O Insurgente

Setembro 21, 2011

Execução Orçamental de Setembro

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 12:18

Foi ontem divulgado o boletim de execução orçamental referente ao período de Janeiro a Agosto deste ano. Assim, temos que, no conjunto das administrações públicas, o saldo negativo acumulado é de 5.037 milhões de euros o que, tudo o resto constante, indica que, incluindo os buracos orçamentais (uns tantos salários, a Madeira e o BPN), chegaremos ao final do ano com um défice ligeiramente inferior aos 10.000 milhões fixados no Memorando de Entendimento como tecto máximo para 2011. Ou seja, mantenho o que já aqui escrevi diversas vezes: a sobretaxa de IRS representa uma prudência excessiva (e eleitoralmente indevida) do Governo pois, da análise dos números, não é necessária. Enfim, aguardo, esperançosamente, quiçá demasiado esperançosamente, a retirada da medida lá para o final do ano, no que seria uma jogada política de mestre do Primeiro-Ministro!

Quanto aos pequenos destaques, saliento o aumento das remunerações certas e permanentes no Ministério da Administração Interna, por causa das promoções e aumentos que se concederam às Polícias, e também no antigo Ministério da Presidência, por motivos que infelizmente se desconhecem (e que ninguém ainda se lembrou de pedir ao antigo titular da pasta, o Dr. Pedro Silva Pereira). Quanto ao outro, e principal, destaque: confirma-se que é nas transferências de capital que está neste momento o grande problema, pois um aumento de 416% (em euros, 650 milhões) na sempre enigmática “Outras transferências de capital”, que por sua vez representam mais de 30% de toda a rubrica “Despesas de capital”, indicia que o Tesouro anda a socorrer muitos aflitos, nomeadamente aqueles que no chamado Estado paralelo não se conseguem financiar sem ajuda. Por fim, ainda neste domínio do Estado paralelo, observa-se que o Ministro da Saúde, que na minha opinião tem sido um dos ministros com melhor desempenho governativo, tem ainda muito trabalho pela frente, nomeadamente naquele que é porventura um dos maiores cancros do País: as despesas com Parcerias Público Privadas no Sistema Nacional de Saúde aumentaram 46,1%…

Os frutos do sindicalismo na polícia

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:56

Polícias fecham olhos às multas na Semana da Indignação

A partir de hoje e até dia 28, serão muito menos os polícias que estarão nas ruas, esquadras e postos. Haverá menos guardas nas cadeias e, em consequência, haverá menos visitas. A segurança nos postos fronteiriços e nas águas territoriais terá malhas menos apertadas e até as acções de fiscalização em restaurantes e similares será muito menos rigorosa.

(…)

“Pedimos a todos os associados para utilizarem todos os mecanismos legais ao seu dispor para não irem trabalhar”, disse ontem ao PÚBLICO o presidente da CCPFS, Paulo Rodrigues, que também preside ao mais representativo sindicato da PSP.

A par deste pedido, que fará com que aumentem os pedidos de férias, os dias concedidos para actividades sindicais e, eventualmente, as baixas médicas, os polícias também vão estar mais “distraídos” nas actividades diárias.

Leitura complementar: Agricultores vítimas de assaltos sistemáticos; Um país cada vez mais inseguro; Um país a saque; Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Portugal não está recomendável; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?

Quando a realidade imita o cartoon

“Sim, ele está morto”, confirmou à AFP um aliado político próximo de Rabbani, chorando ao telefone.
A polícia afegã informou que o antigo chefe de Estado foi morto por um falso emissário taliban, um kamikaze que tinha escondido a bomba no seu turbante.
Um conselheiro de Rabbani terá sofrido ferimentos graves devido ao ataque, segundo uma fonte policial. “Masoom Stanekzai está vivo mas muito ferido”, disse a fonte que não se quis identificar à Reuters por não estar autorizado a falar à imprensa.
Rabbani e o conselheiro encontravam-se numa reunião com dois membros taliban na altura da explosão. “Dois taliban foram com Stanakzai. Ninguém foi revistado. Pouco depois ouvimos uma explosão. Começamos todos a gritar: ‘Mataram Ustaad Ustaad [termo de deferência]‘ “, contou à BBC um dos membros da casa do alto conselheiro.

 

para esquecer

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 09:45

No mesmo dia em que a minha consideração política pelo Primeiro Ministro aumentou um pouco, a minha consideração pelo senhor Presidente da República, pelo contrário, não pára de diminuir. A forma como o Professor Cavaco Silva tem lidado com o caso “Madeira” confirma a minha avaliação do exercício que este Presidente tem feito da Presidência da República: um exercício patético e de uma inutilidade irritantemente atroz. É para isto que os contribuintes pagam quase 20 milhões de euros por ano?!

Ps: E quanto à tal Magistratura activa, o slogan com base no qual ainda há uns meses foi reeleito (mas não com o meu voto), estamos conversados…

Passos para uma revolução fiscal?

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 09:34

A entrevista de ontem do senhor Primeiro-Ministro à RTP foi muito bem conseguida. Eu, que neste blogue tenho sido um crítico destes primeiros meses do Governo (em especial desde que a sobretaxa de IRS, uma traição ao manifesto eleitoral, foi anunciada), confesso que fiquei surpreendido pela positiva. Parabéns a Passos Coelho, que se expressou com clareza e de forma assertiva, e aos seus assessores políticos que captaram o “mood” do País.

Quanto ao que foi dito pelo Primeiro-Ministro, esteve bem no dossier “Madeira”, idem no dossier “TGV” e, por fim, lançou uma muito interessante ideia no que diz respeito ao folhetim “TSU”. É que ao sugerir, como alternativa à redução generalizada da TSU – medida que, já se percebeu, o Governo não quer adoptar –, uma eliminação total da mesma, ainda que limitada a um ano, para as empresas que criem emprego líquido, avançou no sentido que a mim me parece certo: uma (pequena) revolução na fiscalidade directa, que onera especialmente o investimento e a criação de emprego.

Enfim, há muito, em particular no Portugal Contemporâneo, que escrevo acerca da necessidade de revolucionar a fiscalidade no nosso País. A descida da fiscalidade directa, que onera o investimento, o emprego e a poupança – as áreas em que Portugal é deficitário – em contrapartida de um agravamento (mas não proporcional) da fiscalidade indirecta, que onerasse o consumo, nomeadamente o consumo não essencial importado, permitiria ao País reposicionar-se na cena internacional em matérias fiscais, actuando sobre os nossos principais desequilíbrios macro económicos (pouco investimento, pouco emprego, pouca poupança, demasiado consumo importado). Ora, a sugestão ontem apresentada por Passos Coelho, embora tímida para os meus padrões – a eliminação total da TSU, e a prazo o mesmo no IRC, deveria ser permanente –, é um passo na direcção certa…

Como pode o Banco Central aumentar a Base Monetária se a banca não aumentar o crédito?

Filed under: Economia,Política Monetária,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:14
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Podem ler em detalhe neste artigo.

PS: Mesmo quando o “Multiplicador do Crédito” tem um comportamento tipo…

Setembro 20, 2011

Canal Insurgente Memória (3)

Filed under: Diversos — João Luís Pinto @ 15:00

O PSD e o CDS vão apresentar um projecto de lei conjunto que prevê a criminalização do enriquecimento ilícito e com penas de prisão até cinco anos. O anúncio foi feito hoje pelas duas bancadas, depois de terem conseguido ultrapassar as resistências dos democratas-cristãos à consagração na lei deste tipo de crime.

Embora no projecto de lei que deu entrada na mesa só os titulares de cargos políticos ou de altos cargos públicos sejam abrangidos pela criminalização do enriquecimento ilícito, o CDS-PP comprometeu-se a permitir alargar aos cidadãos em geral, na discussão na especialidade. Âmbito que é defendido no projecto do PCP.

[...]

Para evitar a inversão do ónus da prova – o que seria inconstitucional –, o projecto determina que cabe ao Ministério Público demonstrar que o património foi obtido de forma ilícita. Mas o visado pode depois justificar “razoavelmente” a legalidade do enriquecimento, ou seja, que decorre de herança ou doação, venda de uma propriedade, realização de mais-valias mobiliárias e imobiliárias, rendimentos provenientes da propriedade intelectual e dinheiro ganho em jogos de fortuna e azar. Os rendimentos legítimos são os que constam na declaração de IRS.

Público, 16 de Setembro de 2011, com negritos meus.

Excertos da intervenção do deputado do CDS Filipe Lobo d’Ávila (actual Secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça Interna) em representação da bancada aquando da discussão na assembleia da república da proposta de lei do PSD para a criminalização do enriquecimento ilícito, a 10 de Dezembro de 2009, na qual o CDS se absteve:
(mais…)

O que vamos fazer com as Regiões Autónomas?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:18

Além da irresponsabilidade política que grassa na Madeira, existe um problema na maioria das vezes esquecido: a impossibilidade de quem paga as obras na Madeira não poder castigar os governantes daquela ilha. Se parte das receitas da Região Autónoma advêm de transferências do governo central, quem paga não bufa. Lembram-se daquele princípio básico para qualquer sociedade democrática? No taxation without representation. Em Portugal, e no que diz respeito à Madeira e ao financiamento das autarquias locais, não existe.

É importante que nos demos conta do seguinte: esta crise não põem apenas em causa o euro e, com ele, a União Europeia. Questiona a própria organização do Estado português. Atenção que não sou contra a existência de Regiões Autónomas. Apenas entendo que a auto-suficiência financeira é obrigatória para que haja verdadeira autonomia política. Se não percebermos isto, não me admira que ainda venhamos a discutir o fim das Regiões Autónomas.

Canal Insurgente Memória (2)

Filed under: Política,Portugal — João Luís Pinto @ 11:15

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, exigiu, esta sexta-feira à noite, em Viana do Castelo, que aqueles que conduzem a maus resultados e a incumprimentos devem ser responsabilizados civil e criminalmente.

“Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram”, disse Pedro Passos Coelho, salientando que não se pode permitir, também, que aqueles que “conduzem aos maus resultados andem sempre de espinha direita como se nada fosse com eles”.

As pessoas tem que ser responsabilizadas pelo que fazem. Se nós temos um orçamento a cargo e não o cumprimos, se dissermos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa, também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções“, afirmou o líder social-democrata, esta sexta-feira à noite, em Viana do Castelo, numa festa promovida pelo PSD de Barcelos.

Não é apenas a responsabilidade eleitoral. Essa também virá. Quem apresenta mau resultados deve pagar eleitoralmente, mas o pais não desenvolve uma cultura de responsabilidade“, salientou Pedro Passos Coelho [...].

5 de Novembro de 2010 (video), com negritos meus.

Na mouche

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 10:38

“As autoras do Jugular estão estarrecidas com a dívida madeirense. Parece que os benefícios do investimento público não se verificam nas regiões autónomas.”

Luís M. Jorge

Más indicações para um partido sem identidade

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 10:13

Descontando à partida a falta de credibilidade das empresas de sondagens em geral e a sua propensão para sub-valorizar o peso do CDS, não deixa de ser preocupante para Paulo Portas que apenas alguns meses após as últimas eleições, o CDS tenha apenas 6% das intenções de voto (lembram-se da história dos 20%?). Não será certamente alheio ao facto de o CDS se ter desvinculado daquele que deveria ser o seu papel nas actuais circunstâncias: a defesa do sector produtivo e dos contribuintes. Com o silêncio forçado a partir de cima, o CDS deixou toda e qualquer discussão sobre as medidas do governo para os partidos à esquerda do PSD. Não será por acaso que o governo parece estar a seguir o caminho de redução do défice a partir de um aumento de receitas. Sem oposição uma voz forte de direita é mais fácil seguir caminhos de esquerda. Um partido sem identidade própria e que busque o poder pelo poder tenderá a enfraquecer. Esta sondagem pode ser um sinal disso.

How to Create a Job: Creating Value, Not Just Work

Filed under: Videos — António Costa Amaral (AA) @ 07:58

How to Create a Job: Creating Value, Not Just Work

Wikileaks aposta no olha para o que digo, não para o que faço II

Ao serviço imaculado do furacão informativo, da Verdade, da Transparência e da nova política. The treachery of Julian Assange, por Nick Cohen.

Leitura complementar: Wikileaks aposta no olha para o que digo, não para o que faço.

Não acredite em tido o que lê…

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:13

Especialmente se ler a imprensa portuguesa: Tresler. Por Gabriel Silva.

Toda a impensa escreve: «Partido de Merkel perde eleições regionais em Berlim».

Jornalisticamente falando, «perde eleições» quem está no poder. Não era o caso. Logo, a notícia correcta seria «SPD renova vitória em Berlim». Ou ainda mais factual: «Coligação de esquerda vence em Berlim mas perde maioria».

É que os factos podem ser chatos chatos, mas não há volta a dar-lhes.

1. O governo estadual de Berlim era formado pela coligação entre SPD e a extrema-esquerda do Die Lieken.
2. Os partidos da coligação perderam votos e deputados: 6 deputados o SPD e 4 o Die Liken.
3. «O Partido de Merkel» ganhou votos e deputados: +2% e + 2 deputados.
4. Os 2 partidos de esquerda que até agora governavam em maioria, perderam-na e provavelmente terão de chegar a um entendimento com o Verdes.

Aliás, é já uma tradição nacional qualquer leitor mais avisado ter de se socorrer de fontes não-portugueseas para saber verdadeiramente o que se passa na maior parte dos países. Veja-se também o caso das recentes eleições eleições na Dianamarca.
Pergunte-se a qualquer pessoa e todos dirão que os sociais-democratas ganharam as eleições naquele país. Errado.
Na verdade, foram o segundo partido mais votado. Perderam votos e um deputado. Tiveram o pior resultado eleitoral nos últimos 100 anos.

Setembro 19, 2011

Boas frases

Filed under: Política,Teoria — Tomás Belchior @ 16:11

“Many voters seem to think that government has the power to protect them from the consequences of their sins. Then they get angry and cynical when it turns out that it can’t.”

Da última coluna do David Brooks intitulada “The Planning Fallacy“.

Quando jota rima com idiota

Filed under: Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 14:28

JSD defende turmas no 1.º ciclo com professores diferentes para Português, Matemática e Meio Físico

Do reino proletário fantástico de Garcia Pereira

Chegam as soluções. O que Portugal precisa “mais do que nunca” é cortar nas verbas das polícias e criar uma  “nova sociedade sem opressão e exploração”. Estas são algumas das excelentes soluções para o país,  propostas pelo advogado Garcia Pereira, o unipessoal e querido líder do  PCTP/MRPP.

Descentralizem a responsabilidade, sff

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:32

Só se espanta com o que Alberto João Jardim disse de ter ocultado parte da dívida da Madeira por legítima defesa, quem quer. O que o líder madeirense fez foi ter mais lata que todos os políticos regionais e municipais, dizendo-nos na cara aquilo que todos pensam e fazem: gastar o máximo possível para satisfazer o seu eleitorado.

O problema das regiões autónomas, em muito semelhante ao das autarquias e das regiões administrativas que felizmente não se criaram, é que a sua autonomia política não tem correspondência financeira. Enquanto as receitas de uma região autónoma não se limitarem aos impostos cobrados aos que nelas vivem, não descentralizamos a responsabilidade política. Podemos falar de solidariedade nacional, de que queremos ajudar as ilhas para que estas não percam habitantes. Podemos. Mas essa escolha, de transferirmos dinheiro dos cofres do Estado central para os poderes regionais, tem como custo a proliferação de políticos populistas e demagogos como Jardim. Políticos que tudo farão para sacar o máximo aos contribuintes do resto do país para, dessa forma, financiar os que podem votar neles.

Holísticos e modestos

Filed under: Blogosfera — André Azevedo Alves @ 10:37

A Destreza das Dúvidas, em nova versão revista e alargada:

Um blogue de tipos que percebem montes de Economia, História, Filosofia, Cinema, Literatura, Religião e Pontes. Numa palavra, holísticos.

Calimero, versão Norte-Coreana

Filed under: Blogosfera,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 06:55

Dizem que foi uma manifestação, mas dado o número de presentes também pode ter sido apenas um convivívio de ex-bloggers do 5 Dias. Em Nova Iorque juntaram-se 300 pessoas em Wall Street para protestar. Não se sabe muito bem a favor ou contra o quê se manifestaram. Aparentemente manifestaram-se contra a falta de atenção dada à manifestação. Apesar das 282 entradas na Google News (um rácio de pouco mais de uma entrada por manifestante), no blog do António “I was only following orders” Figueira faz-se eco dessa indignação contra a falta de atenção da imprensa. Não admira, estes são os mesmos que outrora se queixaram da falta de atenção mediática aos 50 desocupados que se reuniram no Rossio. À falta de uma estrutura ideológica coerente e pessoas que a apoiem, resta o queixume. Podia ser pior.

Setembro 18, 2011

Abaixo a limonada ilegal

Lemonade Wars: The State Battles Entrepreneurialism.

A necessidade de tudo controlar, orientar e certificar ultrapassa, em muito, o ridículo.

Leitura recomendada

Filed under: Blogosfera,Internacional,Política — ruicarmo @ 22:48

After America: the book of 2011, por Daniel Hannan.

Os neo-hippies ficaram em casa

Filed under: Ambiente,Cultura,Desporto,Economia,Energia,Internacional — ruicarmo @ 21:10

E não inundaram Wall Street.

Organizers expected 20,000 for Day of Rage march on Wall Street; 300 attended  Continue reading on Examiner.com Organizers expected 20,000 for Day of Rage march on Wall Street; 300 attended.

(…) One Twitter follower said that the only people who showed up were college students and a few hippies.  The group was expecting 20,000 to attend the Day of Rage on Wall Street.  The police were out in full force, but weren’t needed.  Two arrests were made when two of the demonstrators went into a Bank of America wearing masks, according to the New York Post.

Mais informações:  “Day of Rage:” Alinskyites call for pointless mass sleepover on Wall Street.

UE deve (pelo menos) um pedido de desculpas à Turquia

É o Chipre um país independente, reconhecido pelos actores internacionais e membro de pleno direito da União Europeia?

Notas de acesso ao ensino superior público 2011

Filed under: Economia,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:26

As médias dos últimos colocados no concurso de acesso ao ensino superior público deste ano estão disponíveis aqui.

A crise poderia e deveria ser uma oportunidade para repensar a intervenção do Estado no ensino superior, promovendo uma maior concorrência e abertura do sector. Infelizmente, há até ao momento poucos sinais de que tal vá acontecer, até porque os poderosos interesses instalados tudo farão para manter o controlo corporativo e administrativo sobre o sistema e o financiamento que ainda vai havendo: Pela primeira vez em seis anos, o número de alunos colocados sofreu redução

O número de alunos que conseguiu lugar no ensino superior diminui este ano, o que já não sucedia desde 2005. Foram colocados na 1.ª fase 42243 candidatos, menos 3349 do que em 2010.

Inaceitável é não pagar as dívidas

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Política,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 17:20

É espantoso observar as tentativas de desviar a responsabilidade pelo descalabro orçamental, económico e social a que o estatismo e o corporativismo conduziram o país. Quase todos em Portugal estavam contra o “economicismo”, a “ditadura do défice” e, claro, o “ultra-neo-liberalismo”. Agora que os resultados estão à vista e já não podem ser ignorados, resta arranjar bodes expiatórios: Responsável da Ordem dos Médicos contra decisão da Roche – Corte de fornecimento de medicamentos para cancro é “totalmente inaceitável”

Há hospitais que “não pagam as contas há três ou quatro anos”, justificou ao jornal americano o presidente executivo da Roche, Severin Schwan. “Chega-se a um ponto em que o negócio já não é sustentável”. A mesma medida poderá ter de ser adoptada em Espanha, acrescentou o executivo, notando ainda que alguns hospitais públicos em Itália e Portugal também têm pagamentos em atraso.

“Nem quero acreditar que isso possa acontecer. Embora um laboratório não possa estar sempre a fornecer um bem que não é pago, não me parece que seja uma boa política suspender o fornecimento de medicamentos, em particular na oncologia. Isso implicaria rupturas nos tratamentos e isso é absolutamente impensável”. Tal como há uma ética médica, há uma ética dos interesses privados”, defende Jorge Espírito Santo.

Inaceitável

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:07

Sendo certo que quem não denunciou o descalabro orçamental dos últimos anos a nível nacional não tem agora legitimidade para vir rasgar as vestes a propósito da Madeira, não é menos verdade que a conduta de Alberto João Jardim é simplesmente inaceitável e que esta será uma prova de fogo para a credibilidade e autoridade de Pedro Passos Coelho: Jardim diz que omitiu 1.113 milhões em “legítima defesa” da Madeira

Alberto João Jardim reconheceu, sábado à noite, ter escondido dívidas da Madeira. Na sexta-feira, o presidente do governo regional tinha negado a existência de uma “dívida oculta”, detectada pelo INE e pelo Banco de Portugal.

Alberto João Jardim ironiza intenção da PGR em analisar dívida

O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje que não está preocupado com o anúncio da Procuradoria-Geral da República de que vai analisar o caso da omissão da dívida na região autónoma.

“Eu estou é preocupado que haja gente tão pouco inteligente e tão pouco patriota no país como essa gente que faz essas críticas”, disse Alberto João Jardim à margem da inauguração de uma estrada em São Vicente.

Leitura complementar: Uma questão de coerência para Seguro e Passos Coelho.

Acordo Ortográfico

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 16:39

Como se não bastasse Portugal estar transformado num circo manhoso, onde já nem os palhaços têm lustre, temos ainda que aturar agora essa farsa chamada Acordo Ortográfico. Dizem os burocratas do acordo e os seus cordeirinhos que houve outros ajustes da língua no passado e que daí não veio qualquer mal ao mundo. Para além de ser sempre divertido ver um burocrata defender a bondade de uma decisão de secretaria evocando outras decisões de secretaria, esta visão do problema revela o quão fora do mundo estão estes mangas-de-alpaca financiados pelo contribuinte. Fechados nos seus gabinetes das nove às cinco, nem repararam que há cinquenta ou cem anos o mundo era muito diferente. Ora pensem lá um bocadinho, meus senhores, e vejam se vai ser assim tão fácil doutrinar, numa geração, uma população habituada a viver num mundo onde as normas aparecem — se é que aparecem! — como resultado de fenómenos emergentes. Vamos ter dois sistemas, um dentro das paredes das escolas e nos jornais oficiais — que, como se sabe, estão em queda acentuada — e outro no dia-a-dia, no Facebook, no Twitter, nas mensagens de correio, nos blogues e nas listas de compras. E tudo isto para quê? Se é para degradar a língua portuguesa, já temos o dialecto éseémeésiano e o portinglês. Não precisamos de mais confusão lançada de forma oficial.

Welfare trap 101

Filed under: Economia,Política — dos ∫antos @ 16:19

«¿Un empleo? Gracias, pero prefiero seguir cobrando la ayuda»

«Buenos días, le llamamos de Lanbide para comunicarle que, como perceptor de la Renta de Garantía de Ingresos, ha sido seleccionado para optar a uno de los 212 puestos de trabajo que ofrecemos en Bilbao». Respuesta: «Gracias, pero no me interesa. Prefiero seguir cobrando la ayuda». Conversaciones como ésta forman parte de un estudio del servicio Vasco de Empleo, Lanbide, para conocer la empleabilidad de los perceptores de la Renta de Garantía de Ingresos (prestación económica para personas sin ingresos) en Bilbao. El resultado de la experiencia desveló fraudes y prácticas poco correctas entre algunos de los perceptores de esta prestación. Casi la mitad de las cerca de 2.000 personas con las que se intentó contactar para ofrecerles un empleo o no estaban disponibles -no contestaban al teléfono- o no les interesaba trabajar. Incluso, cerca de un centenar aseguró estar ya trabajando a pesar de cobrar supuestamente la RGI. (…)

En concreto, se ofertaron 212 puestos de trabajo reales destinados a perceptores de esta prestación en Bilbao. El área de servicio del Ayuntamiento de la capital vizcaína facilitó a Lanbide los datos y teléfonos de 1.875 perceptores para que Lanbide se pusiera en contacto con ellos. La primera dificultad que encontraron los técnicos de Lanbide fue dar con estas personas. Según el balance de esta experiencia, fue imposible contactar con 498 de estos perceptores. A 335 se les telefoneó un mínimo de cuatro veces en distintos días (a algunos se les llamó hasta ocho veces). Otros 163, en cambio, tenían un número erróneo o restringido.

Con los que se consiguió contactar también hubo sorpresas. De hecho, 279 personas a las que se les ofreció la oportunidad de un puesto de trabajo dijeron directamente que no estaban interesados. De ellos, 74 aseguraron que se encontraban trabajando y otros tres confesaron que vivían fuera de Euskadi, algo incompatible para cobrar esta prestación. Además, otros perceptores argumentaron que se encontraban al cuidado de menores o mayores, que estaban estudiando o que se hallaban enfermos. (…) Finalmente, se consiguió concertar la entrevista con 939 de los 1.875 perceptores, aunque de ellos 57 no acudieron a la cita. De los entrevistados, 213 llevaban más de seis años en el desempleo y 109 aseguraron no haber trabajado nunca.

Para haver défices, alguém tem de ter superavites

Filed under: Economia,Internacional,Política,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 14:49
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E esse alguém está um bocado farto.

No World Economic Forum esta semana Wen Jiabao – 1ºM Chinês – disse que está na hora de o ocidente colocar a casa em ordem e não de depender nas poupanças chinesas.

Podem ler o artigo todo AQUI.

Abaixo fica uma transcrição de parte do mesmo:

Chinese Premier Wen Jiabao, facing calls to widen support for indebted European countries, signaled that developed nations should cut deficits and open markets rather than rely on China to bail out the world economy.

“Countries must first put their own houses in order,” Wen said today at the World Economic Forum in the Chinese city of Dalian. “Developed countries must take responsible fiscal and monetary policies. What is most important now is to prevent the further spread of the sovereign debt crisis in Europe.”

China can best contribute to the global economic recovery by ensuring steady growth at home, Wen said, calling on the European Union and U.S. to allow more Chinese investment in return. Stocks dropped in Asia as the comments damped optimism that China would help stabilize the euro region, after Italy this month followed Spain, Portugal and Greece in seeking investment from the world’s fastest-growing major economy.

“What he is basically saying is China wants to help, they want to invest, but we can’t help you take the proper measures to control the debt crisis, you’ve got to do that on your own,” said William Rhodes, a senior adviser to Citigroup Inc. who was at Wen’s speech.

The MSCI Asia Pacific Index gave up its early gain of as much as 0.3 percent to trade 1.8 percent lower at 5:19 p.m. in Hong Kong. Crude oil in New York was 1.2 percent down at $89.17 a barrel. Losses were capped after Chinese business magazine Caijing reported that China is still willing to buy bonds of crisis-hit nations, citing Zhang Xiaoqiang, a vice chairman of the National Development and Reform Commission.

Cumplicidades

Filed under: Política,Portugal,Videos — BZ @ 14:41

António José Seguro, sobre a fraude nas contas da Madeira (Público):

Seguro assegurou ainda que teria um comportamento caso se tratasse de um candidato socialista: “Se ele [Alberto João Jardim] fosse candidato do PS, naturalmente que lhe teria retirado a confiança política.”

Está tudo explicado! Isto afinal quer dizer que, no Congresso do PS do passado mês de Abril (antes das eleições!), Seguro apresentou-se sob o pseudónimo de “Rómulo Machado”:

A “economia verde” como rent-seeking

Filed under: Economia,Energia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:44

Sente-se o pânico…

Na passada quinta-feira, o Diário Económico lançou mais um Suplemento Verde, intitulado “O futuro da economia verde em Portugal”. O Diário Económico consegue superar neste momento o alarmista Público, e percebe-se porquê ao folhear as suas páginas: a publicidade verde está por todo o lado… Da leitura dos vários artigos, sente-se o pânico no ar! O pânico da xuxa acabar…

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 12:00

A glória das  sumidades socialistas reunidas em congresso, as novas oportunidades novamente protagonistas de um show de natureza duvidosa, a fé e as alergias decorrentes da Primavera árabe, o regabofe na Madeira, em Portugal continental e da solidariedade europeia  são os temas de A lata da casa, de Alberto Gonçalves.

Setembro 17, 2011

Estados de alma

Filed under: Cartoons — ruicarmo @ 23:58

O cartoon é da autoria de Paulo Oliveira.

Sugestão

Filed under: Agenda — Carlos M. Fernandes @ 20:51

Gregory Crewdson, um dos mais relevantes fotógrafos do circuito comercial, abre a temporada de 2011/12 da Galeria La Fabrica, em Madrid (um espaço exclusivamente dedicado à fotografia). Há um par de anos, nessa mesma galeria, vi um conjunto de fotografias de Crewdson pertencentes a séries anteriores. São imagens dominadas pela teatralidade, fotografia de cena de filmes imaginários, com um efeito perturbador, intenso, que se aproxima do sublime. Esta série agora apresentada na La Fabrica retrata a lendária Cinecittà de Roma, e está despojada de todos os artifícios, como se Crewdson quisesse mostrar o esqueleto do seu próprio trabalho, imitando Fellini e o final de E la Nave Va. Desce o pano, fica a fachada. Em resumo, e para não nos perdermos em pedantices, isto é memória, um dos blocos constituintes da arte (e da cultura), e a peça que falta na chamada arte contemporânea (e na “cultura” contemporânea). A não perder.

Gregory Crewdson, Beneath the Roses

Thomas Mayer e a Escola Austríaca

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:08

El analista jefe del Deutsche Bank: “Soy Austríaco en economía” – Thomas Mayer, uno de los analistas financieros más prestigioso del mundo, abraza la Escuela Austríaca de Economía y reniega del keynesianismo. Por Ángel Martín e José Abad.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 18:58

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Pide no prato
2Leitura dominical
3A Riqueza das Nações
4Lesa-Pátria
5EUROSHIMA

Uma questão de coerência para Seguro e Passos Coelho

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:16

Entre cumplicidades e acusações, era bom que tanto António José Seguro como Pedro Passos Coelho fossem coerentes na questão da disciplina orçamental: o primeiro condenando inequivocamente a política orçamental do país nos últimos anos; o segundo condenando inequivocamente a política orçamental conduzida por Alberto João Jardim na Madeira…

Dívidas da Madeira obrigam a revisão dos défices entre 2008 e 2010
Jardim garante que vai continuar a fazer obras e não despede ninguém
Seguro acusa Passos de ser “cúmplice” de Jardim
Primeiro-ministro diz que situação na Madeira é “irregularidade grave, sem compreensão”
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PGR vai analisar caso de omissão da dívida da Madeira

O passo seguinte: sermos multados se numa operação stop não apresentarmos os recibos de todos os objectos que viajam no carro e nos ocupantes do carro. E talvez criar uma base de dados com os gostos sartoriais e musicais de cada um, para averiguar futuras inconsistências suspeitas.

Filed under: Justiça,Portugal — Maria João Marques @ 17:17

«O que diz a Focus? Que em veículos particulares mandados parar em operações-stop da GNR, neste caso na A1, os seus ocupantes não foram só sujeitos aos habituais testes de alcoolemia, mas interrogados sobre que CD tinham no carro, tendo o leitor de CD sido sujeito a uma “busca”. Depois disso, as suas roupas foram identicamente sujeitas a “busca” para se saber quais as marcas e qual a origem, onde tinham sido compradas. Uma agente feminina estava presente para realizar idêntica busca nas roupas das senhoras. Uma peça de roupa comprada na Feira de Espinho e com marca suspeita levou à identificação de quem a usava. O objectivo destas “buscas” era, como se compreende, identificar artigos contrafeitos, CD copiados e roupas de marcas falsas. Os identificados, numa prática que a GNR confirma ser habitual, não eram feirantes, nem comerciantes de loja aberta, que pudessem estar a cometer qualquer crime fiscal, eram cidadãos comuns, podia ter sido qualquer um de nós.»

Pacheco Pereira, via Helena Matos, que de resto tem razão no título: as nossas forças de segurança não se dão a tanto trabalho à procura de bens roubados; nestes casos o trabalho a que se dão, e até o fazem rapidamente, é arquivar as queixas e informar disso os queixosos.

(Note-se que as mercadorias já estão obrigadas a circular nos carros comerciais acompanhadas de guia de transporte, guia de remessa ou factura.)

Ron Paul, libertarianism and the GOP

Filed under: Internacional,Política,Sondagens,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:56

Will Wilkinson Calls Ron Paul “an Embarrassment to the Creed” of Libertarianism. Por Matt Welch.

Anyone here watch the last Republican presidential debate, in Iowa? There was about a 15-minute section where it basically seemed like Ron Paul was moderating the thing, and the various other candidates had to react to his strong and unorthodox libertarian views on foreign policy and the Federal Reserve. Where once you could see eyes roll at Paul’s eternal return to the subject of government-induced “malinvestments,” now you saw Newt Gingrich mouthing very Paulian lines on monetary policy. Where Rudy Guiliani once nearly snapped Paul’s head clean off over foreign policy, now you have many Republicans expressing doubt over military overstretch in Afghanistan, Libya, and even Iraq. The party is moving in his direction on the issues that matter most right now–economic, fiscal, and foreign policies–and I think you certainly have to apportion some of that credit to the more-popular-than-ever Ron Paul.

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