O Insurgente

Novembro 9, 2011

Ainda sobre a blogosfera de esquerda (2)

Filed under: Blogosfera,Política Fiscal — Carlos Guimarães Pinto @ 13:05

Os estados não são empresas, informa o renascido blogger do Cachimbo, Fernando Martins. Ainda que para os social-democratas isto possa parecer estranho, há muito que os liberais (mesmo este seu alienado) sabem disso. As empresas, ao contrário do estado, obtêm as suas receitas graças a trocas voluntárias e não recorrendo à coerção (excepto aquelas, claro está, que obtêm as suas receitas recorrendo aos favores do Estado). As empresas, ao contrário do estado, não podem passar anos a fio a prestar mau serviço e mesmo assim cobrar por ele. As empresas que são mal geridas, e não são protegidas pelo estado, vão à falência e substituidas por novas empresas que sejam melhor geridas. Ao contrário do Estado, as empresas que só existam para servir os seus funcionários, desaparecem rapidamente. Mas, por muito que esses funcionários gritem e esperneiem, há um limite para a escravidão. A fuga recente de jovens quadros é um bom indicador disso. Este governo parece já ter entendido que esse limite foi ultrapassado. Seriam bom que os parasitas da máquina do estado também o entendessem, a começar pelos mais bem informados.

17 Comentários »

  1. Gosto de “blogger renascido”.

    Comentário por Fernando Martins — Novembro 9, 2011 @ 14:14

  2. “As empresas que são mal geridas, e não são protegidas pelo estado, vão à falência e substituidas por novas empresas que sejam melhor geridas.”

    as empresas exportadoras são as protegidas pelo estado! as empresas que trabalham unicamente para o mercado interno estão a ser as sacrificadas…com o modelo económico Liberal Judaico

    Comentário por tric — Novembro 9, 2011 @ 14:57

  3. Sobre esta questão, comentei assim, o post do seu amigo Fernando Martins:

    “Meninos: ora vamos todos copiar para o caderno:
    Um Estado é o governo político de um povo constituído em Nação. Os Estados não são dos governos; os governos dos Estados têm de cuidar dos interesses do seu povo e respeitá-lo, não gastando mais do que recebem em impostos justos, nem se devem endividar para além das possibilidades do seu povo.
    Quem disser o contrário é demagogo!”

    Mas, o seu amigo, soberanamente, não me ligou pevide. Ele está noutra, e convencido de que só ele é que sabe. Paciência.

    Comentário por Carlos — Novembro 9, 2011 @ 14:59

  4. Aprecio a objectividade e o rigor que o sr. Carlos G. Pinto empresta normalmente às suas analises. Mas, em relação a esta, atrevo-me a chamar a tenção para o efeito promocional que este tipo de “pontos de ordem” estão a ter em relação aos visados. Refiro-me à dupla “Dupond e Dupond do Cachimbo”. Espero mais uma vez que lucklucky me desculpe o plágio. Parece-me que a onda de indignação que o “renascido blogger” e o seu sócia estão a suscitar acaba por lhes dar publicidade, ou, como o povo costuma dizer : ” não se deve gastar cera com ruim defunto para não lhe alindar o funeral”. Eu, por mim, garanto que para aquele peditório já dei!

    Comentário por Pável Rodrigues — Novembro 9, 2011 @ 15:02

  5. ó tric e traque ou lá o que é….o capitalismo não tem pátria nem religião…o que é isso do modelo liberal judaico ? ….

    Comentário por joao carlos — Novembro 9, 2011 @ 18:36

  6. É aquela modelo económico etéreo desenhado pelos judeus que é culpado de todos os males do mundo, sendo eles próprios o demónio reencarnado em povo. Estilo mini-me’s do Belzebu.

    Comentário por Manuel Costa Guimarães — Novembro 9, 2011 @ 18:50

  7. “A fuga recente de jovens quadros é um bom indicador disso”

    Sim, é um bom indicador da incapacidade do capital privado português gerar emprego.

    Comentário por Ramone — Novembro 9, 2011 @ 18:55

  8. E pode o insurgente estrebuchar porque a viabilidade, a prazo, das ideias que defendem depende da vontade do povo. De minha parte suspeito que a maioria do povo está disposto recolher as vossas ideias e a jogá-las no lixo, mas é uma suspeição. É esperar para ver.

    Comentário por Ramone — Novembro 9, 2011 @ 18:59

  9. Modelo económico Liberal Judaico, nunca na minha vida tinha ouvido tão grande disparate.

    Comentário por POS — Novembro 9, 2011 @ 19:05

  10. Concordo com Pável. O cachimbo já deu o que tinha a dar. Talvez para mascarar a ida do Morgado para as lides governativas…

    Comentário por Vasco — Novembro 9, 2011 @ 19:37

  11. Use à vontade Pável Rodrigues :) .

    “modelo liberal judaico” é provavelmente como “Física Judaica” que os Nazis usavam…

    Comentário por lucklucky — Novembro 9, 2011 @ 20:49

  12. “modelo liberal judaico” é provavelmente como “Física Judaica” que os Nazis usavam…

    depois do modelo económico de Salazar, os varios “modelos” economicos ou ideias económicas, oferecidas pelos magnãnimos judeus, revelaram-se uma autêntica m…e os resultados estão à vista!! agora parece que querem para ai importar mais dois modelos judaicos, ou o liberal Judaico ou do Brasil Judaico…

    Comentário por tric — Novembro 9, 2011 @ 21:57

  13. Ou seja é tudo Judaico excepto o Salazar…

    Comentário por lucklucky — Novembro 9, 2011 @ 23:19

  14. Ou seja é tudo Judaico excepto o Salazar…

    Por isso o de Salazar é o the best, é uma criação made in Portugal Cristão, foi de uma genialidade impar… !!

    “Jornalista- Quando regressou a Portugal?
    Tomé Feteira – Em 1964 resolvi vender as minhas empresas. E depois pensei no melhor local para colocar o dinheiro. O dinheiro não tem pá­tria, vai para onde há melhores garantias. Qual era o país que me oferecia melhores garantias? Portugal, que tinha o orçamento equilibrado e a moeda mais forte do mundo. É por isso que hoje não me deixam falar. Portugal tinha a inflação a zero e 980 toneladas de ouro. O Financial Ti­mes escreveu: – Portugal, a continuar a sua ex­pansão económica, atingirá o terceiro milagre económico do mundo em 1980. O que ultrapassaria muitas vezes os outros dois milagres económicos: o japonês e o ale­mão.
    (…)
    Jornalista- Que conselhos daria à geração actual?
    Tomé Feteira – Esta geração, coitada, anda toda envenenada. Contam-lhe a história mentirosa.”

    Comentário por tric — Novembro 10, 2011 @ 01:47

  15. hehehe

    Comentário por lucklucky — Novembro 10, 2011 @ 17:18

  16. [...] Neste post dirigido ao Fernando Martins (à esquerda na imagem) refiro-me aos “parasitas da máquina do Estado”. Num lapso interpretativo que só Freud poderia explicar, o Carlos Botelho (à direita) conseguiu equivaler essa expressão a “funcionários públicos”. Convém esclarecer o dueto da imagem que parasitas da máquina do estado é um grupo em que se incluem todas as pessoas que alimentam e se alimentam do estado. Incluem-se aqueles que lutam por um estado grande, apenas para beneficiarem da sua dimensão, o que inclui não só funcionários públicos e nem todos os funcionários públicos. É aliás absurdo, num país em que o estado absorve metade da riqueza criada e cria quase o mesmo montante de emprego, acusar os funcionários públicos como um todo do que quer que seja. O tipo de perfil e a atitude perante o seu empregador é de tal maneira diferente que qualquer tipo de categorização ou atribuição de culpa colectiva faz pouco sentido. [...]

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