O Insurgente

Agosto 17, 2011

De olho no espelho retrovisor

Filed under: Blogosfera,Comentário,Internacional,Política — Miguel Botelho Moniz @ 16:17

Há uns anos, logo depois da reeleição de G.W. Bush e da vitória do GOP no congresso, lembro-me de ler um editorial no The Economist decretando a morte do Partido Democrático e prevendo muitos anos de domínio republicano na política americana. Depois da vitória de Barack Obama e respectivo triunfo democrático no congresso, seguiu-se novo editorial decretando a morte do Partido Republicano e prevendo muitos anos de domínio democrático na política americana. Não foram necessários mais de dois anos para o GOP retomar a Câmara dos Representantes e reduzir a maioria democrática em seis senadores.

O grande problema da análise política conjuntural é a sua incapacidade de prever as alterações fundamentais no equilibrio de forças eleitorais que podem resultar de coisas tão simples como o surgimento de uma figura carismática, uma crise geopolítica ou económica, uma mudança no estado de espírito dos eleitores ou uma mudança no discurso dominante entre os opinion makers. Se por vezes estas alterações ocorrem num único ponto no tempo, o que as torna realmente imprevisíveis, noutras ocorrem numa sequência de momentos, podendo ser observadas à medida que influenciam os acontecimentos políticos.

O Nuno Gouveia, na forma ligeira como retrata Ron Paul como um candidato “inexistente”, tal como faz tipicamente a imprensa, cai neste erro de análise que olha para o espelho retrovisor. A importância de um candidato não se mede apenas pela probabilidade de vencer. Goldwater sofreu uma derrota gigantesca perante Johnson, mas lançou as sementes que tornaram Reagan possível. De igual modo, foram as sementes lançadas por Paul em 2008, especialmente os movimentos grassroots espalhados pela América, que tornaram possível as tea parties um pouco por todo o lado que resultaram nessa entidade incorpórea a que chamam Tea Party. Nestas primárias, o discurso está necessariamente ancorado em torno da redução do governo e dos seus gastos de uma forma que seria anteriormente impensável. A simples presença de Paul nas primárias condiciona o discurso dos restantes candidatos. Este efeito é tanto maior quanto o seu peso nas votações. Em 2008 as sondagens davam-lhe consistemente resultados inferiores as 2% a nível nacional. Em 2011, têm dado consistentemente resultados próximos dos 10%. Fosse o homem 10 ou 20 anos mais novo e daqui a quatro anos talvez surgisse como um “candidato natural” com sondagens nacionais perto dos 20%.

Mas mesmo se nos limitarmos a olhar para as primárias de 2012, um candidato com 10% a nível nacional, com dinheiro e vontade para ir até ao fim (já anunciou que não voltará ao congresso) é sempre alguém que entra nas “contas”. Desde 1976 que se sabe antecipadamente quem vencerá a nomeação republicana na convenção nacional. Não tem de ser sempre assim.

E acabar com o Porta 65?

Filed under: Política,Portugal — Tiago Loureiro @ 13:20
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«Arrendamento jovem com menos apoios do Porta 65.»

O único apoio de que os jovens precisam é de um mercado de arrendamento decente. É sempre muito fácil fazer uso da demagogia própria de programas como o Porta 65, em que o contribuinte é forçado a subsidiar a habitação alheia, em vez de se proceder a uma cada vez mais urgente reforma da lei das rendas que, mais do que injusta, é verdadeiramente assassina.

Global Warming consensus

Filed under: Ambiente,Internacional,Política,Sondagens,Teoria — André Azevedo Alves @ 11:05

69% Say It’s Likely Scientists Have Falsified Global Warming Research

The latest Rasmussen Reports national telephone survey of American Adults shows that 69% say it’s at least somewhat likely that some scientists have falsified research data in order to support their own theories and beliefs, including 40% who say this is Very Likely. (…) The number of adults who say it’s likely scientists have falsified data is up 10 points from December 2009.

Adolfo Mesquita Nunes TV

Filed under: Insurgentologia,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 00:13

O Adolfo Mesquita Nunes pode ser acompanhado também via YouTube.

Agosto 16, 2011

Como vai o Ron Paul?

Aparentemente bem. Com dinheiro e votos vem quase tudo… excepto talvez projecção devida nos media controlados pelo “establishment“…

Assim, deixo aqui 2 vídeos:

1. O vídeo Oficial da Campanha

(O vídeo refere-se a este estudo que dá Paul e Obama muito próximos)

(Desculpem mas não resisti: esta referência ao mesmo estudo tem uma foto do Obama demais)

2. A sua aparição no apresentador mais “Libertarian” da televisão americana

E já agora uma provocação: Jack Cafferty a arriscar o emprego! (estavam os outros a fazer o servicinho do costume de ocultar a votação do Ron Paul e…)

Um dia destes é convidado a sair da “isenta” CNN ;)

O Governo Europeu

Filed under: Diversos,União Europeia — Filipe Faria @ 23:27

Merkel e Sarkozy propõem criação de governo europeu para a zona euro

Governo europeu já, eurobonds para depois, harmonização fiscal das economias em curso, mais impostos para “salvar” o euro, alterações das constituições de todos os países para acabar com as suas independências …. Por favor, se eu quisesse ver filmes de terror escolhia uns com algum conteúdo artístico e não este.

Paul Krugman, Slavoj Žižek e a invasão dos extraterrestres keynesianos

Filed under: Economia,Media,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Conforme salientou o Carlos M. Fernandes, a esquerda krugmaniana deposita agora esperanças na ameaça de uma… invasão de extraterrestres.

É penoso constatar o estado de degradação intelectual a que chegou Paul Krugman: A janela quebrada alienígena de Paul Krugman. Por Magno Karl.

Seguindo o exemplo do filósofo esloveno Slavoj Žižek, o economista Paul Krugman parece acreditar que mesmo as piores idéias podem se tornar plausíveis, desde que misturadas a algumas citações da pop-culture.

A idéia de Krugman é que a ameaça de uma invasão alienígena poderia ajudar os Estados Unidos a saírem da crise. Segundo ele, sob essa possível ameaça, o país teria que investir maciçamente em um esquema de defesa e mais tarde, mesmo que os alienígenas não aparecessem, todos estariam em melhores condições graças aos recursos que o governo desperdiçara na proteção contra alienígenas.

Cegos e surdos mas nunca mudos

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 17:41

O Hugo Mendes descobriu, depois de ter lido um editorial do New York Times, que ninguém fala de reformas estruturais nos Estados Unidos. Eu, que ao contrário do Hugo Mendes não sou um espectador atento da política americana, sugiro que este faça uma pesquisa online por “entitlement reform” para ficar com uma ideia das reformas estruturais que, apesar de “ninguém” as ter “advogado”, nunca andaram muito longe da discussão pública americana nos últimos anos. Talvez por não serem discussões sobre como defender direitos, liberdades e garantias não contem para esse campeonato de quem anda a ser mais prejudicado pela conspiração global para assegurar que os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres. Não sei.

De qualquer maneira, pensava que isto de fazer comparações internacionais era mais delicado do que tirar uns números de um editorial do NY Times e dizer barbaridades. Afinal de contas, ainda sou do tempo em que se usava aquela treta de que a “flexisegurança” não se podia aplicar cá porque não vivíamos num país nórdico para matar qualquer discussão sobre reformas das lei laborais. Um tempo anterior ao aparecimento por estas bandas de um nórdico qualquer a obrigar-nos a flexibilizar as nossas lei laborais.

Mas podemos ir por essa via de meter os Estados Unidos e Portugal no mesmo saco e ver que, por exemplo, no Index of Economic Freedom da Heritage Foundation nós estamos no 69º lugar, precisamente com o mesmo nível de liberdade económica do que a Albânia, e os Estados Unidos estão em 9º lugar. Será que isto quer dizer que os EUA não precisam de reformas estruturais ou apenas que há extrapolações abusivas para todos os gostos? Em alternativa, para usarmos o mesmo tipo de raciocínio que o Hugo Mendes usou, num cenário mais de acordo com as suas preferências ideológicas, será que podemos dizer que na Espanha zapaterista, os 21% de desemprego (sem contarmos com as pessoas que têm empregos em part-time ou que deixaram de procurar emprego que o NY Times usou para calcular a taxa “real” de desemprego americana) provam que afinal é muito fácil despedir por aquelas bandas e que “os mercados” deviam era ler mais editoriais do NY Times?

Enfim, so much to do and so little time…

O sucesso da Segurança Social pública

Filed under: Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:16

Uma notícia a relembrar da próxima vez que alguém argumentar que a privatização acarreta risco de perdas enquanto a estatização total da Segurança Social garante o pagamento das pensões futuras: Dívida pública da Caixa Geral de Aposentações perde 600 milhões do seu valor em 2010

O investimento massivo em dívida pública portuguesa originou perdas potenciais de mais de 600 milhões de euros na Caixa Geral de Aposentações só em 2010 e a factura vai subir este ano.

O organismo público que paga reformas a funcionários do Estado teve de contabilizar nas contas do ano passado uma provisão de 610 milhões de euros para cobrir menos-valias potenciais de investimentos financeiros. Estes investimentos são realizados através dos fundos de pensões de várias empresas públicas e estão praticamente todos concentrados em Obrigações do Tesouro.

Uma fuga rumo ao abismo

Merkel e Sarkozy. Eurobonds estão atrasadas mas já vêm a caminho

Uma fonte do governo alemão afirmou domingo ao ” Welt am Sonntag” – jornal próximo da CDU de Merkel – que “o executivo já não exclui, como último recurso, uma união de transferências orçamentais com emissão conjunta de eurobonds. A manutenção de todos os membros (17) do euro é uma prioridade absoluta da Alemanha”.

A linguagem subtil do porta-voz do executivo germânico, Steffen Seibert, reforçou ontem esta ideia: “Existe uma política monetária comum e uma política orçamental de cada país. Enquanto for assim, os eurobonds não são uma opção”. Tradução: não há eurobonds sem controlo europeu dos orçamentos nacionais.

O projecto europeu não se faz de um dia para o outro. Diz Schäuble: “A verdade é que, quando criámos o euro, não foi possível criar uma união política. As pessoas não estavam preparadas para isso. Mas desde então, têm estado mais dispostas a ir nessa direcção”.

São os défices e as dívidas, estúpidos!!! (III) Por LR.

Os políticos europeus – e também americanos – não entendem ou não querem entender que andaram anos a gastar recursos e a comprar votos com despesas sociais não reprodutivas, actos de tal forma debilitadores das economias dos respectivos países, que já não conseguem sustentar o monstro em que se transformou o venerado modelo social. De ambos os lados do Atlântico, a resposta tem sido basicamente a mesma, a fuga em frente: mais dívida ou mais massa monetária, “empacotadas” como FEEF ou como Quantitative Easing. Existe ainda a variante das eurobonds por que muitos suspiram, enquadradas por um orçamento federal que, na prática, será uma forma de instituir mais impostos para os contribuintes europeus.

Mas estando já o problema diagnosticado como sendo uma crise das dívidas soberanas, é francamente asinino considerar como solução mais e maior endividamento. A solução estruturante passa por reduzir a despesa pública, algo que os políticos não sabem, mas sobretudo não querem fazer.

Falcao em Madrid e Forlán em Milão ?

Filed under: Desporto,Economia,Internacional,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:03

Gil Marín: “Estamos próximos de contratar Falcao”
Diego Forlán confirma oferta do Inter de Milão

Por 38 milhões de euros, seria um negócio interessante para o FC Porto e uma oportunidade para Falcao concretizar o compreensível desejo de jogar numa liga bem mais competitiva do que a portuguesa, ainda que num clube com menor projecção internacional do que o FC Porto.

José Manuel Fernandes e o serviço público de Comunicação Social

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:02

Um bom ponto de partida: Serviço público de informação? Por José Manuel Fernandes.

e) A presença do Estado no sector da comunicação social não contribui, por regra, para o seu pluralismo, antes tende a reforçar os pontos de vista dos poderes do momento, sendo por regra vítima da manipulação política e partidária, razão pela qual é mais negativa do que positiva;

f) A concorrência entre diferentes prestadores de serviço público de informação é a melhor forma de assegurar o seu pluralismo e, também, uma permanente procura da maior qualidade;

g) A presença do Estado no sector da comunicação social tende a distorcer a concorrência e, por isso, a ser prejudicial para a qualidade e pluralismo da informação produzida numa sociedade aberta e livre;

h) A existência, nesta área, de serviços que, eventualmente, não são sustentáveis economicamente por empresas privadas saudáveis não justifica, por si, a existência de empresas públicas, mas pode justificar um investimento do Estado em produtos ou conteúdos bem definidos, os quais podem e devem ser elaborados por quem ganhe os necessários concursos públicos;

i) Finalmente, no tempo da Internet, do cabo, das redes móveis, das redes sociais e por aí adiante, empresas públicas com a vocação majestática da RTP (incluindo a RDP) ou da Lusa não fazem qualquer sentido, antes reflectem visões retrógradas e passadistas.

Lagarde e Tapie

Filed under: Internacional,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 16:58

Ao que parece, o FMI continua em boas mãos: França já abriu oficialmente um processo de investigação a Christine Lagarde

A comissão de instrução do Tribunal de Justiça da República (TJR) – única instância habilitada em França para julgar ministros por factos cometidos no exercício de funções – foi mandatada para investigar o eventual envolvimento de Christine Lagarde em 2008 no processo de Bernard Tapie, anunciou o tribunal.

Segundo o ministério público francês, Christine Lagarde, nas funções de ministra das Finanças, pode ter cometido o crime de abuso de poder quando solucionou um litígio de negócios que opunha Bernard Tapie a uma estrutura pública que geria ativos do banco Crédit Lyonnais, resgatado da falência nos anos 1990 pelo Estado francês.

A nova esperança da esquerda

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 12:28

Uma invasão de extraterrestres. (Como dizia o outro: eu quero acreditar. Os keynesianistas, como os ovnilogistas, movem-se mesmo no domínio da fé. Mas mais o primeiros do que os segundos.)

El Premio Nobel apeló a una invasión alienígena en EEUU para solucionar la crisis y reactivar la economía. El discípulo de Keynes sorprendió en el ejemplo expuesto, pero no en sus teorías según las cuales si no hay suficiente consumo la economía se ralentiza y se reduce el crecimiento, que para Krugman es lo que está sucediendo, por lo que hay que aumentar el consumo como sea.

O fracasso de Obama

Filed under: Blogosfera,Comentário,Economia,Internacional,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:30

No jugular, já há quem reconheça abertamente o absoluto fracasso das políticas económicas de Obama. Resta saber se, em coerência com a preocupação expressa com a criação de emprego, apoiam o candidato com melhor track record como governante nesse domínio ou o candidato com melhores bases teóricas em termos de políticas económicas.

Fraqueza e indecisão

Filed under: Media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:57

onde estão os generais* ? Por Joaquim Sá Couto.

Protelar os cortes na despesa, é necessário dizê-lo, aumenta a possibilidade de contestação social porque demonstra fraqueza e indecisão, e dá oportunidade aos agitadores profissionais para se organizarem. Por outro lado, mina a base de apoio do governo.

Leitura complementar: muitíssimo decepcionante; muitíssimo decepcionante (2).

Recados internos

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:55

Não é bom sinal para a coligação que, nesta altura do campeonato, já se registem este tipo de recados internos por via dos media: Coligação azeda. CDS não soube da escolha de Santana. PSD esvazia MNE

Passos Coelho convidou Santana Lopes para presidir à Santa Casa da Misericórdia sem ter previamente consultado o seu parceiro de coligação. Tanto Paulo Portas como o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, foram apanhados de surpresa com a escolha do ex–primeiro-ministro para provedor da Santa Casa, soube o i junto de fontes do partido. E, na quinta-feira passada, quando a informação já circulava a uma velocidade estonteante, os gabinetes do CDS negavam que qualquer convite do género estivesse iminente.

(mais…)

Rick Perry, o mais temido

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:43

No seu estilo característico, o Público já parece ter identificado a principal ameaça nas primárias do GOP: Rick Perry.

Aparentemente, o actual Governador do Texas é tão temível que o Público até já consegue ver pontos positivos (do ponto de vista da agenda ideológica do jornal, entenda-se) em… George W. Bush: Rick Perry contra Barack Obama em 2012, ou a batalha de duas Américas

(mais…)

Agosto 15, 2011

Parabéns ao Dólar pelos seus 40 Anos!

Filed under: Economia,Internacional,Política Monetária,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 21:04

O Dólar como hoje o conhecemos faz 40 Anos.

Foi no Domingo, 15 de Agosto de 1971 que o Presidente Nixon tornou o Dólar Americano na moeda fiduciária que é hoje. Ou seja: até aí, o número de Dólares impressos dependia do Ouro detido em Fort Knox; a partir daí, depende apenas da vontade do Presidente da Reserva Federal Americana.

Este facilitismo levou o Dólar a perder algum valor, mais concretamente  98% (1/35 de Onça para 1/1800), isto enquanto continua a ser o valor de referência para a maioria das pessoas – e mesmo dos investigadores – a nível mundial.

Preços. Para ilustrar melhor a diferença entre hoje e 1971, ficam alguns preços de 1971 neste site:

Average Cost of new house: $25,250.00
Average Income per year: $10,600.00
Cost of a gallon of Gas: 40 cents
Datsun 1200 Sports Coupe: $1,866.00
United States postage Stamp: 8 cents

Preços que já não se usam, convenhamos.

E como subiram menos que 50x mostram também como desceu o nível de vida das pessoas e como há potencial inflacionista actualmente no sistema.

Comparação. Comparativamente com outras moedas fiduciárias geralmente mais estáveis, fica aqui um gráfico com base em 1971:

Crescimento da Base Monetária. Cada vez há mais Dólares. Creio que não é preciso ser economista para saber que quando há muito mais de algo, o valor cai…

Futuro. Voltaire disse “Paper money eventually returns to its intrinsic value – zero.”. O Dólar até agora aguentou 40 anos. É verdade sue teve uma crise de Adolescência: em 1980 só se aguentou porque Volker colocou a taxa de juro acima de 21% (!) para aguentar o Dólar. Assim, ficam as perguntas:

1 – Qual será a taxa de juro necessária para combater as pressões inflacionistas criadas por uma tão grande expansão da Base Monetária? E qual a taxa necessária para conter também o regresso dos Dólares detidos por outros países para reservas e que estes poderão “devolver” se percepcionarem uma perda de valor da divisa?

2 – Haverá vontade política para impor essa taxa?

3 – Haverá capacidade económico-financeira para aguentar essa taxa?

4 – Chegará o Dólar aos 50?

Do ouro

Filed under: Economia — Carlos Guimarães Pinto @ 18:24

O ouro é tipicamente um activo de refúgio, normalmente associado a investidores que procuram preservar capital em termos reais. Ou seja, o ouro é um investimento para quem deseja manter o poder de compra das suas poupanças, porque em situações normais o seu valor deve seguir o percurso da inflação criada por via monetária.

Por isso mesmo a situação actual é extraordinária. Quem comprou ouro nos últimos anos ganhou poder de compra em relação a quase todos os activos, matérias-primas e bens finais disponíveis no mercado. Uma barra de ouro compra hoje mais casas, mais hamburgers, mais telemóveis, mais acções do que há 3 anos atrás. O valor da barra de ouro subiu tanto que durante a semana passada chegou a poder comprar uma barra de platina e ainda receber troco. Isto aconteceu pela segunda vez em 3 anos, o que é uma anormalidade histórica.

Pessoalmente sou incapaz de avaliar o valor absoluto do ouro, embora entenda perfeitamente o sentido das suas variações. Não sabendo avaliar o preço do ouro, e por isso admitindo que possa ser mais alto, há profundas anormalidades na evolução recente. Em primeiro lugar, é estranho que um investimento tipicamente direccionado a manter o poder de compra das poupanças, tenha garantido ganhos tão altos desse mesmo poder de compra nos últimos anos. A não ser que tenha havido profundas alterações na preferência pelo ouro como bem de consumo, no longo prazo, esta situação deve corrigir-se no longo prazo (apesar de tudo o ouro ainda tem de subir 40% para atingir o seu máximo ajustado pela inflação, pelo que se pode argumentar que o preço do ouro se está apenas a aproximar do valor que manterá o poder de compra àqueles que compraram ouro no último pico). Em segundo lugar, uma evolução do preço por via de expansão monetária deveria ter afectado da mesma forma outros metais como a platina, o que não foi o caso. Mais uma vez, a não ser que as preferências do mercado se tenham alterado em favor do ouro, não é de esperar que no longo prazo a relação entre o preço do ouro e de outros metais preciosos se altere muito.

Keynesianism

Filed under: Cartoons,Política Fiscal,Política Monetária — Carlos Guimarães Pinto @ 07:16

e as armas? (revisited)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 01:15

“Seis armas foram hoje roubadas da base da Marinha no Alfeite, em Almada, disse à agência Lusa fonte oficial da Marinha, acrescentando que o armamento é igual ao usado pelo corpo de fuzileiros. O roubo foi detectado durante uma “ronda de vigilância ao final da tarde” de hoje, afirmou à Lusa o comandante Santos Fernandes, relações públicas da Marinha.”, no Negócios online.

Ora, aí está novo furto de armas nas Forças Armadas, a fazer lembrar aquele que ocorreu no início do ano em Sintra e que até motivou o encarceramento de 300 comandos. A verdade é que apesar da gravidade da situação, então como agora, o mais provável é que tudo acabe no esquecimento – da comunicação social, da sociedade civil e das próprias Forças Armadas. Até ao dia em que as armas aparecerem nas mãos erradas…

Defendendo os indefensáveis!

Filed under: Internacional,Ludwig von Mises,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:49

Hoje deixo ficar uma leitura recomendada bastante humorada mas ao mesmo tempo thought-provoking.

O livro é de Walter Block e, sendo ele o enfant terrible do Instituto Mises, é óbvio que o livro está disponível para download no site do mesmo, com a apresentação AQUI e o livro em pdf AQUI (o Instituto Mises não acredita na Propriedade Intelectual).

Neste livro podem ver como ele defende:

- A prostituta, o homem que vive à custa daquela e o porco chauvinista

- O traficante e o consumidor de drogas

- O chantagista, o caluniador e o anunciante

- Quem grita fogo na multidão, o taxista cigano, o polícia desonesto e o falsificador (ramo privado…)

- O avarento, o herdeiro e o agiota

- O não-contribuinte para caridades

- O dono de prédios em ruínas e o vendedor em guetos

- O Especulador, o Importador, o intermediário e o lucrador

- O patrão porco capitalista e o empregador de crianças

E diversos outros que não vou traduzir e que só visto.

Estão também no YouTube. Por exemplo o sobre o Especulador está AQUI. Se querem os ficheiros MP3, podem baixá-los do iTunes.

Note-se que eu concordo com muitos dos capítulos, mas não com todos. Por algum motivo eu me considero um Misesiano e ele se considera um Rothbardiano ;)

Foto: Universidade Mises 2010, onde almoçamos juntos!

Agosto 14, 2011

ah leão

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 19:54

Ontem, cheguei a casa, liguei o televisor, e as notícias andavam à volta do empate do Sporting, na sua estreia no campeonato frente ao Olhanense. Enfim, com toda a fraqueza, eu quero lá saber do Sporting; sou do Porto. Mas, sem desprezo pelo meu Porto, este ano, excepto contra os azuis e brancos, eu vou torcer pelo Sporting. Por uma simples razão, que, de seguida, passarei a explicar.

Ora, na minha profissão, estou habituado a lidar com pessoas conhecidas do público em geral. E, habitualmente, considero-me um tipo com à-vontade. No entanto, há sempre uma primeira vez para tudo e a primeira vez que baqueei em frente a alguém foi em frente ao Domingos Paciência. Se o Domingos ler estas linhas estou certo que não se importará com esta confidência – afinal de contas, apenas conversámos por uns instantes e nunca mais nos cruzámos –, servindo este encontro apenas para testemunhar o impacto que os “role models” exercem na vida das pessoas.

Nos anos 90, eu era miúdo, dragão fervoroso que ia assistir aos jogos do FCP na Superior Sul, e a dupla de avançados do Porto era Domingos-Kostadinov. Uma dupla fenomenal. Assim, anos mais tarde, quando apanhei Domingos pela frente, fiquei bloqueado a reviver golos fantásticos, como aquele incrível 0-5 contra o Werder Bremen ou um renhido 0-1 em Alvalade contra o Sporting…de negócios é que népia, parecia um tontinho! Enfim, serve isto para o quê? Para testemunhar que por mais empresarial que se torne o futebol, o desporto-rei será sempre emocional. E nesse mundo emocional, os Domingos são Reis. Portanto, força Porto…e força Sporting!

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 19:29

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Reino Unido: o medo de viver
2Um comentador a que urge dar a reforma
3Segue forte o combate implacável do governo à despesa pública (2)
4Explicações cleptocíclicas
5Blogosfera memória

O Debate Keynes VS Hayek na LSE

Filed under: Diversos — Filipe Faria @ 18:20

Um debate entre hayekianos e keynesianos que se revelou dinâmico, informativo, com humor e com alguns ataques menos “bonitos” por parte dos keynesianos. É igualmente de salientar a presença em força da comunidade liberal/libertária no evento mostrando que, apesar do zeitgeist estatizante, ainda há uma sociedade civil independente e activa no Reino Unido.

 

boçal (III)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 13:23

“José Pedro Pereira não mediu, ontem, as palavras, nas críticas à oposição da Madeira. No decorrer da inauguração da “Casa do Estudante”, o líder da JSD-M ameaçou também o delegado da CNE na Região, o juiz Paulo Barreto. ‘Eu aqui quero dizer que se o sr. Delegado da Comissão Nacional de Eleições não se demitir, ou não garantir a normalidade no decorrer das eleições, seremos nós, a Juventude, que (…) iremos por esse senhor no meio da rua’ (…) O jovem social-democrata foi ainda mais longe, ao associar o deputado do PND, António Fontes, a quem se referiu como ‘aquele Fontes’, ao consumo de drogas duras. Aos insultos também não escapou Edgar Silva, ‘um senhor que não se sabe bem, se é padre’ ou não. ‘Uma pessoa quando é e não é faz chichi de forma diferente e acho que [Edgar Silva] tem medo de entrar na casa de banho dos homens, por isso propôs o fraldário’ no Parlamento Regional.”, edição de ontem do Diário da Madeira (página 18).

Enfim, este rapazola, desde que se notabilizou como deputado “mijão”, tem vindo a captar a minha atenção. Ora, as declarações proferidas há dias, a propósito da inauguração de uma “Casa do Estudante” localizada no Funchal num edifício cedido pelo PSD que, por sua vez, provavelmente o terá recebido através da Fundação Social Democrata da Madeira (uma instituição de utilidade pública…), foram notáveis. Nelas, o já deputado, mas ainda emergente, e que figura novamente nas listas para as próximas eleições regionais de Outubro, mostra bem a boçalidade vigente na política madeirense. Uma bestialidade tolerada porquanto praticada ao mais alto nível na Madeira e que serve de inspiração a todos os que aspiram vencer, politicamente, na ilha.

Mas, agora, de quem é a culpa? Do tal rapazola? Em parte, é. Porém, a responsabilidade maior é do próprio povo madeirense, que há muito se habituou aos abusos de autoridade e, sobretudo, à inimputabilidade – verbal, política e económica – dos seus dirigentes regionais e que, não obstante, continuou a votar no PSD-M liderado por um Alberto João Jardim que, tendo feito muito em prol do desenvolvimento infra estrutural da Madeira, já deveria ter saído, pelo seu próprio pé ou por via administrativa, numa normal alternância democrática. Pelo contrário, Alberto João, ao ter permanecido para além do tempo razoável, criou as condições para a emergência de uma espécie de cleptocracia onde o cartão do partido e uma cultura de “porcos, feios e maus” representam a chave do sucesso. Mas, enfim, estamos, apesar de tudo, num regime democrático e, portanto, por mais incompatibilidades que os dirigentes do PSD-M possam ter acumulado ao longo dos anos, cabe, em primeiro lugar, ao povo madeirense avaliar se é aquele nível de boçalidade e bestialidade que pretende para si, ou não.

Contudo, ao clima crispado que se vive na Madeira, as instituições nacionais não podem permanecer indiferentes. Numa altura em que o regabofe orçamental da Madeira começa a saltar para as primeiras páginas dos jornais nacionais e internacionais pelos maus motivos, primeiro através do Tribunal de Contas (a propósito das verbas que, destinadas à reconstrução madeirense depois do temporal, foram desviadas para pagar festas) e nos últimos dias pela troika, é altura de se estabelecer o limite do que é razoável e do que não é razoável na política portuguesa. Por exemplo, será aceitável que a lei de incompatibilidades, que delimita os negócios entre os deputados e o Estado, não tenha sido aplicada na Madeira? Mais, será aceitável que certos deputados regionais, que carregam às costas carradas de processos judiciais, permaneçam a coberto de imunidade parlamentar que, por sua vez, é levantada consoante a cor do cartão partidário? E, por fim, será aceitável que o principal partido do Governo nacional, o PSD, tolere, sem o menor escrutínio ético ou económico, o (baixo) nível de alguns energúmenos que o PSD-M apresenta como estrelas de cartaz? Enfim, creio que não, não e não…Em Democracia, não pode valer tudo. Têm de existir limites.

A Depressão Esquecida de 1920-1921

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 11:04
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Todos conhecem a “Grande Depressão” de 1929-1933. Quantos conhecerão a “Depressão Esquecida” de 1920-1921?

Assim, este texto sobre a que não conhecem. Como preciso de ser resumido, vamos focar em alguns pontos base e deixo ligações no fim para obterem informações mais completas se eu vos conseguir interessar no tema.

1. Porque é que não é conhecida? Porque foi uma contracção forte da produção dos EUA que se corrigiu rapidamente. Em 1920 foi duro, mas em Julho de 1921 terminou rapidamente e permitiu os “Roaring 20s“. Além disso, para os historiadores tradicionais é inexplicável de acordo com as suas teorias, pelo que foi um acontecimento único do qual não se podem tirar conclusões…

2. O que é que aconteceu? Basicamente o Dow caiu para quase Metade (de Nov. de 1919 a Agosto de 1921) e o Desemprego disparou para cerca do Dobro. Tudo isto enquanto os preços desceram 18% e o PIB contraiu 6,9% (de acordo com os números do Governo Americano).

3. Qual foi a Reacção do Governo Federal? A Administração cortou o Orçamento em Metade. As taxas do IRS foram cortadas para todos os escalões. A dívida estatal (não o défice, note-se!) foi cortada em 1/3! E a Reserva Federal, criada pouco tempo antes, não expandiu a base monetária nem de outro modo pôs em perigo o padrão-ouro.

4. Que conclusões tirar? Para muitos, nenhuma: foi um episódio. Para alguns contudo, a comparação entre esta crise e a seguinte, com respostas diametralmente opostas e resultados também diametralmente opostos, fica a lição da História, para que não estejamos condenados a repetir os erros do passado.

Evolução do Dow Jones na época:

Citação do Presidente Harding ao aceitar a nomeação do Partido Republicano em 1920:

“We will attempt intelligent and courageous deflation, and strike at government borrowing which enlarges the evil, and we will attack high cost of government with every energy and facility which attend Republican capacity. We promise that relief which will attend the halting of waste and extravagance, and the renewal of the practice of public economy, not alone because it will relieve tax burdens but because it will be an example to stimulate thrift and economy in private life.

Let us call to all the people for thrift and economy, for denial and sacrifice if need be, for a nationwide drive against extravagance and luxury, to a recommittal to simplicity of living, to that prudent and normal plan of life which is the health of the republic. There hasn’t been a recovery from the waste and abnormalities of war since the story of mankind was first written, except through work and saving, through industry and denial, while needless spending and heedless extravagance have marked every decay in the history of nations”

Ficam alguns Links:

1 - Wikipedia

2 - The Depression You’ve Never Heard Of: 1920-1921, pro Rober P. Murphy para The Freeman

3 - Warren Harding and the Forgotten Depression of 1920, por Tom Woods para Lew Rockwell.com

4 - The Forgotten Depression from 1920 to 1921, por Daniel Snyder no site Factoidz

5 - THE FORGOTTEN DEPRESSION, 1920-1921, por Michael S. Coffman, Ph.D. and Kristie Pelletier para NewsWithViews.com

Tom Woods tem um excelente vídeo sobre o assunto e podem vê-lo aqui:

Glenn Beck (eu sei, sempre uma escolha arriscada, mas às vezes tem bons vídeos…):

Vídeo aqui. Não gosto tanto do Bleck pelo que deixo só a ligação, não o vídeo…

Agosto 13, 2011

Conquistas do Eduquês

Filed under: Educação,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Estado da Educação

Iowa: Bachmann 22%; Romney 21%; Paul 16%; Perry 12%; Pawlenty 11%

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 19:00

Iowa Caucus: Bachmann, Romney and Paul on Top

Michele Bachmann: 22%
Mitt Romney: 21%
Ron Paul: 16%
Rick Perry: 12%
Tim Pawlenty: 11%

Romney 24%; Perry 17%; Paul 14%; Bachmann 13%

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 17:00

Como comprovam as mais recentes sondagens, a entrada de Rick Perry na disputa pela nomeação Republicana veio definitivamente animar e abrir ainda mais a corrida.

USA Today/Gallup
Mitt Romney: 24%
Rick Perry: 17%
Ron Paul: 14%
Michele Bachmann: 13%

FOX News
Mitt Romney: 21%
Rick Perry: 13%
Sarah Palin: 8%
Michele Bachmann: 7%
Ron Paul: 6%

CNN/Opinion Research
Mitt Romney: 17%
Rick Perry: 15%
Ron Paul: 12%
Sarah Palin: 12%
Michele Bachmann: 7%

Nisbet e a autoridade

Filed under: Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:23

Robert Nisbet analisa a concepção de autoridade e sua nêmesis na sociedade. Por Bruno Garschagen.

Na mesma linha, recomendo Twilight of Authority, do próprio Robert Nisbet.

(mais…)

Serviço público

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:51

Como o governo Sócrates gastou em viagens, carros e telemóveis

Curiosamente, o carro que mais encargos representa ainda não está no Ministério da Economia. Foi encomendado já em fim de ciclo, em Março, quando o governo já estava por um fio (caiu a 23 de Março, depois do chumbo do terceiro Plano de Estabilidade e Crescimento) pelo gabinete do então secretário de Estado da Energia e Inovação. Trata-se de um AOV (Aluguer Operacional de Viaturas) com contrato blindado que o ministério de Álvaro Santos Pereira não teve capacidade de romper: o custo do automóvel comprado em fim de festa vai custar ao Estado 95 mil euros nos próximos três anos.

O Ministério da Economia e do Emprego herdou também dos antecessores duas facturas no valor de 36 541,93 euros cada (ao todo, 73 083,72 euros), para pagamento de dois automóveis eléctricos Nissan Leaf, que têm de ser pagos até final de Setembro.

Ao Ministério da Economia continuam a chegar outra facturas de viagens, reparações de automóveis e contas de telemóvel. Agora o ministro decidiu estabelecer plafonds nos telemóveis, para evitar que se repita uma factura igual à que chegou da TMN, respeitante a Fevereiro, enviada ao gabinete de um ex-secretário de Estado no valor de 6737,77 euros. Outra, enviada pela Vodafone para o gabinete do ministro – também datada de Fevereiro -, exige um pagamento ao erário público no valor de 4637,96 euros.

Além destas “ostentações” havia outras: o motorista do ex-secretário de Estado Paulo Campos ganhava em média 4157,26 euros por mês. Destes, 3673,86 euros diziam respeito ao pagamento de horas extraordinárias. A esta remuneração acresciam ainda 483,40 euros mensais a título de subsídio de risco e de lavagem de viaturas.

muitíssimo decepcionante (2)

Filed under: Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:49

Uma desilusão. Por Luís Menezes Leitão.

A política orçamental não é um mero exercício contabilístico, tendo que ser baseada em princípios de equidade. Um deles é o de que o Estado não pode gastar acima das suas possibilidades. Cada dia em que o Ministro anuncia mais aumentos de receita e não fala em redução da despesa, a mensagem que transmite é a de que o Estado vai continuar a viver acima das suas possibilidades, sacrificando os cidadãos para esse efeito. Era a última mensagem que precisávamos que fosse transmitida neste momento.

Leitura complementar: muitíssimo decepcionante.

Nas entrelinhas…

Filed under: Economia,Media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:44

Palmadas nas costas escondem críticas: faltam cortes e reformas

Parecia que tínhamos voltado a ser os bons alunos da União Europeia. Essa foi, pelo menos, a imagem que se destacou em parte da opinião expressa ontem pela troika na conferência de imprensa que serviu para anunciar que Portugal passou o teste para aceder à tranche de 11,5 mil milhões de euros do empréstimo concedido pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu e que chegará em Setembro. Mas nas entrelinhas ficou um sem-número de críticas veladas: ao corte na despesa até agora inexistente, às reformas estruturais e à descida da taxa social única, que para o FMI seria o dobro do defendido no estudo divulgado pelo governo. Além de tudo isto, a troika apontou alguns incumprimentos em matéria de medidas nos rendimentos e taxas de justiça. Apontou também a utilização de fundos estruturais para pagar salários a professores e salientou que houve funcionários públicos com aumentos salariais este ano e alguns desvios nas despesas de capitais.

A troika ainda sublinhou a derrapagem de quase 600 milhões de euros – 270 milhões dos quais relativos à Região Autónoma da Madeira e 320 milhões de euros no BPN -, o que ajudou ao agravamento do défice para 1,1%, anunciado pelo ministro das Finanças 45 minutos antes do início da conferência da troika.

Leitura complementar: Valha-nos a troika…

Os motins em Londres e a pobreza

Filed under: Economia,Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 01:02

The London riots were not caused by poverty. Por Kristian Niemietz.

Caixa de Pandora

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:35

Suspeito que este assunto ainda vai dar muito que falar: Medida estava prevista para o Orçamento de Estado de 2011 – Congelamento das progressões nas Forças Armadas leva ministros à AR

Estímulos keynesianos e solidariedade europeia

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 00:25

Angry French farmers raid Spanish fruit trucks

(via Gabriel Silva)

Jesus pode não chegar ao Natal…

Filed under: Desporto,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:19

É de saudar a regularidade e o valoroso ponto conquistado fora de casa, num campo difícil e contra uma equipa com muito menos recursos mas motivada e bem organizada: Laionel voltou a ser uma casca de banana para o Benfica.

Apesar de ter tido uma desvantagem de dois golos, o Gil Vicente empatou com o Benfica (2-2). Pela sétima época consecutiva, o clube da Luz não conseguiu ter sucesso na 1.ª jornada, pela segunda vez seguida por causa de Laionel.

Agosto 12, 2011

A Alemanha e a crise

Filed under: Economia,Humor,Internacional,Política,Portugal,União Europeia — Bruno Alves @ 22:04

Artigo de Michael Lewis na Vanity Fair:

“With Greece and Ireland in economic shreds, while Portugal, Spain, and perhaps even Italy head south, only one nation can save Europe from financial Armageddon: a highly reluctant Germany. The ironies—like the fact that bankers from Düsseldorf were the ultimate patsies in Wall Street’s con game—pile up quickly as Michael Lewis investigates German attitudes toward money, excrement, and the country’s Nazi past, all of which help explain its peculiar new status.”

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