O Insurgente

Setembro 21, 2011

Quando a realidade imita o cartoon

“Sim, ele está morto”, confirmou à AFP um aliado político próximo de Rabbani, chorando ao telefone.
A polícia afegã informou que o antigo chefe de Estado foi morto por um falso emissário taliban, um kamikaze que tinha escondido a bomba no seu turbante.
Um conselheiro de Rabbani terá sofrido ferimentos graves devido ao ataque, segundo uma fonte policial. “Masoom Stanekzai está vivo mas muito ferido”, disse a fonte que não se quis identificar à Reuters por não estar autorizado a falar à imprensa.
Rabbani e o conselheiro encontravam-se numa reunião com dois membros taliban na altura da explosão. “Dois taliban foram com Stanakzai. Ninguém foi revistado. Pouco depois ouvimos uma explosão. Começamos todos a gritar: ‘Mataram Ustaad Ustaad [termo de deferência]‘ “, contou à BBC um dos membros da casa do alto conselheiro.

 

4 Comentários »

  1. E quem é que teve a ideia primeiro?

    Quanto mais se prolonga um estado de guerra mais se aprofunda o decaimento acelerado de normas de conduta.

    Comentário por Carlos Novais — Setembro 21, 2011 @ 11:57

  2. A ideia dos direitos de autor é muito interessante nesta área. Especialmente quando um autor desenha um cartoon para um jornal e o outro autor se faz explodir, para assassinar. Daqui até concluir, a título hipotético, que a leitura de cartoons faz mal às pessoas, podendo o seu consumo alterar normas de conduta, é um pequeno passo.

    Comentário por ruicarmo — Setembro 21, 2011 @ 12:16

  3. “mais se aprofunda o decaimento acelerado de normas de conduta.”

    Verdade em geral, mas não neste caso. A utilização do bombismo suicida está, há muito, firmemente ancorada em sólidas interpretações do Islão, no que respeita à jihad.
    As leis da guerra, tal como nós as entendemos, não têm qq validade na cultura islâmica, onde a ética ( o que é bem e o que é mal), se baseia apenas nos textos sagrados e no exemplo do Profeta.

    Comentário por Jose — Setembro 21, 2011 @ 17:05

  4. “Quanto mais se prolonga um estado de guerra mais se aprofunda o decaimento acelerado de normas de conduta.”

    Sim. Para começar é um paradoxo: a maneira mais rápida de acabar uma guerra é usar extrema violência para matar muita gente.
    Mas não se aplica ao caso do conflito em questão ou o Carlos Novais tem feito um esforço sobre humano para não ler notícias de há 5 anos, 10 anos, 15 anos?

    Comentário por lucklucky — Setembro 21, 2011 @ 17:11


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