O Insurgente

Agosto 22, 2011

Do ouro (2)

Filed under: Economia,Política Fiscal,Política Monetária — Carlos Guimarães Pinto @ 08:44

Numa altura em que o ouro se aproxima dos 2,000 dólares/onça e em que a promessa do FED de manter os juros baixos durante os próximos dois anos tenderá a fazer com que suba ainda mais, gostaria de apresentar este gráfico em que se apresenta a evolução do poder de compra da onça de ouro.

Esta subida do valor do ouro pode-se dever a um dos factores abaixo ou a um mix desses:

1.Uma alteração forte da preferência dos consumidores em direcção ao ouro que fez com que o seu valor relativo tenha aumentado. No curto prazo, enquanto a correcção não se completar, pode ainda haver bons retornos para quem invista. O ouro ainda está longe do seu preço máximo corrigido pela inflação e valores acima dos 4,000 dólares não seriam surpreendentes do ponto de vista histórico.
2.Um enorme potencial inflacionista no sistema em que o preço do ouro é só o primeiro indicador. Esta situação, para além de todas as restantes consequências para a economia, fará com que o valor do ouro se aproxime dos números anteriores. Neste caso, independentemente da evolução do seu preço, será de esperar uma perda de valor relativo do ouro.
3.Uma bolha causada pela injecção monetária dos bancos centrais e a desconfiança geral em relação a outras classes de activos (imobiliário, acções, etc).
4.Uma bolha causada pela injecção monetária dos bancos centrais, mas que já ultrapassou o efeito inicial e se alimenta da tendência natural dos investidores a perspectivar o futuro baseado em retornos passados. Uma bolha destas resultaria da alteração do perfil de pessoas que compram ouro. Em vez dos habituais investidores que compram ouro com o objectivo de manter o valor das poupanças no longo prazo, teríamos investidores que compram numa perspectiva de que haja alguém disposto a pagar mais no futuro, independentemente do seu valor actual. Uma espécie de esquema de ponzi que se vê regularmente noutras classes de activos.

Independentemente do motivo, investir em ouro (ou noutra qualquer classe de activos actualmente) não é para qualquer um. Claro que são investimentos que “não são para qualquer um” que tendem a dar os maiores retornos (e as maiores perdas).

Agosto 20, 2011

Estranhezas

O Presidente da República, Cavaco Silva, foi à sua página do Facebook (há que ser moderno e “jovem”) mostrar o seu desacordo relativamente à proposta (chamemos-lhe assim, para não ferir susceptibilidades), feita por Merkel e Sarkozy, de que os países da zona Euro adoptem limites constitucionais ao endividamento e aos défices públicos. Disse o Presidente que tal ideia era algo de “teoricamente muito estranho”. A posição de Cavaco, essa sim, é bastante estranha. Em primeiro lugar, porque o Presidente nunca se pronunciou contra o já velhinho e esquecido PEC, que mais não era que a imposição de um limite ao endividamento e défices públicos dos países da zona Euro. Certo que os limites não estavam inscritos nas Constituições, e que o PEC começou a ser esquecido ainda antes de ser velhinho (por alguma razão chegámos onde chegámos). Mas constituiam uma mesma limitação dessas mesmas “variáveis” que tanto parecem incomodar agora Cavaco. Em segundo lugar, porque durante meses, durante anos, Cavaco Silva nos tem dito que “é preciso mais Europa”, que precisamos de “mais União”, e toda essa série de lugares comuns que ele tanto gosta de partilhar com quem tem o azar de não conseguir mudar de canal antes de ele começar a falar. O que é que será que Cavaco pensava que seria essa tal “maior União”, que não maior poder para aqueles que a pagam? Que não a imposição de limites à festa dos países menos “teoricamente estranhos” por parte dos que a andaram a pagar, e que mais pagarão quanto maior for a tal “União”? Ou será que aquilo que Cavaco andava a pedir era que os contribuintes alemães continuassem alegremente a pagar o nosso estilo de vida? Aparentemente, para Cavaco, “mais União” significa “mais dinheiro” de países que não fazem asneira a ser distribuído para países que o gastam como se não houvesse amanhã. Assim, em vez de explicar aos portugueses que, aconteça o que acontecer, a festa já acabou, e nunca mais vai recomeçar, Cavaco parece mais interessado em alimentar-lhes a ilsuão de que, mais uma vez, alguém nos irá ajudar, mesmo que ninguém pareça muito interessado em fazê-lo, ou seja sequer capaz de o conseguir. Uma posição que, na realidade, não devia supreender. Afinal o homem, avisou-nos ele, não se “resigna” ao estado a que o país chegou. Nem que para isso tenha de se alhear por completo da realidade. Só acho “estranho” é que o Presidente não perceba que, daqui para a frente, a realidade não vai deixar que nos alheemos dela.

O discurso da Directora

Filed under: Educação,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Que melhor integrem o crescimento do aluno. Por David Levy.

Como muito bem diz o RioD’oiro, o que espanta nem é tanto a ignorância do estudante, mas o discurso integrador da Directora da escola e a forma completamente acrítica como o profere.

Previsões fiáveis, só a mais de 100 anos…

Filed under: Ambiente,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:16

Pelo menos no que diz respeito a Sábado, a previsão de descida da temperatura não se concretizou.

Mais uma vez se confirma que previsões realmente seguras só para horizontes temporais superiores a 100 anos.

Apite você mesmo!

Filed under: Desporto,Justiça,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:08

Amanhã, em Aveiro, perspectiva-se uma excelente oportunidade para quem sempre desejou apitar um jogo da Liga e nunca teve oportunidade de concretizar a sua aspiração: Não há árbitro para o Beira-Mar-Sporting

Os 25 árbitros da 1.ª categoria não estão disponíveis para dirigir o encontro. A Liga solicitou à Federação Portuguesa de Futebol a indicação de um árbitro das categorias inferiores, mas o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já revelou ao PÚBLICO que o órgão a que preside não se vai “meter” na escolha de um árbitro para o Beira-Mar-Sporting.

(…)

Na ausência de um árbitro nomeado para o jogo deste domingo (18h15) em Aveiro, os delegados das duas equipas terão de encontrar na bancada alguém qualificado (de preferência, um árbitro oficial) para dirigir o encontro, explicou ao PÚBLICO Luís Guilherme, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), sublinhando que esta situação ocorre “centenas de vezes” nos jogos distritais.

Caso não seja possível recorrer a um espectador (com qualificações de arbitragem ou não), os regulamentos prevêem que, em último caso, sejam os capitães das respectivas equipas a substituírem-se ao árbitro, acrescentou Luís Guilherme.

“Era a hora de os árbitros tomarem uma posição”, diz presidente do Conselho de Arbitragem

O presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Carlos Esteves, mostrou-se neste sábado “solidário” com o boicote dos árbitros ao jogo entre Beira-Mar e Sporting.

Hallelujah

Filed under: Diversos — André Azevedo Alves @ 00:52


Leonard Cohen – Hallelujah

Agosto 19, 2011

“There is no danger of a serious rise in the cost of living”…

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

“There is no danger of a serious rise in the cost of living, The worst I should expect, would be a return to the prices of 2 years ago.”

Keynes celebrates the end of the Gold Standard

Senhora Ministra, contagie, e depressa, se faz favor, os seus colegas de governo com o vírus privatizador

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Maria João Marques @ 15:33

O fim da Parque Expo são boas notícias mas não podem deixar de ser apenas o início. Porque ao fim de mês e meio de governo não deixa de ser alarmante a falta de notícias sobre a muito prometida mas ainda por concretizar redução brutal na despesa pública.

José Manuel Pureza tem razão

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:33

Não é fácil acontecer, mas por uma vez concordo com parte de um artigo de opinião de José Manuel Pureza: A lei, os pobres e os favores.

As exigências que a lei faz a qualquer unidade económica, em matéria de quadro de pessoal, de número máximo de utentes ou de higiene e segurança, passam a estar dispensadas para os estabelecimentos particulares de apoio social. O Governo invoca, como justificação, que quer afastar o excesso de precauções com que a lei prejudica os prestadores de serviços sociais. Cá na minha, a guerrilha governamental contra a lei nem seria um mal se daí resultasse a eliminação, para todos, de normas irrazoáveis ou incumpríveis. Mas não, os requisitos que o Governo considera absurdos mantêm-se para os agentes privados em geral e para o próprio Estado, mas são desexigidos às IPSS. São absurdos bons para uns e absurdos maus para outros. Isto é simplesmente… absurdo.

Preso ao keynesianismo

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:29

Não obstante as suas qualidades, Cavaco Silva nunca se conseguiu libertar do colete de forças keynesiano e as suas mais recentes afirmações são evidência disso mesmo: Cavaco Silva considera “teoricamente muito estranho” travão constitucional ao défice

“Constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental – isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades – é teoricamente muito estranho. Reflecte uma enorme desconfiança dos decisores políticos em relação à sua própria capacidade de conduzir políticas orçamentais correctas”, contesta.

Arrefecimento local em Portugal

Filed under: Ambiente,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:25

Chuva e descida da temperatura no fim-de-semana

Berlim “imita” Paris e Londres

Filed under: Internacional,Justiça,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:21

Assim vai a ordem pública nas principais capitais europeias: Carros incendiados em Berlim pela quarta noite consecutiva

A polícia de Berlim anunciou que pelo menos 12 automóveis foram incendiados na noite de quinta-feira para hoje, a quarta noite consecutiva em que ocorreram incidentes semelhantes na capital da Alemanha.

Com os 12 casos desta noite, já foram queimados pelo menos 44 automóveis em Berlim desde o início da semana. Na noite de segunda-feira, tinham sido oito os carros indendiados, seguindo-se 15 na terça-feira e nove na quarta-feira.

Ninguém foi detido até agora por estes casos.

Dúvidas e interesses instalados

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:18

O encerramento da Parque Expo é uma medida positiva de Assunção Cristas, mas está ainda por apurar qual vai ser a poupança real, sendo que as contas finais vão depender da capacidade (e vontade) governamental para resistir aos interesses instalados nesta esfera: Parque Expo. “O Estado não está em tempos de gastar com o que não é essencial”

O governo decidiu colocar um ponto final na existência da empresa Parque Expo. A ministra Assunção Cristas explicou hoje que a poupança que a medida vai permitir ao Estado ainda não é conhecida, uma vez que este “é um processo que vai demorar o seu tempo e que ainda é necessário procurar interessados”.

Parque Expo diz que propôs muitas das medidas anunciadas pelo Governo

De acordo com as informações avançadas numa conferência de imprensa por Assunção Cristas, no actual contexto económico que o país atravessa e perante as dificuldades financeiras da Parque Expo, este é o momento ideal para olhar para a empresa e “decidir o que faz sentido ficar no Estado e o que faz sentido sair do Estado”.

No entanto, contactada pelo PÚBLICO, a Parque Expo, presidida por Rolando Borges Martins, adiantou que “as soluções apresentadas pela senhora ministra foram em grande medida propostas pela equipa de gestão cessante”. João Sebastião, do Núcleo de Comunicação e Assessoria Mediática da empresa, deu como exemplos concretos “a privatização do Pavilhão Atlântico, a concessão da actividade, a prazo, da Marina, a negociação com as câmaras de Lisboa e de Loures para a passagem da gestão urbana do Parque das Nações e a autonomização da gestão, na esfera pública, do Oceanário de Lisboa”.

Intolerância (2)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 12:18

Aqueles que se indignam com o custo da visita do papa, 50 milhões de euros, estiveram calados quando se soube que o governo de Zapatero doou 100 milhões de euros – dinheiro dos contribuintes, claro – à organização United Nations Entity for Gender Equality and the Empowerment of Women, a qual, logo a seguir, ofereceu um trabalho, bem remunerado, à ex-ministra Bibiana Aído. Estavam distraídos. Estão sempre tão distraídos.

Intolerância

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 12:01

Acho que já todos conhecem as mais recentes diabruras do meninos intolerantes de Madrid. É uma palhaçada esperada, e coerente com o comportamento dos últimos anos, um comportamento encorajado pela crispação de Zapatero. Mas o que espanta neste circo é o “argumento”: com os meus impostos, não! Hipocrisia. Pura e atrevida hipocrisia. E é um “argumento” ainda mais hipócrita, esta falsa devoção ao respeito pelo dinheiro dos outros, se tivermos em conta que naquela maralha predomina uma ideologia que não se reprime no apoio ao saque do dinheiro dos contribuintes, seja para construir aeroportos que ninguém usa, seja para outro tipos de festas, a que chamam parades (em “estrangeiro” é sempre mais sofisticado), as quais, supõe-se, celebram uma imaginária tolerância. A tolerância de cidadãos sem passado, sem educação e sem cultura: a tolerância zero.

Há vida para além das Novas Oportunidades

Filed under: Educação,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 10:37

Em teoria, o Programa Novas Oportunidades teria como objectivos, por um lado, transformar competências informais em competências formais que pudessem ser usadas para melhorar a empregabilidade das pessoas que frequentassem o programa e, por outro, facilitar o acesso a essas competências para quem não as tivesse obtido pelas vias tradicionais. É claro que, tratando-se de mais um daqueles programas muito bonitos no papel mas impossíveis de concretizar pelo Estado, acabou sobretudo a facilitar tudo e mais alguma coisa desde que os números batessem certo no final. Ou seja, algo entre o desperdício de recursos e a fraude.

O que é certo é que o programa parece estar, espera-se, moribundo. Mas isso não resolve o problema dos milhares de pessoas com poucas qualificações que não conseguem encontrar um emprego. Especialmente considerando que, num país minado por direitos e garantias, empresas moribundas não dão lugar a novas empresas e onde a maior parte das pessoas acha que estar desempregado e a viver ao sabor de eleições e Orçamentos de Estado em vez de empregado, a ganhar menos (se for necessário) do que o salário mínimo é um “avanço civilizacional”.

Felizmente, talvez haja esperança. Tanto para algum desemprego de longa duração/estrutural como para os problemas de falta de qualificações. Como não poderia deixar de ser, são soluções que implicam retirar poder ao Estado. Mas, por outro lado, dependem de uma acção decisiva do Estado, o que não deixa de ser um cenário potencialmente apetecível para candidatos a salvadores da pátria.

E quais são essas soluções? Basicamente tirar o Estado dos sectores onde ele está mais presente, seja como regulador, prestador ou financiador. Ou seja, tirar o Estado da educação e da saúde (sobre esta ideia vale a pena ler isto, e isto, e já agora isto). Porquê? Porque isso cria oportunidades. Oportunidades para o aparecimento de novas empresas que limpem algum do mexilhão incrustado no casco da economia portuguesa. Oportunidades para que novas ideias sobre como levar a educação (e saúde) a quem realmente precisa dela possam vingar.

Querem exemplos de modelos alternativos às Novas Oportunidades que podem realmente funcionar?

Então passem os olhos pelo site da KNEXT, uma empresa dedicada à transformação de conhecimentos informais em créditos que podem ser usados para completar cursos superiores, ou pelo projecto “Badges” da Mozilla (sim, os tipos do Firefox) e da Peer 2 Peer University que pretende criar uma espécie de sistema de crachás que permitam sinalizar a futuros empregadores que competências realmente possuímos, ou pelo site da UnCollege, um projecto de um miúdo financiado pelo Peter Thiel (sim, um dos tipos que fundou a Paypal) que pretende que as pessoas tenham acesso a tudo o que a universidade lhes pode dar sem gastarem um tostão.

Todos estes projectos têm a vantagem de só terem financiamento privado, o que significa que só sobreviverão se funcionarem e, se não funcionarem, os seus prejuízos não vão aparecer “repercutidos” na factura da electricidade de ninguém.

Talvez fosse bom que alguns dos professores que vão ser “não contratados” começassem a exigir mais liberdade e abertura no sector educativo e a pensar em formas de ganhar dinheiro com o que sabem eles próprios fazer, em vez de andarem a dar dinheiro ao Mário Nogueira e aos seus sindicalistas amestrados para que estes depois nos possam enterrar a todos.

Jornais Económicos: Uma fonte de boas notícias

Filed under: Economia,Humor — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:36
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Nos jornais normais, o que vende é o escândalo, o horror, a mentira, o embaraço e a má notícia em geral.

Mas há uma área em que os jornais não usam lentes negras mas cor-de-rosa: não mostram o pior da realidade mas antes apresentam a situação o mais rosa possível.

Hoje contudo atingiu-se o cúmulo: Perante as quedas catastróficas das bolsas, o que notícia o Negócios?

Mínimos na bolsa fazem disparar retorno dos dividendos

Ou seja: Que bom que a bolsa caiu 50% em poucos meses, pois assim a rentabilidade das acções (os dividendos) são uma percentagem muito maior dos títulos, efectivamente duplicando a taxa para pelas acções.

Se eu escrevesse para “Sorria-e-tenha-um-dia-feliz.com” tinha aqui muito bom material!

 

Agosto 18, 2011

Mourinho e Tito Vilanova

Filed under: Desporto,Videos — André Azevedo Alves @ 23:52

Pior do que não conseguir ganhar a este Barcelona, é ter mau perder: Mourinho pôs o dedo no olho do adjunto de Guardiola

O treinador adjunto do Barcelona afastou o técnico português com um empurrão e os incidentes pareceram ter ficado por ali. Mais tarde, na conferência de imprensa, Mourinho foi questionado sobre o sucedido e respondeu em tom irónico: “O que aconteceu com o ‘Pito’ Vilanova, ou lá como ele se chama? Não tenho nada a comentar. Sou uma pessoa educada”.

Mourinho le metió un dedo en el ojo a Tito Vilanova, en el partido de vuelta de la Supercopa

Mourinho Sobre \’Pito\’ Villanova no tengo nada que comentar

Marcelo Red Card vs. Barcelona + Fight – Super Copa 2011 HQ

Um critério objectivo

Filed under: Cultura,Internacional,Media,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 23:51

Uma perspectiva objectiva e ateia. Por Carlos Botelho.

Deixemos a espuma e sejamos objectivos: as Católicas que tenho visto em Madrid são bem mais giras do que aquelas tipas, manifestamente burras, que ontem, num fervor invejadamente beato, gritavam a plenos pulmões ‘Vuestro Papa es un nazi!’

Um bom negócio e uma aposta arriscada

Filed under: Desporto,Economia,Internacional,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:39

Não demorou muito. Um bom negócio para o FC Porto e uma aposta arriscada de Falcao em termos de carreira. Já a opção de Ruben Micael parece-me mais razoável, já que deseja obviamente jogar e no actual plantel do FCP teria poucas hipóteses de ser titular.

Não há Orçamento que aguente…

Filed under: Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:33

Com negócios destes, não há Orçamento de Estado que aguente: Campus de Justiça. Governo PS salvou fundo imobiliário do Estado

O dinheiro sai dos cofres do Estado, mais concretamente do ministério da Justiça, para voltar a entrar nos cofres do Estado mais precisamente no Fundo Imobiliário Fechado – Office Park Expo, cujos participantes são o Fundo de Pensões do Banco de Portugal, o Fundo de Pensões do Pessoal da Caixa Geral de Depósitos, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social e uma única entidade privada dentro deste ”grupo dos quatro”: a Fundação Calouste Gulbenkian. Certo é que estes fundos fizeram um negócio ruinoso em tempos de crise imobiliária: compraram os terrenos, pagaram o projectos e a construção. Cinco anos depois, era preciso arranjar alguém que pagasse um investimento de perto de 180 milhões de euros. Alberto Costa protagonizou a operação a resgate e assinou o arrendamento dos edifícios por mais de um milhão de euros por mês.

(…)

A gestão deste fundo foi entregue a uma empresa privada, a Norfin que tem por presidente do Conselho de Administração João Ramirez Sanches e entre os vogais estão Filipe Botton e Alexandre Relvas, também administradores da Logoplaste. Ficou acordado que esta empresa recebe deste fundo uma comissão anual de gestão que consiste “no maior valor entre: um valor fixo de 448 mil euros e o produto de 0,6 por cento sobre o capital do fundo até ao montante de 150 milhões de euros e de 0,5% sobre o valor de capital que exceda aquele valor. Este segundo valor será ajustado mediante a taxa de ocupação da área bruta dos imóveis. Estes valores são pagos em parcelas trimestrais.

Contra o ódio laicista, firmeza na fé

Filed under: Cultura,Internacional,Media,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 20:02

Bento XVI pede “respeitosa convivência” entre cristãos e não cristãos

No seu discurso de boas-vindas, Bento XVI pediu aos jovens que não se envergonhem de Deus. “É urgente ajudar os jovens discípulos de Jesus a manterem-se firmes na fé e a assumirem a bela aventura de a anunciarem e de a testemunharem abertamente com a sua própria vida”, destacou o Sumo Pontífice.

O Papa denunciou ainda no seu discurso de boas-vindas a “perseguição aberta” e violenta que os cristãos sofrem em alguns países (sobretudo em países de maioria muçulmana) e ainda a “perseguição velada” que os cristãos sofrem nos Estados laicos.

Ainda assim, o Papa exortou os católicos a não ocultarem a sua identidade cristã e, “num clima de respeitosa convivência com outras opções legítimas”, a exigirem o devido respeito à sua religião.

Trade, Prosperity and Peace

Filed under: Economia,Educação,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Free Trade: The Great Prosperity Machine

(via Magno Karl)

Eurocepticismo em Português

Filed under: Economia,União Europeia — Filipe Faria @ 19:52

Para alguém que como eu tem vindo a defender activamente a saída de Portugal do euro, ver uma entrevista como esta onde um português finalmente tem coragem de dizer o que não nos é dito quer pelos responsáveis políticos, quer pela comunicação social embriagada pela eurofilia, é profundamente refrescante.

Gustavo Cudell, empresário e investigador, talvez influenciado pela tradicional independência suíça (onde estudou e trabalhou), mostra nesta entrevista como o euro em particular e a União Europeia em geral estão na origem da nossa crise e como nada irá realmente mudar para melhor enquanto Portugal se mantiver na zona euro. É igualmente o primeiro português que vejo que revela o papel do BCE como redistribuidor e impulsionador das dívidas públicas dos países menos produtivos. Ademais, ataca o mito de que os cidadãos alemães ganham com o euro e, na tradição sociológica da teoria das “power elites” muito usada por Murray Rothbard ou Hans Hermann Hoppe, separa os interesses e vontades das elites europeias (que querem a via da centralização) das dos cidadãos europeus (que a rejeitam cada vez mais). Em suma, uma das melhores entrevistas em português que li nos últimos tempos. Vale a pena ler na integra, mas aqui ficam alguns dos melhores momentos:

O resgate financeiro dos países mais afectados pela crise de dívida tem sido a estratégia mais seguida pela União Europeia. Essa estratégia tem sido a mais correcta ou é desastrosa?
A estratégia que tem sido seguida é desastrosa, porque aumenta as dívidas, os juros e o desemprego e, consequentemente, faz minguar a economia dos países resgatados. Os resgates de bancos e dos países só adiam e aumentam os problemas. E o problema está no euro. No início, também fui um grande apoiante da moeda única, mas hoje acho que o euro é um colete de forças para todos os países que o adoptaram.

Mas a saída de Portugal do euro não teria consequências dramáticas?
Se a saída for gradual e negociada, não é nada dramático. Reintroduz-se o escudo, as importações baixam, as exportações sobem, o desemprego cai, o turismo sobe, os imóveis transaccionam-se, o desemprego e o deficit baixam. Desaparece o colete de forças do euro. Podemos respirar de novo e recuperar a soberania de Portugal (pelo menos em parte), que nos foi roubada de forma gradual.

Se a solução é tão fácil, por que é que esse cenário assusta tanto os líderes políticos portugueses?
Os políticos e banqueiros, com grande poder, não se assustam. Eles querem é assustar os cidadãos, para que estes não lhes tirem o poder. Aliás, nunca se assiste a um político ou banqueiro a apresentar razões concretas para tal e fazem da discussão objectiva tabu. Os políticos e banqueiros são marionetas do poder, que está agregado nas mãos dos bancos, incluindo os centrais, no FMI, no Banco Mundial, nas bolsas e em algumas famílias de alta finança.

A Alemanha tem-se revelado contra a saída de alguns países do Euro. Esta posição explica-se pelo facto de a economia alemã sair beneficiada com a falta de competitividade de alguns países da moeda única?
Isso é o que os media mainstream contam aos cidadãos menos esclarecidos. Quando falamos da Alemanha, temos que distinguir entre a elite do poder (banqueiros e políticos) e a esmagadora maioria dos cidadãos, que são os trabalhadores e os empresários. A elite do poder alemã segue o mesmo caminho da elite do poder dos outros países. Mas não é verdade que a Alemanha beneficie com o euro, e a grande maioria do povo alemão é contra o euro. A Alemanha oferece (através do euro fraco) os excedentes que obtém da sua exportação ao Banco Central Europeu e este financia os défices dos países do Sul. Sem o euro, a Alemanha teria matérias-primas, incluindo o petróleo, e juros mais baratos e seria muito mais rica.

Deve a Europa avançar rapidamente para uma união política, de forma a salvar o euro?
Não. Com toda a certeza que não. Para quê salvar um colete de forças? As populações não são loucas, não precisam de um colete de forças. Uma união que não funciona economicamente, nunca pode nem vai funcionar politicamente. Isso é o desastre total. Mas é isso que os tecnocratas do poder de Bruxelas querem. “

O TGV e as exportações

Filed under: Double standards,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:31

O TGV do Álvaro. Por João Miranda.

1. Para que é que um país com frente para o mar e a milhares de quilómetros do centro da Europa quer mandar mercadorias por comboio? Deve ainda ter-se em conta que a Iberia é uma península e que a própria Europa é uma península, com portos por todo o lado.

(…)

8. É inevitável que em breve se comece a argumentar que para rentabilizar a nova linha são necessárias sinergias com o transporte de passageiros. Ou seja, em vez do TGV complementado com transporte de mercadorias vamos ter o transporte de mercadorias complementado com o TGV. A mesma coisa, o mesmo buraco.

9. Acho estranho que o ministro só tenha falado do estímulo às exportações, sem ter referido o estímulo às importações. Será que os comboios só vão circular numa direcção?

Leitura complementar: Um mau sinal…; um mau sinal (3); Boas intenções não chegam.

A urgência de privatizar a RTP

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:58

RTP garante que não houve tentativa de impor Mário Crespo ao canal

A garantia foi dada em comunicado na sequência de uma notícia de quarta-feira do Expresso, em que era afirmado que o Governo, através de Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, teria convidado Mário Crespo, jornalista da SIC, para correspondente da RTP nos Estados Unidos. A notícia já foi desmentida pelo jornalista.

A direcção da RTP garante também que não existe “qualquer mal-estar associado ao tema da nomeação do correspondente da empresa em Washington” e que caberá a esta estrutura escolher esse profissional.

Governamentalização da RTP. Por João Miranda.

A interferência do governo na nomeação do correspondente da RTP em Washington é uma lição prática sobre o conceito de serviço público seguido pelos sucessivos governos. É também um sinal claro de que o governo não tem qualquer intenção de abdicar do poder que possui sobre a RTP, uma lembrança de que quando um poder existe quem o detém tenderá a exercê-lo. (…) Este é um caso típico de um problema geral: o Estado detém demasiado poder sobre demasiados sectores e esse poder tende a ser exercido pelo grupinho que temporariamente ocupa o poder. Apelos à virtude dos políticos não resultam, porque a falta de virtude é quase sempre condição necessária para uma carreira política de sucesso. A única solução possível é a saída do Estado desses sectores.

Excelentes razões para privatizar a RTP. Por Paulo Pinto Mascarenhas.

A mera possibilidade – mesmo que desmentida – de ter existido o convite do ministro Miguel Relvas ao jornalista Mário Crespo para correspondente da RTP em Washington é o argumento definitivo para que se privatize a estação pública.

Serviço público. Por Alexandre Homem Cristo.

A RTP sempre se prestou aos caprichos de quem a sustenta, e sempre foi esta a concepção de serviço público em Portugal. Não há melhor razão para privatizar, o quanto antes, a RTP.

Negócio à vista

Filed under: Desporto,Economia,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:39

Com propostas confirmadas e a não convocação de Falcao e Ruben Micael, perspectiva-se um excelente negócio para o FC Porto. Terei pena pela saída dos dois jogadores, mas tendo em conta os valores em causa, espero que as transferências se concretizem.

Muito bem

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:36

Esteve muito bem Carlos Abreu Amorim. Confesso-me surpreendido pela positiva com esta intervenção e faço votos de que o espírito de independência seja para manter: Vice-presidente da bancada do PSD critica ministro da Economia

Carlos Abreu Amorim, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, criticou hoje Álvaro Santos Pereira. “Não gostei nada das declarações do ministro da Economia acerca do TGV”, escreveu hoje na sua página no Facebook.

“O Governo não pode desdizer-se numa questão tão relevante”, disse Carlos Abreu Amorim sobre as afirmações do ministro da Economia e Emprego, ontem, em Espanha.

um mau sinal (3)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:14

Se o Álvaro Santos Pereira soçobrar perante a pressão, que deve estar a sentir para voltar atrás na suspensão do TGV, fará bem em demitir-se. É que sendo natural que o Ministro esteja a ser assediado pelos interesses franco-germânicos que vêm associados à construção do TGV, o interesse do País vem primeiro. E ser Estadista, neste momento histórico em que todos apontam a falta de Estadistas, passa por saber encher o peito e, se necessário, saber mandá-los todos dar uma grande curva. Portugal, não obstante ter perdido a sua independência financeira, não pode perder o seu amor próprio.

strike 3…you’re (almost) out!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:05

Dilma perde o seu terceiro ministro e perde também um dos partidos que fazia parte da coligação governamental. O Governo da Presidenta está agora em risco de implodir.

Ps: Entretanto, parece que Dilma acaba de perder o seu quarto ministro

Como escrever uma notícia inflamatória

Filed under: Comentário,Double standards,Media,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 11:07

O i dá hoje um excelente exemplo de como escrever uma notícia inflamatória. Se houvesse um campanha montada de propaganda contra os bancos, dificilmente faria melhor.

Título da notícia, em letras gordas, na primeira página:

Reforma na banca é o dobro da segurança social

Subtexto abaixo do título, também na primeira página:

«1182 euros é a pensão média paga pelos quatro maiores bancos privados em 2010. 472 euros é o valor médio das reformas no regime geral pagas em 2009»

No texto da notícia, podemos ler (negritos meus):

«A reforma média paga pelos principais bancos privados em Portugal representa mais do dobro da pensão de velhice paga pelo regime geral da Segurança Social. No entanto, quando comparada com a aposentação média dos funcionários públicos, os bancários ganham ligeiramente menos

Boas intenções não chegam

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tiago Loureiro @ 09:44
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Para bem da credibilidade do actual governo, já posta em causa no seu curto espaço de vida, é bom que isto e isto não signifique um recuo na intenção de suspender o projecto do TGV e a privatização da RTP. São precisas boas práticas que sejam consequentes com as boas intenções. Porque das últimas, está o inferno cheio.

“O estado somos nós”, versão laranja

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 08:37

Relvas convida Mário Crespo para correspondente da RTP em Washington (o que para um dirigente de um partido que supostamente desejava privatizar a RTP, é uma intervenção no mínimo estranha)
Ministros terão poder para recusar dirigentes escolhidos por concurso

Super Messi

Filed under: Desporto,Internacional,Videos — André Azevedo Alves @ 00:41

O Real Madrid pode ter (quase) tudo, mas não tem Messi: Messi derrota Mourinho e Ronaldo

Uma exibição magistral de Lionel Messi garantiu ao Barcelona a conquista da Supertaça. O argentino fez a assistência para o primeiro golo e marcou os outros dois na vitória (3-2) sobre o Real Madrid, no jogo da segunda mão. A equipa de José Mourinho voltou a colocar dificuldades aos catalães, ainda sonhou com o prolongamento, mas a dois minutos do fim o troféu ficou entregue.

Um mau sinal… (2)

Filed under: Blogosfera,Economia,Internacional,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:04

Os abrantes, compreensivelmente, rejubilam: “El portugués [o nosso Álvaro] se ha limitado a responder un poco a la portuguesa”

Depois de a coligação de direita ter, por diversas vezes, enterrado o TGV, parece poder concluir-se, tendo em conta as ambíguas declarações do nosso Álvaro em Madrid, que as notícias sobre a morte do TGV são manifestamente exageradas.

Leitura complementar: Um mau sinal…

Agosto 17, 2011

Por um punhado de euros

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:58

De mão estendida na União Europeia e sem que os principais actores políticos portugueses consigam articular outra ideia além da desejabilidade de alienar o mais rapidamente possível a soberania remanescente em troca de um punhado de euros e de umas dúzias de cargos em organismos internacionais, Portugal está reduzido a isto: Paulo Portas saúda propostas franco-alemãs para a crise

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, saudou as propostas da França e Alemanha e frisou que Portugal “mantém uma posição favorável a uma maior integração económica”.

Death of the Dollar

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Monetária,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 21:30

Lew Rockwell: Death of the Dollar

40 years ago today former President Nixon was fighting inflation and overwhelming war costs and with that he ended the last remnants of the gold standard. At that time Nixon claimed he was defending the dollar but his critics said it was one of the most damaging decisions in modern economic history. Are we feeling the effects of this decision four decades later? Lew Rockwell, chairman of Ludwig von Mises Institute, tells us who’s to blame for the death of the dollar.

Podemos sempre contar com a extrema-esquerda (edição limites constitucionais ao endividamento)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 19:41

Face à perspectiva de termos o endividamento público limitado constitucionalmente, a reacção da extrema-esquerda voltou a não desiludir. O Bloco diz que, como se não bastasse a ideia ser “um preceito liberal que é contra as necessidades dos países”, com limites ao endividamento deixamos de poder responder a catástrofes naturais (será que isto inclui o aquecimento global?). Já o PCP é menos contido e diz basicamente que o mundo vai acabar se a medida for aprovada.

Reparem, não estamos a falar de acabar com a possibilidade do Estado se endividar. Estamos a falar de acabar com (ou dificultar) a possibilidade de o Estado se endividar indiscriminadamente. Ou seja, ficámos a saber que de acordo com os preceitos ideológicos da extrema-esquerda portuguesa é imperioso que o Estado tenha uma capacidade de endividamento ilimitada.

Aparentemente, não lhes faz confusão nenhuma andar há meses a gritar que a dívida acumulada do Estado é insustentável e depois ser contra um mecanismo constitucional para limitar essa acumulação de dívida. Eu sei que estes senhores não estão propriamente preocupados com a acumulação de dívida, apenas com o seu pagamento, mas diria que este temor reverencial que a esquerda tem em relação à Constituição é um dos grandes argumentos a favor destes limites.

A ascensão do IV Reich?

Filed under: União Europeia — Filipe Faria @ 18:39

Simon Heffer escreveu o artigo que está a espalhar indignação pela Alemanha. The Rise of the Fourth Reich. How Germany is Using the Financial Crisis to Conquer Europe.

Os alemães queixam-se de que os britânicos lhes estão a chamar nazis de novo. A queixa é compreensível, mas será que vão ser só os britânicos? O que vão dizer os outros europeus quando o meltdown económico chegar sob um governo europeu liderado pelas directrizes alemãs? As consequências de um projecto europeu autocrático construído por eurocratas à revelia dos cidadãos estão a tornar-se visíveis a cada dia que passa. Esperam-se “tempos interessantes”, mas infelizmente pelos piores motivos. As reacções dos cidadãos nacionais a este novo governo europeu vão-se fazer sentir … resta saber de que forma.

“Merkel and Sarkozy called a ‘true European economic government movement’ made up of all the heads of state and led, initially, by the EU President Herman Van Rompuy. (…)

Although she will not yet admit it, this all suggests the first step has been taken towards a fiscal union that  will leave Germany dictating the financial terms for the rest of Europe. (…)

Individual bail-outs have been tried, but they obstinately refuse to work. Only an idiot would think they would: they treat only the symptoms of Europe’s economic decline, not its causes. (…)

If the euro is to survive — and with it the European project — the other 16 Eurozone countries will have to be like the Germans. Indeed, they must lose the freedom not to be like the Germans. That means a complete fiscal union in which Germany, as  the EU’s most powerful economy and principal paymaster, makes the rules and makes them unbreakable. (…)

They (countries like Portugal or Greece) may hope their salvation, apart from pulling out of the single currency and devaluing, would be to accept Germany properly bolstering the euro and effectively colonising the Eurozone. This would entail a loss of sovereignty not seen in those countries since many were under the jackboot of the Third Reich 70 years ago. (…)

For be in no doubt what fiscal union means: it is one economic policy, one taxation system, one social security system, one debt, one economy, one finance minister. And all of the above would be German. (…)

Where Hitler failed by military means to conquer Europe, modern Germans are succeeding through trade and financial discipline. Welcome  to the Fourth Reich.”

Um mau sinal…

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:13

Depois de tudo o que foi dito sobre o assunto, o adiamento da decisão é um sinal preocupante de que o Governo poderá ceder às pressões para avançar com o TGV mesmo num cenário de notória insustentabilidade financeira: Decisão final sobre o TGV só será conhecida em Setembro.

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