O objectivo é claro: evitar as sanções decididas pela Liga Árabe. Como prova de boa fé e melhores práticas, são exibidos 34 cadáveres na cidade de Homs. Resta aos sírios, a cultura e a esperança em forma de crónica de viagens em tons progressistas.
Dezembro 6, 2011
Sancionar Promover Estabilidade
Não percebo a surpresa e chacota com que têm sido recebidas as declarações de hoje de Seguro, como se as mesmas fossem inéditas ou inesperadas. Nem a ideia de criar «sanções para quem tem excedentes e não os coloca ao serviço da economia/não ajuda as exportações de economias em situação mais difícil» é nova – faz parte do núcleo duro das ideias de Keynes – nem me parece que a defesa de uma «governação económica e orçamental» da UE a par de um «reforço do papel do Banco Central Europeu» estejam no campo do fantasioso.
Há diferença substancial entre os princípios subjacentes às declarações de Seguro e os que regem o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira? Ou o socialismo à escala global deixa de ser ridículo quando está institucionalizado? As instituições sempre têm mais jeito para inventar paráfrases e sinónimos respeitáveis.
Dezembro 5, 2011
flabbergasted (2)
“(…) este ano na Presidência da República “os cartões de Natal que sobraram dos anos anteriores” serão aproveitados e os filhos dos funcionários não irão ter as tradicionais prendas.”, Cavaco Silva, citado pelo Jornal de Negócios.
Que coisa extraordinária! A Presidência da República Portuguesa, abençoada com um orçamento anual de 17 milhões de euros (duas vezes mais cara que a coroa espanhola), não pode gastar uns tostões a propósito de umas quantas lembranças para os seus miúdos. Enfim, agora sim, é caso para dizer: fraco com os fortes e forte com os fracos! Francamente…
significado de excedente
Na sequência da sensacionalista manchete do Público de domingo, a teoria do ‘excedente’ começa a ganhar tracção…Por isso, decidi ir ao dicionário para perceber o significado da palavra. Ora, excedente quer dizer “aquilo que está a mais” e “que sobra”. Portanto, tratando-se aqui de uma receita extraordinária (a transferência dos fundos de pensões da banca que, recorde-se, nas palavras do Ministro, será “actuarialmente equilibrada” mas não, na minha opinão, neutra) e mantendo-se ainda um défice orçamental no balanço do ano de 2011, não há “nada a mais” nem, infelizmente, ”nada sobra”…
flabbergasted
“Há outro caminho para a crise, disse hoje António José Seguro, apontando várias soluções, entre elas a existência de sanções para os países com excedente orçamental, avança o diário Económico. “Não entendo porque não se fala em sanções para quem tem excedentes e não os coloca ao serviço da economia. Não percebo porque é que na União Europeia, os países não ajudam as exportações de economias em situação mais difícil”, afirmou o líder do PS esta manhã na conferência do Diário Económico intitulada “Há outro caminho””, no i (destaque meu).
Outro caminho? Pois há! Chama-se: o caminho da idiotice. Francamente…e este homem é o líder da oposição?!
No Fio da Navalha
O meu artigo no jornal i deste sábado.
É o fim do mundo como nós o conhecemos
Se o mundo em que nascemos está a acabar, o que decidirmos e fizermos agora vai definir o que deixaremos aos nossos filhos.
No início do século XX, a vida na Europa era um mar de rosas. Ou assim as pessoas na época julgavam, esquecendo os avisos de perigo que se iam repetindo. O equilíbrio de poder europeu perdera elasticidade e a genialidade de Bismarck não era para todos. Até o naufrágio do Titanic, em 1912, foi um aviso: as máquinas não só eram vencíveis, como se podiam virar contra o homem. E assim foi, dois anos depois, quando milhões correram eufóricos em direcção a uma guerra que, cedo se percebeu, não iria ser como as demais. O século XIX, a ingenuidade e candura daqueles tempos terminaram de repente. Há quem diga que a Europa também. E quem observe as fotografias dos soldados naquela primeira grande guerra, o que vê é o olhar da incredulidade. Como foi possível que o progresso os tivessem conduzido até ali?
Não estamos à beira de uma guerra, mas próximos de uma mudança igualmente abrupta. A vida segura e previsível que tivemos até aqui acabou. O conceito de emprego estável e certo não será para nós. O ensino pago por todos e gratuito para quem dele aufere vai deixar de ser possível. Até aquela ideia de que o Ocidente é o centro do mundo pode passar à história, com esta a ser escrita por potências emergentes como China e Índia. O que até há pouquíssimo tempo era inimaginável será amanhã provável. São mudanças que vão ocorrer, não porque queiramos, mas porque têm de acontecer. Por mera necessidade. Foi a necessidade que criou o Estado social, quando as famílias, que tinham muitos filhos, além de sobreviver passaram a exigir melhores condições de vida. É outra vez a necessidade, porque vivemos mais anos e há menos crianças, que porá ponto final no Estado que toma conta de todos. É a necessidade de enfrentar a concorrência vinda de outros continentes que nos está a obrigar a mudar. A ceder às exigências de outros povos e credos. Vivemos tempos interessantes em que o desconhecido se apresenta aos nossos olhos e vemos o equilíbrio que conhecíamos tão bem desmoronar-se. As fundações nas quais os nossos pais (e falo para os leitores de todas as idades) alicerçaram as suas vidas não servirão mais para nós. E daqui a muitos anos, os nossos bisnetos olharão para estes tempos como nós encaramos a linha de fronteira que foi o princípio da I Grande Guerra. O tempo do fim de um século e o início de outro.
Como vai ser o século XXI, ninguém sabe. Mas sabemos os riscos que corremos. Todas as mudanças abruptas trazem insegurança e esta leva à exigência de ordem que, a maioria das vezes, pressupõe restrição das liberdades. Mário Soares, numa entrevista a este jornal, chegou a referir que os Estados soberanos estão a ser substituídos pelos mercados. Sucede que, devido à sua falência financeira, mais Estado implica uma forte desvalorização da moeda e inflação. Ora, se foi a inflação que acabou com as democracias nos anos 30, a proposta de Mário Soares é perigosa. Veja-se a desconfiança que já mina a Europa, como se no Norte todos fossem excelentes trabalhadores e, no Sul, preguiçosos. Estamos a esquecer as particularidades de cada indivíduo e a generalizar conceitos e características, alargando-os a cada povo. Tal como aconteceu no passado. Como vamos evitar a repetição da História? Como vamos lidar com os mais pobres quando o Estado social acabar?
Para que nos sintamos bem com o que vamos deixar, cada um de nós terá de assumir a responsabilidade pelo que faz. Se o Estado não pode, fá-lo-emos nós. Os governos devem trabalhar, quanto antes, com as inúmeras organizações de solidariedade, religiosas e laicas, para que estas alarguem o seu campo de acção. Para que grupos criem mais escolas e um espírito de pertença substitua o de colectividade. Menos Estado não é o caos, mas pode ser mais justiça. Porque se estamos a assistir ao fim de um mundo, presenciamos também o nascimento de outro. O nosso.
1ª Conferência do Liberalismo
Tive a honra da participar como orador no fim de semana passado, no dia 26 de Novembro, na 1ª Conferência do Liberalismo em Portugal.
Para todos os interessados, publiquei ontem no meu blog 3 entradas sobre o tema:

2 – Tese de Mestrado “Como Lucrar por Ser Liberal”

3 – Porque deve um Liberal entrar no PSD?


Boas leituras (e investimentos)!
Carlos Costa e João Galamba (2)
“(…) Na sexta-feira o deputado João Galamba, ao interpelar o governador do Banco de Portugal, mostrou não saber o significado da expressão “efeito de crowding out”: quando um sector da economia (Estado, famílias e empresas) exagera no crédito ele falta para outros. O governador perdeu a paciência e acusou João Galamba de ignorância e má-fé intelectual. A quem chegou ainda a dizer “Se não sabe o que significa, vá aprender” (…) Galamba e outros deputados podem interpretar o incidente de duas formas: amuarem ou perceberem que não podem falar, na AR ou noutro sítio, sem estudar as matérias. Discutir seriamente os assuntos é uma coisa; “mandar bocas” é outra.”, Camilo Lourenço, hoje no Jornal de Negócios (página 33).
Dezembro 4, 2011
In one sense, we’re all Hayekians now
Entretanto, o Sérgio Lavos corrigiu parcialmente o post e percebeu pela primeira vez que a “activista canadiana” Naomi Klein não é propriamente uma fonte credível. Para um activista do Bloco de Esquerda, convenhamos que já não é nada mau.
Adicionalmente, divulga um video (que reproduzo mais abaixo) de Milton Friedman a falar sobre Hayek e um ensaio de Roger Garrison sobre Hayek e Friedman, o que também é de saudar.
Mas confesso que o que mais gostei na auto-correcção feita pelo Sérgio Lavos ao seu post foi a insistência (presumo que para não dar completamente o braço a torcer) no reconhecimento da “influência das ideias de Hayek na teoria económica de Friedman”. Como admirador do trabalho de Hayek e, mais genericamente, da abordagem às ciências sociais desenvolvida pela Escola Austríaca, uma das minhas principais preocupações no domínio da teoria económica é a de encontrar e explorar pontes com o que de melhor (ou, numa perspectiva austríaca mais radical: o que de menos mau) se faz no âmbito da síntese neoclássica dominante. É certo que, não obstante esse objectivo e alguns pontos de proximidade reais entre austríacos e neoclássicos, a consciência das significativas diferenças epistemológicas e metodológicas entre as duas abordagens veda-me o atrevimento de ir tão longe como o Sérgio Lavos. Mesmo assim, esta é uma batalha em que toda a ajuda – mesmo a mais inesperada – é bem vinda.
Entretanto – e a título de reciprocidade (não confundir com troca – ler Polanyi se a distinção gerar confusão) pelos bons serviços prestados pelo Sérgio Lavos à Escola Austríaca – lembrei-me de dois apontamentos que podem ajudar.
O primeiro é que o ultra-neo-liberal Vítor Gaspar não só elogia Friedman como também já citou – favoravelmente ainda por cima – Hayek (isto anda mesmo tudo ligado…).
O segundo é que Hayek não só esteve na Universidade de Chicago, como também esteve “refugiado” em Cambridge por altura da Segunda Guerra Mundial ao mesmo tempo que… Keynes, com quem aliás manteve uma relação de amizade. Keynes que escreveu o seguinte sobre The Road to Serfdom, a mais influente obra política de Hayek:
In my opinion it is a grand book…. Morally and philosophically I find myself in agreement with virtually the whole of it: and not only in agreement with it, but in deeply moved agreement.
Como se vê, infelizmente para a propaganda de extrema-esquerda, o paradigma naomikleiniano apresenta algumas limitações severas em termos do seu poder explicativo. Mas não é razão para que o Sérgio Lavos fique (muito) envergonhado: há quem tenha responsabilidades intelectuais e académicas bem maiores e engula de forma igualmente acrítica o lixo produzido pelas Naomi Kleins deste mundo.
Referendo sobre o novo tratado europeu
Uma aviso oportuno: AVISO A TEMPO POR CAUSA DO TEMPO: MAIS DO QUE NUNCA CONVÉM COMEÇAR A PREPARAR UM REFERENDO SOBRE O NOVO TRATADO EUROPEU. Por José Pacheco Pereira.
O que se está a passar na União Europeia, a caminho de terminar com a soberania dos países endividados e de reforçar a soberania sobre eles dos que o não estão, consolidado tal processo num novo tratado cuja natureza é substancialmente diferente de todos feitos até agora e do projecto original dos fundadores da Europa, exige-se que haja referendo em Portugal e noutros países europeus.
As modificações em vista, sugeridas por alemães e franceses, mesmo que não inteiramente coincidentes, são as mais importantes de sempre no carácter da UE, que passa a institucionalizar uma “soberania” europeia sobre a política financeira (logo sobre a política económica) dos estados, retirando aos parlamentos nacionais o seu direito fundamental de decidir e controlar as receitas e as despesas do estado, o núcleo duro da ideia de que “sem representação, não há impostos” sem a qual os parlamentos perdem sentido.
Politicamente, um tratado assente no pressuposto da perda total da soberania, em nome de um “governo económico” da Europa, decidido, como aconteceu com o inútil Tratado de Lisboa, fugindo ao compromisso referendário com truques e sofismas, será uma receita ideal para movimentos populistas que, em conjunto com a crise económica e social, se voltarão contra quem apareça como sendo os novos “senhores” da Europa, também agora “senhores” directos e sem disfarces de Portugal. É só uma questão de tempo. O terreno para uma conflitualidade nacional na Europa será cada vez maior e a alienação já grande entre os “povos” e Bruxelas e o seu directório tornar-se-á agressiva e violenta.
EU propaganda video celebrating the euro
Dada a actual conjuntura, parece um video de paródia, mas aparentemente trata-se de propaganda oficial da União Europeia e a ironia é não intencional…
EU celebrates 10th anniversary of the euro – official EU video
Os velhos hábitos não se perdem
Em dia de eleições na Rússia, Vladimir Putin terá sido o vencedor, apesar de poder ter perdido a maioria absoluta. Com um maior grau de certeza, avolumam-se as queixas e as suspeitas de fraude eleitoral. Para acompanhar a realidade da Grande Rússia, aconselho a visita ao Da Rússia, da autoria do jornalista José Milhazes.
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Eles e os outrrrros
2 – Os piquetes de greve não podem estar acima da lei
3 – Notícias do circo luso
4 – Carlos Costa e João Galamba
5 – O regresso, por Arrastão, da temível “Escola Austríaca de Chicago”
Poesia Basij: para quando a ocupação de Teerão?
Occupy Wall Street is a real war streetWhat Happened to the American Dream?Don’t watch and have ice creamCapitalism failed everyoneKilled the people one by one
A inflação como suposta “solução” para a crise europeia
Temos que ter superavits. Por João Miranda.
2. A política orçamental expansionista não gera crescimento de longo prazo. Quando o nível de endividamento é da ordem dos 110% do PIB nem sequer no curto prazo gera crescimento. Para o ano teremos um défice de 4,5%, muito acima do que é sustentável, e teremos uma queda do PIB de 3%. Este ano tivemos défice real de 8% e crescimento negativo de 2%. Nos últimos 10 anos tivemos défice sempre acima de 3% com 3 anos em que foi 10% em média. Crescimento foi em média inferior a 1%.
3. O limite de 3% de défice do pacto de estabilidade pressupõe um défice médio muito mais baixo. Para um défice de 3% e inflação de 2%, o crescimento tem que ser de 3% para a dívida pública estabilizar nos 60% do PIB. Portugal não cresce a 3% há mais de 10 anos. Nos anos mais recentes nenhum país europeu teve crescimento suficiente para contrabalançar o défice. Os 3% de défice são um limite estúpido apenas por ser demasiado alto.
4. Dado que os recursos são escassos, o endividamento público tende a retirar recursos ao sector privado (trabalhadores, bens de capital). Ora, como o sector privado é que é o motor do crescimento sustentável, eventual subida do PIB por estímulo público é insustentável e de curto prazo. Se o buraco em que estamos ainda não permitiram perceber isso …
Leitura complementar: Carlos Costa e João Galamba.
Leitura recomendada
O inimigo que vem do norte, por Victor Tavares Morais.
(…)Temos do Mar Mediterrâneo uma imagem de calmaria, talvez seja transmitida pelos dias de férias passados na nossa costa algarvia, onde os acontecimentos mais radicais que temos são desembarques de traficantes de droga, ou um, mais esporádico, de imigrantes ilegais. No entanto, no mediterrâneo oriental tivemos importantes acontecimentos este ano de 2011, revoltas no Egipto e na Líbia, e agora estamos a assistir à formação de uma aliança estratégica de Israel e da Grécia. Os governos das cidades berço da cultura ocidental (Jerusalém e Atenas), estão numa nova fase de comunhão, só que motivada por interesses bem mais prosaicos que os culturais: os recursos energéticos e a segurança. (…)
E a Grécia, porque investe tanto nesta aliança?
A UE já foi união económica, união monetária, união de vontades e agora parece que vai ser união orçamental, coisas muito importantes – mas já todos percebemos que não há um alemão disposto a arriscar a carteira por um belga ou francês, quanto mais a vida por um grego ou português. Os Estados continuam a fazer pela vida, e fazem bem.
Leitura dominical
As opções da Europa, os sonhos e as diferenças primaveris entre a a Irmandade Muçulmana, os seus irmãos salafistas e os liberais, a voracidade mediática de um salvamento e as considerações de Mário Soares, são os assuntos que Alberto Gonçalves foca na crónica A Europa que dançou.
Simulador da Pensão da Caixa Geral de Aposentações
Face à quantidade de pesquisas que por estes dias chegam a’O Insurgente com base nestes termos, parece-me que se justifica indicar aqui o link actualizado para o Simulador de Pensão de Aposentação da CGA.
Dezembro 3, 2011
Carlos Costa e João Galamba
Troca de “mimos” entre Carlos Costa e João Galamba (video disponível aqui)
O Governador do Banco de Portugal acusou o deputado socialista João Galamba de ignorância e de má fé intelectual. O incidente ocorreu quando o deputado tentou desmentir Carlos Costa sobre o financiamento dos bancos ao Estado.
Embora compreenda a reacção do Governador do Banco de Portugal Carlos Costa (a este propósito, aliás, atente-se também na elucidativa reacção do deputado socialista Basílio Horta), parece-me que o padrão de resposta adoptado pelo Ministro das Finanças Vítor Gaspar relativamente às sucessivas provocações do deputado João Galamba acaba por ser mais adequado.
Ministro Vitor Gaspar responde a Galamba 2011-11-21
O regresso, por Arrastão, da temível “Escola Austríaca de Chicago”
Na colorida imaginação do bloquista Sérgio Lavos, há lugar para uma Escola de Economia de Chicago inspirada por Hayek, que por sua vez está associada com o Chile de Pinochet, a Argentina de Videla, a Inglaterra de Thatcher, o Iraque ocupado pelos EUA e esse conhecido político ultra-neo-liberal que dá pelo nome de… Vítor Gaspar. A não perder, a chave para a compreensão das opções de política fiscal ultra-neo-liberais do actual governo, aqui.
Aposto que quando o Sérgio Lavos arranjar tempo para leituras um pouco menos superficiais – pode começar, por exemplo, pelo Ladrões de Bicicletas – consegue inventar teorias conspirativas um bocadinho menos disparatadas.
“International Sex School” de Viena: uma outra Escola Austríaca…
Sinais dos tempos. Depois da Escola Austríaca no Séc. XIX, eis que Viena inova agora de outras formas no plano educacional: Primeira escola de “sexualidade aplicada” abre em Viena
A partir de 2012, será possível obter um diploma em “sexualidade aplicada”, em Viena, onde será inaugurada a primeira faculdade do mundo dedicada a ensinar os seus alunos a serem melhores amantes. A International Sex School dá conta da teoria, mas está mais interessada na prática. Os trabalhos de casa são para ser feitos no dormitório.
Uma reforma a régua e esquadro e centralizada (2)
Uma reacção que não constitui surpresa, mas que nem por isso deve deixar de ser fonte de preocupação tendo em conta que a base de apoio nacional do PSD é essencialmente local e autárquica: Miguel Relvas vaiado no congresso das freguesias
Foi um momento difícil para um ministro, mas que, segundo o próprio, não desviará o Governo do seu objectivo. O ministro Miguel Relvas foi fortemente contestado neste sábado, quando foi encerrar o congresso da Associação Nacional de Freguesias. Metade dos 1600 congressistas abandonaram a sala onde decorreram os trabalhos, em Portimão. Uma forma de virar as costas à proposta de extinção de freguesias defendida pelo Governo. No final, Relvas disse que o clima de contestação foi gerado propositadamente contra si. Uma acusação sem destinatário, dado que se recusou a identificar os autores.
Mais momentos difíceis se seguirão…
Basta arranjar uma fonte de financiamento alternativa…
Uma desafio que poderia ser interessante se fosse acompanhado da indicação de uma fonte de financiamento alternativa para atender à situação de bancarrota a que, graças às políticas das últimas décadas, infelizmente chegou o Estado português: Líder do PS desafia Passos Coelho a não ficar refém de Merkel
“A Era de T. S. Eliot” de Russell Kirk – dia 8 em São Paulo; dia 10 no Rio de Janeiro
Um convite de Alex Catharino, via Facebook, que me parece oportuno reproduzir tendo em vista os leitores d’O Insurgente residentes no Brasil:
Convido todos os amigos para o lançamento do livro “A Era de T. S. Eliot: A Imaginação Moral do Século XX” de Russell Kirk. O livro foi traduzido por Márcia Xavier de Brito, tem uma apresentação do Prof. Dr. Benjamin G. Lockerd Jr. (catedrático de Literatura Inglesa da Grand Valley State University e ex-presidente da International Eliot Society) e uma longa apresentação minha sobre a vida e a imaginação de Russell Kirk. Tanto no evento de São Paulo, dia 8 de dezembro (quinta-feira) a partir das 19h, quanto no do Rio de Janeiro, em 10 de dezembro (sábado) a partir das 18h, haverão palestras ministradas por Annette Kirk, viúva do autor e presidente do Russell Kirk Center for Cultural Renewal, e por mim.
Uma reforma a régua e esquadro e centralizada
Reformas decididas a régua e esquadro e impostas de forma centralizada dificilmente podem dar bons resultados. E também não é bom sinal a aparente “oferta” de gestão dos baldios como contrapartida: Reunião da Anafre com ânimos exaltados em Portimão: Freguesias vão rejeitar reforma que ministro diz ser inadiável
Um penálti inventado não chegou…
Não obstante a derrota, Nolito merece uma elevada nota artística pela simulação do penálti: A gestão de recursos de Jesus valeu a primeira derrota ao Benfica
O domínio não avassalador do Benfica concretizou-se aos 25’. Jogada de Nolito pelo flanco esquerdo, com o espanhol a entrar na área e a cair sem que ninguém lhe tenha tocado. Paulo Baptista considerou que Briguel fez falta sobre o espanhol, assinalou penálti e Saviola, chamado a converter, não falhou, ele que já não marcava golos há um mês.
O golo relativamente cedo podia ter tranquilizado o Benfica e desmoralizado o Marítimo, mas o que aconteceu foi o contrário. Os madeirenses foram mais pressionantes no meio-campo, foram-se aproximando cada vez mais da baliza benfiquista e fizeram por merecer a felicidade no jogo. Aos 51’, Danilo Dias deixou um primeiro aviso, rematando de forma colocada e obrigando Eduardo a uma enorme defesa. Indefensável foi mesmo o grande tiro de Roberto Sousa, aos 60’. Eduardo estava adiantado e não conseguiu parar o grande remate de longe do médio brasileiro.
Dez minutos depois, o Marítimo concretizava a reviravolta. Sami recebeu a bola na área do Benfica, aproveitou o adiantamento do guardião “encarnado” e fez outro grande golo no Funchal. Jesus recuou nas poupanças e teve de investir um pouco mais no jogo. Se antes do 2-1 Aimar já estava em campo, depois teve de recorrer a Nélson Oliveira e a Maxi Pereira para tentar outro resultado. Aimar trouxe, de facto, alguma coisa de novo, mas foi pouco e demasiado tarde.
Euroland: an Austrian view
Keynesian and monetarists believed that the problems surfacing in the PIIGS would be resolved by economic growth, which would follow so long as governments maintained their deficit spending. As events are now proving, this analysis was flawed .. They should open their minds and absorb Austrian economic theory to gain a proper understanding of human actions and how people are affected by money and credit.The first thing they will learn is that the economic benefits of credit expansion are a myth. All it does, by a process of capital redistribution – from savers to those who are first in line to receive the new money – is distort the economy and restrict its long-term potential. By lowering interest rates and diverting private sector resources from genuine production to government spending, the economy becomes less efficient and malinvestments occur. The mistake has been to only consider the visible benefits, such as short-term job creation, while ignoring the destructive effects of deficit financing.
The distortions created by easy money and deficit spending will naturally try to reverse themselves .. The recession that follows the temporary boom is the way an economy cures itself from unsound money and government intervention. This is hard for interventionist governments to accept because it strikes at the heart of their existence. And while printing money and credit is always popular with an electorate that does not understand what is happening to their money, reversing the process is readily noticed and immensely unpopular.
.. The creation of the euro twelve years ago allowed banks to expand credit massively in the mistaken belief that sovereign risk had been eliminated. The result was that spendthrift governments availed themselves of cheap credit .. squandered huge sums to prevent the unwinding of malinvestments and other economic distortions, preferring to perpetuate existing malinvestments. The only solution is for them to let the unwinding happen, which is what the financial markets (for which read reality) are now forcing them to do.
What we are seeing, the markets unwinding economic distortions from the past, is a necessary process and therefore beneficial .. Unfortunately, the gut reaction of the political class and its advisors is to continue as before at all costs, deferring this necessary adjustment and increasing its eventual severity.
The Stupidity of “Buy Portuguese”
The Stupidity of “Buy American “— The case against economic protectionism por John Stossel – com dedicação:
One sign of economic ignorance is the faith that “Buy American” is the path to prosperity .. “Buy American” is a dumb idea. It would not only not create prosperity, it would cost jobs and make us all poorer ..” .. We should buy things where they’re cheapest. That frees up more of our resources to buy other things, and other Americans get jobs producing those things.”This is what people always forget. Anytime we can use fewer resources and less labor to produce one thing, that leaves more for other things we can’t afford. If we save money buying abroad, we can make and buy other products.
“If it’s good to Buy American, .. why isn’t it good to have Buy Alabaman? And if it’s good to have Buy Alabaman, why isn’t it good to have Buy Montgomery, Ala.? And if it’s good to have Buy Montgomery, Ala. …”
You get the idea. You wouldn’t get very good stuff if everything you bought came Montgomery, Ala.
“A huge part of the history of mankind is an increase in the division of labor. And that division of labor goes across national boundaries.” Which creates wealth—and jobs ..
Interfering with peaceful exchange is never a good idea. The great 19th-century liberal Richard Cobden was right when he praised free trade for “drawing men together, thrusting aside the antagonism of race, and creed, and language, and uniting us in the bonds of eternal peace.”
Há mais marés que marinheiros
Perante a relutância do grupo parlamentar do CDS (de saudar), a ministra Paula Teixeira da Cruz encontrou no PCP um aliado fácil. Não surpreende que o PCP apoie a criminalização do enriquecimento ilícito, embora a parte do “ilícito” certamente lhes pareça redundante. Para eles será apenas um primeiro passo. Para alguns senhores do PSD, também. Para estes, dar à luz uma arma de perseguição judicial tão poderosa, subjectiva e manipulável pode parecer uma boa ideia quando se está no poder, mas seria bom que, por uma vez, conseguissem pensar para além da sua legislatura e lembrarem-se de que os ciclos da democracia podem em breve virar-se contra eles.
Para a ministra e os deputados que tencionam aprovar a lei fica aqui uma lista que lhes pode servir de ponto de reflexão.
Dezembro 2, 2011
Sexo, sorte e justiça distributiva
Sex, Luck and Distributive Justice. Por Mark Pennington.
A bomba negra e a ciência destes consultores
Não são de desprezar. Ora vejamos: Tudo terá começado na antiga Rodésia (actual Zimbabwe ), passou para a África do Sul pelas mãos de Margaret Tatcher. Apaixonados pelo projecto, os EUA uniram os seus esforços aos britânicos. O objectivo é acabar com o gene africano.
Daus notinhas de rodapé: a Press TV, é um caso sério no mundo dos media. Pelo menos expressa a voz do dono, o regime iraniano. Um exemplo da ética mediática em voga na estação, pode ser lido neste artigo do Guardian.; Uma pequena mas muito intensa nota auto-biográfica de Peter Eyre, da qual destaco:
I have appeared on TV, US Radio, written a book and write for the Palestine Telegraph. I reflect on the greed in this world, the wars, pain, suffering & poverty that American and British imperialism and their foreign policies have created. There is a direct link between this and the rise in self induced terrorism, conflict, genocide, poverty, and the displacement of millions of people. Current wars are all about excessive greed for oil and gas, natural resources, world control and certainly nothing to do with democracy. I also believe that world politics are controlled by Wall Street and London Bankers with Christian and Jewish Zionist at its heart.
O perfil do outro especialista, pode ser encontrada aqui.
Bélgica: adivinha-se o pior…
estava tudo a correr tão bem. Por Rodrigo Moita de Deus.
Ao fim de 500 dias vividos numa das maiores crises financeiras de sempre, a Bélgica tem finalmente governo. Adivinha-se o pior.
Comparativo elucidativo II
E explicado em menos de seis minutos: The Tea Party vs. Occupy Wall Street.
Leitura complementar: Comparativo elucidativo.
European Union planners rearranging the deck chairs on the Titanic
De plano quinquenal em plano quinquenal até ao desastre final: E a orquestra continuou a tocar… Por Miguel Noronha.
Capital Accumulation
Economic Recovery Requires Capital Accumulation, Not Government ‘Stimulus Packages’ por George Reisman:
The immense majority of people, including, of course, most professional economists, are ignorant of the actual nature and cause of our financial crisis. This is because they are ignorant of the role of capital in the economic system. They are all Keynesians .... as von Mises so aptly put it, “The essence of Keynesianism is its complete failure to conceive the role that saving and capital accumulation play in the improvement of economic conditions.” (Planning for Freedom) In the eyes of Keynes and his countless followers, economic activity begins and ends with consumption.
So deeply do people hold the view that consumption is everything, that it blinds them to obvious facts ..
.. The loss of capital is what precipitated a reduction in the availability of credit and a widening wave of bankruptcies, which in turn has resulted in growing unemployment and a decline in the ability and willingness of people to consume. The collapse in home prices and the more recent collapse in the stock market have also contributed to the decline in consumption, and probably to an even greater extent, at least up to now. Both of these events are also an aspect of the loss of capital and accumulated savings.
The blind rush into massive “stimulus packages” is the culmination of generations of economic ignorance transmitted from professor to student in the guise of advanced, revolutionary thinking — the “Keynesian revolution.” .. Our entire intellectual establishment has been the victim — the willing victim — of a massive intellectual con job that goes under the name “Keynesianism.” And we are now paying the price.
.. an intellectual con job. What other description can there be of those who were ready to hail as a genius the man who wrote, “Pyramid building, earthquakes, even wars may serve to increase wealth….”.



