O Insurgente

Outubro 11, 2011

Crianças proibidas de Encher balões

Filed under: Nanny State Watch,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 11:09
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Com o rescaldo das eleições da Madeira, é fácil afrouxar o “Nany State Watch” e perder algumas pérolas. Por exemplo esta:

Children to be banned from blowing up balloons, under EU safety rules

Ou seja: como há risco de engolir o balão e daí advirem consequências nefastas, crianças com menos de 8 anos estão proibidas de encher balões sem supervisão adulta.

Estão também proibidos assobios e diversos tipos de jogos, para proteger a segurança das crianças, claro. E claro que os avisos a la tabaco irão também surgir porque, afinal, aquilo pode matar os miúdos.

Não sei como até hoje houve crianças. Os pais não podem ser confiados e se não fosse o Estado não sei o que seria de nós!

No jogo desta semana: Segurança 1 – 0 Liberdade. A Segurança continua com uma boa vantagem sobre a Liberdade e a esta altura não se vislumbra qualquer hipótese de a Liberdade ainda vir a vencer o campeonato.

Outubro 10, 2011

O Bloco de Esquerda, a Natureza e os Animais

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:23

Francisco Louçã

Bloco Abaixo de Cão. Por Raquel Varela.

O novo Bloco de Esquerda? Por Henrique Raposo.

Leitura complementar: Resultado do Bloco de Esquerda na Madeira.

No Fio da Navalha

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:53

O meu artigo para o jornal i deste fim de semana, sobre a importância de impostos regionais e municipais na descentralização dos país.

Como acabar com os caciques

Os dirigentes locais e regionais apresentam obra aos seus eleitores, entregando a factura aos que, habitando noutro local, não podem votar contra eles.

Realizam-se este fim de semana eleições na Madeira, depois da descoberta de mais um buraco orçamental. Tal como no continente, a Madeira desenvolveu-se com obras públicas, gastando mais do que produzia, endividando-se e empurrando os problemas para a frente, ou seja, para os que viessem a seguir. Mesmo que vença as eleições, Jardim está definitivamente remetido ao passado. Resta-nos, pois, escolher como evitar os mesmos erros no futuro.

O problema da Região Autónoma da Madeira é muito semelhante ao dos municípios portugueses, onde confundimos descentralização política com mera transferência de competências pertencentes ao poder central, sem a correspondente atribuição de meios que sustentem o exercício desse poder. Sem capacidade para financiarem os seus projectos, os políticos regionais e municipais limitam-se a pedir fundos a Lisboa, alegando chavões como a insularidade e a interioridade. Fazendo uso da sua influência no interior das máquinas partidárias, os melhores neste género de política lá vão conseguindo o que pretendem. Desta forma, apresentam obra aos seus eleitores, enquanto entregam a factura aos que, habitando fora do seu feudo eleitoral, não os podem punir politicamente. Consciente ou inconscientemente, os Portugueses alinharam neste sistema vicioso, onde se chulam uns aos outros, ganhando quem tem o autarca ou líder regional mais esperto. Este tem sido o erro. Como o corrigir?

A principal maneira passa por deixar de encarar a descentralização como a mera existência de mais um patamar do poder político. Descentralizar, aproximar o poder dos cidadãos, implica também a criação de uma relação directa entre eleitos e eleitores. E isso só se consegue com impostos regionais e municipais, criados, liquidados e cobrados pelos poder regional e autárquico. Só se obtém se, por cada obra que o poder local ou regional levar a cabo, houver um imposto, lançado por esse mesmo poder e pago por quem habita nesse município ou região que beneficia dessa obra. Só se alcança se quem recebe também paga, para que saiba o custo do que foi feito e avalie a sua oportunidade nas urnas, elegendo ou castigando o seu autarca ou líder regional. Não havendo uma relação directa entre o dinheiro que é pago em impostos e o que é gasto pelo poder regional ou autárquico, os contribuintes nunca poderão exigir contas àqueles que elegeram. A impunidade será, como tem sido, total e só me espanto como não surgiram ainda mais Jardins e Loureiros em Portugal.

Estamos a assistimos ao surgir de uma nova percepção do que é o Estado. Naturalmente que ainda não sabemos o que vai sair desta enorme convulsão. Se viveremos numa sociedade mais regularizada, ou se num mundo que se apoie mais na liberdade e responsabilidade dos cidadãos. Para os que preferem a segunda hipótese, torna-se indispensável um maior controle dos eleitores sobre os governantes. Não podem existir zonas nebulosas onde o dinheiro público, cobrado pelo Estado às pessoas, seja gasto sem que a sua devida utilização não seja fiscalizada pelos cidadãos, através da sua arma política mais eficaz que é o voto. A célebre frase, ‘no taxation without representation’ quer dizer isso mesmo: se pago, tenho de ter uma palavra a dizer. Ora, é precisamente esse direito que é negado quando o Estado transfere fundos de todos para uma região, financiando obras duvidosas de políticos ambiciosos que pretendem agradar os seus eleitores, sem lhes apresentarem a factura que é paga por quem não pode votar contra eles. Veja-se como este sistema, não só conduziu à irresponsabilidade de quem governa, que mais não são que caciques que dependem do conluio com Lisboa, mas também, quando ouvimos Jardim a falar dos cubanos do continente e as autoridades em Lisboa com comentários pejorativos sobre a Madeira, prejudicou o próprio conceito de solidariedade que a descentralização visava. Apenas com regras claras de financiamento, com o poder central a intervir em situações concretas, que se amplia a descentralização que tantos querem.

Hofstede – Dimensões Culturais de um Povo

Filed under: Economia,Internacional,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:00
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Como caracterizar um país quanto às características culturais do seu povo?

De acordo com o que aprendi no meu mestrado em Economia Internacional, Hofstede em 1980 achou a melhor resposta até à data a esta questão. Ele dividiu a sua caracterização cultural em 4 dimensões (a que mais tarde juntaram a 5ª). A saber:

  • PDI (Power Distance Index) –  Distância ao Poder - Mede até que ponto os membros menos poderosos de uma sociedade aceitam e esperam uma distribuição desigual do poder. Representa a desigualdade medida a partir de baixo e sugere que este é o nível relevante no nível de desigualdade em que se irá encontrar uma sociedade.
  • Ind – Individualismo - A mentalidade é individualista ou colectivista? Nas sociedades individualistas, as ligações entre indivíduos são mais soltas, esperando-se que cada um seja capaz de tratar de si próprio e se precaver para eventuais adversidades. Nas sociedades mais colectivistas, as pessoas desde o nascimento que são integradas em grupos (familiares mas também profissionais ou de interesses) que são coesos, fortes, protectores e onde se espera uma lealdade inquestionável.
  • Mas – Masculinidade - A comunicação é directa e assertiva ou cheia de floreados? A sociedade é mais competitiva ou mais modesta e sentimental?
  • UAI  (Uncertainty Avoidance Index) – Atitude face  à Incerteza - A sociedade evita o risco e prefere a certeza e o Status Quo ou aceita o risco? Despreza ou valoriza os que falharam em tentativas anteriores?
  • LTO (Long Term Orientation) - Longo Prazo - A orientação é para soluções de curto prazo ou de longo prazo? (proposta por investigadores Chineses, só disponível para 23 países)
Gráfico de Portugal no site do investigador original:
Na dimensão mais recente, Portugal tem uma orientação forte de CP.
Compare-se agora com Suiça e China:
 & 
E fica tudo dito, não é?
Referências: Hofstede; Hofstede – Portugal; Wikipedia
Já agora: vejam nesta imagem onde estão Portugal e Grécia por um lado e Suécia e Dinamarca por outro:
Pois…

A esquerda ganhou na Madeira

Filed under: Política — Carlos Guimarães Pinto @ 06:44

Tenho que discordar com as análises que apontam culpas a Louçã ou Seguro pelo fracasso dos seus partidos nas eleições da Madeira. Os dois partidos fracassaram porque não têm espaço no espectro político madeirense. Como se pode comprovar pelas suas declarações, Alberto João Jardim representa o eleitorado de esquerda e a extrema esquerda da Madeira. Os funcionários públicos e os subsídio-dependentes estão com AJJ. Ele fez na Madeira o que Francisco Louçã teria feito no continente se o deixassem. Com uma pequena nuance ao nível dos costumes em que Alberto João passa por conservador, mas nunca foram os costumes que estiveram em causa nesta eleição. Acabar com o reinado de Jardim e do PSD na Madeira passará por aplicar o mesmo remédio dado a outros governos de esquerda: terminar com o crédito e transferências de dinheiro. Fazendo isso, o regime cairá de podre como qualquer regime comunista.

Egipto: back to basics V

Vinte e três pessoas morreram e 174 ficaram feridas em confrontos, na capital do Egipto, entre cristãos coptas e as forças de segurança. De acordo com a notícia, Essam Sharaf o PM em exercício, “apelou aos egípcios para não darem ao episódio uma conotação sectária. « Não se trata de confrontos entre muçulmanos e cristãos mas apenas uma tentativa de provocar o caos“. Não se compreende então esta mensagem, The Egyptian state TV is inciting against Christians by saying that they are firing at the army and calls upon Egyptians to defend the army! Ainda bem que para os egípcios, o acontecimento tem o tal carácter não sectário. Não acredito que as andorinhas regressem à mais famosa  praça do Cairo… mas isso sou eu, que não sou egípcio.

Surto de realidade

A isto pode chamar-se ironia?

Adenda: Este crime caso de insulto ao querido líder já transitou em julgado.

Outubro 9, 2011

Resultado do Bloco de Esquerda na Madeira

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:52

Francisco Louçã

Além de o Bloco de Esquerda ser o único partido que concorreu às eleições que não obtém qualquer deputado regional, comparativamente com as eleições regionais de 2007 o BE:

- Baixou 1,27 pontos percentuais
- Teve menos 1674 votos (baixou de 4186 votos em 2007 para 2512 votos em 2011)
- Passou de quinto para nono partido

Há pelo menos um aspecto na política madeirense que está claramente no bom caminho…

Tem a palavra Pedro Passos Coelho…

Filed under: Comentário,Double standards,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:45

Numas eleições marcadas mais uma vez pela denúncia de irregularidades – e apesar de uma descida significativa – Alberto João Jardim conquista a décima maioria absoluta e promete governar sem cedências e contra o “liberalismo capitalista”.

Exige-se agora ponderação mas também firmeza a Pedro Passos Coelho na forma como vai lidar com Alberto João Jardim e com a gravíssima situação orçamental da Madeira. Mais do que a credibilidade do Primeiro-Ministro, é a autoridade da sua liderança que está em causa.

A “maioria absoluta” de AJJardim

Filed under: Política,Portugal — BZ @ 21:38

Votantes inscritos: 256.483
Votantes no PSD: 71.556 (27,9% dos votantes inscritos)

Votantes brancos+nulos: 3.900 (mais do que os votos nos partidos dos animais, da terra ou dos bloquistas)

[ADENDA] Votantes no PS: 16.945 (menos 3.456 votos que nas eleições legislativas do passado dia 5 de Junho)

Nota final: animais e terra têm agora representação na assembleia regional, com um deputado cada…

Os votos não têm dono

Filed under: Comentário,Portugal — ruicarmo @ 21:30

Alberto João Jardim ganhou pela 45ª vez umas eleições na Madeira. Fica provado que a campanha feita através da comunicação social não ganha votos na região autónoma da Madeira. Fica igualmente provado que os eleitores da Madeira não compreenderam uma fixação continental na dívida local, que ultrapassa em cerca de dois mil milhões de euros ( o que não é pouco, sublinhe-se) a dívida da empresa pública Refer. Por fim, fica também provado o quanto vale o apoio dos líderes nacionais: o PSD obtém a sua maioria absoluta mais curta de sempre, o CDS ocupa o segundo lugar, o PS é humilhado e atirado pelos eleitores para a terceira posição algo que não pode ser visto como uma vitória de António José  Seguro. Em nota de rodapé, o Bloco de Esquerda arranca um honroso último lugar nos votos expressos (1,7%) e é o único partido que concorreu às eleições que não obtém qualquer deputado regional. O Louçã que não se esqueça: só perde, quem desiste de lutar. Creio que estão no bom caminho.

Madeira vira à Direita

Filed under: Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 21:17

Com os resultados finais constata-se:

1. Alberto João perde muitos votos, mas mantém a maioria. (25 em 47) (-8)

2. Toda a Esquerda desce: PS (de 7 para 6: -1), PCP (de 2 para 1: -1) e BE (de 1 para 0: -1)

3. Toda a Direita sobe, sobretudo o PP (de 2 para 9: +7)

Conclusão: Alberto, tem cuidado com o que dizes (e escondes) e com o que gastas. Socialistas, Comunistas e Trostskistas: não têm moral para criticar o Alberto João, uns porque fizeram como ele no Governo e outros porque no fundo o que defendem é sempre mais despesa, mais despesa, mais despesa. Cresceu a oposição responsável de direita. Espero que todos saibam retirar as suas conclusões.

Resultados das eleições na Madeira

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:06

Com todas as 54 freguesias apuradas, os resultados das eleições regionais da Madeira são os seguintes (com indicação também do resultado comparável em 2007):

PSD: 48,6% (64,2%)
CDS-PP: 17,6% (5,3%)
PS: 11,5% (15,4%)
PTP: 6,9% (n.a.)
PCP: 3,8% (5,4%)
PND: 3,3% (2,1%)
PAN: 2,1% (n.a.)
MPT: 1,9% (2,3%)
BE: 1,7% (3%)

Eleições na Madeira: os processos e os resultados de sempre ?

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:35

Viaturas da Empresa de Electricidade da Madeira transportam ilegalmente eleitores

Esta situação anómala tem sido registada em anteriores actos eleitorais em que os partidos da oposição se têm queixado não só do transporte condicionado de eleitores em viaturas do governo madeirense e de empresas públicas regionais, particularmente da Empresa de Electricidade, como também o acompanhamento dos votantes até as mesas de voto por parte de membros das juntas de freguesia.

“Aqui foi sempre assim”, diz Jardim

O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, considerou “normal” o transporte de eleitores em viaturas de organismo públicos, acompanhados por autarcas sociais-democratas. “Aqui foi sempre assim”, reconheceu o também líder do PSD, justificando esta disponibilidade com a dispersão populacional.

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 12:59

Os índios de Wall Street, por Alberto Gonçalves. Na crónica desta semana, destacam-se a esperança dos índios, o provincianismo lusitano e a drª Serrano.

João Pereira vs. José Bosingwa

Filed under: Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:00

João Pereira: 1,72m
José Bosignwa: 1,83m

«João Pereira não perdeu nem ganhou altura ultimamente»

«Os laterais têm a altura que têm. O João (Pereira), por exemplo, não perdeu nem ganhou altura nos últimos tempos. Pode haver défice de altura em alguns jogadores, temos defendido à zona e é um facto que todos os golos que temos sofrido em jogos oficiais foram de bola parada. É uma situação que temos de tentar resolver», reconheceu.

The Poor Getting Poorer is a Myth

Filed under: Diversos,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 10:50

Are the poor getting poorer?

Hipocrisias e contradições

Filed under: Blogosfera,Política,Política Fiscal,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 09:33

Um dos argumentos mais utilizados pelos opinadores de esquerda para justificarem a contradição entre o fim que dão aos seus rendimentos privados e a ideologia que defendem, é o facto de terem que se sujeitar à realidade em que vivem. Mais tarde ou mais cedo, acabam por contra-argumentar que também os defensores de uma economia de mercado se aproveitam dos serviços prestados pelo estado. Este argumento esquece a natureza dos serviços fornecidos pelo mercado e pelo estado.
Os produtos disponibilizados pelo mercado garantem sempre a possibilidade de o indivíduo se auto-excluir de os financiar, não usufruindo deles. Quam considerar que uma empresa tem práticas abusivas, pode sempre optar por não contribuir para alimentar essas práticas, excluindo-se do usufruto dos seus produtos e, consequentemente, do seu financiamento. Ao não se excluirem de os consumir, estão a validar moralmente o processo que levou à sua produção. Isto é especialmente válido para os bens e serviços não básicos (falo de iPhones, férias no estrangeiro e outros) ou, que sendo essenciais, o mercado garante uma oferta diversificada (por exemplo, alimentação). Em ambos os casos, um defensor de uma moral socialista pode-se abster de sustentar aquelas empresas que critica e apoiar outras que se regem pelo seu código ético.
O contra-argumento de que os defensores da economia de mercado utilizam bens públicos também faz pouco sentido. Quando um defensor de uma economia de mercado utiliza serviços públicos não está a contrariar as suas convicções, porque, antes e independentemente de os vir a usufruir, já foi coagido a financiar esses mesmos serviços. O usufruto dos serviços públicos que financiou coercivamente é uma questão de justiça, não de hipocrisia moral. Por muito que se argumente, a compra de um telemóvel numa economia de mercado implica um nível de liberdade muito superior a um defensor do mercado aceitar senhas de refeição do regime Cubano para as quais já teve que trabalhar.
Com isto não quero dizer que os defensores de uma economia de mercado nunca tenham a sua moralidade à prova. A moralidade de um defensor da economia do mercado poderá ser questionado sempre que este defender para si, ou para o seu grupo, um tratamento especial do estado não disponível para os outros contribuintes por igual. Ao defendê-lo estará a contrariar as suas convicções, da mesma forma que um socialista as contraria quando decide comprar um iPad depois de criticar a imoralidade da utilização de adolescentes numa fábrica da Apple.

Outubro 8, 2011

Álvaro Santos Pereira, um ministro perdido em busca do socialismo do século XXI

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 19:52

Álvaro Santos Pereira, o ainda Ministro da Economia e do Emprego, vai acumulando contradições, erros e gaffes uns atrás dos outros. Até quando?

Mais socialismo: Por Gabriel Silva.
Política económica de Álvaro Santos Pereira. Por João Miranda.

Ministro da Economia Álvaro Santos: “É tão bom e tão bonito que parece que não é português”

O folcolore em Wall Street III

Occupy Wall Street e Steve Jobs, por Mark Steyn e Meet America‘s ’53%’ – And They Have a Message for the ‘99%’ Protesters, por Mike Opelka.

Leituras complementares: Indignados americanos e as suas exigências e Os neo-hippies têm ipad.

 

Sempre a aprender: The Swiss Secret

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Energia,Internacional,Media,Saúde,Teoria — ruicarmo @ 18:58

Os segredos da História da Suiça, de acordo com um intelectual. Brilhante.

 

O melhor entre todos nós

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 16:21

Parece que são quarenta anos. E isto é uma singela homenagem a um dos poucos que não contribui para a espuma dos dias. Faz passado, nobre tarefa que só está ao alcance dos homens especiais.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 15:01

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Os neo-hippies têm ipad
2Do dolo e das sinapses
3Uma questão ao Sérgio Lavos
4Um socialista passista para a ERC
5Os efeitos do proibicionismo – A tale of two Emirates

Eurozone: F.A.Hayek’s “Toys for the Boys”

Filed under: União Europeia — Filipe Faria @ 14:20

“Eurozone: It seemed a good idea at the start” – By Anthony de Jasay (Philosopher and Economist)

“Friedrich A. Hayek, whose severe diagnosis of this result was his most valuable contribution to political philosophy, called it Constructivism. Disrespectfully and suggestively, one might also call it “Toys for the Boys.” (…)

The Boys are usually well-educated, intelligent and very ambitious men and women forming networks at or close to the centres of power. They are over-represented in political parties, the higher reaches of regulatory agencies and in the better sort of print and audio-visual media. Their fertile minds keep producing good ideas, blueprints of new structures that, if duly constructed, should make the world a better place. For the Boys, such Toys promise a double boon. One is the satisfaction of being the champion of a good thing, of progress. The other less easily avowed, is that as newly constructed institutions come with new job opportunities, exciting career prospects will beckon to the inventors and promoters of the new Toys. (…)

Extravagant calculations of the cost of quitting the euro are being floated, Greece would lose 40 per cent of its GDP if it reverted to the drachma, while if Germany led a dissident group of the fiscally honest countries, Austria, Finland and the Netherlands, into a separate currency area—as proposed by H. O. Henkel, one of Germany’s most prestigious industrialists—she would lose 20 per cent of her GDP straight away and 10 per cent in subsequent years. The absurdity of these estimates is exceeded only by the childish credulity of their audience. The gravest forecasts of the Cassandras do not even have numbers attached: they simply say that if Greece went, Portugal, Ireland, Italy and Spain, and maybe France, too, would “necessarily” follow and the consequences would be “incalculable”. Therefore neither Greece nor any other country must leave the Eurozone. Q.E.D. With everybody busily engaged in frightening everybody else, and this in a modern economy with an advanced financial system that cannot function without a measure of confidence, the consequences may be “incalculable” indeed. It does seem a pity that freedom of speech comprises the freedom to spread panic on the back of half-baked scenarios and a refusal to lose face and admit honestly that the good idea was not such a good one after all. (…)

Logically enough, the Boys, refusing to lose face over their currency area, are pinning new hope on another and more powerful new Toy, a real federal union with a centralised budget for the whole area”

Instituição de (des)interesse público

Filed under: Saúde — BZ @ 12:54

No Expresso , interesses corporativos (meu destaque):

Os nove médicos costa-riquenhos que chegaram a Portugal há quatro meses continuam sem poder exercer medicina por razões “apenas burocráticas”, por falta do “documento de reciprocidade”, disse à Lusa fonte oficial do Ministério da Saúde.

A mesma fonte explicou que “a Ordem dos Médicos exige a entrega de um documento de reciprocidade”, que a Costa Rica nunca chegou a enviar para Portugal. O documento, explicou, permite que os médicos da Costa Rica possam exercer a profissão em Portugal e os médicos portugueses possam exercer na Costa Rica.

“Mas não há médicos portugueses na Costa Rica nem haverá nos próximos tempos”, afirmou ainda fonte oficial da tutela.

Mesmo que existissem médicos com vontade de emigrar para a Costa Rica, isso seria justificação para a Ordem dos Médicos tomar como reféns os pacientes portugueses? O maior culpado até nem é Ordem que pretende minimizar a concorrência. A culpa deve recair é sobre quem lhe concedeu tal poder.

Outubro 7, 2011

Coreia do Norte, o triunfo do socialismo

Coreia do Norte mostra a sua tragédia alimentar.

Lido o relato da tragédia, há algo que não bate certo. Espanta-me que o mau tempo e as cheias tenham parado no lado norte da  fronteira que divide as duas Coreias. Parece-me é que a essência da questão reside na existência de um problema crónico de fome provocado pela existência de um regime comunista (perdoem a redundância) tirânico. A ele se deve a destruição da propriedade e dos mercados e numa aposta em recursos militares que incluem o nuclear. Tudo em nome do bem-comum de uma família e de alguns privilegiados comunistas. Como se pode classificar um regime que mata à fome o próprio povo? Infelizmente, não são pioneiros. Basta recuar um pouco na História e relembrar a  fome na Ucrânia nos anos 30 e na China durante a Longa Marcha.

Crédito da imagem: Kim jong il looking at things.

Subsídios ao consumo de electricidade: um erro grave

Filed under: Economia,Política,Portugal,Energia — André Azevedo Alves @ 19:29

Os custos dos subsídios à energia. Por João Miranda.

O governo tem vindo a anunciar as mais diversas medidas de austeridade. Ao mesmo tempo, o ministro da economia pondera proteger os consumidores dos custos da electricidade injectando subsídios. Esta política de cortar e taxar por um lado e subsidiar por outro é recorrente e gera o pior dos dois mundos. Por um lado, os efeitos positivos que a austeridade poderia ter para a sustentabilidade financeira do Estado são anulados pela despesa em subsídios. Por outro, a política de taxar uns para subsidiar outros gera distorções graves nos mecanismos de mercado que têm custos para a economia.

E se tiverem todos razão ?

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:26

Assim vai a democracia na Madeira: “Ditador”, “fascistas” e “palhaços” num tenso fim de campanha na Madeira

Era para ser mais uma inauguração de Jardim enquanto presidente do Governo Regional da Madeira. Acabou em três comícios, alguma confusão, ofensas mútuas, pontapés e uma trabalheira para a polícia. O último dia da campanha madeirense começou de forma agitada.

Lançamento: Ron Paul explica “Por que Acabar com o Banco Central”

Filed under: Brasil,Economia,Política — Bruno Garschagen @ 15:19
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Começa a ser vendido nas livrarias brasileiras, a partir da próxima quarta-feira, o livro O Fim do Fed – Por que Acabar com o Banco Central, do congressista americano Ron Paul. A obra apresenta um vigoroso ataque contra a existência do Federal Reserve (FED). Uma resenha com o resumo do argumento central do livro pode ser lida aqui.

A edição é uma parceria do Instituto Mises Brasil com a editora É Realizações, e eu tive o privilégio de traduzir em parceria com Monica Magalhães, mestre em Filosofia e Políticas Públicas na London School of Economics e doutoranda em Políticas Públicas em Saúde na Universidade Harvard.

Quem não quiser esperar a chegada dos livros nas livrarias pode comprar diretamente pelo site da editora.

Parabéns à equipe do Mises Brasil e da É Realizações pelo lançamento.

Climate Change Scare Machine Cycle

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 15:02

The great big map of FUD (Watts Up With That?):

Um socialista passista para a ERC

Filed under: Media,Política,Portugal — Maria João Marques @ 14:25

Carlos Magno representa o pior da comunicação social portuguesa: moralista; de discurso redondo e vazio a fingir que é inteligente; defensor de todos os clichés socializantes apresentando-se como pensador original; enamorado ostensivo, a seu tempo, do guterrismo, socratismo e, agora, passismo; debitando sentenças do seu pedestal sobre um mundo que evidentemente já não entende; promotor de todas as políticas que nos atolaram em dívida e em pobreza e inimigo daquelas que nos tentaram afastar desse pathos. Ora Carlos Magno foi convidado pessoalmente por Passos Coelho para presidente da ERC. Carlos Magno é, de facto, a escolha ideal para esse monstro proto-totalitário que é a ERC. E a escolha ideal do passismo. Que, não se esqueçam, é ultraliberal.

A vida de milionário continua

Alguém é capaz de explicar as razões e a necessidade do tgv?

Governo mantém no essencial projecto de TGV herdado do executivo de Sócrates.

Uma questão ao Sérgio Lavos

Filed under: Blogosfera — Carlos Guimarães Pinto @ 11:25

Dentro da mesma lógica de questionar a moralidade de um CEO de uma empresa porque um dos seus fornecedores utilizou “crianças” de 15 anos no fabrico dos seus produtos, não poderá também questionar a moralidade daqueles que compram e publicitam os seus produtos?

Dualismo Metodológico

Filed under: Economia,Ludwig von Mises,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:01
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Há muita gente que confunde o método de científico das ciências naturais – onde o isolamento das condições necessárias para verificar a ocorrência de certo fenómeno é possível – com o método científico das ciências sociais, onde tal isolamento NÃO é possível.

Qualquer ciência social, como a Economia por exemplo, tem de fazer face a esta limitação e adaptar-se a ela. Surge assim o dualismo metodológico que é um pouco difícil de descrever com exactidão, pelo que me vou aqui socorrer da Mises Wiki no artigo concreto sobre este tema.

Transcrição:

Methodological dualism is an epistemological position which holds that it is necessary, based on our current levels of knowledge and understanding, to utilize a different methodology in our attempts to analyze the actions of human beings than the methodology used in the physical sciences (i.e. physics, biology etc…) to study external events.[1] This position is based on the presupposition that humans differ fundamentally from other objects in the external world in that humans act, or in other words use means to achieve ends, while other objects in nature, such as stones, planets, molecules and atoms do not.[2] Furthermore, we do not at present know how external events affect an individual’s “thoughts, ideas, and judgements of value”[1] and this ignorance forces us to adopt a dualistic approach to the two classes of phenomena.

This view was emphasized by Ludwig von Mises and formed the central basis of his epistemology. Methodological dualism, especially in Mises’s case, was a reaction to the notion held by groups such as the logical positivists that the study of human action, and as such economics, should utilize the same experimental scientific method as the physical sciences, a view that has been referred to by Mises, Friedrich Hayek and others as scientism. The alternative methodology that Mises developed and utilized for his study of human action was praxeology, which formed the basis for his work in economics. The use of praxeology differs from the neoclassical approach to economics which utilizes the same methodology as the other sciences in an attempt to develop economic theories and predict future economic events.

Espero que tenham percebido melhor. A Mises Wiki e a Wikipedia normal permitem-vos seguir a exploração do tema, continuando com os conceitos de Praxeologia e outros relacionados. Boas navegações, mas ficam avisados que o tema é pesado…

A utilidade da ERC

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:15

Como se antevia, a ERC continua. Mesmo não constituindo surpresa, é de lamentar.

Leitura complementar: Extinguir a Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Azedos

The US government’s assault against innocent American citizens continues to get more aggressive and just plain strange, with new reports of harassment against honest owners of ordinary lemon trees. Health Freedom Alliance(HFA) reports that officials from the US Department of Agriculture (USDA) are now spying on people whom they suspect are in possession of ordinary lemon trees, and threatening them with excessive fines and even federal raids if they refuse to surrender the plants on demand.

Outubro 6, 2011

O folcolore em Wall Street II

Passou rapidamente dos cândidos cantares alentejanos a algo que ultrapassa e em muito o corridinho: Time to kill the wealthy, por Tim Mak.

Several influential New York state lawmakers have received threatening mails saying it is “time to kill the wealthy” if they don’t renew the state’s tax surcharge on millionaires, according to reports.

“It’s time to tax the millionaires!” reads the email, according to WTEN in Albany. “If you don’t, I’m going to pay a visit with my carbine to one of those tech companies you are so proud of and shoot every spoiled Ivy League [expletive] I can find.”

State Assembly Speaker Sheldon Silver and State Senate Majority Leader Dean Skelos reportedly received the email, as did State Assembly Majority Leader Ron Canestrari. The governor’s office did not tell the New York Daily News whether the governor received the email.

The email, with the threatening subject line of, “time to kill the wealthy,” was detailed and disturbing.

“How hard is it for us to stake out one of the obvious access roads to some tech company, tail an employee home and toss a liquor bottle full of flaming gasoline through their nice picture window into their cute house,” wrote the author of the email.

The email references terminology that has been used in the “Occupy Wall Street” movement — that the1 percent, the super rich, are exploiting the remaining 99 percent of Americans. The angry message demanded that Albany politicians “stop shoveling wealth from the lower 99 percent into the top 1 percent” and “set aside your ‘no new taxes on anybody’ pledge.”

Análise do consulado Sócrates pelo consulado de Seguro

Da falta de pudor dos socialistas quando comentam a sua própria execução orçamental, por Adolfo Mesquita Nunes.

(via Miguel Noronha).

 

Sobre o discurso de Cavaco Silva no 5 de Outubro

Filed under: Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:20

Hoje participei no programa Antena Aberta da Antena 1. A edição de hoje do programa está disponível aqui.

Responsabilidade social da empresa, ética e governação: equívocos, tensões e desafios

Filed under: Economia,Justiça,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:07

Para os interessados em ética empresarial e no frequentemente equívoco tema da responsabilidade social das empresas, dou conta de um capítulo de que sou co-autor com José Manuel Moreira: “Responsabilidade social da empresa, ética e governação: equívocos, tensões e desafios”, pp. 537-563 na recém-publicada obra colectiva Responsabilidade Social – Uma Visão Ibero-Americana (Almedina / CES, 2011). No mesmo livro, recomendo também os capítulos “Uma reflexão sobre o Estado”, de José Manuel Moreira (pp. 659-666) e “Repensar a responsabilidade social: da lógica individual à lógica de rede”, de Maria João Santos (pp. 565-580).

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