Os “cortes adicionais na despesa”, a que aludiu a “fonte oficial do executivo”, e que se traduzem em aumentos das taxas de electricidade e gás, são sim cortes na despesa do Estado. Ou não fosse “despesa pública” todo o dinheiro com que o Estado presenteia os bons cidadãos – e de forma exemplarmente eficiente, não cobrando aos contribuintes a riqueza (do Estado) que eles só passageiramente detêm no seu bolso, depois de a terem “produzido” (sob licença estatal). Mais concretamente, se é o Estado que detêm o poder de regular a distribuição da electricidade e do gás, e fixar impostos, tudo o que deixa de deixar na mesa são “cortes na despesa”. Os utentes vão ter que se remediar com menos restos, regozijando-se contudo, sabendo que o dinheiro que é de todos não está a ser desperdiçado em usos privados. Não faz sentido, portanto, a tua “simples constatação da realidade“. O seu a seu dono, meu caro.
Agosto 12, 2011
3 Comentários »
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Muito bem, muito bem! Todo o rendimento produzido pelos cidadãos é devido (sensu latíssimo) ao Estado. Tudo o mais são egoismos fúteis, que devemos combater em nome do altruísmo e do interesse comum!
Comentário por rui a. — Agosto 12, 2011 @ 20:55
Tanto faz dar-lhe na cabeça como na cabeça lhe dar. O meu bolso é que já só tem cotão.
Comentário por Pi-Erre — Agosto 12, 2011 @ 22:10
É uma manada apascentada pelo Estado. São servos, a quem o Estado magnificente preside, alimenta, educa.
Toleram-se algumas formas de produção de riqueza, desde que se submetam aos interesses da burocracia e dos partidos. Por sua vez o dinheiro é todo do Estado, e só por magnanimidade, se permite que algum seja gasto por quem o produz.
Ficámos a saber que o grandioso plano que nos vai tirar do buraco se limita a cortar 9% na despesa da Administração Central e 15% nos custos da EPs.
Estamos feitos.
Comentário por ricardo saramago — Agosto 13, 2011 @ 12:42