socialismo é a melhor forma de governo. No entanto, digam-me quantos comunistas tiveram o prémio nobel da economia? Digam-me quantos socialistas chegam a ser professores catedráticos de economia? Digam-me quanta teoria afecta ao socialismo se ensina nas nossas universidades? Digam-me se, ao privatizar-se o ensino superior, haverá empresas interessadas em valorizar o ensino das teorias económicas socialistas?

    (Não me respondam, por favor, a espumar contra o socialismo. O objectivo deste comentário é apresentar-me do lado do anarco-capitalismo, contra os que o desvalorizam por não ser apoiado pela generalidade da comunidade académica. Interessa é perceber que o corporativismo vigente não se interessa pelo verdadeiro mercado livre, por razões análogas às que o socialismo foi enterrado pelos maçons e opus dei e coisas que tal que grassam na classe dominante.)

    Comentário por ossosss — Fevereiro 16, 2012 @ 19:39

  16. Apesar de tudo, acho que se o sujeito vai receber o doutoramento, que o receba, que não vou ser eu a protestar. O que protesto é contra a objectividade de a corrente económica do sujeito ser pretensamente superior a todas as outras correntes económicas por ter esse doutoramento ou por ter recebido o burguês prémio Nobel.

    Comentário por ossosss — Fevereiro 16, 2012 @ 19:43

  17. AAA, a perplexidade do Luís Lavoura é a mesma que a minha. Com certeza, imagino, que o doutoramento Honoris Causa é baseado nos contributos científicos de Krugman. Consideras mesmo que os seus contributos são irrelevantes?

    Comentário por LA-C — Fevereiro 16, 2012 @ 19:49

  18. Se alguém tiver oportunidade que pergunte ao Krugman qual a magnitude do efeito multiplicador das derrapagens nas PPPs.

    Comentário por Zebedeu Flautista — Fevereiro 16, 2012 @ 20:52

  19. O Passos escolheu para o seu conselho da ciência e tecnologia alguém que olha para a ciência com os óculos da ideologia.

    Comentário por pie — Fevereiro 16, 2012 @ 21:55

  20. Há sempre uma medalha nem que seja dada pelos marcianos. Não percebo é o que fez Krugman para a merecer! Mas se até o assassino estalinista carrillo é Prof. universitário … enfim.

    Comentário por A. R — Fevereiro 16, 2012 @ 23:01

  21. [...] comentário a este meu post, o Luís Lavoura defende a decisão de atribuir o doutoramento honoris causa a Paul Krugman com [...]

    Pingback por Tristemente irónico (2) « O Insurgente — Fevereiro 17, 2012 @ 00:44

  22. [...] comentário a este meu post, o Luís Lavoura defende a decisão de atribuir o doutoramento honoris causa a Paul Krugman com base no Nobel que este [...]

    Pingback por Tristemente irónico (2) « O Insurgente — Fevereiro 17, 2012 @ 00:50

  23. “Com certeza, imagino, que o doutoramento Honoris Causa é baseado nos contributos científicos de Krugman.”

    Acho que nesse domínio tenho mais imaginação que tu. Mas pode ser que tenhas razão.

    Comentário por André Azevedo Alves — Fevereiro 17, 2012 @ 01:02

  24. Não fosse a diatribe de esquerda que publica no New York Times, seria este senhor convidado para o o dito Honoris Causa?
    Quais foram os critérios científicos e os contributos para o progresso da humanidade que levaram e esta escolha?

    Comentário por ricardo saramago — Fevereiro 17, 2012 @ 13:47

  25. O que é que o Krugman disse que está tão errado (além de que ainda acredita nas expectativas racionais !) ?

    Que a procura desencadeia a oferta e de que o rendimento é igual ao gasto ?

    Comentário por Paulo Pereira — Fevereiro 17, 2012 @ 16:56

  26. [...] – Onde estão os liberais? 2 – Tristemente irónico (2) 3 – Tristemente irónico 4 – “The Iron Woman”, ou como falsear a memória histórica 5 – 5 Pistas de [...]

    Pingback por Top posts da semana « O Insurgente — Fevereiro 20, 2012 @ 00:25


RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

Deixar uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 2.436 outros seguidores