Este tipo de discurso político-sociológico – característico do CES, mas não só, e espalhado um pouco por todo país em versões mais ou menos sofisticadas – é parte do problema e não da solução.
A total incompreensão dos processos de mercado, uma concepção idealizada do Estado Social, uma sobranceria moral mal disfarçada e tudo isto embrulhado num marxismo temperado com umas pitadas de pós-modernismo.
Não é possível compreender o buraco em que o país está enterrado sem perceber as profundas implicações políticas, económicas, sociais e culturais da aceitação geral de que goza este tipo de pensamento: Classe média está em risco de “implosão”
No seu escritório, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, o investigador do Centro de Estudos Sociais folheia um jornal. Pode ser o do dia, o da véspera ou o da semana anterior, “não interessa”, diz – “Todos os dias há algo de novo: o acordo de concertação social, o anúncio de uma nova vaga de excedentários na função pública, o abandono da universidade pelos estudantes, as novas vagas de desemprego, o aumento das taxas moderadoras, a desmontagem do Estado Social – está tudo a acontecer de uma forma extraordinariamente rápida e intensa”, comenta. Aponta o livro editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que este fim-de-semana chega às bancas com o título A Classe Média: Ascensão e Declínio, e admite: “Se fosse hoje, provavelmente trocaria o termo “declínio” por “queda”".
Leitura complementar: A “Geração à Rasca”, os filhos de Boaventura e o Estado; Alice no país das ciências ocultas com metas claras.
A mim surpreende-me é que seja considerado pensamento aquilo que sai do centro de estudos sociais da FEUC, mas enfim. Às baboseiras do iluminado Boaventura e seus discípulos deveríamos dar o desconto se não fizessem parte de um quadro mais vasto de indigência mental que ainda vai passando por reflexão.
Comentário por joão — Janeiro 30, 2012 @ 00:38
Não tenho nada a ver com os filhos ou com os afilhados do Boaventura, nem pertenço a essas latitudes políticas disfarçadas de académicas, mas gostava de conhecer (a sério) o que acha o autor do post acerca deste ensaio de Elísio Estanque.sobre a classe média, isto é, acerca do seu mérito científico. Não é uma leitura correta da realidade?
Comentário por joaopcJ — Janeiro 30, 2012 @ 00:48
Gramsci, os intelectuais orgânicos e a longa marcha através das instituições….ou o modo como o marxismo cutural vai dominando as sociedades outrora liberais e capitalistas.
Comentário por Lidador — Janeiro 30, 2012 @ 08:28
Elísio Estanque é obviamente marxista.
Basta ler os seus textos de opinião, cheios de palavras como “reaccionários”, “progressista”, etc,etc.
A sua visão do mundo é religiosa. O seu método “científico” é tão científico como a teologia da libertação.
Não e uma leitura “correcta”?- pergunta um comentarista.
Depende meu caro.
Quando um sacerdote diz ao crente que o mal que lhe está a acontecer é culpa dos seus pecados, para o crente é uma leitura “correcta”.
Para o incréu é uma tolice.
Vale a pena desmontar a tolice?
Será possível desmontar a tolice?
Não. A fé não se discute. O crente crê e nunca se convencerá de que é tolice. O incréu não crê e , se for boa pessoa, deixa cada um consolar-se com a crença que o afaga.
Comentário por Lidador — Janeiro 30, 2012 @ 08:36
Como ex estudante da FEUC posso garantir que tudo o que sai dali está prenho de marxismo. A própria faculdade foi a única no país a chegar a ter uma cadeira de economia marxista (passo a contradição em termos).
Comentário por Ricardo Batista — Janeiro 30, 2012 @ 11:32
Ainda mais preocupante, mas significativo, é a Edição da obra pela Fundação Francisco Manuel dos Santos… jmm
Comentário por josé manuel moreira — Janeiro 30, 2012 @ 13:39
Um presidente armado em populista, um governo que começa a manifestar insuficiência de ideias (ainda não conhece este blog), uma oposição ansiosa pelo regresso de Paris do seu querido líder, uma classe média a eclipsar, uma classe de ricos esvaziada e de capital foragido, pequenas e médias empresas de parca tesouraria e com falta de liquidez, o capital humano a emigrar, um estado que ainda continua nos 50% de despesa do PIB e diversos países estrangeiros e mercados a olharem cada vez mais de lado para esta estranha economia.
Com o retrato acima, já não falta muito para Portugal acabar com as diferentes classes que compõe uma típica sociedade e passar a ser uma só, a classe de miseráveis, e aí sim Portugal atingiu o desígnio do socialismo, conforme inscrito na sua constituição.
http://vivendi-pt.blogspot.com/
Comentário por vivendipt — Janeiro 30, 2012 @ 17:08
Crentes, incréus, fé? Mas quem é esta gente? Como diria o seu amigo padre, ó nossa senhora… Por mim pode estar descansado, sou agnóstico. E continuo à espera de esclarecimento, mas já percebi que é melhor esperar sentado. O que vejo aqui, muito, é ataques ad hominem e processos de intenção. Muito adjetivo e pouca uva, digo eu que, mais uam vez, nem sou marxista nem para lá caminho. Acerca do ensaio sobre a classe média, por exemplo, zero.
Comentário por joaopc — Janeiro 30, 2012 @ 18:24
Somos a “Terra Prometida” para qualquer charlatãozeco de meia – tigela…
Comentário por JSP — Janeiro 30, 2012 @ 23:47