O Insurgente

Outubro 31, 2011

Occupy Wall Street: Todos procuram o lucro…

Filed under: Economia,Internacional — Ricardo Campelo de Magalhães @ 23:58
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Os Ocupas querem registar a marca.

Está certo: há que ganhar uns trocos com merchandising. Porque é que  a Disney pode e eles não? O irónico é que este grupo supostamente seria contra a propriedade privada e o lucro, mas isso claro é quando não interessa nada. Quando pode ir para o bolso…

A cultura não ocupa lugar

Fonte: Elder of Zyon.

Free Kareem II

Passar do delito de opinião para o hospital psiquiátrico é, por certo, uma forma de evolução primaveril. A petição para a  libertação de Abdelkareem Nabil Soliman não terá dado os frutos mais desejados.

Independências

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 13:31

O senhor Peces-Barba falou e as virgens ofenderam-se. Está bem. A cada um o seu tribalismo e sejamos felizes. Já eu, vil descrente nas virtudes do Estado-nação, estou completamente a borrifar-me para o senhor Peces-Barbas e para os indignados portugueses, versão nós-e-eles. E também me importa uma pevide as bandeiras, sejam de que cor forem. Viveria sob um governo e uma constituição de marcianos se isso me garantisse maior liberdade. Mas não deixa de ser engraçado: tanta indignação com as declarações de Gregorio Peces Barbas, em 2011!, o ano da graça do FMI, das independências hipotecadas em aeroportos e em PPPs, das manobras social-fascistas do Parlamento Europeu e dos projectos totalitários em curso nos corredores de Bruxelas. Não se cuidem, não. Quando a teia estiver completa não há padeira que vos salve.

Media

Filed under: Comentário,Media — André Abrantes Amaral @ 11:17

Eduardo Pitta chama aqui a atenção para a quebra nas vendas dos jornais, recordando-se do tempo em que se compravam três por dia. Era verdade. Mas não nos deixemos iludir: a compra de menos jornais em papel, não significa menos leitura e menos interesse. Este é, presentemente, um erro comum. Se hoje não se compram três jornais todos os dias, lêem-se vários, diversos e muitos mais sites na internet, todos os dias. A mudança na forma como procuramos a informação, não significa falta de atenção ou de sentido crítico.

Outubro 30, 2011

A leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 13:48

A penosa marcha da Europa fraterna, o Natal ateu, o decoro como bem escasso, a impunidade do senhor deputado Paulo Campos e o caso Duarte Lima são os temas que Alberto Gonçalves desenvolve na crónica A Europa numa ‘T-shirt’.

Victims of Greenpeace

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 09:54

The Victims of Greenpeace Exposed

Doentio.

Breves disfuncionalidades acampadas

Uma estratégia genial, o uso da violência sobre o mensageiro.

Hormonas e afirmação positiva.

O onanisno como demonstração de um direito social.

A exploração progressista da mulher, pela mulher.

Conquistar os corações através de ideias fortes: aviões, Nova Iorque, arranha-céus e bancos.

Outubro 29, 2011

Maus sinais e piores práticas

Filed under: Blogosfera,Economia,Política,Portugal,Energia — ruicarmo @ 19:08

Parque escolar, parte II, por João Miranda.

Dinheiro público despejado no sector da construção por razões políticas sem atender à procura nem à rentabilidade. Num mercado imobiliário saturado, o governo prepara-se para injectar milhões para aumentar a oferta habitacional com base na ilusão de que o mercado da reabilitação não comunica com o da construção nova. Das duas uma, ou as casas reabilitadas vão ficar vazias, ou as casas da periferia vão ficar vazias. Em qualquer dos casos, o desperdício será colossal. Mesmo depois das más experiências anteriores haverá sempre gente a defender estes esquemas, mais ou menos com os mesmos argumento do passado.

Britain’s Trillion Pound Horror Story

Filed under: Internacional,Videos — Filipe Faria @ 16:17

Tal como Portugal, o Reino Unido foi esmagado pela social democracia, políticos, grupos de interesse e “rent-seekers”.  Porém, ainda mantém uma sociedade civil capaz de produzir excelentes documentários como este a denunciar a situação. A não perder.

Idílios e outras utopias

Filed under: Cultura — Carlos M. Fernandes @ 14:34

Ontem à noite, no Auditório Manuel de Falla, a Orquestra da Cidade de Granada tocou o poema sinfónico de Wagner, Siegfried Idyll. Sobre a obra, não há muito mais a dizer do que já foi dito. É sublime, como quase tudo o que saiu das mãos de Wagner, e é uma experiência religiosa, uma daquelas coisas pelas quais merece a pena estar vivo. A peça oferece-nos ainda um vislumbre daquilo que poderia ter sido o prometido novo capítulo na carreira de Wagner, se o coração não o tivesse apartado dos vivos pouco tempo depois da estreia de Parsifal. Extra-musicalmente, as características mais relevantes de Siegfried Idyll são a sua génese e o seu destino final.

Criado como presente de aniversário para Cosima Wagner, a sua segunda mulher, e destinado a celebrar um dos momentos mais felizes da vida do compositor, o poema sinfónico — assim lhe chamou o autor —, era, obviamente, para ser mantido no recato do ambiente familiar. No entanto, problemas financeiros forçaram Wagner a vender a partitura. Já sabemos que os imperativos éticos de Wagner moviam-se por caminhos escuros e tortuosos. Sabemos também que as recorrentes dificuldades financeiras eram o resultado de uma vida desregrada e acima das suas possibilidades. Mas não deixa ser uma lição da História, uma boa lição para estes tempos modernos, contaminado por meninos e meninos que se dizem artistas (nem que seja porque usam boina, óculos de massa, e porque passam as noites no Bairro Alto), e, que por essa razão, exigem tudo e mais alguma coisa. Isto é, exigem que os financiem, independentemente do sucesso do seu trabalho (independentemente até do trabalho), ainda por cima, tantas vezes, com o argumento de que todos os grandes artistas foram financiados no passado. Ao atrevimento, juntam a ignorância. Por isso, deixo um conselho (grátis) aos jovens artistas: estudem a História, antes mesmo de pegarem no pincel. Dar-vos-á humildade e perspectiva. E evita que, no futuro, se iludam e pensem que inventaram a pólvora.

What happened to the global warming craze?

Filed under: Ambiente,Internacional,Política,Energia — André Azevedo Alves @ 12:00

Global Warming — RIP. Por Victor Davis Hanson.

Corruption within the climate-change industry explains some of the sudden turnoff. “Climategate” — the unauthorized 2009 release of private emails from the Climatic Research Unit in the United Kingdom — revealed that many of the world’s top climate scientists were knee-deep in manipulating scientific evidence to support preconceived conclusions and personal agendas. Shrill warnings about everything from melting Himalayan glaciers to shrinking polar bear populations turned out not always to be supported by scientific facts.

Unfortunately, “green” during the last three years has also become synonymous with Solyndra-style crony capitalism. Common-sense ideas like more windmills, solar panels, retrofitted houses and electric cars have all been in the news lately. But the common themes were depressingly similar: few jobs created and little competitively priced energy produced, but plenty of political donors who landed hundreds of millions of dollars in low-interest loans from the government.

Of course, it didn’t help that the world’s most prominent green spokesman, Nobel laureate Al Gore, made tens of millions of dollars from his own advocacy. And he adopted a lifestyle of jet travel and energy-hungry homes at odds with his pleas for everyone else to cut back.

(…)

Then, when “climate change” was not still enough to frighten the public into action, yet a third term followed: “climate chaos.” Suddenly some “green experts” claimed that even more terrifying disasters — from periodic hurricanes and tornadoes to volcanoes and earthquakes — could for the first time be attributed to the burning of fossil fuels. At that point, serially changing the name of the problem suggested to many that there might not be such a problem after all.

(…)

We simply don’t know positively whether recent human activity has caused the planet to warm up to dangerous levels. But we do know that those who insist it does are sometimes disingenuous, often profit-minded, and nearly always impractical.

Outubro 28, 2011

125 anos

Filed under: Agenda,Cultura,Internacional — ruicarmo @ 23:21

Apesar dos atropelos e atentados contra tudo o que simboliza, está de parabéns.

Obama Vs Paul… Ryan

Filed under: Economia,Internacional,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 23:07
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The Divider Vs The Thinker.

Obama perdeu a mística, Paul Ryan é o estratega que compreende as questões destes tempos.

Engraçado pensar como a situação se inverteu em 4 anos: na altura, Obama era o inteligente. Hoje…

Preparar o terreno para tornar definitivos os cortes nos salários dos funcionários públicos

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Política Fiscal,Portugal,Sondagens — André Azevedo Alves @ 17:38

Mesmo que a situação económica e financeira do país evolua favoravelmente (o que está longe de ser uma certeza), será praticamente impossível que em 2014 os subsídios cortados sejam repostos. Daí que não surpreenda – ainda para mais com o PSD a liderar confortavelmente as sondagens – que o terreno vá desde já sendo preparado para o que, tudo aponta, vai mesmo ser uma redução definitiva nos salários dos funcionários públicos: “Há muitos países que só têm 12 vencimentos”, diz Miguel Relvas

Os cortes nos subsídios de Natal e de férias da Função Pública poderão prolongar-se para além de 2014, o prazo definido pelo primeiro-ministro na sua comunicação ao país relativa ao Orçamento do Estado para 2012. Foi isto que o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, deixou subentendido na entrevista que deu nesta quinta-feira à noite na TVI.

Passos diz que cortes nos subsídios são “temporários até 2014”, mas admite passagem a 12 vencimentos

Instado a comentar as declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que deu a entender a existência dessa hipótese, o primeiro-ministro disse: “Muitos países europeus em vez de 14 pagam 12 [vencimentos]. Pode vir a acontecer ou não em Portugal. Não excluo que isso possa vir a acontecer.”

No entanto, Passos Coelho fez questão de insistir que os cortes anunciados são “medidas temporárias até 2014”. Será preciso “saber se depois se retorna [à situação normal]”, mas ainda “é prematuro” dizer. “Isso não acontecerá de forma automática, ressalvou, no entanto.

Qual seria a reacção mediática se a causa não fosse porreira?

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Energia,Internacional,Media — ruicarmo @ 17:28

Media Practices “Gun Control” When #OWS Involved.

 

Convite à evasão fiscal e sobrecarga para o SNS

Filed under: Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Saúde — André Azevedo Alves @ 17:26

Além de profundamente injusta e de agravar ainda mais o fardo imposto aos contribuintes que sustentam o Estado Social, suspeito que os tais “efeitos perversos” que estão a ser ignorados vão acabar por sair bem mais caros – ao Estado, ao SNS e à população em geral – do que quem tomou esta infeliz decisão pensa: Redução das deduções fiscais na saúde rende 440 milhões de euros ao Estado

As deduções fiscais em saúde no IRS vão ser reduzidas de uma forma drástica mas alguns médicos e especialistas em fiscalidade avisam já que a medida pode ter efeitos perversos, levando a um aumento da evasão fiscal e, simultaneamente, a uma diminuição do recurso ao sector privado, com uma consequente sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O certo é que, ignorando estes efeitos perversos, a redução das deduções à colecta em saúde – de um máximo de 30% para apenas 10% – permitirá ao Estado aumentar a receita fiscal em mais de 439 milhões de euros, tendo em conta os valores registados em 2009, calcula a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) no seu recente estudo sobre a sustentabilidade financeira do SNS.

I am the 1%: Let’s Talk!

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:05
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Não, eu não pertenço ao 1% mais rico da população. Gostava, mas ainda sou muito novo. Mas Peter Schiff pertence e foi para Wall Street expor os seus pontos de vista aos ocupas. E a Reason TV fez este vídeo delicioso.

O mundo está perdido

Uma universidade católica tem crucifixos.

Síria: back to basics XXII

Não sei se a isto se pode chamar guerra. De qualquer forma, aposto que os acolhidos não são curdos.

Exército Livre da Síria protegido por militares turcos

Turquia dá abrigo a grupo armado de rebeldes sírios
A Turquia, que já foi um dos mais próximos aliados da Síria, está a acolher um grupo armado da oposição, envolvido na revolta contra o Presidente Bashar al-Assad, num evidente desafio ao regime vizinho.

A Primavera continua

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Internacional,Teoria — ruicarmo @ 11:59

Na Tunísia.

Take the $38.5 Trillion of the US, and scale down to a household.

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 11:10

Claramente esta família precisa de mais “investimento público” e de mais “projectos estruturantes”. Se as contas parecem um pouco estranhas, e se a vida parece que não vai ser tão fácil daqui para a frente, a culpa só pode ser dos “neoliberais” que sempre disseram para gastar menos — ou da “austeridade” reflectida nos “cortes” entretanto feitos.


Bill Gross

Melhores Livros Liberais de Sempre!

Filed under: Cultura,Economia,Nanny State Watch — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:29
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Para quem queira ler um livro com uma história que já é um clássico em que o Estado é mostrado com as suas verdadeiras cores, aqui fica a lista de vencedores dos Prometheus Hall of Fame Award Winners, pela Libertarian Futurist Society:

  • 2011 — George Orwell, Animal Farm
  • 2010 — Poul Anderson, No Truce with Kings
  • 2009 — J. R. R. Tolkien, The Lord of the Rings
  • 2008 — Anthony Burgess, A Clockwork Orange
  • 2007 — Sinclair Lewis, It Can’t Happen Here;Vernor Vinge, True Names
  • 2006 — Alan Moore (writing) and David Lloyd (art), V for Vendetta
  • 2005 — A. E. van Vogt, The Weapon Shops of Isher
  • 2004 — Vernor Vinge, The Ungoverned
  • 2003 — Robert Heinlein, Requiem
  • 2002 — Patrick McGoohan, The Prisoner
  • 2001 — Jerry Pournelle and John F. Carr editors, The Survival of Freedom
  • 2000 — Hans Christian Anderson, The Emperor’s New Clothes
  • 1999 — H. Beam Piper and John McGuire, A Planet for Texans aka Lone Star Planet
  • 1998 — Robert Heinlein, Time Enough for Love
  • 1997 — Robert Heinlein, Methuselah’s Children
  • 1996 — Robert Heinlein, Red Planet
  • 1995 — Poul Anderson, The Star Fox
  • 1994 — Yevnegi Zamiatin, We
  • 1993 — Ursula K. Le Guin, The Dispossessed
  • 1992 — Ira Levin, This Perfect Day
  • 1991 — F. Paul Wilson, An Enemy of the State
  • 1990 — F. Paul Wilson, The Healer
  • 1989 — J. Neil Schulman, Alongside Night
  • 1988 — Alfred Bester, The Stars my Destination
  • 1987 — Robert A. Heinlein, Stranger in a Strange Land;Ayn Rand, Anthem
  • 1986 — Cyril Kornbluth, The Syndic; Robert Anton Wilson/Robert Shea, Illuminatus!
  • 1985 — Poul Anderson Trader to the Stars; Eric Frank Russell, The Great Explosion
  • 1984 — George Orwell, Nineteen Eighty-Four; Ray Bradbury Farenheit 451
  • 1983 — Robert Heinlein, The Moon is a Harsh Mistress; Ayn Rand, Atlas Shrugged
Fonte.

Outubro 27, 2011

O aquecimento global em tempo de crise

Filed under: Ambiente,Double standards,Economia,Energia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:58

Global Warming — RIP. Por Nuno Gouveia.

Ainda há poucos anos o mundo não parava de falar do aquecimento global. Nos Estados Unidos, Barack Obama e os seus aliados políticos chegaram mesmo a prometer uma revolução “verde” para combater o maldito homem que estava a destruir o mundo. Mas depois chegaram ao poder. E nem com um congresso inteiramente dominado por eles conseguiram passar a legislação prometida, o “Cap and Trade”. Entretanto, Al Gore, um dos apocalípticos do fim do mundo, e vários financiadores e amigos de Obama, muitos deles através de projectos subsidiados pelo governo federal, fizeram verdadeiras fortunas.

All that you did yesterday was a rearrangement of the deck chairs on the Titanic

Filed under: União Europeia — Filipe Faria @ 22:16

Speaking today in the European Parliament, Jan Zahradil MEP, European Conservatives and Reformists group chairman said:

“bad things that came out of the summit: a vast amount of both private and public funds will be poured into the debt bail out. Other debts will simply be written off and a bond union will be created. We are at the beginning of massive fiscal transfers that we have never seen before in our history. This is an unprecedented step in the history of the EU.

It creates an enormous burden for the EU economy – the loss of economic growth, the loss of international competitiveness; this is what is to be expected.

But the consequences will not just be economic. What is worse, the political and social fallout of the Eurozone rescue will have a side effect on other viable and real added value strategies and proposals – such as the completion of the Single Market.

Today we have a deal on the Euro that will benefit its 17 members – but I stress only temporarily. In the long run, this is neither sustainable nor defensible.

We should also allow the non-Eurozone members – such as my country the Czech Republic – to decide again whether they wish to enter. We signed up to a monetary union, not a transfer union or a bond union in our accession treaty. This is the major reason why the Czech Prime minister wishes to call the referendum on this matter. I fully support him.

We have come up with costly and temporary solutions. Sorry, Mr. President, there is no reason for optimism. Not at all. All that you did yesterday was a rearrangement of the deck chairs on the Titanic.

As indignações de Michael Moore

Moore: I’m not part of the one percent.

Moore: I’m a millionaire, I’m a multi-millionaire, I’m filthy rich. You know why I’m a multi-millionaire? ‘Cause multi-millions like what I do. That’s pretty good, isn’t it? There’s millions that believe in what I do. Pretty cool, huh?

Moore: O explorador.

Como há mais ocupações para além do jogo de cintura de Michael Moore, aqui ficam algumas instruções e um hino, para serem seguidas pela manada.

Um exemplo da ética socialista

Continua o bom serviço público do senhor deputado Paulo Campos.

A KPMG acusou nesta quinta-feira o ex-secretário de Estado das Obras Públicas do PS Paulo Campos de ter atribuído à consultora um relatório que não lhe pertence, o que pode indiciar uma “utilização indevida” da sua imagem e nome.   De acordo com uma carta enviada ao presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, Luís Campos Ferreira, distribuída aos jornalistas no Parlamento pelo Grupo Parlamentar do PSD, a consultora diz que na audição do deputado socialista, na terça-feira, foi apresentado “um conjunto de gráficos e outros elementos de análise, de uma página típica de relatórios emitidos pela KPMG” mas garantindo que não são da autoria da empresa “nenhum daqueles gráficos ou elementos”.  (…)

“Consideramos existirem indícios de utilização indevida da imagem e nome da KPMG, bem como de terem sido atribuídas à nossa firma um conjunto de factos e conclusões que não correspondem a nenhum dos relatórios emitidos pela KPMG para a Estradas de Portugal, EP”, refere a consultora na missiva.

Síria: back to basics XXI

No dia em que a Primavera Árabe é galardoada com o Prémio Sakharov, vale a pena tirar o melhor partido da série de peças jornalísticas da autoria de Ramita Navai e Wael Dabbou, intituladas  Undercover Syria. O realizador Sean McAllister descreve, na primeira pessoa, parte da realidade vivida na Síria.

Leitura complementar: A Primavera árabe.

Indignações comparadas

Francisco Mendes da Silva

Filed under: Blogosfera,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:29

Contra Mundum

Um país a caminho da extinção

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:00

Portugal com segunda pior taxa de fecundidade no Mundo

Portugal vai ter nos próximos quatro anos a segunda mais baixa taxa de fecundidade do mundo, com apenas 1,3 filhos por mulher, apenas ultrapassado pela Bósnia-Herzegovina (1,1), de acordo com um relatório hoje divulgado pelas Nações Unidas.

As contas do ministério da saúde afinal já estão resolvidas

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 14:11

No final de um encontro onde o ministro falou sobre “O Futuro do Sistema de Saúde Português”, um advogado presente na plateia questionou Paulo Macedo sobre as suas intenções quanto à actual lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).

“O referendo resultou favorável à despenalização do aborto. O Estado tem promovido o aborto pagando a IVG. São 100 milhões de euros de despesa total com uma medida que ainda por cima contribui para a diminuição da natalidade. Tenciona alterar este regime ou manter”, questionou.

Paulo Macedo respondeu que essa foi uma decisão política com os custos inerentes à sua tomada e na qual não tenciona mexer.

“Não sou favorável a referendos sucessivos. Há um custo significativo, mas Portugal decidiu assim”, afirmou.

O senhor ministro da saúde está equivocado.

O que foi decidido em referendo em relação ao aborto foi que a sua prática em determinadas condições deixava de ser crime. Uma decisão que não tem, portanto, nada a ver sequer com o seu ministério.

A decisão política de incluir o aborto no SNS, com particular estatuto de privilégio, e de criar direitos legais às mulheres que abortaram por opção foi uma decisão política livre, tomada pelo governo de então posteriormente ao referendo, decisão tão livre como a que poderia ser tomada por este governo em direcção contrária, se o quisesse fazer e não se estivesse a tentar refugiar em argumentos de ocasião e em estratégias de enganar tolos.

Mas parece que já tive resposta ao meu repto, e que podemos ficar esclarecidos de duas coisas: em primeiro lugar, que afinal as contas do ministério da saúde já devem estar completamente saneadas e saudáveis, podendo a sua tutela prescindir de uma diminuição potencial de 100 milhões de euros de despesa (não sendo portanto de esperar cortes neste domínio para ultrapassar desequilíbrios que já devem estar com certeza ultrapassados); em segundo lugar, ficamos esclarecidos de pelo menos uma valência e de um serviço do SNS que o sr. ministro considera intocável.

Ficamos por ver quais as que o não são para poder discernir do sentido de prioridades do senhor ministro, e de quais serão preteridas no futuro para manter o aborto gratuito no SNS que este deseja tão entusiasticamente manter.

Até quando reinará a impunidade ?

Filed under: Educação,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:58

O que deveria constituir um “cenário impensável” é a agressão que se concretizou na escola. Mais um caso muito grave num país onde impera cada vez mais a impunidade para quem desrespeita a lei e normas básicas de comportamento em sociedade: Pais agridem professora dentro de sala de aulas em Sesimbra

Em declarações à Lusa, o director do agrupamento escolar da Quinta do Conde, Eduardo Cruz, explicou que “os pais de dois alunos [um rapaz e uma rapariga] dirigiram-se ontem [terça-feira] à sala e agrediram fisicamente a professora com estalos na cara em frente a toda a turma”.

Segundo o responsável, esta é uma situação que se arrasta há dois anos e que já tem motivado reuniões com os pais em causa, com a Escola Segura (da PSP), com o coordenador da área educativa e com o gabinete de segurança do Ministério da Educação.

(…)

Hoje de manhã, o director do agrupamento escolar esteve reunido com pais que “bloquearam o acesso à escola”, pelo que não houve aulas, mas à tarde a situação já está normalizada. O responsável adiantou à Lusa que alguns pais exigem a expulsão dos irmãos, mas assegurou que esse é um cenário “impensável”.

Leitura complementar: O aumento da insegurança e as falhas do Estado; Agricultores vítimas de assaltos sistemáticos; Um país cada vez mais inseguro; Um país a saque; Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Portugal não está recomendável; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?

A arte explica o descalabro

Filed under: Cultura,Portugal,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 11:56

«E agora, que já lá estamos
vamos ter tudo aquilo que desejamos
um PA p’ras vozes e uma Fender
Oh boy, é tão bom estar na CEE.»

Portugal na CEE, GNR (1981)

50%?

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,União Europeia — João Luís Pinto @ 11:43

As notícias que dão como sendo de 50% o valor do perdão da dívida grega parecem, afinal, largamente “optimistas” em relação a esse valor, e aparentemente deixam de lado ou menosprezam alguma informação relevante em relação à natureza desse perdão.

Em primeiro lugar, não referem que foram excluídos desse perdão o BCE, a UE e o FMI, sendo que portanto esses 50% se referem somente ao restante da dívida – o que, ponderando os montantes envolvidos, reduzem esse perdão a 28% da dívida grega. Mais do que isso, cria um estatuto de “credores de 1ª” e de “credores de 2ª” da dívida grega, um novo motivo de alerta para os detentores privados de dívida pública de outros estados europeus.

Em segundo lugar, parece ignorar que uma parte significativa dessa dívida “perdoada” é detida por bancos e fundos de pensões gregos, o que faz pensar em qual será a reacção da “rua grega” quando se aperceber que a bonança do perdão da dívida afinal foi em parte sustentado à custa da viabilidade das suas reformas, e que ainda vão ter que ser os financiadores mais do que previsíveis da recapitalização dos bancos gregos afectados, que simultaneamente são atingidos pelo “perdão” e pela imposição de subida de rácios.

Sinceramente, não sei onde estarão os motivos da satisfação anunciada pelo primeiro-ministro grego com esta decisão, e qual será a natureza efectiva da “nova era” que anuncia.

Trabalhadores Vs Esquerdas… ou os 99% Vs os 53%

Filed under: Double standards,Economia,Internacional,Justiça,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:15
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Há quem perceba o que está em causa.

Há quem perceba que esta é uma luta entre os trabalhadores e os esquerdas que, como Marx, alimentam o seu estilo de vida boémio com os recursos dos outros.

E o caro leitor?

O primeiro default

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 07:03

A versão politicamente correcta é perdão de dívida, mas também lhe podemos chamar um bail-out dos bancos à Grécia ou simplesmente default. Sim, o estado social Grego faliu, agora de forma oficial. Mesmo com todos os cortes, o sector produtivo grego não tem capacidade para cobrir os exageros do passado.

Apesar da reacção positiva dos mercados até ao momento, este poderá ser apenas o primeiro passo numa sucessão de defaults na zona euro. Os partidos de esquerda dos restantes países periféricos irão, com alguma razão, reclamar este default como uma vitória da Grécia e exigir o mesmo para os seus países. Como sempre, a minoria ruidosa, a “rua”, estará com eles. Quem aceitará fazer sacrifícios para pagar uma dívida, quando se sabe que não os fazendo poderá obter um perdão?

Claro que o resultado de mais defaults será que os países periféricos ficarão sem acesso ao mercado de dívida por muitos anos. Depois disso serão três os possíveis cenários. No primeiro cenário, o estado social como o conhecemos deixará de existir porque os países periféricos serão obrigados a apresentar orçamentos equilibrados ano após ano. Sem acesso a mercados de dívida e no limite máximo da carga fiscal, os ajustes terão de ser feitos de uma forma ou de outra. O segundo cenário é o estado se manter como anteriormente, patrocinado por transferências fiscais dos países do norte da Europa que obrigarão a uma equivalente transferência de soberania. Finalmente, o terceiro cenário é a saída da zona Euro de alguns destes países, de forma a colocar as impressoras dos novos bancos centrais a financiar o estado social. A descapitalização da Economia resultante de uma desvalorização cambial forçada

Aproximam-se tempos (ainda mais) interessantes na zona Euro, principalmente para quem, como eu, tem o privilégio de assistir por fora.

Outubro 26, 2011

Khadafi: de aliado a ditador sanguinário

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Política — André Azevedo Alves @ 19:04

A BIZARRA HISTÓRIA DA INTERVENÇÃO NA LÍBIA. Por JPP.

Subitamente, velhos amigos dos EUA, do Reino Unido e da França, clientes importantes da indústria de armamento americana e europeia, saudados como “moderados”, como Mubarak, ou reciclados do terrorismo, que passaram a fornecer informações muito úteis aos serviços secretos, como Khadafi, foram transformados em ditadores sanguinários, a abater pelas massas democráticas com a preciosa ajuda dos mesmos serviços que os consideravam até então um asset valioso. De facto, alguns cabiam plenamente na categoria de ditadores sanguinários e outros bastante menos, mas a pertença a esta categoria nunca foi especial motivo para que os mesmos países que organizaram a expedição líbia com eles não tivessem próximas relações e bons negócios.

(…)

Na Líbia existia uma ditadura particularmente feroz e com muitos anos. Khadafi era hoje um dos raros sobreviventes de um nacionalismo socializante e laico que teve um papel importante no mundo árabe desde a década de cinquenta, e que teve como principal figura Nasser, e o pai do actual ditador sírio, Hafez Al-Assad, mas de que Saddam Hussein fez parte. Era uma corrente popular nas forças armadas dos países árabes, humilhadas pelas derrotas face a Israel e pelas pressões imperiais ocidentais. Estes militares conduziram golpes militares, afastaram as “monarquias feudais”, ligaram-se estrategicamente à URSS e foram, a seu tempo, muito populares nos seus países. Com um poder assente em ideias ocidentais, o nacionalismo e o socialismo, estavam muito abertos a uma maior laicização da sociedade e por isso eram combatidos ferozmente pelas autoridades religiosas e por grupos fundamentalistas, de que o exemplo primeiro era a Irmandade Muçulmana egípcia. Nasser, Assad e Mubarak respondiam com idêntica ferocidade e violência.

Khadafi, no meio das suas excentricidades, vinha deste tempo e a sua solução para o mundo, o célebre Livro Verde, levou a Trípoli muitos intelectuais ocidentais, incluindo portugueses da esquerda, socialistas e alguns militares de Abril, que lá foram falar das virtudes do socialismo líbio. Khadafi agradeceu apoiando vários grupos terroristas, incluindo as FP 25 de Abril, e apoiando financeiramente órgãos de comunicação social portugueses da esquerda. Mas hoje já ninguém se lembra deste Khadafi, que foi o do atentado de Lockerbie, a favor do Khadafi dos negócios. A memória das relações Sócrates-Khadafi ainda está bem presente, mas os negócios líbios vão muito para além do anterior Governo.

Quando a “revolução árabe” chegou à Líbia foi tratada pelo mesmo princípio de amálgama com o caso egípcio e tunisino, mas quem conhecia o que se passava sabia que havia uma forte componente tribal no conflito, que não era novo na Líbia e tinha já originado a divisão pelos italianos do país em duas colónias, a Cirenaica e a Tripolitânia. Khadafi respondeu à ameaça ao seu poder como sempre fez, com toda a violência possível. A diferença no caso líbio é que quando se percebeu que Khadafi iria derrotar militarmente os seus adversários, países como a França, e em menor grau o Reino Unido e com alguma relutância os EUA começaram a desencadear um clamor internacional para defender os “civis” líbios e ameaçar fazer uma intervenção militar. Os franceses foram particularmente activos.

(…)

O que aconteceu, à completa revelia da resolução, foi uma intervenção militar da OTAN ao lado dos revoltosos líbios, actuando como parte integrante político e militar de uma das partes numa guerra civil. Os bombardeamentos a Trípoli tinham como objectivo instalações militares e civis de Khadafi, o governante reconhecido por eles próprios como chefe de Estado de um país soberano, a que se somou a participação total em operações militares concertadas, com a presença de “consultores” e instrutores de forças especiais no terreno, fornecimento de armas aos revoltosos e perseguição directa a Khadafi e à sua família. Durante este período os revoltosos competiram com Khadafi em todo o tipo de abusos de direitos humanos, fuzilando prisioneiros, torturando e matando opositores e impondo às populações civis, que suspeitavam de ser simpatizantes de Khadafi, todo o tipo de violências. A imprensa ocidental permaneceu regra geral silenciosa sobre estes actos, e a opinião pública ocidental e árabe indiferente ao que se passava na Líbia. Deste ponto de vista, Khadafi foi bem escolhido, porque se fosse Bashir Al-Assad outra história bem diferente estaria ser escrita e é também por isso que ele pode continuar a matar os seus civis à vontade. E não tem petróleo.

Quando Khadafi foi, por fim, assassinado, numa ataque militar que começou com aviões da OTAN e terminou com uma execução sumária, não foi o “povo” líbio que ganhou a guerra. Foram Sarkozy, Cameron e Obama e é por isso que toda esta história é muito bizarra. Porquê? E para quê?

Socialistas acampados em 03:09

Tesourinho deprimente.

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