Troca de “mimos” entre Carlos Costa e João Galamba (video disponível aqui)
O Governador do Banco de Portugal acusou o deputado socialista João Galamba de ignorância e de má fé intelectual. O incidente ocorreu quando o deputado tentou desmentir Carlos Costa sobre o financiamento dos bancos ao Estado.
Embora compreenda a reacção do Governador do Banco de Portugal Carlos Costa (a este propósito, aliás, atente-se também na elucidativa reacção do deputado socialista Basílio Horta), parece-me que o padrão de resposta adoptado pelo Ministro das Finanças Vítor Gaspar relativamente às sucessivas provocações do deputado João Galamba acaba por ser mais adequado.
Ministro Vitor Gaspar responde a Galamba 2011-11-21
Para além de grosso, ignorante. Vai fazendo escola.
Comentário por Eduardo F. — Dezembro 3, 2011 @ 21:22
gostaria o ministro de ter a carreira académica do excelentíssimo deputado…
Comentário por António Costa Amaral (AA) — Dezembro 3, 2011 @ 21:37
O ilustre Saldanha Galamba tem uma longa carreira como doutrorando. Mais alguns anos (décadas?) e chegará a doutorado. Provavelmente nalguma universidade de prestígio como o seu antigo chefe e mentor.
Comentário por Miguel — Dezembro 3, 2011 @ 21:45
Já não consegue usar os PC’s do Estado para enviar propaganda do Sócrates e anda aborrecido…
Comentário por André — Dezembro 3, 2011 @ 22:09
Até os Soci@listas de 1897 sabiam o que era o crowding out.
Só por aí se vê o dano que a Educação Publica provoca…Sem Estado Social sabiam bem mais do que sabem hoje.
“O juro em Portugal mantem-se alto; a taxa do desconto no Banco de Portugal, actualmente de 5 1/2 por cento,(Novembro de 1897.) tem sido normalmente de 6 por cento, nunca descendo abaixo de 5; para a industria não se obtem dinheiro senão acima de 6 por cento; e para a agricultura, em geral, a 10 e mais por cento. A razão d’esta alta permanente do juro é principalmente a concorrencia desastrosa que os governos desde 1851 sempre fizeram ao commercio, á industria e á agricultura, levantando emprestimos a trôco de um juro attrahente e largamente remunerador. Rendimento de facil recepção e bem garantido, na opinião do vulgo, era preferido por todos que dispunham de alguns capitaes e que tinham por ideal uma vida tranquilla sem canceiras e sem cuidados. Entretanto, privadas de capitaes, que só obtinham com juro exorbitante, a agricultura definhava e a industria difficilmente luctava para viver.”
BIBLIOTHECA POPULAR DE ORIENTAÇÃO SOCIALISTA
A Dissolução do Regimen CAPITALISTA
Teixeira Bastos 1897
http://www.gutenberg.org/files/24701/24701-h/24701-h.htm
Comentário por lucklucky — Dezembro 3, 2011 @ 23:33
Aquele Galamba é incrível, vem reclamar de um pedido de descupla a alguém que o acusou de ignorância e de má fé intelectual, mas do outro lado anda sem um pingo de vergonha a fazer praticamente o mesmo em relação ao ministro das Finanças. E sem um pingo de verdade, já que a República de Weimar conheceu graves problemas orçamentais no seu final, em parte porque não atacou a sério a hiperinflação que vinha de átras, e se o Ministro das Finanças é um dogmático da “Escola austriaca de Chicago”, Galamba é um dogmático do investimento público, o que é bem pior visto que Victor Gaspar que devido à sua ideológia é (seria) um homem que não gasta nada nem tira nada (visto que a sua Escola não existe; não tem nenhum “guião”), enquanto que João Galamba é um endividador em potência, e um defensor do grande capital da construção civil.
Lembra-me aqueles miúdos que insultam os outros e fazem troça deles, mas que depois de terem recebido uns socos bem merecidos vão logo a choramingar para os professores e os paises.
Como quê as Educações em Portugal devem ser repensadas e depressa!
Comentário por Guillaume Tell — Dezembro 3, 2011 @ 23:48
Galamba, o tipo que nao conseguiu acabar o doutoramento na LSE, onde ate o filho do Kadafi saiu com aprovacao…
Comentário por Basico — Dezembro 4, 2011 @ 01:19
Caro Basico,
Essa comparação é um pouco descabida.
O filho do Kadafi só teve aproveitamento porque foi educado para respeitar as bolsas de estudo dos contribuintes do seu país.
Comentário por António Costa Amaral (AA) — Dezembro 4, 2011 @ 09:18
Patética de tão ridícula num deputado a figura de rapazola insolente e armado em sabichão engraçadinho na sua imensa ignorância e vaidade! Se é gente desta que o PS tem hoje para debater com o governo os graves problemas financeiros em que vivemos….que PS é que resta depois da desgraça socratina?!
Comentário por Maria Helena Rodrigues — Dezembro 4, 2011 @ 10:44
Quem deve um pedido de desculpas, aos Portugueses, é o Partido Soacialista (não é gralha).
O personagem nem foi eleito, foi nomeado “deputado” pelo PS.
Daí este óbvio desprestígio da classe política sendo que, também, pagam os justos por semelhantes pecadores.
Comentário por JS — Dezembro 4, 2011 @ 12:44
Este pisa-flor é, paradoxalmente, um boçal, ignaro ( e por isso mesmo legítimo) representante do Partido Sarjeta que nos pôs na fossa…
Comentário por JSP — Dezembro 4, 2011 @ 13:21
[...] Botelho Rodrigue… em O regresso, por Arrastão, da t…JSP em Carlos Costa e João Galam…Paulo Pereira em The Stupidity of “Buy…JS em Carlos Costa e João Galam…A. [...]
Pingback por A inflação como suposta “solução” para a crise europeia « O Insurgente — Dezembro 4, 2011 @ 15:31
Lamento discordar: o estilo do ministro das finanças é demasiado subtil para gente como o Galamba: é tempo de se chamarem os bois pelos nomes e não perder tempo com cretinos. O Governador do Banco de Portugal respondeu como devia.
Comentário por BST — Dezembro 4, 2011 @ 16:18
não se lhe podia oferecer uma gravata….é que o sr deputado galamba socretino, com a camisa aberta daqule maneira e a barbinha por fazer, só lhe falta um colar de ouro para se fazer passar por chulo….
Comentário por joao — Dezembro 4, 2011 @ 16:36
[...] Os piquetes de greve não podem estar acima da lei 3 – Notícias do circo luso 4 – Carlos Costa e João Galamba 5 – O regresso, por Arrastão, da temível “Escola Austríaca de Chicago” Classificar [...]
Pingback por Top posts da semana « O Insurgente — Dezembro 4, 2011 @ 17:10
No cenário regulatório actual e nas condições objectivas em que os bancos operam, o que disse o governador é a maior das verdades.
Ele não foi chamado a uma comissão para falar de teoria em cenários abstractos, e a expressão ‘não é verdade’ só significa que quem deveria informar está a informar com erro ou a mentir; não é uma interpelação, é uma afirmação que qualifica o depoiamento prestado.
O homem é do norte e o Galamba tem uma confirmada postura provocatória. Levou com a conta adequada à provocação.
Comentário por JgMenos — Dezembro 5, 2011 @ 11:05
#14
Ele já é um CHULO. Não se esqueça que estamos a falar de um socialista!
Comentário por Vasco — Dezembro 5, 2011 @ 12:57