O Insurgente

Agosto 31, 2011

Direitos adquiridos ?

Filed under: Comentário,Cultura,Desporto,Media — André Azevedo Alves @ 23:41

Se o abandono e a renúncia de Ricardo Carvalho se ficaram realmente a dever a ter percebido que não ia ser titular é um episódio verdadeiramente lamentável e surpreendente tendo em conta o trajecto exemplar do jogador em causa. Será que a defesa dos “direitos adquiridos” em Portugal já chegou a este ponto?

choque cultural (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 17:45

O meu amigo J. sugeriu que, a exemplo da criança mimada retratada neste post, também o nosso Governo está a precisar de uma valente bofetada! E, realmente, tendo Passos Coelho feito campanha descredibilizando a gestão de Sócrates pelos seus constantes desencontros com a verdade, este Governo, ao fazer igual ao anterior, está a fazer ainda pior.

Enfim, numa época em que tanto se discute o crescente afastamento dos cidadãos face aos destinos do seu país, fenómeno especialmente notado em Portugal, é urgente adoptar, nos regimes ocidentais de democracia representativa, mecanismos democráticos que, a par e passo (e não apenas de 4 em 4 anos), permitam aos cidadãos pôr os seus governos na ordem. Este, como o anterior, precisa(va).

Socialismo

Filed under: Política Fiscal,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 17:17

If it looks like a duck, swims like a duck, and quacks like a duck, then IT’S A FRIGGING DUCK!!!

aumentam os impostos que ainda não tinham aumentado (3)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:43

O senhor Ministro das Finanças, durante a sua intervenção inicial, falou em corrigir os hábitos (e cito) “atávicos” da economia portuguesa. Ora, tendo o Ministro alguma razão, eu gostaria, porém, de sublinhar o atavismo destes sucessivos governos que, incapazes de controlarem o Monstro, só sabem esmifrar os portugueses. Quanto ao “falar verdade” da última campanha eleitoral, estamos conversados!

Documento de Estratégia Orçamental 2011 – 2015

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 16:35

Pode ser lido aqui.

Bom proveito.

aumentam os impostos que ainda não tinham aumentado (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:22

Pergunto ao senhor Ministro das Finanças: como é que, de forma inteligente, se pode falar numa agenda de competitividade (e em desvalorização fiscal) se, tornando a vida mais difícil a todos os cidadãos e empresas, TODOS os impostos aumentam?

aumentam os impostos que ainda não tinham aumentado!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:06

O resumo da conferência de imprensa do senhor Ministro das Finanças:

* Aumenta o IRS em 2,5 pontos percentuais no escalão máximo de IRS, elevando-o para 49%. Ao mesmo tempo, são eliminadas as deduções fiscais associadas a despesas com Educação, Saúde e encargos com imóveis (obras, condomínios, etc) para os dois últimos escalões o que, na prática, é outro aumento de IRS.

* Aumenta o IRC em 3 pontos percentuais para (fabulosos!) lucros tributáveis de 1,5 milhões de euros (limiar que é reduzido, face aos actuais 2 milhões de euros), elevando o IRC para 28%.

* Aumenta o Imposto sobre Mais Valias para 21,5% (dos actuais 20%), equiparando este imposto às restantes taxas liberatórias.

* Quanto à tão anunciada redução da TSU, iniciar-se-á um diálogo “aberto e construtivo” junto dos parceiros sociais o que, na minha opinião, indica que a redução da TSU – tão apregoada e elogiada pelo PSD em campanha eleitoral – foi “metida na gaveta”.

Quanto aos prometidos cortes na despesa, o documento que acompanhou a intervenção de Vítor Gaspar, ao qual regressarei amanhã depois de o ler na íntegra, apenas fala em rubricas genéricas. Ou seja, de cortes de despesa, nada foi ainda anunciado. Mau sinal.

choque cultural

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:52

“Giovanni Colasante, um conselheiro municipal da autarquia italiana de Canosa di Puglia, foi detido na Suécia por ter dado uma bofetada ao seu filho de 12 anos.”, no Público online.

Recentemente, no regresso de uma viagem a Itália presenciei, no interior do avião, uma cena semelhante: um puto de 8/10 anos não parava quieto e o pai (um siciliano), depois de vários avisos, largou-lhe semelhante bofetada que o miúdo, depois do choro inicial, amochou e não se mexeu mais. Birra encerrada. Ora, num avião repleto de turistas estrangeiros, houve uns tantos olhares, mas ninguém disse nada, porventura, com medo de também levarem uma chapada do siciliano!

Posto isto, a notícia de cima não me surpreende, porém, como, creio eu, a maioria dos portugueses também achará, parece-me um exagero, sendo revelador de um choque cultural que continua a subsistir na Europa e que, não obstante a Suécia não fazer parte do euro, é mais um exemplo de quão difícil é a integração política na União Europeia (da qual a Suécia faz parte). Nos próximos dias, por certo,desenrolar-se-ão iniciativas políticas para deixar cair o caso, pois em Itália, como em Portugal, aquela bofetada provavelmente faria sentido e aquele que num país nórdico é um mau pai seria um bom pai num país latino…

Enfim, culturas centenárias não se mudam por decreto.

Canal História

Filed under: Double standards,Economia,Política Fiscal,Portugal — Tiago Loureiro @ 13:59

Pedro Passos Coelho, 24.03.2011:

«Passos Coelho diz que, numa altura em que se desconhece a verdadeira situação das contas do país, não pode afastar uma mexida nos impostos. Mas a aumentar algum imposto, garante, será apenas os que incidem sobre o consumo e não sobre o rendimento

Pedro Passos Coelho, 07.04.2011:

«O presidente do PSD defendeu hoje que Portugal precisa de uma estratégia para o crescimento da economia que inclua uma reforma da justiça e uma redução da carga fiscal sobre o trabalho e sobre as empresas

Les beaux esprits…

Filed under: Economia,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 12:30

O ministro das Finanças garantiu hoje que o próximo orçamento terá cortes na despesa “significativos” e “em todas as rubricas”, assim como medidas para melhorar a receita.

“Vamos cortar significativamente na despesa pública e em todas as rubricas”, garantiu [...].

[A]ssegurou ainda que o próximo orçamento terá ainda medidas para melhorar a receita e que o Governo irá extinguir “todos os organismos que forem necessários”, pois temos de continuar firmes na execução orçamental.

[...]

Na sua opinião, não é possível atingir o objectivo orçamental sem melhoria na receita, o que poderá ter subjacente uma mexida nos impostos [...].

Agosto 30, 2011

Demagogia e realidade (4)

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal — Tiago Loureiro @ 23:37

Pouco habituado que está a criar riqueza ou a investir e a correr riscos, torna-se certamente muito fácil para António José Seguro vir falar desta forma tão ligeira sobre aquilo que é dos outros. É nisto que resulta esta recente moda de lançar uma nova ideia de imposto todos os dias. Políticos medíocres a falar do dinheiro, da iniciativa e do esforço alheios com uma falta de noção tal que já ultrapassa o ridículo: começa a provocar nojo.

Política e economia

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,Religião — André Abrantes Amaral @ 11:48

Em meados deste mês, o Padre Vítor Melícias, repetindo o teor desta entrevista, lamentou na RTP que a economia domine a política. Concluía ainda ser preciso pôr termo à ambição desmedida pelo lucro, objectivo que só seria alcançado quando a política se impusesse à economia. Victor Melícias cai num erro socialista muito comum, que pressupõe a política, enquanto actividade ligada ao Estado, como sendo intrinsecamente bondosa e benéfica, ao contrário da actuação individual que peca por egoísta e sem escrúpulos. É um erro comum que mais me espanta por vir de um católico. Na verdade, a virtude não se encontra na política, mas na ética de cada um. A visão política da sociedade pode ser tão desonesta e ambiciosa quanto a económica, como se viu nas inúmeras aventuras empresariais do Estado que, por má gestão e irresponsabilidade, resultaram em prejuízos avultados para os cidadãos e na insolvência do próprio Estado.

As faltas humanas são, como o nome indica, do homem. Individuais. Só cada ser humano as pode ultrapassar e compensar. E é nisso que a religião, qualquer religião como a católica, tem um papel fundamental: mostrar e fundamentar esse caminho. Tão assim é que nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa. Se a maioria dos seus cidadãos não buscar na religião o sentido último de uma ética que o suporte a si e aos outros.

Agosto 29, 2011

Pai de família

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 19:37

Se calhar estamos a ser excessivamente duros com o Presidente da República. Afinal, ele é o pai do monstro, e só pede mais umas bolachas para poder alimentar a cria insaciável. As preocupações de um homem de família são sempre enternecedoras.

tort reform

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 18:12

“Mr. Perry can take full credit, however, for the state’s tort reform. He signed it into law in 2003, capping non economic damages in medical lawsuits, and signed a follow up this year, which makes people who lose meritless lawsuits liable for their opponent’s legal bills”, na Economist de 20/08 (página 34, “Reading the record”).

Um apelo simples (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 18:07

“Is Rick Perry, the governor of Texas, a credible presidential candidate? His opponents plainly think so (…) Mr. Perry will fight on jobs. His campaign flaunts a startling statistic: that 40% of the new net jobs created in America since June 2009 are in Texas. In an August report, the Federal Reserve Bank of Dallas actually put it a bit higher. Texas, said the bank, created 261,700 jobs between June 2009 and June 2011; America’s net jobs gain was 524,000. Those figures give Texas 49,9% of the nation’s net job creation (…) The much vaunted Texas miracle cannot be easily replicated. Oil and gas are important to the Texas economy, though by no means dominant. The Dallas Fed reckons that a 10% rise in the price of oil adds about half a percentage point to the state’s GDP. Since June 2010, according to the Texas Petroleum Institute, the oil and gas industry has added about 28,000 jobs (…) Mr. Perry recites a four point recipe for economic stewardship: low taxes, fair and predictable regulation, tort reform and don’t spend all the money”. na Economist de 20/08 (página 34, “Reading the record”).

Um apelo simples

Filed under: Economia,Internacional,Política — Tomás Belchior @ 14:59

Americans Should Be Able to Sell Stuff Without a Permit

“The normal mindset among U.S. officials is that prior permission should be required to sell legal goods to a willing buyer. Kids selling lemonade on the street are shut down. A Missouri man has been fined $90,000 for selling rabbits (he made about $200). In Illinois, an artisan ice cream maker is being shut down for lack of a dairy permit. Manuel Winn was arrested, handcuffed, and booked for selling magazines door-to-door without a permit. A Maryland mother of three was arrested for selling $2 phone cards without a license. Lots of municipalities are going after food trucks. A group of Louisiana monks had to go to court to win the right to sell simple wooden caskets to consumers.

[...]

The default should be that free citizens can engage in commerce with one another, sans any prior restraint by federal, state, or local governments. It’s time to deregulate.”

Liderança vs. Posicionamento

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Tomás Belchior @ 12:51

Permitam-me uma pequena digressão.

Ontem estava a rever uns episódios do West Wing e a certa altura, no episódio “War at Home” da Série 2, há uma cena em que o Josh Lyman está a discutir números de uma sondagem que tinha feito para saber se o facto do Presidente ter proposto legislação para dificultar o acesso a armas de fogo iria prejudicar as hipóteses de reeleição de cinco congressistas democratas.

A sondagem tinha revelado que, a nível nacional, a ideia agradava aos eleitores mas que naqueles cinco círculos eleitorais, círculos onde uma nova vitória democrata estaria em dúvida, as pessoas não gostavam de ter de esperar uns dias para comprar armas. Face a estes números, a conclusão do Josh Lyman foi de que iam ter de moderar o discurso em torno daquela proposta para não prejudicarem a campanha de reeleição dos tais cinco congressistas. Isto porque “os números não mentem”.

A sondageira (técnica de sondagens? como é que se traduz pollster?) disse-lhe que, ao contrário do que ele achava, os números mentem e que aqueles números em particular não diziam necessariamente que os eleitores estavam contra a proposta. Podiam simplesmente dizer que os eleitores não conheciam a proposta e os seus méritos. Logo, em vez de camuflarem as suas posições em relação às armas de fogo, o que os democratas deviam fazer era dar-lhes mais tempo de antena.

Para rematar, a sondageira disse-lhe que governar ao sabor da opinião pública fazia lembrar uma citação atribuída ao Alexandre Ledru-Rollin que diz qualquer coisa como “Ali vai o meu povo. Tenho de o seguir pois sou o seu líder.”

Mesmo descontando os ecos da superioridade moral das “liberal elites”, pareceu-me um trecho televisivo adequado aos tempos que correm.

Uma bela resposta a um post miserável

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 11:44

resposta a luís naves, do Rui a.

No Fio da Navalha

Filed under: Comentário,Economia,Insurgentes nos media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 09:41

O meu artigo para o jornal I deste Sábado.

O Estado Opressivo

O Estado social acabou no dia em que decidiu ser empresário e capitalista; deixando de ser solidário, perdeu legitimidade.

É costume ouvirmos dizer que é preciso salvar o Estado social. Sendo este o apoio aos mais pobres, quem não está de acordo? Sucede que o Estado que se pretende salvar, há muito tempo que não tem por principal função ajudar os mais necessitados. O Estado que conhecemos tem empresas, faz negócios, vende produtos, educa e trata da saúde dos cidadãos, faz estradas, recolhe o lixo, vende e distribui electricidade, entrega correspondência, exerce actividade bancária,  especula na bolsa, é o maior proprietário de imóveis do país, transmite programas de televisão, subsidia clubes de futebol, organiza torneios desportivos, paga o estudo a jovens que vão de carro para a faculdade, da mesma forma que lhes paga viagens de férias. O Estado, que nos querem fazer crer ser social, até estações de comboio, aeroportos e uma companhia de aviação tem. É muito interessante ver como, para um socialista, um cidadão isolado é naturalmente mau, egoísta e um  empresário ganancioso, mas quando no poder se transforma num homem solidário e de boa vontade.

(mais…)

Agosto 28, 2011

socialismo

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 17:31

“É um imposto [sobre património, sucessões e doações] que existe na generalidade dos países e que visa corrigir a distribuição de riqueza no momento em que uma pessoa recebe por herança ou por doação algo que não ajudou a construir”, disse.”, Cavaco Silva citado pelo Público.

Socialismo puro e duro. O Estado esmaga o Indivíduo.

indestrutível

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:48

“O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, prometeu hoje um “corte histórico” no Estado da parte da despesa”, no Público online.

Não auguro, infelizmente, grande futuro ao Álvaro Santos Pereira. Não é que seja por má vontade do ministro – considero-o um dos mais bem intencionados e preparados ministros deste executivo –, é simplesmente porque a “máquina” do Ministério (e afins) não vai permitir as reformas que o ministro, enquanto académico e observador da realidade portuguesa, tão cristalinamente detalhou no seu último livro. E, enfim, creio que até Santos Pereira já o percebeu, daí o elevar de expectativas que fez através das afirmações dos últimos dias, cuja convicção foi claramente traída pelo tremor de voz com que foram acompanhadas. Assim, ao elevar as expectativas, a sua provável demissão, mais do que um acto de contrição, será um acto de resignação. É uma pena…mas este país não está para reformas…

Agosto 27, 2011

Etiam ruinae periere

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 22:35

Um bufão qualquer do outro lado do charco espirra, a Europa constipa-se, o Primeiro-Ministro português acorda com cefaleias, o Presidente junta-se ao coro de queixumes, e os neo-abrantes fazem o seu número habitual. Nada de novo. Hoje são os ricos, ontem foram os remediados, amanhã serão os pobres. É tudo carne para o obeso canhão público. Mas atenção!, a leviandade com que os socialistas andam a tratar o dinheiro dos outros já é criminosa. E é assim que estes farsantes devem começar a ser tratados. Como delinquentes. Como incompetentes, prepotentes e sujos delinquentes.

Agosto 26, 2011

Limite Constitucional ao Endividamento Público: A Prenda Envenenada

Filed under: Política Fiscal,Portugal,União Europeia — Filipe Faria @ 22:09

Eis que finalmente a possibilidade real de se limitar constitucionalmente a dívida pública está em cima da mesa. Tirando alguns socialistas mais aguerridos (e isto inclui muita gente da nossa direita), constata-se um entusiasmo geral pela proposta. A ideia simplificada subjacente é a de que se o nosso problema é a dívida, algo que acabe com ela é a solução. A questão é complexa, mas eu próprio sou simpatizante desses limites porque, mesmo que na prática sejam violados e sirvam de pouco, servem como nota moral, e esta não é irrelevante para os debates junto da opinião pública. Infelizmente, ao contrário das aparências, esta proposta não irá no sentido de limitar a dívida, muito pelo contrário.

Em Espanha, os socialistas e a direita já concordaram em estabelecer um limite de 0.4% ao défice público e a entrar em vigor em 2020. Portugal, que tende a imitar tudo o que vem da “Europa”, não deve tardar a imitar os vizinhos espanhois. De repente, políticos que nunca quiseram ouvir falar em limites constitucionais ao endividamento aceitam sem grande dificuldade um limite aos seus desmandos. Se tal premissa parece estranha, é porque é. Um saudável cepticismo em relação à natureza do poder político obriga-nos a perguntar porque é que subitamente a ideia de limitar a dívida se tornou aceite por políticos main-stream.

A resposta está no sítio para onde normalmente se evita olhar de tão focados que estamos na nossa política interna: na União Europeia, ou mais concretamente neste caso, na Alemanha e França. Quando Merkel e Sarkozy decidiram que devíamos ter um governo europeu, disseram que esta não era a altura certa para a introdução dos eurobonds, mas não os rejeitaram por princípio, até porque tal seria antitético em relação à ideia da construção do governo europeu. Os eurobonds estão em fila de espera mas não podiam ser introduzidos já. O primeiro ministro francês e o ministro das finanças alemão explicaram porquê: Francois Fillon, primeiro ministro francês, proferiu que só aceitaria a introdução de eurobonds se isso implicasse o aprofundamento do processo de integração (i.e. destruição das soberanias nacionais) e que para já não estão reunidas as condições. Já o ministro das finanças alemão  Wolfgang Schauble foi mais longe e disse categoricamente que não se pode introduzir eurobonds sem acabar com a capacidade autónoma dos países para controlarem as suas políticas. Isto tudo, claro, num cenário onde a vontade é a de introduzir a emissão de dívida pública europeia (eurobonds), pois o federalismo é visto como, não só a única solução para a salvação do euro, mas como o objectivo eurocrata que se pode atingir mais facilmente através de uma crise como esta. (mais…)

Keep the faith?! (4)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 21:35

Oiço agora Tiago Caiado Guerreiro (um verdadeiro homem de elite) na SIC-N, entrevistado pelo Mário Crespo, que põe o dedo na ferida: a medida do tributo sobre os ricos em França foi “conversada” com aquelas sinistras personalidades que escreveram o artigo a “pedir” o dito tributo, a fim de sanar coisas passadas (como o João Miranda aqui bem evidenciou). No fundo, e agora sou eu a afirmá-lo (não o Tiago), é uma espécie de Operação Furacão gaulesa: paguem o que devem e fica tudo esquecido. Quanto à aplicação da medida em Portugal, o Tiago Caiado Guerreiro alerta-nos ainda para um outro ponto importante: com isto, corre-se o risco de se agravar o nosso desequilíbrio externo, sendo que a fuga de capitais poderá ter origem não apenas nos ricos mas também em toda a classe média e média alta.

É uma pena o Tiago Caiado Guerreiro não estar no Governo…é de gente desta estirpe, desta valia, desta clarividência, que o País precisa.

iPhone 6

Filed under: Diversos,Economia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:36
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Enquanto o Estado continua o seu esforço para manter o status quo, algumas empresas inovam e fazem-nos avançar. Exemplo em análise: Apple!

Se querem saber todas as novidades sobre o iPhone 6, podem ver todos os rumores actualizados neste blog.

Desde possibilidades de design como:

Passando por evolução das características (substituição do chip A5 da Samsung pelo A6 da TSMC, substituição da câmara de 8Mp da Sony por câmaras duplas para 3D, …), desejos (como a rápida aplicação do novo tipo de ecrãs), data de lançamento (Junho de 2012), ou até evolução do teclado:

Enfim, vão-se informando pois o iPhone 5… já era.

Ainda sobre estas ideias peregrinas que andam a circular

Filed under: Economia,Política,Portugal — Tomás Belchior @ 10:47

Tirar recursos aos Ricos para o Estado destruir ainda mais de Luís Paixão Martins

Até que enfim.

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:11

“O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que suspende a criação de novas empresas municipais e obriga as autarquias a comunicarem quantas têm. “É o início de uma revolução tranquila”, diz Miguel Relvas. E pode ser o fim de mais de metade dessas empresas.”, hoje no JN.

Finalmente, uma boa notícia. Mas aguardemos pela execução do decreto-lei…

AJJ à rasca (3)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 09:47

“Mesmo depois de ter assumido problemas de liquidez para pagar a fornecedores e de ter pedido ajuda ao actual Governo, com quem quer negociar um acordo para controlar a diíida que duplicou em cinco anos, Alberto João Jardim, a pouco mais de um mês de eleições, continua a lançar novos concursos e adjudicar obras públicas. O conselho do Executivo regional reuniu ontem e das sete resoluções, divulgadas publicamente, cinco são para dar luz verde a obras na Madeira.

De acordo com fonte oficial do gabinete da presidência do governo regional o problema da dívida da região não foi debatido. Já em clima de pré-campanha eleitoral – as eleições estão marcadas para 9 de Outubro -, Alberto João Jardim dá prioridade à construção de um pavilhão gimnodesportivo, uma piscina e a construção de um centro paroquial entre outras obras. O Diário Económico pediu ao governo regional o valor deste pacote de concursos e adjudicações, mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.”, hoje no Diário Económico.

Do ouro (4)

Filed under: Diversos,Política Fiscal,Política Monetária — Carlos Guimarães Pinto @ 07:07

Sempre que refiro a possibilidade de existir uma bolha no valor do ouro, vem alguém mencionar a qualidade do ouro em relação às moedas fiduciárias como se fosse isso que estivesse em questão. O valor das moedas fiduciárias tenderá para zero no longo prazo e, consequentemente, o preço do ouro medido em qualquer dessas moedas tenderá para o infinito num período de tempo suficientemente longo. Acho que isso é assunto encerrado para estes lados. Este post do Ricardo é certeiro, mas não é isso que está em discussão.
O objectivo da discussão que tentei lançar não se prende com a evolução do preço do ouro (medido em dólares ou noutra moeda fiduciária qualquer) mas com a evolução do seu valor (em bens de consumo, acções ou outros metais). E a verdade é que aí poderá de facto existir uma bolha. O aumento constante do seu poder de compra, a alteração do perfil dos investidores, o aparecimento de instrumentos financeiros que permitem uma exposição, muitas vezes alavancada, ao ouro e a quebra de relações históricas (platina vs ouro por exemplo) podem ser indicadores de que existe uma bolha. Ou não. Mas, no mínimo, é uma discussão válida.

Enquanto há dinheiro, há palhaços

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 00:02

Estou em Portugal há três semanas e cada vez que ouço ou leio “governo”, vejo também “subida de impostos” ou “novos impostos”. Até já ouvi umas conversas sobre um “tgv”, e acho que não foi para encerrar definitivamente o assunto. Por um momento, cheguei a pensar que os eflúvios de New Orleans, onde estava no dia das últimas eleições portuguesas, me tivessem toldado o juízo, e que, afinal, José Sócrates havia sido reconduzido no cargo de primeiro-ministro. Mas não, fui confirmar, e não. A mescla de ostras, Bloody Mary e quarenta graus à sombra não me afectou a percepção.  É mesmo o tal grupo de  “neoliberais” que agora está ao leme, aquele grupo com o qual os socialistas tentavam (e tentam)  assustar as criancinhas que não comem a sopa e os adultos que não podem viver sem o Estado. Como já aconteceu noutras ocasiões, as notícias da chegada do liberalismo eram exageradas. Muito bem, meus senhores, continuem assim. Quanto mais escarafuncharem a base, quanto mais esmifrarem os já débeis pilares que aguentam com tudo isto,  maior será a derrocada. Que a terra vos seja pesada.

Agosto 25, 2011

Do Ouro e das outras moedas

Filed under: Economia,Política,Política Monetária — Ricardo Campelo de Magalhães @ 23:36
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Na comunidade de investidores, há quem se queixe da “instabilidade” do Ouro.

Repare-se que não se queixam da instabilidade do Euro (ou Dólar), o que diz mais sobre quem faz a afirmação do que sobre qualquer dos activos envolvidos (Ouro e Euro).

 

Um Preço é um Rácio entre 2 activos. Quanto tenho eu de dar de um para obter outro. Se eu usar como base o Euro, o Ouro tem variado, assim como muitas outras matérias-primas, a uma menor escala bens intermédios e a uma menor escala bens de consumo. Mas se eu usar como base o Ouro, o Euro é instável e tudo o resto um pouco menos instável do que no cenário anterior.

“Ah e tal, coitado de quem investiu em ouro: não é um activo para investidores conservadores com certeza!” – Eu digo o contrário: como conservador, invisto em Ouro. Quem tem depósitos a prazo ou outro qualquer activo de risco baseado num activo em depreciação constante pois é produzido em quantidade e a custo 0 (zero) para o emissor, esse sim, gosta de “Viver a vida loca”!

O Ouro não sobe: as moedas é que descem sempre, fruto da impressão desenfreada de quem vive para financiar défices do Estado. O Ouro não desceu nos últimos dias: o Dólar e o Euro é que subiram por algum factor momentâneo.

A Política Monetária é conhecida e é expansionista. Só quem for “contrarian” deve investir em Euros (e sofrer as consequências). O investidor conservador que pense bem na política monetária antes de decidir entre o activo que lhe permite manter o poder de compra (2 fatos custa hoje 1 onça de ouro, como há 100 anos atrás) e o investimento arriscado dos depósitos denominados em algo baseado na “confiança nas economias”.

Keep the faith?! (3)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 21:33

“António José Seguro esclareceu ainda ter pedido hoje “ao grupo parlamentar que encontre formas eficazes, justas e equitativas que possam acompanhar este movimento europeu que está a nascer” para que de alguma forma se possam “taxar os dividendos e o património”. “Todos os portugueses, em particular os que mais têm, têm que ser neste momento chamados a dar o seu contributo”, salientou.”, no Diário Económico online.

Enfim, eu continuo com uma certa esperança (mas não mais do que isso) que o Governo não irá lançar-se no pântano das más políticas, mas nesta rábula do tributo sobre os ricos há um aspecto que merece ser realçado: se, hoje em dia, os políticos, para parecerem sérios, credíveis e responsáveis, têm de defender ideias como aquela, então, quero lá saber do “mainstream”. Prefiro outras palavras, como estas em baixo:

“Criar impostos, nomeadamente como aqueles que se estão a congeminar, sobre o património é uma espécie de nacionalização. Compreendo a ideia como usurpação ao bom estilo do xerife de nothingham, mas não aceito. Não aceito. Não aceito porra. Mais vale não ter património nesse país, bolas. Então um gajo investe e compra umas cenas, paga os impostos todos inerentes à criação de dinheiro para comprar património; paga-se irs sobre os rendimentos, paga-se sisa ou imi e impostos de selo para escriturar e mais a puta que os pariu e depois vem estes gajos e pimbas nacionalizam o patrimonio. É pagar e não bufar e se bufar penhoram os imoveis. O melhor mesmo é não ter absolutamente nada. Nada. Já ouvi falar até que se aproximava um segundo confisco do ouro, ora bolas.”, nosso leitor RB num comentário (#7) neste post.

Recordando Steve Jobs…

Filed under: Economia,Educação,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 20:51
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Os índios, a lenha e as previsões meteorológicas

Filed under: Ambiente,Humor,Media,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

O tempo dos Índios

Não sei quem me agonia mais

Filed under: Nanny State Watch,Política Fiscal — Maria João Marques @ 17:48

Se esta gente que, sob capa da preocupação pelo próximo, advoga que lhes seja retirada uma maior porção do seu rendimento pelo estado, sabendo como sabem que os estados sempre lhes irão pagaros irão proteger da concorrência, sempre lhes darão acesso fácil aos governantes de forma a deixarem-se influenciar pelos seus interesses totalmente, claro, altruístas ou a destruir os empecilhos burocráticos e legislativos com que os pequenos sem os ouvidos dos governantes têm de se haver.

Ou se os tolinhos que tanto apreciam o gesto do parágrafo acima, sem perceberem que quanto mais os estados retirarem a qualquer cidadão mais legitimados se sentem para tirarem aos restantes, incluindo aos ditos  tolinhos. E que também não percebem que a voracidade do estado pelos recursos criados pelos indivíduos – como a caso português mostra à saciedade e também com partidos que até se dizem de centro-direita – se não é travada pelos próprios indivíduos, não pára, engole-os.

Que nostalgia dos tempos em que quem era ‘rico’ e considerava a sua obrigação natural ajudar os que menos tinham, agia de facto para ajudar quem menos tinha – antes pagavam os estudos aos rapazes de famílias pobres da aldeia e ofereciam o enxoval às raparigas que casavam,…; agora podem perfeitamente criar bolsas de estudos para atribuir a estudantes de baixos rendimentos, financiar instituições que acolhem crianças sem família e por aí adiante. Dantes faziam e nem lhes ocorreria referir estes gastos que tinham. Agora pedem para o estado lhes aumentar os impostos; sempre dá boa publicidade entre os tolinhos e lhes garante deferência em negócios futuros.

Keep the faith?! (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:17

Blogger’s joke:

Se o tributo sobre os ricos avançar, aproximando o PSD do BE, estou com curiosidade para ver qual será a reacção (no Facebook, pois claro!) do cabeça de lista do PSD por Viana do Castelo…Depois de tudo o que escreveu no passado, será que o nosso estimado CAA se demarca? Ah carago, era de homem!

AJJ à rasca (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 16:05

Se bem estou recordado, a cena gaga do congresso do PSD onde Pedro Passos Coelho foi eleito Presidente do Partido foi aquela em que Pedro Passos Coelho tentou, encarecidamente (mas sem sucesso), estender a mão a Alberto João Jardim (que apoiava Paulo Rangel), a fim de sanar uma qualquer desavença passada. Pois bem, agora, parece que é ao contrário: AJJ faz o choradinho e PPC, apesar de tudo, lá vai…Enfim, são todos bons amigos!

Quem tinha saudades do Bloco de Esquerda?

Filed under: Diversos,Política,Portugal — Tiago Loureiro @ 15:59

Aparentemente o próprio Bloco estava com saudades do Bloco: Bloco de Esquerda lança adopção por casais homossexuais:

«O Bloco de Esquerda vai apresentar um projecto para permitir a adopção por casais homossexuais já nesta sessão legislativa. A eutanásia será outro dos temas com que o Bloco vai aquecer o debate parlamentar neste ano político, sobretudo numa altura em que a maioria parlamentar é de direita. »

Temos ouvido que esta sessão legislativa será uma das mais exigentes de sempre. Parece evidente que nesta sessão legislativa o calendário para o cumprimento das medidas acordadas com as instituições internacionais vai ser apertadíssimo, data após data. E, para angústia de todos nós, esta é a sessão legislativa em que Portugal vai ter de dar passos decisivos para a sua viabilidade enquanto país soberano.

Mas, perante todo o cinzentismo e dramatismo deste cenário, valha-nos a notícia animadora de que esta sessão legislativa será aquela em que o Bloco de Esquerda voltará a ser o Bloco de Esquerda. Pão e circo, meus caros. Pão e circo.

Estimado José Luís Zapatero,

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 14:54

(…) Usted, señor presidente, ha convertido la mentira en deber patriótico, comprado a los sindicatos, sobornado con claudicaciones infames al nacionalismo más desvergonzado, envilecido la Justicia, penalizado como delito el uso correcto de la lengua española, envenenado la convivencia al utilizar, a falta de ideología propia, viejos rencores históricos como factor de coherencia interna y propaganda pública. Ha sido un gobernante patético, de asombrosa indigencia cultural, incompetente, traidor y embustero hasta el último minuto; pues hasta en lo de irse o no irse mintió también, como en todo. Ha sido el payaso de Europa y la vergüenza del telediario, haciéndonos sonrojar cada vez que aparecía junto a Sarkozy, Merkel y hasta Berlusconi, que ya es el colmo. Con intérprete de por medio, naturalmente. Ni inglés ha sido capaz de aprender, maldita sea su estampa, en estos siete años.

Arturo Pérez-Reverte

Keep the faith?!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 14:39

“Escolher entre tributar o rendimento, o património ou ambos gera outra dificuldade. As listas dos maiores milionários do país e do mundo costumam incluir valores impressionantes. Mas entre ser accionista de uma empresa valiosa, dono de uma fabulosa colecção de quadros ou proprietário de vasto imobiliário e dispor de liquidez para pagar um imposto adicional vai uma grande distância. Se o Estado, para contornar este detalhe, decidisse aceitar a dação de bens em pagamento, teria que assumir encargos com a venda dos activos que lhe fossem entregues. Reduziria as receitas líquidas alcançadas e, de caminho, comprometeria as metas da medida. O grande perigo, ainda assim, não está nos obstáculos à exequibilidade do imposto ou nos riscos de incentivo à fuga de capitais e à ocultação de bens, porque estes são temas que devem ser estudados e ponderados. Acontece que encontrar um pote de ouro é um estímulo para que o Governo desleixe o emagrecimento do Estado, a racionalização da despesa pública e o ataque aos hábitos de vida ruinosos do “monstro”.”, João Silva, hoje no Jornal de Negócios.

“Tributar os ricos é boa ideia? Mas eles já são tributados… Em Portugal quem ganha mais de 153 mil euros paga 45,6% de IRS (que dá 30 milhões ao Estado). O que fazer então? Aumentar a taxa? Redefinir a noção de rico, agravando as taxas do escalão inferior? Criar um imposto sobre o património? “It’s anybody’s guess”… Mas com uma certeza: quem mais tem, mais paga. É bom saber que há gente que em momentos difíceis admite pagar mais, em nome da solidariedade. Mas esse “sacrifício” serve para quê? Para ajudar os mais desfavorecidos? Não: a receita extra que entregarem ao Estado servirá apenas para… engordar o próprio Estado. Porque os governos não são capazes de se reformar. Isto é, de gastar menos. E não se resolve um problema estrutural atirando dinheiro para cima dele.”, Camilo Lourenço, hoje no Jornal de Negócios.

Esta ideia peregrina de taxar as grandes fortunas ganhou nos últimos dias um ímpeto adicional com o anúncio realizado ontem pelo Governo francês que, a partir de agora, tributará rendimentos anuais superiores a 500 mil euros em 3%. E segundo escreve a nossa imprensa, também o nosso Governo se prepara para avançar nesse sentido. Ora, se tal se concretizar, este Governo de Pedro Passos Coelho perderá a face, a credibilidade e sabe-se lá mais o quê, que outrora tanto apregoou, pois continuará a avançar na direcção oposta àquela que indicou na campanha eleitoral e que passava pelo seguinte lema: “não aumentaremos os impostos, reduziremos a despesa”. E, então, transitará definitivamente para a mesma liga de Sócrates e companhia. Santa ingenuidade!

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