Ouvidas as indignações sobre a operação da Jerónimo Martins, conclui-se que a livre circulação de capital, bens e pessoas é entendido como um pecado mortal.
Janeiro 3, 2012
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O que me indigna não é a operação, mas as condições criadas para que fosse racional optar por ela. Deixassem o CINM em paz…!
Comentário por Gonçalinho — Janeiro 3, 2012 @ 12:51
Na mouche.
Comentário por António Costa Amaral (AA) — Janeiro 3, 2012 @ 13:50
A mim o que me indigna não é a operação, é o moralismo de pacotilha do autor da operação.
Comentário por brmf — Janeiro 3, 2012 @ 14:31
A Jerónimo Martins não é uma multinacional, até com assinalável sucesso? Não é inerente ao projecto europeu a liberdade de circulação? De cabeça, recordo uma entrevista do “autor da operação” dada à sic-n, onde dizia, entre outras coisas, que enquanto investidor dava especial importância ao sistema de justiça e ao sistema fiscal. Não vislumbro, nem na operação, nem na tal entrevista qualquer índice de pacotilha. Os níveis de índice moralista de pacotilha atingem bons picos, naqueles que se propõem a boicotar o PD…. e que frequentam e compram em centros comerciais da sonae. Devem fazê-lo se assim entenderem e sentirem melhor. É para isso que existe (ainda) alguma concorrência.
Comentário por ruicarmo — Janeiro 3, 2012 @ 14:43
Vá lá levar os seus euros ao Pingo Doce, que a Jerónimo Martins encarrega-se de os emigrar para a Holanda.
Comentário por Dédé — Janeiro 3, 2012 @ 14:48
Dédé, eu faço compras onde me apetecer e tu não tens NADA a ver com isso.
Comentário por Zé — Janeiro 3, 2012 @ 15:28
“5.Vá lá levar os seus euros ao Pingo Doce, que a Jerónimo Martins encarrega-se de os emigrar para a Holanda.”
Os meus euros são para levar onde me parece ser melhor servido. Não são para alimentar um Estado gastador e ineficiente por via dos impostos cobrados a quem não quer ou não pode ou não tem interesse em “emigrar” para a Holanda ou para qualquer outro lado.
Se os levar ao Pingo Doce não estou necessáriamente a mandá-los para a Holanda. A totalidade da facturação é feita em Portugal. A maior parte serve para pagar trabalhadores e fornecedores portugueses. E serve também para premiar quem é mais competitivo e mais eficiente.
Quando muito, para a Holanda “emigra” apenas uma parcela dos lucros. Que até pode acabar por ser nula ou muito pequena se estes forem de novo reinvestidos ou gastos em Portugal (de resto, o mais provável). O que “emigra” definitivamente são os impostos pagos na Holanda (que nem serão assim tantos como isso ; por isso é que a JM “emigra” para ali).
Embora não seja (nem deva ser) essa a minha preocupação como consumidor, ao escolher o melhor e não o suposto “patriota”, estou também a contribuir para uma economia nacional mais dinâmica e mais capaz de criar riqueza e emprego para os portugueses.
Comentário por Fernando S — Janeiro 3, 2012 @ 16:10
“Não vislumbro, nem na operação, nem na tal entrevista qualquer índice de pacotilha”. Não me recordo de todas as declarações do “autor da operação”, mas tenho memória vaga de umas poucas entrevistas com esse teor. Houve uma altura no ano passado que deu umas poucas entrevistas, não foi só uma entrevista à SIC-N. Mas não precisa ir tão longe procurar. Basta ler as declarações ( http://aeiou.expresso.pt/jeronimo-martins-venda-a-holanda-sem-implicacoes-fiscais=f697562 ) de um administrador-executivo da sociedade, a menos que fale por conta e risco próprio, o que não me parece ser o caso. “Não tem implicações fiscais”, rimos ou fazemos de conta?
Comentário por brmf — Janeiro 3, 2012 @ 16:12
A razão principal não será fiscal se o fosse já teriam ido para lá, mas sim a incerteza em Portugal. Mas se fosse essa a única e exclusiva razão só tenho a dizer: fazem muito bem.
Só a competição entre países tornará os Governos melhores.
Comentário por lucklucky — Janeiro 3, 2012 @ 17:37
Uma certeza nós temos.A Gerónimo Martins,teve a coragem de dizer e fez.
Mas andam por ai certos figurões que fazem bem peor e andam caladinhos,
Quantos centos de milhões não desapareceram de Portugal e nem rasto deixaram?
Comentário por o fantasma — Janeiro 3, 2012 @ 18:32
O Sr. Santos é um empresário privado. Pode, e deve, fazer o que melhor entender, legalmente, com o SEU dinheiro.
Comentário por JS — Janeiro 3, 2012 @ 19:07
Os camaradas ficam em fúria quando alguém põe o seu dinheiro ao abrigo da sua cobiça.
Eles, quando têm algum, tratam logo de o pôr a bom recato, mas como de costume estão desculpados, porque é dinheiro de esquerda, solidário e preocupado com os pobrezinhos.
Eles não são moralistas, são imoralistas.
Comentário por ricardo saramago — Janeiro 4, 2012 @ 01:18
[...] – Europeístas de pacotilha 2 – Boicote aos Boicotantes do Pingo Doce 3 – Da desconversa e da obfuscação 4 [...]
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