O Insurgente

Outubro 11, 2011

600 milhões? 700 milhões? Para o Paulo Campos são trocos…

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 11:49

Estradas Portugal: «erro de cálculo» custa milhões

Empresa pública foi prejudicada em 600 milhões de euros. Quem ganha é o grupo privado Ascendi

A entidade reguladora do sector rodoviário denunciou ao Governo que a Estradas de Portugal foi prejudicada em quase 600 milhões de euros, numa negociação com o grupo Ascendi, relativo às concessões Norte e Grande Lisboa.

O caso remonta a Novembro de 2010 quando o Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias informou o então secretário de estado das Obras Públicas, Paulo Campos, de negociações potencialmente ruinosas para o Estado com o grupo Ascendi, dominado pela Mota-Engil e pelo BES.

[...]

Contas feitas, a EP obteve um prejuízo de 597 milhões de euros, a preços actuais em estradas que antes não custavam 1 cêntimo ao erário público.”

E mais uma:

“Relatório: Entidade reguladora critica anterior Governo, de José Sócrates
Scut vão custar mais 700 milhões

E este tipo continua a dar a cara pelo PS na Comissão de Obras Públicas em vez de estar, sei lá, na prisão?

12 Comentários »

  1. [...] política. Sei é que aparentemente há algumas diferenças entre a justiça ucraniana e a justiça portuguesa. Classificar isto: Share this:FacebookTwitterStumbleUponEmailMaisPrintDiggLinkedInGostar [...]

    Pingback por Por falar no Paulo Campos… « O Insurgente — Outubro 11, 2011 @ 12:51

  2. Gostava de conhecer as declarações de rendimentos do Sr. Campos para avaliar se é só incompetência ou se há mais.

    Comentário por JP Ribeiro — Outubro 11, 2011 @ 13:11

  3. Havia ou não um rendimento garantido para a Ascendi no contrato original? Se havia, o Estado era obrigado a pagar a diferença entre o mínimo e as receitas.

    Comentário por JoaoMiranda — Outubro 11, 2011 @ 13:36

  4. Sim, mas a questão não é essa. A questão é a própria existência desse rendimento garantido, já para nem falar do modo como foi calculado o nível desse rendimento garantido. Aparentemente quem negociou isto não sabia (ou não precisava de saber) fazer previsões de tráfego.

    Comentário por Tomás Belchior — Outubro 11, 2011 @ 13:49

  5. Tenho ideia que neste tipo de contratos o risco de negócio é repassado para a empresa privada. Nesse sentido, acho que não se deve poder alterar esse princípio.

    Comentário por Luis Pizarro — Outubro 11, 2011 @ 14:18

  6. Não há ninguem que apresente uma queixa crime com base no que foi divulgado ?

    Comentário por Paulo Pereira — Outubro 11, 2011 @ 14:28

  7. Não é para lançar a confusão, mas alguém sabe como é que o IC3 foi, o ano passado, parar às mãos da ASCENDI?

    Comentário por Eurocético — Outubro 11, 2011 @ 14:53

  8. Completando e agora o IC3, que não é auto-estrada e onde não se pode andar a mais de 100 onde tem 4 faixas, também já tem pórticos para as portagens e o sr. Relvas, Presidente da A.M de Tomar parece que acha bem. E Esta?

    Comentário por Eurocético — Outubro 11, 2011 @ 14:55

  9. Na minha opinião, Paulo Campos é a pessoa certa para representar o PS na Comissão Parlamentar de Obras Públicas. Afinal, não é ele a pessoa indicada para esclarecer quaisquer dúvidas que existam sobre os contratos que negociou e/ou assinou enquanto Secretário de Estado?

    Comentário por Joaquim Amado Lopes — Outubro 11, 2011 @ 15:22

  10. “…600 milhões? 700 milhões? Para o Paulo Campos são trocos……”

    Claro que são trocos, se somarmos tudo o que está neste “dossier” das estradas, devem ser mesmo trocos.
    .

    Comentário por Mentat — Outubro 11, 2011 @ 16:37

  11. [...] complementar: “600 milhões? 700 milhões? Para o Paulo Campos são trocos…“ Classificar isto: Share this:FacebookTwitterStumbleUponEmailMaisPrintDiggLinkedInGostar [...]

    Pingback por O “Paulinho do Alcatrão” e a justiça « O Insurgente — Outubro 12, 2011 @ 10:31

  12. O relatório de que aqui se fala é público ou é secreto?

    Comentário por Beijokense — Outubro 12, 2011 @ 10:59


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