O Insurgente

Dezembro 23, 2011

Newt Gingrich and the Constitution

Filed under: Internacional,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 00:30

Gingrich, the anti-conservative. Por George Will.

When discussing his amazingness, Newt Gingrich sometimes exaggerates somewhat, as when, discussing Bosnia and Washington, D.C., street violence, he said, “People like me are what stand between us and Auschwitz” [Atlanta Journal-Constitution, Jan. 16, 1994]. What primarily stands between us and misrule, however, is the Constitution, buttressed by an independent judiciary.

But Gingrich’s hunger for distinction has surely been slaked by his full-throated attack on such a judiciary. He is the first presidential candidate to propose a thorough assault on the rule of law. That is the meaning of his vow to break courts to the saddle of politicians, particularly to members of Congress, who rarely even read the laws they pass.

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Dezembro 22, 2011

A Ética do “Default”

Filed under: Internacional,Política,Portugal,Teoria,União Europeia — Filipe Faria @ 21:45

O default português, ou a renegociação da dívida pública portuguesa (como é eufemisticamente referido), não é mais do que o parcial ou total cancelamento do pagamento por parte do devedor, neste caso, por parte do Estado.

Sobre o assunto, as opiniões dividem-se:  a esquerda, da radical até a alguns elementos do Partido Socialista, não tem qualquer problema em defender que a insustentabilidade da dívida é razão mais que suficiente para se cancelar o pagamento da mesma. À direita, a questão parece assumir contornos de honra, e é defendido exaustivamente que quando um contrato é assinado, ambas as partes devem cumprir; como tal, o Estado português deve cumprir com a sua obrigação de pagar na íntegra aos seus credores.

É certo que as intenções da esquerda quando toma esta posição não são recomendáveis, porque a ideia subjacente é a de que o Estado deve poder gastar tudo o que pode sem ter de responder perante ninguém. Porém, tal como um relógio digital parado (de 0 a 24), a esquerda acerta na hora uma vez por dia. É a direita que está profundamente errada na defesa ética do pagamento da dívida pública.

Usando uma abordagem comparativa clássica da teoria da escolha pública, comparar contratos entre indivíduos no mercado com contratos feitos com o Estado não tem de todo a mesma equivalência moral. Quando um investidor investe numa empresa, sabe à partida que corre riscos pois essa empresa pode falir a qualquer momento, o que faz com que o investimento feito possa não lhe ser restituído; ou seja, quando se investe numa empresa, não só é possível como é recomendável que se possa de facto perder dinheiro; tal mantém um saudável peso e contrapeso nos maus investimentos, permitindo assim que as empresas que falham em servir o consumidor possam falir e permitir igualmente que o mercado consiga alocar recursos de forma mais eficiente.

Em contraste, investir em títulos do tesouro é visto como um investimento seguro, pois segundo é dito entre a vox populi: “o Estado paga sempre”, mesmo quando se atrasa. A razão para tal é simples: em teoria, tendo o monopólio da violência legal, o Estado pode sempre expropriar mais rendimentos à população para pagar as suas dívidas. Desta forma, a expectativa de que “o Estado paga sempre” é baseada na imoralidade de que expropriações adicionais poderão ser feitas para o efeito. Teoricamente, o Estado nunca teria de entrar em default desde que existam cidadãos para produzirem o suficiente e uma impressora monetária para imprimir o dinheiro necessário. Porém, na prática isto é impossível; para pagarem níveis insustentáveis de dívida pública, o nível elevadíssimo de tributação necessária equivaleria a um escravizar da população que trabalharia essencialmente para pagar essa dívida. Quem conhece a curva de Laffer sabe que a partir de um certo nível de carga tributária os indivíduos deixam de produzir ou recorrem a uma primitiva troca directa de produtos (barter). Em suma, na prática, os Estados têm de entrar em default para evitar a completa desordem, não só económica, mas social; e tal, ao contrário do que a direita apregoa, é um imperativo moral.

É claro que muitos na direita não têm uma abordagem baseada na “honra do bom pagador”; numa lógica consequencialista, simplesmente alegam que é preciso pagar para se continuar a receber o dinheiro da UE e eventualmente fazer algumas reformas liberais. Esta posição é simplesmente insustentável pelos números; tal como o economista britânico Ambrose Evans-Pritchard escreveu, querer pagar uma dívida pública de 104% do PIB (e a subir a cada ano) através da deflação (ou 350% do PIB se lhe juntarmos a dívida privada) é suicídio matemático. Adicionalmente, nenhumas reformas significativas serão feitas enquanto o financiamento continuar a vir de fora; restará apenas o sufoco fiscal e a destruição económica. Tal como a Islândia que agora cresce economicamente ao triplo da média europeia, só através de um default e do cortar da dependência financeira de Bruxelas saindo do euro será possível efectuar as reformas necessárias; reformas que na altura serão obrigatórias pois os investidores certamente não irão certamente emprestar dinheiro ao Estado português até que este ganhe a sua confiança. Ademais, é curioso verificar como a esquerda já “roubou” o caso islandês para provar a sua causa, quando a direita o devia estar a promover de igual forma.

Em conclusão, a direita está errada na sua defesa moral do pagamento do Estado porque confunde a moralidade de trocas voluntárias entre indivíduos no mercado com trocas que só em aparência são voluntárias no âmbito do Estado. Na realidade, apesar do contrato entre investidor e Estado ser aparentemente bilateral, o Estado tem o poder coercivo de escravizar terceiros para manter esse contrato. Tal acto nunca poderá respeitar preceitos de moralidade. Quem investe no Estado deve correr riscos tal como em qualquer outro investimento no mercado, e se a direita aprecia realmente orçamentos equilibrados, não há nada como responsabilizar os seus financiadores para impedir que o Estado se endivide exponencialmente.

Lamento informar que a esquerda não está sempre errada.

O que seria da manteiga sem a intervenção do Estado

Descubra o que a Noruega, o estado glutão e a manteiga têm em comum.

Mário Nogueira e Paulo Guinote

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:31

Modelos a seguir para ataques “ad hominem” (1) e Modelos a seguir para ataques “ad hominem” (2). Por Miguel Noronha.

Agência Nacional da Emigração: uma “solução” estatista para lidar com os efeitos do estatismo

Filed under: Economia,Humor,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:59

keynesianismo à moda do Porto e keynesianismo à moda do Porto II. Por Joaquim Sá Couto.

O estado capataz

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 17:50

De quando em vez, emerge na discussão entre liberais e seus críticos o tema da liberdade contratual no âmbito das relações laborais.

Nas últimas semanas, os acérrimos defensores de que cabe ao estado um papel essencial de regulação da natureza e do âmbito dos contratos de trabalho, colocando-se entre empregador e empregado na definição de cláusulas imperativas e na definição do que pode ou não ser alvo de contractualização laboral, devem andar particularmente satisfeitos. Ou não.

É por estes geralmente argumentado que é a “posição leonina” dos empregadores perante os empregados que motiva a necessidade dessa intervenção, para impedir a race to the bottom que surgiria caso patrões e empregados fossem livres de acordar os termos do vínculo que os unem. Ora aquilo que temos vindo a assistir nestes tempos mais próximos é a promoção (expectável) desse suposto papel regulador (que há muito tempo já o não era) ao verdadeiro estatuto de Patrão Nacional. Já não são os patrões das empresas nem os trabalhadores ou as associações representativas de ambos sequer a propor os termos da sua relação laboral. É o estado, armado das escolhas do seu Grande Salto em Frente, que dita de forma imperativa as ordens e impõe as regras que patrões e empregados não têm outra escolha senão obedecer.

É pois a vontade autoritária do estado que passa a prevalecer nas relações laborais no nosso país.
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A demografia e os professores a mais (2)

Filed under: Educação,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 12:43

Fonte: PORDATA. Complementa a análise do Carlos Guimarães Pinto.

Da presunção e da ignorância (2)

Filed under: Blogosfera,Educação,Insurgentologia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 12:33

Quando referi não conhecer o Paulo Guinote, quis dizer isso mesmo. Não o conheço; e por isso não posso assumir coisas a respeito da sua vida pessoal. Ao contrário dele, que não me conhecendo também, não se coibiu de sugerir ligações partidárias e familiares, procuras de favores, benefícios dinásticos e até, pasme-se, as minhas eventuais opiniões sobre os professores. Por isso, a sua insistência na técnica de vitimização ao sugerir que eu penso que ele é «um bárbaro professor desconhecido» reflete mais a sua própria maneira de pensar e estratégia de achincalhar adversários, do que a minha. E é uma estratégia simples e relativamente eficaz. Logo levou a que a sua claque enchesse a caixa de comentários com sugestões de SUVs que eu teria recebido de presente do meu papá, a festas da Caras que poderia frequentar, entre outros mimos.

O Carlos Guimarães Pinto já acrescentou a informação que faltava para ficar demonstrada a tese de que a tendência de longo prazo de diminuição de população em idade escolar está a ter como resultado uma igual tendência de diminuição dos alunos inscritos no ensino básico e secundário. (Na verdade, até podemos ir mais longe e ver que esse pico e subsequente diminuição de alunos está a começar a afectar o ensino superior também, mas isso é lateral à presente discussão.) O Carlos chega mesmo ao ponto de demonstrar que a diminuição ocorrida no número de alunos não está a ser repercutida no número de docentes em exercício, pelo contrário, o que sugere fortemente que o desemprego entre estes tenderá a aumentar significativamente nos próximos anos. Esta constatação, ao contrário do que parece pensar o Paulo Guinote, não é um ataque à classe dos professores, mas antes uma observação de uma realidade que dificilmente pode ser alterada.

Perante isto, o Paulo Guinote prefere continuar a vitimizar-se, sugerindo que não continua o debate por ter receio que o processemos. É, primeiro que tudo, risível; mas, mais ainda, é de uma falta de verticalidade tremenda, pois usa uma técnica hit and run, achincalhando pessoas que não conhece e depois saindo de cena quando estas dão a resposta e demonstram que estão certas.

JC, o outro

Desta vez, JC aposta no desejo de sucesso a um dos regimes mais brutais e opressivos do planeta. Terá havido algum ditador com quem JC não terá tentado construir pontes?

Adenda: A JC terá escapado este pequeno detalhe: North Koreas’ Largest Concentration Camps on Google Earth.

Um país de meninos (2)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 01:54

A culpa, segundo Milan Kundera, é de Homero, quando glorificou a nostalgia por meio de uma coroa de louros e estipulou assim uma hierarquia moral dos sentimentos. Isto é, Ulisses preferiu voltar ao conhecido (Ítaca, Penélope) e deixar a exploração apaixonada do desconhecido (Calipso). E assim nasce uma cultura mediterrânica colada à terra: partir com a volta em aberto é apenas o último recurso de um desesperado. Chora-se a distância do pastel de nata e do pastel de bacalhau, do sol e do mar. E a terra, a família ou os filhos servem de escusa, ou mesmo argumento de autoridade, para a imobilidade e passividade (como na patética e arrogante carta ao Primeiro-Ministro que anda por aí, na qual se pede que todos paguem as opções pessoais de alguns, como se estas opções fossem inerentemente acertadas, uma “estrada real” que leva à glória e aos “direitos adquiridos). Os filhos, coitadinhos, não podem ser afastados dos seus amigos, das suas raízes, da sua escola, e se calhar o melhor é procurar já uma casinha para o petiz, no mesmo bairro e, de preferência, no mesmo prédio dos papás, não vá ele um dia sentir a falta do calor das coisas familiares. É um cenário muito ternurento, sem dúvida. Mas há um problema. A tragédia, para toda esta gente, é que o mundo não pára e ao nível das sociedades e das culturas também há uma co-evolução darwinista e um efeito Rainha Vermelha. E uma cultura, ou se adapta, ou morre. Por muito que gritem e esperneiem os meninos mimados.

Dezembro 21, 2011

A demografia e os professores a mais

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 23:45

O Paulo Guinote respondeu ao post do Miguel Botelho Moniz com a evolução do número de alunos nos diversos níveis de ensino num período de 4 anos, tentando assim negar o argumento de que as alterações demográficas resultaram e continuarão a resultar num decréscimo do número de alunos matriculados. Como o próprio admitiu numa caixa de comentários abaixo, é necessária uma análise de séries mais longas para entender o verdadeiro impacto da demografia.

No gráfico em baixo podemos vêr a evolução do número de alunos matriculados nos diversos níveis de educação. A fonte é este relatório do Ministério da Educação.

Como se pode vêr pelo gráfico o número de alunos em todos os níveis de ensino, excepto o pré-escolar, baixou substancialmente nos últimos anos. No caso do 1º ciclo, o pico ocorreu no princípio dos anos 80 e desde aí o número de alunos caiu para metade. Uns anos mais tarde, mais precisamente em 1986/1987, ocorreu o pico no número de alunos do 2º ciclo. Desde aí o número de alunos inscritos no 2º ciclo baixou 33%. Oito anos mais tarde ocorreu o pico no 3º ciclo e ensino secundário. Desde esse pico, o número de alunos matriculados caiu 16% e 27% respectivamente. A demografia, como se pode verificar, não engana. O único crescimento ocorreu no pré-escolar, não por efeito demográfico, mas pelo alargamento da rede. Desde o início dos anos 90, a rede pré-escolar alargou-se a mais 95 mil alunos (+55%), mas que não chegou para compensar os 300 mil que se perderam no ensino básico.

Fica assim, mais uma vez, provado o argumento do Miguel Botelho Moniz sobre o efeito da evolução demográfica no sector do ensino. Nem o aumento conjuntural devido ao programa Novas Oportunidades pode alterar a tendência de longo prazo: menos crianças, menos alunos.

Mas podemos ir mais longe. comparemos os números anteriores com a evolução do número de docentes. Os valores abaixo são retirados deste relatório, onde os o 2º e 3º ciclos e secundário são agregados.

Comecemos pelo pré-escolar. Vimos anteriormente que o número de alunos na rede pré-escolar pública cresceu 55% desde o ano lectivo 90/91. Nesse mesmo período, o número de docentes na rede pré-escolar cresceu 89%, muito mais do que o crescimento no número de alunos. No caso do 1º ciclo, enquanto o número de alunos matriculados baixou 45% desde o pico, o número de docentes baixou apenas 19%. Mas a maior diferença ocorre nos níveis de ensino do 2º/3º ciclos e secundário. Enquanto o número de alunos nestes níveis baixou 19% desde o pico de 1994/95, o número de docentes não só não desceu, como aumentou 15%.
Claro que se pode sempre argumentar que estas diferenças se devem a uma necessidade de melhoria da qualidade do ensino por via de um rácio Alunos/professor mais baixo. Também não parece que tenha sido esse o caso. O actual rácio para Portugal é de 11.6 que não fica mal quando pensamos que a Espanha tem 12.6, a Alemanha 13.0 e a França 18.7 (dados do World Bank). Em suma, não só a demografia irá continuar a pressionar a oferta de lugares no ensino no futuro, como existe algum caminho para recuperar do passado.

Hans-Hermann Hoppe: Elites de Poder, o Futuro do Estado Providência e Multiculturalismo

Como o PCP queria que nós vivêssemos – Exemplo da Coreia do Norte

Não é teoria. Não é uma invenção. É um caso pessoal e comovente.

O John Galt irlandês

Filed under: União Europeia,Videos — elisabetejoaquim @ 18:04

Michael O’Leary, presidente da Ryanair, frente a uma plateia de burocratas europeus:

This is the first time I think that I or Ryanair have ever been invited to a conference by the European Union. Because as most of you know, the European Union spends most of its time suing me, torturing me, criticizing me or condemning me for lowering the cost of air travel and making life so really difficult for their favorite airlines, which as we all know like high-fare airlines, who must be protected at all costs because they’re the “future of Europe”.

Zappa (21 de Dezembro de 1940 – 4 de Dezembro de 1993)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 16:51

Dilemas dos comunistas portugueses

Filed under: Blogosfera,Internacional,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:18

Divididos entre o apoio aberto e inequívoco ao regime totalitário da Coreia do Norte e as reservas sobre as condolências do PCP pela morte de Kim Jong Il (ainda que temperadas pelo apoio a um homicídio perpetrado por terroristas).

Da presunção e da ignorância

Filed under: Blogosfera,Educação,Política,Portugal,Insurgentologia — Miguel Botelho Moniz @ 11:54

Não faço ideia quem é o Paulo Guinote. Depreendo que é professor e que está apreensivo quanto ao futuro do sector onde trabalha. Não tendo gostado das declarações do primeiro-ministro sobre possível emigração de professores, resolveu disparar causticamente contra quem observou que as ditas declarações não eram de todo irrazoáveis e que as críticas de que foram alvo não tinham razão de ser. Fê-lo de forma escusada, presumindo coisas sobre pessoas que não conhece, distorcendo os seus argumentos e preferindo um ataque ad hominem (ainda por cima atirando ao lado) em vez de sequer tentar contra-argumentar. Só um idiota, um mal-intencionado ou um ignorante me classificaria de jovem e me acusaria de depender do PSD ou do CDS para o que quer que seja. Como não sou o Paulo Guinote e prefiro não assumir coisas sobre pessoas que não conheço, parto do princípio que se trata do último destes casos.

Não me compete a mim comentar a forma abjecta como ele trata o post do Carlos Fernandes, mas não deixo passar em branco o que escreveu sobre o meu:

  • O gráfico apresentado é o relativo à distribuição da população em função dos grupos demográficos. Mostra claramente uma diminuição da população em idade escolar. É falso que já existam dados posteriores, pois a fonte são os censos do INE e os resultados por grupo dos censos de 2011 ainda não foram publicados, só os dados globais. De qualquer modo, não tenho dúvidas de que a tendência de diminuição será reforçada em 2011.
  • Não confundo nascimentos com crianças em idade escolar. Essa acusação é perfeitamente descabida. É evidente que os nascimentos são o principal driver da população em idade escolar. A imigração e a emigração também têm influência, naturalmente, mas face ao peso dos fluxos migratórios o efeito não é de todo suficiente para alterar a tendência.
  • É um facto conhecido que o número de alunos no ensino básico é cerca de metade do que era há 30 anos, quando atingiu o pico. Esse pico contribuiu para picos nos 2º e 3º ciclos durante o início da década de 90, mas desde 1995 que também esses ciclos têm visto o número de alunos diminuir (apesar da maior cobertura do sistema por via de maior rigor no cumprimento da escolaridade obrigatória). O aumento artificial em 2009 por causa das Novas Oportunidades não conta, como é óbvio.
  • É evidente que a emigração não ajuda à resolução do problema demográfico. Mas isso não é relevante para o assunto em causa: Um professor que queira impreterivelmente continuar a sua carreira com tal, à falta de oportunidades de trabalho no país, não tem grande alternativa a emigrar. Não se trata de uma obrigação, mas de um direito. Se ele quiser emigrar, e se muitos outros quiserem, o problema demográfico agravado não serve de desculpa para impedir esse fluxo. De igual modo, a criação de programas com dinheiros públicos para assegurar postos de trabalho desnecessários constituiria uma má política económica, pois alocaria recursos de sectores produtivos a sectores improdutivos, resultando num empobrecimento geral.

Não faço juízos sobre as sinapses do Paulo Guinote. Mas se ele não percebe estes factos ou está de má-fé ou tem outras limitações.

ADENDA: Vejo entretanto que entre a altura em que fiz o gráfico e hoje, já existem dados provisórios dos Censos 2011. Tal como previsto, a população em idade escolar diminuiu.

Injusto e imoral

Filed under: Economia,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 06:24

Os dois grandes educadores em Portugal, a escola pública e os media, foram passando a mensagem ao longo dos anos de que os jovens devem seguir a carreira que mais gostam e para a qual se sintam dotados. Na medida em que o direito ao emprego está garantido pela constituição, o corolário óbvio é de que é função do estado (ou seja, dos contribuintes) garantir que essas pessoas terão um emprego. Cresceu assim uma geração de auto-proclamados artistas, professores, académicos e intelectuais de toda a espécie. Enquanto houve dinheiro criaram-se bolsas, subsídios e posições na função pública que foram compensando o facto de mais ninguém estar disposto a pagar-lhes pelo seu trabalho. Enquanto isso, empresas tiveram que deslocar-se por falta de profissionais qualificados e talentosos.

Entretanto, como sempre acontece com experiências socialistas, acabou-se o dinheiro dos outros. Nos próximos anos alguns irão perder as, cada vez mais escassas, benesses que o estado lhes foi dando. A pessoas como a Myriam Zaluar permitam-me que dê um conselho: façam-se úteis à sociedade, adaptem-se e façam algo que os outros estejam dispostos a pagar sem ser por intermédio da coerção estatal. Se mesmo assim insistirem em fazer aquilo que gostam, emigrem, procurem um local em que haja pessoas dispostas a pagar pelo vosso talento. Se não há crianças suficientes para lhes garantir um emprego, os professores que o queiram continuar a ser, devem deslocar-se para países lusófonos onde existem milhares de crianças sem professor. Não é obrigação dos restantes portugueses subsidiar os vossos sonhos, nem financiar más decisões de carreira. É injusto pedir aos contribuintes, que na sua maioria não têm as suas profissões de sonho, que continuem a abdicar dos seus subsídios de Natal para que vocês possam ter uma profissão que não satisfaz nenhuma outra necessidade para além da vossa própria realização pessoal. Não é só injusto, é imoral.

Iowa polls: Ron Paul on top

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 00:57

Sondagem Insider Advantage:

Ron Paul: 24%
Mitt Romney: 18%
Rick Perry: 16%
Newt Gingrich: 13%
Michele Bachmann: 10%

Sondagem PPP (D):

Ron Paul: 23%
Mitt Romney: 20%
Newt Gingrich: 14%
Michele Bachmann: 10%
Rick Perry: 10%

Republican National Poll: Romney 28%; Gingrich 28%; Paul 14%

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 00:48

Sondagem CNN/Opinion Research:

Mitt Romney: 28%
Newt Gingrich: 28%
Ron Paul: 14%
Rick Perry: 7%
Michele Bachmann: 8%

Dezembro 20, 2011

As vacas e o orgulho nacional

Filed under: Cultura — André Azevedo Alves @ 23:59

Vacas sagradas. Por LA-C.

Hitler, as crianças palestinianas e os sonhos

Uma verdadeira paixão pela educação.

I turned to the next door; there Hitler awaited me. I said, ‘You’re the one who killed the Jews?’ He [Hitler] said: ‘Yes. I killed them so you would all know that they are a nation which spreads destruction all over the world. And what I ask of you is to be resilient and patient, concerning the suffering that Palestine is experiencing at their hands.’ I said [to Hitler]: ‘Thanks for the advice.

Comunismo não rima com liberdade

Muito menos com a liberdade individual. Ah e não se esqueçam religião é sinónimo de separatismo.

Os militantes do Partido Comunista Chinês estão proibidos de seguir qualquer religião, devendo pelo contrário promover o marxismo e o ateísmo, proclamou um responsável da organização citado hoje na imprensa oficial.

“Se o Partido levantasse a proibição (de seguir uma religião), como algumas sugerem, isso teria perniciosas consequências”, escreveu Zhu Weiqun, vice-ministro do departamento do Comité Central do PCC encarregue dos contactos com setores exteriores ao Partido (a chamada Frente Unida).

“Os organizações do Partido ficariam altamente enfraquecidas na luta contra o separatismo” se os seus membros se convertessem a uma religião, argumentou o responsável.

 

A Causa Real tem aqui um filão de membros

Filed under: Internacional — Maria João Marques @ 12:24

Olhando para o apreço que o PCP mostra pelo regime norte-coreano (que, recorde-se, não têm a certeza que não seja uma democracia) temos de concluir que aqueles comunistas empedernidos são uns valentes defensores dos regimes sucessórios mais vulgarmente conhecidos por monarquias.

Political Horror Stories: The Matosinhos Strange Case

Filed under: Economia,Justiça,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:30
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O próximo ciclo de eleições em Portugal é o Autárquico em 2013 e está na hora de serem tomadas algumas decisões, sobretudo num ciclo tão importante como este, em que pela primeira vez os Presidentes em exercício não se podem re-candidatar (à sua terra ou a qualquer outra, como me confirmou estes dias alguém próximo do Miguel Relvas).

Com Porto e Gaia com gestões… boas dentro do possível, este ciclo vou virar-me para outro concelho do Grande Porto que merece muita mais atenção: Matosinhos. Assim, nos próximos meses, vou colocar aqui um conjunto de exemplos de como Matosinhos é gerido: como foi comprado Aguiar (ex-candidato do PSD à Câmara e actual vereador alinhado com o PS), como é ameaçado o presidente da concelhia do partido da oposição, como são sobre-taxados os residentes, como o dinheiro é esbanjado e como toda esta história tem pormenores do twilight zone, dignos de figurarem ao lado de Socratianos e Jardinistas sem se sentirem diminuídos por serem apenas questões concelhias. Naturalmente, apresentados faseadamente para não gastar a pólvora toda no primeiro tiro.

Para inaugurar a série, vou começar por apresentar o Orçamento. “Vai revelar logo tudo, dirão”. Ora aí é que está o engano. Como podem ver AQUI, o Orçamento é constituído por 2 partes: a 1ª com fotos bonitas e um texto bem legível (na versão impressa) em que apresenta os “feitos” da Câmara; e uma 2ª com tabelas com letras ilegíveis. Se conseguirem perceber que os clubes da cidade receberam 7 Milhões (dos 9 que gera a Derrama do IRS) ou que a Câmara vendeu por 5,6 Milhões um parque de campismo cujo terreno por si valia 15 Milhões, então os meus sinceros parabéns. Se não, peço desculpa mas a culpa é destas impressoras modernas. E não se queixem porque nos anteriores (lista aqui), o “Resumo do Orçamento” nem aparecia (referência).

E se acham que Seguro tem cometido umas gaffes com o apelo ao fim da austeridade, vejam o que dizia o socialista Matosinhense a propósito do Natal (referência):

Título do Porto24 ontem: “Contra a depressão, Câmara de Matosinhos gasta 140 mil em luzes de Natal”

“Quando os cidadãos andarem mais deprimidos, quando olharem para os bolsos vazios, é muito importante olharem para a cidade e perceberem que é Natal”, disse Guilherme Pinto.

Seguro é um menino perto de Pinto.

UE precisa de “desregulamentação radical”

O Telegraph publica uma carta aberta com 16 signatários, cada um representando o seu respectivo país, sobre a crise e a necessidade de reformas urgentes na UE. A carta é também citada neste artigo sobre Cameron, onde se inclui uma referência ao IEA. Um dos signatários da carta é André Azevedo Alves, PhD pela London Schoool of Economics e professor da Universidade de Aveiro e da Universidade Católica Portuguesa, a quem me cabe a distinta tarefa de dar os Parabéns pela honra que lhe foi atribuída.

O texto da carta é o que se segue:

As economists from 16 EU states, we don’t all hold the same view on whether the euro was a good idea, nor any particular view on David Cameron’s veto of a possible EU treaty. However, we are staunch believers in the free movement of goods, services, people and capital as enshrined in the Treaty of Rome. 

Though only one person from each country has signed this letter, our views are not far out of line with those of many fellow economists. The EU should not focus on Mr Cameron’s actions. It should, instead, look at the underlying arguments about the future of the EU and the euro. 

Unless there is radical deregulation of the labour and product markets and lower taxation, the euro can never work and the EU can never be a thriving economic area again.
These are the challenges, but the EU and its member governments are moving in the wrong direction. We see no sign that those discussing how to deal with the euro crisis understand the actions that need to be taken. 

Whether or not the euro survives, this attitude will lead to gradual decline and increased social conflict within the EU. It may ultimately lead to the disintegration of both the single currency and the EU. 

Prof Pascal Salin
University Paris-Dauphine, France

Prof Pedro Schwartz
Universidad San Pablo CEU, Spain

Prof Philip Booth
Institute of Economic Affairs, UK

Prof Roland Vaubel
University of Mannheim, Germany

Prof Sean Barrett
Trinity College, Dublin, Ireland

Dr Christian Bjørnskov
University of Aarhus, Denmark

Dr Fredrik Erixon
European Centre for International Political Economy, Sweden

Prof Barbara Kolm
University of Dona Goriza and Friedrich von Hayek Institute, Austria

Dr Piotr Zientara
University of Gdansk, Poland

Dr André Azevedo Alves
Universidade de Aveiro, Portugal 

Dr Alberto Mingardi
Istituto Bruno Leoni, Italy

Rūta Vainienė
Lithuanian Free Market Institute, Lithuania

Prof Gabriel Mursa
University of Iasi and Friedrich von Hayek Institute, Romania

Dr Žiga Andoljšek
Katoliški Inštitut, Slovenia

Petri Kajander
Libera, Finland

Svetla Kostadinova
Institute for Market Economics, Bulgaria

CP tem dinheiro para pagar mês de Dezembro!

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal,Humor — Ricardo Campelo de Magalhães @ 02:44
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Como podem ler AQUI, a CP ainda vai conseguir os salários de Dezembro de 2011 no dia 31. Não sei como o fizeram, mas ainda há…como direi… tansos para emprestar dinheiro à CP para pagar os salários de 1500 Euros (que podem chegar aos 3000…) auferidos pelos condutores empregados pela empresa.

Sei que parece incrível, mas podem confirmar a notícia neste vídeo.

Dezembro 19, 2011

Iowa

Filed under: Sondagens — elisabetejoaquim @ 15:38
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GOP will take off the gloves if Ron Paul wins Iowa.

Coreia do Norte: nada há a temer

O grande sucessor foi eleito. O imperador anterior está, por fadiga física, no paraíso dos ditadores.

Climategate 2.0

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 11:04

Is the global warming scare the greatest delusion in history?:

All this madness ultimately rests on a blind faith in the threat of man-made global warming, which no one has done more to promote than the scientists whose private emails were again last week leaked onto the internet.

It is still not generally appreciated that the significance of these Climategate emails is that their authors, such as Michael Mann, are no ordinary scientists: they are a little group of fanatical insiders who have, for years, done more than anyone else to drive the warming scare, through their influence at the heart of the UN’s Intergovernmental Panel on Climate Change. And what is most striking about the picture that emerges from these emails is just how questionable the work of these men appears.

We see how they torture the evidence to support their theory – even to the point where some of them seem to lose faith in the story they are trying to tell. And we also see how rattled they were as soon as their work was challenged by expert outsiders such as Steve McIntyre, the mathematician who exposed the methods used to create Mann’s “hockey stick” temperature graph, which the IPCC had made Exhibit A for their theory.

This is no longer science worthy of the name. As I wrote when the first Climategate emails appeared in 2009, the global warming scare is far and away the greatest scientific scandal of our generation. When we then contemplate the insanity of the measures the politicians have imposed on us in consequence, we know we are looking at a collective flight from reality which has no precedent in the history of the world.

Should the Rich Be Condemned?

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 10:56

Should the Rich Be Condemned?:

Class warfare thrives on ignorance about the sources of income. Listening to some of the talk about income differences, one would think that there’s a pile of money meant to be shared equally among Americans. Rich people got to the pile first and greedily took an unfair share. Justice requires that they “give back.” .. Economic justice requires a re-dealing of the dollars, income redistribution or spreading the wealth, where the ill-gotten gains of the few are returned to their rightful owners.

In a free society, for the most part, people with high incomes have demonstrated extraordinary ability to produce valuable services for — and therefore please — their fellow man. People voluntarily took money out of their pockets to purchase the products of Gates, Pfizer or IBM. High incomes reflect the democracy of the marketplace. The reason Gates is very wealthy is millions upon millions of people voluntarily reached into their pockets and handed over $300 or $400 for a Microsoft product. Those who think he has too much money are really registering disagreement with decisions made by millions of their fellow men.

In a free society, in a significant way income inequality reflects differences in productive capacity, namely one’s ability to please his fellow man ..

Stubborn ignorance sees capitalism as benefiting only the rich, but the evidence refutes that .. At one time, only the rich could afford automobiles, telephones and computers. Now all but a small percentage of Americans enjoy these goods.

No Fio da Navalha

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Internacional,Política,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 10:34

O meu artigo para o jornal i deste fim de semana.

A ferida da Europa

A Europa liquidou-se quando matou a diversidade e destruiu a sua riqueza interior. Para este mal, não há euro que lhe valha.

A vida não reflectida, não é digna de ser vivida.

George Steiner

Até à segunda guerra mundial, existiam na Europa estados com muitos povos, e povos que se distribuíam por muitos estados. A Europa tinha, acima de tudo, cidadãos que se misturavam, mudavam de uns países para os outros e não se agarravam a qualquer deles. Eram judeus, ciganos, húngaros, checos, polacos, bascos, povos que pertenciam a algo mais profundo que o poder político e militar. Claro que hoje há quem saia do seu país e vá para outro. Mas é do seu país que sai e não de um local onde vive. Se antes as pessoas estavam, à superfície, politicamente unidas pelo poder do rei, existia também, como que de uma forma subterrânea, uma ligação cultural e espiritual com as que viviam em estados diferentes. Em Portugal, um dos Estados-nação mais antigos do mundo, temos dificuldade em perceber o fenómeno. Mas ele existe e marcou a Europa durante séculos.

Em 2004, George Steiner, também ele um judeu, nascido em Paris, filho de pais austríacos e a viver no Reino Unido, proferiu uma palestra sobre a Europa (A Ideia de Europa – Gradiva). Nesta sua intervenção, Steiner (um dos últimos europeus vivos), procurou definir a Europa através do café, como local conspirativo, de convívio e conversa que só existe neste continente; da paisagem demasiado humana que permite atravessar o continente sem dificuldades de maior e dos nomes que damos às ruas e às praças, em memória do passado. Referiu também a herança de Atenas e Jerusalém que permitiu aos europeus não apenas descobrir, mas questionar. De como o diálogo com o Deus Judaico, conduziu os europeus à ideia de consciência social e de justiça, como sendo algo mais valioso que o orgulho e a honra. A arte, a arquitectura, a filosofia, a literatura, a música europeias tem disto tudo um pouco. A busca do belo, da harmonia a partir da audácia que tudo questiona, que nada encara como perene. A consciência de que a sua própria existência tem um fim, é, aliás, o último axioma que Steiner utiliza para definir a Europa.

Foi esta diversidade que desapareceu no século XX. Foi um processo longo e lento, talvez começado quando Napoleão uniu os franceses à volta do Estado e os europeus contra os franceses. A partir daí, a história europeia é mais sobre estados que sobre povos. Um processo que culmina na Segunda Grande Guerra, com o extermínio dos judeus e o fim da diversidade. Do espírito de comunhão que nos unia a todos. Com as duas grandes guerras, a Europa não perdeu apenas os impérios, mas a sua força interior. A diversidade que a unia. A capacidade de conseguir ser uma casa para tantos. A riqueza espiritual que nos obrigou a reflectir, a questionar, a descobrir novos conceitos, sistemas políticos, filosofias que mudaram a vida. Se antes existiam monarcas com laços familiares, a par do espírito comum que unia os europeus, restam hoje, políticos de topo que procuram juntar cidadãos que pouco têm a ver uns com os outros. E fazem-no da única forma que conhecem: através de uma união política que enfrente os desafios que vêm de fora. A Europa já não desafia o desconhecido, mas segue os que copiaram o que ela inventou.  Esta ferida europeia é mais grave que a do euro e não se resolve numa cimeira.

Voltando a Steiner, o que ele nos propõe é o regresso ao espírito que outrora fez a Europa. Perante os desafios do fanatismo islâmico, do autoritarismo chinês, poderá a Europa apontar soluções? Poderão aqui surgir as respostas para os problemas que nos afectam no início deste século? Hoje, que só se fala de invenções técnicas, esquecemos a mudança que as correntes filosóficas trouxeram ao mundo, permitindo aos homens darem um salto gigantesco no caminho do desenvolvimento humano. Quem sabe, não pode novamente ser esse o papel da Europa. Um espaço de liberdade, de livre circulação de pessoas, bens e serviços; de bem estar, mas também de utilização da herança cultural como modo de contestar o que existe. De reflectir, tornando-nos a todos, dignos de viver.

Aldeia chinesa barrica-se para se proteger do Estado

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 01:05

Wukan, no Sul da China, expulsou todos os oficiais do partido comunista e correu a polícia à paulada depois do líder do protesto contra uma planeada expropriação de terras ter sido morto pela polícia.

A aldeia de 20 000 habitantes barricou-se há uma semana e rejeitou hoje negociações com o governo apesar do cerco entretanto criado pela polícia já estar a surtir efeito nos mantimentos.

 

Dezembro 18, 2011

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 21:54

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1A pergunta que se coloca: por que razão absurda a actual coligação ainda não despediu o director da ASAE?! Já estão uns meses atrasados.
2Um génio
3Como comprar Ouro
4Um país de meninos
5Ainda sobre o jornalismo e o mundo que temos

A propósito da emigração de professores

Filed under: Educação,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 20:51

Algumas almas sensíveis ficaram indignadas com os comentários do primeiro-ministro sobre as oportunidades para professores fora de Portugal. Tal como todos aqueles que se recusam a ver a realidade, acham que pode haver uma solução política que altere os factos. Em Portugal há muitos anos que nasce cada vez menos gente. Isso inevitavelmente resulta numa diminuição no número de alunos no sistema de ensino. Apesar dos melhores esforços dos burocratas da 5 de Outubro no sentido contrário, a matemática ainda é uma ciência exacta.

Melhores Blogues 2011

Filed under: Blogosfera — André Abrantes Amaral @ 20:05

O Insurgente foi novamente nomeado para a votação online dos melhores blogues em 2011, do programa televisivo, Combate de Blogs, do jornalista Filipe Caetano, para as categorias de Melhor Blogue de Direita e de Melhor Blogue Colectivo.

Apesar de ter sido um dos membros do júri que escolheu os nomeados, não estive, naturalmente, entre os que nomearam o Insurgente.

A votação já começou e corre até ao dia 6 de Janeiro. Assim, e se está a ler O Insurgente, não se esqueça de votar de forma conveniente.

Egipto: um legado primaveril

Destruição de 200 mil livros e peças arqueológicas. Nada como incendiar os símbolos de uma cultura livre.

Um país de meninos

Filed under: Economia,Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — Carlos M. Fernandes @ 17:44

O Primeiro-Ministro, respondendo a uma pergunta de um jornalista,  disse aquilo que é evidente para qualquer pessoa com mais do que uma sinapse funcional e sem sintomas do sindroma mui latino “nascer, viver e morrer no mesmo bairro”: que, num mercado a definhar, a maioria dos candidatos a professor só pode emigrar ou mudar de negócio. As reacções, são as habituais: gritos, olhos esbugalhados e mãos nos cabelos. Enfim, birrinhas de crianças histéricas e mimadas. Meio Portugal é um bando de meninos e meninas que não quer (e não sabe) sair do regaço da mãe.

Vaclav Havel

Filed under: Internacional,Política — ruicarmo @ 12:57

A morte de um homem bom é uma notícia triste.

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 11:34

Os talibãs da cultura nacional voltam a atacar os budas, protegidos pelo sacrossanto dinheiro dos contribuintes e pela Constituição da república, a diferença no tratamento entre Nordine Amrani e Gianluca Casseri e Pedro Nuno Santos, um exemplo mais de como a sanidade é bem verdadeiramente escasso. Tudo na crónica de Alberto Gonçalves, Corte e cultura.

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