Novembro 17, 2011
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Creio que até o mais europeísta dos europeístas não deixará de ficar arrepiado com este (mais um) brilhante discurso de Farage.
Comentário por Ricardo Arroja — Novembro 17, 2011 @ 09:50
Quando um país cede a sua soberania monetária, cede grande parte da sua soberania.
Comentário por Paulo Pereira — Novembro 17, 2011 @ 11:15
E Barroso de cabeça nos papeis, que trista figura…
Comentário por JH Pinto — Novembro 17, 2011 @ 13:06
Brilhante, sem duvida. E também acho que o Presidente do Parlamento esteve mal na reprimenda que deu.
Mas não deixa de ser demagogico e populista.
A intervenção está repleta de considerações que caricaturam a realidade das coisas.
Por exemplo, relativamente aos novos governos grego e italiano, apresentados como sendo impostos pela UE e não escolhidos pelos respectivos povos. Anti-democráticos, no fim de contas.
A verdade é que tudo o que foi feito é perfeitamente constitucional. Estes governos resultaram do normal funcionamento das instituições democraticas nestes paises. Foram aprovados pelos respectivos Parlamentos. Existirão apenas na medida em que têm o apoio de uma maioria parlamentar. De resto, embora acessóriamente, as sondagens mostram que têm a aprovação de uma larga maioria dos cidadãos destes paises.
Ou seja, pode-se discutir esta escolha feita pelas instituições e pelos representantes eleitos, pode-se achar que não é uma boa escolha tendo em conta o que se considera ser o mais conveniente para o país,… mas o que não faz sentido é apresentá-la como não democrática e como sendo estranha ou contrária à vontade popular.
Comentário por Fernando S — Novembro 17, 2011 @ 14:46
“Quando um país cede a sua soberania monetária, cede grande parte da sua soberania.”
Não se trata de ceder em absoluto mas sim de a partilhar com outros paises que também fazem a mesma opção.
Faz parte da soberania de um pais decidir se partilha ou não a sua soberania monetaria. Soberanamente pode partilha-la e pode recupera-la (basta que saia do Euro).
O pais tem interesse em partilhar esta soberania se considera que é vantajoso e em recupera-la em caso contrario.
Não é nenhum dogma.
Com este tipo de ideias a Europa não teria ainda sequer passado à fase das nações modernas e ainda hoje estaria na época dos feudos da Idade Média !…
Comentário por Fernando S — Novembro 17, 2011 @ 16:43
Fernando S,
Ceder a soberania monetária é um processo dificilmente reversivel pelo seguinte :
a) No momento da cedência converte divida publica em moeda própria, que não tem custos reais para o pais, numa divida real numa moeda externa que tem de ser paga com exportações reais,
b) Como existe sempre tendencia para existirem deficits publicos, a divida em moeda externa tende sempre a aumentar, levando mais cedo ou mais tarde ao colapso deste sistema, a menos que o BCE imponha taxas de juros baixas no financiamento da divida, inferiores ao crescimento nominal do PIB.
Comentário por Paulo Pereira — Novembro 17, 2011 @ 17:45
A má-fé do senhor é evidente. Procura defender o atávico conceito de estado-nação através de um suposto fracasso do Euro, que por sua vez demonstraria o fracasso da União Europeia enquanto projecto federal.
Ora o que está em causa é deficiente estruturação do euro que não têm atrás de si um banco central, um orçamento europeu e receitas fiscais europeias.É apenas isto.
Comentário por TIAGO REIS — Novembro 17, 2011 @ 20:43
uma pergunt que aqui deixo: esse senhor ai odeia a união europeia, mas não deixa de receber o seu bruto salário como eurodeputado no parlamento da união que eu detesto? champagne eurosceptics ahaha
Comentário por rr — Novembro 18, 2011 @ 19:00
[...] – Clarificando os mitos sobre a crise 2 – The Puppet Governments 3 – Mais um passo na direcção da ditadura fiscal 4 – Leitura recomendada 5 – [...]
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