O Insurgente

Outubro 14, 2011

A mão invisível do capitalismo

Filed under: Ambiente,Cultura,Economia,Teoria,Double standards,Energia,Humor — ruicarmo @ 16:24

Chega onde menos se espera, aos indignados de Wall Street.

O que liga o regime sírio e a embaixada norte-americana em Damasco

Há muito tempo e demasiada gente que usa e compara a praça Tahir com qualquer coisa que junte algo mais que duas equipas de futebol e que tenha um vago  propósito progressista, que lute de forma gloriosa contra o pessimismo  e a realidade esmagadora. Ultimamente, a ocupação de Wall Street não foge por muito a este destino. Por motivos diferentes, as autoridades responsáveis por três mil mortos em apenas sete meses, usam o circo montado no outro lado do mundo  para justificarem as suas nobres acções. Vale a pena ler a resposta da Embaixada norte-americana em Damasco.

“For sure there is a lot of unhappiness in America about the economic situation,” the embassy wrote. “Unemployment is relatively high — 9%. Housing prices keep falling, hurting more families. There is much debate between the two main American political parties about how to fix the U.S. economy. We don’t know exactly what will happen next.”

The message then added, “What we do know is:” and followed up with a long list of differences between the United States and Syria.

Elections next November won’t be controlled by U.S. intelligence, but by an independent election authority, the message noted, adding that Occupy Wall Street organizers are entirely free to run as candidates or organize to support candidates.

“Occupy Wall Street groups will not be allowed to destroy public or private property, but they can organize more protests in other cities and they can say whatever they want about the U.S. government without being arrested or shot; the police will not shoot thousands of protesters; some Occupy Wall Street organizers have been arrested for disturbing public order (blocking traffic) but they won’t be tortured, and no family will receive the body of a protester bearing torture marks,” the embassy’s message said.

International media and non-government organizations are watching “without interference from the government,” it added.

Finally, the message noted, “the U.S. government may complain that some countries’ currency policies are hurting the U.S. economy, but the U.S. government will not tell the world that there is a vague foreign conspiracy for which it lacks any specifics or evidence but that it says is encouraging the Occupy Wall Street or other protest movements.”

Crónica de uma farsa anunciada

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 15:55

Depois de meses de promessas do primeiro ministro e do seu ministro das finanças de que os aumentos de impostos (e na generalidade da receita) que aplicaram desde que ascenderam ao governo em meados deste anos se iriam suplantar substancialmente pelos cortes de despesa “históricos” que iriam ser revelados aquando da discussão do Orçamento de Estado para o ano que vem, assistimos ontem ao desfecho da farsa e ao constatar da crescente dificuldade do nosso primeiro ministro em lidar com a verdade (consta até que já reconheceu que “fala demais”), algo que parece cada vez mas ser uma sina dos nossos governantes.

Da declaração do primeiro ministro ressaltam, na minha opinião, três pontos fundamentais.

O primeiro foi de que afinal os compromissos assumidos perante a troika no memorando de entendimento (que, lembre-se, é o único documento que vincula politicamente os seus signatários PSD, CDS e PS) não estão afinal escritos na pedra. A decisão deste governo de empurrar para as calendas (if ever) a descida da TSU (independentemente de achar que foi uma decisão positiva) é uma decisão que passa a vincular somente este governo e que demonstra que este, se quiser, afinal parece ter poder negocial e flexibilidade para o seu cumprimento. Demonstrou também que cada vez mais, por vontade do governo, este orçamento e esta governação são fruto de uma sua vontade expressa, distante de qualquer coisa que alguma vez tenha sido apresentada como programa eleitoral, e não derivada do cumprimento dos compromissos assumidos internacionalmente.

O segundo ponto é o assinalável novo aumento de impostos e de receita. Mais uma vez a receita a que já nos vamos habituando, e que parece agora confirmar-se como a única capacidade de decisão duradoura do governo. Neste caso adicionada da agravante de aumentar o IVA nos mesmos exactos termos que transpirou serem as contrapartidas da antecipadamente proposta descida da TSU. Mudámos portanto do publicitado cenário de “neutralidade fiscal” para, vejam lá, aumentar de novo os impostos.

Em último lugar, o ponto para mim mais significativo: depois de toda a encenação em torno de remeter para a discussão do orçamento as tais “medidas de corte de despesa”, aquilo a que assistimos ontem, numa perspectiva duradoura, foi à apresentação nem de muitas, nem de poucas, mas de zero medidas. Zero.

No rol de iniciativas que primeiro ministro escolheu na sua alocução ao país, não se inscreve uma medida que seja de corte na despesa que perdure para lá de 2013 e que tenha natureza estrutural. Para lá de a generalidade de medidas de corte de despesa que apresentou terem uma natureza que se aproxima perigosamente do confisco, ou terem legalidade mais do que duvidosa, todas elas têm horizonte temporal definido, pelo menos a acreditar na palavra (cada vez menos valiosa) do governo. Não há nada de estrutural que se sobreponha a um desespero de tesouraria, e parece que a mensagem a passar é a de que se “aguentarmos” até ao final de 2013 tudo ficará bem, e tudo poderá mudar para voltar a estar exactamente na mesma.

Depreende-se que afinal, do lado do funcionamento do estado, da sua dimensão, das suas competências e da sua natureza, tudo parece estar bem. Afinal parece que só andávamos mesmo a pagar pouco.

Tudo está bem, portanto. Afinal, os funcionários públicos vão poder continuar a ver em prime time o seu primeiro ministro anunciando o corte dos seus vencimentos e pensões nos 6 canais de televisão pública do estado, ou a ouvi-lo nas três rádios nacionais do estado, enquanto vão viajando em transportes falidos.

Tudo está mesmo bem.

tolerância zero

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 15:06

Concordando eu com a generalidade do que até aqui foi feito pelo Governo de Passos Coelho – a minha discordância incide apenas na sobretaxa extraordinária de IRS, contrária ao manifesto eleitoral, e no aumento do IVA sobre a electricidade, devido à ausência de concorrência que ainda persiste em Portugal nesse sector – há um aspecto que é importante realçar: após a apresentação de um Orçamento de Estado tão duro quanto este que se preconiza para 2012, o Governo ficará agora sem margem para qualquer erro. E entre os potenciais erros, que assim poderão ser percepcionados pelos cidadãos, está essencialmente um: a tolerância e um certo laxismo do Governo na relação com o chamado Estado paralelo.

Ora, de acordo com os números da Direcção Geral do Orçamento, no final do ano, mantendo-se o ritmo registado entre Janeiro e Agosto, a Despesa Efectiva do Estado Central deverá situar-se nos 47 mil milhões de euros. Ou seja, números redondos, o Estado português, em média, custa a cada cidadão quase cinco mil euros por ano. E destes 5.000 por ano, através de “Transferências Correntes”, 1.700 euros servem exclusivamente para custear os chamados Serviços e Fundos Autónomos. O Sistema Nacional de Saúde, por sua vez, representa um encargo de 870 euros per capita – sendo que, neste domínio, a conta está subestimada em face de alguns dos maiores hospitais do País estarem classificados no perímetro do Sector Empresarial do Estado. A Segurança Social, por seu turno, leva 740 euros. Os Juros da Dívida Pública, outro tanto. E, por fim, os salários dos Funcionários Públicos custam perto de 1.100 euros por ano, a cada cidadão nacional.

Portanto, é crucial que o Governo lidere pelo exemplo, adoptando tolerância zero com esse obscuro universo dos Serviços e Fundos Autónomos. É ali que se concentra uma boa parte da ineficiência, redundância e desperdício que, frequentemente e com razão, se critica ao Estado, pois, como se depreende dos números anteriores, a coisa não fica de borla. É tempo de fechar organismos. De eliminar entidades desnecessárias que, interessando a alguns grupos de interesses, em particular àqueles que se movimentam na esfera político partidária, certamente não interessam ao País. Mais, nesta altura de crise, a pior coisa que o Governo poderá fazer é insistir na criação de regimes de excepção, que em Portugal, infelizmente, são tão habituais que, de excepção em excepção, se fixam como regra. Se estamos restringidos pelo facto de não haver dinheiro, então, tem mesmo de ser para todos. Caso contrário, Passos Coelho não chega a 2013.

Sair do logro

Filed under: Diversos — ruicarmo @ 12:53

O novo embuste socialista, por Adolfo Mesquita Nunes no semanário Sol (sem link directo).

O PS tem ensaiado a tese de que o Governo se preocupa com a consolidação orçamental (chamam-lhe austeridade) e descura o crescimento. Para os socialistas, a obsessão do Governo com essa austeridade está a conduzir o país a um beco sem saída.
Esta tese não passa de um embuste, e é bom que se perceba porquê.
Em primeiro lugar, o país chegou a um beco sem saída pelas mãos do PS, que ignorou todos quantos alertaram para o disparate das políticas despesistas e de endividamento de José Sócrates. A austeridade que nos é imposta pelo memorando que o PS negociou e subscreveu tem o rosto dos socialistas. Todos os sacrifícios que estão a ser impostos aos portugueses têm uma origem: a obstinação socialista de gastar o dobro do que produzimos.
Em segundo lugar, é importante perceber de que fala o PS quando fala em crescimento. Os governos PS, no poder quase ininterruptamente desde 1995, multiplicaram-se em planos de crescimento económico. Experimentem pesquisar no Google com “plano+nome de qualquer ministro PS” e descobrirão dezenas de planos em que o nosso dinheiro foi investido.
Chegados a 2011, o resultado está à vista. Se os planos socialistas funcionassem, Portugal estaria na linha da frente. Mas não funcionam. Se o Estado tivesse a capacidade de gerar crescimento, Portugal seria um exemplo de crescimento. Mas não tem.
Em terceiro lugar, o modelo socialista gera inevitavelmente um Estado tentacular. Um modelo de crescimento centrado nas mãos do Estado implica sempre aumento de despesa pública. É por isso que o PS se especializou no aumento da despesa. Mas se a despesa pública trouxesse, por si, crescimento, Portugal seria um dos países mais robustos da Europa.
Assim, e este é o último ponto, a consolidação orçamental não é um capricho. É uma inevitabilidade. Porquê? Porque o PS gastou mais, muito mais, mas mesmo muito mais, do que aquilo que podia. E o dinheiro acabou, realidade escancarada, mas não gerada, pela crise internacional.

O que fazemos nós quando o dinheiro acaba? Adaptamos as nossas despesas à nossa capacidade económica. O Estado não funciona de forma diferente. Se o dinheiro acaba (e é preciso recordar que o dinheiro do Estado sai dos bolsos dos contribuintes), é preciso reduzir as suas despesas.
Precisamos de crescer?  Claro que sim. Mas o crescimento, que aliás nos permitirá sustentar as funções essenciais do Estado, não passa pela ilusão de que este se decreta por despacho ou se alcança com investimento público. Se assim fosse, e essa foi a resposta imediata de José Sócrates, Portugal teria sido o primeiro país a sair da crise, como aliás o então Primeiro-Ministro chegou a prometer.
O crescimento não passa por criar ilusões de que é possível gastar sem onerar o futuro, porque a conta terá sempre de ser paga. Vejam-se as SCUT ou as PPP que os socialistas tanto apreciaram: diziam que a coisa não se pagava ou que não ia custar quase nada, mas a factura, como alguns em tempo alertaram, acabou de chegar.
Não. Este Governo não está obcecado com a consolidação orçamental e a ignorar o crescimento. Está apenas ciente de que não há crescimento sem consolidação nem há robustez económica com um Estado gigante. E sabe, até porque a pesada herança a isso obriga, onde nos leva a alegria socialista de gastar agora e pagar depois.

Por todos estes motivos, e ainda por alguns outros, a tese que António José Seguro tem protagonizado é um embuste que se traduz, na prática, em dizer aos portugueses: “fizemos tudo mal desde 1995 e a nossa receita para sair desta crise é… fazer mais do mesmo”.

um tema delicado

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 11:45

“Os pensionistas do Estado e da Segurança Social que recebam acima de 485 euros serão afectados na mesma medida. “A redução das pensões de reforma era uma das medidas prevista no memorando de entendimento. Tal como para os salários da Função Pública e das empresas públicas, teremos que eliminar os subsídios de férias e de Natal para quem tem pensões superiores a 1.000 euros” afirmou o primeiro-ministro. Às pensões que variam entre os 485 euros e os 1.000 euros será aplicada uma taxa progressiva que se traduz, em média, na perda de um subsídio em 2012 e em 2013.”, no Jornal de Negócios (página 4).

Entre todas as medidas ontem anunciadas, as reduções impostas aos pensionistas, como se de uma redução de salários se tratasse, é a meu ver a mais polémica. É que, ao contrário dos salários, as pensões resultam de descontos que os contribuintes fizeram ao longo da sua vida activa e que colocaram junto do Estado enquanto fiel depositário. Ora, sendo certo que todas as alterações que, ao longo dos anos, se foram fazendo ao regime de pensões diluíram em definitivo aquele conceito – uma interpretação purista, necessariamente retroactiva, daquele conceito conduziria a Segurança Social à ruína imediata –, não deixa de ser inquietante que ontem o Governo tenha ostensivamente alimentado esta inconstitucionalidade.

Comunista ou perigoso neo-liberal?

Filed under: Política,Portugal — jtcb @ 11:25

Depois das notícias que o Primeiro-Ministro nos deu ontem, só mesmo o Bernardino Soares para me alegrar. Então não é que o ilustre e sábio deputado na nação (o mesmo que aqui há uns anos tinha dúvidas sobre se a Coreia do Norte não seria uma democracia) aparece agora a qualificar os novos impostos como “roubo”?! Sim, ROUBO, nem mais nem menos.

Afinal, nem tudo está perdido.

Força, Camarada! Junta a tua à nossa voz!!

 

Leitura recomendada

Filed under: Blogosfera,Portugal — ruicarmo @ 10:35

Vacas sagradas, por João Miranda.

Depois das medidas duras que Passos Coelho anunciou ontem é inadmissível que se mantenham no futuro determinadas vacas sagradas como os subsídios à produção nacional, IVAs reduzidos para produtos especiais, salário mínimo, RTPs, ordens profissionais, energias alternativas  ou o condicionamento da vida económica à manutenção de  centros de decisão nacionais. Por exemplo, não faz sentido tomar medidas que mexem no bolso de milhares de pessoas ao mesmo tempo que se mantêm obstáculos artificiais à contração livre e que se concede privilégios a meia dúzia de grupos de pressão. Também não faz sentido cortar salários para logo a seguir esbanjar dinheiro em subsídios e anunciá-lo sem qualquer vergonha como se os subsídios fossem a salvação da economia. Não faz ainda sentido que se mantenham regulamentos utópicos, típicos de países ricos com outras prioridades, num país que todos descobrimos ser 20% mais pobre do que se pensava. Ou seja, existe um vasto conjunto de medidas que não custam dinheiro, não tiram dinheiro a quem trabalha, não afectam o bem esta da população, mas que têm um efeito positivo muito significativo na economia. É tomá-las.

ingredientes cruciais: estoicismo e liderança pelo exemplo

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:07

“O plano de austeridade não justifica elogios, simplesmente é necessário. Por razões internas, e por razões externas.”, António Costa, director do Diário Económico (hoje, na contracapa).

O Orçamento de Estado para 2012 anunciado ontem, em traços gerais, pelo Primeiro-Ministro é o necessário. Vai de encontro à necessidade de reduzir a Despesa, que o Estado, sem ser pela via coerciva, não consegue suportar. E, sobretudo, repõe o equilíbrio entre o sector público e o sector privado, no que toca a vencimentos. Neste aspecto, e compreendendo a ideia de não acirrar ânimos, creio que este OE, ao contrário do que escreve o director do Diário Económico, merece um elogio. É que na hora de decidir os cortes, o Governo fê-lo com base em números, quiçá a partir da evidência factual do Banco de Portugal (“Wages and Incentives in the Portuguese Public Sector”, Julho de 2009), eliminando assim os prémios salariais (normalizados pelas habilitações) associados ao sector público e que estão estimados em cerca de 20% face ao sector privado. Com as reduções ontem anunciadas, juntamente com aquelas que transitarão de 2011 para 2012, esse ajustamento ficará agora completo.

De resto, há um aspecto na governação de Passos Coelho que eu tenho apreciado: as decisões políticas, naqueles que até agora foram os grandes temas da governação de Passos Coelho, têm sido tomadas – o tema da electricidade foi a excepção – com base em números, credíveis e independentes, contrariando a habitual prática de encomendar alegados pareceres técnicos com o exclusivo intuito de justificar opções políticas. Foi assim com os transportes públicos, em que se está a fazer o que tem de ser feito. Na Saúde, nomeadamente na área dos medicamentos e horas extraordinárias, também. E será assim com os vencimentos públicos. Quanto aos impostos, não há surpresas neste novo OE, o que é um alívio porque, estando prevista para 2012 uma carga fiscal de 42% do PIB, o País já não aguenta mais impostos. E em relação à economia, é trabalhar e fazê-lo como os irlandeses estão a fazer: com estoicismo. É que como o senhor Primeiro-Ministro disse ontem e disse muito bem: “Nunca nos deveríamos ter permitido chegar a este ponto”. Palavras sensatas e que devem servir de orientação ao País, a começar na sua classe política. O exemplo, senhor Primeiro-Ministro, é agora, mais do que nunca, absolutamente crucial!

Outubro 13, 2011

É preciso paciência, muita paciência…

Filed under: Media,Política,Política Fiscal,Portugal — Maria João Marques @ 22:40

Na TVI24 Constança Cunha e Sá reclamava pelo corte dos subsídios de férias e de Natal também no sector privado. Pedro Santos Guerreiro lá lhe explicou que ‘cortar’ os subsídios de Natal e de férias dos privados seria um aumento da receita, enquanto que cortar os subsídios de Natal e de férias dos funcionários públicos é uma diminuição da despesa, precisamente aquilo que toda a gente tem exigido que se faça. E sejamos claros: enquanto não se enfrentar a questão do número estratosférico de funcionários públicos que o país tem, bem como avaliar a pertinência de serviços e institutos a que muitos estão afectos (que, tantas vezes, são ou redundantes ou mesmo parasitários da economia e, sempre, perdulários), reduzir o rendimento de todos é a opção que resta.

Quero agradecer mas não sei como

Filed under: Comentário,Portugal — ruicarmo @ 22:23

Desculpem-me se a memória da minha carteira me atraiçoa, pois não quero ser indelicado. Quero agradecer a todos aqueles que pensaram, produziram e levaram até nós pagarmos o país moderno e de eventos internacionais que somos, o projecto republicano da escola pública, misturado ao de leve com o  plano tecnológico mais uma pitada do parque escolar, as reanimadas minas alentejanas, os apoios a empresas que fecham, pelas infraestruturas desnecessárias várias do estilo constroi-agora-que-as-gerações-futuras-logo-pagam-a-conta, pela vanguarda eco-energética, pela descentralização regional de uma série de Madeiras e uma nota especial e carinhosa pelo aeroporto de Beja. Dito isto, agora  só falta ao governo meter mãos à obra (que não aos bolsos dos contribuintes) e reformar, privatizar, sair da economia e dar espaço.

E, inacreditavelmente, continuam a não entender

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — Maria João Marques @ 21:45

Nestas alturas de anúncios de novas medidas de austeridade, há sempre um sururu na comunicação social sobre a necessidade de se ‘investir no crescimento económico’. Ainda não entenderam que foi tanto investimento no crescimento económico – à mistura com o investimento no crescimento da Mota-Engil, da JP Sá Couto e outras – que escaqueirou a economia e nos fez, nos últimos dez anos, termos estado estagnados ou em recessão. Eu imaginava que com tão brilhantes resultados já se tivesse conseguido avaliar a bondade do ‘investimento no crescimento económico’. Contudo estava enganada.

Zorrinho, himself

Filed under: Economia,Política,Portugal,Política Fiscal — Maria João Marques @ 21:34

Ouvi há pouco o senhor Zorrinho comentar a proposta de OE para 2012. Dizia – e não se riu nem corou de vergonha – que depois dos efeitos da situação internacional, as medidas deste governo têm sido muito nocivas para o país.

José Sócrates não existiu. E a vergonha na cara nos socialistas também não e promete continuar a não existir.

O euro sem a Alemanha

E se a Alemanha sair do euro? Por Miguel Noronha.

Romney e Cain na frente; Perry em queda

Filed under: Internacional,Política,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 17:21

Sondagem Reuters/Ipsos:

Mitt Romney: 23%
Herman Cain: 19%
Ron Paul: 13%
Rick Perry: 10%
Newt Gingrich: 7%

Sondagem NBC/WSJ:

Herman Cain: 27%
Mitt Romney: 23%
Rick Perry: 16%
Ron Paul: 11%
Newt Gingrich: 8%

Sondagem PPP:

Herman Cain: 30%
Mitt Romney: 22%
Newt Gingrich: 15%
Rick Perry: 14%
Ron Paul: 5%

Sondagem Rasmussen:

Herman Cain: 29%
Mitt Romney: 29%
Newt Gingrich: 10%
Rick Perry: 9%
Ron Paul: 5%

Caro Nuno, uma resposta possível ao enigma é que o tea party é tão racista que está disposto a apoiar Herman Cain só para disfarçar. Outra resposta possível – ainda que ligeiramente menos credível – é que Herman Cain na realidade é branco. Suponho que teremos de aguardar pelo tratamento do assunto no Público/ em>TSF/SIC-N para ter uma resposta definitiva.

O anti-vaticanismo primário de Manuel Vilas Boas

Filed under: Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 17:08

As penas do inferno para esses malandros que defendem os checks and balances, a liberdade de expressão e outros que tais. Por Maria João Marques.

Leitura complementar: Enfim…

Vaclav Klaus sobre o futuro da União Europeia

Filed under: Economia,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 17:05

The Serious Challenges Faced by the EU. Por Vaclav Klaus.

Many of us in Europe are convinced that we cannot escape from making a tough and unpleasant decision: Shall we continue ignoring the deepness and the non-accidental nature of the current European crisis (I do not mean the Eurozone debt crisis, which is only the tip of a much bigger iceberg) or shall we take, finally, and with an inexcusable delay, the European situation seriously?

I am in favor of the latter approach. The European situation deserves to be taken seriously, which is, however, not the case. The undergoing European discussions – and I am a frequent participant in many of them – continue to be based on the dangerously self-satisfying presumption that the past developments have been positive, that the problems we face are not serious and that we could go ahead with our old, only marginally modified policies.

The current prevailing European “wisdom”, the continuation of policies aiming at centralization of the EU augmented by better governance, continues to be officially supported and promoted. Any disagreement with this way of thinking is called euroscepticism (in a better case), or anti-europeism (in a worse and a more frequent case). Criticism of this “wisdom” is a priori rejected as extremism, as nationalism, as an obsolete and reactionary attitude.

The real situation in Europe forces us to look at it differently, on condition we want to overcome long-lasting European economic stagnation and unproductiveness, on condition we want to get rid of the European debt crisis as well as of our propensity to live with debts, and especially on condition we want to return to democracy. The last “condition” is absolutely crucial for me.

Unfortunately, all this cannot be achieved by better governance or by better leadership. Asking for better governance and better leadership means asking for the continuation of the existing system, which is protected by strong vested interests, by rent-seeking European bureaucratic “class”, by all kinds of rigidities and inertias and, last but not least, by a misleading and outdated belief in the positive effects of ever-closer Europe.

(via Gabriel Silva)

Enfim…

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 12:43
“O senhor Manuel Vilas Boas, “especialista  em assuntos religiosos”  da TSF e SIC-N, ontem, à SIC-N:  O Vaticano criticou o comunismo, mas não criticou o nazismo e o americanismo.
Sim, leram bem: o americanismo é como o nazismo.”

Filipe Nunes Vicente

O fenómeno dos relógios parados

Filed under: Economia,Política — Carlos Guimarães Pinto @ 07:40

Nouriel Roubini está a tentar vender a sua empresa de consultoria económica. Provavelmente, porque se tornou redundante numa altura em que todos, independentemente da ideologia, afirmam vêr o fim do mundo ao virar da esquina. Apesar da pertinência das suas análises, Roubini faz parte de um movimento de opinadores, na sua maioria jornalistas e economistas, que adoptou a estratégia do relógio parado. Esta estratégia consiste em ter sempre a mesma opinião sobre o futuro da economia, dos mercados ou de outro assunto qualquer e esperar pelo momento em que eventualmente terão razão. Nesse momento tirarão créditos pela sua fantástica capacidade de previsão. Quanto mais extremo e raro for o cenário que prevêem, maior será o crédito que retirarão da sua previsão (mas também mais têm que esperar para que ela se concretize)

Um bom analista será sempre aquele que consegue fazer as melhores previsões em diferentes contextos. É aquele que sabe ser optimista e pessimista, dependendo do tempo e do lugar. É aquele que erra por pouco muitas vezes, não aquele que acerta em cheio poucas vezes. Afinal, é melhor guiar-se por um relógio permanentemente atrasado 5 minutos do que por um relógio parado, ainda que o segundo esteja certo mais vezes.

Mais Governo, Mais Crime

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 02:12
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Praxeologicamente, estamos conversados.

Mas na prática: é possível afirmar que mais governo está correlacionado com mais crime? Os dados parecem apontar nessa direcção. Para corroborar esta tese, podem ler este artigo e para aprofundar esta tese.

Fica um excerto do 1º link:

“The fact that certain nations have such high homicide rates is very unfortunate. Are these rates correlated with anything? The Economist suggests that lower levels of economic performance are correlated with higher homicide rates. This is partially true, but it does not tell the whole story. Basic regressions looking at income and homicide are missing an important variable, namely the effect of government.

My coauthor John Levendis and I investigated the data for 63 countries and consistently found that higher homicide rates are correlated with more government (as measured by lower levels of economic freedom). Maybe people should start questioning the assumption that government is created to reduce crime.”

Outubro 12, 2011

A luxúria do Irão & associados

Descoberto o esquema, os pistoleiros asseguram que tudo não passa de uma vã tentativa de desviar de atenções dos indignados de Wall Street. Desgraçadamente fresquinho é o texto da autoria de Roger F. Noriega e José R. Cárdenas, The Mounting Hezbollah Threat in Latin America.

Slavoj Žižek, em versão profeta – O marxismo, da tragédia à farsa (2)

Filed under: Cartoons,Humor,Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 23:56

Vale a pena ver a performance de Slavoj Žižek como profeta do movimento Occupy Wall Street.

Hugo Chávez, em versão mascote de calças em baixo: O marxismo, da tragédia à farsa

Filed under: Cartoons,Humor,Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 23:53

As linhas gerais do Orçamento de Estado 2012 e as medidas de austeridade

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:36

O debate de hoje na Antena 1 sobre as linhas gerais do Orçamento de Estado 2012 contou com a participação de José Manuel Moreira e pode ser ouvido aqui.

Barroso in the Bunker

Filed under: União Europeia — Filipe Faria @ 22:32

Nigel Farage (UK Independence Party)

 

Godfrey Bloom (UK Independence Party)

Reformas antecipadas só aos 57 anos

Filed under: Comentário,Economia,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:52
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Conforme vem na imprensa económica, o governo vai mudar a idade mínima da reforma antecipada dos 55 para os 57 anos.

A medida só peca por tardia, pois já devíamos estar a alterar noutro patamar. Quando a Segurança Social foi criada, a reforma era mais ou menos aquando da chegada do Português médio à Esperança Média de Vida. Consequências matemáticas: eram muito menos e, logo, havia muitos contribuintes a suportar cada reformado. Hoje, a esperança de vida vai quase em 80 anos e um amigo do meu pai reformou-se da GNR com 49 anos (sim, quarenta e nove). A realidade tinha de se impor mais dia menos dia. E ou muito me engano ou ainda vêm mais alterações por aí…

O desconsolo de Hitler

Filed under: Ambiente,Cultura,Humor,Internacional,Videos — ruicarmo @ 13:18

Neo-hippies de Wall Street versus Tea Party.

Para os indignados de Wall Street

Um apoio de peso e espiritual.

Vincent Courtillot on global warming

Filed under: Ambiente,Economia,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 12:00

O “Paulinho do Alcatrão” e a justiça

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 10:31

“Porém, importa perceber uma coisa: se a governação como um todo não pode ser investigada, um ato de governação em concreto pode ser investigado (ex.: Freeport). E, depois de ver esta reportagem da TVI , a minha pergunta é só uma: no meio desta embrulhada de estradas e estradinhas, o Ministério Público não encontra nada de estranho? De um dia para o outro, concessões rodoviárias, que custavam nicles ao tesouro público, passaram a custar 600 milhões. Quem saiu beneficiado? Uma empresa do universo Mota-Engil, essa entidade omnipresente. De um momento para o outro, o governo do eng. Sócrates e do dr. Paulo Campos mudou a lei para beneficiar objectivamente uma construtora em total prejuízo do nosso dinheiro público. Perante este facto objectivo (repito: objectivo), o Ministério Público não pode actuar, não pode perguntar, não pode indagar, não pode levantar o rabo da cadeira?”

O resto do texto do Henrique Raposo no Expresso está aqui.

Leitura complementar:600 milhões? 700 milhões? Para o Paulo Campos são trocos…

Portugal obtém redução de juros

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 08:10
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Artigo no Público.

Por um lado, Portugal pagar menos 2000 Milhões de Euros é sempre positivo. Por outro, posso apenas começar a imaginar em que é que este dinheiro vai ser aplicado. Espero apenas que em nada e que simplesmente sirva para aliviar futuras subidas de carga fiscal: uma pessoa pode ter esperança!

E ainda bem que há mais dinheiro, pois a situação já estava a dar ataques cardíacos.

Espera-se reacção rápida da UE

Filed under: Nanny State Watch,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 01:09
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Estudo diz que complementos vitamínicos são inúteis ou mesmo perigosos.

Espera-se a reacção rápida da UE, talvez impossibilitando todo e qualquer sénior de tomar um comprimido individual sem presença dos pais.

Neo-religião

Filed under: Religião — Carlos M. Fernandes @ 00:58

I sometimes think the day will come when all modern nations will adore a sort of American god, a god who will have been someone who lived as a human being and about whom much have been written in the popular press: images of this god will be set up in the churches, not as the imagination of each individual painter may fancy him, not floating on a Veronica cloth, but fixed once and for all by photography.Yes, I foresee a photographed god, wearing spectacles.

in Jounal of Edmond and Jules de Goncourt (1861)

Outubro 11, 2011

Mitt Romney

Filed under: Comentário,Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 17:08

Para memória futura: este é o único candidato do GOP que pode derrotar Obama.

Talvez ainda haja esperança para a UE

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Tomás Belchior @ 15:38

A 5 – 7 minutos do fim do mundo, falar da produção legislativa europeia que prossegue como se não estivéssemos a 5 – 7 minutos do fim do mundo pode parecer ridículo mas, é precisamente em momentos de desespero que pequenos gestos podem fazer renascer a esperança.

Atentem nas palavras da Vice-Presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, a propósito de uma proposta que a Comissão apresentou hoje com o objectivo de facilitar transacções entre países da UE, um território fértil para a famigerada “harmonização”:

“Look I have seen, because I took up from my predecessor the consumer rights directive which proposed maximum harmonisation, and it didn’t work, it simply didn’t work.”

We have gone through the limits of the ‘full harmonisation’ [approach] we must try to do it in a different way.

“I believe it is an interesting way of going ahead and trying it out and it may be a new way that we can learn to be more efficient in the rules of the internal market.”

“What do we have to lose? What’s the worst that can happen? That no-one thinks it is worthwhile, and that no-one utilises it. So what’s the risk in trying?”

Qual é novidade que a senhora está a anunciar? A novidade é que, pela primeira vez, a Comissão vai fazer uma proposta de regulação do mercado único que não implica a imposição de regras aos Estados Membros mas que vai, isso sim, entrar em concorrência com as legislações nacionais. Ou seja, se esta proposta for adoptada, vamos passar a ter um regime contratual europeu opcional a funcionar em paralelo com 27 regimes contratuais nacionais, e não um regime contratual europeu obrigatório e, na prática, zero regimes contratuais nacionais.

Porque é que isto é importante? Porque este mecanismo pode ser uma forma de contornar os problemas institucionais inerentes ao facto de sermos governados por pessoas que não são, nem podem ser, omniscientes mas que têm grandes incentivos para se comportarem como tal. Dito de outra forma, o facto da proposta ser opcional faz com que esta seja mais robusta: permitirá que a regulação a ser adoptada no mercado único seja o produto de um processo de selecção descentralizado e gradual, decorrente das preferências dos agentes que esta regula e não apenas de um processo negocial levado a cabo nos corredores do poder em Bruxelas.

Empresas e consumidores europeus vão poder encontrar um equilíbrio entre os benefícios da concorrência entre Estados-Membros, os custos de transacção inerentes à existência de 27 regimes contratuais diferentes e um regime comum com regras de “protecção dos consumidores” que, nalguns casos, vão implicar mais custos para as empresas e eventualmente preços mais altos para os próprios consumidores, mas que podem ser compensados pela eliminação de grande parte desses custos de transacção e pela integração dos vários mercados nacionais. Qualquer semelhança entre isto e o funcionamento habitual da União é pura coincidência.

Para quem considera que um dos principais problemas da União Europeia é o facto de em Bruxelas se terem deixado de preocupar com criação e liberalização do mercado europeu que estavam na sua génese, para passarem a embarcar em projectos políticos utópicos e francamente contra-producentes, isto são boas notícias.

É claro que ao fazer a proposta no âmbito de um projecto político utópico intitulado Agenda 2020, enquanto a UE continuar a ter ideias peregrinas como a de tentar evitar que crianças com menos de 8 anos encham balões, e à beira do potencial colapso do euro, a Comissão corre o risco de transformar esta ideia em algo saído de um filme de zombies mas, a cavalo dado não se olha o dente, ou o caminho faz-se caminhando, ou mais vale tarde do que nunca.

Enfim, algo nessa linha.

Ja, genau!

Filed under: Portugal,União Europeia — Carlos Guimarães Pinto @ 14:16

Excelente artigo do Daniel Oliveira no Expresso online sobre as responsabilidades dos Madeirenses pela sua situação:

Mit einer Demokratie mehr oder weniger gewährt, stimmt das Volk Madeira. Es ist wahr, daß die Enthaltung der höchste jemals war. Es ist wahr, dass PSD/Madeira das erste Mal war, unter fünfzig Prozent. Aber die Alberto João Jardim Madeira wiedergewählt. Die Entscheidung getroffen wird. Kannte die Fakten und nicht einen Dreck um sie. Es ist ein demokratisches Recht haben sie. Jetzt kommt die Verantwortung der Abstimmung. Sie sind frei, ihre Führer zu wählen. Die restlichen Portugiesen sind wir frei, sich selbst zu regieren. Es gibt, kann nicht zur Zahlung verpflichtet, erneut eine Schuld ihrerseits vergeben werden.
Oft ignorieren sie die Schulden Madeira ist unermeßlich überlegen, was beworben wird so viel in den letzten Jahren verlassen, bezahlen, für den Wahnsinn der Republik Jardim. Dies trotz der Transfers, die der Regionalregierung von Madeira gemacht werden und erhalten Sie alle Steuern, die sie bezahlen. Wir akzeptieren, dass die Einheimischen nicht auf die Finanzen der Republik beitragen. Wir akzeptieren, dass die Inselbewohner einige der Steuern erhalten aus anderen Regionen, einige wirtschaftlich anfälliger als Madeira. Wir akzeptieren, nach all dem, vergib den vielen Millionen, mehr Geld auszugeben. Aber es muss eine Grenze sein. Eines ist unterstützend, weil der Insellage. Ein weiterer Grund ist die institutionalisierte Diebstahl, immer von Beleidigungen und Erpressungen begleitet akzeptieren. Kommen Sie nicht Vergleiche mit der Nation. Unsere Schuld ist (was auch die Einheimischen) ist alles in Form von Krediten bezahlt. Bis zum letzten Pfennig mit Interesse Geldverleiher. Die Madeira ist immer für die anderen. Kommen Sie kostenlos. Und das ist nicht fair.
Alberto JARDIM John sagte, er wisse nicht zulassen, dass die Einheimischen mehr Opfer als die anderen portugiesischen machen. Es scheint fair, aber nicht ist. Denn wenn die Einheimischen stolz sind und nicht zu verstecken, haben Sie jemanden, der als Herrscher dient, was die Republik, die an die Tür klopfen wird, wenn es Zeit ist, den Gürtel enger schnallen ist. Wir haben nicht zu wählen. Warum zum Teufel Sie die Rechnungen zu bezahlen haben, wenn wir von Anfang an, dass regelt wissen, ohne Scharfsinn? Wir haben zu verurteilen, ihm ein monatliches Taschengeld, um den Fortbestand der Macht zu sichern? Wir müssen die Beleidigungen tolerieren? Wenn wiedergewählt JARDIM Madeirenser eine Wahl getroffen: Sie wählten ihre Form der Regierung. Als Demokraten respektieren wir. Aber ein Demokrat ist nicht albern sein. Es ist Zeit, den Wasserhahn zu schließen. Oder zumindest von bestimmten Bedingungen abhängig Madeira um fair zu sein zu den anderen Portugieser. Zur Verteidigung der Zusammenhalt Regeln nacional.E sehen, wie ein Mann, der nie zu Mathematik zu tun

Por falar no Paulo Campos…

Filed under: Internacional,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 12:51

Timochenko condenada a sete anos de prisão por abuso de poder

O processo diz respeito à assinatura de acordos de gás com a Rússia, em 2009, no qual a ex-primeira-ministra é acusada de ter excedido as suas competências firmando um compromisso que os críticos de Timochenko dizem ser muito desfavorável para a Ucrânia, onerando o país com preços “exorbitantes” e pondo mesmo em risco os “interesses nacionais”.

Eu não sei se a senhora está ou não a ser alvo, como alega, de uma perseguição política. Sei é que aparentemente há algumas diferenças entre a justiça ucraniana e a justiça portuguesa.

600 milhões? 700 milhões? Para o Paulo Campos são trocos…

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 11:49

Estradas Portugal: «erro de cálculo» custa milhões

Empresa pública foi prejudicada em 600 milhões de euros. Quem ganha é o grupo privado Ascendi

A entidade reguladora do sector rodoviário denunciou ao Governo que a Estradas de Portugal foi prejudicada em quase 600 milhões de euros, numa negociação com o grupo Ascendi, relativo às concessões Norte e Grande Lisboa.

O caso remonta a Novembro de 2010 quando o Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias informou o então secretário de estado das Obras Públicas, Paulo Campos, de negociações potencialmente ruinosas para o Estado com o grupo Ascendi, dominado pela Mota-Engil e pelo BES.

[...]

Contas feitas, a EP obteve um prejuízo de 597 milhões de euros, a preços actuais em estradas que antes não custavam 1 cêntimo ao erário público.”

E mais uma:

“Relatório: Entidade reguladora critica anterior Governo, de José Sócrates
Scut vão custar mais 700 milhões

E este tipo continua a dar a cara pelo PS na Comissão de Obras Públicas em vez de estar, sei lá, na prisão?

Os neo-inimigos

Dos neo-hippies de Wall Street: residentes e comerciantes locais.

Explicado

Para que serve a televisão pública no Egipto.

Leitura complementar: Egipto: back to basics V.

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