“Tem sentido que se peça a reformados e pensionistas que ganham por exemplo mil euros que abdiquem do subsídio de férias e de Natal, e que não se peça absolutamente nenhum sacrifício a um trabalhador de uma empresa privada que ganhe 1.500 ou 2.000 ou 2.500 euros?”, questionou o secretário-geral do PS, em Odivelas. Seguro indica desta forma que está disposto a um aumento dos impostos sobre os privados de forma a evitar o corte dos dois subsídios.”, no Jornal de Negócios.
Por momentos – santa ingenuidade! – ainda pensei que o líder do PS, apoiado em alguma proposta definida por aqueles jovens turcos que em matérias de Orçamento de Estado têm feito marcação cerrada ao Ministro das Finanças, pudesse propor outras formas de reduzir a despesa em alternativa a um dos dois subsídios. Uma forma de o conseguir seria cortar nos 15 mil milhões de euros que esse infindável universo de serviços e fundos autónomos gastam e consomem por ano ao Orçamento de Estado. Isso, sim, seria uma negociação pró-activa, de convergência político-partidária e em prol do superior interesse da Nação que, recorde-se, estando insolvente tem é de reduzir na sua despesa. Mas não, Seguro e os seus jovens turcos, num País em que a receita corrente do Estado para 2012 está projectada em 41% do PIB, ou 70 mil milhões de euros (em média, 7.000 euros por português), sugerem mais um aumento de impostos. Que cabecinhas pensadoras!
Ps: Parece que Rui Rio, economista de formação, se terá lembrado do mesmo. Enfim, sem comentários.
É óbvio que existe discriminação…e vai ter de ser declarado pelo TC, é que agora é patente.
1.Não me venham com a almofada do despedimento: há funções no Estado que não são comparáveis ex. policia.
2. Os privados não recebem a escolinha pública…e o hospital?
Vamos lá ver se há tino e juízo.
Comentário por Pignatelli Cardoso — Novembro 7, 2011 @ 22:56
“Rui Rio, economista de formação”.
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É economista do “mainstream”, ou seja, da Escola Alquimista de Economia. Deve andar à procura da transmutação dos impostos em votos.
Comentário por Pi-Erre — Novembro 7, 2011 @ 23:14
“41% do PIB”
Falta a Dívida.
“É óbvio que existe discriminação…”
Esta é a gozar pois só pode. Já não houve discriminação quando o IVA sobre de 15% para 23% para pagar funcionários públicos?
É os Estado que tem défice – 20% do que gasta é pedido emprestado – por isso ou recebem menos ou há despedimentos.
É o Estado que tem de contrair os seus gastos.
“2.Os privados não recebem a escolinha pública…e o hospital?”
Os privados pagam a escolinha publica e o hospital caso não tenha dado por isso, 80% agora e 20% via dívida+juros. Lembra-me uma funcionária da secretaria de uma certa Universidade Publica: “Porque é que temos de aturar os alunos?”
Comentário por lucklucky — Novembro 8, 2011 @ 02:22
[...] que incide sobre os vencimentos pagos aos funcionários do estado, a sua maior alínea de gastos. António José Seguro e Rui Rio sugerem um aumento de impostos sobre os trabalhadores do sector priv…. Conclusão: Não sabem a diferença entre despesas e receitas, não percebem que o estado está [...]
Pingback por Cara de pau « O Insurgente — Novembro 8, 2011 @ 18:37
Acrescento mesmo que qualquer tipo de rendimento que o Estado deixe na mão do cidadão que o ganhou é uma afronta aos funcionários públicos, à constituição e ao regime democrático.
Toda a gente sabe que sem os 900.000 funcionários públicos e parapúblicos, nem uma carcassa saíria das padarias, nem um par de sapatos se exportava, nem mais um doente se tratava, nem mais uma couve se produzia.
Quando os produtores de riqueza deste país fizerem greve à expoliação, vamos ver toda essa gente do partido do Estado a almoçar impressos, licenças e certidões, temperados com carimbadelas e mod.3 do IRS.
Comentário por ricardo saramago — Novembro 8, 2011 @ 19:09