Conforme vem na imprensa económica, o governo vai mudar a idade mínima da reforma antecipada dos 55 para os 57 anos.
A medida só peca por tardia, pois já devíamos estar a alterar noutro patamar. Quando a Segurança Social foi criada, a reforma era mais ou menos aquando da chegada do Português médio à Esperança Média de Vida. Consequências matemáticas: eram muito menos e, logo, havia muitos contribuintes a suportar cada reformado. Hoje, a esperança de vida vai quase em 80 anos e um amigo do meu pai reformou-se da GNR com 49 anos (sim, quarenta e nove). A realidade tinha de se impor mais dia menos dia. E ou muito me engano ou ainda vêm mais alterações por aí…
Não, pois, quando o ricardo começar a ver gnr’s com 70 anos, ainda com 10 anos de vida profissional pela frente, podemos ficar descansados. A segurança que a experiencia de um agente com 80 anos, confortar-nos-à.
Este sistema é fantástico. Colar a idade de reforma com a esperança de vida é quase anedótico. Não há que errar. Não percebo é porque não dão 500% do ultimo salario ao proponente falecido. Assim como assim, podiamos ser magnanimes e dar cinco vezes mais reforma a quem vai estatisticamente morrer esse ano.
Mas olhe que, hoje, até sonhei com isso, imagine-se, sonhei que os governantes tinham colocado a idade reforma acima da esperança de vida e sendo assim até podiamos por na lei uma reforma de 1000%.
Rb
Comentário por Ricciardi — Outubro 12, 2011 @ 16:46
Creio que a reforma aos 65 anos surgiu na Alemanha numa época em que a EMV rondava os 70 anos. Agora já supera os 80, portanto a idade média de reforma já deveria estar a aproximar-se dos 70 em toda a Europa. Há profissões onde nem deveria haver limites de idade, desde que os «voluntários» estivessem de boa saúde.
Comentário por Luis — Outubro 12, 2011 @ 18:07
E as sras educadores de infância que estão aposentadas com 2800 euros desde os seus 52 anos de idade? São milhares…
A penalização de 6% é insuficiente!
Por que mantém o governo a idade de aposentação da fp antes dos 65 anos de idade?
Por que não corta o valor das pensões mais generosas obtidas antes dos 65 anos de idade?
Por que consente o governo que o médicos da fp se aposentem por antecipação quando são precisos?
Comentário por libertas — Outubro 12, 2011 @ 18:19
Este sistema não tem qualquer sentido lógico… é um empurrar com a barriga. O que devia ser feito era separar os sistemas contributivos daqueles-outros não contributivos. Estes ultimos seriam financiados pelo orçamento de estado (um serviço social) e os primeiros pela capitalização das contribuições de cada um.
Não tem sentido descontar-se 33.75% do salario durante 40 anos e receber 10 anos de reforma, em média. Capitalizando os descontos que cada um faz, a idade de reforma matematica é muitissimo inferior aos descontos produzidos. Qualquer dia temos gajos com 75 anos a trabalhar. Isto não faz sentido. A disponibilidade para o trabalho não é proporcional ao avanço da medicina que nos faz viver mais.
É uma sociedade decadente que se está a construir. De velhos.
Rb
Comentário por Ricciardi — Outubro 12, 2011 @ 18:57
A resposta errada da Eslováquia ontem á noite e Barroso in the bunker, mais um grande discurso, hoje, de Mr. Nigel Farage: http://www.youtube.com/watch?v=_kdg49YaI4Q&feature=feedu
Comentário por por — Outubro 12, 2011 @ 20:00
Cada um deveria tratar da sua reforma. Quem além de todas as vantagens em si têm adicionar a vantagem da educação que obriga a cada pessoa desde jovem.
O resto seriam casos necessáriamente excepcionais a pagar pelos impostos.
Comentário por lucklucky — Outubro 12, 2011 @ 20:53
Lucklucky, concordo consigo, mas isso implica uma «revolução cultural» no Sul da Europa. Hoje é noite de quarta-feira, véspera de dia útil, e o jardim das traseiras do meu prédio está com dezenas de jovens estudantes a brincar às praxes. Como deve saber, noutros países europeus, em Israel ou nos EUA é muito comum os jovens de classe média trabalharem enquanto estudam, sem que isso prejudique o seu aproveitamento académico. Desde cedo que é ensinado o valor do dinheiro. Por cá, numa parte considerável da classe média, estuda-se e ebinca-se às praxes, por vezes, até perto dos 30, e depois, os pais ainda vão dando uma ajuda para a casa própria e o carro. Isto num dos países da Europa com menos mercado de arrendamento (a par da Espanha, Itália ou Grécia). A nossa sociedade não tem cultura financeira, zero, nada! O que propõe implica uma grande mudança do estilo de vida dos jovens portugueses, e duvido que estes estejam preparados para isso.
Comentário por Luis — Outubro 12, 2011 @ 22:44
As pessoas reformarem-se aos 80 não faz sentido. a esperança média de vida pode estar lá, mas a idade até à qual se mantém a saúde é mais baixa. 65 anos para ter a pensão completa parece-me o mínimo.
Comentário por Rafael Ortega — Outubro 12, 2011 @ 22:45
Não só dos jovens Luis. Dos país também, aliás pelo que tenho vistos são os pais galinhas os piores.
Comentário por lucklucky — Outubro 12, 2011 @ 23:45
Há pessoas que nunca tiveram de gerir nada e depois não parecem muito boas a gerir recursos, diria eu.
É claro que um GNR de 60 anos não vai andar a correr atrás de ninguém. Mas com um plano de carreira com mais “terreno” no início e mais secretária no fim podia-se perfeitamente colocar GNRs a trabalhar felizes até aos 70. E até gostaria de fazer eu o estudo para essa situação, com direito a entrevistas aos próprios para me ajudarem a adaptar à realidade deles.
O meu pai, de 62 anos, ainda conduz motas. Claro, nem todos são como ele, mas eu acho perfeitamente válido pessoas como ele ainda andarem em diversas funções que exigem experiência e não vitalidade ou força física. Não ver isto… é falta de vontade, vá.
Comentário por Ricardo Campelo de Magalhães — Outubro 13, 2011 @ 00:51
Concordo Ricardo. Mas ninguém quer discutir as vantagens para a saúde de trabalhar até mais tarde.
Comentário por Luis — Outubro 13, 2011 @ 16:09
Não concordo com algumas coisas, mas n sua maioria são bastante “verdadeiras”. Com 49 anos, o GNR não foi para a reforma, so se foi por motivos de doença ou algo do gênero, poderá ter ido para a reserva que é um periodo que antecede a reforma. Em relação aos descontos para a segurança social podem tar descansados que o pessoal que se está a reformar pela função pública não vai receber dinheiro “nosso” porque eles têm a Caixa Geral de Aposentações para isso mesmo, apesar de se estar falar em fusão nos proximos anos, mas que ainda não aconteceu. A idade para a reforma deve-se ao elevado desgaste da profissão, não que seja aplicado a todos, porque é como em todo o lado, uns trabalham e talvez demais (feriados, noites, uma folga por semana, etc etc) ganhando sempre o mesmo e outros andam “pelas sombras”, enquanto numa profissão dita normal que n seja militar, ao ser efectuada uma hora ou que seja de hora extra ja tem direito a remuneração ou compesação ali até podem trabalhar 24H que o vencimento é o mesmo. Em relação a colocar os mais “antigos” atrás da secretaria, bem não cabiam todos porque quando começam a chegar a essas idades são aos milhares de cada vez, se cada curso tem cerca de 1000 homens/mulheres com uma diferença de idades que seja de 10 anos entre eles, ao fim de 10 anos e contando que exista um curso de 2 em 2 anos teriam uns 4 a 5 mil para colocar atrás da secretaria, onde so estariam a ocupar espaço. Na rua actualmente não existe grande função policial para um individuo com 60 anos na rua porque como é conhecido por todos, uma farda é um alvo a abater nem que seja so a fiscalizar estacionamentos ou outra coisa do genero. Isto ja para não falar que sai mais barato ter o mesmo numero de homens na reforma que no activo porque ganham substancialmente menos.
Comentário por RGuerreiro — Outubro 13, 2011 @ 22:06
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