O Insurgente

Setembro 17, 2011

Site Recomendado: Mont Pelerin’s World

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:03
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Como é fim-de-semana e todos nós temos mais algum tempo disponível, aqui fica mais um blog para ler hoje e talvez ir acompanhando.

Blog: Mont Pelerin’s World

Acrescentei estes aos meus links, para facilitar a quem o queira ir acompanhando e o perca por algum motivo.

Fica aqui um vídeo do site, só para dar um exemplo…

Setembro 16, 2011

Navegar

Filed under: Blogosfera — ruicarmo @ 23:50

A Vida na Traineira, de um homem excelente.

Quando a estupidez toma conta de um país

Filed under: Blogosfera,Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 18:10

O João Pinto e Castro, recordando «os rudimentos da microeconomia que se aprende nas escolas», afirma que «o preço de um bem ou serviço deve ser igual ao seu custo marginal». Não estando correcto – num mercado o preço de um bem ou serviço tenderá para o seu custo marginal à medida que o mesmo mercado tender para a concorrência perfeita – levanta, apesar de tudo, um ponto interessante.

A racionalidade de um projecto de investimento depende do equilíbrio entre o dinheiro que sai, dividido em investimento e custos operacionais, e o dinheiro que entra, ou seja, receitas. Sendo verdade que quando o custo marginal de um determinado bem ou serviço é zero ou perto disso, na presença de forte concorrência o preço tenderá para zero, quem investe tem de fazer a priori um juízo da probabilidade disso acontecer. Evidentemente, se esse risco não for negligenciável a decisão racional de investimento será não investir.

Na operação de auto-estradas, as barreiras à entrada e à saída são enormes, pelo que o mercado nunca será de concorrência perfeita. Assim sendo, ao contrário do que sugere o João Pinto e Castro, a estupidez que tomou conta do país não é a de tentar minimizar os custos do estado com as SCUT por via da introdução de portagens. A estupidez foi construir estradas para as quais não há procura suficiente para torná-las economicamente viáveis. (Deixando de lado, para já, a possibilidade de que os contratos de engenharia financeira feitos para financiar as obras talvez fossem à partida mal feitos e lesivos do interesse público.)

Social-democracia

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 15:56

são de esquerda, são de direita. Assim, as criancinhas não percebem nada e vão crescer sem as noções básicas de filosofia e ciência políticas.

Madeira: a nossa Grécia? (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 15:13

“Na sequência de um relatório publicado em Abril pelo Tribunal de Contas sobre os encargos assumidos e não pagos pela Madeira, o INE e o BdP avaliaram as contas da região e detectaram que as dívidas contraídas desde 2004 e objecto de Acordos de Regularização de Dívidas (ADR) em 2008 e 2009 não foram registadas como encargos assumidos e não pagos, não tendo sido igualmente comunicadas às autoridades estatísticas. No total, foram 1113,3 milhões de euros que escaparam às contas públicas e que obrigarão, agora, à revisão dos défices de 2008, 2009 e 2010.”, no Público online.

Em face destas notícias, hoje divulgadas, creio que o ponto de interrogação do título desta posta, a sequela de uma outra posta, deixou de fazer sentido – o título justifica um ponto final, mais nada. A Madeira é mesmo a nossa Grécia e Alberto João foi longe de mais, tendo o seu Governo Regional ocultado informação que era de registo obrigatório. Com estes novos dados, a pressão política que nos próximos dias se intensificará sobre o Primeiro-Ministro e também sobre o Presidente da República (Cavaco Silva, na minha opinião, é o principal responsável pelo comportamento negligente da República face à Madeira…) fará com que o PSD tenha, de algum modo, de se distanciar do candidato Alberto João, tirando-lhe o tapete eleitoral. É que, agora sim, meus senhores, está em causa o regular funcionamento das instituições democráticas. Entretanto, parece que ainda esta manhã o Presidente do Governo Regional falava em continuar a fazer obra…Raios, é mesmo obra!

Canal Insurgente Memória

Filed under: Comentário,Double standards,Política,Política Fiscal,Portugal — João Luís Pinto @ 11:11

Ou a crónica dos “cortes nunca vistos” sempre muito literais (com negritos meus):

Pedro Passos Coelho voltou a sublinhar que o financiamento da redução da TSU, ou seja, as compensações das perdas sofridas pela previdência social com a descida da taxa, “só poderá vir da reestruturação do IVA”, porque do lado da despesa “não são possíveis mais cortes adicionais”.

Em Setembro de 2010:

Depois de o ministro das Finanças ter dito que não consegue cortar tudo o que é necessário no lado da despesa pública, para atingir os objectivos de redução do défice, a oposição questionou Teixeira dos Santos sobre se o que está em causa é um novo aumento de impostos.
Miguel Macedo, deputado do PSD, pediu ao governo para de uma vez por todas “rasgar ao meio os cortes nas deduções fiscais”. Os sociais-democratas não concordam com um corte nas deduções nas áreas da saúde, educação e habitação em sede de IRS por considerarem tratar-se de um duplo aumento de impostos no mesmo ano.
Também o CDS, o PCP, o Bloco de Esquerda e Os Verdes questionaram o governo sobre que tipo de receita está o ministro a falar.
O ministro está esta tarde a ser ouvido no Parlamento e admitiu já esta tarde que para atingir o défice de 7,3% este ano e de 4,6% em 2011, não chega apenas os cortes na despesa mas sim também uma melhoria da receita para o Estado.
Estamos a trabalhar numa proposta de orçamento do próximo ano onde vamos cortar significativamente na despesa do Estado e procuraremos melhorar a receita. Fizemos um PRACE e vamos extinguir os organismos que forem necessários e reorganizaremos os serviços como temos vindo a fazer”, admitiu o ministro.
Em representação do governo esta tarde no Parlamento, Teixeira dos Santos voltou a garantir que o governo fará “o que for necessário e tomará as medidas para assegurar os 7,3% este ano e as medidas, de muito rigor, para chegar aos 4,6% para o próximo ano.”

Lesa-Pátria

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 11:03

“O preço da electricidade para as famílias portuguesas promete registar, no próximo ano, um aumento sem precedentes. As estimativas preliminares da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), segundo o Diário Económico apurou, apontam para um agravamento que andará na casa dos 30% (…) A justificar esta escalada dos preços da electricidade, que vai ainda ter de incorporar o agravamento da carga fiscal, derivado da subida do IVA de 6 para 23%, a partir de 1 de Outubro, está, não só os custos com a produção de energia, mas acima de tudo os encargos com os chamados custos de interesse económico. Este pacote inclui um vasto conjunto de medidas que derivam de opções de política energética, levadas a cabo nos últimos anos. É o caso dos encargos com as energias renováveis e a cogeração, a garantia de potência, assim como os custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC) ou as rendas entregues aos municípios (…) à luz das regras em vigor, as centrais da EDP que antes da liberalização total do sector possuíam contratos de aquisição de energia com a REN, garantindo-lhes a compra de toda a produção, são compensadas pela cessação dos mesmos. Esta compensação resulta da diferença entre as receitas líquidas obtidas pela venda de electricidade em mercado e aquelas que resultariam do quadro contratualmente estabelecido nos contratos de aquisição de energia (…) Pressionado pela troika, que exige uma revisão deste mecanismo, o qual contou com o aval do anterior Governo, o Executivo de Passos Coelho não conseguiu convencer a EDP a abrir mão de um compromisso contratual, que no final do primeiro semestre, atingia 1.056 milhões de euros”, na edição de hoje do Diário Económico (páginas 4 e 5).

A peça do Diário Económico é esclarecedora: 1) a chamada “liberalização total” do sector foi uma farsa porquanto a EDP, ainda o principal player no mercado residencial, foi blindada através de uma renda bilionária que foi estipulada vigorar até 2017; 2) Portugal que, incluindo todos os custos sobre a electricidade, de acordo com o Eurostat, já exibe preços ajustados pelo poder de compra bem acima da média europeia, arrisca-se agora a estourar em definitivo com a escala e; 3) o Governo, que tanto fala numa agenda de competitividade, continua a percorrer o caminho contrário ao que seria desejável.

Enfim, há muito que o diagnóstico está feito (ler Vítor Bento em “Perceber a crise para encontrar o caminho”): em Portugal, os preços dos bens e serviços regulados, protegidos da concorrência, como a electricidade, têm evoluído nas últimas décadas a um ritmo excessivo quando comparados com a evolução dos preços de bens e serviços não regulados e sujeitos a verdadeiros ambientes concorrenciais (e não ao simulacro concorrencial que, internamente, serve os interesses da EDP). É, portanto, sobre estes interesses especiais, que capturam o Estado e aprisionam os cidadãos, que é crucial actuar.

Ora, nos últimos anos, parece ter existido no nosso País uma especial determinação em executar contratos lesa-Pátria. Assim, o mínimo que se deve exigir é que este tipo de contratos, como os CMEC e afins bem como a generalidade das PPP’s, sejam imediatamente revogados, sem mais. Trata-se de um caminho estreito e repleto de perigos, nomeadamente o perigo de se resvalar para exageros e para caças às bruxas (embora as pessoas, cujos nomes e assinaturas constam de muitos desses contratos, devessem ser, pelo menos, acossadas…), porém, do mesmo modo que certos interesses se aproveitaram da inércia do Estado, abusando da sua incapacidade, também agora o Estado tem de responder na mesma moeda. Repito, o caminho é estreito e repleto de perigos, mas não é aceitável que tantos interesses privados se tenham sentado à mesa do Orçamento com o simples propósito de comer e beber à grande sem incorrerem num só risco. Enfim, ganhar dinheiro assim é fácil. Mas não é aceitável.

Portanto, regressando à EDP (uma empresa detida maioritariamente por accionistas privados), rasgue-se essa treta dos CMEC’s e criem-se condições, através da regulação, para que o sector, efectivamente, se abra à real concorrência entre operadores, pois só assim é que os cidadãos e empresas poderão beneficiar de melhor serviço e menor preço. E se a EDP é realmente essa máquina super eficiente que o talented Mr. Mexia tanto publicita, então, há-de se safar e continuar, sem ajudas, a prosperar.

Também no país vizinho

Filed under: Ambiente,Cultura,Economia,Energia,Internacional,Política — ruicarmo @ 10:50

O aeroporto de Beja, versão espanhola.

Boas notícias

Filed under: Internacional,Justiça — ruicarmo @ 10:36

La Audiencia Nacional ha condenado a diez años de cárcel al exportavoz de Batasuna Arnaldo Otegi, al considerar que actuó como dirigente de ETA al tratar de reconstruir la formación ilegal a través del proyecto ‘Bateragune’, informaron fuentes jurídicas.

El tribunal, que ha notificado este viernes la sentencia a las partes, también impone la pena de diez años de prisión al exsecretario general del sindicato proetarra LAB Rafael Díez Usabiaga, al que también considera integrante de la organización terrorista en calidad de dirigente.

Leituras complementares: O alegadismo, por Helena Matos; Terrorismo: fazer vista grossa e calar.

Reasons to be a Global Warming Skeptic

Filed under: Ambiente — António Costa Amaral (AA) @ 10:18

Reasons to be a Global Warming Skeptic por Charlie Martin:

.. the IPCC AR4 model .. insists that anthropogenic, greenhouse-gas forced warming is the dominant — so dominant that it leads the unthoughtful to turn it into “only” — cause of global warming. For conciseness, call that the AGW model.

Reasons I don’t find that hypotheses convincing include:

  1. .. from the start, it has depended on very sensitive statistical techniques .. have very wide error ranges — so wide that the AGW component barely exceeds the limits of the technique.
  2. the specific methods used for some of the dominant studies turn out to be mathematically flawed ..
  3. There is actually extensive literature showing anthropogenic components that are not driven by greenhouse gases. These results have been excluded from the IPCC ..
  4. The predictions of further warming are necessarily based on models .. All modeling efforts will inevitably converge on the result most likely to lead to further funding.
  5. The models themselves turn out not to be very predictive .. These models are often revised so that after the fact that predict what really happened. This isn’t very satisfactory.
  6. It’s unclear how the AGW hypothesis can be falsified in its current form ..
  7. The arguments against the skeptics turn out to be unscientific, and often unprofessional, in the extreme .. These range from the common — “the consensus is” — to the ad hominem, and even to outright attempts to suppress free inquiry ..

.. I don’t think the AGW enthusiasts consider the costs and benefits of AGW amelioration versus the other possibilities. If preventing a sea level rise of one meter means dooming future generations in the Third World to sickness, hunger, and darkness, it’s not worth it.

Palestina, lost in translation

Aguardar pelo que a História e a realidade determinam, é capaz de ser o mais sensato. Entretanto, de certeza, que algo se perdeu no decorrer das traduções.

Uma bandeira com 63 anos: Refugees will not be citizens of new state.

The ambassador unequivocally says that Palestinian refugees would not become citizens of the sought for U.N.-recognized Palestinian state, an issue that has been much discussed. “They are Palestinians, that’s their identity,” he says. “But … they are not automatically citizens.”

This would not only apply to refugees in countries such as Lebanon, Egypt, Syria and Jordan or the other 132 countries where Abdullah says Palestinians reside. Abdullah said that “even Palestinian refugees who are living in [refugee camps] inside the [Palestinian] state, they are still refugees. They will not be considered citizens.”

Uma manif de bandeiras: Apartheid, por Miguel Noronha.

Setembro 15, 2011

O homem que tirou o país da obscuridade

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Política,Portugal — ruicarmo @ 23:43

É um incompreendido,  até pelos seus camaradas.

Zorrinho estreia-se a atacar Governo e acaba criticado por Assis.

Mas o discurso de Zorrinho sobre o novo PS, apesar de dizer que o partido assume o que fez bem e fez mal, causou incómodo ao ex-líder parlamentar Francisco Assis. “Falar-se em regeneração, tipo PRD (Partido Renovador Democrático), causa-me sempre irritação. O PS tem de fazer as suas rupturas, mas tem de assumir também de forma crítica o seu passado recente”, referiu Francisco Assis, citado pela agência Lusa.

Free Trade v. Protectionism

Filed under: Diversos,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 22:47

Free Trade v. Protectionism

Nuno Crato na RTPn

Filed under: Educação,Política,Portugal — jtcb @ 22:41

Liguem-se já. Vale a pena ouvir.

Mark Pennington @ King’s College London (2)

Filed under: Educação,Videos — Bruno Garschagen @ 20:26

 

André Azevedo Alves publica a ótima notícia de que “Mark Pennington, autor do muito recomendável Robust Political Economy: Classical Liberalism and the Future of Public Policy, vai ser Professor Catedrático de Political Economy no King’s College London“.

Pennington terá como colegas de universidade e departamento John Meadowcroft, editor da excelente coleção Major Conservative and Libertarian Thinkers, que é um de meus sonhos de consumo bibliográfico e com quem escreveu Rescuing Social Capital from Social Democracy (com versão integral para download), e Paul Lewis.

No ano passado, tive a sorte de participar de sua palestra “Democracy and the Deliberative Conceit” (vídeo acima), no Christ Church College, em Oxford, promovida pela Oxford Libertarian Society.

Contratações e promoções públicas: na máquina do tempo

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 18:47

“Primeiro, vamos ao que se sabe: a) Desde 2010 que as entradas na Administração Pública estão congeladas, salvo “excepções” devidamente autorizadas pelo Ministério das Finanças; b) Desde a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2010 que contratações, progressões na carreira e prémios salariais estão estritamente proibidos.

Nos últimos dias, porém, o Diário da República foi inundado por uma quantidade inusitada de contratações, promoções e progressões na carreira. Há vários exemplos: desde alterações de posição remuneratória em Governos Civis (1), contratações no Instituto de Acção Social das Forças Armadas (2) e na Rede de Centros de Emprego da Região Norte (3), promoções na Repartição de Sargentos e Praças (4), condecorações nas Forças Armadas (5) e Força Área (6), entre outros.

O cabimento legal das contratações é aparentemente assegurado pelo facto de as contratações e promoções serem relativas ao período anterior a 2011. Mas não deixa de ser estranho que os anúncios – alguns dos quais se referem a concursos abertos em 2007 e com resultados anunciados em 2009 – apenas agora sejam publicados em Diário da República. E fica por explicar o “surto” de publicações atrasadas.”, Os Estranhos Números da Administração Pública, por Pedro Romano.

Mark Pennington @ King’s College London

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:03

Mark Pennington, autor do muito recomendável Robust Political Economy: Classical Liberalism and the Future of Public Policy, vai ser Professor Catedrático de Political Economy no King’s College London. Uma excelente notícia e, claro, uma excelente contratação para o KCL.

Quando o silêncio vale ouro…

Filed under: Desporto,Humor,Media — André Azevedo Alves @ 17:54

Suponho que declarações coloridas como estas não ajudem melhorar a imagem de Ronaldo junto dos adeptos adversários: Cristiano Ronaldo: “Assobiam-me porque sou bonito, rico e um grande futebolista. Não tenho outra explicação”

Cristiano Ronaldo criticou duramente a arbitragem do Dinamo Zagreb-Real Madrid e comentou os apupos dos adeptos do adversário. “Será porque sou bonito, rico e um grande futebolista. É por terem inveja de mim. Não tenho outra explicação”, disse o português.

Esperar para ver (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:48

Sinais positivos, mas ainda com muito por quantificar, definir e, acima de tudo, implementar: Governo extingue 23 direcções gerais e 38 institutos públicos e órgãos consultivos

O trabalho realizado ao longo de dois meses, frisou o governante, resultou na extinção de 162 entidades (a situação inicial traduzia-se em 361) e na criação de 25 novas estruturas, resultantes de um processo de fusão. Em termos percentuais, a redução é de 38%, ou seja, 224 é o novo número de órgãos da administração directa e indirecta.

Na lista de estruturas extintas, o Governo aprovou a eliminação de 23 direcções gerais, 19 institutos públicos e 19 órgãos consultivos.

Hélder Rosalino não adiantou a lista de estruturas que foram eliminadas e fundidas, embora tenha avançado com o número de cargos dirigentes que serão suprimidos: 1712 (correspondente a 27%). Existiam 6286 dirigentes superiores e intermédios, que, devido ao PREMAC, foram reduzidos a 4574. O governante explicou que o Governo tenciona “reforçar os mecanismos para os trabalhadores” virem a ser colocados no regime de mobilidade especial, mas não quis quantificar.

Leitura complementar: Esperar para ver.

O fortalecimento político de José Sócrates

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:23

regressar ao que nunca se deixou. Por Rui A.

Pelo seu lado, Sócrates, quando forçou a queda do seu governo impondo a Passos Coelho um orçamento rectificativo que ele desconhecia quase por inteiro, tinha três coisas bem cientes: que perderia eleições legislativas antecipadas; que, em consequência, se livraria das responsabilidades governativas da aplicação das medidas de austeridade que seriam impostas ao país pelo FMI e pelos países credores; e que contaria com o PS para, num futuro não muito distante, lhe permitir o regresso à política em condições provavelmente bem melhores do que as que tinha nesse momento. Até agora, tudo lhe está a correr de feição.

choque civilizacional (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 17:15

Consiste numa Europa dividida em duas noções completamente distintas de Ética Pública. No Norte, o Estado é respeitado e faz-se respeitar; é uma pessoa de bem. No Sul não, porquanto o Estado foi capturado, irresponsavelmente capturado.

choque civilizacional

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:56

Há semanas que ando a matutar na história do choque de civilizações. E ocorre-me que o verdadeiro choque civilizacional a que assistimos actualmente não é entre o Cristianismo e o Islamismo – as sociedades cristãs estão tão avançadas face às sociedades islâmicas que a disputa acaba por não ser real -, mas sim entre o Norte e o Sul da Europa. É aqui, no Velho Continente, que novamente se trava a batalha civilizacional e que o video linkado neste post bem ilustra.

O Monstro

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 15:08

“Governo não sabe quantas pessoas trabalham no sector público. Conselho de Ministros aprovou medida para que todas as entidades do Estado passem a fazer o reporte desta informação, com uma periodicidade trimestral (…) O secretário de estado da Administração Pública, Helder Rosalino, reforçou que o Sistema de Informação da Organização do Estado (SIOE), que estará pronto no início do próximo ano, permitirá “caracterizar o Estado” português através de uma ferramenta que hoje “não existe” (…) Hélder Rosalino reiterou esta tarde o objectivo de reduzir em 2% o número de pessoal afecto à administração pública. O responsável recordou que, no final de 2010, havia 512 mil funcionários públicos afectos à administração central, e 50 mil afectos a entidades públicas empresariais. O sector público alargado inclui a administração central, serviços e fundos autónomos, Segurança Social, administração regional e local e entidades públicas empresariais.”, hoje no Jornal de Negócios online.

Há, na notícia de cima, uma coisa que não faz sentido: se o Estado não sabe quantas pessoas trabalham no sector público como é que sabe que, no final de 2010, “havia 512 mil funcionários públicos afectos à administração central e 50 mil afectos a entidades públicas empresariais”? Mais, se as progressões e contratações na Função Pública estão congeladas, então, é muito simples contrariar as violações à lei: não se pagam salários para além daqueles que já se pagavam em 2010 e ponto final. Quanto aos outros, os salários que sabe-se lá como entraram em 2011 na conta do Estado e do seu Sector Empresarial, que saiam directamente da carteira de quem promoveu essas violações à lei. Afinal de contas, os contratos, incluindo os laborais, contêm nomes e assinaturas, não?!

Infelizmente, a notícia de cima é apenas o reflexo de que a Máquina do Estado, o Monstro, ganhou vida própria, e que as estruturas intermédias não respeitam as directrizes definidas pela hierarquia de topo. Aliás, a informação divulgada ontem por Marcelo Rebelo de Sousa, de que na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa (uma entidade do ensino superior público) se continuam a fazer concursos de progressão nas carreiras, que estão proibidos este ano, é sintomática. É que notem bem: é a própria FACULDADE DE DIREITO (!) DA UNIVERSIDADE PÚBLICA (!) de Lisboa a VIOLAR A LEI. Regras? Pois claro que sim, mas essas são só para os outros, isto é, para o sector privado. Enfim, para o bem do País, o Monstro tem de ser aniquilado. Sem contemplações.

Mises on Keynes

Filed under: Economia,Ludwig von Mises,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:00
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Leitura recomendada: Stones into Bread: The Keynesian Miracle

Inclui passagens como:

Although Keynes looked upon “the strange, unduly neglected prophet Silvio Gesell” as a forerunner, his own teachings differ considerably from those of Gesell. What Keynes borrowed from Gesell as well as from the host of other pro-inflation propagandists was not the content of their doctrine, but their practical conclusions and the tactics they applied to undermine their opponents’ prestige. These stratagems are:

  1. All adversaries, that is, all those who do not consider credit expansion as the panacea, are lumped together and called orthodox. It is implied that there are no differences between them.
  2. It is assumed that the evolution of economic science culminated in Alfred Marshall and ended with him. The findings of modern subjective economics are disregarded.
  3. All that economists from David Hume on down to our time have done to clarify the results of changes in the quantity of money and money-substitutes is simply ignored. Keynes never embarked upon the hopeless task of refuting these teachings by ratiocination.

In all these respects the contributors to the symposium adopt their master’s technique. Their critique aims at a body of doctrine created by their own illusions, which has no resemblance to the theories expounded by serious economists. They pass over in silence all that economists have said about the inevitable outcome of credit expansion. It seems as if they have never heard anything about the monetary theory of the trade cycle.

For a correct appraisal of the success which Keynes’ General Theory found in academic circles, one must consider the conditions prevailing in university economics during the period between the two world wars.

Among the men who occupied chairs of economics in the last few decades, there have been only a few genuine economists, i.e., men fully conversant with the theories developed by modern subjective economics. The ideas of the old classical economists, as well as those of the modern economists, were caricatured in the textbooks and in the classrooms; they were called such names as old-fashioned, orthodox, reactionary, bourgeois or Wall Street economics. The teachers prided themselves on having refuted for all time the abstract doctrines of Manchesterism and laissez-faire.

The antagonism between the two schools of thought had its practical focus in the treatment of the labor union problem. Those economists disparaged as orthodox taught that a permanent rise in wage rates for all people eager to earn wages is possible only to the extent that the per capita quota of capital invested and the productivity of labor increases. If—whether by government decree or by labor union pressure—minimum wage rates are fixed at a higher level than that at which the unhampered market would have fixed them, unemployment results as a permanent mass phenomenon.

Almost all professors of the fashionable universities sharply attacked this theory. As these self-styled “unorthodox” doctrinaires interpreted the economic history of the last two hundred years, the unprecedented rise in real wage rates and standards of living was caused by labor unionism and government pro-labor legislation. Labor unionism was, in their opinion, highly beneficial to the true interests of all wage-earners and of the whole nation. Only dishonest apologists of the manifestly unfair interests of callous exploiters could find fault with the violent acts of the unions, they maintained. The foremost concern of popular government, they said, should be to encourage the unions as much as possible and to give them all the assistance they needed to combat the intrigues of the employers and to fix wage rates higher and higher.

But as soon as the governments and legislatures had vested the unions with all the powers they needed to enforce their minimum wage rates, the consequences appeared which the “orthodox” economists had predicted; unemployment of a considerable part of the potential labor force was prolonged year after year.

The “unorthodox” doctrinaires were perplexed. The only argument they had advanced against the “orthodox” theory was the appeal to their own fallacious interpretation of experience. But now events developed precisely as the “abstract school” had predicted. There was confusion among the “unorthodox.”

It was at this moment that Keynes published his General Theory. What a comfort for the embarrassed “progressives”! Here, at last, they had something to oppose to the “orthodox” view. The cause of unemployment was not the inappropriate labor policies, but the shortcomings of the monetary and credit system. No need to worry any longer about the insufficiency of savings and capital accumulation and about deficits in the public household. On the contrary. The only method to do away with unemployment was to increase “effective demand” through public spending financed by credit expansion and inflation.

The policies which the General Theory recommended were precisely those which the “monetary cranks” had advanced long before and which most governments had espoused in the depression of 1929 and the following years. Some people believe that Keynes’ earlier writings played an important part in the process which converted the world’s most powerful governments to the doctrines of reckless spending, credit expansion and inflation. We may leave this minor issue undecided. At any rate it cannot be denied that the governments and peoples did not wait for the General Theory to embark upon these “Keynesian”—or more correctly, Gesellian, policies.

Em “Planning for Freedom“, p. 50

A nossa Grande Depressão

Filed under: Política,Política Fiscal,Política Monetária,União Europeia — André Azevedo Alves @ 12:00

“[Mr. Barroso] Your policies have failed, stand up, be a man, admit it”. Por Samuel de Paiva Pires.

Ultimamente, tenho-me recordado daquela cena em que Tyler Durden (Clube de Combate) nos diz : “We’re the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War’s a spiritual war… our Great Depression is our lives”. Infelizmente, diz-me a minha intuição que ainda vamos ter saudades de que a nossa Grande Depressão fosse uma guerra espiritual.

O Desemprego na Europa e nos EUA é baixo

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:55
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Criar empregos depende de 2 factores:

- Capital (Capacidade para investir)

- Lucro (Motivo para investir)

Considerem o que se faz nestas Economias Keynesianas. Considerem o estímulo ao consumo. O modo como este consumo adicional destrói as poupanças e consome capital. Se alguém não tem dinheiro, tem de pedir emprestado, mas… a quem? Devedores são ajudados, credores são taxados: qual é o incentivo? Não admira que não haja capital para investir.

E quanto ao lucro. Têm mais risco que salário (cerca de 99,9% de meses que uma pessoa trabalha, o salário é pago), renda (cerca de 99,9% de meses em que uma casa é arrendada, a renda é paga) ou juros (mesmo no ambiente actual, cerca de 99,9% das vezes que depositamos uma poupança, o juro é pago). Logo, a rentabilidade tem que ser maior para valer a pena. E se houver lucro? É não só taxado, como perseguido: as empresas realizam contabilidade criativa para o esconder, quer do Estado quer do público.

Claro que depois de destruir estes 2 factores, os Estados criam barreiras:

- Exige o pagamento de um salário mínimo, eliminando todos os empregos cuja rentabilidade seja abaixo daquela (sobretudo na Espanha)

- Para agravar o ponto anterior, exige diversos pagamentos adicionais, mesmo nos empregos menos bem pagos (nos recibos verdes, conheço enfermeiras que ganham menos de 1000 Euros brutos e que descontam metade!)

- Para agravar o ponto anterior, oferece (de borla…) às pessoas que aceitem não trabalhar um rendimento  não muito inferior ao que receberiam (líquido) se trabalhassem! – Tenho um tio que no Alentejo não arranja um par de pessoas para trabalhar nos seus terrenos pois preferem estar todos no chaparro a colectar o RSI!

- Se ainda assim as pessoas forem trabalhar, dá todo o tipo de incentivos à ineficiência (direitos superiores ao de outros países do OCDE, pagamento superior aos funcionários públicos que aos privados, exemplo dado pela promoção por idade e não por mérito, seguimento da regra “quem chora, mama” como demonstram os salários dos professores de 10º escalão e dos motoristas da CP, diabolização de diversos grupos de bem-sucedidos…)

O que me espanta? Que 90% ainda trabalhem, o que se pensarmos bem é um número bastante elevado. E só possível porque o Estado afasta muitos das estatísticas classificando-os como “inactivos” porque “nas últimas 4 semanas não procuraram emprego”.

Sinto-me melhor. Receio que quem ler este artigo não. Sorry.

Do ouro (5)

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária — Carlos Guimarães Pinto @ 08:44

Depois da forte subida que trouxe o ouro para valores próximos dos $2,000/onça, o preço recuou está agora próximo dos $1800. A anormalidade histórica de estar acima da platina continua, no entanto.

Entretanto, até revistas científicas já dedicam artigos ao ouro. Não admira, o ouro é já visto por uma maioria dos americanos (especialmente os de baixos rendimentos) como o melhor investimento de longo prazo. Krugman, entretanto, também já conseguiu encontrar uma justificação para a subida do preço do ouro em ambiente deflacionário, indicando que o ouro tanto sobe com inflação como com deflação. A ser verdade, foi descoberto o único investimento sem risco da história.

O ouro não é um activo igual aos outros, dizem. Desta vez é diferente.

Leituras adicionais: Do Ouro, Do Ouro (2), Do Ouro (3), Do Ouro (4)

Time to Break up the Eurozone?

Filed under: União Europeia — Filipe Faria @ 00:48

Time to Break up the Eurozone? By Nick Hayns (Institute of Economic Affairs)

“For the eurozone, it is harder to predict. As with all political creations, there is often a yawning chasm between what should happen and what will happen. An orderly break up of the eurozone is what should happen, with those southern belt countries defaulting, adopting their own currencies and putting themselves on the road to recovery. What will possibly happen, however, is a fiscal centralisation, where individual countries find their spending decisions made for them by their northern European neighbours. A fiscal union to match the political union. It will surely not be sustainable – how long will already aggrieved German taxpayers be willing to fund less competitive Mediterranean economies?”

“o país que precisa de um salvador não merece ser salvo”

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:10

Schaum der Tage. Por Samuel de Paiva Pires.

Setembro 14, 2011

Fraternidade São Pio X: rumo à reconciliação plena

Filed under: Internacional,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 23:40

Vaticano: Acordo com lefebvrianos está mais próximo
Responsáveis da Santa Sé esperam «reconciliação plena» após décadas de separação

Os líderes da Fraternidade São Pio X (FSPX), fundada pelo falecido arcebispo Lefèbvre, estiveram hoje reunidos no Vaticano com os responsáveis da Congregação para a Doutrina da Fé, da Santa Sé, para debaterem um entendimento conjunto.

(…)

Os problemas que estão em cima da mesa dizem respeito, sobretudo, à aceitação do Concílio Vaticano II (1962-1965) e do magistério pós-conciliar dos Papas, como explicava o próprio Bento XVI.

Na nota de hoje, a Santa Sé deixa “abertos a uma legítima discussão o estudo e a explicação teológica de expressões ou de formulações particulares presentes nos textos do Concílio Vaticano II e do magistério que se seguiu”.

Esta manhã, indica a sala de imprensa da Santa Sé, “foram propostos alguns elementos, tendo em vista uma solução canónica para a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que se seguiria à eventual e esperada reconciliação”.

Por vontade de Bento XVI, uma comissão mista de estudos reuniu-se por oito vezes desde outubro de 2009 a abril deste ano, para “clarificar as respetivas posições e as suas motivações”.

What is “European economic governance” ?

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,União Europeia,Videos — André Azevedo Alves @ 23:15

Farage: EU Economic Governance is Anti-Democratic Dictatorship

Humor: Os do costume pedem mais

Filed under: Economia,Humor,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 18:43
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Perante notícias destas, esta é a melhor analogia:

Esperar para ver

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:56

À primeira vista, parecem boas notícias, mas será preciso aguardar pela implementação do programa anunciado para depois poder avaliar os seus resultados reais, especialmente no que diz respeito à contenção da despesa pública: Governo suprime 1712 lugares dirigentes na Administração Central

Pedro Passos Coelho anunciou, durante debate quinzenal no Parlamento, a redução de 27% de cargos dirigentes na Administração Central e a extinção de 162 entidades públicas. O Estado poderá assim poupar 100 milhões de euros.

Técnicas de propaganda

Filed under: Ambiente,Comentário,Media — Miguel Botelho Moniz @ 16:48

A Universidade de Bremen anunciou ontem novos “mínimos históricos” na extensão de gelo no Ártico. O Público noticia hoje o referido anúncio. Todas as restantes fontes relativas à extensão de gelo mostram resultados diferentes; apenas a Universidade de Bremen apresenta os referidos mínimos. A época de verão ainda não chegou ao fim e os dados são inconclusivos, senão mesmo contraditórios ao anúncio, pelo que o surgimento do mesmo nesta altura é, no mínimo prematuro.

Que pode motivar um anúncio tão pouco ortodoxo cientificamente? O Climate Reality Project de Al Gore começa hoje; e à falta de melhor (as temperaturas não sobem, os furacões não aumentam, o gelo não derrete), é o que se arranja.

Perdido por 100, perdido por 1000

Filed under: Economia,Humor,Política,Política Fiscal,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 14:49


«A sustentabilidade da Segurança Social não será afectada com a redução da taxa social única prevista para o próximo ano, afirmou hoje o ministro Pedro Mota Soares

I don’t think that’s going to help him much

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — Miguel Botelho Moniz @ 14:38

Poll: Obama is still popular abroad

A regulação, tal como o Zé, faz falta

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Botelho Moniz @ 14:00

Europe’s banks are staring into the abyss:

«How come European banks have got so much of the stuff? Well ironically, this is one lending decision gone wrong that the banks cannot be blamed for. In response to the original banking crisis, regulators ordered banks substantially to increase their liquidity buffers. Government bonds are generally viewed as the most liquid and least risky assets to hold, so that’s where the money went.

That these regulatory obligations also helped governments fund their ever growing deficits is by the by. In any case, nowhere is the law of unintended consequences more in evidence than in financial regulation. By seeking to address the last crisis with greater liquidity buffers, regulators succeeded only in sowing the seeds for the next one. A banking crisis that transmogrified into a sovereign debt crisis now shows every sign of transmogrifying back into another banking crisis.»

Deaf, blind and dumb

Filed under: Comentário,Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 13:45

Tem uma certa piada a indignação com a situação das contas públicas dos últimos anos na Madeira; especialmente quando vem de pessoas ligadas ao partido que esteve no governo no periodo em causa. Como se fosse diferente do que se passou no continente e como se o governo central não fosse cúmplice da desorçamentação e descontrolo (que ele próprio promoveu). Constitucionalmente, cabe ao Tribunal de Contas fiscalizar as contas do governo, tanto central como das regiões autónomas. Há anos que este tribunal levanta bandeiras vermelhas sobre as contas do estado, tanto ao nível central como regional e local. De igual modo, existe um representante de república com poderes de veto sobre os diplomas aprovados no parlamento regional. Que ligitimidade teria o governo central para agir em função dos relatórios do Tribunal de Contas relativos à Madeira quando se faz de surdo, cego e mudo quanto aos relatórios do mesmo tribunal relativos à administração central?

Equivalência Ricardiana

Filed under: Política Fiscal,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 13:30
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Um dos slides que costumam estar presentes nas minhas apresentações é este:

Pena muita gente não perceber esta regra simples…

Resursos:

Equivalência Ricardiana na Wikipedia (resum0 em PT)

David Ricardo na Wikipedia (resumo em PT)

Resumo e crítica na Investopedia - Recomendado para leituras rápidas

Resumo e Crítica na EconLib - Recomendado para introdução ao debate

Resumo e Crítica no ECB - Recomendado para especialistas

Conselho Europeu dá uma ajudinha às editoras musicais

Filed under: Comentário,Cultura,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 13:22

Foi aparentemente aprovada uma extensão dos direitos de autor de gravações musicais de 50 para 70 anos. Apresentada como uma reivindicação de “músicos e produtores”, a medida protege essencialmente as editoras, pois são elas normalmente a deter estes direitos, que incidem sobre as gravações em si e não sobre as peças musicais (passíveis de direito de autor, no sentido estrito do termo, sobre as melodias e letras).

Tendo provavelmente já percebido que a sua estratégia de processar os seus clientes não é brilhante, as editoras viram-se agora para a via do rent-seeking para tentar atrasar a falência do seu modelo de negócio inviável.

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