Na colorida imaginação do bloquista Sérgio Lavos, há lugar para uma Escola de Economia de Chicago inspirada por Hayek, que por sua vez está associada com o Chile de Pinochet, a Argentina de Videla, a Inglaterra de Thatcher, o Iraque ocupado pelos EUA e esse conhecido político ultra-neo-liberal que dá pelo nome de… Vítor Gaspar. A não perder, a chave para a compreensão das opções de política fiscal ultra-neo-liberais do actual governo, aqui.
Aposto que quando o Sérgio Lavos arranjar tempo para leituras um pouco menos superficiais – pode começar, por exemplo, pelo Ladrões de Bicicletas – consegue inventar teorias conspirativas um bocadinho menos disparatadas.
Ficámos a saber que o bloquista Sérgio Lavos é um grande apoiante da economia especulativa. Não é de admirar, nunca se especulou tanto como nas economias socialistas.
Comentário por lucklucky — Dezembro 3, 2011 @ 23:42
Poderá o economista André Azevedo Alves afirmar que as ideias económicas (e não a escola, como escreve) de Hayek e de Friedman não estão próximas? E que o Friedman e os outros economistas da Escola de Chicago não intervieram nas políticas económicas de Pinochet, de Videla, de Thatcher? E que Vítor Gaspar não disse numa entrevista que é um grande admirador de Friedman? Se me conseguir responder seriamente a estas questões, então admito que terei sido demasiado crédulo ao acreditar nas teorias “conspiracionistas” de Naomi Klein. Já sei que vocês aqui e no Blasfémias (com a excepção da Helena Matos e do JMF) não acham que este Governo seja suficientemente liberal. E aí confesso que devo ter errado: o Gaspar é mesmo um socialista de fachada neoliberal. Um postiço. O Pinochet e a Thatcher é que eram “the real deal”.
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 01:11
No caso muito particular do Hayek, talvez a ideia de “Escola Austríaca de Chicago” faça algum sentido
Comentário por miguelmadeira — Dezembro 4, 2011 @ 03:56
Faz? Em que medida é que o pensamento económico de Hayek foi incorporado por Chicago? Quer explicitar?
Comentário por miguel — Dezembro 4, 2011 @ 08:48
Economicamente Hayek não abandona a tradição austríaca – e até tem alguns textos que criticam a metedologia positivista de Chicago. No pensamento político e social, porém, Hayek é muito mais Chicago do que Austríaco.
Comentário por Rui Botelho Rodrigues — Dezembro 4, 2011 @ 13:36
[...] acima da lei 3 – Notícias do circo luso 4 – Carlos Costa e João Galamba 5 – O regresso, por Arrastão, da temível “Escola Austríaca de Chicago” Classificar isto: Share this:FacebookTwitterStumbleUponEmailMaisPrintDiggLinkedInGostar [...]
Pingback por Top posts da semana « O Insurgente — Dezembro 4, 2011 @ 17:10
4 – Pelo menos penso que o contrataram para dar aulas, ou coisa parecida
Comentário por miguelmadeira — Dezembro 4, 2011 @ 17:54
Um dia vou parar de rir do comentário de Sérgio Lavos. Mas por agora, enquanto me controlo para não ficar com asma, tentarei explicar umas coisas:
-O liberalismo de Friedman não é económico, se ele favorecia o controle da moeda pelo estado então não é liberal nessa área.
-Qualquer semelhança entre o Vitor Gaspar e Milton Friedman são pura coincidência. O avô Friedman já tinha privatizado metade do estado e reduzido a 5% a outra metade.
-Falar no liberalismo de Thatcher é controverso. Ela aplicou algumas reformas liberais mas manteve e insuflou alguns problemas que persistem hoje. Podemos falar nela como uma “liberal de governo” ou antes, o melhor que se vai conseguindo.
Já agora, falar do liberalismo e Hayek não é produtivo. Falemos de Rothbard ou Mises por exemplo!
Comentário por João Rodrigo — Dezembro 4, 2011 @ 17:58
Caro Sérgio Lavos, é mentira que Friedman tenha tido alguma intervenção nas políticas económicas de Pinochet. Pesquise bem as críticas ao trabalho de Naomi Klein e descobrirá que é mais ficção que realidade. A única oportunidade que Friedman teve para falar com Pinochet foi quando foi convocado por este para uma conversa de meia hora em que Friedman lhe deixou claro que a sua visão da economia não se coadunava com regimes ditatoriais (Friedman era um quase libertário para que não sabe). Friedman desmentiu em várias ocasiões publicamente que tenha tido seja o que fosse com o regime de Pinochet. Todavia uma mentira dita várias vezes …
Ainda sobre Hayek, que deixou de se dedicar à economia ainda novo, as suas influências estão em vários pontos do mundo e não apenas em Friedman ou Vitor Gaspar. Curioso é que conseguem, ainda que sob falsas conclusões, apresentar algumas associações da escola austríaca a alguns regimes que pela sua natureza negam tudo o que Mises e outros defendiam, mas esquecem-se sempre dos exemplos onde a aplicação das suas ideias deu origem a verdadeiros fenómenos económicos (veja-se a Alemanha para começar com Ludwig Erhard, etc)
Comentário por Ricardo Batista — Dezembro 4, 2011 @ 18:08
“Escola Austríaca de Chicago” é uma contradição de termos. O que diria uma tal “escola” sobre a Política Monetária?!?
Nota: Para conhecer Monetaristas, Austriacos e Ultra-Liberais, talvez seja útil o link:
http://campelodemagalhaes.wordpress.com/2011/09/20/3-tipos-de-liberais-economicos/
(Hayek pertenceria ao grupo 2)
Comentário por Ricardo Campelo de Magalhães — Dezembro 4, 2011 @ 18:27
Resposta ao João Rodrigo:
- Já conheço esse discurso; para algumas franjas “liberais”, tudo o que cheire ao mínimo controle estatal, é socialista. Friedman, um liberal que na sua juventude defendia algumas ideias de Keynes e que defendia também o controlo da moeda pelo estado, era, sob peculiar ponto de vista, um perigoso socialista.
- Idem. Vítor Gaspar, que afirmou ser um admirador de Friedman, não pode ser um liberal; as empresas públicas ainda não estão nas mãos dos privados (passaram-se apenas 4 meses, mas caramba, Pinochet teria entregue essas empresas a multinacionais americanas – ou alemãs), e o Estado continua a injectar dinheiro na economia privada (vide Ensino, por exemplo). Logo, Gaspar ainda está mais à esquerda; deve ser um perigoso comunista.
- Thatcher era tramada. Uma liberal na economia, uma conservadora nos costumes. Mas não privatizou o suficiente, portanto devia ser apenas uma perigosa social-democrata. Ainda assim, deu cabo do sindicalismo em Inglaterra. É o melhor que se vai conseguindo.
Quanto a Hayek, confesso que há algumas ideias dele com as quais eu simpatizo – sobretudo algumas ideias políticas próximas do libertarianismo. Mas enfim, isso acontece apenas porque ele não era verdadeiramente liberal – criticava severamente qualquer tipo de ditadura, incluindo as que se sustentavam nas ideias liberais da Escola de Chicago. Uma chatice.
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 19:38
Ao Ricardo Baptista:
Friedman sempre negou a sua ligação a Pinochet. É um facto. Mas é também o facto que os economistas que revolucionaram a economia chilena durante a ditadura de Pinochet aprenderam todos em Chicago, com Friedman e os seus discípulos. E também é um facto que Friedman disse, em mais do que uma entrevista, que tinha sido bom ver no Chile as suas ideias implementadas. Isto é de um cinismo brutal, porque, tal como o documentário de Klein mostra, tal só foi possível com a colaboração do aparelho de Estado repressivo de Pinochet. Toda a contestação social foi duramente reprimida; milhares morreram, foram presos e torturados; a população empobrecida passou fome durante anos. Um crime com origem em ideias económicas assassinas.
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 19:46
Ao Ricardo Magalhães:
Explique isso ao autor da expressão e do post. Extrapolar é muito fácil.
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 19:47
“é mentira que Friedman tenha tido alguma intervenção nas políticas económicas de Pinochet”. É pena pois a economia chilena é um sucesso admirável.
Comentário por A. R — Dezembro 4, 2011 @ 19:56
Resposta ao Sérgio Lavos:
-Se já conhece o discurso a resposta podia ter sido melhor. Acabou de chamar a todos os liberais clássicos de socialistas, apesar de eles quererem controlo estatal da justiça, por exemplo; Friedman defendeu a manipulação da moeda na sua série “Free to Choose” e, ou envelhecia para trás ou era bastante idoso na altura. Não o chamo de socialista mas não o considero liberal na tradição da escola austríaca ou economicamente liberal.
-Vitor Gaspar tem mantido um peso relativamente igual do estado na economia, logo não é liberal. É um perigoso comunista, tem razão, já que tem a mania que pode gerir a riqueza do país e trazer menos miséria para todos. De certa forma é assim que vemos os comunistas, não?
-Nada a assinalar, tem toda a razão.
Comentário por João Rodrigo — Dezembro 4, 2011 @ 19:59
“Toda a contestação social foi duramente reprimida; milhares morreram, foram presos e torturados; a população empobrecida passou fome durante anos. Um crime com origem em ideias económicas assassinas”. Grande galhofa!
Allende tinha a sua tropa de choque na rua a bater em toda a gente, tinha armas sob controlo pessoal, ameaçava de morte os opositores, levou Castro para o ensinar a reprimir, havia escassez e fome, greves continuadas, encerramento de empresas e Pinochet é que é mau.
Castro causou 15 000 mortos e a produção de açucar este ano é inferior à de 1905 antes da mecanização da agricultura e os cubanos já tiveram ajuda internacional para não morrer de fome.
Comentário por A. R — Dezembro 4, 2011 @ 20:02
Para o Miguel Madeira,
Se fosse outro comentador até lhe dava o benefício da dúvida e acreditava que não sabe as circusntãncias da passagemdo Hayek por Chicago. Tinha-o uns furos acima do Sérgio Lavos. Afinal…
Comentário por Miguel — Dezembro 4, 2011 @ 20:06
Sérgio Lavos,
O autor do post é o líder deste blog, professor universitário e já por várias vezes discuti este tipo de assuntos com ele. As suficientes para saber que ele nunca diria “Escola Austríaca de Chicago”.
Quanto à sua insistência em misturar estatistas (como Pinochet) com individualistas (como Hayek), recomendo-lhe outro post sobre o assunto:
http://campelodemagalhaes.wordpress.com/2011/09/22/worlds-smallest-political-quiz/
(é a vantagem de já ter escrito num post: não tenho que repetir à exaustão)
Repare que nem faz sentido tentar colar um liberal a pessoas que, notoriamente, defendiam um estado todo-poderoso a comandar toda a economia como, por exemplo, defendem o PCP e o Bloco.
Lembra-me o Paulo Portas quando se auto-entitulava como maior partido de oposição.
Vá,sem brincadeiras.
Comentário por Ricardo Campelo de Magalhães — Dezembro 4, 2011 @ 20:10
Ricardo,
Parece-me que o ser professor universitário, pelo menos em Portugal, é uma boa razão para se desconfiar mais (e não menos) do que eu escrevo.
Comentário por André Azevedo Alves — Dezembro 4, 2011 @ 20:43
Eu sei que o autor do post é líder deste blogue e professor universitário. Mas a expressão é dele – ainda que, claro, seja usada para criticar o meu post no Arastão – e não minha. Até para mim, que não sou professor universitário e muito menos especialista em economia, seria parvo usar tal expressão. Mas compreendo o propósito irónico da expressão. O senhor é que parece não ter percebido.
Quanto a Hayek e Pinochet, recomendo-lhe isto: http://johnquiggin.com/2002/09/12/hayek-and-pinochet/. Ou isto: http://puntodevistaeconomico.wordpress.com/2011/05/26/hayek-pinochet-y-la-democracia/. Deste último, retiro uma frase muito interessante de Hayek dita numa entrevista dada em 1981ao diário chileno El Mercurio: “Mi preferencia personal se inclina a una dictadura liberal y no a un gobierno democrático donde todo liberalismo esté ausente”. Realmente estimulante.
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 20:49
A.R.:
Galhofa? deve estar a referir-se ao seu comentário, que fala de uma hipotética ditadura de Allende e de uma ditadura, a de Castro, que em lado algum me viu dizer que eu apoio. Onde está a galhofa? Nos números dos mortos e desaparecidos da ditadura de Pinochet? A mim não me dá, não sei porquê, vontade de rir. As ditaduras chateiam-me, quaisquer que sejam elas. Pelos vistos, o facto de Castro ser um ditador desculpa a brutalidade do regime de Pinochet. Enfim,estamos conversados.
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 20:59
Aliás, retiro o que disse: o Pinochezinho era uma fofura. Penso que assim não fugirei muito ao espírito deste blogue…
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 21:00
“Penso que assim não fugirei muito ao espírito deste blogue…”
Quem sabe se para não fugir a alguma regra de comportamento progressista, pensa mal.
A existência de ditaduras, é inimiga das teorias liberais. Estaline, Castro, Franco, os Kmers vermelhos ou Salazar- só para falar em mortos – não foram propriamente liberais.
Comentário por ruicarmo — Dezembro 4, 2011 @ 21:06
Só posso dizer: ainda bem. Era uma provocação, como a que o André Azevedo Alves faz ao Arrastão neste post. Espero que não levem a mal. É pena que alguns dos vossos leitores não partilhem da vossa opinião neste assunto. Mas lá no meu estaminé também há muita gente pouco recomendável.
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 21:21
Olhe que não, olhe que não. A do André Alves é muito mais elevada.
Quanto ao plural, ao colectivo, ao levar a mal aqui cada autor sabe de si. Da minha parte, não me ofendeu. E claro, terá rédea livre para persistir na asneira.
Quanto aos leitores, ainda não foi feita nenhuma sondagem mas os leitores d’O Insurgente, são provavelmente os melhores leitores do mundo.
Comentário por ruicarmo — Dezembro 4, 2011 @ 21:30
“hipotética ditadura de Allende”: Não era hipotética. Era real: um regime em que o presidente armazena armas às suas estritas ordens no aeroporto, com guarda pessoal estrangeira, com exécito comandado por oficiais estrangeiros, um presidente proveniente de uma votação fraudulenta em que dinheiro do imperialismo soviético comprou a desistência de partidos das eleições e ameaçou dirigentes de outros, que nacionalizava propriedade privada à margem da constituição, em que a fome imperava é um regime ditatorial e fantoche.
Por isso o regime caiu na Rua e Allende gritava pelo “Fiel General Augusto”. Quantas são as vítimas de Pinochet ou dos ajustes de contas da troupe cubana do regime de Allende ninguém saberá. Conheço bem a paranoia dos Montoneros na Argentina e as tácticas da terrorista Dilma.
Comentário por A. R — Dezembro 4, 2011 @ 21:45
Caro Sérgio Lavos
Nao se preocupe, nao há qualquer problema em pensar que o Hayek poderia estar de qualquer maneira ligado à escola de Chicago. Eu também nao distingo muito bem o Habermas do Derrida. E se me perguntam de quem é que a Hannah Arendt foi amante perco-me completamente. Agora, o que eu nunca faria seria insistir no erro. Quero dizer, se me disserem que a Arendt nao se metia na cama com o Derrida mas sim com o, sei lá, Heidegger, eu diria, peço desculpa, fiz confusao, acontece.
O Friedman tem uma artigo escrito lá pelos anos 50 que se chama “The Methodology of Positive Economics” ou qualquer coisa assim do género, do qual o Hayek disse ser tao perigoso como a Teoria Geral do Keynes. Para que o Sérgio veja que me preocupo até fui procurar a cita e é F.A.Hayek, Hayek on Hayek: An Autobiographical Dialogue, eds Stephen Kresge and Leif Wenar (Chicago: University of Chicago Press) e cá está, como o Hayek até tem umas coisas publicadas pela Universidade de Chicago deve pertencer à Escola. Pois acontece que nao, a Universidade de Chicago nao é exactamente a Chicago School of Economics a que o Friedman pertenceu mas o Hayek nao. A diferença entre o Hayek e o Friedman é ao nível dos fundamentos e metedológica. E, metodologicamente, o Hayek nao vê muita diferença entre o que diz o Friedman e o que diz o Keynes. Para lhe ser sincero eu também nao.
Infelizmente, para muitos austríacos o Hayek é uma espécie de ovelha tresmalhada entre outras coisas porque se uniu à tropa do free banking em vez de defender o padrao-ouro até ao final dos seus dias. Mas entre o free-banking e o monetarismo do Friedman vai uma diferença maior que a que existe entre o monetarismo de Chicago e as políticas Keynesianas.
Tem o Sérgio uma belíssima oportunidade de ler Hayek, para que estas coisas nao lhe voltem a passar. Se aceita o meu humilde conselho leia the counter-revolution of science que, como o nome bem indica é um livro “reacionário”.
Um abraço e disponha.
Comentário por Ricardo Dias de Sousa — Dezembro 4, 2011 @ 21:53
Ricardo:
Obrigado pelas dicas. Julgo que não adianta muito eu já ter esclarecido, aqui e no Arrastão, que sei perfeitamente que Hayek nunca pertenceu à Escola de Economia de Chicago. E sim, também sei que o que distingue Hayek de Friedman e Keynes é a metodologia. Mas o meu ponto é simples: em termos de filosofia política, o liberalismo de Hayek não estava assim tão distante do de Friedman; e Keynes pensava de maneira completamente diferente dos dois no que concerne à intervenção estatal na economia.
Quanto ao conselho, se tiver tempo segui-lo-ei. De Hayek apenas li “The road to serfdom”, e até encontrei no livro bastantes ideias interessantes e, sobretudo, que explicam a evolução de democracia para ditadura em alguns países, durante o século XX.
Comentário por Sérgio Lavos — Dezembro 4, 2011 @ 22:12
[...] Entretanto, o Sérgio Lavos corrigiu parcialmente o post e percebeu pela primeira vez que a “activista canadiana” Naomi Klein não é propriamente uma fonte credível. Para um activista do Bloco de Esquerda, convenhamos que já não é nada mau. [...]
Pingback por In one sense, we’re all Hayekians now « O Insurgente — Dezembro 4, 2011 @ 23:02
“Mas o meu ponto é simples: em termos de filosofia política, o liberalismo de Hayek não estava assim tão distante do de Friedman”
O Sérgio devia ter começado a correcção precisamente por aí: é que filosofia política e teoria económica não são propriamente a mesma coisa (ainda que estejam naturalmente relacionadas).
Comentário por André Azevedo Alves — Dezembro 5, 2011 @ 00:23