O Insurgente

Dezembro 18, 2011

Moncho López e o Porto

Filed under: Cultura,Desporto,Videos — André Azevedo Alves @ 10:00

Moncho, um portuense adoptado

“É claro que entendo o que é um Benfica – FC Porto, já disputei muitos. Os jogadores têm os rituais deles e a esses não temos acesso. Eles têm o seu espaço no balneário e só eles sabem como falam e como se motivam. Na preparação para os jogos, nós, os treinadores, reservamos tempo para dez minutos de mística. Ouvimos as músicas “Pronúncia do Norte” e “Porto Sentido”, que são estimulantes para nós. A última, acompanhada pelo vídeo com imagens da cidade do Porto, ajuda-me muito a concentrar e a relaxar. Não me atrevo a dizer que serei mais portuense que um portuense. Serei mais um portuense adoptado. Sinto-me bem aqui, na cidade e no clube. Primeiramente, no clube que me foi buscar e que me acolheu. E na cidade cada vez melhor.”
Moncho López, 09/12/2011

(mais…)

Um país sem governo não é um país desgovernado

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 05:04

Há uns tempos atrás, ponderei sobre a ideia de iniciar um blog onde registaria todas as falácias, meias-verdades e manipulações que se vão escrevendo sobre a actual crise e a economia em geral. Acabei por concluir que era um exercício desnecessário e redundante porque já existia o Arrastão.

Desta vez é o Sérgio Lavos que nos vem contar a história da Bélgica, um país que esteve sem governo durante 1 ano e que, logo após ter formado governo salvou um banco e lançou um país na crise. A mensagem é clara: os interesses políticos juntaram-se para salvar um banco e trazer a crise a um estado social forte e dinâmico.

Há três problemas com esta tese. O primeiro é de ordem cronológica: o governo belga apenas foi formado em Dezembro enquanto o banco foi salvo em Outubro. O segundo é de grandeza: o défice belga era de 4.2% antes do salvamento e com o salvamento do banco passou a… 4.6%. Uma subida relevante, sem dúvida, mas dificilmente causa de colapso das contas do estado (pelo menos por enquanto). O terceiro é de natureza. Quando a esquerda fala de salvamentos a bancos, transpira sempre a ideia de que o dinheiro dos contribuintes está a ser utilizado para salvar banqueiros milionários que andaram a estourar o dinheiro na bolsa. Embora tal situação seja próxima da realidade no caso do BPP/BPN, é absolutamente errado nesta situação. O salvamento do Dexia é basicamente o salvamento dos depositantes, cujo dinheiro estava em risco pelas imparidades com empréstimos a países com estados sociais falidos como Portugal.

Do post do Sérgio Lavos, para além da magnífica imagem que o ilustra, salvam-se duas boas ideias: a ideia de que é bom ter um governo com poderes limitados e de que é necessário bancos falir. Um governo de gestão com poderes limitados teria sido excelente ideia para Portugal. Tenho a certeza que se Portugal tivesse andado a ser governado a duodécimos desde a última visita do FMI, provavelmente seria hoje um país mais próspero e menos endividado. Também concordo com a ideia mais ou menos implícita de que é necessário deixar bancos falir devido à crise da dívida soberana. Se sobrevivermos, um dos grandes legados desta crise será exactamente um aumento da percepção de risco da dívida soberana, e nada como o espectro da falência para fazer os bancos pensarem duas vezes no futuro sobre o financiamento ao estado social.

Dezembro 17, 2011

“The dream is collapsing”

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Bruno Alves @ 22:48

Amanhã, o Governo vai reunir-se “informalmente” e, segundo consta, anunciar uma série de medidas a serem tomadas no próximo ano. António José Seguro, por sua vez, prosseguiu hoje o seu esforço hercúleo de não passar um singelo dia sem dizer uma barbaridade. Resolveu o líder do PS deixar um “pedido” a Passos Coelho: que ponha “fim à austeridade”. Diz Seguro que amanhã o Governo terá a “oportunidade” de anunciar medidas que promovam o emprego e o crescimento, “oportunidade” essa que, presume-se, não deve ser desperdiçada. Infelizmente, o Governo não tem qualquer “oportunidade” para tal. Seguro, aparentemente, ainda não se apercebeu da triste realidade que este país terá de enfrentar: nos próximos (longos) tempos, Portugal não terá qualquer “oportunidade” de “crescer” ou de pôr fim à austeridade.

Durante anos (para não dizer décadas), nós portugueses quisemos ser “como os outros”: quisemos viver como se vivia “lá fora”, porque, afinal, “isto” era “o século XX” (e depois o XXI). Rapidamente nos deparámos com um pequeno problema: não éramos como os outros. Mais concretamente, não éramos tão ricos como os outros. Uma injustiça, obviamente. O problema também rapidamente foi resolvido: se não havia dinheiro, pedia-se emprestado; se não temos tanto dinheiro como “eles”, usemos o “deles”; e desde que “acreditemos” em “nós”, que até “fizemos” os Descobrimentos, um dia conseguiremos ser efectivamente ricos.

Durante anos, vivemos nesta ilusão. Até ao dia em que, como no filme do outro senhor, o sonho entrou em colapso: o endividamento era de tal ordem, que, especialmente numa conjuntura de crise financeira internacional, ninguém nos quis emprestar mais a não ser a preços proibitivos. A partir desse momento, Portugal deixou de poder viver como “os outros”, sem sermos como “eles”. A partir de agora, os portugueses vão ter de viver como realmente são. E, pelo menos por enquanto, são pobres.

A “esperança” que Seguro pede que seja dada aos portugueses é impossível, e a “austeridade” contra a qual ele constantemente se manifesta é apenas a realidade que tentámos esconder no passado. O empobrecimento dos portugueses é tudo menos uma coisa positiva, e o Governo tem como responsabilidade criar as condições para que no futuro seja possível sair dele; mas o empobrecimento é apenas a reposição da normalidade, uma correcção do estado de falsa prosperidade que julgámos ser real. Seguro pode dizer o que quiser (e infelizmente para todos nós, ele aparenta querer dizer muita coisa). Passos Coelho é que não pode dizer que a austeridade vai chegar ao fim, porque ela ainda agora começou. Com estas medidas ou com outras, com cortes na despesa ou cortes na receita, com “troika” ou sem “troika”, com euro ou sem euro, os portugueses vão empobrecer. Quem disser o que Seguro pede ao Governo que diga, ou mente ou não vive neste mundo.

A outra forma socialista de pagamento de dívidas

Basta fazer uma aposta clara na solidariedade. Aconselho o visionamentos dos vídeos.

Dezembro 16, 2011

Newt e Churchill

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Política — ruicarmo @ 16:33

Do lado certo.

Provérbio do dia

Filed under: Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 09:22

Não há maior despeito que o de um mendigo orgulhoso.

A verdadeira bomba que faz as pernas dos banqueiros tremer

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 09:01

A Segurança Social está à beira da ruptura com cerca de dois milhões de pensionistas que têm pensões reduzidíssimas de poucas centenas de euros. Daqui a alguns anos, quando teoricamente o valor médio das pensões subir para cerca do dobro do actual, como será?

Dezembro 15, 2011

Ron Paul CNN interview with Wolf Blitzer

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 23:36

Ron Paul on CNN w/ Wolf Blitzer 12-14-11

Iowa: Romney 23%; Gingrich 20%; Paul 18%

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 23:29

Sondagem Rasmussen:

Mitt Romney: 23%
Newt Gingrich: 20%
Ron Paul: 18%
Rick Perry: 10%
Michele Bachmann: 9%

Um génio

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — Bruno Alves @ 21:22

Pedro Nuno Santos, um deputado da Nação que a Nação desconhecia, declarou ao mundo que tem para com os credores do país mais ou menos o mesmo sentimento que Eduardo Ferro Rodrigues nutria pelo segredo de Justiça: o deputado do PS disse que se está “marimbando para os bancos alemães que nos emprestaram dinheiro nas condições em que nos emprestaram”. Segundo o dr. Santos, Portugal tem uma “bomba atómica” que pode “usar na cara dos alemães e dos franceses”: exclamar em fervor patriótico “ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos a dívida”.

Na cabeça deste senhor, mal tais palavras saiam da boca do governo pátrio, “as pernas dos banqueiros alemães até tremem”. Infelizmente, as dos portugueses também tremerão, mas de fraqueza, causada por manifesta falta de nutrição. Não ocorre ao dr. Santos que, a partir do momento em que Portugal não pagasse a sua dívida, seriam os portugueses quem mais sofreria. Não ocorre ao dr. Santos que, se Portugal não fizer um esforço para dar confiança aos seus credores, ninguém nos empresta mais dinheiro, e o país ficará num estado ainda mais precário do que aquele em que o seu antigo chefe Sócrates a todos nos deixou. O dr. Santos não se deixa amedrontar por tais cenários: ele não quer colaborar no “servilismo” dos “políticos europeus” para com “os mercados”, porque acha que “em primeiro lugar” está a defesa dos “interesses nacionais”: o dr. Santos não se preocupa com as consequências de isolar Portugal do mundo, mantendo o país longe de poder pedir dinheiro emprestado durante sabe Deus quantos anos, condenando os indígenas a uma pobreza que nunca julgaram ser possível nos nossos dias, desde que não sejamos “servis” perante “os mercados”. É um génio, o Dr. Santos.

Duas notícias, duas

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 14:30

Pedro Nuno Santos, vice-presidente do grupo parlamentar do PS, defende que Portugal deve ameaçar com a bomba atómica da suspensão do pagamento da dívida para obter, em troca, melhores condições de ajustamento

Juros aliviam na Zona Euro na sequência de leilão espanhol mas sobem em Portugal

Desta vez sem espaço para dúvidas de interpretação: fomos governados por uns criminosos irresponsáveis.

Assim se vê a cultura do PCP

(Euro)Deputado comunista ataca o direito dos trabalhadores e convida à destruição da indústria das pescas nacional. Deve ser a isto que se chama a defesa do aparelho produtivo, enquadrado pela política local de pescas.

A escola José Sócrates

Um vice-presidente da bancada parlamentar do PS defende que Portugal devia ameaçar deixar de pagar a dívida externa. O deputado socialista Pedro Nuno Santos, líder do PS-Aveiro, sustenta que o Governo devia ignorar as exigências dos credores internacionais e dessa forma poupar os portugueses aos sacrifícios a que estão a ser obrigados.

“A primeira responsabilidade de um primeiro-ministro é tratar do seu povo. Na situação em nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema enquanto político e deputado de o dizer. Porque em primeiro lugar, antes dos banqueiros alemães ou franceses, estão os portugueses”, disse Pedro Nuno Santos no último fim-de-semana, durante um jantar de Natal socialista de Castelo de Paiva.

No mesmo discurso disse estar-se “marimbando” para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que o fez, lembrando que o país tem um trunfo: “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses – ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem”.

Pedro Nuno Santos defende que estamos numa guerra política e que os líderes europeus devem usar todas as armas do jogo. “Provavelmente nunca jogaram póquer e não sabem que estamos numa guerra política e que o bluff é uma arma”.

Em relação à questão da dívida afirmou: “Nós temos primeiros-ministros na Europa que estão mais preocupados em passar uma mensagem aos credores: que nós somos gente responsável; não se preocupem, nós vamos pagar a dívida toda, nem que o nosso povo corte os pulsos e passe fome, mas nós vamos tratar de pagar a nossa dívida”.

O fenómeno João Cravinho

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 09:00

A extraordinária capacidade de alguém com o passado de João Cravinho passar entre os pingos da chuva e – to add insult to injury – ainda ser apresentado um pouco por todo o lado como paladino da transparência e da luta contra a corrupção em Portugal não é apenas um fenómeno notável. É também um dado importante para compreender que a bancarrota financeira do país assenta em raízes políticas, culturais e morais.

Crise do Crédito Visualizada

Filed under: Economia,Educação,Política Monetária,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 08:33
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Já vi este vídeo há 3 anos, mas ontem ao acrescentar ligações no meu blog tropecei nele outra vez e creio que continua a ser a melhor explicação da crise do crédito que vi até hoje.

Quem ainda não viu, tem de ver:

Ainda sobre o jornalismo e o mundo que temos

Nordine Amrani e Gianluca Casseri trouxeram morte, caos, terror e destruição de vidas. Acabaram por escolher a morte como destino idêntico para si próprios.  A avaliar, pelas duplicidades no tratamento jornalístico, as semelhanças acabaram na morte dos facínoras. Mas não estão sozinhas. As autoridades belgas, apressaram-se a confirmar o acto isolado de Amrani. E por essa razão, justificam,  não se tratou de um acto terrorista ou sequer de um atentado. Os três mortos e os 121 feridos da conta de Amrani não contam para este balanço. São colocados noutra coluna do balanço. Como sintetiza David Levy, “em Florença o assassino é branco e europeu, em Liège o assassino atacante é magrebino. Em Florença a culpa é do assassino branco de extrema-direita, em Liège a culpa é de quem não tratou do foro psiquiátrico do magrebino. E assim sucessivamente.” Os jornais  pouco mais são que o reflexo e o produto do mundo em que vivemos.

Análise da situação política e económica em Espanha

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:35

Uma muito recomendável análise da situação política e económica em Espanha: What needs to be done in Spain? Por Ángel Martín Oro.

Rajoy has to persuade international investors and observers that the Spanish economy and public finances are sound. This has to be done with real facts and a strong commitment to structural reforms.

However, let’s set the record straight: even if the right set of reforms is implemented, output and employment growth will be weak, given the overall economy’s need to reduce debt and adjust large imbalances created during the housing bubble period.

More positively, the current situation presents an historic opportunity for Spain to carry out the many and deep reforms that would make the country a more productive, competitive and financially sustainable economy.

Para ler na íntegra aqui.

New Hampshire: Romney 29%; Gingrich 24%; Paul 21%

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 00:21

E também do New Hampshire, chegam sondagens com resultados cada vez mais interessantes…

Sondagem Insider Advantage:

Mitt Romney: 29%
Newt Gingrich: 24%
Ron Paul: 21%
Joh Huntsman: 11%

Sondagem Rasmussen:

Mitt Romney: 33%
Newt Gingrich: 22%
Ron Paul: 18%
Joh Huntsman: 10%

Iowa: Gingrich 22%; Paul 21%; Romney 16%

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 00:16

Do Iowa, chegam sondagens com resultados cada vez mais interessantes…

Sondagem PPP:

Newt Gingrich: 22%
Ron Paul: 21%
Mitt Romney: 16%
Michele Bachmann: 11%
Rick Perry: 9%

Sondagem Insider Advantage:

Newt Gingrich: 27%
Ron Paul: 17%
Rick Perry: 13%
Mitt Romney: 12%
Michele Bachmann: 10%

Dezembro 14, 2011

Causa e efeito (2)

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:20

uma “manif” e já está! Por Rui A.

A Ministra da Justiça apresentou uma auditoria feita à conta dos serviços prestados ao estado pelos advogados estagiários, na qual supostamente se detectaram 17 mil irregularidades. (…) Ora, a cada uma destas acusações, como responderam os advogados visados? Com a contestação das mesmas, demonstrando, assim, a sua inocência e a inépcia, ligeireza, até, eventualmente, a pusilanimidade persecutória da Ministra? Não, nada disso. Certamente inspirados pelo condottieri que os pastoreia, responderam com uma “manif” marcada para o Terreiro do Paço, à porta do ministério, para exigirem a cabeça da titular da pasta. Um bom método a adoptar para o futuro da profissão: sempre que tiverem que defender um cliente, é fazer uma “manif” e já está.

Leitura complementar: Causa e efeito.

Aviso a Talibãs Desprevenidos!

Filed under: Brasil,Justiça — Ricardo Campelo de Magalhães @ 22:53
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Cuidado com o Brasil. Aquilo por lá é só para Homens de barba rija!

Já destruímos este país. Chegou a hora de diversificar.

Filed under: Brasil,Economia,Humor,Internacional,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 22:02
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Ainda muitos vão olhar para o crescimento Brasileiro e Angolano agora e daqui a 10, 20 anos e nos culpar da desacelaração daqueles. Vai uma aposta?

Fica um link para ajudar futuros ignorantes a “documentarem” essa teoria, com a credibilidade da EuroNews.

Golo de Danilo no Mundial de Clubes

Filed under: Cultura,Desporto,Videos — André Azevedo Alves @ 20:10

Um golo com chama de Dragão…

Golaço de falta de Danilo – Kashiwa Reysol 1 x 3 Santos – Mundial de Clubes 2011 14.12.2011

Causa e efeito

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:04

Auditoria detecta mais de 17 mil irregularidades no apoio judiciário
Advogados vão pedir demissão de ministra da Justiça

Num país profundamente corporativista como Portugal, há relações de causalidade que raramente deixam de se verificar…

Resumo do jornalismo que temos…

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:48

Jornalismo de causas e Jornalismo de referência. Por Helena Matos.

Em prol da virtude e dos bons costumes

Por Toutatis, mulheres cubram os olhinhos tentadores.

A Inglaterra

Filed under: Comentário,Internacional,Política,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 16:17

A decisão de Cameron vetar a alteração dos tratados europeus terá sido difícil e trará sérios problemas para o Reino Unido. O isolamento britânico vai deixar mossas, até porque o Reino Unido já não é o principal aliado de Washington. Pior ainda: sem o império, a própria existência do Reino Unido, como já tive oportunidade de mencionar aquando das eleições escocesas em 2007, pode deixar de fazer sentido quando a Escócia perceber que o acesso aos mercados internacionais, que procurou em 1707 quando se ‘juntou’ à Inglaterra, será mais fácil dentro da União Europeia, que no próprio Reino Unido.

Os riscos são muitos, pelo que se torna fácil criticar a decisão de Cameron que, aliás, tem muitos críticos no seio do seu próprio país. Sucede que, como já referiu Vasco Pulido Valente, o Parlamento britânico nunca aceitaria submeter-se aos ditames de Berlim, de Paris e da eurocracia não eleita de Bruxelas. Não o fez no passado, não o fará agora. Por muitos que sejam os riscos e as dificuldades. Por muitas que sejam as críticas e apreensões dentro da própria sociedade britânica, elas sempre existiram em situações como a presente. A democracia, a verdadeira democracia parlamentar, quando não é apenas uma palavra, mas um modo de vida, vale por isso e muito mais.

Da mesma forma, Cameron protegeu a praça financeira que é Londres, como no passado a Inglaterra defendeu os seus comerciantes. O poderio inglês, e depois britânico, cresceu com o liberalismo económico que nasceu entre os negociantes e os lojistas. Foram eles que exigiram um Parlamento que os protegesse contra o poder absoluto do rei e o despotismo das potências continentais. Olhando para o passado, facilmente se compreende a decisão de Cameron. E quem não tirar ilações do passado, condenando sem perceber a razão de fundo do governo britânico, acaba por, não querendo ouvir a história, cometer os erros que a história ditou.

Dezembro 13, 2011

Defesa do ambiente é com a China

China, o poluídor-mor, através do ministro dos negócios estrangeiros critica duramente o Canadá por ter escolhido aplicar o dinheiro noutras aventuras, enviando de caminho o protocolo de Kyoto às urtigas. Extraordinário.

Como comprar Ouro

Filed under: Economia,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 22:12
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A minha tese justifica teoricamente Porquê comprar Ouro. Este post lida na prática com o Como comprar Ouro.

Essencialmente, queria deixar aqui alguns conselhos:

1 – Compre Ouro Físico. Se compra Ouro porque considera a possibilidade de a Economia enfrentar dificuldades cada vez maiores à medida que vai sendo nacionalizada e regulamentada – como em Atlas Shrugged – então deve minimizar a exposição à Banca. Comprar títulos que representem Ouro – como fundos de acções, ETFs, Opções ou Certificados sobre dívida em Ouro, por exemplo – não faz muito sentido. Títulos que compre num banco, depositados noutro, transaccionados através de outro e sobre a dívida de um quarto, são particularmente desaconselhados (eu explicaria estas opções em detalhe se as recomendasse, o que não é o caso). Evite papel. Evite a Banca.

2 – Compre um bem homogéneo. Se quer algo com um valor certo, evite subjectividades. Arte, se bem que bela e em si também uma possibilidade de obter ganhos adicionais, complica o seu investimento. Compre algo cujo valor seja o mais objectivo possível – como Onças de Ouro cunhadas por uma instituição de conficança ou Libras de Ouro – e não pulseiras, colares, moedas raras, peças domésticas, ou outros objectos cujo valor seja difícil de determinar e dependentes de factores não controláveis. Evite subjectividade.

3 – Compre a bom Preço. Se quer manter o poder de compra, saiba quando vale o Ouro Hoje. Consulte a internet – sítios como o Gold Price ou o 24H Gold - e informe-se sobre o preço na hora. Não aceite grandes comissões sobre este valor. O Ouro como Investimento não paga IVA e a comissão de cunhagem não é grande (por ex, 15Eur numa barra que custa cerca de 1300). Muito bom negócio é comprar abaixo, o que só é possível em casos como por exemplo comprar Libras a quem já as comprou há algum tempo atrás e não tenha actualizado os preços (boa sorte…). Evite perder dinheiro logo na compra.

4 – Guarde bem o Ouro. Se compra Ouro físico, o problema é… Guardá-lo! Se tem poucas Onças (afinal, cada uma custa 1300 Euros…), pode escondê-lo em casa – em locais que ninguém mexe como livros ou… não digo! -, mas se são em número razoável, o melhor será mesmo alugar um cofre num banco. Evite entregar o Ouro ao bandido.

Dúvidas mais Frequentes:

 1 – O que é uma Onça? Um Onça é uma medida de peso Anglo-saxónica que representa 31,1 Gramas. As barras para os privados costumam ter este peso, enquanto que as insitucionais costumam ser de 400 Onças (aprox. 12,5 Kg). Evite barras como as da Caixa (de 5, 10 e 25 gramas), pois são medidas excêntricas e mais difíceis de vender.


(1 Onça, junto da minha mão, para referência)

2 – A pureza é relevante? Não deveria ser. Compre sempre que possível Ouro 99,9% puro. Mas porquê este pormenor da pureza? O Ouro é um metal muito modlável. Mas mesmo muito. Então, para evitar deformações de barras e moedas, mistura-se 0,1% de um metal duro para dar uma consistência mínima (evite grandes forças sobre as barras), o que corresponde a Ouro de 24 quilates. Em Portugal vendem-se peças de Ourivesaria de 800 partes por 1000 (80% ouro, ou de 19,2 quilates), sendo comuns na Europa peças de 750 partes por 1000 ou mesmo de 375 partes por 1000. Prefira as de 999, como a da fotografia.

3 – Não passou já a oportunidade? Bem, já deveria ter comprado em 2001. Mas enquanto os governos continuarem a destruir a Economia, perdão, a estimular a Economia, a oportunidade mantém-se. Pense: enquanto os governos imprimirem massiçamente Euros, e o Ouro disponível continuar a crescer a uma taxa inferior a 2% por ano, o Euro tem que se desvalorizar face ao Ouro. Ou visto ao contrário, o Ouro tem que se valorizar face ao Euro. E não pode entrar em bolha? Pode. Se ouvir taxistas, cabeleireiras e professoras de 1º ciclo a dizerem que o Ouro é um bom investimento, então, tenha medo. Tenha muito medo.

4 – Quem vende? Se prefere 1 Onça, o melhor será o BCP, que comprou em tempos o Banco Mello e portanto detém hoje a unidade de Ouro que em tempos foi daquele banco. Nestes balcões podem comprar com ou sem conta aberta no grupo (eu não tenho, por exemplo), bastando para tal ir lá 15 dias antes para encomendar a peça, uma vez que os balcões não têm barras no seu depósito em casos normais. Se prefere Libras, então terá de se dirigir a uma Ourivesaria. Neste caso vá a várias, pois: a) nem todas têm & b) umas compraram as peças há mais tempo que outras, e portanto o preço pode variar de forma não insignificante.

5 – Quem compra? Se tiver comprado um bem homogéneo (arte já sabe, está nas mãos dos coleccionadores), pode sempre vender ou onde comprou ou a um industrial do Ouro. Evite essas lojas que nascem como cogumelos de compra de ouro usado e – já sabe – venda a um preço muito próximo da cotação actual, de acordo com os sites que recomendei. Se precisa de vender devido a um acontecimento guarde 1 mês para este processo, pois nunca é bom vender à pressão.

6 – Fico identificado? Se comprar no banco, fica. Mas se deseja evitar isso (nunca se sabe o que o Estado se pode lembrar se um dia estiver – mesmo – em dificuldade), compre directamente a um negociador de Ouro e não peça factura. Se você não conhecer nenhum, posso aconselhar nomes, pois isto de escrever teses sobre o Ouro permite-me conhecer muita gente interessante…

7 – O que é que o Ricardo ganha com isto? Nada. Caso não tenham reparado, eu não cobro comissões em nenhum dos passos. Simplesmente escrevi uma tese, explorei possibilidades para manter o meu próprio património, e agora partilho com outros as conclusões a que cheguei pessoalmente. De igual modo, não dou garantias. Apenas partilho conhecimento teórico e prático e convido o leitor a pensar por si próprio.

Leitura recomendada: Tese de Mestrado “Como Lucrar por Ser Liberal”

Já que falamos no assunto….

Filed under: Educação — Helder Ferreira @ 19:21

Via www.fle.pt

Na Dinamarca a escolha da escola foi consagrada em 1915, por meio de um sistema de cheque ensino, que permite aos pais escolherem a escola dos seus filhos, independentemente de serem escolas do Estado, das comunidades locais ou privadas.

O sistema educativo da Dinamarca é bem reconhecido, principalmente, pela enorme variedade e diversidade dos projectos educativos impulsionados pelo mecanismo da livre escolha.

No site oficial do ME da educação Dinamarquês, lê-se:

Na Dinamarca, há nove anos de escolaridade obrigatória. Compete aos pais a escolha:

1. se num estabelecimento publico

2. se numa escola privada

3. se em casa

O objectivo é que todas as escolas e locais de ensino que obedecem aos padrões de qualidade por Lei sejam reconhecidas e recebam financiamento público, independentemente da sua ideologia, religião, etnicidade e motivação para o seu estabelecimento.

Desde 2001 que foram introduzidos mecanismos para o aperfeiçoamento da liberdade e autonomia da escola com vista a melhorar a qualidade no sistema publico. Os resultados Pisa demonstraram os resultados positivos destas medidas e, assim, em Dezembro de 2010, foram introduzidas metas mais ambiciosas para 2020:

a) todas as crinças devem saber ler no ano 2 (aos 8 anos);

b) antecipação das aprendizagens do ano 9 (15 anos) para o ano 8 (14 anos);

c) redução do numero de alunos com necessidades educativas especiais;

d) melhorar a qualificações científicas dos professores;

e) reformar e reforçar as regras de acesso de professores;

f) clarificação de objectivos de cada escola e maior transparência nos resultados.

Para ler mais sobre este assunto explore o nosso dossier sobre a Dinamarca em www.fle.pt -> Dossiers -> Dinamarca.

No debate nacional sobre a A Escolha da Escola, verificamos que existe alguma confusão entre o direito de escolha, que é o direito dos pais e das famílias, e o risco das escolas fazerem selecção de alunos. Importa esclarecer, que o direito de escolha é dos pais e não da escola. Cabe ao Estado garantir que assim seja. Leia as reflexões de AHC no Expresso Online.

Cronyism in America

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 17:13

Cronyism in America

Occupy: o Natal chegou

A evolução da espécie occupy não pára de surpreender. Destaco a ideia duplamente feliz de ocupar o Pólo Norte e (n)aquelas fardas.

Na “engenharia” palestiniana vale tudo

A ponte original caíu em 2004. Foi então construída uma ponte provisória. Em Dezembro de 2011, por questões de segurança, foi fechada. A ideia é reconstruir a ponte pedonal. Má opção, o governo unitário constituído (?) pelo Hamas e pela autoridade palestiniana, considera tal acção um acto de guerra.

Dezembro 12, 2011

As t-shirts para o verdadeiro Liberal

Filed under: Cultura,Humor,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 21:21
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Para a malta do blog e para a minoria dos nossos leitores que é Liberal, aqui fica uma ideia para uma prenda de Natal(:

Hayek on Social Evolution and Tradition

Filed under: Cultura,Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

F. A. Hayek on Social Evolution and the Origins of Tradition

Big Government Failures

Filed under: Videos — António Costa Amaral (AA) @ 17:18

The New Deal Was A Failure: Hoover and FDR Prolonged the Great Depression with Big Government

Licença para dançar

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 17:07

Numa carta de 27 de Dezembro de 1873, Lewis Carroll, em resposta a Gaynor Simpson, que o inquiria sobre os seus dotes de bailarino, escreveu:

As to dancing, my dear, I never dance, unless I am allowed to do it in my own peculiar way. There is no use trying to describe it: it has to be seen to be believed.

Não sabemos se o senhor Nunes, director da ASAE e uma das personagens mais ridículas (ainda que perigosas) do regime, dança ou não. Mas passamos a saber que os outros só podem dançar ao sabor dos seus caprichos e de acordo com a sua peculiar maneira.

A pergunta que se coloca: por que razão absurda a actual coligação ainda não despediu o director da ASAE?! Já estão uns meses atrasados.

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Portugal — Maria João Marques @ 16:12

No mundo idealizado a régua e esquadro pelas mentes totalitárias que criaram e sustentam a ASAE, claro que as pessoas não podem dançar num bar. Em boa verdade, deveria haver em cada bar um agente da ASAE verificando se algum cliente tem a ousadia de abanar em excesso os quadris ao ritmo da música, mexer os pés mais do que num leve e discreto bater ritmado de pés ou mover a cabeça para além do que facilita a conversa com os seus companheiros. Toda a gente se lembra dos bares da Expo 92 de Sevilha ou a Expo 98 em Lisboa, onde havia um bares onde selvagens – de facto esses bares tinham alguma coisa a ver com animais presentes nos antípodas – dançavam em cima das mesas, mas isso foi antes do advento da civilização que chegou à Península Ibérica com a dupla Sócrates e Zapatero.

Faz, assim, todo o sentido, que o propritário de um bar onde as pessoas teimam em dançar e onde os empregagados do bar não os despejam na rua devido a esses comportamentos indignos seja preso vez atrás de vez. Em boa verdade, só a veleidade de abrir um restaurante/bar num país onde o iluminado António Nunes afirmava que metade dos restaurantes já existentes devia fechar faz Olivier merecer as masmorras.

Mas é de gente como António Nunes que o país precisa. Gente cujo o sonho é fechar metade dos restaurantes do país. Gente que se orgulha pela aplicação de multas de quatro mil euros a uma loja pelo facto – que não causou transtorno a ninguém nem fez perder dinheiro a ninguém, mas que interessa isso? o que é importante é cumprir escrupulosamente uma lei, mesmo que seja estúpida e inútil – de não ter os preços dos produtos visíveis numa montra. Gente, desta vez como Sá Fernades que atormenta as populações para os lados de Lisboa, que se aborrece se um restaurante no Campo Pequeno tem demasiado sucesso com a sua esplanada e as protecções contra o vento que coloca e manda retirar as tais protecções contra o vento, levando ao encerramento do restaurante por fúria do proprietário; é que, diz Sá Fernandes, as esplanadas não estão legais – porque há um imbróglio legal que não se consegue resolver.

No momento de crise económica que atravessamos, é o momento para darmos valor a gente como Sá Fernandes e António Nunes, que têm a coragem de perseguir quem ainda investe, quem ainda resiste à crise, quem ainda cria alguma riqueza. O facto destas pessoas sem vergonha de caminho darem emprego a outras e ainda pagarem uns impostos (realidades boas, ao invés da desvergonha de, por exemplo, ter lucros) não deve fazer esquecer o desígnio último de adequar, à força se necessário e espalhando pobreza se tiver que ser, a realidade ao tal mundo desenhado a regra e esquadro.

Libertem os libertadores oprimidos

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Cultura,Economia,Energia,Política,Portugal — ruicarmo @ 11:56

Libertem Francisco Almeida! Libertem João Vasconcelos! Denúncias feitas por Rodrigo Moita de Deus.

Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha

Filed under: Política,Portugal,Teoria,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 10:30

O Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha, dirigido pelo insurgente Tiago Loureiro, está no Facebook. Para acompanhar aqui.

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