A isto chama-se demagogia. Por Paulo Marcelo.
O Bloco de Esquerda anda desesperado. Depois de somar derrotas eleitorais – na última perdeu metade dos deputados – em vez de incentivar o debate interno e questionar a liderança do camarada Kim-il-Louçã, que se eterniza no poder (primeiro no PSR e agora no Bloco) prefere recorrer a uma retórica demagógica para tentar ganhar (ou não perder) votos.
Está no poder… sim, de um partido minúsculo sem poder efectivamente nenhum.
Já uma enorme parte do poder económico está na mão de meia-dúzia de famílias há várias décadas, conforme estudado e publicado no livro publicado por elementos do BE, “os donos do poder”. Sem esquecer que migalhas desse poder económico foram sendo cedidas ao cavaquistão porque tratou de andar a viver à custa da despesa do Estado, tanto em épocas folgadas como noutras em que se vai afundando e todos vamos pagando a factura da sua crise.
Também faz parte da luta da direita responsável, que defende o mercado livre, desmascarar a burguesia sem recorrer a demagogia.
Comentário por Partido Pi-rata — Janeiro 2, 2012 @ 16:24
Correto. O poder está concentrado em Portugal em meia dúzia de malandrecos. Mas o seu poder eterniza-se precisamente pela intervenção do estado e não apesar desta.
Se quer retirar poder às famílias da Banca desregulamente a actividade bancária em Portugal e acabe com o cartel “Banco de Portugal”.
Se quer retirar poder às famílias do retalho liberalize o retalho e deixe novos players entrarem e oferecerem serviços e produtos sem limitações legais.
Se quer retirar poder à comunicação social enviezada liberalize a TV e toda a actividade comunicativa e acabe com o licenciamento.
Se quer retirar poder às famílias dos advogados desclassifique o sindicado chamado “Ordem dos advogados” e liberalize a profissão.
Se quer acabar com as famílias da saúde liberalize a medicina e proiba o sindicado “Ordem dos médicos”.
etc etc etc
Comentário por Ricardo Batista — Janeiro 2, 2012 @ 18:17
[...] disfarça a sua impaciência com o facto de ainda não correr sangue nas ruas. Face ao descalabro nas urnas e às cisões internas no Bloco de Esquerda, até se compreende a táctica, mas não abona [...]
Pingback por A extrema-esquerda sedenta de sangue « O Insurgente — Fevereiro 20, 2012 @ 15:44