O Insurgente

Janeiro 10, 2012

higieno-fascistas

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 10:16

Pôr na ordem os higieno-fascistas:

Só faltava mais esta. Não bastava a classe política andar entretida com aventais, tinha de vir o Ministério da Saúde anunciar a revisão da lei do tabaco, com mais atentados à liberdade de quem gosta e quer fumar. Este país na bancarrota, sabe-se lá com que futuro e com que moeda, tem gente na administração pública que faz tudo para provar aos contribuintes que o Estado seria muito mais eficaz com menos funcionários. De facto, ninguém no seu perfeito juízo pode andar a pagar ordenados e outros custos para uns tantos higieno-fascistas afogarem as suas frustrações em leis e projectos fundamentalistas que são atentados às liberdades, à economia e ao emprego.

O Ministério da Saúde, um monstro que consome oito mil milhões de euros do Orçamento do Estado, devia andar muito preocupado com o corte nas despesas e o combate sem tréguas ao desperdício. Mas, ao contrário do que se diz e tenta passar para a opinião pública, os esforços ministeriais não conseguem reduzir a despesa, o laxismo, o desperdício e o total caos que reina em muitas estruturas do Serviço Nacional de Saúde .. nas estruturas dirigentes, a todos os níveis, haverá gente apostada em quebrar todas as regras e a boicotar todo e qualquer esforço para pôr a casa em ordem.

É neste contexto que os higieno-fascistas, que também querem o seu quinhão nos dinheiros públicos, aparecem à tona para mostrar que existem e que o seu trabalho é muito útil para a sociedade. Pior do que isso, há políticos, com o ministro da Saúde à cabeça, que alinham no seu jogo e tentam dessa maneira ficar na fotografia como meninos fundamentalistas muito bem-comportados, politicamente correctos e macaquinhos de imitação de toda a idiotice que nasce nos Estados Unidos e rapidamente atinge esta pobre Europa decadente.

Vir agora, neste ano desgraçado de 2012, falar numa revisão da lei do tabaco com o objectivo de impedir o fumo em todos os espaços fechados é, mais do que um atentado à inteligência, um atentado à economia e ao emprego. Nomeadamente na restauração, já fortemente atingida com o aumento do IVA de 13 para 23% .. o seu modelo é o de Nova Iorque e a seguir o irlandês. No primeiro impede-se o fumo em parques e jardins públicos, no segundo só os doentes mentais e os presos podem fumar em espaços fechados.

Nestas alturas, quando se vê esta gente tão excitada a violar os direitos dos outros e tão indiferente à situação miserável de milhões de portugueses, faz falta alguém com coragem para os pôr no seu lugar e na ordem. Ou no olho da rua, como quiserem.

34 Comentários »

  1. Por este andar ainda vão buscar a Leire Pajín para o ministério…
    Mas estes gajos foram buscar a cartilha do Zapatero ou quê?

    Comentário por PT — Janeiro 10, 2012 @ 11:20

  2. A proteção dos fumadores passivos foi a única coisa que o governo Sócrates fez de bom.
    A continuar por este caminho, a única coisa que o governo Coelho fará de bom é reforçar a proteção dos fumadores passivos.

    Comentário por PP — Janeiro 10, 2012 @ 11:23

  3. Agora já saiu um estudo coordenado pela Faculdade de Medicina de Lisboa e financiado pela Direcção-Geral de Saúde que sugere a proibição de se fumar à porta dos estabelecimentos. Estamos a ir pelo bom caminho. Daqui a bocado não posso fumar em casa, que ainda me entra a ASAE lá por dentro. E o fumo dos escapes? E das fábricas? E dos gases intestinais? O mau hálito, também conta?
    Bando de esquizofrénicos…

    Comentário por Manuel Costa Guimarães — Janeiro 10, 2012 @ 13:17

  4. Por acaso aqui discordo do AA.

    Fumar não é apenas uma questão de liberdade individual. Está provado que provoca prejuizos a terceiros. Se fosse possível o fumador pagar a cada pessoa com se cruza, o prejuizo que lhe causa, nada haveria a dizer e não seria precisa a intervenção do Estado. Mas esta é uma daquelas externalidades que o mercado não pode resolver, dada a impossibilidade de se fazer o pagamento descrito.

    Poderia pensar-se que os equipamentos especiais de certos estabelecimentos eliminam o problema.
    Mas não é verdade. Umas vezes porque o fumo é demasiado, outras, as mais frequentes, porque o equipamento está lá, mas está sempre desligado, à espera que venha a ASAE para então se ligar.

    Já entrei em vários estabelecimentos destes e está tudo como dantes: tudo a fumar e uma densa cortina de fumo suspensa no ar.

    Numa situação destas posso reclamar, o que me irá indispor com pessoas que aprecio. Não acho que valha a pena. Posso aguentar o prejuizo, ou posso ir embora. Nestes dois últimos casos, a minha liberdade de escolha está condicionada pelo fumador.

    Postas as coisas nestes termos, o caso é parecido com a liberdade que cada um tem de dar um soco no vizinho. Não tem, porque lhe provoca prejuizos. Ora eu tenho o direito de entrar num local público sem levar um soco, ou não?

    Comentário por Croje — Janeiro 10, 2012 @ 14:34

  5. Caro Croje,

    Mas quem é que o obriga a ir a frequentar espaços em que se fume? De que forma a sua liberdade esta condicionada por frequentar locais em que optou frequentar? Que pena que tenho de si…

    Comentário por GriP — Janeiro 10, 2012 @ 14:40

  6. “Mas quem é que o obriga a ir a frequentar espaços em que se fume?”

    1. Não são exclusivamente espaços onde se fuma. São casas de espectáculos, bares, etc, cujo serviço não é o fumo. Teria razão se se tratasse de um “fumarol”, vá lá, um estabelecimento unicamente destinado a fumar. Mas não é o caso.

    2. Está a inverter as coisas. Ninguém me obriga, sou eu que quero exercer a minha liberdade de beber uma cerveja naquele particular estabelecimento, sem ser prejudicado por outrem. Porque razão a minha liberdade de entrar sem prejudicar terceiros, há-de estar limitada?

    Comentário por Croje — Janeiro 10, 2012 @ 14:48

  7. E quem decide sobre quem deve ou não fumar num espaço que não lhe pertence, você ou o dono? Tinha ideia que era o primeiro..

    Comentário por GriP — Janeiro 10, 2012 @ 14:56

  8. “Está a inverter as coisas. Ninguém me obriga, sou eu que quero exercer a minha liberdade de beber uma cerveja naquele particular estabelecimento, sem ser prejudicado por outrem”

    Nesse caso eu também posso exercer a minha liberdade de querer ir a establecimentos onde não encontre comunistas.

    Comentário por Miguel Noronha — Janeiro 10, 2012 @ 14:57

  9. Também exijo que se deixe de servir bebidas alcoolicas nos bares para não correr o risco de ter que aturar a conversa dos bêbados.

    Comentário por Miguel Noronha — Janeiro 10, 2012 @ 15:07

  10. Também acho que os bares, cafés e afins não deveriam ter lavabos. Para além do mau cheiro e problemas de higiene temos de reconhecer que o negócios destes estblecimentos não é propriamente o alívio deste tipo de necessidades humanas.

    Comentário por Miguel Noronha — Janeiro 10, 2012 @ 15:12

  11. @M.Noronha
    “Também exijo que se deixe de servir bebidas alcoolicas nos bares para não correr o risco de ter que aturar a conversa dos bêbados.”

    O álcool dos outros não deixa substâncias nocívas dos seus pulmões; o tabaco dos outros, deixa;

    A atitude dos bêbados, se perturbar a sua integridade de outrém, pode constituir um crime; com o tabaco deve ser igual.

    Comentário por PP — Janeiro 10, 2012 @ 15:30

  12. “E quem decide sobre quem deve ou não fumar num espaço que não lhe pertence, você ou o dono? Tinha ideia que era o primeiro..”

    Mas justamente, o espaço é público. O dono não pode tudo. Na sua casa pode. Mas não num estabelecimento onde todos podem entrar, fumadores ou não.

    “Nesse caso eu também posso exercer a minha liberdade de querer ir a establecimentos onde não encontre comunistas.”

    Não há estudos que provem que estar-se ao lado de um comunista ou de um sportinguista, etc, prejudica a saúde. O fumo, esse sim, prejudica terceiros. Há suficientes estudos que o comprovam.

    “Também exijo que se deixe de servir bebidas alcoolicas nos bares para não correr o risco de ter que aturar a conversa dos bêbados.”
    Ouvir conversas de bêbados não prejudica a saúde. O facto de alguém estar bêbado pode ser desagradável, mas não provoca prejuizos, nem aos ouvidos, nem aos olhos de quem os ouve e vê. Mas, como sabe, o dono de um estabelecimento pode, efectivamente, expulsar alguém que se mostre ébrio. Pela simples razão de que a liberdade do individuo se embebedar, está a colocar em causa o seu negócio e a prejudicá-lo objectivamente.

    “Também acho que os bares, cafés e afins não deveriam ter lavabos. Para além do mau cheiro e problemas de higiene temos de reconhecer que o negócios destes estblecimentos não é propriamente o alívio deste tipo de necessidades humanas.”

    A lei estabelece que devem ter. Podia não estabelecer nada, concordo. E aí seria uma questão de oferta dos proprietários. Que acarreta custos, como é óbvio.
    Mas, por exemplo, se num estabelecimento desses, o proprietário autorizasse os utentes a defecar ou urinar junto ao balcão, aí sim, já haveria prejuizos para terceiros que quisessem ir beber uma cerveja ao balcão. E, obviamente, essa situação não pode ser permitida. É exactamente o caso do fumo.

    De resto, uma boa solução para isto seria exactamente um “fumarol”, uma espécie de urinol, um buraco na parede onde o fumador poderia ir satisfazer a necessidade fisiológica de puxar a sua cigarrada.

    Comentário por Croje — Janeiro 10, 2012 @ 15:41

  13. “Não há estudos que provem que estar-se ao lado de um comunista ou de um sportinguista, etc, prejudica a saúde”
    Discordo. Eu acho extremamente perturbante

    “uma boa solução para isto seria exactamente um “fumarol”, ”
    A actual lei já establecia algo semelhante. Zonas de fumadores que até tinham de ter sistema de extracção.

    Comentário por Miguel Noronha — Janeiro 10, 2012 @ 15:53

  14. ” álcool dos outros não deixa substâncias nocívas dos seus pulmões; o tabaco dos outros, deixa;”
    Se reparar na entrada dos bares há informam se se trata ou não de um local onde é permitido o fumo. Qum quer frequentar locais onde se fuma sabe ao que vai.

    Comentário por Miguel Noronha — Janeiro 10, 2012 @ 15:56

  15. “A lei estabelece que devem ter.”
    A lei actual também permite que se fume em determinadas condições. Se invocar a lei actual é um argumento de autoridade, nesse caso…

    Comentário por Miguel Noronha — Janeiro 10, 2012 @ 16:00

  16. O fundamentalismo anti-tabaco está a tornar-nos (fumadores) em criminosos. É a sharia ao fumador. Próximo são os gordos, que impedem a nossa passagem nos passeios e outras zonas públicas. Lipoaspiração com eles.

    Comentário por Manuel Costa Guimarães — Janeiro 10, 2012 @ 16:12

  17. Mas justamente, o espaço é público. O dono não pode tudo. Na sua casa pode. Mas não num estabelecimento onde todos podem entrar, fumadores ou não.

    O espaço é público? Curioso, tinha ideia que fosse propriedade privada, então afinal a quem é que se deve reclamar o estorno do investimento ?

    Comentário por GriP — Janeiro 10, 2012 @ 16:12

  18. Caro GriP,
    É o velho conceito de que no fim, tudo é do Estado e portanto, público. Ponha trancas na porta de casa…

    Comentário por Manuel Costa Guimarães — Janeiro 10, 2012 @ 17:13

  19. “Qum quer frequentar locais onde se fuma sabe ao que vai”

    Mas a questão não é essa. O local presta serviços. Quem não fuma tem todo o direito de procurar esses serviços sem que a sua liberdade seja tolhida pelos efeitos prejudiciais das práticas de outrem.

    “O fundamentalismo anti-tabaco está a tornar-nos (fumadores) em criminosos. É a sharia ao fumador”
    Enfim, parece ter desistido de argumentar com (alguma ) racionalidade e refugia-se nas proclamações caricaturais. Na verdade quem fuma junto a outras pessoas pode causar-lhe prejuizos. Porque razão há-de ter liberdade de o fazer? Se eu tiver por hábito entrar num café aos pontapés em tudo o que mexe, com o acordo do dono, você sente que eu tenho o direito de lhe dar um pontapé a si?

    “, tinha ideia que fosse propriedade privada”
    O uso não é privado, meu caro. É um espaço aberto ao público. É por isso que tem da seguir certas regras. As necessárias a que todos possam exercer a sua liberdade, sem colocar em cheque as liberdades dos outros.

    Em termos estritamente liberais, como já tentei explicar, isto é uma externalidade. O conflito não pode ser dirimido directamente entre quem causa o prejuizo e quem o sofre. É por isso que é necessário resolver esta falha de mercado, regulando. Só os anarquistas defendem a total liberdade de cada um fazer o que lhe apetece. Mas esses têm de saber que, num sistema assim, tb perdem a liberdade de dormir com os dois olhos fechados, porque há sempre um peixe maior.

    Comentário por Croje — Janeiro 10, 2012 @ 17:13

  20. “O uso não é privado, meu caro. É um espaço aberto ao público. É por isso que tem da seguir certas regras. As necessárias a que todos possam exercer a sua liberdade, sem colocar em cheque as liberdades dos outros.”

    Deixe-se de baboseiras!

    Portanto o exercício da sua liberdade passa por ditar aos outros o que devem fazer no seu espaço ? Mas que rico exercício de liberdade, Estaline estaria orgulhoso.

    Sugestão: Já que ninguém o obriga a frequentar estabelecimentos privados onde se fuma vá “exercer a sua liberdade” num espaço seu e deixe a propriedade dos outros em paz.

    Comentário por GriP — Janeiro 10, 2012 @ 17:32

  21. Caro Croje,

    Não foi caricatura. É realmente uma perseguição ao fumador.
    Quanto a este estudo, o meu comentário vai para a proposta de proibição de se fumar à porta dos estabelecimentos (que considero um absurdo), mas essencialmente para o problema de se proibir em TODOS os estabelecimentos o acto de fumar porque, para mim, isso levanta alguns problemas:
    - A lei inicial ter levado inúmeros estabelecimentos a gastos exorbitantes em sistemas de exaustão, que a grande maioria ainda não conseguiu pagar e que agora vai para o lixo, principalmente numa altura em que há dinheiro para todos.
    - Propriedade privada. “O uso não é privado, meu caro. É um espaço aberto ao público.” Aberto ao público que quer entrar num espaço que tem na porta as condições em que está a ser utilizado. Gosta, gosta. Não gosta, vá para outro. Essa é a liberdade do proprietário do estabelecimento, porque o restaurante/bar/café não é uma repartição pública das finanças, em que eu, como cliente, não tenho escolha.
    - “As necessárias a que todos possam exercer a sua liberdade, sem colocar em cheque as liberdades dos outros. ” Um não fumador tem a liberdade de não entrar num local, devidamente sinalizado e fiscalizado, em que se fume. Dantes não tinha, porque se podia fumar em todo o lado. Agora todos têm liberdade de escolha, dentro da lei e assim deve permanecer.

    Comentário por Manuel Costa Guimarães — Janeiro 10, 2012 @ 17:32

  22. Alguns comentadores confundem libdrdade com liberdade de ofensa à integridade física dos outros.

    Comentário por PP — Janeiro 10, 2012 @ 18:01

  23. “vá “exercer a sua liberdade” num espaço seu e deixe a propriedade dos outros em paz.”

    Creio que não vale a pena argumentar com quem não pretende terçar argumentos mas apenas fazer proclamações.
    Não insistirei.
    Agradecia apenas que respondesse à questão que lhe coloquei: acha que tenho o direito de lhe dar pontapés, só porque é o que costumo fazer, e o dono do estabelecimento concorda? Se responder à questão de uma forma cordata e argumentada, muito bem. Se não, margaritas ante porcus e para isso não estou.

    Comentário por Croje — Janeiro 10, 2012 @ 19:27

  24. ” É realmente uma perseguição ao fumador.”

    Não. o facto de você pensar isso, não implica que seja. Qualquer paranóico pensa que o perseguem sem que isso seja necessariamente verdade. Já pensou que há aqui uma externalidade?

    ” A lei inicial ter levado inúmeros estabelecimentos a gastos exorbitantes em sistemas de exaustão, que a grande maioria ainda não conseguiu pagar e que agora vai para o lixo, principalmente numa altura em que há dinheiro para todos.”

    Concordo, mas esse é outro problema.

    ” Aberto ao público que quer entrar num espaço que tem na porta as condições em que está a ser utilizado. Gosta, gosta. Não gosta, vá para outro”

    Não é assim tão simples. Como já lhe expliquei, o proprietário não pode determinar todas as condições de uso. Você, em sua casa, pode. Mas num estabelecimento de uso público, não pode, por razões óbvias e que neste caso são claras: prejuizos comprovados causados a terceiros.

    ” o restaurante/bar/café não é uma repartição pública das finanças, em que eu, como cliente, não tenho escolha.”

    Está a ver mal o problema. Eu posso gostar do robalo servido naquele restaurante e vou lá para o consumir e pago por isso. Você tb. Porque razão pensa que me pode causar prejuizos? A sua liberdade não choca aqui com a minha? E porque razão a sua deve prevalecer quando ela é a única que causa prejuizos ( a minha liberdade de entrar e comer o robalo, não coloca em causa a sua de fazer o mesmo).

    ” Um não fumador tem a liberdade de não entrar num local, devidamente sinalizado e fiscalizado, em que se fume. ”

    Mas eu quero ter a liberdade de entrar em todos os locais. Você tem (entrar num local onde não se fuma não o prejudica objectivamente) e quer que eu me limite.

    “Agora todos têm liberdade de escolha, dentro da lei e assim deve permanecer.”

    Não. Eu não tenho liberdade de escolher entrar naquele sitio específico, sem que me causem prejuizos. A sua reivindicação limita a minha liberdade de escolha. A minha reivindicação apenas limita a sua liberdade de fumar onde quer. Neste choque de direitos, o seu é claramente menor e deve ceder.

    Comentário por Croje — Janeiro 10, 2012 @ 19:40

  25. “acha que tenho o direito de lhe dar pontapés, só porque é o que costumo fazer, e o dono do estabelecimento concorda”

    a pergunta n e’ para mim, mas se fosse responderia que sim, que concordo desde q na entrada do estabelecimento estivesse afixado que ali se poderia levar pontapes do Croje. Simples

    Comentário por inthelimbo — Janeiro 10, 2012 @ 19:42

  26. “acha que tenho o direito de lhe dar pontapés, só porque é o que costumo fazer, e o dono do estabelecimento concorda?”

    wtf?

    Comentário por GriP — Janeiro 10, 2012 @ 19:48

  27. Pior que os higieno-fascistas só mesmo os bolchevique-fumadores… como é óbvio trata-se de uma questão de saúde público e do mais elementar bom senso.

    Só um “gajo muito agarrado à passa” é que pode querer obrigado o seu vizinho a ser fumador passivo!

    Que tristeza.

    Comentário por Manuel Silva — Janeiro 10, 2012 @ 20:10

  28. “Pior que os higieno-fascistas só mesmo os bolchevique-fumadores… como é óbvio trata-se de uma questão de saúde público e do mais elementar bom senso.

    Só um “gajo muito agarrado à passa” é que pode querer obrigado o seu vizinho a ser fumador passivo!”

    E quem são estes malandros bolcheviques que o obrigam a frequentar espaços em que se fuma? Mas qual saúde pública, não diga disparates… a questão elementar é se cabe ao dono decidir como gerir um espaço que é seu (e não do vizinho ou do estado), conceitos inovadores esta coisa de propriedade privada.
    Continuo sem perceber a dificuldade de optar por não frequentar um local que a partida não se goste ou que não tenha condições…cheio de pena de vocês…

    Comentário por GriP — Janeiro 10, 2012 @ 20:35

  29. “a pergunta n e’ para mim, mas se fosse responderia que sim, que concordo desde q na entrada do estabelecimento estivesse afixado que ali se poderia levar pontapes do Croje. Simples”

    Ok, é a sua opinião. Algo masoquista, mas aceitável. No papel, claro, porque na realidade não acredito que alguém, no seu perfeito juizo, aceitasse ser pontapeado apenas porque quer beber uma cerveja e o dono do estabelecimento autoriza os pontapés.
    Mas se o dono do estabelecimento pudesse determinar as regras todas aos usuários do seu espaço poderia também impedir a entrada a gordos, magros, louros, morenos, gajos que se chamam Oscar, etc. Bastava afixar um cartaz.
    Na verdade, na sua casa, pode fazer isso. Num estabelecimento comercial não pode. Nem aqui nem em nenhum estado de direito.
    Por óbvias razões.

    Mutatis mutandis é isto que se passa com o fumo. Um individuo ( o fumador) age de forma a prejudicar outrem, o dono do estabelecimento concorda e , na sua opinião, os terceiros nada podem fazer senão sujeitar-se aquilo que é, afinal , um acto de força.

    Vou-lhe dar conta de uma situação que se passou comigo.
    Um dia viajava num comboio, com a minha filha menor, e às tantas cheirou-me a fumo. Levantei os olhos e vi um jovem, acompanhado por uma rapariga, a fumar ostensivamente no espaço do meio, junto às portas. As pessoas olhava reprovadoramente mas não se atreviam a agir.
    Levantei-me e expliquei calmamente ao rapaz que não podia fumar ali, que havia um aviso , que era ilegal e que estava a prejudicar as outras pessoas.
    Respondeu-me de forma insolente.
    A partir desse momento, era uma questão de força. Ele impunha pela força a sua decisão de fumar e eu reagi pela força. Tirei-lhe o cigarro da boca e esmaguei-o no chão.
    Claro que sabia que podia acabar à pancada com ele. E estava preparado para isso.
    Mas mais passageiros tomaram coragem e levantaram-se. E o rapaz amochou, claro.
    É por isso que existem as leis. Para evitar que os choques de direitos sejam dirimidos à pancada e que prevaleça a razão da força.

    Comentário por Croje — Janeiro 10, 2012 @ 21:54

  30. “Continuo sem perceber a dificuldade de optar por não frequentar um local ”

    Mas é justamente o contrário. Eu quero poder optar frequentar e você pretende que eu não tenha essa direito. Não entende a falha do seu argumento?

    Comentário por Croje — Janeiro 10, 2012 @ 21:58

  31. Mas é justamente o contrário. Eu quero poder optar frequentar e você pretende que eu não tenha essa direito. Não entende a falha do seu argumento?

    Frequente o que quiser, desde que não imponha aos outros o que fazer com a sua propriedade, largue o papel de virgem ofendida.

    Comentário por GriP — Janeiro 10, 2012 @ 23:57

  32. “Frequente o que quiser, desde que não imponha aos outros o que fazer com a sua propriedade”

    Mas não entende o oxímoro? Está a dizer que tenho liberdade de escolha, desde que não tenha liberdade de escolha.
    A sua posição é racionalmente insustentável e confesso que não me agrada argumentar com quem não é capaz de enfrentar as falácias do seu próprio raciocinio, refugiando-se em frases “macho”.

    Ponto final. Não vale a pena gastar cera com ruim defunto, como sói dizer-se.

    Comentário por Croje — Janeiro 11, 2012 @ 08:46

  33. Mas não entende o oxímoro? Está a dizer que tenho liberdade de escolha, desde que não tenha liberdade de escolha.

    Mas que cansativo, mas qual oxímoro?!? De impor a sua vontade num local que não é seu?? Sim, de facto não tem esta liberdade por mais que chore e esperneie.

    Vá praticar este “exercício de liberdade” junto da sua comuna e afaste-se da propriedade dos outros.

    Comentário por GriP — Janeiro 11, 2012 @ 10:35

  34. Caro Croje,

    “Não. Eu não tenho liberdade de escolher entrar naquele sitio específico, sem que me causem prejuizos. A sua reivindicação limita a minha liberdade de escolha. A minha reivindicação apenas limita a sua liberdade de fumar onde quer. Neste choque de direitos, o seu é claramente menor e deve ceder.” Não é a minha liberdade de fumar onde quero, mas onde posso fumar legalmente!
    Percebo perfeitamente que queira entrar em todo o lado, como quer e quando lhe apetece, mas tem que aceitar que legalmente, um proprietário privado de um qualquer estabelecimento pode, legalmente, impôr-lhe certas condições. Aí volto ao mesmo: gosta, gosta; não gosta, vá a outro.

    Quanto à situação que descreveu em #29, apesar de ter agido correctamente e só ter faltado um par de estalos ao “rapaz insolente”, creio que não tem nada a haver com a situação que estamos a discutir, pois na carruagem está expresso por sinaléctica que é proibido fumar. É ilegal fazê-lo. Num restaurante, por exemplo, que siga as normas impostas para se poder fumar, estará também sinalizado que se pode fumar e portanto quem entra tem a escolha de poder entrar ou não. Essa é que é a liberdade de escolha que estamos a falar e com a qual não concorda, porque crê no seu direito universal de entrar em estabelecimentos privados e impôr a sua vontade de ar puro. Está no seu direito, mas esquece-se que espaços desses são neste momento um segmento de mercado, tal como um restaurante argentino, japonês, chinês, etc. Vai quem gosta e aceita o que ele é, dentro da lei.

    “Mas não entende o oxímoro? Está a dizer que tenho liberdade de escolha, desde que não tenha liberdade de escolha.” Claro que tem. Vá a outro. Simples. Se todos o fizerem, fecha. É o mercado a funcionar. No dia em que esse segmento estiver esgotado, os donos desses estabelecimentos, por vontade própria, fecham o espaço a fumadores. É esse o direito dos proprietários e é esse que deve prevalecer. O mercado trata do resto, como sempre o fez.

    Comentário por Manuel Costa Guimarães — Janeiro 11, 2012 @ 17:06

  35. Se o tabaco é assim tão mau, porque não há coragem de acabar com ele? Porque é que é bom proibir o fumar aqui ou ali? Porque é que se hão-de criar leis que nunca resolvem o problema do tabaco? Se são tantos os malefícios do tabaco, custam tanto dinheiro a tratar os seus efeitos, porque não se pensa em acabar com essa praga? Aposte-se em sensibilização, em apoio à desabituação do tabaco, fechem-se as tabaqueiras ou o mais que seja preciso. Na minha modesta opinião os fumadores eram mais bem tratados do que fazer leis absurdas que apenas servem para ridicularizar os cidadãos que decidiram andar de paivante na boca. O mal é o tabagismo em si ou andar de cigarro na boca?

    Comentário por Joaquim Carvalho — Janeiro 11, 2012 @ 20:39


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