O Insurgente

Dezembro 12, 2011

China Vs América

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:00
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O que gostaria de propor com este artigo era testar uma hipótese: a Liberdade Económica (WikiÍndice) é um dos mais importantes factores que determina a Produção Económica e, portanto, o Crescimento Económico.

Caso em Estudo: China Vs EUA

1. Vamos começar por apresentar o PIB Chinês:

Reparem no ponto onde começam as reformas económicas e onde a Economia dispara… (informações históricasgráfico mais recente;  Wikipedia).

Facto 1: A China disparou desde que adoptou uma Economia de Mercado. Ou mais explicitamente: ter crianças a trabalhar e não respeitar normas ambientais, sociais e de trabalho infantil – como regimes socialistas fazem habitualmente na prática – não ajudou a China a crescer. Mas quando liberalizaram a posse das quintas, o resultado foi este. Curioso…

2. Vejamos agora o crescimento Americano (com outras economias para comparação)

Um ritmo muito menor de crescimento que o Chinês (como aqui incluí menos anos, é útil ter a China neste gráfico para comparação realista), mas ainda assim um PIB muito superior com apenas uma fracção da população (300M em vez dos 1300M Chineses). Estranho?

Facto 2: A partir do momento em que a Administração Americana começou a nacionalizar a Economia, entrou-se numa estagnação duradoura que, ao contrário da Depressão de 1920-1921 se prolongou no tempo.

(informações oficiais BLSNúmeros deprimentes SSDiscussão SS-BLSComponentes da DívidaProd/Import de PetróleoOptimistasWikipedia)

3. EUA e China no mesmo gráfico (na “The Economist”, segundo o blog China Mike)

Facto 3: A China tem uma moeda em valorização e mesmo assim está a crescer ao ponto de se acreditar que vá ultrapassar os EUA como maior Economia mundial em menos de 10 anos.

4. De acordo com o Ranking da Heritage, Os EUA têm uma Liberdade Económica de 78 – 9º posto, com uma variação de -0,2% face ao ano anterior -, enquanto que a China tem uma liberdade económica de 52 – mas mais 1.0% que no ano anterior.

Facto 4: A China é muito menos Livre que os EUA, mas a Liberdade Económica Chinesa está a aumentar a bom ritmo enquanto que os EUA estão a regular e a nacionalizar sectores importantes da Economia a um ritmo forte que torna a economia Americana cada vez mais e mais parecida com a descrita em Atlas Shrugged.

 

Afirmações minhas, baseado nas evidências apresentadas anteriormente:

I - Ponto actual: Os EUA são mais produtivos – e logo mais ricos – porque são Economicamente mais Livres do que a China.

II - Variação: A sociedade que se está a “Socializar” – ou seja, a diminuir a Liberdade Económica – está a ter dificuldades económicas, enquanto a que sociedade que se está a Liberalizar está a crescer a bom ritmo.

III - Encontro: A China pode até atingir os EUA em termos de PIB, pois tem mais população. Mas como não me parece que atinja o mesmo nível de Liberdade Económica, creio que nunca atingirá o nível de PIB per capita dos Americanos. Ao crescimento actual seguirá um crescimento menor e a ritmos decrescentes, conforme descrito pela função de Verhulst.

Como diria Adam Smith:

“Little else is requisite to carry a state to the highest degree of opulence from the lowest barbarism but peace, easy taxes, and a tolerable administration of justice: all the rest being brought about by the natural course of things.”

Dezembro 11, 2011

A/c dos federalistas

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Internacional,Política,União Europeia — ruicarmo @ 23:39

David Cameron stands by his country – now let’s get the deal Britain want, por Daniel Hannan.

Social media war

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Internacional,Media — ruicarmo @ 22:34

No caso, a guerra tem como palco o Twitter.

Ron Paul em grande forma

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 21:44

Uma criança em Paris, a crónica de Alberto Gonçalves,  aborda a irresponsabilidade de um ex-PM, o progresso dos indigentes, a anatomia de um cérebro socialista e as baixas expectativas dos talibãs em relação ao declarado apoio no terreno da Ruptura/Fer.

Um capitalismo mais liberal

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:00

O capitalismo tem conserto? Por Pedro Sette-Câmara.

Num certo sentido, perguntar se o sistema financeiro internacional realmente existente tem conserto é pedir por duas respostas. A primeira, filosófica demais, é: claro que não, porque nada que é humano tem conserto, estamos fadados à nobre arte de empurrar com a barriga e minimizar as perdas em todos os casos materialmente possíveis. Nesse ponto, aliás, o sistema econômico descentralizado se mostrou tão mais eficaz em poupar vítimas que compará-lo com o sistema de economia planejada, ou socialismo, me parece até patológico num sentido dostoievskiano. Há cem anos um marido alcoólatra espanca a mulher e você quer lhe dar mais uma chance só porque ele toca “Imagine” do John Lennon no piano e você se derrete. A segunda resposta de certo modo decorre da primeira: algum ajuste será feito, mas não necessariamente será positivo. Os políticos sempre aproveitam as crises para botar a culpa no setor privado e aumentar seu poder. Não esqueço da sinistra frase de Rahm Emanuel, que hoje é prefeito de Chicago e foi o primeiro Chefe de Gabinete (Chief of Staff) de Barack Obama: “nunca devemos deixar de aproveitar uma crise grave” (“you should never let a serious crisis go to waste”).

(…)

Por isso é que o capitalismo, tomado como a associação perversa entre bancos centrais e financistas para manipular riscos e moedas, pode ser amplamente melhorado pelo liberalismo, por um governo mais estável, que tenha regras mais claras, que dê segurança jurídica, que não impeça a iniciativa individual (eu mesmo preciso de um alvará da prefeitura para traduzir em casa, isso é, eu preciso de uma autorização do governo para escrever no meu computador), que não queira planejar nem dirigir a economia, que não favoreça os grandes empresários. É claro que existe algo de utópico nisso no sentido de que nunca haverá um país perfeitamente liberal, mas esse é um ideal mais realizável, ou ao menos é um ideal ao qual se pode tender. Tanto é que os países que mais tendem a ele são os mais prósperos, em que, novamente, os imigrantes do mundo escolhem morar. Aqui mesmo no Brasil poderíamos ajustar nossa estrutura tributária, melhorar a facilidade de fazer negócios, de empreender, cortar subsídios diretos e indiretos a grandes empresas, derrubar as alianças entre o setor privado que vive de dinheiro fácil do Estado e o Estado que vicia o setor privado por meio de grandes projetos, e criar um capitalismo mais liberal, que seria melhor para todos, e não só para meia dúzia de políticos, de banqueiros e de empresários.

Dezembro 10, 2011

Leituras sobre o paradoxo da poupança e entesouramento

Filed under: Economia,Política — Carlos Guimarães Pinto @ 07:06

Hayek on the Paradox of Saving
Paul Krugman and the Consumption Myth
Consumers Don’t Cause Recessions
Paradox of thrift is wrong

Dezembro 9, 2011

As dores de “crescimento” do Bloco de Esquerda

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Política,Portugal,Saúde — ruicarmo @ 16:53

Purgados Assinalados os 200 militantes que querem combater no Afeganistão ao lado dos talibãs, o  Bloco de Esquerda pode respirar de alívio, rumo a mais um enorme sucesso eleitoral burguês.

O Leopardo

Filed under: Diversos,União Europeia — Carlos M. Fernandes @ 13:15

Quando vim para Granada pensei que ia ouvir Flamenco em cada esquina. Enganei-me. No princípio andava pela cidade em busca dos sinais de uma buleria ou de um fandango, do som de um cajón ou do timbre de uma dessas guitarras que são feitas por mãos vagarosas na Cuesta de Gomérez, entre a Plaza Nueva e a Alhambra. Não encontrei. É preciso estar com muita atenção, ou então ir aos limites clássicos e perenes da cidade, ao lendário Sacromonte. Mas mesmo assim, mesmo no bairro mais cigano de Granada, casa de algumas das mais ilustres famílias do Flamenco andaluz, há que fintar as camionetas de turistas e os rebanhos de japoneses levados pelo pastor. As novas gerações não sabem o que é o Flamenco, nem querem saber. Preferem pastilhas, cocaína e ruído. Vão ao sabor da horda. Julgam-se hedonistas e únicos, individualistas, mas não são mais do que uma parte suprível de um horrendo organismo sem cabeça.

Quem for a Lisboa a pensar que vai ouvir Fado em cada esquina engana-se. O verdadeiro, aquele que cheira a vinho e tabaco, que corta como uma navalha da Lisboa desaparecida, está escondido, bem escondido, para que a “modernidade” não o esmague definitivamente. É um ritual para mestres e iniciados. Sobra o Fado limpinho, lamechas, amálias de quinta categoria que cantam para turistas apressados. As novas gerações passam ao lado do Fado. Preferem pastilhas, cocaína e ruído…

Quem vai a New Orleans a pensar que vai escutar Dixieland em cada esquina…acerta. A cidade vive do jazz, respira jazz, transpira jazz. E não apenas no bairro francês, para turista ver. Entremos no temível Tremé e ouçamos as multitudinárias bandas de metais, o Tio Lionel ou, se tivermos sorte, Kermitt Ruffins. Entremos numa dança de segunda linha (second line dancing), de Carnaval, de uma simples festa, ou de um dos funerais atípicos de New Orleans, e sigamos pelas ruas até à exaustão. Sim, New Orleans é música, a sua música, a que nasceu no delta do Mississipi e nos bayous. Diz-se, no entanto, que os americanos são ignorantes, que não têm cultura, que destroem tudo aquilo em que tocam, e que não sabem qual é a capital da Estónia. Os europeus, esses, julgam-se os guardiões da cultura ocidental, o acme da civilização. Talvez porque têm muitas comissões e comités-de-defesa-de e organismos-para-a-promoção-de. Ou talvez porque se revêem na imagem daquela senhora de pele branca como uma máscara fúnebre, carrilhos ligeiramente rosados que não disfarçam a palidez, espartilho a esconder carnes frouxas e uma peruca poeirenta a cobrir a cabeleira escassa, que demora mais tempo a vestir-se do que tarda o Anel de Wagner, e que vai para o teatro com binóculos atrevidos, mais preocupada com o que se passa nos camarotes do lado do que com o palco. A senhora morreu e ainda ninguém a avisou.

Roma, 2011

Diz que é uma espécie de alergia primaveril

A/c da juventude que enche a praça Tahrir e o destino do rule of islam law.

“As Seguradoras e o Desafio da Poupança” – 13 de Dezembro na Universidade do Minho

Filed under: Agenda,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 09:30

As Seguradoras e o Desafio da Poupança – Universidade do Minho, A1 do CP1, Gualtar, terça-feira, 13-12-2011

O estudo “A Poupança em Portugal” foi elaborado pelo Núcleo de Investigação em Políticas Económicas (NIPE) da Universidade do Minho, para a Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Este estudo analisa a evolução e os fatores determinantes da poupança das famílias, das empresas e do Estado, em Portugal, nas últimas décadas.

O estudo “A Poupança em Portugal”, da autoria dos Professores Fernando Alexandre, Luís Aguiar-Conraria e Miguel Portela, da Universidade do Minho, e do Professor Pedro Bação da Universidade de Coimbra, contou também com a colaboração do Professor Joaquim Rocha da Escola de Direito da Universidade do Minho. O estudo beneficiou ainda do acompanhamento do Dr. Miguel Cadilhe, do Eng. João Talone e do Dr. Pedro Seixas Vale.
Na conferência de apresentação do estudo, dia 13 de Dezembro, na Universidade do Minho, estará também presente o Professor Daniel Bessa (Diretor Geral da COTEC Portugal).

Programa completo da Conferência disponível aqui.

Em defesa de Sócrates – a ignorância como álibi

Filed under: Economia,Política — Carlos Guimarães Pinto @ 08:27

A afirmação de Sócrates de que a dívida não é para ser paga pode entendida de duas formas. A primeira interpretação é que o que Sócrates quis dizer é que chegando à sua maturidade, a dívida deve ser paga mas não eliminada, ou seja, deve ser paga recorrendo a novas emissōes de dívida. A segunda interpretação, mais corrente, é de que Sócrates terá dito que a dívida não deve ser efectivamente paga quando atingir a maturidade (um cenário que até é possível na actual situação).
Com toda a precaução que me merece a pessoa em causa, não me parece que a segunda interpretação seja correcta. Acho que nem Sócrates cometeria um erro desses. O mais provável é ter simplesmente papagueado o que um antigo assessor lhe tentou explicar em relação à dinâmica das dívidas soberanas, sem entender muito bem o que dizia. Quem o ouviu em tempos a falar dos mercados financeiros no parlamento, entenderá como tal possa ter acontecido.

Rothbard on the European Union – in 1989

Filed under: União Europeia,Videos — Filipe Faria @ 03:23

“Having only one (european) central bank is much worse than having 7 or 8 (european) central banks” – Murray Rothbard

Dezembro 8, 2011

Já não via este tipo de clarificações há algum tempo

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 20:02

Uma fonte próxima de José Sócrates explicou ao jornal Público que as declarações do ex-primeiro-ministro afirmando que «pagar a dívida é uma ideia de criança» referiam-se à possibilidade de um país pagar «por inteiro e imediatamente» a sua dívida.”

José Sócrates, ex- primeiro-ministro, vai estar esta noite no Telejornal, na RTP, para explicar as declarações que proferiu numa conferência em Paris sobre o pagamento das dívidas dos Estados. A informação foi confirmada por Nuno Santos, director de programas da estação pública.”

Socialismo sexual

Uma mistura de big government na cama com tecnocratas de saúde e bem-estar.

A democracia representativa dos eco-religiosos

A grande maioria dos representantes na conferência de Durban representam que nações? E foram eleitos por quem? As respostas: When Your Paycheque Depends on a Climate Crisis.

Um ano atípico na Liga dos Campeões

Filed under: Comentário,Desporto,Internacional,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:50

O Nuno Gouveia notou – e bem – que não escrevi nada sobre a Liga dos Campeões. A única coisa que me ocorrer comentar é que foi um ano atípico na Champions: para além de alguns fenómenos que roçam o paranormal, passaram equipas de segunda linha e ficaram para a Liga Europa várias das melhores equipas europeias. Acontece…

As críticas do PSD e do CDS à CNPD

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:38

Uma acusação sem fundamento: Sem razão. Por Carlos Loureiro.

A CNPD tem sido, ao longo dos anos, um instrumento importante na protecção dos cidadãos, emitindo pareceres e decisões normalmente bem fundamentados e tendo sempre em conta o princípio básico previsto na Lei: O tratamento de dados pessoais deve processar-se de forma transparente e no estrito respeito pela reserva da vida privada, bem como pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais.

É, por isso, absurdo que os os partidos do Governo, descontentes com o conteúdo do parecer, venham agora defender que “esta actuação [a emissão de parecer solicitado pelo MAI] é uma actuação totalmente descabida em Estado de Direito democrático” e de – eles sim descabidos – ataques quase ad hominem do tipo «“Veio a CNPD, através de uma funcionária administrativa em representação da comissão propriamente dita, fazer oposição política a um membro do Governo por um lado e, por outro, tentar condicionar a acção da Assembleia da República em matéria legislativa“», quando a Comissão nada mais fez do que o seu dever.

A Comissão foi criada para que as decisões sobre dados que afectam os cidadãos não ficassem dependentes de critérios de oportunidade política dos líderes do momento, princípio que a nova lei vem por em causa, ao criar um regime excepcional que atribui ao Governo poderes que até aqui lhe estavam – e bem – vedados. Não percebo como é que, por afirmar esta evidência (de forma contida, até), se pode acusar a CNPD de actuação descabida num Estado de Direito Democrático. Descabido num Estado de Direito Democrático é ter, sobre tão relevantes matérias, uma posição na oposição e outra no Governo.

Wall Street On Trial

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 10:20

Andrew Klavan: Wall Street On Trial

Intervalo futeboleiro

Filed under: Desporto — Carlos Guimarães Pinto @ 07:51

Cenário:
- Uma equipa francesa e uma equipa holandesa lutam por um lugar nos oitavos de final da Liga dos Campeões.
- A equipa francesa precisa de recuperar uma diferença de sete golos para passar em frente.

Resultado:
- A UEFA nomeia um árbitro inexperiente para o jogo da equipa holandesa. Para além de inexperiente, é português e portista. O árbitro anula dois golos limpos à equipa holandesa. (quem quiser ajuizar por si, pode ver aqui)
- O guarda-redes da equipa adversária da francesa tem um problema muscular que o impede de esticar os braços durante 90 minutos, permitindo à equipa francesa marcar 7 golos. (ver os 7 golos aqui, atentar à reacção dos comentadores)
- A equipa francesa passa aos oitavos de final de forma miraculosa. A França ultrapassa Portugal no ranking da UEFA.

Posto isto, alguém adivinha a nacionalidade do presidente da UEFA?

Dezembro 7, 2011

Bananas, cenouras, courgetes e pepinos

Prejudicam o pensamento, o comportamento e a saúde. A culpa só pode ser de Israel que procura por todos os meios impor às mulheres honradas uma nova roda dos alimentos sionista.

Naomi Klein and The Shock Doctrine

Filed under: Livros,Media,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Johan Norberg vs. Naomi Klein and The Shock Doctrine

Leitura complementar: In one sense, we’re all Hayekians now

Notícias do socialismo em Portugal

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 18:39

A semana política, em Portugal, tem sido divertida, sim senhor. Tivemos o meta-socialismo do líder da oposição, as trapalhadas e a desonestidade (crónica) de um deputado busca-vida, e agora, como uma cereja no topo do bolo, as confissões de um “engenheiro” em Paris, já conhecido como o caloteiro da Sorbonne. Fica o aviso: eles andam aí, à espera de melhor sangue para fincar o dente. Que é como quem diz, à espera de uma época de bonança para recomeçar o regabofe socialista. (Suspeito que, com o estrago que fizeram da última vez, vão ter que esperar mais tempo do que o habitual. Tenham paciência. Ou vergonha.)

erro histórico

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 17:24

“O Governo português decidiu aderir ao Mecanismo das Taxas de Câmbio (MTC) do Sistema Monetário Europeu (SME). É uma decisão histórica, afirmam os responsáveis governamentais. Na minha opinião, é um erro histórico também (…) Primeiro, o escudo tenderá a permanecer artificialmente sobrevalorizado, afectando negativamente a competitividade externa da economia portuguesa (…) Segundo, o custo real do crédito tenderá a aumentar (…) A conjugação destas duas consequências da adesão produz a terceira: aumento das falências das empresas. E esta produz a quarta – desemprego. A mais longo prazo, as anteriores produzem a quinta – emigração.”, Pedro Arroja, no jornal Vida Económica (em “A adesão”, nº 300, 10 de Abril de 1992). Destaques meus.

No dia em que o Jornal de Negócios dedicou a sua capa ao tema “E se o Euro acabar?”, pareceu-me justo recordar as sábias palavras de um dos dois economistas portugueses, euro cépticos, que à data das adesões ao Sistema Monetário Europeu (primeiro) e ao Euro (depois), mais escreveram contra essas mesmas decisões…tinham razão, mas ninguém lhes deu atenção.

E, pronto, agora sim, nostálgico e (enquanto filho) orgulhoso, este é que foi mesmo o último post de 2011!

Sócrates fala verdade pela primeira vez

Filed under: União Europeia — elisabetejoaquim @ 16:50

As dívidas dos Estados são por definição eternas.

Leitura complementar: The euro was in a sense a scam that served the interests of everyone involved: with risk considered near-zero, interest rates were near-zero, too, and more debt could be leveraged from a small base of productivity and capital (…). In simple terms, this is the stark reality: Europe’s debts are completely, totally unpayable.

Crowding-out for dummies

Filed under: Economia,Política — Carlos Guimarães Pinto @ 13:59

Situação inicial: Uma economia produz e consome um só produto (peixe). Na situação actual, a economia poupa 4 peixes por período de tempo. Abaixo estão representados os fluxos de recursos em 4 cenários diferentes:

1º Cenário: Economia não monetária, sem estado

Os investidores utilizam as poupanças da economia, ficando em dívida para com os aforradores.

2º cenário: Economia monetária, sem estado
(mais…)

Alerta Vermelho

Filed under: Blogosfera,Humor,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:31

Consta que posts como este comprovam indubitavelmente que a Helena Matos é uma perigosíssima fásssista. Considerem-se avisados.

“O rating da cimeira”

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:27

“(….) num piscar de olhos, há já quem afirme que não falta margem para o BCE comprar mais, mais e mais. A este propósito, o exemplo que mais se tem citado é o do Banco Central da Suíça que, recentemente, a fim de travar a valorização do franco suíço, aumentou exponencialmente o seu balanço para cerca de 60% do PIB suíço. Ora, tendo em conta que o balanço do BCE está nos 25% do PIB da zona euro, alguns analistas afirmam que não existirá problema algum em duplicar esse valor a partir do patamar actual sem com isso, atendendo ao exemplo suíço, se despoletar uma vaga inflacionista; ou, pelo menos, assim nos dizem. O problema é que se trata de um presente envenenado porquanto representará uma fuga para a frente, que em nada contribuirá para mudar as debilidades estruturais dos países ditos periféricos nem as suas distintas realidades económicas, tão distantes e díspares do caso suíço (onde, recorde-se, existe um excedente na balança de pagamentos equivalente a 12% do PIB, onde o rácio entre a dívida pública e o PIB é de 40% e onde não há défice orçamental).”, no meu artigo desta semana na Vida Económica (“O rating da cimeira”).

Ps: E, assim, concluo a minha colaboração de 2011 n’ O Insurgente. Um Bom Natal. Um Feliz Ano Novo. E cá nos leremos em 2012!

Leitura obrigatória

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 09:43

“E se o Euro acabar? (…) Saiba o que poderia acontecer se o euro acabasse.”, hoje no Jornal de Negócios (páginas 4 a 11).

Um magnífico trabalho, bem analisado, rigoroso e independente. Também a não perder na edição de hoje, o editorial de João Cândido da Silva (“A Argentina não era uma piada”).

Espanha, 2011

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 08:44

“¡Es mi casa, voy a entrar a mi casa”, se lanza embravecido el dueño, y choca contra los policías, que le impiden seguir avanzando.

Agentes provocadores

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 06:55

Nenhum defensor da liberdade pode apoiar de forma acrítica medidas de segurança que violem princípios básicos de um estado de direito. Nos EUA, o movimento libertário tem estado na linha da frente na crítica ao patriot act.

Em Portugal, o assunto do dia é a possibilidade de o governo ter colocado agentes provocadores na manifestação da última greve. A existência de agentes infiltrados não me choca particularmente como método de garantir a segurança. Operações com agentes infiltrados são fundamentais para prevenir diversos tipos de crime. O que não pode acontecer é serem esses agentes infiltrados a iniciar e provocar esses crimes, para justificar uma intervenção policial. Se tal acontecer, aqueles que os mandataram para tal, e os próprios, devem ser condenados por esses crimes. Se for verdade que a polícia colocou agentes provocadores na manifestação, terão que existir consequências criminais e políticas para o caso. Porém este é um grande “se”. As provas reveladas até agora não parecem provar absolutamente nada.

Tomemos o exemplo do vídeo abaixo:

A tese dos organizadores baseia-se no facto de os mesmos dois senhores que abanam as grades e gritam aos polícias fardados “Vocês deviam estar aqui”, uns minutos mais tarde ajudam a polícia a convencer um indíviduo que se colocou no cimo da estátua a descer dela. Essa tese levanta questões básicas:

- Porque é que se assume que os dois indivíduos são polícias apenas porque pedem a um manifestante para descer da estátua? Esse pedido não poderia ser feito por outros manifestantes que não quisessem que a situação escalasse?
- Independentemente de serem ou não polícias, ao pedir ao indivíduo para descer da estátua, não estão efectivamente a actuar como agentes apaziguadores?
- Assumindo então que são agentes provocadores, porque haveriam de deixar cair a máscara apenas para impedir um indíviduo se subir a uma estátua?

este conjunto de fotografias poderá indicar algo mais sério. Uma fotografia pode enganar, mas os indivíduos que aparecem à paisana parecem estar na primeira linha dos manifestantes, efectivamente liderando o acto provocatório. Claro que o momento da fotografia pode enganar e como prova é ainda muito fraca.

Em resumo, a ser verdade, a utilização de agentes provocadores é ilegal e merecedora de consequências políticas e criminais, mas até agora as provas são fracas. Não deixa porém de ser interesante que sejam aqueles que há muito apelam à violência como método de acção política que andem a queixar-se desta situação.

PS e o “Estímulo”

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:40

Seguro representou uma correcção do estilo de Sócrates. Mas a correcção de forma não trouxe consigo uma também desejável correcção de conteúdo, que mantém os tiques socialistas.

Senão vejamos: Seguro veio a público defender Sanções para os países com excedente orçamental. Sim, não é erro: é mesmo excedente. Ou seja, quem não consome avidamente deve ser reprovado pois não está a “estimular a economia”. Isto é tão ridículo que até o Inimigo Público pegou no tema e trouxe para a sua capa que Seguro defende a eliminação da Liga dos Campeões do vencedor do jogo FC Porto – Zenit.

Vamos 1º ao argumento prático, no caso Português: Se os estímulos funcionassem, então Portugal teria tido uma década a crescer a 10% ao ano e não a uns míseros 0,5% – crescendo assim menos que a UE, numa inversão do cenário da década anterior – depois de Sócrates ter estimulado o país de inúmeras formas:

1. Plano Tecnológico (já agora…)
2. Investimento nas Renováveis
3. Plano Estratégico do Sector Textil para 2007-2013
4. PIO – Programa de Intervenção em Oftalmologia
5. Plano Tecnológico da Educação
6. Programa de grandes investimentos em infra-estruturas 2005-2009
7. PENT – Plano Estratégico Nacional de Turismo
8. Plano Estratégico para a Indústria de Moldes e Ferramentas Especiais
9. Plano para o Oeste.
10. Um Mail para cada Português (Ok, apenas 2,5M…)
Outros Planos:
Plano para Financiamento e Gestão das SCUT (versão 2006)
Programas de Manuel Pinho - desculpem a preguiça de não os enumerar
Plano para salvar a Qimonda
Plano para salvar a Bombardier.
Estado deu “Ajudas políticas a empresas inviáveis” - Caso Geral
Outros Estímulos:
Plataforma Logística Lisboa-Norte (Pois…)
Parque de Energia das Ondas da Aguçadoura (Pois…)
Plataforma Logística do Poceirão
Aeroporto de Beja (164? Mais do que eu esperava!) (Em liquidação!) (Sem ter facturado!)

Obviamente podia estar aqui a colocar muitos mais exemplos: afinal todas as dívidas contraídas por empresas públicas – na ordem dos biliões – e todo o dinheiro “investido” (investimento implica retorno…) na construção de estradas via PPP no fundo podem ser consideradas como estímulo.

O resultado? O estímulo parece não ter resultado.

Mas porquê? Má execução? Ou nunca seria possível que desse certo?

Bem, é claro que também houve má execução. Mas era impossível que desse certo!

1. A Equivalência Ricardiana afirma que défices públicos levarão a poupança privada equivalente por os segundos perceberem que os primeiros não têm outra opção senão taxá-los mais tarde, e portanto constituem provisões para o efeito;

2. Conforme disse Bastiat, o Estado entrega a algumas empresas dinheiro na troca de alguns bens, “estimulando a economia”… levando a que das duas uma: ou pede emprestado à banca, que assim não tem dinheiro para financiar a Economia, nem mesmo em projectos economicamente viáveis (o efeito “crowding out” que o João Galamba conheceu recentemente), ou então simplesmente taxa a umas para dar a outras (ver a este propósito este excelente vídeo em inglês sobre o assunto)

3. De acordo com as suas próprias premissas, o objectivo do PS é estimular a actividade económica. Portanto, aquilo a que ele se propõe é retirar financiamento à economia, para impedir investimento, para levar a uma diminuição de produção (e, portanto, de emprego), enquanto aumenta o consumo agregado, que como não pode ser de bens produzidos em Portugal (a diminuir, neste cenário), têm de ser comprados no exterior, fomentando assim a Economia… Chinesa?

Meus caros, creio que que só mesmo um socialista sem noção da realidade pode perceber tudo isto (ouçam aqui como se formam este tipo de Socialistas). E portanto a única imagem adequada que me ocorre é esta:

Afinal, até Freitas do Amaral já vê o disparate em que esteve envolvido!

Em defesa da consistência intelectual de António José Seguro

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:39

Discordo das propostas sobre penalização de excedentes apresentadas por António José Seguro mas, tal como a Elisabete Joaquim, não percebo a surpresa e chacota com que foram recebidas as suas declarações. Afinal, se há matéria na qual parece existir um vasto consenso no espectro político português, essa matéria é a desejabilidade de penalizar quem apresente excedentes.

António José Seguro limitou-se a aplicar exactamente a mesma lógica a uma escala maior. Se houvesse um mínimo de consistência intelectual, o que seria de esperar seria que Seguro fosse elogiado pelas suas declarações visionárias e progressistas pelos socialistas de todos os partidos.

Dezembro 6, 2011

merde!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 22:50

“(…) A Alemanha desmentiu os comentários do primeiro-ministro francês, François Fillon, que afirmou que a Alemanha tinha concordado em pôr de lado as exigências de uma participação do sector privado em qualquer futura reestruturação de um governo europeu. “Nós só esclarecemos que o tipo de envolvimento dos privados que observámos na Grécia é um caso extremo que não se repetirá”, declarou Steffen Seibert, principal porta-voz da chanceler alemã Angela Merkel. Segundo o primeiro-ministro francês, citado pela Bloomberg, a suposta concessão de Berlim fazia parte do pacote de propostas ontem acordado pelos líderes da França e Alemanha, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, que será apresentado na cimeira europeia desta semana.”, no Jornal de Negócios online.

Ora bolas! Esta gente não se entende nem a dois, quanto mais a dezassete ou a vinte e sete…

Ron Paul critica os críticos do movimento Occupy

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 20:57

Kadhafi, o defensor dos direitos humanos

Filed under: Humor,Internacional,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 18:05
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Ousam duvidar? Podem ler o relatório d aONU, de 4 de Janeiro de 2011! Pasmem-se:

De acordo com o relatório da 16ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, datado de 4 de Janeiro de 2011, “a protecção dos direitos humanos era garantida na Líbia; isto inclui não só direitos políticos mas também económicos, sociais e culturais”. O documento vai mais longe e fala da “experiencia pioneira no campo da distribuição da riqueza e nos direitos de trabalho”.
A delegação da ONU que visitou a Líbia “observou que todos os direitos e liberdades” estavam, na Líbia, “incluídos de forma coerente num quadro jurídico consolidado. As garantias legais formaram a base para a protecção dos direitos básicos do povo. Além disso, os abusos que pudessem ocorrer eram tratados pelo sistema judicial e os responsáveis levados à justiça. O sistema judicial salvaguardava os direitos dos indivíduos e era apoiado por outras entidades, acima de tudo o gabinete do Ministério Público.”

E já agora, para uma notícia mais séria

flabbergasted (3)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:24

“Freitas do Amaral culpa Sócrates pelo mau estado do país. O ex-ministro de Sócrates diz que (…) ‘Todos sabemos que é uma situação muito difícil, para a qual fomos empurrados, em primeiro lugar por uma crise internacional e em segundo lugar pelos três últimos anos de governação de José Sócrates, que foram muito mal orientados’, disse o responsável, citado pela Antena 1 (…) O fundador do CDS afirma, no entanto, que se Portugal atingir uma situação limite, com o fim da moeda única, deve ser constituído um Governo de salvação nacional, integrando todos os partidos com representação parlamentar. ‘Justificar-se-ia um Governo de salvação nacional, mas não já era só PS e PSD, era um espectro o mais alargado possível. Incluiria, seguramente, o CDS e poderia incluir o Bloco de Esquerda ou o PCP ou ambos’, defende Freitas do Amaral em entrevista à Renascença.”, no Diário Económico online.

Mais um discurso deplorável e revelador do apertão popular que os políticos começam a sentir…enfim, não está excluído que também os nossos, a exemplo dos gregos, sequestrem a democracia a partir da Assembleia da República.

Quanto a este senhor, com a sua provável nomeação para Chairman da Galp, segundo a imprensa, pela mão do PSD, the circle is now (almost) complete….já só lhe falta uma perninha no BE e outra no PCP, sendo que, pelas suas declarações, nota-se que continua cheio de vontade! Ora, como é que se diz? Vira-quê?!?

A sequela eco-religiosa

Climategate (Part II), por Steven Hayward, na Weekly Standard. Para enquadrar, nada melhor do que um regresso a 2009, um passado não muito distante.

Why Politicians Love Spending

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 11:24

Public Choice: Why Politicians Don’t Cut Spending

PraxGirl: A rapariga que explica Praxeologia

Filed under: Economia,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:30
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Para quem tem problemas de motivação, aqui fica o canal da PraxGirl!

E por exemplo a lição 7:

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