No mesmo dia em que a minha consideração política pelo Primeiro Ministro aumentou um pouco, a minha consideração pelo senhor Presidente da República, pelo contrário, não pára de diminuir. A forma como o Professor Cavaco Silva tem lidado com o caso “Madeira” confirma a minha avaliação do exercício que este Presidente tem feito da Presidência da República: um exercício patético e de uma inutilidade irritantemente atroz. É para isto que os contribuintes pagam quase 20 milhões de euros por ano?!
Ps: E quanto à tal Magistratura activa, o slogan com base no qual ainda há uns meses foi reeleito (mas não com o meu voto), estamos conversados…
“de uma inutilidade irritantemente atroz”
O Presidente da República é sempre, no sistema político português, após a revisão constitucional de 1982, de uma inutilidade irritantemente atroz.
Só Ramalho Eanes teve utilidade. Mas os partidos não gostaram da sua ação e, por isso, esvaziaram completamente as funções presidenciais na revisão de 1982. A partir daí, os Presidentes da República passaram a ser, todos eles, totalmente inúteis.
Cavaco Silva é apenas mais um desses inúteis.
Mas, ainda assim, mais vale ser inútil do que ser prejudicial, como Cavaco Silva por vezes foi no decorrer do seu primeiro mandato.
Comentário por Luís Lavoura — Setembro 21, 2011 @ 10:28
O Presidente da República não pode, numa altura destas, ser um perfeito inútil. Tem mais do que obrigação de pôr o energúmeno do AJJ na linha, nem que seja com uma comunicação ao país. O que me parece, é que o AJJ deve saber tanto sobre essa trupe, que nenhum tem os “cojones” de abrir a boca. Em mais nenhum país se admite uma atitude complacente como esta, a não ser que esteja enganado, que ao contrário do Cavaco, estou muitas vezes!
Comentário por Manuel Costa Guimarães — Setembro 21, 2011 @ 12:15