Os “cortes adicionais na despesa”, a que aludiu a “fonte oficial do executivo”, e que se traduzem em aumentos das taxas de electricidade e gás, são sim cortes na despesa do Estado. Ou não fosse “despesa pública” todo o dinheiro com que o Estado presenteia os bons cidadãos – e de forma exemplarmente eficiente, não cobrando aos contribuintes a riqueza (do Estado) que eles só passageiramente detêm no seu bolso, depois de a terem “produzido” (sob licença estatal). Mais concretamente, se é o Estado que detêm o poder de regular a distribuição da electricidade e do gás, e fixar impostos, tudo o que deixa de deixar na mesa são “cortes na despesa”. Os utentes vão ter que se remediar com menos restos, regozijando-se contudo, sabendo que o dinheiro que é de todos não está a ser desperdiçado em usos privados. Não faz sentido, portanto, a tua “simples constatação da realidade“. O seu a seu dono, meu caro.
Agosto 12, 2011
um filme para adultos…
…para desanuviar, na sequência do novo aumento de impostos: “Sócia…Estou Aqui Entesadíssimo!”
Reacções aos motins em Inglaterra: aprender com os imigrantes (2)
In Southall, west London, a crowd of turbaned Sikh men stood guard outside their temples last Tuesday night. Some held swords, others hockey sticks as they defied the looters to approach. None dared.
Over in Whitechapel, rioters were held back by 1,500 Muslim men – mostly Bengali, but also Somalis – emerging from the mosque after evening prayers. In Ealing, Monika Gnoinska, a Pole who came here 20 years ago, and her daughter Agneska, 27, decided that they couldn’t stand by and “watch these gangs wreck the country”. Armed with brooms and dust-pans, they joined their eastern European neighbours in a collective clean-up operation: “The street was full,” Monika said, “and everyone was saying, ‘We work hard, and we’re grateful to Britain for what it’s done for us. We won’t allow any more nonsense.’ ” Turks in Dalston, Poles in Ealing, and Kurds in Haringey stood up to the thieving thugs at night, then spent the day helping repair the damage.
Across the country, ethnic communities have emerged as the heroes of the week’s riots – and, in the case of the three Muslim youths who were killed as they defended their neighbourhood in Birmingham, its martyrs. They have shown themselves to be not just as law-abiding as the Anglo-Saxons, but far more inspiring.
Estes nunca me enganaram
Numa das imagens acima temos duas personagens de ficção que vão discorrendo discursos inventados feitos para entreter o país, mas que já só conseguem mesmo iludir as crianças. Os outros dois usam camisolas coloridas e sobre eles corre o rumor de que serão gays.
Bert and Ernie gay marriage rumours denied by Sesame Street producers
Sesame Street bosses have released a statement on Facebook denying that puppets Bert and Ernie are a homosexual couple, insisting that the characters are actually just best friends.
Tal como os outros dois, estes dois também não deixam espaço para dúvidas, apesar dos desmentidos constantes. Sempre tive a sensação que quando as câmeras eram desligadas, eles juntavam as camas.
Richard Mannington Bowes: a man of “old-fashioned values”
London riots: pensioner who confronted rioting yobs dies after life support machine is switched off
Richard Mannington Bowes, 68, died from head injuries days after the attack in Ealing, west London on Monday night.
He was pictured lying face down in a pool of blood after being assaulted while trying to stop youths setting fire to large rubbish bins across the green from the flat where he lived alone.
The suspect was held in west London on suspicion of murder, rioting and carrying out three burglaries, Scotland Yard said.
It has emerged that Mr Mannington Bowes was a recluse who was tormented by youths repeatedly urinating and throwing litter in the street outside his home.
(…)
Neighbours said he was a man of “old-fashioned values” and had a history of confronting anti-social behaviour in the area, regularly reprimanding youths for littering in the alley outside his flat.
Leitura complementar: A extrema-esquerda e a barbárie; A extrema-esquerda em luta por uma “sociedade mais justa”; Os motins em Londres e a extrema-esquerda portuguesa; Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam.
Mark Duggan e Desmond Noonan
UK riots: Mark Duggan was nephew of Manchester gangster Desmond Noonan
Duggan’s late uncle has been revealed as Desmond “Dessie” Noonan, whose feared crime family ran Manchester’s underworld for 20 years.
The link emerged yesterday as police sources said the officer who opened fire on Duggan had “an honest-held belief that he was in imminent danger of him and his colleagues being shot”.
não havia necessidade!
O desvio colossal, supostamente superior a 2 mil milhões de euros, sempre é, afinal, inferior. Assim, disse hoje o Ministro das Finanças que foi apurado um desvio equivalente a 1,1% do PIB, cerca de 1,8 mil milhões, e que daquele valor cerca de 600 milhões se referem ao BPN e à Madeira. Ora, tendo em conta que estes 600 milhões não constam dos dados de execução orçamental (o BPN está fora do balanço e a Madeira reporta, a exemplo dos Açores e das administrações locais, com atraso), o verdadeiro buraco na administração central e serviços afins (nomeadamente, nos Serviços e Fundos Autónomos) é de 1,2 mil milhões de euros, como em seu dia eu aqui tinha estimado. E, portanto, com base nesta evidência factual, regresso, com convicção redobrada, à minha dúvida existencial: se este Governo quisesse mesmo cortar na despesa pública, seriam estes aumentos de impostos realmente necessários? Julgo que não…
O Governo mudou, mas as aldrabices são as mesmas…
Governo vai recorrer a 600 milhões extraordinários por causa do BPN e da Madeira
O valor total do buraco, cerca de 597 milhões de euros, terá de ser inscrito no défice, mas para compensar este valor o Governo terá de recorrer à transferência de fundos de pensões dos bancos, à semelhança do que fez o ano passado com o PT, para as mãos do Estado.
O valor transferido é contabilizado como receita extraordinária no ano em que é recebido, abatendo ao défice, mas fica a cargo do Estado as responsabilidades futuras com estas pensões.
Quando toda a esperança se desvanece. Por Miguel Noronha.
Voltamos ao mesmo. Tal como feito em anos anteriores, o governo vai usar as receitas da transferência de fundos de pensões autónomos (*) para cobrir “buracos” na execução orçamental. Pelo caminho agrava-se a insustentabilidade do sistema público de pensões. Mas isso são questões a resolver por governos vindouros. Em linguagem popular, chuta-se o problema pra a frente.
Valha-nos a troika…
Face às decepcionantes medidas governamentais, valha-nos ao menos a “troika”, que afasta o cenário de aumentos adicionais de impostos este ano e faz um alerta sobre a descida da TSU que pode ser muito importante face aos graves disparates que já se têm ouvido a este respeito defendendo uma descida direccionada para benefício de apenas alguns grupos específicos de empresas: Troika liberta a 2ª tranche e diz que “este ano não há mais aumento de impostos”
Sobre a Taxa Social Única, acrescentou ainda que é importante que o corte na TSU “seja algo não selectivo e aplicado a toda a gente, mas é importante que seja ousado e arrojado”.
Quase 300% de aumento
Como o Ricardo muito bem salientou, o agravamento dos impostos sobre a energia é uma medida muitíssimo decepcionante: Previa-se corte na despesa, mas afinal o gás e a luz passam para os 23% de IVA
O Ministro das Finanças deveria ter anunciado medidas para conter a despesa, mas afinal veio anunciar a subida da taxa de IVA do gás e da electricidade para os 23%
Feitas as contas, por via do aumento de impostos, a electricidade e o gás vão ficar cerca de 17% mais caros, sendo que a subida do IVA em 17 pontos percentuais corresponde a um aumento de quase 300% da tributação da energia por esta via.
Considerando as promessas de cortes na despesa do Estado, os sucessivos anúncios de aumento de impostos começam, de facto, a ser desesperantes.
outro erro
Parte do desvio colossal, percebe-se agora, é proveniente da recapitalização do BPN e, surpresa (!), do desvario orçamental na Madeira. No total, são cerca de 600 milhões que o Governo irá colmatar com uma receita que, infelizmente, sairá muito cara aos contribuintes: a transferência dos fundos de pensões da banca nacional para a Segurança Social. É uma medida desastrosa. Primeiro, porque, pelo menos num dos casos, há muito que se fala na insuficiência de recursos face aos compromissos do respectivo fundo de pensões, logo, o mais provável é que suceda nova nacionalização de prejuízos privados. Segundo, porque, não obstante tratar-se de uma receita no curto prazo, a verdade é que no longo prazo a transferência destes veículos, como no passado aconteceu com os CTT e com a PT, representa um ónus financeiro para o Estado e contribuintes, na medida em que as reformas dos bancários são mais generosas que aquelas emanadas do regime geral da Segurança Social.
Ps: O “cerco” a Alberto João Jardim aperta-se…infelizmente, para a Madeira e para os madeirenses, não porque a Madeira fique pior sem AJJ – o ciclo político do PSD-M está esgotado –, mas porque quem vier a seguir (e como se diz por cá, vai vir) ver-se-á metido numa grande embrulhada económica e financeira…
muitíssimo decepcionante
Afastado da realidade nacional dos últimos dias, decidi hoje ir ler as últimas, sobretudo, depois de me ter chegado aos ouvidos que o Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, iria finalmente apresentar esses tão famigerados cortes na despesa pública. Mas não…afinal, a conferência de imprensa acabou por servir apenas para anunciar mais um aumento de impostos – o IVA na electricidade e no gás – à qual ninguém, como é evidente, escapará. Ora, senhor ministro, assim não é preciso nenhum PhD! Assim, é fácil!
Disse o Professor Vítor Gaspar que o IVA na electricidade e no gás natural aumentará para a taxa normal, a exemplo do que sucede na maioria dos países membros da União Europeia. Isso não impedirá, contudo, de elevar Portugal à liderança dos países da União Europeia onde os preços da electricidade, ajustados pelo poder de compra, são mais altos. Partindo dos dados recentemente divulgados pelo Eurostat, e assumindo tudo o resto igual, o preço por 100 kWH de electricidade residencial em Portugal (incluindo todas as taxas e ajustado pelo poder de compra) deverá aumentar de 20,14 euros para 23,56, o que no espaço da zona euro apenas é excedido pelos preços observados na Eslováquia – na Grécia e na Irlanda, a título de curiosidade, 100 kWH de electricidade custam 12,75 e 16,68 euros, respectivamente.
Enfim, se Portugal é reconhecidamente – de Vítor Bento a Francisco Louçã – um país onde os preços dos bens não transaccionáveis mais evoluíram, e de forma injustificada face à evolução registada nos preços dos bens transaccionáveis, e ao mesmo tempo é também um país onde, no domínio da energia, menos concorrência efectiva existe, esta medida, sobretudo quando ela não foi (proporcionalmente) exigida à Grécia e à Irlanda, não faz sentido e apenas serve para afundar a competitividade internacional de Portugal, precisamente o oposto do que supostamente se pretendia. Portanto, este aumento de impostos é um erro crasso, como serão todos aqueles que tiverem como única missão substituir os difíceis, mas essenciais, cortes na despesa pública, a tal frugalidade pública, que este Governo prometeu, mas que, cobardemente, teima em não concretizar. Uma grande decepção.
Segue forte o combate implacável do governo à despesa pública (2)
O IVA na electricidade e no gás vai passar já no último trimestre da taxa reduzida de seis por cento para a taxa normal de 23 por cento, anunciou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, numa curta declaração esta manhã.
Quando se convocam conferências de imprensa para apresentar colossais cortes na despesa e ao invés sai na rifa um novo aumento do IVA, e já se vão antecipando medidas e receitas acordadas para o ano de 2012 do lado da receita, sem qualquer vislumbre efectivo ao fim já de meses de governo de medidas substanciais de corte de despesa pública (muito menos ao nível dos aumentos de receita anunciados), parece que começamos a abandonar o domínio da boa-fé.
Começa sim a parecer que estão a querer gozar connosco.
Os motins em Inglaterra como revolta dos oprimidos
As causas sociais dos motins em Inglaterra
O Bruno já recomendou o artigo, mas acho que vale a pena reforçar a recomendação: British rioters the spawn of a bankrupt ruling elite. Por Theodore Dalrymple (autor de Life at the Bottom: The Worldview That Makes the Underclass).
THE riots in London and elsewhere in Britain are a backhanded tribute to the long-term intellectual torpor, moral cowardice, incompetence and careerist opportunism of the British political and intellectual class.
They have somehow managed not to notice what has long been apparent to anyone who has taken a short walk with his eyes open down any frequented British street: that a considerable proportion of the country’s young population (a proportion that is declining) is ugly, aggressive, vicious, badly educated, uncouth and criminally inclined.
Unfortunately, while it is totally lacking in self-respect, it is full of self-esteem: that is to say, it believes itself entitled to a high standard of living, and other things, without any effort on its own part.
Agosto 11, 2011
Os criminosos de Londres são filhos do Welfare State e do multiculturalismo?
Inglaterra
- British Degeneracy on Parade, por Theodore Dalrymple.
- British rioters the spawn of a bankrupt ruling elite, por Theodore Dalrymple.
- Raised to rampage, por Allison Pearson.
- London riots: This is what happens when multiculturalists turn a blind eye to gang culture, por Damian Thompson.
- Anarchy in the UK, The Economist.
- These rioters are Tony Blair’s children, por Harriet Sergeant.
- London riots: Absent fathers have a lot to answer for, por Cristina Odone
- The nanny state cannot fix problem parents, por Cristina Odone.
- Cameron sets out his stall, por James Forsyth.
- A Conservative Disposition, por John Gray.
Portugal
- Reino Unido: o medo de viver, por dos Santos.
- A respeito dos motins em Inglaterra, por Samuel Paiva Pires.
Estados Unidos
- Britain tackles the welfare state, por George F. Will.
- The Sun Never Sets on the British Welfare System, por Anne Coulter.
- London Riots: What Nobody Dares to Say, por Gary North.
- Sons of anarchy, por Cal Thomas.
Brasil
- London Calling, por Martim Vasques da Cunha.
Ubiratan Jorge Iorio: Ação, Tempo e Conhecimento – A Escola Austríaca de Economia
Um lançamento a não perder para quem esteja por São Paulo no próximo dia 24 de Agosto.
“Ação, Tempo e Conhecimento – A Escola Austríaca de Economia” – Ubiratan Iorio – Parte1
Ação, tempo e conhecimento: a Escola Austríaca de economia. Por Ubiratan Jorge Iorio.
O grande problema de Portugal
a força do hábito. Por Rui A.
Vejamos: de há, pelo menos, trinta e cinco anos para cá, vivemos num regime socializante, suportado por princípios económicos intervencionistas e proteccionistas, fortemente limitadores da propriedade privada e do rendimento pessoal, e com políticas que acreditam nas virtudes da redistribuição de renda pelo estado, o que tem vindo a ser feito crescentemente, com um progressivo e galopante aumento da carga fiscal ao longo das quatro últimas décadas. Pois, segundo parece, a doutrina dominante é que esta crise, a nossa crise, não é uma crise dessa mentalidade socialista e estatista e das suas políticas, mas sim uma crise do capitalismo e do mercado, isto é, do liberalismo, palavra que serve agora como adjectivo para insultar o adversário, como no passado se utilizava amiúde a palavra “fascista” para queimar quem não fosse do PC ou da extrema-esquerda. Nestas circunstâncias, por mais ciente que esteja o governo das razões da crise e do que é necessário fazer para a superar (o que não é certo que esteja), o esforço para realizar as reformas necessárias será muito superior ao que seria normal e desejável. Talvez seja por isso que, até agora, o governo não anunciou nenhuma reforma profunda e se tem limitado a repetir as mesmas receitas do passado: aumento de impostos (IRS, IVA) e reestruturações em vez de privatizações (RTP). Bem vistas as coisas, o governo tem-se limitado a dar-nos aquilo a que estamos habituados e a que, se calhar, a maioria dos seus ministros também já se habituou.
Descontrolo da despesa pública
Não há aumentos de impostos que cheguem para pagar tanto desperdício mas, infelizmente, a via escolhida pelo Governo até agora tem sido essencialmente pressionar ainda mais a base fiscal para alimentar o Estado: Aquisições nos hospitais do Estado são feitas sem rei nem roque
O descontrolo acontece ao nível da aquisição de medicamentos, da compra de equipamentos e de material hospitalar. Até há bem pouco tempo, nem gestão informatizada de stocks havia e esta ainda não é generalizada em todas as instituições geridas pelo Estado.
Ou seja, e na prática, milhares de euros saíam mensalmente pela porta do cavalo para abastecer o extenso universo de trabalhadores destas unidades e das suas famílias, desde medicamentos, às ligaduras, passando pelos desinfectantes.
Mais: como não existem procedimentos obrigatórios, o simples facto de se colocar ou não os medicamentos por data de validade fica ao critério de cada um. O que na prática se traduz noutros milhares de euros desperdiçados por perda de validade dos produtos.
A aquisição de material hospitalar também não tem regras predefinidas. Existem equipamentos que são comprados sem qualquer utilidade, só porque são o último grito em tecnologia, e outros são pura e simplesmente encostados à parede enquanto se continuam a adjudicar determinados exames aos privados.
O sonho da extrema-esquerda para Portugal: um país a ferro e fogo (2)
Transformemos Portugal numa nova Inglaterra. Por Ricardo Santos Pinto.
É por isto que urge transformar Portugal numa nova Inglaterra. Não porque gostemos de ver o nosso país a ferro e fogo nem porque sejamos adeptos da violência como solução para os problemas. Mas porque é essa a única forma de lutar contra tudo o que o Governo se prepara para fazer. Como alguém disse em forma de previsão para o futuro, nós não somos carneiros.
A PSP ficou alerta depois de, pelas 17h30 de terça-feira, uma desordem entre grupos rivais do Cacém e do concelho da Amadora ter causado momentos de pânico no areal da praia de Carcavelos. Agentes de uma Equipa de Intervenção Rápida da PSP de Cascais intervieram a pedido dos banhistas, detendo um jovem na posse de uma faca com 19 centímetros de lâmina.
(…)
Fontes policiais disseram ao CM que alguns passageiros do autocarro da empresa ‘Scot-turb’ interceptado ontem na zona de Trajouce, Cascais, estavam “em pânico” quando a PSP interceptou o veículo. Os trinta desordeiros que embarcaram na viatura no Cacém, depois de ali terem apedrejado o motorista do autocarro na cabeça , “são passageiros habituais destes transportes durante o Verão”. “A estratégia de coacção aos motoristas é sempre usada para que os jovens não paguem bilhete. No trajecto, quando não assaltam passageiros, importunam-nos ou agridem-nos”, explicou uma das fontes.
Leitura complementar: A extrema-esquerda e a barbárie; A extrema-esquerda em luta por uma “sociedade mais justa”; Os motins em Londres e a extrema-esquerda portuguesa; Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam.
Ahmadinejad previsível
A notícia sobre a reacção de Ahmadinejad até tem a sua piada mas, contrariamente ao que consta do texto, o Irão não é um país arábe:
Ontem, o Irão foi o primeiro país árabe a falar nas alegadas semelhanças entre o que se passa em Londres e o que se está a passar em todo o mundo árabe desde o final do ano passado. Depois de uma reunião com o seu gabinete, o presidente iraniano falou à rádio estatal, declarando que o Conselho de Segurança da ONU deve intervir no Reino Unido para pôr fim aos motins, acrescentando que não o fazer é uma hipocrisia. “Se 1% disto acontece em países que se opõem ao Ocidente, eles gritam até ficarem roucos”, disse Mahmoud Ahmadinejad.
A extrema-esquerda e a barbárie (2)
Renato Teixeira aplaude entusiasmado a violência e a destruição provocada pelos motins, mas está desiludido com o fásssismo da blogosfera portuguesa.
Vale a pena ler com atenção mais este post: Os primeiros detidos a ser julgados são trabalhadores, boa parte está desempregada e muitas das acusações alegam ataques à polícia. Se nada se passou além de vandalismo, o que impedia o crime organizado de tomar as ruas antes do assassinato de Mark Duggan?
À barbárie imposta pelo capitalismo não podemos defender morais tão pífias quanto burguesas. O que está para vir está longe de ser um chá dançante e quem alimenta a ideia de que a resposta pode ser isenta de mácula, não é provável que algum dia ajude a que das barricadas nasçam trincheiras com maiores horizontes.
Ainda assim, há quem prefira continuar a reduzir tudo o que se está a passar em Inglaterra a meia-dúzia de abusos, repetidos à exaustão. Do Arrastão ao Insurgente, do Blasfémias ao 31 da Armada, ninguém quer ver a realidade, olhos nos olhos. Valha-nos a imprensa francesa, alguma esquerda e Javi Povés para nos ajudar a subir à montanha: “Em vez de tanto 15-M e tanta hóstia, o que tem que fazer é ir aos bancos e queimá-los, cortar cabeças. Claramente lhe digo. A sorte desta parte do mundo é a desgraça dos outros.”
É no entanto injusta a falta de reconhecimento do trabalho desenvolvido por alguns empenhados jornalistas do Público: Entrevista à criminologista Suzella Palmer: “As pessoas estão zangadas, infelizes e frustradas”
Beach volleyball bikini advertising
Um exemplo de marketing verdadeiramente direccionado: Boosting the bottom line: Beach volleyball stars to rent out advertising space on their bikini-clad behinds
Britain’s female beach volleyball champions are renting out their rears in an advertising deal that encourages spectators to photograph their behinds.
Zara Dampney, 24, and Shauna Mullin, 26, have turned their bottoms into their bottom line by wearing bikini briefs with a Quick Response (QR) code printed on the back where it will catch the eye of spectators.
When photographed on a smartphone, the code takes the user to a specific website – in this case, for bookmakers Betfair.
Reacções aos motins em Inglaterra: aprender com os imigrantes
Não terá a Velha Europa algo a (re)aprender com os seus Imigrantes? Por João Lamy da Fontoura.
‘they might actually learn something’
British Humour. Por Francisco Beirão Belo.
A culpa é da empresa do Rodrigo Moita de Deus
À atenção de José Pacheco Pereira. Ninguém acredita que estas coisas aconteçam por acaso: A malta do 31 enviou o Vader a Londres e não disse nada a ninguém?.
Mais cedo ou mais tarde, o Rodrigo Moita de Deus terá de assumir responsabilidades pelo roubo dos peluches.
Com socialistas convém manter-se sempre céptico
Questões que se devem colocar sobre a anunciada falada subida do IVA para compensar a descida da TSU:
1. Quem foi o gênio que conseguiu calibrar o aumento necessário da taxa do IVA para compensar a descida da TSU?
2. Assumindo que o cálculo não é infalível e que foi estimada uma margem de erro, o governo irá subir o IVA para a parte superior ou inferior da margem de erro?
3. Se ficar comprovado no futuro que a subida do IVA resulta numa carga fiscal superior à redução da TSU, alguém acredita que o governo irá corrigir o erro e baixar o IVA?
4. Que mal fizeram as empresas não-exportadoras para verem os seus planos de negócio alterados de um dia para o outro?
5. Quantas empresas não-exportadoras irão falir devido a esta mudança? Quanto tempo demorarão estes empregos a ser substituidos pelas novas empresas exportadoras?
Reino Unido: o medo de viver
Quando me mudei
para as ilhas britânicas, uma das primeiras coisas que me chamou à atenção foi a forma como os britânicos pareciam viver permanentemente num filme de terror. Embora existam variações regionais relativamente fortes, é bastante evidente que, até nas localidades onde o crime violento é virtualmente inexistente, determinadas normas culturais diferem muito pouco. A minha primeira surpresa – especialmente porque as câmaras de vigilância nas ruas já não constituem nenhuma novidade para quem segue a imprensa local – foi verificar que até os mini-mercados exibiam vários cartazes com frases do género “Tem menos de 25? Esteja preparado para mostrar uma forma de identificação”. Os avisos referem-se a quem pretenda comprar qualquer bebida alcoólica, cuja venda é proibida a menores de 18. Várias lojas adoptaram este esquema para evitar a compra por parte de menores com um aspecto mais velho – ou seja, quem, neste caso, aparente ter menos de 25, arrisca-se a ter de provar que tem, na verdade, pelo menos 18. Como seria de esperar, estes esquemas, que começaram com um limite de 21, já estão a chegar aos 30 em retalhistas de grande relevo [Tesco, Asda]. O tema é uma espécie de tabu perante estrangeiros porque, tal como a prática do recolher obrigatório que menciono mais abaixo, a intenção não parece sequer ser a de “proteger” os menores do consumo, mas sim de “proteger” a sociedade dos menores que consomem. (mais…)
O sonho da extrema-esquerda para Portugal: um país a ferro e fogo
Transformemos Portugal numa nova Inglaterra. Por Ricardo Santos Pinto.
É por isto que urge transformar Portugal numa nova Inglaterra. Não porque gostemos de ver o nosso país a ferro e fogo nem porque sejamos adeptos da violência como solução para os problemas. Mas porque é essa a única forma de lutar contra tudo o que o Governo se prepara para fazer. Como alguém disse em forma de previsão para o futuro, nós não somos carneiros.
Leitura complementar: A extrema-esquerda e a barbárie; A extrema-esquerda em luta por uma “sociedade mais justa”; Os motins em Londres e a extrema-esquerda portuguesa; Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam.
Os motins em Inglaterra e o relativismo moral
Uma análise interessante: A respeito dos motins em Inglaterra. Por Samuel de Paiva Pires.
Agosto 10, 2011
A independência das agências de rating e os Estados
Os estados querem agências de notação independentes? Por Sérgio dos Santos.
É difícil negar que todas estas acções só podem influenciar de uma forma as agências. Seja através de quebras de contratos ou investigações judiciais, estes eventos criam um incentivo muito claro para que agências atribuam classificações vastamente superiores àquelas que na realidade atribuiriam na ausência de represálias. Para um país tão preocupado com a dita falta de independência das Big Three (já agora, como é que o malvado mercado de especuladores criou uma concentração de poder tão grande? Dica.), confesso que ainda não vi ninguém muito incomodado com esta questão. A razão, que também explica a proposta para uma nova agência da UE, não é muito complicada de adivinhar. Nenhum dos que critica a suposta falta de indepedência destas agências está particularmente preocupado com essa possibilidade. Na verdade, eles não pretendem que as agências sejam verdadeiramente independentes – a única coisa que os preocupa é garantir que estas digam o que eles querem ouvir.
Leitura complementar: As agências de rating e as dívidas dos Estados.
A extrema-esquerda e a barbárie
Escrevi isto há 8 anos sobre BAUDRILLARD e “Power Inferno”: o OCIDENTE declarou guerra a si mesmo e isso só pode ser positivo! Por Carlos Vidal.
[Sim, o problema é hoje o mesmo em Londres: já todos foram expropriados de tudo e nada têm para dar em troca: a não ser a DESTRUIÇÃO TOTAL!! E é preciso que seja TOTAL!!]
A actual barbárie americana, em 2002 [ou a das polícias ocidentais contra os seus manifestantes que, legitimamente, querem destruir tudo o que puderem!], contra o Iraque comprova a posteriori as teses de Baudrillard – o humilhado não é aqule a quem tudo se roubou, mas aquele a quem o Império do Bem, «a violência do Bem», tudo deu sem que ele pudesse retribuir de modo algum. E agora até a democracia este «Bem» supremo quer oferecer. Assim, ao humilhado apenas resta uma resposta: humilhação contra humilhação, e humilhar o Império significa dar-lhe algo que ele não pode retribuir – os atentados de Nova Iorque, por exemplo. [Londres e Paris também, pensemos agora em Londres e Paris!!]
Leitura complementar: A extrema-esquerda em luta por uma “sociedade mais justa”; Os motins em Londres e a extrema-esquerda portuguesa; Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam.
A extrema-esquerda em luta por uma “sociedade mais justa”
Feios, porcos e maus. Por Tiago Mota Saraiva.
É claro que seria muito mais simpático uma revolução sem chamas nem vidros partidos, de gente bonita deitada na relva a tuítar do seu iPad mensagens eroticamente politizadas.
Mas é o que temos. Nem todos podemos ser bonitos ou fazer a revolução com a tecnologia que desejamos.
A esquerda que quer construir uma sociedade mais justa não se deve colocar à margem destes movimentos. Por mais violentos, lumpenizados ou despolitizados que se manifestem.
Leitura complementar: Os motins em Londres e a extrema-esquerda portuguesa; Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam.
Londres: uma perspectiva diferente
O site de Garry North tem um artigo interessante sobre Londres AQUI.
I have a different analysis regarding the causes. First, there is state-funded education, k-12 (or dropping out). Second, there are minimum wage laws, which hit black teenage males most of all. Third, there is a complete breakdown of families, subsidized by state welfare. Fourth, there is envy. Fifth, there is jealousy. Sixth, the cost of organizing violence is falling steadily. The fun and excitement of violence are tempting to young men with no roots and no fathers at home. When you have a falling price for a forbidden fruit, you get riots. Combine it with racial hatred and a life of envy, and you get riots.
The jealous steal. The envious burn. They’re already in a city near you.
There will be an incident. There always is.
Agricultores vítimas de assaltos sistemáticos
Crime organizado chega ao mundo rural. Milícias também
O mundo rural está em pé de guerra. Já não são os roubos sistemáticos do fio de cobre dos pivots que regam as searas ou as plantações de milho que fazem parte do rol de queixas. Agora são atacadas manadas inteiras de vacas e há olivais recém-plantados que desaparecem durante a noite. Os agricultores falam de crime organizado, descrevendo situações em que são utilizadas gruas para roubar todas as alfaias de uma propriedade, situação confirmada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) ao i. Em resposta, os agricultores estão a começar a organizar-se em milícias para defenderem o seu património. Muitos estão mesmo a desistir da actividade porque já não têm capacidade para reinvestir.
A GNR deixou de fazer patrulhamento nestas áreas. Limita-se a registar queixas contra terceiros que acabam nas gavetas porque não há forma de identificar os ladrões. Alenquer, Ribatejo, mas também no Norte do país, chovem participações, num tipo de crime que aumentou cerca de 25% desde o início do ano.
(…)
A questão é séria: à CAP chegam diariamente queixas de agricultores de todo o país que são sistematicamente assaltados em roubos de dimensão cada vez maior. “Há quem plante um olival num dia e no dia a seguir encontre o terreno sem uma única árvore”, disse João Machado, o presidente da confederação, ao i. O assunto já foi apresentado ao primeiro-ministro na última reunião de Concertação Social. As mesmas preocupações foram expressas à ministra do Ambiente e da Agricultura e está agendada para o final deste mês um encontro com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. Mas não há solução à vista. “Cada vez pagamos mais impostos, enquanto o Estado se demite das suas funções básicas, que é a de garantir a segurança dos cidadãos”, reforça João Machado.
Leitura complementar: Um país cada vez mais inseguro; Um país a saque; Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Portugal não está recomendável; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?
Three men killed in Birmingham – ‘They were protecting the community as a whole’
Birmingham riots: three men killed ‘protecting homes’
Locals said the victims, who were aged between 20 and 31, were part of a group who had gathered to protect local shops used by all sections of the community.
Resident Mohammed Shakiel, a 34-year-old carpenter, said: “We got a call that there had been a car that had been set alight and a group of youths had moved further up the road.
“They put the fire out but there were still yobs on the street – they had no agenda other than simple stealing.”
Mr Shakiel said of the victims, “They lost their lives for other people, doing the job of the police.
“They weren’t standing outside a mosque, a temple, a synagogue or a church – they were standing outside shops where everybody goes. They were protecting the community as a whole.”
Leitura complementar: The London riots and the criminal sub-culture; O colapso do multiculturalismo e do socialismo no Reino Unido; Palavras e acção.
Explicações cleptocíclicas
Na senda da explicação dos “motins” londrinos, o João Rodrigues dá-nos a conhecer um mui ortodoxo estudo que mostra a existência de uma correlação entre cortes orçamentais e instabilidade social. Não querendo ficar atrás, O Insurgente divulga em primeira mão um estudo que mostra a existência de uma correlação entre a resistência de lojistas à extorsão da Camorra e diversas ocorrências que lhes sucedem posteriormente.
A evolução normal do socialismo
O socialismo surgiu no contexto de grandes desigualdades resultantes de séculos de feudalismo e de uma sociedade de castas. Aliado conjunturalmente ao liberalismo e ao iluminismo, contribuiu para a eliminação das barreiras existentes à liberdade individual e para a redução dos poderes arbitrários das classes dominantes. Depois vieram os estados sociais e de bem-estar, financiados à custa de impostos sobre as fortunas acumuladas no ancient régime. Nunca atingindo o seu propósito igualitário, o socialismo evoluiu para a redistribuição forçada do rendimento. À medida que os encargos dos estados sociais e de bem-estar subiram muito mais depressa do que era possível aumentar a carga fiscal, começou-se a financiar os mesmos com recurso ao endividamento. Atingiu-se o limite de crédito.
Com o mal disfarçado rigozijo que alguns socialistas comentam os “motins” no Reino Unido (deixando de lado os comunistas com sonhos molhados de uma reedição da Revolução de Outubro, que nem querem disfarçar o rigozijo), torna-se clara a próxima fase do socialismo: Saque explícito.





