A imprensa escrita está em crise perdendo leitores quase todos os meses. É uma quebra nas vendas que afecta a publicidade e, na opinião de alguns, a qualidade dos jornais. Não creio, no entanto, que a redução do número de exemplares vendidos se traduza num desinteresse pela informação, menos ainda que seja a causa para a má qualidade dos jornais portugueses. Conforme tive oportunidade de referir em Abril do ano passado, um dos motivos para a quebra nas vendas das edições em papel dos jornais prende-se com o acesso gratuito à informação via internet, que se torna ainda mais fácil com o surgimento dos tablets. Este meio permite a quem quer que seja saber o quiser sobre o que se passa em qualquer ponto do mundo. Sendo a informação internacional quase inexistente na imprensa portuguesa e estando a nacional reduzida às tricas político-partidárias, julgo que esta ‘fuga’ para a internet é facilmente explicada. Mas não chega para perceber a crise. Na verdade, são cada vez mais os que trocam a compra de jornais portugueses por publicações internacionais especializadas, das relações internacionais à literatura, passando pela biologia ou a história, de acordo com os seus interesses e gostos. Assim sendo, as más vendas da imprensa escrita não se podem dever apenas à informação online, mas a um desfasamento com o que os seus leitores procuram. Os jornais portugueses perdem-se no meio de demasiada informação política e corriqueira, esquecendo por completo a grande reportagem e a publicação de artigos mais cuidados e longos. Não deixa de ser curioso como a grande reportagem passou para os telejornais que deviam ser pequenos blocos de informação. Estando a génese da crise no desinteresse dos leitores, que para informação corriqueira a encontram de borla nos sites desses mesmos jornais, pelas notícias publicadas, uma das possíveis soluções parece-me ser o surgimento de novas publicações, mais especializadas, de menor tiragem e projecção, e com custos sempre controlados. Uma descida nas vendas não significa que os potenciais compradores viraram estúpidos. Apenas que procuram outro tipo de produto. Saber qual é, parece-me ser parte da função de quem trabalha na imprensa escrita.
Setembro 14, 2011
Independência para a Madeira já!

O cabeça de lista do PSD às eleições legislativas regionais insistiu nesta terça-feira no alargamento da autonomia da Madeira, considerando que a região tem direito de ser senhora do seu destino.
TSU
Tem-se assistido nos últimos dias ao regresso à mesa da discussão da questão da descida da Taxa Social Única, medida constante do memorando de entendimento com a troika que vai culminar, na minha opinião, em mais um provável erro histórico em matéria de política fiscal no nosso país.
Para além de, como referi no passado, ser uma medida que essencialmente vai pôr, pela sua compensação por via do IVA, os consumidores portugueses a subsidiar os consumidores estrangeiros de importações portuguesas, e promover distorções do mercado por conferir um benefício substancial ao factor trabalho em detrimento do factor capital, acresce a tudo isto um outro ponto que só havia referido superficialmente.
A redução da TSU e respectiva compensação da descapitalização da segurança social por via do IVA agravam um absurdo que no nosso país tem requintes de redacção constitucional: a ausência de mecanismos de consignação fiscal, ou seja, de associação de impostos aos serviços e prestações que por estes são providenciados. Enquanto até agora, apesar dessa imposição formal, na prática se tinha a TSU e restantes contribuições sociais a financiar directamente o orçamento da segurança social, vamos passar agora a ter uma ainda maior opacidade (e incerteza) no financiamento desse orçamento.
O IVA é um imposto cuja receita é fortemente influenciada por questões conjunturais de retracção do consumo e, apesar dos brutais aumentos que tem sofrido desde a sua criação por governos do PS, PSD e CDS (em coligação), o seu destino em termos orçamentais nunca foi clarificado, servindo mais como um bolo que está disponível para tapar “buracos” aqui e acolá. Vamos portanto substituir uma receita de valor fortemente previsível e associada ao número de beneficiários e de benefícios que alimentava por uma incógnita sem quaisquer obrigações formais de financiamento da segurança social.
Uma má medida, de desfecho imprevisível, e que poderá ser um passo determinante na degradação galopante das contas da segurança social.
Leitura adicional: Promoção das exportações, As minudências da política portuguesa.
Madeira: a nossa Grécia?
“A dívida global da Madeira ascende a cerca de 5 mil milhões, valor que representa mais de três vezes o orçamento anual da região autónoma (…) o que significa que a dívida estimada do arquipélago é superior ao valor da tranche de empréstimo entregue ontem pelo FMI a Portugal: 3,98 milhões”, na edição de hoje do Diário Económico.
É crucial que os resultados da auditoria à Região Autónoma da Madeira sejam conhecidos quanto antes e obrigatoriamente antes das eleições regionais do próximo mês para saber até que ponto foi o descalabro orçamental de Alberto João Jardim. E, sobretudo, para ver até que ponto foi a negligência da própria República que, como está visto, fez de conta. Note-se o seguinte: de uma dívida pública directa de 1.000 milhões (o número oficial do Governo Regional) já vamos, afinal, em 5.000 milhões…Enfim, por este andar, quem acabará por ter razão serão os pobres rapazes (e raparigas) do tão ostracizado Diário de Notícias da Madeira que, a exemplo do que referia ontem uma peça do jornal Público, têm apontado os 7.000 milhões de euros como o “verdadeiro” fardo madeirense. Se assim for, esses 7.000 milhões representarão uma dívida per capita de quase 30 mil euros, ou seja, mais de 50% superior à dívida per capita dos desgraçados, e colaboracionistas (!), continentais!
EUROSHIMA
A Alemanha não é famosa pelo sentido de humor do seu povo, mas o mesmo já não se pode dizer dos seus libertários.
Tradução:
Panic in the capital of EUSSR Again, the Euro rescue tanks are empty The meltdown threatens The GAU The end of the Euro The end of the EU Euroshima From Dublin to Athens We wont see our tax money ever again In the Central Committee There is a chain reaction From the Transfer Union To Hyperinflation Mommy (Merkel) in the radiation suit Gives us her word of honor Oops, overnight all our savings are gone Euroshima From Dublin to Athens We wont see our tax money ever again The one who can afford it, quickly empties his bank account Buys gold and silver, here you go Since the gold backing is missing The monetary system is sick A big ponzi scheme And the bank wins Paper money has never worked Benefits only those in government And the ones that speculate with debt

Debater o SNS
“Estive a ver parte de um debate na SicN sobre o SNS, com o paizinho dele, Manuela Arcanjo e Arlindo Cunha: faltam médicos de família, a administração privada é um horror, o lucro também, agora é que vai ser – racionalizar tudo o que foi irracionalizado.
Visão liberal destas coisas, nicles. Liberais não há – só estatistas, com mais ou menos corte e mais ou menos poupança. Ou, se há, a SIC não os convida: não foram ministros.”
A Parque Escolar e os limites da falta de vergonha
Estudar não mata. Por Tiago Mota Saraiva.
Setembro 13, 2011
Onze de Setembro – outras vítimas e outros sobreviventes
Animals at Ground Zero Remembered:
As observances of September 11, 2001, take place across the country, PETA thinks back to all the cats, dogs, birds, hamsters, fish, and other companion animals who waited in vain for the return of their loving guardians who lost their lives that day.
PETA’s Emergency Response Team also rescued more than 100 turtles from a market in New York’s Chinatown.
September 11 was a harrowing time for all beings, and one that continues to affect us as a nation. When you observe September 11 today, please think of all the individuals who suffered and died because of an act of hatred. Let’s resolve to open our hearts as much as we can to everyone—regardless of race, color, species, gender, creed, nationality, or religion—every day.
O sucesso estatístico das “Novas Oportunidades”
“Novas Oportunidades” sustentam sucesso de Portugal
As Perspectivas da Educação 2011, apresentadas hoje oficialmente em Paris pela OCDE, salientam também, entre outros indicadores, que os salários dos professores em Portugal aumentaram na última década bastante acima do PIB médio do país.
Portugal tem a maior taxa de obtenção de diplomas do final do ensino secundário (96 por cento) e apenas a Eslovénia rivaliza com uma taxa tão alta. A taxa de obtenção do diploma subiu 34 por cento de 2008 para 2009, refere o estudo da OCDE.
Um sucesso estatístico. Por Miguel Noronha.
Que o Novas Oportunidades se limite a entregar diplomas em troca de uma mal amanhada biografia é um mero pormenor.
Leitura complementar: Como funcionam as “Novas Oportunidades”; A caminho do “sucesso” estatístico; Malícia ou estupidez?; Os chumbos já acabaram; O corolário lógico do eduquês.
Quando faltar o pão, a coisa anima
Adenda: Vale a pena assistir à entrevista de Ann Curry, jornalista da NBC, ao senhor Mahmoud Ahmadinejad. Nela destaco uma pergunta: “Porque trabalha tão arduamente?” Mas há outras igualmente brilhantes.
Obama, Keynes e Twillight Zone
Em menos de três minutos, o vídeo explica toda a bondade de aplicar em modo repeat soluções que fracassaram por completo.
Pide no prato
Reproduzo de seguida um texto enviado pelo leitor Fernando Gomes da Costa:
Pide no prato
Parece que teve grande aceitação a ideia recentemente sugerida pelo bastonário da Ordem dos Médicos de taxar a fast-food. Qualquer cidadão modernaço e iluminado gosta de zurzir no “american way of life” (e de emigrar para lá sempre que tenha oportunidade), o que me leva a suspeitar que haja uma certa dose de ideologia nesse entusiasmo sanitário. Mas agora, que anda aí uma campanha para eleger os melhores pratos de Portugal, já pensaram nas calorias do leitão? e dos pasteis de Belém? e da chanfana? e do abade de Priscos? e do bacalhau com natas? e das tripas à moda do Porto? e da posta mirandesa? e da alheira de Mirandela? e da açorda alentejana? e dos doces conventuais? e do bife à Trindade? e dos coiratos? e das farturas? e dos pezinhos de coentrada? e do vinho? e por aí fora?..
Afinal, se calhar é melhor proibir primeiro a comida tradicional portuguesa….ou até a comida toda que não seja devidamente sancionada pelos novos defensores da raça perfeita e implacavelmente normalizada. Provavelmente já estivemos mais longe disso.
Mas se ambicionamos uma nova pide a vigiar o que fazemos no dia a dia, ao menos não sejamos hipócritas a atirar as culpas apenas para a fast-food só porque é eminentemente americana. Aliás, qualquer pessoa pode comer todos os dias “lixo alimentar” saudável (saladas, sopas, hambúrgueres de peixe, rolls de vegetais, fruta, etc., que estão lá nos menus). Por outro lado, sempre dei consultas em locais onde não há redes de fast-food e gordos e gordas por ali não faltam…
Setembro 12, 2011
Os subsídios ao aborto e o novo Governo
É incompreensível que o Governo e a maioria parlamentar que o suporta ainda não tenham agido nesta matéria: Para quando o fim do aborto dito ‘gratuito’ (a.k.a. ‘pago pelos contribuintes’)? Por Maria João Marques.
A Riqueza das Nações
Diariamente, somos bombardeados com a ideia que o mundo vive numa desigualdade crescente, em que “os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres”. Olhando para a evidência numérica, concluímos porém que o fosso que existe entre os mais ricos e os mais pobres não se faz à custa do empobrecimento geral, mas do facto dos países mais ricos crescerem a ritmos superiores do que os mais pobres. O mundo, nos últimos duzentos anos, aumentou exponencialmente a sua capacidade produtiva, e nos últimos trinta anos, em particular, foi capaz de projectar um crescimento da riqueza à escala global. Assim, o que é correcto dizer-se é que “os ricos estão cada vez mais ricos, num quadro global em que os pobres estão também menos pobres”. Hoje há mais gente do que nunca a sair para lá do limiar de pobreza.
Faz portanto mais sentido que nos preocupemos em analisar, não tanto as causas da pobreza, mas sim o que é que torna as economias prósperas e ricas.
O que faz dum português, dum mexicano, ou dum nigeriano, pouco produtivo no seu pais de origem, um trabalhador de excelência quando opta por emigrar para uma economia mais desenvolvida? Desde logo, algo contribui: nos países ricos, a relação entre esforço e recompensa, a ideia de “productivity and fairness”, está mais enraizada e apresenta-se de uma forma mais efectiva. Se uma economia não é capaz de recompensar adequadamente o esforço, dificilmente será apta a criar riqueza. Só uma economia que é capaz de promover a meritocracia, tornando as regras do seu funcionamento num jogo de soma positiva, pode aspirar a ser próspera.
Do mesmo modo, é fundamental que as regras do jogo sejam claras, e endógenas, ou seja, que os cidadãos, os elementos produtivos da comunidade, sejam autónomos, tenham a capacidade de sonhar, “I want to do”, e o consigam concretizar. Sociedades burocráticas que limitam o empreendedorismo, instituições que promovem a corrupção, sociedades que tornam atractiva a inércia, dificilmente criam um ambiente que liberta o crescimento e a riqueza.
A pobreza está muito mais ligada à falta de transparência, de regras e instituições endógenas, de organizações fortes, de um sistema claro de recompensas e castigos, do que propriamente à ausência de políticas forçadas de distribuição de rendimentos como forma de resolução das desigualdades. A solução para a criação de riqueza não passa, assim, por “distribuição de sacrifícios”, imposição de impostos, ou limitação da meritocracia, mas sim pela exigência de regras de jogo claras, de incentivos correctos, e da promoção de mecanismos de recompensa que correspondam ao esforço desenvolvido por cada um dos agentes.
Uma economia cresce se for capaz de libertar as suas melhores energias, de explorar a fibra dos seus cidadãos, tornando-os mais resilientes, autónomos e criativos. Fora deste quadro de valores, vamos definhar nas mãos dos credores.
The Hoffa – Obama connection
Hoffa Threatens GOP At Obama Event: “Take These Son Of Bitches Out”
“President Obama, this is your army. We are ready to march. Let’s take these son of bitches out and give America back to an America where we belong,” Hoffa added.
O que diria a comunicação social portuguesa se o Presidente dos EUA fosse um Republicano em vez de Obama?
Obama thanks Hoffa for “taking out the Tea Party sons of bitches”
White House Won’t Say If Obama Thinks Hoffa ‘Sons of Bitches’ Rhetoric Appropriate
Perry 30%; Romney 18%; Palin 15%; Paul 12%
Sondagem CNN/Opinion Research:
Rick Perry: 30%
Mitt Romney: 18%
Sarah Palin: 15%
Ron Paul: 12%
9 meses
De “capitalização” propriamente dita na segurança social portuguesa, resta pouco mais que o nome do respectivo Fundo: Fundo da Segurança Social já só chega para nove meses de pensões
Se neste momento houvesse um problema grave na segurança social que impedisse o pagamento normal de todas as prestações que lhe são atribuídas, o Fundo de Capitalização só daria para pagar pensões durante 9,3 meses. Ao contrário dos dois anos que estão consignados na lei de bases que enquadra o sector.
O valor global do fundo, de acordo com o relatório e contas de 2010, era de 9,6 mil milhões de euros. Mas a 31 de Julho, a carteira estava apenas avaliada em 8,6 mil milhões de euros, menos 1,5 mil milhões de euros. Em Agosto existiram flutuações negativas nos mercados que fazem temer uma nova desvalorização.
Esta discrepância, que se tem vindo a acentuar de ano para ano, deve-se essencialmente a dois factores: o primeiro pela excessiva rigidez como as verbas deste fundo são aplicadas: pelo menos 50% precisa de ser investido em dívida soberana nacional.
Depois, porque o actual governo decidiu utilizar os excedentes da segurança social que anteriormente iam para este fundo para pagamento de despesas correntes. Em 2010, o valor total transferido, que resulta de dois a 4% das contribuições dos trabalhadores e da venda de imóveis, foi de 223,4 milhões de euros. Em contrapartida, até Junho tinham sido apenas transferidos 1,3 milhões.
Um conferência oportuna
Conferência: Os limites do sacrifício fiscal em IRS | 15 de Setembro
Terá lugar no próximo dia 15 de Setembro, 5ª Feira, às 18:00 a conferência sobre “Os limites do sacrifício fiscal em IRS”.
Oradores:
Prof. João César das Neves
Dr. Manuel Faustino
Moderador:
Dr. João Taborda da Gama
A entrada é livre. Para participar, é apenas necessário confirmar a presença enviando um e-mail para catolicaevents@fd.lisboa.ucp.pt.
Keynesian socialists like Krugman are actually closet psychopaths
Updated: Psychopathic Paul Krugman Laments Lack of Earthquake Destruction:
Paul Krugman’s Google Plus account writes:
“People on twitter might be joking, but in all seriousness, we would see a bigger boost in spending and hence economic growth if the earthquake had done more damage.”Paul Krugman writes in his article Oh! What A Lovely War!:
“World War II is the great natural experiment in the effects of large increases in government spending, and as such has always served as an important positive example for those of us who favor an activist approach to a depressed economy.”Paul Krugman states on CNN:
“If we discovered that, you know, space aliens were planning to attack and we needed a massive buildup to counter the space alien threat and really inflation and budget deficits took secondary place to that, this slump would be over in 18 months,” he said. “And then if we discovered, oops, we made a mistake, there aren’t any aliens, we’d be better”Paul Krugman wrote this on his blog.
And yes, this does mean that the nuclear catastrophe could end up being expansionary, if not for Japan then at least for the world as a whole. If this sounds crazy, well, liquidity-trap economics is like that — remember, World War II ended the Great Depression.Paul Krugman had this to say in a NYT editorial.
Nonetheless, we must ask about the economic aftershocks from Tuesday’s horror [the 9/11 attacks]. These aftershocks need not be major. Ghastly as it may seem to say this, the terror attack — like the original day of infamy [the bombing of Pearl Harbor], which brought an end to the Great Depression — could even do some economic good.If this doesn’t convince you that socialists like Krugman are actually closet psychopaths, I don’t know what will.
[ Para uma boa introdução à falácia da janela quebrada, recomendo este vídeo ]
No Fio da Navalha
O meu artigo para o jornal i deste sábado.
O primeiro pilar da liberdade
É a dignidade que advém de um elevado código ético e moral que nos leva à necessidade de fiscalizar o Estado.
If men were angels, no government would be necessary. If angels were to govern men, neither external nor internal controls on government would be necessary. James Madison, The Federalist No. 51, 6 Fevereiro 1788.
Desde aquela manhã de Setembro que sentimos que algo de sagrado e conquistado com sacrifício nos foge. Tanto o Setembro de 2001 como o de 2008 trouxeram mais desconfiança e menos liberdade. O medo e a inveja, as armas dos poderes autoritários, vieram novamente ao de cima clamando por justiça. Qual pode ser a resposta à ameaça a que assistimos contra a liberdade?
Eu arriscaria a consciência. A liberdade de consciência que supera as visões mais limitadas da política, os pequenos egoísmos que nos conduzem a vitórias ridículas. Aquilo que nos permite viver de acordo com os princípios que queremos rejam a vida em comunidade. É a percepção da liberdade individual que nos faz exigir respeito pelas nossas escolhas e nos obriga a respeitar as opções dos outros. Foi sempre isto que fez o homem lutar contra os poderes opressores e vencê-los: a certeza de que estavam do lado certo e as injustiças não se podiam perpetuar. E é a percepção de que essa consciência se funda em algo maior, divino, independentemente da religião que o explica, da forma de Deus que concebemos, que foi dando sentido à necessidade de lutar pelo que é justo.
(mais…)
Live rich and die young
Para além dos aspectos ideológicos, a discussão sobre o serviço nacional de saúde está contaminada pelo argumento último de que a vida não tem preço. O corolário lógico deste argumento é o de que , em última instância, todo o orçamento do estado e o rendimento dos privados deveriam ir para gastos de saúde. Afinal algo cujo valor é infinito, oferece sempre um bom retorno de investimento. Qualquer que seja o ponto de partida, cortar nos custos da saúde tem um impacto negativo em termos de esperança de vida, e portanto jamais se poderá cortar.
O argumento em si não está errado: a vida não tem, de facto, preço. Para qualquer indivíduo, a sua vida é o seu bem último. O argumento apenas peca pela implícida unidimensionalidade do conceito de Vida. Vida não deve ser entendida apenas como sinónimo de longevidade. Vida é um conceito multi-dimensional em que todos os aspectos de qualidade de vida devem ser incluídos e escolhas devem ser feitas sacrificando um aspecto (longevidade ou qualidade) pelo outro. A nível individual todos realizamos estas escolhas, por exemplo quando optámos por ir beber uns copos com os amigos em vez de ir fazer um check-up completo ao médico, sacrificando marginalmente a nossa longevidade em prol de um aumento de qualidade de vida. Um estado, mesmo socialista como o nosso, também tem de as fazer. Claro que, e voltando à ideologia, o ideal seria que estas escolhas fossem feitas ao nível individual, por aqueles que sabem melhor como maximizar todas as dimensões da sua Vida.
8 Razões para preferir Consumo Privado em vez de Estatal
O vídeo é da Escola de Chicago, mas ainda assim é boa “food for thought” e permite organizar ideias.
Garry Johnson apresenta-se
Reparem como a audiência é suficientemente liberal para chamar “Socialistas” à malta aqui d’O Insurgente !
Se têm dúvidas explorem o canal…
Setembro 11, 2011
Retirar dúvidas
Para quem ainda tinha dúvidas de que a União Europeia é um projecto socialista, assistir ao último congresso do PS retira qualquer dúvida.
“Eurobonds, uma agência de rating autónoma e um orçamento reforçado. António José Seguro não tem dúvidas de que estes três mecanismos são necessários para salvar o euro. “Ou a Europa decide ou morre”, afirmou o líder do PS. (…)
Seguro defendeu ainda o debate urgente sobre o federalismo, colocando o PS definitivamente na defesa desta linha. “A soberania moderna ou é inteligentemente partilhada ou é cada vez mais formal”, afirmou”
Como é que dizia o outro? Road to serfdom? Pois…
“I am struck that the common denominator with this (european) commission is the sheer number of them that were communists or were very close to communism” Nigel Farage
Remembering 9/11: Life, Liberty & Truth
Judge Napolitano: Remembering 9/11: Life, Liberty & Truth
Epigrams for the War on Terror
Epigrams for the War on Terror:
- Nothing happened on 9/11 that made the federal government more trustworthy.
- The Patriot Act treats every citizen like a suspected terrorist and every federal agent like a proven angel.
- The worse government fails, the less privacy citizens supposedly deserve.
- There is no technological magic bullet that will make the government as smart as it is powerful.
- The U.S. government is far more efficient at making enemies than at defending Americans.
- Killing foreigners is no substitute for protecting Americans.
- Perpetual war inevitably begets perpetual repression. It is impossible to destroy all alleged enemies of freedom everywhere without also destroying freedom in the United States.
- A lie that is accepted by a sufficient number of ignorant voters becomes a political truth.
- Citizens should distrust politicians who distrust freedom.
- In the long run, people have more to fear from governments than from terrorists. Terrorists come and go, but power-hungry politicians will always be with us.
- Habeas corpus is an insurance policy to prevent governments from going berserk.
Leitura dominical
11 de Setembro de 2011, por Alberto Gonçalves.
Não foram só as imagens dos atentados de 11 de Setembro de 2001 que, conforme se repetiu à exaustão, pareceram retiradas de um filme de Hollywood. O enredo era igualmente familiar: fanáticos treinados por redes instaladas em nações párias usam a hospitalidade ocidental para obter licenciaturas em engenharia, frequentar cursos de pilotagem e, por fim, desviar aviões e lançá-los contra símbolos do poder americano. No filme, não custava adivinhar quem protagonizava o Mal. Na realidade, a coisa foi um bocadinho mais complicada.
É trivial dizer-se que a guerra no Iraque destroçou a simpatia que, há dez anos, a humanidade comovida devotava à América. Trivial e absurdo. A segunda guerra do Golfo começou em 2003. Em 2002 ou, se formos rigorosos, nos minutos seguintes à queda do World Trade Center, a opinião pública internacional já recuperara um ódio antigo e iniciara um encantador processo de subversão dos factos, transformando as vítimas em opressores e os assassinos em vítimas. Na verdade, tratou-se de dois processos simultâneos, nos quais o dia que mudou o mundo acabou mudado pelo mundo.
O primeiro processo visou legitimar os atentados à luz do “imperialismo” dos EUA e particularmente flagrante no presidente George W. Bush. O pormenor de, até à data fatídica, os curtos meses do mandato de Bush terem sido globalmente criticados pelo seu “isolacionismo” não vinha ao caso. O pormenor de os psicopatas que mataram três mil pessoas serem filhos de famílias desafogadas e, grosso modo, naturais de países “amigos” da Casa Branca mereceu idêntico desprezo. Aparentemente, o 11 de Setembro constituía o preço a pagar pela “arrogância” americana.
O segundo processo consistiu em doutrinar as massas na bondade intrínseca do Islão. Enquanto nas mesquitas, incluindo algumas de Paris e algumas de Londres, imãs transtornados incitavam à aniquilação de judeus e cristãos, nos media comentadores suaves de ascendência judaica ou cristã exigiam tolerância para com os partidários da fé em Alá. As críticas ao unilateralismo militar no Iraque e no Afeganistão não se alargaram ao unilateralismo ecuménico. Por azar, o belo pressuposto de que a vasta maioria de muçulmanos não é terrorista despreza a circunstância de que uma minoria razoável dos ditos, no Magreb ou em França, no Paquistão ou em Inglaterra, no Médio Oriente ou na Alemanha, apoia actos terroristas. E, a acreditar nas estatísticas, demasiados muçulmanos aceitam, às vezes com entusiasmo, as sociedades bárbaras, racistas, misóginas e homofóbicas decretadas pela sharia. E demasiados ocidentais também.
Durante a década que hoje se completa, continuaram, inclusive na Europa, os atentados e as ameaças de inspiração islâmica. Ao mesmo tempo, continuou a repulsa do Ocidente por si próprio e a sua subserviência face a uma civilização que urge compreender e, sobretudo, não ofender. Criadores viram-se silenciados. Senhoras célebres e jornalistas obscuras posaram com véu integral. Doidos varridos descobriram conspirações “internas” sob os cadáveres de Nova Iorque, Washington e Pensilvânia. Antropólogos progressistas louvaram a excisão feminina. Fascistas de linhagens diversas organizaram vigílias contra a América, Israel e as democracias suas aliadas. Ingénuos e perversos celebraram as revoltas árabes em prol da asfixia religiosa. E as fitas de Hollywood passaram a promover o fascínio do exótico e a erguer os perigos ecológicos ou as turbulências financeiras à condição de inimigos únicos.
Pelo meio, a ascensão de Obama e a eliminação de Osama não beliscaram o essencial. A 11 de Setembro de 2011, uma Europa demográfica e culturalmente prostrada assiste com enfado às cerimónias nos EUA, aliás em alerta máximo. Sempre que os alvos agradecem, o crime compensa.
Nature Discredits Man-made Global Warming
Nature Journal of Science Discredits Man-made Global Warming
Nature Journal of Science, ranked as the world’s most cited scientific periodical, has just published the definitive study on Global Warming that proves the dominant controller of temperatures in the Earth’s atmosphere is due to galactic cosmic rays and the sun, rather than by man. One of the report’s authors .. summed up his conclusions regarding the potential for man-made Global Warming: “.. such a blatant falsification.”
.. Nature’s reputation suffered a huge black eye on November 21, 2009 when a hacker broke into the computers at the University of East Anglia’s Climate Research Unit (CRU) and released 1079 emails and 72 documents exposing willful fraud in several scientific papers published in Nature that supported Al Gore’s theory Anthropogenic Global Warming .. the “Climategate Scandal” ..
For Nature to now publish research that eviscerates the Anthropogenics theory heralds a tectonic rejection by academia of support for United Nations Framework Convention on Climate Change ..
.. the Anthropogenic Global Warming theory seems headed for the dust bin of history. Perhaps the admirable action of the Nature Journal of Science to place scientific integrity above partisan politics will be a valuable lesson for the scientific community in the future.
dedicado às figuras de proa do congresso do ps
carlos paião – em playback
Abre a boca, fecha a boca
Não te enganes, não te esganes,
Vais Ter uma apoteose,
Põe-te em pose
P´ra agradar!…
Em play-back é que tu és bom,
A cantar sem fugir do tom…
Setembro 10, 2011
Antes (2)
Foi um acontecimento raro num período de convivência pacífica e de boas relações entre nativos e colonos. Corria o ano de 1626. Um grupo de índios Wieckquaesgeck viajava para Nova Amesterdão, no sul de Manhattan, para aí vender peles de animais, quando foi atacado por colonos europeus. As peles foram roubadas e os todos os índios foram assassinados, excepto um rapaz, sobrinho de uma das vítimas. De acordo com as leis da tribo, o jovem deveria vingar a morte do tio. Mais tarde ou mais cedo. E assim o fez, quinze anos depois. O alvo foi um europeu chamado Claes Swits, que era apenas culpado de estar no lugar errado à hora errada. Era um homem branco, e isso bastava para o pequeno rapaz feito homem à pressa. O índio, agora com 27 anos e velho conhecido da vítima, matou Swits na sua própria casa, situada no que é hoje o cruzamento da Rua 47 e da Segunda Avenida. Decapitou-o.
A contra-retaliação das autoridades da Nova Holanda foi rápida e “eficaz”, apesar da oposição dos colonos, pragmáticos e receosos das consequências de uma escalada de violência. Morreram oitenta Wieckquaesgeck, homens, mulheres e crianças. O seu pecado: estar no lugar errado à hora errada. E serem índios, o que bastava para pacificar a fome de vingança de Willem Kieft, o director-geral da Nova Holanda, que actuou contra a vontade dos europeus de Manhanttan e da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. A partir daí, o desastre foi imparável. Escalpes europeus e quintas incendiadas marcaram uma década que enfraqueceu irremediavelmente a posição holandesa no Novo Mundo. Em 1653, ameaçada em várias frentes, a Companhia das Índias ordenou a construção de um muro para proteger Nova Amsterdão, não só dos índios, como também de um esperado ataque inglês. O assalto dos ingleses chegaria finalmente em 1664 — por mar, obviamente, demonstrando a inutilidade do muro. Foi o fim de Nova Amesterdão. Moral da história: nenhuma.
Antes
Tudo começou quando Henry Hudson tentava encontrar uma ligação fluvial (?) entre o Atlântico e o Pacífico e uma rota alternativa para a China. Os holandeses ocuparam então aquela extensa terra húmida dos índios Lenape — e comeram as magníficas ostras do estuário do Hudson, muito antes de estas se transformarem em armadilhas tóxicas —, depois vieram os ingleses, e depois chegou o mundo. Quatro séculos passaram, e hoje, com ou sem torres gémeas, com mais ou menos fundamentalismo antitabágico e sanitarista — e é uma obsessão aflitiva, sem dúvida —, Nova Iorque é a cidade perfeita. Com muitas imperfeições, e ainda bem.
O Egipto para os egípcios II
O povo sai à rua, o povo une-se, o povo ordena e canta, o muro cai. O que pode correr mal?
Leitura complementar: Do Egipto, uma opinião primaveril.
Setembro 9, 2011
Houve Vangelis?
Não encontro melhor síntese do que a do David Levy para descrever a falta de pudor o ambiente do congresso do PS e a genuína rouquidão do líder António José Seguro depois de um discurso (com teleponto) de uma hora e um quarto.
Quem não foi sério no Governo…
… não o será na Oposição. Porque se fosse sério nunca teria um lema destes. Depois de terem arruinado o país, os socialistas aparecem agora a dizer que as pessoas estão primeiro e outras balelas do género. A falta de vergonha no corpo todo que esta gente tem é muito maior do que a memória de muitos eleitores, por isso nunca é de mais recordar que foram eles que faliram Portugal. Deveria bastar essa recordação para que ficassem o resto da vida na oposição.
Pílulas e receitas
Para poupar tempo e dinheiro o que boa parte das mulheres faz é comprar a pílula sem receita médica. Aliás e não por acaso a venda da pílula sem receita médica foi apresentada como uma vitória das mulheres e do planeamento familiar.
Helena Matos está claramente mal informada e enganada.
A “vitória” que refere é uma vitória “das mulheres e do planeamento familiar” que nunca existiu, já que a generalidade (diria até a totalidade) das pílulas contraceptivas é de prescrição obrigatória (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10).
Se as farmácias as vendem sem a respectiva receita médica, isso é todo um outro problema (que não está restrito às pílulas contraceptivas), que não invalida que tal facto seja irregular e uma ilegalidade.
Já que volto ao tema, também não posso deixar de constatar com alguma surpresa e com alguns pingos de estupefacção o despontar a que tenho assistido desde ontem de uma verdadeira legião de novos e aguerridos defensores e fãs da instituição “centros de saúde”, e de um modelo de prestações (incluindo comparticipações, prescrição e entrega de medicamentos) no âmbito do SNS totalmente circunscrito às instalações públicas.
Aliás, depois de muitos deles terem vindo a público no passado defender a proposta de revisão constitucional do PSD e criticar veementemente a possibilidade de se verem reduzidos ou eliminados os descontos em sede de IRS relativos a despesas de saúde (eu sei, foi noutros tempos), assinalo com particular estupefacção estas evoluções.
Estonia is BOOMING
Neste artigo da revista Economist, pode-se ler:
PLUNGING unemployment, rocketing growth, soaring exports and a budget surplus: that is the story of Estonia as it bounces back from a precipitous economic collapse. This burst of good news shows not only the virtues of flexibility and austerity (a sensitive subject, as other euro countries taste the same medicine); it also gives heart to Latvia and Lithuania.
Estonia’s GDP growth rate in the first quarter of the year was 8.5%, the highest in the European Union. It boasts the biggest drop in unemployment, from 18.8% to 13.8%. It has the lowest debt in the EU, of just 6.6% of GDP; measured by the price of credit-default swaps, it is among the ten best sovereign risks in Europe. Fitch, a rating agency, has just raised Estonia’s standing to A+.
Strong export growth (up by 53% year-on-year in May) and industrial production (up 26%) reflect in part soaring production of mobile-phone kit at the country’s largest exporter, Ericsson. But the recovery is broader-based. Eva-Maria Ounapuu of Joik, which makes “simple, Nordic, minimalist” cosmetics, says the recession made consumers turn to local products. Now that this market is “all but saturated”, she is starting to export.
Policymakers in all three Baltic countries feel vindicated: during the crisis many outsiders told them to unpeg their currencies from the euro. Instead they pressed ahead with “internal devaluation”, meaning whopping fiscal adjustments (9% of GDP in Estonia’s case) and big cuts in nominal wages. Yet long-term competitiveness is still a concern. Although inflation is slowing, the central bank in Tallinn worries about overheating. The previous boom brought double-digit growth and reckless lending, followed by a construction bust and a 14% fall in GDP. Estonians hope that the banks (almost all foreign-owned) have learned from the past.
Porque é que a Europa não segue os bons exemplos?




